– Empresas Americanas tiram Proveito da Causa Gay

Nos EUA, o assunto sobre a legalização do casamento homossexual está em pauta. E muitas organizações aproveitam o assunto e se ligam à causa para ganhar clientes e a imagem de “politicamente correta”. Veja:

Extraído de Época, ed 13 de abril, pg 52-54

A NOVA SUSTENTABILIDADE?

Empresas americanas aderem à causa do casamento gay depois que ela se tornou majoritária nos Estados Unidos

Por Margarida Telles

O casamento gay é a nova sustentabilidade? Ou seja, uma causa tão majoritária que os departamentos de marketing das empresas abraçam entusiasticamente? Há indícios de que tal processo possa estar em curso nos Estados Unidos. Lá, marcas como Absolut, Nike, Microsoft e Apple manifestaram apoio à equiparação dos direitos entre os casais homossexuais e heterossexuais. Quando o movimento ganhou como logomarca o símbolo matemático de igualdade, marcas como Budweiser e Smirnoff publicaram as imagens em suas contas no Facebook e Twitter, gerando uma avalanche de curtidas e compartilhamentos. Claro que não dá ainda para comparar o apoio ao casamento gay, que envolve riscos, com a sustentabilidade, que é praticamente uma unanimidade. A rede de cafeterias Starbucks perdeu clientes dos setores conservadores ao defender os direitos dos homossexuais.

O publicitário Hiran Castelo Branco, vice-presidente de operações da ESPM, afirma ser improvável o mesmo tipo de boicote no Brasil. “Aqui, mesmo que a pessoa não seja adepta de uma determinada situação, ela não costuma ser radicalmente contra”, diz. Mesmo assim, marcas ainda relutam em assumir a causa gay. A Bonafont publicou em sua conta no Facebook o símbolo da igualdade, feito com duas garrafas de água. Procurada, limitou-se a dizer: “A Bonafont é uma marca reconhecida por respeitar e valorizar cada um de seus consumidores”. Já o site Decolar, cuja garota-propaganda é Daniela Mercury, assumiu um posicionamento neutro perante a questão. “A Decolar.com considera que assuntos particulares de nossos contratados só dizem respeito a eles próprios. Gostamos de todos e respeitamos suas decisões”, disse a empresa, num comunicado oficial, depois que a cantora assumiu seu relacionamento gay.

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– E Quando a Barreira Atrapalha o Cobrador de Falta? O Lance de Linense x Corinthians

Existem alguns mitos no futebol que devem ser discutidos. Um deles ocorreu ontem, na partida Linense x Corinthians pelo Campeonato Paulista 2013.

Numa cobrança de falta a favor do Corinthians, a barreira do Linense avançou e a bola bateu num jogador. O árbitro paralisou o jogo, advertiu o atleta com Cartão Amarelo (e como o infrator já houvera recebido Amarelo anteriormente, foi expulso com o Vermelho) e mandou repetir a cobrança. Procedimento correto ou não?

Alguns dizem que quando a barreira avança, deve-se aplicar a Advertência ao jogador que é a base. Já vi gente defendendo “amarelar a barreira inteira”. Mas aí existe o problema: como advertir uma barreira que se adianta antes da cobrança de falta, se a barreira não existe na Regra do Jogo?

A barreira não é um privilégio concedido a quem defende, mas sim um pedido de quem ataca. O jogador que cobrará a falta TEM O DIREITO DE EXIGIR a distância de 9,15m. Alguém, no nascedouro do futebol, descobriu que não existe qualquer restrição para que os atletas defensores se aglomerassem a 9,15m. Assim, nasceu a “barreira no futebol”.

Porém, o mesmo jogador que tem o direito de exigir a barreira, pode abdicar deste direito se desejar bater rapidamente a falta. O que acontece nesse momento é que: se a bola bater num adversário a 2 metros dele, o árbitro não poderá punir o atleta e mandar repetir a cobrança, já que não houve tempo hábil para ele se posicionar a 9,15m.

Na partida de ontem, o Corinthians exigiu a distância para cobrar a falta. Como o Linense não a cumpriu (a barreira só pode distar menos de 9,15m após o toque do cobrador – mas antes desse toque pode se mexer para os lados ou para trás, ou pular ou se agachar), o árbitro corretamente mandou voltar a cobrança e advertiu o atleta em que a bola bateu com o Cartão Amarelo.

Se a barreira avançar antes da hora, mas não atrapalhar a cobrança, não há porque voltar. Se a barreira avançar e a bola bater em alguém identificado, vale o procedimento explicado acima. E a explicação para a advertência com o cartão é: a Regra exige tal punição por não cumprir a distância regulamentar e/ou retardar o reinício do jogo (já que têm-se que repetir a cobrança).

Aqui fica um questionamento: um jogador que avança na barreira recebe o Amarelo, mesma advertência de alguém que atinge o adversário com um pontapé de maneira temerária.

Rigorosa ou não, é a Regra do Jogo. O problema é que muitos atletas a desconhecem.

Curiosidade: muitos goleiros pedem para as suas Defesas não fazerem a barreira, já que ela pode ser uma referência a bons cobradores de falta. Fica a dica!

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– E Quando a Barreira Atrapalha o Cobrador de Falta? O Lance de Linense x Corinthians

Existem alguns mitos no futebol que devem ser discutidos. Um deles ocorreu ontem, na partida Linense x Corinthians pelo Campeonato Paulista 2013.

Numa cobrança de falta a favor do Corinthians, a barreira do Linense avançou e a bola bateu num jogador. O árbitro paralisou o jogo, advertiu o atleta com Cartão Amarelo (e como o infrator já houvera recebido Amarelo anteriormente, foi expulso com o Vermelho) e mandou repetir a cobrança. Procedimento correto ou não?

Alguns dizem que quando a barreira avança, deve-se aplicar a Advertência ao jogador que é a base. Já vi gente defendendo “amarelar a barreira inteira”. Mas aí existe o problema: como advertir uma barreira que se adianta antes da cobrança de falta, se a barreira não existe na Regra do Jogo?

A barreira não é um privilégio concedido a quem defende, mas sim um pedido de quem ataca. O jogador que cobrará a falta TEM O DIREITO DE EXIGIR a distância de 9,15m. Alguém, no nascedouro do futebol, descobriu que não existe qualquer restrição para que os atletas defensores se aglomerassem a 9,15m. Assim, nasceu a “barreira no futebol”.

Porém, o mesmo jogador que tem o direito de exigir a barreira, pode abdicar deste direito se desejar bater rapidamente a falta. O que acontece nesse momento é que: se a bola bater num adversário a 2 metros dele, o árbitro não poderá punir o atleta e mandar repetir a cobrança, já que não houve tempo hábil para ele se posicionar a 9,15m.

Na partida de ontem, o Corinthians exigiu a distância para cobrar a falta. Como o Linense não a cumpriu (a barreira só pode distar menos de 9,15m após o toque do cobrador – mas antes desse toque pode se mexer para os lados ou para trás, ou pular ou se agachar), o árbitro corretamente mandou voltar a cobrança e advertiu o atleta em que a bola bateu com o Cartão Amarelo.

Se a barreira avançar antes da hora, mas não atrapalhar a cobrança, não há porque voltar. Se a barreira avançar e a bola bater em alguém identificado, vale o procedimento explicado acima. E a explicação para a advertência com o cartão é: a Regra exige tal punição por não cumprir a distância regulamentar e/ou retardar o reinício do jogo (já que têm-se que repetir a cobrança).

Aqui fica um questionamento: um jogador que avança na barreira recebe o Amarelo, mesma advertência de alguém que atinge o adversário com um pontapé de maneira temerária.

Rigorosa ou não, é a Regra do Jogo. O problema é que muitos atletas a desconhecem.

Curiosidade: muitos goleiros pedem para as suas Defesas não fazerem a barreira, já que ela pode ser uma referência a bons cobradores de falta. Fica a dica!

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