– Árbitro Estrangeiro para São Paulo x Atlético: Política falou mais Alto?

Dias atrás, falamos sobre a declaração de Sandro Lima, vice presidente do Fluminense, que pediu arbitragem estrangeira para os jogos da Libertadores da América que envolvessem seu clube contra brasileiros, após atuação ruim do brasileiro Ricardo Marques Ribeiro no jogo contra o Grêmio/RS. Disse ele:

[Os estrangeiros] são árbitros mais calejados e não sentiriam pressão. Na Libertadores, queremos árbitros de fora do Brasil(link em: http://is.gd/l84WYF)

A discussão se tornou: chamar árbitro de fora para evitar que este seja pressionado é exagero ou necessidade? O árbitro brasileiro sente mesmo mais pressão? Isso tem fundamento?

Sim e Não. E explicamos na oportunidade:

  • Sim, pois o árbitro nacional pode já ter se desgastado com a equipe pelos inúmeros jogos dos campeonatos em que apita no próprio país. Os dirigentes já o conhecem com mais intimidade e acabam naturalmente pressionando mais.
  • Não, pois árbitro bom não se deixa influenciar pela pressão. E isso independe da nacionalidade do apitador.

Agora, teremos a arbitragem do paraguaio Antonio Arias para as oitavas de final, envolvendo São Paulo x Atlético Mineiro (o mesmo árbitro da final entre Tigre x São Paulo, quando Luís Fabiano foi expulso no começo do jogo e a arbitragem foi muito ruim).

No ano passado, árbitros brasileiros apitaram os confrontos entre equipes brasileiras em todas as fases possíveis (nos confrontos entre Corinthians x Vasco e  Santos x Corinthians, por exemplo). Neste ano, já pelas oitavas, no confronto entre os argentinos Newell’s Old Boys x Velez, tivemos arbitragem do argentino Diego Abal. Por que o confronto brasileiro das oitavas não tem arbitragem brasileira?

Diz-se à boca pequena que a viagem do presidente do Atlético (Alexandre Kalil) à Conmebol teve a finalidade de pedir arbitragem estrangeira nessas partidas. Se verdade, mostra como a Conmebol aceita pedidos, independente da competência. Segundo o Uol, Alexandre Kalil disse (extraído de http://is.gd/XNAig7):

Fui na Conmebol nesta semana, mas não falei de nenhum nome. Eles (São Paulo) querem o Heber Roberto Lopes e o Leandro Vuaden. Estão pedindo pelo amor de Deus.

Como entender o aceite da Conmebol: força política do Atlético, desprestígio do São Paulo ou fraqueza dos árbitros brasileiros (sem força alguma nas suas entidades representativas para reclamarem do ‘boicote’ a eles)?

O certo é: o critério mudou. Entre argentinos, árbitro da casa. Entre brasileiros, estrangeiros.

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– Andragogia: estamos preparados e afiados com o desafio?

Amigos e Colegas Professores, um tem a importante que compartilho: a Andragogia! estamos preparados realmente? Abaixo:

EXTRAÍDO DA APOSTILA DE PLANEJAMENTO DOCENTE DO 1º SEMESTRE/2007 DA UNISANT’ANNA – SALTO

ANDRAGOGIAarte e ciência destinada a compreender e aprimorar o processo de aprendizagem dos adultos.

Em suma – pedagogia: ciência que busca levar o aprendizado às crianças; andragogia : aos adultos.

Quatro (4) observações sobre o que acontece ao indivíduo na sua idade adulta:

1.     Modifica seu auto-conceito (dependente/independente);

2.     Acumula crescente reserva de experiência e maior volume de recursos de aprendizagem;

3.     Tem sua motivação de aprendizagem orientada para desenvolver seus papéis sociais;

4.     Modifica sua “perspectiva de tempo” em relação à aplicação de conhecimento (mais imediata).

Sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

CARACTERÍSTICAS DOS ADULTOS COMO APRENDIZES E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA APRENDIZAGEM

1-                   Adultos possuem uma quantidade razoável de experiências. Então, as estratégias de apdz de adultos devem encorajar a troca de experiências.

2-                   O corpo dos adultos, sendo maior que o das crianças, está sujeito à maiores pressões e estímulos gravitacionais.  Então, o conforto físico é importante para a apdz ; pouco conforto ou o excesso dele pode ser desastroso.

3-                   Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados. Então, os hábitos e gostos devem ser, na medida do possível, considerados e atendidos.

4-                   Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios. Então, espera-se boas respostas no desenvolvimento de oportunidades.

5-                   Adultos, em geral, têm coisas tangíveis a perder. Então, a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências.

6-                   Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas. A apdz centralizada em problemas é mais efetiva e agradável.

7-                   Adultos tendem a ter grandes preocupações e problemas a resolver fora da situação de apdz . Então, deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para a apresentação da situação de apdz e o tempo necessário para a obtenção da apdz .

8-                   Os adultos, na atualidade, são cada vez mais pressionados por grande número de opções. Então, aprender a decidir é uma opção importante.

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– Começa o Paulistão, inclusive para os Árbitros!

Parece que os Estaduais realmente estão em baixa. O Campeonato Paulista, totalmente desestimulante na primeira fase, só agora começa.

Tanto o torneio nada valeu, que muitas equipes o usaram como competição preparatória. Vide, por exemplo, o São Paulo FC: líder da primeira etapa mesmo testando esquemas de jogo e disputando muitas partidas com a equipe reserva.

Mesma coisa para os árbitros: vimos muitos juízes novos nas escalas, outros de competência duvidosa, enquanto que os bons treinavam. Seneme, um dos FIFAs da FPF, apitou Guarani x União Barbarense na última rodada – ambos rebaixados, em jogo que para nada servia.

Nesta fase que começa sábado próximo, teremos Raphael Claus, Wilson Seneme, Marcelo Aparecido Ribeiro e Guilherme Ceretta. Deu a lógica no sorteio! Em bons jogos, bons árbitros. A bolinha do Globo da Sorte não fica a desejar.

Como teremos mais 4 jogos depois desta fase, os que perderam – Paulo César, Luiz Flávio, Braguetto e mais um ou outro poderão dar o ar da graça.

Em suma: estamos quase em maio, e só agora o Paulistão “é pra valer”! Ele foi levado a sério pelos rebaixados e pelos demais clubes do interior. Muitos deles fecharão as portas no segundo semestre.

Boa sorte às equipes e aos árbitros.

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