– De novo a CBF promete usar o árbitro de vídeo em breve? Eu duvido!

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Cel Marcos Marinho, falou que não vai punir o árbitro adicional Eduardo Tomás de Aquino Valadão pelo erro em Corinthians 1×0 Vasco (veja aqui sobre o lance: https://is.gd/9fTZ2N) pois “ele estava concentrado em ver se a bola entrou ou não” (segundo relato do UOL, em: https://is.gd/WPThUw). Por tal motivo, segundo o Coronel, ele não conseguiu ver o momento da finalização do Jô.

Que infelicidade na fala! Chega a ser patético, pois se são coisas simultâneas (entrou ou não com o braço ou não), como dissociá-las? Certamente deve ter falado sem pensar por conta da pressão que deve estar sofrendo de Marco Polo Del Nero. Aliás, o presidente Del Nero recebeu nesta segunda-feira a visita de Eurico Miranda, o presidente do Vasco, e devido as reclamações vascaínas resolveu determinar a instalação do VAR no Brasileirão imediatamente, de acordo com a ESPN Brasil (aqui: https://is.gd/EIxFJh).

Quer dizer que depois de diversos adiamentos e enrolações (veja o cronograma em: https://is.gd/PfZVwG), o Cel Marinho, que havia prometido que em 2019 o VAR estaria implantado, deverá adiantar em 15 meses o tempo por ordem de quem verdadeiramente manda, o Marco Polo?

O EQUÍVOCO – como é que numa etapa do torneio, um determinado time X perde para o time Y por erro de arbitragem, mas no jogo do outro turno ele hipoteticamente poderia estar ganhando do mesmo time Y (também por erro de arbitragem), só que a existência do recurso tecnológico faz com que ele não se beneficie?

Não é defender a injustiça, mas as mesmas condições e variáveis do jogo ao longo do mesmo campeonato são indiscutíveis. Em campeonatos de fase mata-mata / eliminatória, se pode implantar algumas mudanças. Mas em pontos corridos, a regra deve ser a mesma no torneio todo.

Um registro pessoal: é mais um anúncio de Marco Polo que não se pode crer, já que é useiro de tais engodos. Eu acho que ele deveria ir pessoalmente a Europa para ver como os europeus trabalham a arbitragem. Aliás, por quê ele não viaja, não?

Curioso…

Sabe o que está parecendo? Aquele patrocínio da Crefisa na camisa dos árbitros (proibido pelas normas da FIFA, já que um árbitro não pode ser patrocinado por empresa de interesse / negócio em outro clube). Tentou-se fazer vista grossa, mas a regra teve que ser cumprida.

Alguém acredita que a FIFA vai deixar utilizar OFICIALMENTE a tecnologia, no meio de um campeonato profissional em andamento?

Eu duvido (e modestamente tenho acertado em duvidar, desde 2015…).

Em tempo: fazer o uso das imagens da emissora que transmite os jogos da TV aberta é indevido! Dá a possibilidade de que se crie a idéia de que os times de maior audiência possam ser favorecidos. Pior ainda é ventilar a questão de implantar em apenas alguns jogos da rodada – e na reta final, todos são importantes. Não vale dizer que o regulamento permite, pois seria, comparando abruptamente, “inconstitucional”.

RESUMINDO: não deve usar as imagens da TV Comercial (tem que ser independente), tem que estar em todos os estádios (não vale ter em determinado estádio e em outros não) e deve ser em TODO O CAMPEONATO (não só em algumas rodadas, deve contemplar o início e o fim). Qualquer coisa que se especule sem essas condições, sugiro que os clubes denunciem à FIFA!

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– A polêmica do Gol de Jô em Corinthians 1×0 Vasco e pitacos de Vitória 1×2 São Paulo

Muitas reclamações contra a arbitragem (novamente) no Campeonato Brasileiro. Vamos a dois jogos com “chiadeira maior”?

EM ITAQUERA…

Na Arena Corinthians, o Timão enfrentou o Vasco e venceu por 1×0. Bastante polêmica sobre um pênalti que o árbitro Elmo Resende, de Goiás (militar, com 42 anos, de tantos outros erros na carreira, mas prestigiado) não marcou sobre Jô. Porém, a maior reclamação foi quanto ao gol do próprio Jô, que decidiu a partida. Hora de discuti-lo?

Eu assisti o lance por 3 imagens:

  • A primeira, no momento da transmissão e que saiu o gol, pareceu-me que o gol foi de cabeça e a bola sem intenção bateu no braço de Jô e entrou. Se realmente fosse isso, o gol era legal (afinal, é movimento natural dos braços, pois ninguém pula com as mãos grudadas ao corpo). Claro que é curioso, mas seria um gol legal de mão (involuntária, é lógico).
  • A segunda, da linha de fundo, onde se vê que o AAA1 Eduardo Tomaz de Aquino Valadão está atento e não se manifesta. Repare que ele está com a trave encobrindo sua visão, mas falha ao se comportar roboticamente, como um cone, sem dar uma “mexidinha no pescoço” para se posicionar melhor. O bandeira 1 Fabrício Vilarinho da Silva nada podia fazer, pois tinha a distância lhe atrapalhando e o próprio AAA1 na frente dele, impedindo a visão. Se o árbitro estivesse melhor posicionado, salvaria o lance. Obs: Sou a favor da utilização do Árbitro Assistente Adicional do modelo europeu, com árbitros mais competentes, atuantes e do outro lado da linha de meta. É burrice mantê-los na mesma reta dos bandeiras, eles tem que estar do lado oposto, como é feito na Europa.
  • A terceira, fundamental para reconhecer que o gol foi ilegal mostrada da esquerda do ataque do Corinthians, mostrada pela Sportv, onde claramente se vê que após Jô furar o cabeceio ele ajeita deliberadamente a bola com o antebraço (e a Regra 12, Infrações e Indisciplinas, que fala do uso indevido das mãos na bola, considera MÃO as mãos, braços e antebraços). A minha dúvida é: aquela bola foi tocada propositalmente sem ter ultrapassado totalmente a linha de meta? Não vi nenhum “tira-teima” nessa linha reta, embora me pareceu que a bola não tinha entrado no gol. Errou a arbitragem em lance decisivo.

NO BARRADÃO…

O árbitro paranaense Rodolpho Toski Marques, que já é da FIFA mesmo sem ter apitado grandes partidas com ótimas atuações, mostrou dois estilos: no 1o tempo, amarrou a partida, picou o jogo. Encostou, ele dava falta. E os jogadores, espertamente, cavavam “faltinhas” ao menor contato físico ao perceber a “mensagem dada pelo juizão”, de que “tocou, apitou“. Só que no segundo tempo, provavelmente alertado por alguém da má conduta da partida, desandou a deixar o jogo correr! É 8 ou 80? O que é isso?

O detalhe que me surpreendeu é que no segundo tempo, numa dividida de Júnior Tavares, ele não atinge significativamente seu adversário que pula para cabecear a bola. Há o leve contato físico, mas não faltoso. Eis que na Globo o ex-árbitro Paulo César de Oliveira, meu colega que tanto trabalhamos e respeito muito, disse ter sido pênalti. Cléber Machado, visivelmente estranhando, ainda pondera: “mas como foi pênalti se ele ainda sobe e cabeceia a bola?”… Aqui vai um conselho ao PC: em jogos que se comenta com TV, faça como o Gaciba: espere a repetição do lance para comentar com mais precisão, sem precisar teimar com a imagem. Afoito em responder, pode se complicar. Eu, que comento na Rádio Difusora, ou o Godoi na Rádio Transamérica, sabemos como o quão é importante acertar na avaliação; mas na TV, é muito mais fácil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Meritocracia e a Gestão da Arbitragem são ruins. Desde que Marco Polo Del Nero trouxe seu homem de confiança, o Cel Marcos Marinho, não se viu nenhuma mudança na administração da arbitragem. Aliás, lembremos-nos: Sérgio Correa da Silva, o ex-chefe da arbitragem e que virou Diretor de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo da CBF, disse em 08 de março de 2016 que o VAR (video arbitro referee) estaria no Brasileirão daquele ano, adiando por diversas vezes o projeto com N desculpas. Na oportunidade, dissemos nesse espaço que era “diálogo flácido para acalentar bovino” (conversa mole para boi dormir), pois era apenas uma demagogia criada para tirar o foco dos problemas da CBF. Eis que de em todas as datas propostas parta a implantação, não se fez nada.

Importante – MAS NÃO ADIANTARÁ A TECNOLOGIA DO ÁRBITRO DE VÍDEO SE NÃO EXISTIR A COMPETÊNCIA NECESSÁRIA PARA JUÍZES E CARTOLAS, QUE A COMANDARÁ!

Se desejar o histórico dos adiamentos, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/02/18/comprovada-a-mentira-do-var-que-ha-1-ano-a-cbf-disseminou/

Enfim, ouço muitas críticas de que Jô, beneficiado pelo Fair Play de Rodrigo Caio, deveria fazer o mesmo quando fosse possível. Mas em quantos lances ele já não teve oportunidade de “devolver a gentileza” e não fez? O do jogo de ontem só repercutiu tanto pois foi erro decisivo da arbitragem.

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– A Polêmica Regra da Comunicação em Campo

Sobre comunicação extra-campo com atletas, em questionamento ao amigo Edson via email, respondo com uma republicação do meu blog. Abaixo:

Tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costuma receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão a seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.” [Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

EXEMPLOS PRÁTICOS NO BRASIL

A primeira proibição (sem expulsão do integrante da Comissão Técnica), ocorreu por parte do árbitro gaúcho Jean Pierre Gonçalves na série B, no jogo entre América/MG x Paraná Clube (segundo semestre de 2013). Os treinadores Paulo Comelli e Dado Cavalcante, flagrados antes do jogo com rádios para conversarem com seus assistentes que estavam na arquibancada, tiveram que se desfazer dos aparelhos. Reclamaram, mas acataram.

Já o primeiro caso de expulsão valendo a nova orientação aqui no Brasil ocorreu no dia 28 de agosto de 2013, no jogo em que o Atlético Paranaense eliminou o Palmeiras da Copa do Brasil: o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi avisado pelo 4o árbitro Fábio Filipus de que o assistente técnico de Gilson Kleina, Fabiano Mazolla, usava um rádio comunicador no banco de reservas. Em um primeiro momento o quarto árbitro avisou da proibição e o assistente não obedeceu as ordens. Na sequência, o árbitro o expulsou. Na súmula, Ricardo Marques explicou que ele foi “expulso por uso de comunicação eletrônica após aviso da proibição”.

Outro caso ocorreu neste ano: Regis Angeli, assistente técnico do treinador Vágner Mancini, foi expulso pelo árbitro Flávio Guerra após aviso do 4o árbitro, ao perceber que este fazia uso do celular na partida entre Atlético Mineiro x Botafogo na rodada 19 pelo Brasileirão e que recebia informações da partida, repassando para o técnico.

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– E se o Jorge Wilstermann chegar à final da Libertadores? Sobre cidade-sede, altitude e Mundial de Clubes:

O surpreendente time boliviano do Jorge Wilstermann aprontou mais uma vez e venceu por 3×0 o River Plate em Cochabamba, cidade com 2500 metros de altitude e população estimada em 1,6 milhão de moradores. Aliás, muitos jovens brasileiros vão para lá a fim de estudar Medicina, já que a cidade, localizada no centro da Bolívia (ela se intitula Coração da América do Sul), possui muitas universidades com mensalidades baratas em relação ao nosso poder financeiro.

O time de futebol Club Jorge Wilstermann tem esse nome em homenagem ao primeiro piloto de avião da Bolívia, Jorge Wilstermann Camacho. Muito respeitado e querido pela população de Cochabamba, quando falecido, recebeu diversas homenagens, incluindo o nome do aeroporto local e o time de futebol da cidade, que se chamava San José de La Banda (e era formado por jogadores que trabalhavam na empresa Lloyd Aéreo Boliviano, na qual Wilstermann tinha vínculo). Assim, o escudo do clube contou com o formato de “asas laterais” e o apelido passou a ser de “O Hércules Aviador”.

Se chegar à finalíssima da Libertadores da América, novamente escutaremos a discussão: e jogar na altitude, não é prejudicial? ou ainda: “Tem chance da Conmebol tirar a final de lá?”.

Ora, a altitude de algumas cidades da Bolívia é realmente algo preocupante, mas também é o frio das cidades próximas da Patagônia, o calor do Litoral Brasileiro ou a secura do Deserto do Atacama – praças esportivas de times da competição.

Nas próximas edições, estuda-se fazer a final do torneio aos moldes da UEFA Champions League, com uma cidade-sede escolhida previamente (e que sempre tem estádio lotado, afinal, não se sabe quais serão os clubes finalistas e os torcedores de diversas equipes compram seus ingressos à espera de bom futebol e, quem sabe, do time de seu coração).

Quatro cidades já anunciaram o interesse em sediar uma final futura de Libertadores em jogo único: São Paulo, Rio de Janeiro, Lima e Quito.

Três questões:

  • Você gosta da ideia de final única em cidade-sede?
  • Cidades com elevada altitude deveriam ser excluídas de sediar finais ou jogos importantes?
  • Existe a chance real (desportivamente falando) do representante da América do Sul / Conmebol em Dubai, provavelmente contra o Real Madrid, ser o Jorge Wilstermann? E politicamente, alguém trabalharia contra essa hipótese? Nos tempos de Grondona e Nicolas Leoz…

 

Deixe sua opinião:

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– Muricy Consultor Informal?

Considerando que a diretoria do São Paulo FC está totalmente perdida…

Considerando que a pontuação do time é vexatória e a chance de rebaixamento é seríssima…

Considerando que os torcedores organizados foram fazer uma reunião “amigável” com os atletas profissionais (em dia útil de trabalho)…

Considerando a humildade (e por que não: o desespero) do treinador Dorival Jr em aceitar um consultor a seu lado…

Considero um tiro no escuro a chegada de Muricy Ramalho como consultor informal. Se o time mudar o jeito de jogar, dirão que é Muricy quem está escalando, não Dorival. Se o time continuar a perder, dirão que Muricy está ultrapassado. Se nada mudar, Muricy não estará fazendo nada. E por aí em diante.

O que pode Muricy fazer EFETIVAMENTE,  a não ser um bate-papo motivacional?

Parreira poderia não ter cedido à tentando de ser técnico novamente em 2006, evitando o fiasco do Quadrado Mágico e o descontrole dos atletas nas noitadas suíço-alemãs. Felipão deveria ter se preservado com a aura de Pentacampeão do Mundo e símbolo alvi-verde, ao invés do fiasco dos 7×1 e o rebaixamento do Verdão. Muricy deveria se preservar e não voltar.

Enfim, o Tricolor do Morumbi é, neste momento, uma grande incógnita.

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– Na rodada com erros da arbitragem, a CBF analisou só os acertos. Pode, Sálvio?

Eu gostaria de ter escrito o texto que leio do ex-árbitro e atual comentarista Sálvio Spínola Fagundes, a respeito dos lances analisados pela Comissão de Árbitros da CBF e publicados em seu site. Foi perfeito em sua observação!

As decisões erradas dos árbitros da rodada não foram discutidas, só se fez perfumaria com os lances corretos!

Leia até o fim, vale a pena!

Imagine como a torcida do Palmeiras deve estar feliz com esses Comandantes do Futebol…

Abaixo, extraído de: http://espn.uol.com.br/post/726686_para-cbf-arbitragem-da-rodada-foi-perfeita-so-faltou-analisar-o-que-deu-errado?utm_content=buffer26226&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

PARA CBF, ARBITRAGEM DA RODADA FOI ‘PERFEITA’; SÓ FALTOU ANALISAR O QUE DEU ERRADO

Por Sálvio Spínola

Há algum tempo, sugeri neste blog que a CBF passasse a adotar o procedimento da Federação Mexicana, com análise de lances polêmicos no pós-rodada. Isso dá mais transparência e credibilidade para a comunidade do futebol e traz aprendizado com ilustrações didáticas. É assim no México.

Neste Campeonato Brasileiro, a CBF passou a adotar essa medida. Em seu site, ao término de cada rodada, divulga lances polêmicos com análise de profissionais técnicos.

Nesta rodada 23, a CBF fez análise em três jogos, considerando acertos dos árbitros, veja aqui.

Lógico que muitos lances estão na esfera interpretativa e muitas vezes os próprios instrutores de arbitragem não chegam ao consenso sobre determinado lance, como no possível pênalti no Atletiba, onde os profissionais da CBF consideraram que Rildo ocupou o espaço, indo de encontro ao adversário e não caracterizando a falta/pênalti.

No mundo da arbitragem não há consenso sobre este lance – na minha interpretação foi pênalti, o atacante do Coritiba tem a bola para ser jogada e é chutado.

Mas o que não dá para aceitar é a análise em três jogos, quatro lances, e todos com acerto.

E o jogo Atlético-MG x Palmeiras, não mereceria uma análise das grande decisões tomadas?

Sálvio analisa lance de expulsão de Luan: ‘Foi o grande absurdo da arbitragem do Vuaden’

E o pênalti marcado no Atletiba, não vale explicar?

E o pênalti com cartão vermelho para Jucilei, não poderia ter uma análise mais técnica?

Sálvio concorda com pênalti a favor da Ponte e também com a expulsão de Jucilei: ‘Faz o bloqueio e evita o gol’

Para a CBF, nenhum desses lances são importantes, melhor explicar a linha do impedimento no gol do Santos.

A iniciativa perde o objetivo principal: a transparência.

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O árbitro Leandro Pedro Vuaden foi pivô de polêmica no jogo Atlético-MG x Palmeiras

– A 1a rodada da UCL: Neymar, Messi, Alisson…

E a primeira rodada da Champions League? Quanto jogo interessante, não!

Apesar de reclamarem que na França o PSG não tem adversário a altura (e não tem mesmo), Cavani, Mbappé e Neymar vão fazendo “gol adoidado” e treinando forte contra os Getafes, Osasunas e outros pequenos, versão francesa (em alusão aos times pequenos que Neymar também enfrentava na Espanha). Idem aos “Celtics” da vida na Liga dos Campões da Europa.

Já que o assunto envolveu Champions, enfim o Alisson mostrou por quê está na Seleção Brasileira. Ironicamente, ele não foi só um “rostinho bonito” ontem, mas um verdadeiro paredão. Fechou o gol contra o Atlético de Madrid e a Roma só não perdeu por conta dele.

E o Messi? Alguém deve ter pisado no calo dele, pois parecia estar jogando com raiva. Nunca o vi tão vibrante como ontem, contra a Juventus. Brilhante sempre foi, mas ontem jogou com a faca entre os dentes.

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– E se a Catalunha se separar, onde o Barcelona jogará?

A Espanha está repleta de grupos separatistas. Seja na região de San Sebastian, na dos Países Bascos ou na Catalunha. E é justamente a Catalunha, cuja capital é Barcelona, que vez ou outra acontecem referendos para a separação do território.

Claro que o Governo não reconhecerá o novo país, mas a Real Federação Espanhola se adiantou: em se separando, Barcelona e Espanyol, os dois times catalães, não jogarão mais o Campeonato Espanhol (diferente de Mônaco, cuja equipe homônima joga no Campeonato Francês e dos times de Malta e San Marino, que jogam no Campeonato Italiano).

E sabem onde devem jogar?

Supostamente, o Barcelona já estaria conversando com a Liga Francesa, já que a Catalunha tem grande afinidade com o povo francês (a língua catalã é uma mistura de espanhol, português e francês). A questão é: depois das rusgas entre Barça e PSG, poderia se concretizar tal mudança de praça (caso exista um reconhecimento do novo país)?

Só o futuro dirá.

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– Parabéns ao Árbitro de Futebol

… e também ao de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Pitacos das arbitragens envolvendo os 5 paulistas na última rodada do Brasileirão 2017

Comecemos pelo clássico Santos 2×0 Corinthians: muito boa arbitragem de Raphael Claus, cada vez mais maduro e experiente em seus jogos. Aliás, felizmente a bolinha caiu a favor da boa escala, e sobre isso escrevemos pré-jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-1FY . Mas nesta partida, se existisse ainda o prêmio do antigo Motorádio ao melhor em campo (curiosamente a Rádio Jovem Pan premia com um Motorola), ele iria para a assistente 2 Tatiane Saliciotti Camargo. A moça acertou o dificílimo lance da anulação do gol do Santos FC (embora criticada pela demora em levantar a bandeira, mas fez o correto: esperou definir se outro jogador não alcançaria a bola, atendendo as novas recomendações da regra), além de validar o rápido e complicado lance do 2o gol do Peixe no final do clássico. E aqui relembro dois lances, do céu ao inferno, em que falamos bastante sobre a querida Tati: um outro acerto espetacular na Vila Belmiro (vide aqui: http://wp.me/p4RTuC-9P), e um erro grosseiro cometido há 100 dias (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tw), mostrando que a falha da bandeira foi uma exceção ao seu costumeiro bom trabalho.

Vamos a São Paulo 2×2 Ponte Preta: nessa partida escrevemos uma postagem própria, exaltando os acertos do veterano árbitro Marcelo de Lima Henrique, em 2 lances importantes. Para os amigos que não leram, cliquem aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Fz

Não assisti na totalidade o jogo Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras, mas vi um lance para expulsão de Valdívia (que não recebeu cartão vermelho) e muita reclamação do Palmeiras. A verdade é que o gaúcho Vuaden, que apitou a partida, após suas lesões, retornos e “sumiço” em competições internacionais, parece que retrocedeu na carreira (infelizmente). Quero crer que é somente uma má fase, pois sabe apitar mas vem fazendo uma péssima temporada.

Gostaria de citar 3 nomes: Anderson Daronco, o tão badalado árbitro que respeito muito (olha o tamanho do cara!), mas sempre o comparei ao Pierluigi Colina, e explico: Colina era educado, respeitado e querido; embora, sejamos honestos, tecnicamente um árbitro comum (e pelo seu carisma e carinho dos jogadores para com ele, apitou a final da Copa do Mundo de 2002). Daronco é bom árbitro, sabe tirar proveito da sua força física, mas tecnicamente também é comum (vide a ruim atuação no Atletiba de ontem).

Dois árbitros que estavam fazendo um excelente campeonato e que eu particularmente os chamei de destaques da temporada: Flávio Rodrigues de Souza e Igor Benevenuto (vide outras postagens desse blog sobre eles) me parecem mal aproveitados nesse momento do Brasileirão. O que estaria acontecendo?

Em tempo: há dias a CBF está promovendo vários cursos de aperfeiçoamento de árbitros em Águas de Lindoia, com relativo custo, trazendo Jorge Larrionda (aquele mesmo da confusão de mão na bola / bola na mão, ocorrida logo que houve a alteração da Regra do Jogo). Além de falar aos árbitros, está formando instrutores… De uma lista que vi, há alguns que foram até mesmo punidos recentemente como árbitros. Vá se entender…

MERITOCRACIA: é a palavra-chave necessária em qualquer atividade!

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– Sobre a escala do árbitro Claus para Santos x Corinthians

O bom árbitro Raphael Claus apitará o jogão entre Peixe x Timão. Mas um detalhe curioso: até agora a Comissão de Árbitros da CBF insistiu em, na quase totalidade dos clássicos, escalar árbitros de outros estados em confrontos regionais.

Depois de muita reclamação das diretorias de Santos e Corinthians junto à CBF (por conta de erros de arbitragens em seus jogos), o critério parece ter mudado e a bolinha, por conspiração dos astros do Universo, felicitou a sorte (após um longo tempo)  de sair no sorteio um árbitro paulista para clássico paulista.

O que será que mudou na cabeça dos cartolas, não?

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– A expulsão correta de Mané!

Viram que jogaço do Manchester City contra o Liverpool? Cinco a zero para os Citizens contra os Reds, com mais uma grande atuação do menino Gabriel Jesus.

Mas o lance do jogo foi a jogada na qual o goleiro brasileiro Ederson (MCity) vai defender a bola e o adversário Sadio Mané (Liv) tenta roubá-la. A sola do atacante atinge o rosto do arqueiro que precisa ser levado ao hospital. Mané recebeu cartão vermelho, e o seu treinador, o alemão Jurgüen Klopp, reclamou que foi um lance “somente” imprudente.

Nada disso, ali foi força excessiva, sendo merecedor de cartão vermelho. A altura que ele levanta a perna e como ele atinge certeiramente o rosto com as travas da chuteira não permitem dizer que “foi sem querer”. Expulsão corretíssima!

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– Os dois lances reclamados em São Paulo 2×2 Ponte Preta

Boa arbitragem do árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique, com duas situações polêmicas, e por que não, didáticas. Vamos a eles?

1 – O gol de Bruno Alves

Estando no ataque, o zagueiro Bruno Alves (SPFC) aguarda uma bola que vem pelo alto para cabecear. O goleiro Aranha (AAPP) sai do gol para tentar espalmá-la e não chega a tempo, permitindo que o são paulino faça o gol de cabeça. Na sequência, Aranha reclama de falta pois estava fazendo a defesa.

Houve falta ou não?

Não! O que existe é que quando o goleiro salta numa bola e está na iminência de agarrá-la, não pode sofrer uma dividida/ tranco de algum adversário que tente disputá-la. Ali foi o contrário, é Bruno Alves que está tentando cabecear e Aranha quem bobeia, saindo atrasado.

2 – A expulsão de Jucilei

Esse é um lance que alguns amigos me perguntaram se, com as novas orientações das Regras do Futebol, não seria Cartão Amarelo ao invés de Vermelho.

Não é. O que mudou é o seguinte: quando um jogador evita uma situação clara e iminente de gol EM DISPUTA DE BOLA DENTRO DA ÁREA (ou seja: tentando roubar do adversário, dando um carrinho que atinge o oponente ao invés da bola por errar a jogada, ou ainda um lance imprudente), não é mais Vermelho, mas sim Amarelo a ser aplicado e tiro penal a ser marcado. Nas situações em que não há disputa de bola (Agressão, Uso indevido das Mãos na Bola, e outras situações diversas), mantém-se a orientação antiga: Cartão Vermelho Direto e Tiro Penal.

Um detalhe bacana: apesar da idade acima da média dos árbitros do Brasileirão (talvez o mais velho do quadro), Marcelo de Lima Henrique correu bastante e usou da sua experiência para ter uma ótima atuação. Parabéns a ele!

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– Dá-lhe Morata, o craque solidário e exemplar!

Morata fez mais um gol pelo Chelsea, e eu fico contente. Torço por ele, independente de onde estiver jogando.

Digo isso pois, quando o atleta estava no Real Madrid, foi extremamente afável com crianças com câncer. Sua história abaixo (há 4 anos, recordando):

(extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2014/10/28/a-sabia-acao-simpatica-de-morata/)

A SÁBIA AÇÃO SIMPÁTICA DE MORATA

Dias atrás, uma louvável ação de carinho. Veja:

O jogador espanhol Morata (Real Madrid) não é um dos craques tão badalados do seu time, como Cristiano Ronaldo ou Bale. Mas mostrou muita categoria fora das 4 linhas com um gesto plausível: ao visitar garotos que fazem tratamento quimioterápico para o combate ao câncer (e que por isso ficam carecas), ouviu deles que gostavam do seu cabelo arrepiado, mas que não poderiam imitá-lo devido ao triste efeito colateral.

Assim, Morata teve uma ótima ideia: passou a lâmina de barbear na cabeça e ficou careca! E disse:

Alguns meninos com câncer queriam imitar meu penteado; como não podiam, eu imitei o deles“.

Atitude simples e significativa. Parabéns ao atleta do time madrilenho.

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– Flamengo 1×1 Cruzeiro e o gol em impedimento. Não dá para crucificar…

O que foi mais relevante para o placar acabar em 1×1 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2017: o erro do goleiro flamenguista ou o erro do bandeira no gol impedido contra o Cruzeiro?

Difícil avaliar. O goleiro falhou, é fato. A arbitragem também, mas aqui cabem algumas considerações:

O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro não poderia chamar a ele o lance de impedimento do jogador flamenguista, pois não tinha ângulo. Já o bandeira Bruno Rizzo Salgado estava totalmente encoberto por um jogador do Cruzeiro e não viu o toque que deixou o marcador do gol em impedimento.

Sabe quem ajudaria a arbitragem a salvar o lance e marcar corretamente o impedimento? O árbitro de vídeo (VAR)! Esqueça o assistente adicional da linha de fundo (AAA), ele não teria a percepção rápida do lance e estão pessimamente treinados.

Errou a arbitragem, mas aqui se pode dizer: um erro de lance muito difícil…

Ops: Alguém perguntou sobre “Goleiro tirar ou não impedimento”. Sobre isso, explico aqui, em um texto de outro jogo que mas que vale a situação, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/30/rebote-de-goleiro-tira-impedimento-o-gol-de-ganso-em-spfc-3×0-ponte-preta-foi-legal-ou-ilegal/

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– A Manipulação de Resultados anula Jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo

Deveria repercutir muito mais do que foi, pois é grave: em 12 de novembro de 2016 (há menos de 1 ano), jogaram África do Sul 2×1 Senegal, apitado pelo árbitro ganês Joseph Lamptey. Mas na partida, o árbitro assinalou um pênalti inexistente para os sul-africanos, em jogada que a bola bate nas pernas do zagueiro senegalês mas o juizão alega mão.

Diante de protestos de Senegal, a FIFA achou muito estranho o erro e investigou, descobrindo que o árbitro de Gana estava vendido! Sim, ele manipulou o resultado, foi banido do futebol e a partida anulada. Se jogará novamente em uma das datas-FIFA reservadas para amistosos entre Seleções.

Acontece que Cabo Verde e Burkina Faso estavam disputando a vaga com Senegal e a África do Sul, que são penúltimo e último colocados na chave. Dessa forma, as duas primeiras seleções africanas que “quase comemoravam” a classificação à Copa da Rússia 2018, devem adiar a festa, já que Senegal volta a ter chances (pois havia perdido da lanterninha seleção sul-africana por influência do árbitro).

Para tirar 10, a FIFA deveria esclarecer: quem “comprou o árbitro”, por quanto e o que aconteceu / acontecerá ao picareta.

O medo é: quantos erros de arbitragem suspeitos podem estar acontecendo mundo afora, em campeonatos sem tanta visibilidade?

Assista o vídeo do erro grosseiro (que foi proposital) em: https://www.youtube.com/watch?v=VPrjWrMhbSI

– Se eu quiser comprar o Corinthians ou o Flamengo, quanto eu pagarei?

Roda o mundo a manchete de que o multibilionário Tilman Fertitta pagou quase 9 bilhões de reais pelo time de basquetebol do Houston Rockets. A equipe pertencia a Leslie Alexander, que há 25 anos a comprou por menos de R$ 350 mi.

Claro que aqui existe a inflação, a valorização e a oportunidade do negócio. Mas o lucro é impressionante.

Os diversos investidores chineses, “novos players” no mercado do esporte, compraram clubes de futebol mundo afora (vide Internazionale e Milan). Russos (como Abramovich no Chelsea), americanos (como os proprietários da Roma e do Manchester United) ou magnatas de diversos países do mundo árabe (como no Manchester City ou PSG) também gastam fortunas na aquisição de equipes.

E aqui no Brasil? Existem alguns poucos clubes empresas, como Audax, J Malucelli e Red Bull. Mas se algum milionário fizesse uma proposta para comprar um clube reconhecidamente de grande torcida (como os sabidos times de massa Corinthians ou Flamengo), quanto deveriam oferecer para que se considerasse “proposta irrecusável”?

Enquanto isso, os times pequenos vivem de apoio (ou tentativa) da comunidade local. Vide o nosso Paulista de Jundiaí…

Se tivéssemos uma “tabela de venda”, quanto valeria seu time? Considere torcida, potencial, patrimônio, história…

Difícil mensurar, não?

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– Argentina 1×1 Venezuela. Eu quero ver os hermanos na Copa!

Muita gente vibrando pela difícil situação da Seleção Argentina nas Eliminatórias do Mundial da Rússia.

Eu discordo! Gosto de bom futebol, e para isso, torço para que Messi, Dybala, Di Maria, Mascherano e outros importantes jogadores estejam na Copa de 2018. Sempre defendo que os craques devem estar nos principais torneios, e cá entre nós: é melhor assisti-los do que Eslovênia, Arábia Saudita, Bolívia…

Agora, se torço para que a Argentina leve o caneco já é outra coisa…

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– Um Leão Imperdível no UOL

Trabalhei na pior função que um oficial de arbitragem pode exercer em partidas com o treinador Emerson Leão: fui quarto-árbitro em jogos dele no Palmeiras, no Santos e no São Paulo. E eu era escalado nesses jogos pois conseguia manter um bom diálogo com ele, já que o então presidente da Comissão de Árbitros da FPF, o português José Evaristo Manuel, tinha PAVOR do Leão.

E por quê?

Porque Leão é muito inteligente com os detalhes, possibilidades e pressão exercidas sobre os dirigentes, adversários e os árbitros. É, talvez, o mais chato dos treinadores com quem trabalhei (“ganha longe” de Tite – que é ótimo no trato, está na dianteira folgada de Muricy e bem a frente de Luxemburgo. É seguido, logo atrás, por Felipão).

Comigo, particularmente, nunca tive atritos, embora conversávamos firme e educadamente em alto nível (em especial numa saia justa em que ele tentou colocar o árbitro de São Paulo x Marília com detalhes da Regra e consegui reverter, sem causar confusão).

Porém, é inegável a competência de Emerson Leão, embora de relacionamento difícil (a diferença sempre se via no vestiário). E no UOL, leio uma excepcional entrevista (longa, bem formulada e de prazerosa leitura) onde o treiandro conta muita coisa sobre carreira e o que pensa.

Compartilho, em: https://www.uol/esporte/especiais/entrevista—emerson-leao.htm

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– Puxaram a orelha do Felipe Melo?

Só para entender: na entrevista coletiva logo após o almoço, Felipe Melo “deu uma de bom” e disse não ter pedido desculpas diretamente ao Cuca, se mostrando auto-suficiente e incapaz de fazer um mea culpa.

Mais tarde…

Via twitter, escreveu que pediu desculpas pessoais ao treinador, que queria explicar o mal entendido, blábláblá.

A única dúvida foi: quem lhe puxou a orelha para que consertasse a cáca que fez?

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– Jogar ou não em data Fifa? O Grêmio, se perdesse…

O Grêmio goleou o Sport no jogo isolado do Campeonato Brasileiro no último sábado. O time estava desfalcado de Luan (na Seleção Brasileira) e de Barrios (na Seleção Paraguaia).

Não é injusto algumas equipes folgarem e outras não? E se o time gaúcho perdesse, poderia reclamar que seus adversários não jogaram desfalcados devido as Eliminatórias da Copa, e ele sim?

Imagine um hipotético cenário onde Lucas Pratto fosse convocado pela Seleção Argentina, além das convocações reais de Cueva (Seleção Peruana), Arboleda (Seleção Equatoriana) e Rodrigo Caio (Seleçnao Brasileira)? É muito titular fora do time do São Paulo FC, por exemplo?

Por outro lado, sem futebol aos domingos (pelo desagradável calendário das Eliminatórias que marca partidas às 3as feiras, dia útil de serviço, às 17h30), e com tantas outras equipes sem jogadores convocados, não seria melhor repensar em tudo isso?

Fica a discussão. E reitero o questionamento: os gaúchos reclamariam muito se perdessem para o Sport?

Aliás, e a infeliz fala do Vanderlei Luxemburgo pós-jogo lá em Porto Alegre? Como é que pode um treinador tão experiente “perder a mão” com o grupo como ele fez? Jogou o grupo de atletas contra ele ao falar tão mal do elenco.

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– Já temos 5 títulos mundiais garantidos na Copa do Mundo da Rússia?

São 209 países; quase 700 jogos disputados; milhares de pessoas mundo afora envolvidas. E restando um ano para o Mundial 2018, apenas 6 seleções estão classificadas: a dona da casa Rússia, o favorito Brasil, o sempre presente México, a zebra Irã, o simpático Japão e a exuberante Bélgica (abram o olho para o futebol vistoso do time de Hazard e Cia, que me parece substituir o sempre belo e importante futebol holandês, seu co-irmão, nesse próximo torneio).

Mas como sempre diz ironicamente o Zé Boca de Bagre, o amigo do Professor Reinaldo Basile, já temos pelo menos 5 títulos mundiais presentes na próxima Copa!

Claro, brincadeiras a parte, fica a observação: seria ruim para quem gosta da Copa do Mundo ver a Argentina, Espanha, França ou a Alemanha fora, assim como foi chato ver Eslovênia no Mundial de 2014 e a Suécia do irreverente Ibrahimovic não ter se classificado.

Aliás, sou a favor de uma Seleção de Excluídos (pelo menos para exibição)! George Weah, o cracaço da Libéria, nunca disputou uma World Cup.

O que você pensa sobre isso? O chaveamento permite essas coisas ou nada disso?

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– Philippe Coutinho vale 200 milhões de euros?

O Liverpool foi o grande empecilho para a contratação de Philippe Coutinho, segundo o Barcelona. Os ingleses teriam pedido € 200 mi para liberar o brasileiro.

  • Será que vale tudo isso?
  • Será que terá bom ambiente no clube após manifestar desejo de sair e ter que ficar?
  • Será que nesta última janela de transferências provou-se que foi perdida a noção do valor do dinheiro, com contratações tão caras?

O futebol precisa repensar seus gastos, urgentemente.

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– Não temos força nem mais na Conmebol? A propósito, os chefões do futebol brasileiro…

Puxa vida, neste próximo semana, por conta das datas FIFA, não teremos futebol para assistir e/ou ouvir. E sábado ou domingo sem futebol parecem “vazio” aos que gostam do esporte.

Em outros tempos, a CBF conseguiria mudar as datas para a “4a feira nobre”, dia tradicional de jogo para a TV à noite, além de uma partida aos domingos 16h00 (melhor horário, impossível). Hoje, nossos cartolas (sitiados em seus bunkers no Rio de Janeiro) não conseguem mudar mais nada.

Aliás, sabemos que se muitos dirigentes esportivos (procurados pelo FBI pelos escândalos de corrupção) tentarem sair do Brasil… PIMBA! A Interpool “pega” eles.

O mais interessante (e acredito que em breve se tornará real) é a provável “Operação Gramado” a ser deflagrada nos próximos dias. E as informações estão surgindo do sempre bem informado e excepcional jornalista Wanderley Nogueira: o FBI já juntou provas para a Polícia Federal realizar a maior operação da história contra as maracutaias do futebol, que envolveriam coisas ainda mais graves do que desvios de dinheiro. Uma espécie de “Lava-Jato do futebol”, com planilhas, senhas, códigos-secretos, laranjas e outros elementos de quadrilhas muito bem estruturadas.

Em breve, viveremos um momento histórico: o “antes do FBI” e o “depois do FBI”. Aguardemos!

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– A vantagem aplicada no pênalti sofrido por Gabriel Jesus em Brasil 2×0 Equador

Apesar da Seleção Brasileira não ter brilhado como nas outras apresentações (e da vontade excessiva de Neymar em querer mostrar serviço e às vezes ser “fominha”), tudo deu certo para o Escrete Canarinho e até mesmo para a arbitragem!

Mario Díaz de Vivar, o árbitro paraguaio que coincidentemente apitou Brasil 2×2 Equador (pelo Sulamericano Sub 20, há 8 meses), não marcou a penalidade em Gabriel Jesus e na sequência do lance resultou em um gol.

Sorte ou acerto?

Contrariando um mito popular de que não existe vantagem em pênalti, ela existe sim! É que, por ser um lance dentro da área e muitas vezes a marcação do pênalti ser a vantagem verdadeira (pela possiblidade de se marcar um gol), muitos árbitros abrem mão da sequência da jogada e marcam o pênalti (nem sempre POSSE DE BOLA é vantagem, pois para times com bons cobradores de falta, em um lance fora da área a real vantagem pode ser a marcação da falta).

Assim, o juizão não marcou o lance em que o zagueiro equatoriano vai no corpo de Gabriel Jesus após o cabeceio (não foi consequência da disputa de bola, foi falta mesmo e para cartão amarelo). Na sequência, a bola sobrou para Philippe Coutinho marcar o gol.

Resta saber: o árbitro fez uma perfeita leitura da jogada e assim aplicou a difícil e correta lei da vantagem em um lance de tiro penal, ou ele não viu nada e por sorte resultou em gol?

Se um lance desse ocorresse aos 48 minutos do segundo tempo no jogo Uruguai x Argentina e não resultasse em gol, o árbitro estaria no campo até agora cercado pelos atletas…

Veja o lance relatado abaixo:

– O Papa e a Chapecoense

Muito bacana a recepção do Papa Francisco aos sobreviventes e atual elenco da Chapecoense.

Que a visita ao Vaticano ilumine os dirigentes do clube, que andam, digamos, afastados do pleno atendimento aos familiares das vítimas, como as próprias viúvas têm dito.

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– Saudade de você, Galo!

Rapaz… cá com meus botões: há quanto tempo estamos longe das cabines do Jayme Cintra, sem transmitir com o Time Forte do Esporte da Rádio Difusora os jogos do time profissional do Paulista FC?

É claro que estamos com o Campeonato Paulista Sub 20 a todo vapor (e com o Sérgio Caetano, treinador do Profissional). Mas você vai entender, torcedor: é desejo de ver o Galo em termos de jogos envolvendo Profissionais, na Copa Paulista (ou, para mais saudosismo ainda, da disputada série B do Brasileirão, com goleadas em Jundiaí e quase o acesso para a Série A – a principal divisão e principal torneio do Brasil). Todos torcemos para o Galinho, mas seria bem melhor ter calendário para o time principal.

Provavelmente, se tudo ocorrer bem, voltaremos em Abril de 2018 com a Série B do Campeonato Paulista (antigamente, a A1, A2, A3 e B eram, respectivamente: Paulistão, Paulistinha, Paulisteca e Bezinha). Mas parece um longo e angustiante tempo de espera.

Seja como for, e em qual divisão for, estaremos matando a saudade do Galo disputar um acesso! E o microfone da Difusora estará lá também.

Aguardemos.  Aliás, faz falta comentar os jogos no final de semana pelo rádio e também de OUVIR jogos aos sábados. Perceberam que no Brasileirão rareiam-se jogos no horário das 16h?

Enquanto isso, vejamos nosso vizinho São Bento: lutando pelo acesso no Brasileirão e firme na A1 do Estadual. Paciência… um dia o nosso Tricolor da Terra da Uva voltará a amedrontar os grandes novamente! Mas cá entre nós: seria legal nesta altura de 2017 estarmos brigando por vaga na série B com São Bento e Botafogo de Ribeirão Preto, vendo o Bragantino brigar para não cair nesta mesma divisão ou observar o Mogi Mirim em crise. Aliás, de todos esses citados, qual deles é o maior em grandeza na história do futebol do Interior Brasileiro?

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– Sou mais o Coutinho do Santos FC do que o Coutinho do Liverpool, como árbitro e como torcedor!

Quem gosta de futebol conhece um dos craques históricos do futebol brasileiro: Coutinho, companheiro de Pelé no mítico time do Peixe dos anos 60.

Poucos sabem que ele foi técnico do time Sub 20 do Santos, no começo dos anos 2000. E eu me recordo de um jogo em que apitei no Parque São Jorge (o gramado da Fazendinha estava impecável), entre Corinthians 1×1 Santos, onde pude conhecer um pouco da sinceridade de Coutinho, o ex-jogador, ali como técnico.

Em um determinado lance da partida, o Paulo Almeida (que viraria capitão do time profissional comandado por Leão, com Robinho e Diego), deu uma entrada forte no adversário. Eu dei o Cartão Amarelo a ele, na dúvida se deveria dar Vermelho. E como o tempo de decisão de um árbitro de futebol é o mesmo de um piscar de olhos, vacilei e reconheço que errei. Ouvi, para a minha surpresa, Coutinho gritar para Paulo Almeida: “Moleque, cê tem que agradecer ao juiz, se você der outro pontapé eu tiro você do time. Futebol de time meu não tem pancada”.

Gravei essa frase na minha cabeça, pois o treinador foi sincero “até demais”! Não teve nenhuma complicação na partida, exceto esse lance que nem foi tão reclamado na hora. Posteriormente, vi Coutinho outras vezes em entrevistas recordando o time em que jogou, e sempre percebi certa mágoa com Pelé. Mas nunca sem deixar de ser autêntico, sincero ao extremo.

Escrevo isso por ver um outro Coutinho, o do Liverpool, que nessa fase da globalização e da comunicação on-line se tornou ídolo mundial. Bom jogador, isso é inegável. Mas sua atitude em dizer-se lesionado no time inglês (em meio as negociações com o Barcelona) e se apresentar perfeitamente saudável no treino da Seleção Brasileira, numa supostamente fantástica e rápida recuperação, contrastam com a sinceridade do Coutinho mais antigo (e talvez hoje menos famoso, mas certamente mais craque).

O Coutinho mais jovem pisou na bola. Ou o médico é milagreiro? Disse alguém sabiamente: “Ele deve ter ido no ‘Pai Vavá’ do maravilhoso filme Boleiros!”

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– Leila Pereira e o cofre sem fundo da Crefisa no Palmeiras

Todas as empresas têm o direito de investirem onde quiserem, desde que tenham dinheiro e seu negócio seja lícito.

Os grandes investidores dos últimos tempos no futebol brasileiro foram a Parmalat (Palmeiras, Juventude e Paulista de Jundiaí) e depois se soube que era através do esporte que os italianos “esquentavam dinheiro”, tanto que o Parma quebrou e a Parmalat se desfez, sendo de outros grupos o espólio que sobrou. Também a HMTF (Hicks, Muse, Tate & Furst), Excel Econômico e MSI entraram nessa onda, todos no Corinthians. O que aconteceu a eles? Lembremo-nos da UNICOR no Santos, ou a ISL no Flamengo. Foram negócios nos quais os clubes aceitaram seus parceiros pelo montante de dinheiro, não sabendo da falta de idoneidade dos mesmos.

Mas estaria eu associando esses investidores à Crefisa?

Claro que não. É uma financiadora séria, constituída, cujos proprietários aparecem na mídia. Mas algo têm em comum: assim como os citados anteriormente, a Crefisa gasta um dinheiro fora da realidade dos parâmetros brasileiros e traz o inevitável questionamento: tal grana traz retorno financeiro?

Para empreendedores, tal negócio é de risco. Realmente existe lucro em tal investimento volumoso? Por mais que se divulgue o nome da instituição, tem um “quê” de vaidade pessoal na empreitada?

Na festa do aniversário de 103 anos do Palmeiras, nesta segunda-feira, Leila Pereira, a proprietária da Crefisa, declarou que quer investir no clube até a conquista de um titulo mundial do Verdão. Claro que os torcedores rivais ironizaram dizendo que “é muito tempo” tal prazo. Mas o certo é: até quando dona Leila poderá gastar tal volumosa quantia?

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– VAR em ação!

Eu sou a favor da tecnologia para ajudar o futebol, mas com moderação e competência!

Muita gente na Europa anda reclamando do Vídeo Árbitro Assistente (VAR, sua sigla em inglês). Aqui no Brasil, ele só ficou na demagogia e nas promessas não cumpridas (não vamos repetir todas as outras postagens com as datas propostas).

Eis que recebo tal même emblemático e engraçado: abaixo, o motivo de tanta “cáca dos árbitros de vídeo! Vejam o que eles assistem durante os jogos:

Na Itália, houve até um vídeo bem divertido sobre ele. Assista aqui: https://mobile.twitter.com/popibonnici/status/901092392270405632/video/1

– Os polêmicos acréscimos de Bournemouth 1×2 Manchester City

Muita discussão na Premier Ligue, na partida entre Bournemouth 1 x 2 Manchester City. A partida estava empatada, o árbitro deu 5 minutos de acréscimos e, aos 52 minutos, Sterling deu a vitoria aos Citizens.

Mas pode jogar além dos acréscimos?

Poder, pode, desde que o árbitro avise. Aos 50 minutos, depois dos 5 avisados, o árbitro deve avisar os minutos a mais. Os cinco de acréscimos significam que o jogo deve ir dos 45’01” até os 50’00”. Além do que isso, se indique o “acréscimo dos acréscimos”.

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– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

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– Os Jogadores e as Sacas de Café

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da

Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– ESCLARECIMENTO: sobre o educado e respeitoso debate em mais de 140 caracteres com ex-árbitros.

Como a conversa foi pública, e recebi algumas mensagens via E-mail, Messenger e WhatsApp perguntando sobre uma determinada situação via Twitter, acho importante esclarece-la a fim de não precisar responder individualmente às pessoas que têm me questionado (afinal, a minha caixa de mensagens lotou com perguntas de quem possa estar interpretando mal, envolvendo outras pessoas).

Na manhã do dia 24 de agosto, fui citado num tuíte do ex-árbitro Guilherme Ceretta ao ex-árbitro da FIFA Sálvio Spinola Fagundes, atualmente comentarista dos canais ESPN. A questão se iniciou com essa pertinente postagem sobre a má escala de um bom árbitro carioca no jogo entre Cruzeiro x Grêmio, que definiria o adversário na final da Copa do Brasil com o vencedor de Flamengo x Botafogo (o que concordo plenamente com Sálvio – se temos 10 árbitros FIFA, por que justo um carioca?). Veja:

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Meu comentário foi a respeito da independência de quem pode criticar, já que muitos árbitros e ex-árbitros procuram afagos dos dirigentes atuais e se submetem à defesa dos cartolas do apito, inconteste. E reafirmo a minha concordância com o amigo Sálvio Spinola, discordando respeitosamente do também ex-colega Daniel Destro, pois isso não é, em meu parecer, “alimentar imaginário popular”, mas é sim colocar o dedo na ferida de um erro de escala. Para minha surpresa, fui citado por Ceretta. Abaixo, onde tento entender o motivo ao qual sou questionado:

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Ora, repito aqui: se fez por merecer, elogios. Se não foi bem, críticas respeitosas acusando o erro e a regra correta. Normal. E mais: quem disse que precisa ter apitado clássico para conhecer as Regras? Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, nunca foi treinador de ponta. Tite, Felipão, Luxemburgo ou Parreira, só tiveram o devido reconhecimento como treinadores. Ou vai me dizer, por essa lógica, que comentarista esportivo nada entende? Na discordância respeitosa, abaixo:

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Na nova resposta, lembro que os homens mais corretos do entendimento das Regras do Futebol, assim como eu, não foram árbitros do quadro da FIFA. Alguém se recorda do grande professor e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério apitando Flamengo x Vasco no Maracanã? Ou de Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros e também instrutor FIFA, quando encerrou a carreira num Palmeiras x Corinthians? Pois bem: nem sempre o “craque em campo” é o melhor professor, e vice-versa. Segue na ordem do twitter:

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Educadamente, mostrei a contradição. Se eu nunca apitei uma situação semelhante de semifinal de Copa do Brasil (assim como os citados Perassi e prof Gustavo, anos-luz à minha frente em estudos e conhecimento), e por tal motivo não poderia comentar arbitragem (segundo a lógica dita pelo colega), me causa espanto a defesa de Ceretta do Coronel Marcos Marinho, que nunca foi árbitro de futebol, mas que pode escalar os apitadores! Como explicar? O que o militar apitou? Abaixo:

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Enfim: ser educado com o trato das pessoas não é sinal de competência na área técnica. Sou muito cortês com todos, mas eu não posso dirigir uma ação de combate da Polícia Militar. A situação inversa se faz verdadeira também. Ademais, é notório que houve regressão na qualidade da arbitragem paulista. Continua:

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Penúltimo comentário dos tuítes: a minha discórdia vai pela questão técnica e da competência do cargo. Nada pessoal contra o Coronel Marinho e seu assessor da época de FPF, Arthur Alves Júnior (o Arthurzinho do Sindicato). Creio que são pessoas honestas, mas entendo que o cargo que exerceram/exercem trouxe/traz regressão à qualidade dos árbitros do estado de São Paulo, respingando na má atuação no Campeonato Brasileiro também. Nossa última mensagem:

Ultima

Claro que desejo credibilidade, e nesse ponto concordo com Ceretta mas faço uma correção: tem que acabar não com a política, mas com a politicagem!

Portanto, reitero: foi um bate-papo respeitoso, esclarecedor, que vez por outra pode ser um pouco confuso pela permissão de apenas 140 caracteres do Twitter. Aceito as opiniões do ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, que por sinal é o tradutor do Livro de Regras para o português (parabéns pelo esforço), ao Guilherme Ceretta de Lima (que estava ou está nos EUA, é micro-empresário e não sei se ainda exerce o ofício de modelo) e ao Sálvio Spinola Fagundes Filho (este conhecido internacionalmente e que dispensa apresentações).

Tomamos rumos diferentes em nossas carreiras pós-arbitragem dentro de campo, e todos podemos ter discordância de opiniões, afinal é a democracia – desde que sejam educadas, sem animosidades e conflitos de relacionamento, mesmo que haja simpatia por determinado estilo literário ou caminho ideológico do mundo do futebol. O meu, certamente, é desprovido de vaidade, de aproximação de dirigentes ou bajulação de membros das entidades citadas (como também devo crer dos meus amigos citados na pública conversa). Aliás, se não fosse aberta, é claro que não faria esse necessário esclarecimento. Gosto e sou apaixonado pela prática e pelo estudo do futebol, seja na questão tática/prática/teórica, na sociologia do esporte como entretenimento/ciência/business e, evidentemente, na arbitragem e suas regras de futebol. Estamos sempre humildemente estudando e aprendendo, pois nunca seremos donos da razão – sejam nas searas do futebol (como colunista e comentarista em Rádio, TV e Jornal), nas minhas atividades comerciais (que nada têm a ver com o esporte) ou nas acadêmicas (que são de ciências gerenciais).

Esporte é amizade, é ética, é honestidade. Fair play. Que todos tenham a opinião respeitada e nunca censurada.

Atenciosamente,

Rafael Porcari
rafaelporcari@gmail.com
ProfessorRafaelPorcari.com
PergunteAoArbitro.Wordpress.com

MENSAGEM PARA REFLEXÃO
“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”Papa João Paulo II

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– Coitado do Apoel…

Viram a tabela da Liga dos Campeões 2017/2018?

É claro que todo mundo quer ver numa final os times mais badalados: Manchester City, Barcelona, PSG, Real Madrid…

Vejo alguns grupos equilibrados e outros um pouco mais complicados. Mas o certo é: coitado do Apoel… olhem só o grupo H:

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