– O Caixeiro Viajante!

Caramba… leio que ainda repercute a justificativa do presidente Lula sobre o fato de diversas empresas (principalmente as construtoras) doarem dinheiro para sua campanha e depois financiarem suas viagens ao Exterior.

Disse ele:

Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo“.

Ora, a ideia que ele vende “a marca Brasil, junto com a marca Lula” tem uma implicância ética, não comercial! Devemos questionar a independência do Governo que ele chefiou e suas pretensões futuras com essas associações.

Ou que se dane a ética e a lisura nesse país?

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– Associação de Marcas Bem Própria?

A Seleção Brasileira de Futebol vai ser patrocinada pela Gol Linhas Aéreas. Justo no momento em que o Escrete Canarinho está em péssima fase, a empresa de aviação (que resolveu radicalizar os seus cortes, oferecendo apenas água aos passageiros) acerta o patrocínio.

Combinou: embora o nome lembre “futebol”, a Gol está com a “bola murcha”, tanto quanto a Seleção Brasileira.

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– Vida de Artista: Glamour, Rotina e Abstinência Social?

Walcyr Carrasco, escritor de novelas da Rede Globo e que está trabalhando na sucessora de “Salve Jorge”, escreveu em sua coluna na Revista Época (link abaixo) sobre como é dura a vida de artista!

Pode parecer contraditória a expressão citada, mas é, no mínimo, curiosa. Veja a rotina dele: (abaixo, extraído de http://revistaepoca.globo.com/vida/walcyr-carrasco/noticia/2013/03/vida-de-artista.html)

VIDA DE ARTISTA

Muita gente me pergunta como é a vida de um escritor. Quando conto, provoco decepção. É uma rotina chata. Só consigo escrever de noite. Isso pode parecer charmoso. Tente viver comigo! Imagine não sair, quase nunca. Não jantar fora, evitar cinema, pouco ir ao teatro, não aceitar convites para festas e reuniões de amigos. Começo a escrever no início da noite e só termino de madrugada. Os amigos, é claro, não entendem.

– Mas você só vem jantar com a gente e depois volta a escrever.
– Dá só uma passadinha na festa.
– Isso não existe.

Para começar a escrever, preciso estar tranquilo, relaxado. Se saio, minha cabeça embaralha. Perco o ímpeto. Há um charme na profissão, e a gente é convidado para tudo o que acontece, praticamente. A contrapartida é que nunca dá para aceitar! Confesso que adoro escrever. Mas também adoro comer bem, ler, assistir a filmes e falar pela internet – sem falar em outros detalhes íntimos. É preciso disciplina para abdicar de tudo isso, sentar e trabalhar das 8 da noite mais ou menos até de madrugada. Quando termino um capítulo de Amor à vida, minha próxima novela, os personagens estão vivos na minha cabeça. A história pulsa. Dedico-me então a meu único vício: fumar um charuto na varanda. É quando penso na vida e, é claro, no próximo capítulo. Deito lá pelas 5. Acordo à 1 da tarde, invariavelmente atrasado para algum compromisso. Sim, as pessoas insistem em marcar alguma coisa. É incrível como as pessoas gostam de reuniões. E de almoços. Odeio marcar almoços, porque isso diminui minhas horas de sono. Mas, quando você se torna um escritor conhecido, as pessoas querem marcar compromissos o tempo todo. Se aceitar, nem sobra tempo para escrever. É insensato, mas é desse jeito que o mundo funciona. Para fugir, uso uma técnica: se querem marcar algo em São Paulo, digo que estou no Rio de Janeiro. E vice-versa. Boa parte das vezes estou simplesmente escondido.

Faço o possível para malhar e praticar pilates. Mas a ginástica é fugir dos compromissos. É uma loucura. Há três anos estou para fazer uma consulta ao oftalmologista. Meu maior programa é ir a boas livrarias e me abastecer de novos lançamentos. A maior parte não leio, por falta de tempo, mas tenho esperança de que algum dia…

Gosto desta vida. Adoro ficar dois dias sem sair de casa. Tenho poucos e bons amigos. É o mais importante. Não conseguiria ser diretor de televisão. Eles, sim, sofrem! Como autor, posso escrever uma linha do tipo: “Então o exército cruza o riacho”. O pobre diretor tem de transformar essa simples frase num acontecimento visual. Achar o riacho. Contratar atores e figurantes para montar o exército. Figurinistas para vesti-los. Cavalos. Armas. Uma vez, armei uma greve na novela Esperança. Liguei para o diretor Luiz Fernando Carvalho e avisei.

– Tudo bem, eu seguro – ele disse.

Em uma semana, ele pôs 100 figurantes vestidos em trajes de época no ar. Não imagino como conseguiu. Já me tornei amigo do Wolf Maya, diretor de núcleo, e do Mauro Mendonça Filho, diretor-geral de Amor à vida, porque me compreendem. Seguram minhas loucuras. Só para você ter uma ideia: gravarão em Machu Picchu e em outros locais do Peru, que chegam a 4.900 metros de altitude.

Menos glamourosa é a vida dos atores. Parece charmosa quando aparecem em baladas, camarotes VIPs etc. A realidade é dura. Se você vê a cena de uma festa deslumbrante numa novela, saiba que ela pode ter sido gravada às 9 da manhã. Isso significa que as estrelas acordaram às 5 e chegaram às 7, para fazer cabelo e maquiagem. O que há de glamouroso em pular da cama às 5 para trabalhar? E ainda ter de estar bela e com aparência de felicidade, apesar do sono? Além disso, atores esperam, e como! As cenas na televisão são gravadas de acordo com um minucioso quebra-cabeça, em função de cenários e externas. Se um ator está numa externa, é preciso que ele a termine e volte ao estúdio, para então gravar uma cena na sala de jantar. Mas a atriz pode ter gravado outra cena no estúdio muito antes. Espera por ele. Horas e horas. Às vezes o dia todo.

Vida de artista é exaustiva. A vantagem é que todos amamos fazer o que fazemos. Por isso, quando alguém me pergunta o segredo para entrar na área, digo:

– Só tente se escrever, dirigir ou atuar seja tão importante para você como respirar.

Só a paixão dá felicidade ao artista. O glamour é só para quem está de fora.

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– Selvageria Sulamericana não combina com o Esporte

E novamente um pequeno time de futebol argentino apronta em campo. O Arsenal de Sarandy, após a derrota contra o Atlético Mineiro, resolveu brigar. Após discutir com um policial, um dos jogadores resolveu dar um soco, depois outro bateu por trás: aí, no tumulto generalizado em campo, teve voadora, rabo-de-arraia e outros golpes de MMA.

No vestiário, destruíram tudo, jogando cadeiras sob a imprensa. Alguns foram presos e depois solto após pagamento de fiança.

Detesto violência de torcida e gente fanática do mundo do futebol. Aprecio muito o esporte, mas me enojo com tais cenas. Tudo o que se viu ontem, no estádio Independência, e o que andamos vendo por aí, mostra que infelizmente o futebol está cada vez mais antidesportivo.

Lamentável!

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– Qual é a do Feliciano?

O pastor Marco Feliciano, de tantas declarações polêmicas e atitudes suspeitas, está cada vez mais sem clima na Comissão dos Direitos Humanos das Minorias. As “ditas minorias” que teria que defender não o apoiam. E agora, resolveu fechar as sessões de trabalho para que o público não o incomode.

Vejo alguns (poucos) manifestantes a favor dele, alegando que ele é a favor da família. Ora ser a favor da família não é ofender os negros e dizer que são “uma raça amaldiçoada por Noé (como Feliciano declarou). Não é praticar a discriminação de raças, pois só existe uma raça: a humana. Eu sou a favor da família, e isso não me dá o direito de atacar os gays; afinal, todo brasileiro é igual perante a Constituição.

Diante de tudo isso, por que o tal Feliciano se acha acima do bem e do mal e preside uma entidade cujos princípios são diferentes da sua conduta? E por que insiste em permanecer no cargo?

Agora, ele irá para a Bolívia negociar a soltura dos corinthianos lá presos. Demagogia ou não?

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– Coréia do Norte: Blefe ou Loucura?

Kim Jong-un, o jovem de 28 anos que herdou o comando da Coréia do Norte, parece que não tem noção do perigo. O país hermeticamente fechado e militarizado até os dentes resolveu há dias provocar os EUA. Sugere até um ataque nuclear!

Seu pai, antigo ditador norte-coreano, fazia isso e em troca conseguia alimentos para a população. O atual mandatário faz as ameaças gratuitamente.

Ele está blefando que possui armas nucleares ou é um insano?

Pior de tudo é ouvir a declaração dele na sua TV estatal, dizendo que:

As armas nucleares garantem a paz”.

Meu Deus… quanta idiotice!

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– E a Seleção do Felipão? Jogo de Solidariedade?

É um desrespeito ao mundo do futebol e a sociedade em geral – a convocação de uma Seleção Brasileira para um suposto jogo de desagravo à Família do menino boliviano morto por membros de uma das torcidas organizadas do Corinthians.

Considere:

1- A família do garoto é de classe média, estudada, e por mais que se faça uma doação em espécie, nada trará Kelvin Spada de volta à vida.

2- Haverá festa, comemoração, sorrisos e alegria num jogo que lembra o ato animalesco de um idiota que matou um inocente?

3- A CBF organizou o evento, convocando jogadores dos clubes e os prejudicando em seus Estaduais. Fazer caridade com os recursos dos outros é fácil, não?

4- Felipão convocou estrelas internacionais (como Pato e R10), jogadores que tem boa atuação no país (como Ralf, Paulinho e Jadson) e ilustres desconhecidos da Sub 20 (como Mateus Caldeira e Leandro). Não levou Fred porque o já conhecia, mas levou Neymar. Ué? Dois pesos e duas medidas?

5- A propósito: por que a CBF está envolvida, se o fato ocorreu com o Corinthians?

Me recusarei a assistir esse ato de violência moral que se tornou tal amistoso.

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