– Quem são os 3 melhores jogadores do mundo?

Para o prêmio THE BEST da FIFA, foram escolhidos por capitães, jogadores e jornalistas: o argentino Lionel Messi (Barcelona), o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e o francês Antoine Griezmann (Atlético de Madrid).

Três atletas da Liga Espanhola. Mas há um pouco de contestação: para mim, pessoalmente, acho que Suarez e Neymar estariam à frente do atacante do “Atleti”.

E para você, quem sãos os 3 melhores?

Ops: quando a FIFA criará o prêmio para os “melhores árbitros do mundo”?

Impensável por enquanto…

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– E se “A chegada” fosse real?

Não assisti ainda o filme “A chegada” (com a atriz Amy Adams, a Louis Laine do novo Superman). Mas a história é curiosa: uma linguista tenta decifrar a língua dos extraterrestres que entram em contato com a Terra.

Além do desafio fascinante, fica a real constatação científica: o vocabulário ajuda a ter noções diferentes de como se enxerga o mundo!

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 28/11/2016, pg 88-89.

GRAMÁTICA DAS ESTRELAS

por Nina Finco e Ruan de Souza Gabriel

Em 1940, Benjamin Lee Whorf, um engenheiro químico interessado em antropologia, publicou o artigo “Ciência e linguística” na revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. No texto, Whorf aplicava as ideias do linguista alemão Edward Sapir sobre a influência da linguagem no modo de pensar dos indivíduos – ele defendia a tese de que os indígenas americanos tinham uma visão de mundo diferente dos falantes de inglês porque suas línguas originais não diferenciam a conjugação dos tempos verbais. Devido a essa peculiaridade, os nativos tinham dificuldade de compreender o conceito de temporalidade, mas conseguiriam intuir a teoria da relatividade de Albert Einstein, segundo a qual o tempo passa de forma diferente de acordo com o ponto de vista do observador.

Essa teoria sobre como a língua materna molda a forma como vemos o mundo recebeu o nome de Hipótese Sapir-Whorf, ou relativismo linguístico. Nas últimas décadas, cientistas tentaram provar essa teoria por meio de várias experiências. Nenhum deles foi tão bem-sucedido quanto o cineasta canadense Denis Villeneuve no filme A chegada, que estreou na quinta-feira (24). Valendo-se dos recursos da ficção científica, Villeneuve coloca em prática os conceitos de Sapir-Whorf. Mas, em vez de línguas humanas, a trama se debruça sobre línguas alienígenas.

Baseado no conto “História da sua vida”, do americano Ted Chiang, A chegada acompanha a linguista Louise Banks (Amy Adams), recrutada pelo governo americano para aprender a língua dos alienígenas que visitam a Terra. Os sons que esses seres emitem não se assemelham em nada ao que ela já ouviu. É preciso partir do zero. Para aprender o novo idioma, ela escreve palavras em inglês numa lousa e faz mímicas sobre seu significado repetidas vezes, até que o alienígena lhe apresente a palavra correspondente em sua língua. Essa é a técnica que linguistas usam para decifrar idiomas desconhecidos de tribos isoladas da sociedade. Baseia-se no conceito de “gramática universal”, segundo o qual todos os idiomas humanos compartilham alguns princípios básicos, como a organização em verbos e substantivos. Ao desvendar o idioma alienígena e sua forma de escrita, Louise experimenta uma nova e inusitada forma de enxergar o mundo a seu redor – exatamente como a Hipótese Sapir-Whorf diz que a linguagem influencia nossa percepção do mundo, nossa memória e nosso comportamento.

Pesquisas já atestaram que um vocabulário mais amplo, por exemplo, permite distinguir mais cores. Um estudo publicado em 1954 mostra que os falantes de zunhi (língua de tribos indígenas do sul dos Estados Unidos) tinham dificuldade de distinguir a cor laranja da amarela, pois contavam com apenas uma palavra para as duas tonalidades. Outro estudo, de 2007, mostrou que os russos, que têm vocábulos diferentes para azul-claro (goluboy) e azul-escuro (siniy), eram melhores que os anglófonos para perceber as gradações do azul.

A língua materna também está ligada à construção das memórias. Durante seu exílio americano, o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu uma autobiografia em inglês, Conclusive evidence (Evidência conclusiva). Quando se ofereceu para traduzi-la para o russo, atendendo a um pedido de uma pequena editora nova-iorquina, Nabokov teve uma experiência proustiana: o contato com a língua de sua infância trouxe de volta lembranças que permaneceram encobertas quando escreveu a obra em inglês. O número de páginas aumentou. Anos depois, ele fez uma nova tradução, do russo para o inglês, intitulada Fala, memória. “Nabokov passou toda a sua infância na Rússia e talvez ele se sentisse mais confortável para escrever sobre aquela experiência em sua língua materna”, afirma a linguista Jessica Coon, consultora do filme. “As pessoas podem associar determinada língua a um determinado tempo ou cenário.”

O economista comportamental Keith Chen vai além e argumenta que a língua pode até mesmo influenciar a capacidade de poupar dinheiro. Suas pesquisas concluíram que falantes de línguas que não diferenciam a conjugação de verbos no presente e no futuro, como o japonês e o chinês, são mais econômicos. Entre eles, o hábito da poupança é 30% maior do que entre anglófonos. As gramáticas de línguas como o inglês (e o português) constroem uma ideia de futuro distante do presente, o que desestimularia a poupança em favor dos gastos imediatos.

Em A chegada, a análise da linguista Louise conclui que o idioma dos alienígenas não se apoia em definições claras de presente, passado e futuro. Por isso, a escrita extraterrestre não é linear como as línguas humanas, escritas da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita. Todas as palavras se juntam em símbolos circulares nos quais os verbos não têm conjugação. Tampouco há correspondência entre a língua falada e a língua escrita. Os alienígenas falam por meio de sons que a garganta humana é incapaz de imitar, mas os círculos que eles escrevem não são a representação gráfica desse discurso. É nesse aspecto que A chegada se torna um filme mais ficcional que científico. Segundo a linguista Jessica, há sempre uma correspondência entre o escrito e o falado nas línguas humanas. Mas esse é o tipo de licença poética (ou, no caso, científica) que cabe bem nos filmes de ETs.

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– Um Lindo Amanhecer de Sábado

Bom dia!

Como de costume, fomos correr para despertar o dia, em busca da adrenalina. Nossa foto-motivação:

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Durante o treino, correndo e rezando. Hoje, pedindo pela intercessão de Nossa Senhora da Saúde. Nossa foto- meditação:

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No final do cooper, alongando entre as flores do jardim. Nossa foto-contemplação:

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Chega de atividade física. S’imbora trabalhar com esse cenário maravilhoso da Natureza. Nossa foto-admiração:

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Ótimo sábado de descanso e/ou trabalho a todos.