– CR7, Messi, Neymar… o torcedor agradece!

Ufa, os deuses do futebol ajudaram e a categoria se fez valer. Teremos os 3 melhores do mundo no Mundial de Seleções da Rússia.

É claro que a Copa é um congraçamento de equipes dos continentes, mas é difícil imaginar que o torneio tivesse Egito, Japão, Irã, Panamá e… Messi com os demais argentinos fora!

Aliás, faça um exercício: compare o ranking da FIFA com a posição das classificadas. É evidente que não são os 22 melhores que estão classificados, embora, sejamos justos, o ranking hoje tem mais função: permite definir os cabeças de chave (e por quê não, formar “grupos da morte”).

Que venha logo 2018!

Ops: e pensar que Lionel Messi chegou a declarar que estava abandonando a Seleção Argentina… Ainda bem que voltou atrás.

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– O que se faz na América do Sul, não se faz no Brasil?

Em hipótese alguma se pode refutar a atuação dos 4 árbitros brasileiros nos 8 jogos que apitaram nas duas rodadas finais das Eliminatórias da Copa do Mundo. Excelentes! Souberam conduzir a partida a contento, foram firmes, corretos e deixaram o jogo fluir.

A questão é: por quê o rendimento é tão diferente no Brasileirão?

– Seria medo de veto dos clubes locais?

– Seria orientação equivocada da CA-CBF?

– Seria relaxamento, acomodação ou menosprezo?

Todas as anteriores são válidas?

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– George Weah eleito presidente da Libéria!

Monrovia, a capital liberiana, está em festa. Pelo CDC (traduzindo de forma rebuscada: Partido da Mudança Democrática), o ex-jogador do Milan, melhor do mundo em 1995 (e que nunca pode jogar uma Copa do Mundo por motivos óbvios), George Weah, foi eleito Presidente da República na 1a eleição por voto direto em 73 anos!

Weah foi um dos craques mais emblemáticos que vi, justamente por vir de uma nação sem representatividade do futebol e sempre se preocupar com a pobreza do país. Ele foi o 1o africano a ser eleito o melhor jogador do mundo, e creio que também se tornou o 1o jogador de futebol a ser eleito Presidente de uma nação.

Boa sorte a ele e parabéns ao povo da Libéria por resgatar a Democracia em seu país neste momento tão ruim da diplomacia mundial.

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– Santos não muda por quê? Times que não usam substitutos!

As entrevistas do bom treinador Levir Culpi são interessantes, bem humoradas e às vezes folclóricas. O respeito bastante, mas é inadmissível que num futebol cada vez mais corrido, rápido, desgastante, de força, não se aproveite ao máximo o número disponível de atletas.

Por que não realizar as 3 substituições que estão a disposição para dar mais fôlego ao time, ou mudar taticamente, precisando ganhar, como no jogo contra a Ponte Preta? Ainda mais com o calor que fazia ontem em Campinas?

Se fossem 5 substituições permitidas, pelo forte esforço dos atletas com a alta temperatura, teria que utilizar todas elas. É a realidade.

Nessa questão, não entendo Levir…

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– Como ajudar o árbitro a decidir o lance do gol não confirmado em Atlético Mineiro 1×0 São Paulo?

E o lance do gol que entrou ou não entrou” em CAM 1×0 SPFC? Resumidamente, 

1. Na Copa do Mundo, com a tecnologia do Chip na Bola, não se teria dúvida sobre esse lance. 

2. Na Champions League, com os AAA do lado direito do goleiro (e não do lado esquerdo como inventaram somente no Brasil), talvez a dúvida seria menor. 

3. E com o Árbitro de Vídeo, como seria?

Depende de quem gerasse a imagem e da qualidade do AAV

O certo é: questionaria-se, sem dúvida, a RAPIDEZ da decisão. É por isso que o elemento que trabalhará com a tecnologia deverá ser muito competente, pois sem bom desempenho do fator humano, de nada adiantará o componente tecnológico.

Sobre o lance, veja a imagem:

 

– Dybala, o … Salame?

Às vésperas do importante e decisivo jogo da Seleção Argentina, “bomba” na Internet o áudio de um comentarista argentino ironizando e chamando de “salame” Paolo Dybala, o craque da Juventus de Turim (que não consegue jogar bem na alvi-celeste).

O problema é que pegaram uma frase solta do atleta, onde ele diz:

Es um poco difícil jugar com Messi em Argentina”.

Fora do contexto, parece que Dybala reclama que Lionel Messi atrapalha o time. Nada disso, na sequência ele explica que na Itália (ele, Dybala) joga na mesma posição de Messi no Barcelona, e que por ter que jogar improvisado na Argentina (que por motivos óbvios não vai sacrificar Messi), rende menos. Só isso.

Mas como a frase do atleta da Vecchia Signora foi pega separadamente… quem não ouviu a entrevista pode até pensar que Messi é o “Pereba” do time. É aí que surgiu esse comentário engraçadíssimo, nervoso, desesperado e irônico .

Assista o vídeo (legendado) em: https://www.youtube.com/watch?v=B95Agb3eADQ&t=12s

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– A curiosa possível desclassificação das melhores seleções dos últimos 4 anos e a “classificação do árbitro de vídeo”.

Pense: o atual vice-campeão do mundo e atual terceiro colocado (Argentina e Holanda), o atual campeão da Europa (Portugal) e o atual campeão da América do Sul (Chile), podem estar fora da Copa do Mundo da Rússia, dependendo dos resultados da derradeira rodada das Eliminatórias. Alguns, é verdade, já jogam sem chances. Mas a questão é: o período entre 4 anos de um Mundial para o outro, faz com que uma geração inteira “descambe” ou não participe de uma Copa?

O que aconteceu com a Holanda nesse período, de quase-finalista à excluída? E o Chile? E a vice-campeã mundial de Messi e Cia?

O curioso é que o time que deu o maior vexame da Copa 2014, o Brasil (ou vai me dizer que tomar 7 em casa não é vexame?) foi uma das primeiras Seleções a garantir o passaporte para a Rússia.

Como entender o futebol, se não pela ciência e por um pouco de paixão?

Em tempo: a novidade maior da Copa seria o árbitro de vídeo. Leio muita coisa que deixa em dúvida a participação dos instrumentos tecnológicos em 2018. Talvez o VAR ainda esteja se classificando também… Motivo? Confiabilidade nos procedimentos!

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– É profissional ou é torcedor? Sobre Neymar, Jogadores e Árbitros:

Se um árbitro de futebol declarar o seu “time do coração”, por mais independente e honesto que ele seja, a carreira estará encerrada por motivos óbvios. Alguns, pós-carreira, declaram. Outros, como eu, ficam apenas com a paixão pelo seu time do Interior (a minha pelo glorioso, sofrido e querido Paulista de Jundiaí). Muitos (como eu, de novo faço questão de citar) perdem a paixão pelo time grande e passam a torcer pelos amigos que apitam ou pelos que jogam, mas sem comprometer com a lisura do seu trabalho. 

O jogador de futebol idem! Imaginaram se no começo da carreira, Sócrates se declarasse santista? Só o fez ao final do seu período profissional, e isso nada abalou o símbolo máximo da Democracia Corintiana que ele se tornou. 

Marcos Assunção comia a grama pelo Palmeiras, mesmo se declarando santista no seu último ano como atleta. E por aí existem outros exemplos. 

Mas agora temos um exemplo de jogador em atividade que assume seu time: Neymar confessou ser palmeirense. Faz isso na condição de ídolo global, jogando pelo PSG, sem estar envolvido com os clubes locais. Na atual conjuntura, ele “pode” fazer isso

A questão é: estando em pendenga financeira com o Santos FC, deveria declarar seu time neste momento?

É para pensar…

A propósito, o Uol.com montou a Seleção Brasileira com os times dos jogadores convocados. Teria acertado? Abaixo:

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– Lionel Messi e Cristiano Ronaldo fora da Copa do Mundo?

Caso Argentina e Portugal não consigam se classificar para o Mundial de 2018, quem perderá mais: os jogadores Messi e Cristiano Ronaldo ou a Copa da Rússia sem esses craques?

Fica “muito menor” uma Copa sem os dois melhores jogadores do mundo na atualidade?

É para pensar…

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– Gol de Juiz vale?

Pergunta que vem via internet por um leitor: “gol de juiz vale”?

Claro que vale. O Árbitro é elemento neutro na partida. Se bater nele ou nos bandeiras, segue o jogo. E é claro que sempre que se tem uma inevitável lembrança quando se ouve esse questionamento: o gol do Aragão!

Estando Palmeiras 1×2 Santos, Jorginho (SEP) chutou a bola que bateu no árbitro, desviou e entrou no gol. Gol legal.

Relembre: https://www.youtube.com/watch?v=buApKDeergU

– A inesperada e ousada Escala de Árbitros para a última rodada das Eliminatórias Sulamericanas.

Um fato inédito: na penúltima rodada da fase de classificação para a Copa do Mundo na Zona da Conmebol, dos 5 jogos, em 4 apitaram brasileiros (por motivos óbvios, apenas em Bolívia x Brasil tivemos um não brasileiro (Fernando Ratallini, ARG).

A ideia é de que, já que a Seleção Brasileira já estava classificada e como “embolou” a tabela, todos os países tinham interesse nos resultados das outras nações. Dessa forma, juízes brasileiros seriam neutros e/ou desinteressados.

Para a última rodada, os mesmos árbitros brasileiros que apitaram no meio de semana apitarão novamente. Vamos lá:

Equador x Argentina – Anderson Daronco, com Alessandro Rocha Matos e Fabrício Vilarinho.

Paraguai x Venezuela – Wilton Pereira Sampaio, com Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia.

Peru x Colômbia – Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen (este será o trio de arbitragem brasileiro para o Mundial da Rússia)

Uruguai x Bolívia – Ricardo Marques Ribeiro, com Rodrigo Corrêa e Guilherme Camilo.

Brasil x Chile – seguindo o mesmo critério de neutralidade da nacionalidade dos árbitros, apitará o equatoriano Roddy Zambrano (já que o Equador está eliminado e o Chile tem interesse no resultado).

A pergunta é: e se TODOS os países ainda estivessem lutando pela classificação? Teríamos alemão, italiano, francês, espanhol e português apitando. Ou quem sabe o saudoso Yuichi Nishimura poderia apitar no Allianz Arena, caso a Seleção precisasse.

Brincadeiras à parte, acho que o excesso de precaução é válido, já que sabidamente é nefasto o histórico da Conmebol.

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– O que acontece com a Seleção Argentina?

Messi, Dybala, Icardi, Aguero, Higuain... uma Seleção com esses nomes pode ficar de fora de uma Copa do Mundo?

Pela “falta de vibração” em campo, talvez seja a menos “argentina” da história da Argentina. Maradona, Batista ou Verón, quando calmos, estavam mais ligados do que esses craques atuais quando nervosos.

A verdade é que Jorge Sampaoli não tem conseguido bons resultados. E imaginar que o Peru de Careca (demitido do Palmeiras pelo trabalho questionado) poderá ir à Rússia 2018 e o selecionado hermano de estrelas não? Isso é o futebol…

Felizes estão o Brasil (classificado antecipadamente e com folga para a Copa após o advento da chegada de Tite) e o goleiro boliviano Carlos Lampe (que não vai a Mundial algum mas fez uma ótima partida e ganhou orgulhosamente a camisa de Neymar, que certamente guardará para contar aos seus netos).

Por fim: a Argentina se classificará para a WorldCup’18, na última rodada ou na repescagem. É muito time, pouca bola, mas a camisa dela assusta os adversários. E torcerei para vê-la na Copa, afinal, é sempre uma atração.

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– As diferenças dos processos de desenvolvimento do projeto dos árbitros de vídeo no Mundo e no Brasil.

O VAR (video assistant referee), aportuguesado para AAV (árbitro assistente de vídeo) já é uma realidade nas principais ligas europeias e para as competições FIFA. Claro, é um projeto em teste e que tem tudo para dar certo, desde que seja bem trabalhado.

Na América do Sul, a Conmebol está treinando seus árbitros para as fases finais da Libertadores da América e da Copa Sul-americana. No Brasil, engatinha-se com os primeiros ensaios, capacitando às pressas (mesmo que isso seja negado) pela Comissão de Árbitros.

Na reunião em 5 de março de 2016, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (que queria o árbitro de vídeo) obteve êxito, em reunião promovida pela Internacional Board, ficou decidido que, a priori, 4 situações seriam ideais para a intervenção da nova tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça, como o gol de Jô em Corinthians x Vasco).

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação claríssima de infração, como o “pênalti fantasma” de Lucas Lima em Santos x Avaí, BR-16);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola e nem punido deveria ser; ou seja, “desexpulsar um jogador”, como Egídio em Chapecoense x Palmeiras);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência e dá a outro, como Gabriel no jogo Palmeiras x Corinthians).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Imagine um árbitro de vídeo dizendo que o árbitro central errou em determinado lance, e este não se convence totalmente? Para isso, antes de refutar ou acatar a dica do AAV, o juiz deve procurar a imagem de TV. Desta forma, não só o AAV teria a permissão do uso das imagens, mas também o árbitro central (a idéia, em si, é que a informação da cabine para o campo não fosse apenas pelo rádio).

Hoje, com Portugal, Itália, Alemanha e Bélgica usando o árbitro de vídeo (a França e a Inglaterra utilizam ainda apenas o sistema eletrônico da linha do gol), e a partir das experiências nos campeonatos amadores, Mundial de Clubes e Copa das Confederações (todos regidos pela FIFA), percebeu-se que alguns erros deveriam ser evitados (como a demora nas decisões e a vulgarização de qualquer chamada em lance comum) e a incrementação de outras situações contempladas além das 4 originais (como uma agressão fora do campo de visão do árbitro, um impedimento clamoroso não observado pelo bandeira ou qualquer participação que seja pertinente).

A priori, a CBF não queria essa “extensão” na tomada de decisões, ficando limitada às 4 situações citadas. Mas deverá se render para atender assim o protocolo oficial.

Portanto, em suma, o árbitro de vídeo desejado IDEAL para a FIFA, até o momento atual das experiências, deve:

Chamar o árbitro central se ver algum lance capital, claro e relevante que o árbitro e os bandeiras não tenham visto, independente do local do campo de jogo (não deve e nem pode interferir em situações interpretativas de infrações ou lances ajustados de impedimento ou não).

–  Estar pronto a atender o árbitro central caso ele tenha dúvida de alguma decisão e queira saber o que o AAV tenha visto.

A ideia, em si, é a interferência mínima e a máxima resolução nos problemas de uma partida de futebol. Claro, sempre com material humano competente para as decisões e independência da geração de imagens. E a isso temos alguns exemplos: a patética expulsão de Kaká na MLS por erro tanto do árbitro e do AAV na interpretação do lance mesmo com o uso do vídeo, e o desejo de aproveitamento da geração da transmissão da Rede Globo para a CBF.

Por fim: esqueçamos o AAV no Brasileirão neste ano, pois não há equipamento adequado, gente especializada para uso, treinamento paulatino e gradual aos árbitros (está sendo feito às pressas) e o fator relevante de que em campeonatos contínuos (não em fases eliminatórias) você só pode usar durante ele inteiro, não em apenas algumas rodadas.

Há certo burburinho de que o Cel Marinho, presidente da CA-CBF, desejaria a criação de um quadro de AAV especialistas, como já ocorre com o de bandeiras. Confesso achar que tal medida seria inédita no mundo, e a grosso modo, me parece interessante.

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– Por quê não praticar a Homofobia nas Arquibancadas? Por tais motivos:

Pela 4a vez, a torcida brasileira praticou gritos homofóbicos nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em jogos da Seleção Brasileira.

Não é uma grande bobagem?

Veja essa postagem de dias atrás sobre esse assunto, que a revivo aqui (extraído do meu próprio blog):

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Tite, o Inteligente Gestor de Pessoas. Mas como Scolari ou não?

O treinador da Seleção Brasileira, Tite, inegavelmente consegue sempre ter o vestiário ao seu favor. E a base de tudo isso é o respeito dele para com os atletas convocados.

Ao fazer o rodízio de capitães (até o outrora contestado pelo comportamento Casemiro terá esse privilégio), contenta o elenco e premia o grupo, permitindo que todos se sintam importantes. Típico de um bom gestor de pessoas, minimizador de conflitos.

Aí vem a observação: Tite repete (de maneira muito mais moderna e tecnicamente mais bem trabalhada com a bola nos pés) a “Família Felipão” de 2002. Repararam que ele resiste a algumas não-convocações (por exemplo: Vanderlei, goleiro do Santos FC) e insiste com outras questionáveis (como Renato Augusto, no futebol chinês)? A mesma estratégia de Scolari, que barrou alguns atletas pedidos e levou alguns inesperados.

Estando a aproximadamente 9 meses da Copa do Mundo da Rússia, o grupo já estaria fechado? Se sim, isso é bom? Se não, em quais posições?

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– Guarani: de ponteiro à rabeira da Série B?

Como explicar que o Bugre Campineiro, time que disparou na pontuação na Segunda Divisão Brasileira, líder e com uma certa gordura frente aos demais, teria perdido força, treinador, jogadores e no mesmo torneio estivesse se aproximando na temida Zona de Rebaixamento?

Do sonho da Série A para o pesadelo da Série C em dois meses?

Como assim?

A partir do momento que se reúnem torcedores organizados, elenco e diretoria para “reunião”, mostra-se que algo está errado…

O jornalista Júlio Nascimento explicou com sabedoria no site Só Derbi. Compartilho,

abaixo, extraído de: http://soderbi.com.br/da-lideranca-a-luta-contra-o-z4-como-o-racha-interno-fez-o-guarani-despencar-na-tabela-da-serie-b/

DA LIDERANÇA A LUTA CONTRA O Z4: COMO O RACHA INTERNO FEZ O GUARANI DESPENCAR NA TABELA DA SÉRIE B

Durou pouco a lua de mel do Guarani com sua torcida em 2017. Antes considerado um forte representante para lutar pelo acesso na Série B, o Bugre agora convive com protestos, críticas ao Conselho de Administração e até pedido por demissão de Marcelo Cabo. Dois meses foram suficientes para a maré virar e mergulhar a equipe na má fase.

No dia 15 de julho, a equipe comandada por Vadão encarava o América-MG em uma espécie de ‘final antecipada’ e briga direta pela ponta da Série B. O destemido Internacional havia fico para trás na tabela e a motivação do grupo era maior com a chegada do então reforço Rafael Silva. O empate sem gols, mas com muita produtividade ofensiva do time campineiro, fez torcida, elenco e diretoria comemorarem o resultado, Mal sabiam que ali começaria uma transformação radical do cenário bugrino.

Desde então o Guarani disputou treze jogos e venceu apenas um – diante do Santa Cruz, por 2 a 0, no Brinco de Ouro. A equipe deixou o segundo lugar e despencou para a 13ª posição. Estava a quatro pontos do então líder América-MG, mas hoje está a quatro do Figueirense, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Foram 8 pontos conquistados dos 39 disputados.

Os resultados dentro de campo refletiam a bagunça dentro do Conselho de Administração do Guarani. O técnico Vadão, com 204 jogos dirigindo o Bugre, foi demitido via imprensa. Assumiu Marcelo Cabo, que já estava apalavrado antes da saída do antigo técnico, e as críticas só aumentaram. Empatou com o Vila Nova sem gols em casa, sofreu um gol no último minuto na partida contra o Boa Esporte, foi goleado em casa para o Paraná por 4 a 0 e perdeu de virada para o Paysandu.

A pressão cresceu tanto que o discurso do presidente Palmeron que Cabo ficaria até o final do ano independente dos resultados durou apenas nove dias. Em ato que gerou constrangimento interno, o dirigente disse ao GloboEsporte e também a TV Bandeirantes Campinas que “treinador vive de resultados” e qualquer placar que não for a vitória diante do Criciúma, sábado, no Brinco, resultará na saída da atual comissão técnica.

Premeditado e previsível. A torcida já se posicionou contrariamente a permanência de Cabo e a pressão no jogo de sábado promete ser grande na vitória ou na derrota. Sustentar o trabalho do atual treinador parece uma missão praticamente impossível para Palmeron. Conselheiros já querem trabalhar para encontrar o substituto ideal. Luciano Dias não quer trocar o papel de coordenador e voltar ao banco de reservas. Umberto Louzer, auxiliar fixo do clube, é uma real possibilidade. Mas existe a ala que defende um treinador experiente para sacudir o vestiário e por isso o nome de Lisca foi articulado.

O Guarani está dividido internamente. São sete opiniões divergentes dentro do Conselho de Administração. O elenco já realizou três reuniões isoladas da comissão técnica para tentar salvar o time de um possível rebaixamento. E a comissão técnica se enxerga cada vez mais em uma rua sem saída decepcionada com a falta de respaldo para o trabalho. Cabo chegou com a garantia de que teria suporte com seu sistema ofensivo, mas agora o esquema pode se tornar justificativa para sua saída.

O ambiente conturbado é selado pela pressão da torcida bugrina. Após o jogo contra o Paraná, o diretor Anaílson Neves foi o principal alvo dos torcedores na porta do estádio. Dias depois um novo encontro entre organizados, diretoria e elenco deixaram o clima tenso. A alta cúpula quer acabar com as fofocas nos corredores e a outra parte quer uma voz mais ativa – até mesmo cogitaram apoiar a volta de Horley Senna, que foi isolado por Palmeron.

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– A culpa é dos treinadores? Sobre Mancini, Luxemburgo e Carille.

Vida de técnico de futebol as vezes é 8 ou 80. Ou não?

No primeiro turno, logo que Wanderley Luxemburgo assumiu o Sport, seu time disparou na tabela mostrando que estava afiado, focado. No entanto, no 2o turno, fez apenas 1 ponto no campeonato (coincidindo com a pendenga de Diego Souza estar sendo negociado com o Palmeiras e uma bronca pública geral no elenco). No auge da carreira, o “estrategista” era indiscutível (começo dos anos 90). Hoje, apesar da experiência, se mantém no Sport somente com o nome e pelo seu histórico (com tais atuais resultados, se fosse qualquer outro, já teria sido dispensado).

Vágner Mancini, ao assumir o Vitória, fez o time baiano conquistar pontos seguidamente. Mas a questão é: será esse o ritmo verdadeiro da equipe? Mancini estava muito bem na Chapecoense, até uma estranha história envolvendo “namoro’, segundo o presidente do time catarinense, o ter atrapalhado e ter sido demitido. Recontratado no Brasileirão (agora pelo Vitória), estaria ele bem resolvido? Conseguirá salvar a equipe do rebaixamento e poderá voltar a dirigir um grande clube em 2018?

E Fábio Carrile? Sempre me pareceu um treinador arrojado e incontestável no primeiro turno. Mas bastou o Corinthians perder o fôlego, que as primeiras críticas surgiram. É gênio ou era só uma fase? Quais os motivos da queda: um manjado sistema de jogo do técnico ou a queda de produção dos atletas? Ou alguma interferência externa não sabida, como atraso de salários ou mau relacionamento com a diretoria em ano político?

A verdade é que se misturam virtudes e fraquezas de treinadores e jogadores em qualquer time de futebol. Aquele que é bem elogiado hoje, pode ser o crucificado amanhã.

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– Os 3 lances discutíveis em Cruzeiro 1×1 Corinthians

Já falei diversas vezes sobre as más atuações do árbitro Rodolpho Toski, que precocemente virou FIFA e vem sendo bem sorteado pela Comissão de Árbitros da CBF. Recentemente, ele foi pivô do pênalti marcado equivocadamente em Guilherme Arana (cuja falta foi fora da área) no jogo do Corinthians contra o Botafogo. Mas em outras partidas foi mal também (a relação aqui: https://t.co/Uia2lV47wO. Só que neste domingo, Toski não foi um desastre, apitou uma partida de maneira regular/boa, sendo prejudicado pelo assistente 2.

Pois bem: no Mineirão, 3 lances polêmicos envolvendo o Timão neste domingo contra a Raposa. Vamos lá:

  1. Gol anulado de Kazim: boa marcação do bandeira 1 Bruno Boschila, pois o atacante está ligeiramente a frente quando a bola lhe é lançada. Acertou ao anular o gol.
  2. Gol anulado de Balbuena: lance difícil para o bandeira 2 Victor Hugo Imazu dos Santos, onde o zagueiro do Corinthians, estando no ataque, tem condição de jogo pois o pé do zagueiro cruzeirense Léo lhe dá condições. Ouvi uma justificativa pelas redes sociais de que “o tronco do corintiano estava à frente”. NÃO SE ENGANE, o parâmetro para a linha de impedimento são as partes jogáveis (não são partes jogáveis os braços e as mãos dos atletas, exceto as dos goleiros dentro da área), e embora o tronco dos atletas possa não estar em mesma linha, o pé do zagueiro cruzeirense, ao esticar para trás, permitia o ataque. Portanto, gol legal mal anulado, errou o bandeira.
  3. Pênalti a favor do Corinthians: o braço do atleta Murilo do Cruzeiro faz o movimento intencional para tocar a bola. Você poderia falar em movimento antinatural dos braços (pois ele também pula de maneira diferente, com o braço mais elevado do que o movimento natural, deixando entender que desejava o contato). Mas pelas câmeras da TV Globo, para mim, ficou claro a INTENÇÃO do toque em primeiro lugar. Correta a marcação do árbitro.

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– 40 anos que Pelé parou!

O tempo passa: em 01 de Outubro de 1977, Edson Arantes do Nascimento jogava profissionalmente pela última vez,

Extraído de: https://seuhistory.com/hoje-na-historia/ultima-partida-de-pele-como-jogador-profissional

ÚLTIMA PARTIDA DE PELÉ COMO JOGADOR PROFISSIONAL

O dia 1o. de outubro de 1977 marcou a despedida de um dos maiores ídolos futebol mundial. Vestindo a camisa do Cosmos, de Nova York, o rei Pelé decidiu que era hora de dar adeus aos gramados. Depois de uma carreira de glórias pela seleção brasileira e pelo Santos, ele chegou ao time norte-americano aos 35 anos, em 1975, com o objetivo de difundir o esporte no país. Pelo Cosmos, Pelé conquistou o título de campeão norte-americano de 1977. A despedida oficial do Rei foi justamente contra o Santos, em um confronto em Nova York que muitos consideram que só existiram perdedores. O Rei foi um deles, pois não fez seu último gol da carreira pelo Peixe, clube que o projetou para o sucesso. Pelo contrário, Pelé acabou marcando pelo Cosmos na derrota do Santos por 2 a 1. O Cosmos, mesmo vencendo o jogo, perdia seu grande craque e relações públicas. Contudo, o futebol foi o grande derrotado, já que um dos maiores jogadores da história encerrava ali sua vitoriosa carreira.

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– Força, Roger!

Muito triste: o atacante Roger, ex-São Paulo, Ponte Preta e atualmente no Botafogo (e que justamente nesse ano foi motivo de comoção por sua filha deficiente visual), descobriu que possui um tumor renal e está fora do futebol até o final do ano.

Ele é atleta, se cuida bastante e tem apenas 33 anos. Dizer o quê?

Nada para escrever, apenas dizer e torcer: #ForçaROGER!

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– Se o Barcelona se separar no referendo da Espanha que ocorrerá amanhã…

A Espanha está repleta de grupos separatistas. Seja na região de San Sebastian, na dos Países Bascos ou na Catalunha. E é justamente a Catalunha, cuja capital é Barcelona, que vez ou outra acontecem referendos para a separação do território (como o de amanhã).

Claro que o Governo não reconhecerá o novo país, mas a Real Federação Espanhola se adiantou: em se separando, Barcelona e Espanyol, os dois times catalães, não jogarão mais o Campeonato Espanhol (diferente de Mônaco, cuja equipe homônima joga no Campeonato Francês e dos times de Malta e San Marino, que jogam no Campeonato Italiano).

E sabem onde devem jogar?

Supostamente, o Barcelona já estaria conversando com a Liga Francesa, já que a Catalunha tem grande afinidade com o povo francês (a língua catalã é uma mistura de espanhol, português e francês). A questão é: depois das rusgas entre Barça e PSG, poderia se concretizar tal mudança de praça (caso exista um reconhecimento do novo país)?

Só o futuro dirá.

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– A Depressão afetando o Trabalho. E há quem não leve a sério…

Sou do tempo em que diziam: psicólogo é médico de gente fresca e psiquiatra é especialista em louco”.

Hoje, sabemos que não é nada disso, embora muitas pessoas não levem a sério tais profissionais. Cada vez mais a população sofre com distúrbios comportamentais e crises emocionais. Nestas ocasiões, um bom psicólogo é ótimo para ajudar com suas conversas / terapias ou um ótimo psiquiatra para questões de desequilíbrios ocasionados pelo corpo que estejam afetando a mente.

Sendo assim, reconheçamos: depressão, agorafobia, pânico e outras síndromes similares são DOENÇAS, que precisam ser tratadas sem postergação da procura de tratamento.

Vemos muitos bons profissionais tendo dificuldades em seus trabalhos pois são afetados por esses males. Nas empresas, o perigo de uma decisão equivocada de um gerente influenciado pelo quadro enfermo de Síndrome do Pânico, ou uma ordem determinada para um subordinado depressivo, dependendo do teor, traz riscos e prejuízos a todos.

A questão é: o quanto essa pessoa acaba, involuntariamente, prejudicando a vida profissional e pessoal?

Recentemente, no mundo do futebol, uma notícia que me espantou: Nilmar, aquele atacante que começou no Internacional-RS, jogou no Lyon da França, atuou pelo Corinthians-SP e que jogava no Oriente Médio (onde se tornou milionário), abandonou o seu ofício no Santos-SP pela depressão, fruto de dificuldades pessoais e histórico de contusões.

Um ótimo jogador, bem resolvido financeiramente, com estrutura familiar estável e bom nível técnico. Como justificar seu quadro clínico?

Àqueles que não acreditam em depressão, um prato cheio para se dizer que é, como antigamente, “frescura”. Coisa que todos nós sabemos que não é.

Ao menor sintoma perceptível, ligue o alerta!

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– A boa arbitragem de Luiz Flávio na final de Cruzeiro x Flamengo e o pênalti em dois toques

Muita discussão pré-jogo (relevante) pela escala do Septeto de Arbitragem capitaneado por Luiz Flávio de Oliveira. O juiz paulista apitou muito pouco nesse ano, se lesionou, teve problemas em alguns jogos e na última rodada do Brasileirão foi mal. Entretanto, mostrou-se “senhor do jogo” na partida entre a Raposa x Mengão, correndo bastante, estando bem disciplina e tecnicamente.

A partida, em si, foi ruim por parte das equipes. Ô finalzinha chata para se assistir, com os times deixando a desejar na ousadia.

Na decisão do jogo por tiros penais, discutiu-se um suposto “bi-toque” na cobrança do decisivo pênalti chutado pelo Thiago Neves. Não foi uma situação de “dois toques”, pois a bola não bate na outra perna dele quando acontece a escorregada.

IMPORTANTE – Se a bola bate na perna e se caracteriza dois toques DURANTE O TEMPO DE JOGO, deve-se marcar tiro livre indireto para o adversário. Se isso ocorre durante a decisão do resultado por tiros penais, considera-se o chute irregular e o tiro perdido (NÃO SE REPETE A COBRANÇA).

Outros jogos que ocorreram o “bi-toque”:

São Paulo x Vitória (escorregão de Juan em 2013), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/06/o-penalti-em-dois-toques-de-sao-paulo-x-vitoria/

Em Belarus, com a bola rolando, a la Cruyff, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/29/o-penalti-de-dois-toques-em-belarus/

Atlético de Madrid x Real Madrid (semifinal da Champions League 2016/2017, cobrado por Griezmann), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/05/10/o-penalti-de-2-toques-de-griezmann-ja-aconteceu-no-morumbi/

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– Treinador de Futebol pratica Fair Play “a la Rodrigo Caio” e é demitido!

Que bom que Rodrigo Caio demonstrou um ótimo exemplo no mundo do futebol ao evitar um equivocado cartão amarelo para o seu adversário Jô, meses atrás. Depois desse tão falado lance de Fair Play, outros atletas tiveram a oportunidade de fazer o mesmo e não fizeram.

Mas uma sementinha plantada pode brotar! E assim foi feito no Campeonato Amador de Jundiaí da 1a divisão. Vejam que interessante:

Fordinho, ex-treinador de ótima campanha no Palmeiras do Medeiros, estava enfrentando dificuldades em seu novo clube, o Cruzeiro da Vila Maringá. Eis que jogavam Cruzeiro x Resenha, e o árbitro aplicou o segundo cartão amarelo a um atleta da equipe adversária (resultando na expulsão). O técnico Fordinho interferiu no jogo, dizendo que houve equívoco (o cartão era para outro jogador) e influenciando os atletas do seu time a contarem a verdade. O árbitro “desexpulsou” o adversário e o jogo continuou.

Aguinelo Oliveira, o presidente do time do Cruzeiro, demitiu Fordinho, alegando que no futebol a gente “precisa matar um ao outro, mas no bom sentido. O competente treinador, agora desempregado, alegou que: “Devemos ter humildade e respeito um pelo outro no futebol amador. Respeito de ser honesto e digno. Não adianta ser malandro”.

Parabéns ao Fordinho pelo excelente exemplo de Fair Play (e que lhe custou o emprego)! Merece todos os cumprimentos da comunidade jundiaiense (e porque não, do mundo do futebol em geral). Que tenha sua atitude exaltada e divulgada, pois precisamos de mais Fordinhos, Rodrigos Caios e outros assim no futebol e na sociedade em geral. O esporte deve ser exemplo de honestidade, não um espaço de picaretagens.

A reportagem completa desse caso está no site esportivo “Esporte Jundiaí”, por Thiago Batista de Olim: http://www.esportejundiai.com/2017/09/serie-de-jundiai-fordinho-sai-do.html

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– Não adianta vídeo se não tiver competência – O circo de Sport x Vasco!

Que coisa horrível nesta segunda-feira à noite em Pernambuco, não?

Sandro Meira Ricci marcou um pênalti inexistente a favor do Sport de uma bola que supostamente foi interceptada pela mão de um jogador Vascaíno. NADA DISSO: a bola bate despretensiosamente no ombro/peito do defensor, e mesmo que batesse na mão, deveria seguir o jogo, pois seria involuntário o toque.

Fiquei assustado pela marcação. E sob muito protesto do time do Vasco, mais assustado com o Árbitro Assistente Adicional Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral, que estava na linha de fundo e confirmou ao árbitro central que houve um giro intencional. Quase que na hora de cobrar o pênalti, o bandeira Marcelo Van Gassen chamou a responsabilidade para si e avisou o arbitro que não ocorreu nenhuma infração.

O detalhe: a jogada aconteceu do LADO CEGO de Van Gassen. Se ele está na lateral, como poderia ter visto o lance que ocorreu voltado para a sua lateral oposta???

Marcelo Van Gassen é um dos melhores árbitros assistentes que eu já trabalhei e um dos melhores do quadro atual. Ele salvou o lance, mas não dá para deixar de imaginar que houve interferência externa!

Será que depois de transformar a Regra 12 (onde se fala da mão na bola) em Regra 12B (bateu, marcou), a CBF que não tem um árbitro de vídeo resolveu criar um Video-árbitro Ghost, informal e às escuras?

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– Escala para Cruzeiro x Flamengo, final da Copa do Brasil

Viram o lance do pênalti decisivo equivocadamente marcado em Bahia 1×0 Grêmio no último minuto? Edilson nem tocou em Allione, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti.

Luiz é ótimo árbitro, mas o ano dele está ruim (lembremo-nos que o lance polêmico entre Jô, Rodrigo Caio e o goleiro Renan foi apitado erroneamente por ele, sendo ajudado pela sinceridade do são-paulino).

Pois é: Luiz Flávio, um dia depois do erro contra o Grêmio, está escalado para apitar a final da Copa do Brasil no Mineirão entre a Raposa e o Mengo.

Nada contra o Luiz, ele é gente boa, bom árbitro, mas… depois de um erro capital, parece premiação!

Lembro-nos também que após o erro de arbitragem de Corinthians x Vasco (o gol de mão de Jô), o Coronel Marcos Marinho, chefe da CEAF, prometeu não punir ninguém. Repetiu a atitude agora.

Prêmio para quem erra? Eu gosto da meritocracia para quem acerta.

Aliás, como não teremos árbitro de vídeo, escalou-se um SEPTETO de Arbitragem para quarta-feira: um árbitro, dois bandeiras, dois árbitros adicionais na linha de fundo, quarto-árbitro e quinto-árbitro!

Tá bom o trabalho da CBF, não?

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 1×1 Corinthians

Uma pena a arbitragem de Wagner do Nascimento Magalhães. Quando ele entrou para o quadro da FIFA, discordei da sua indicação. Porém, estava apitando bem o Brasileirão 2017 (entretanto não foi testado em jogos de rivalidade como São Paulo x Corinthians, que talvez tenha extrapolado a de Corinthians x Palmeiras). Sentiu a pressão de um jogo importante e apitou com medo. Assim como errou contra o SPFC, poderia ter errado contra o SCCP. 

Dois erros da sua arbitragem, lembrando que considero acerto não marcar o lance de suposto recuo de Pablo (não foi) nem a suposta falta de Rodriguinho (também não foi). Os pecados foram:

  • O mau critério disciplinar: lances idênticos para aplicação de cartão amarelo tiveram avaliação diferente do juiz.
  • O mal anulado gol do São Paulo: é Cássio quem sai e tromba em Pratto, não Pratto que impede a defesa de Cássio. O árbitro estava totalmente encoberto e poderia ser ajudado pelo AAA, que nada fez.

A lamentar:

  • A pedrada / paulada no ônibus do Corinthians na chegada ao Morumbi.
  • As declarações pós-jogo dos atletas são-paulinos.
  • A nojenta comemoração de Gabriel.

Me recordo de uma comemoração semelhante em Rio Claro, num jogo da A3 do Campeonato Paulista, entre Rio Claro x Primavera. Eu havia dado 3 minutos de acréscimos e no derradeiro lance o time de Indaiatuba fez o gol da vitória. O centroavante que fez o gol foi em direção ao banco da sua equipe comemorar e aproveitou para fazer o mesmo gesto que Gabriel fez. O estádio veio abaixo! Imediatamente apliquei o cartão vermelho, ele foi embora do jogo antes da delegação pois torcedores cercaram o vestiário, e julgado pegou 4 jogos.

A questão é: existe um sexteto de arbitragem, vários “delegados” da FPF, observadores e até um sujeito que adora tirar foto de jornalistas para intimidá-los. Ninguém viu?

Leio muita gente falando de favorecimento. Nada disso, é incompetência mesmo.

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– A mudança de pensamento da CBF há 3 anos sobre tecnologia

As voltas que o mundo dá: há quase 3 anos, o atual Diretor de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva, dava entrevista refutando a tecnologia alegando que tornaria o “futebol muito chato“.

Ué, o que o fez mudar de opinião em 3 anos?

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2014/09/28/profissionalismo-e-tecnologia-repudiados-pelo-chefe-de-arbitros-da-cbf/

PROFISSIONALISMO E TECNOLOGIA REPUDIADOS PELO CHEFE DOS ÁRBITROS DA CBF

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

Não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

“Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.”

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Qual a final dos seus sonhos na Libertadores da América 2017?

Pelos clubes que sobraram nessa atual fase da Taça Libertadores da América, torço para uma final entre “os de mais camisa”: Grêmio x River Plate, Brasil x Argentina.

Se fosse com o desejo futuro da Conmebol, a final em jogo único não seria nem em Porto Alegre e nem em Buenos Aires, mas em São Paulo, Rio de Janeiro, Quito ou Lima (as 4 candidatas já inscritas à finalíssima quando o regulamento mudar).

Mas já pensaram em dezembro uma Final Mundial Interclubes com o milionário Real Madrid versus… o Barcelona de Guayaquil, patrocinando pelo “Banco Pichincha”? Não seria legal, embora curiosa. E caso o Grêmio não esteja na final, escreva aí: um dos árbitros da final será brasileiro, e pela lógica da CA da Conmebol, Sandro Meira Ricci apitará o jogo de volta.

Apesar do simpático time equatoriano, prefiro uma final entre “grandões”. 

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– Quem deve arcar com os prejuízos de má contratações no futebol?

Se pudessem voltar no tempo, penso que alguns dirigentes de futebol evitariam certas contratações.

Lembro-me de Andrés Sanches no caso Adriano. Negou, negou e… contratou! Pagou uma fortuna e o custo benefício foi horroroso.

Diga-se o mesmo de Valdívia. O que o então presidente, o prof Beluzzo, deveria pensar no seu último mandato sobre tal fardo que carregou e a herança deixada?

Agora, Maurício Galiotti vive o mesmo problema: o que fazer com Borja e Felipe Melo? Salário alto com retorno baixo.

Se os clubes de futebol fossem empresas responsáveis, tentariam se livrado desses verdadeiros abacaxis de maneira rápida. Mas como a história mostra, há um aceite muito grande dessas situações.

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– Quanto ganha um juiz de futebol no Brasil e no Mundo? E um Diretor de Árbitros?

A ESPN Brasil (em: https://is.gd/J0xlNF) fez um levantamento sobre as taxas de arbitragem das principais ligas de futebol do mundo, afim de comparar com a condição brasileira.

Dos campeonatos nacionais, somente o Brasil possui sexteto de arbitragem. E as taxas são as seguintes:

Árbitro Fifa: R$ 4.000,00 / jogo

Árbitro CBF: R$ 2.900,00 / jogo

Árbitros Assistentes: 60% da taxa do árbitro / jogo

Árbitros Assistentes Adicionais (AAA): R$ 800,00 / jogo

Quartos Árbitros: R$ 550,00 / jogo.

Nesses valores, inclua-se o pagamento do deslocamento e estadias, conforme a praça da partida.

Na Alemanha e na Itália, existe o recurso do árbitro de vídeo. A Inglaterra conta com o recurso tecnológico da Linha do Gol (como o da Copa do Mundo). Seus salários são fixos mais um valor por jogo apitado, e a remuneração (considerando os árbitros FIFA) são os seguintes (levando em conta a 1a divisão de cada país):

França: € 40,000.00 / ano + € 3,000.00 / jogo.

Inglaterra: € 48,000.00 / ano + € 1,300.00 / jogo.

Alemanha: € 75,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Itália: € 80,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Espanha: € 134,000.00 / ano + € 3,700.00 / jogo.

Se você acha que o abismo financeiro é apenas entre os jogadores, saiba que também é entre os árbitros. E embora não sejam divulgados publicamente aqui no Brasil, os valores dos Diretores de Arbitragem são fixos, mensais, registrados em CTPS (não são prestadores de serviços autônomos, sem o vínculo empregatício como os árbitros são) e recebem um valor MAIOR do que os árbitros brasileiros do quadro da FIFA (mesmo que alguns nunca tenham apitado nenhum jogo).

Não é hora de se repensar os gastos do futebol brasileiro (para cima ou para baixo)?

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– O sentimento do torcedor brasileiro para com a CBF!

Depois de exaustivamente a CBF dar datas para a implantação do árbitro de vídeo (que sempre contestamos),

Depois de se auto-proclamar pioneira na sugestão do árbitro de vídeo junto à FIFA em 2015 (o que era balela),

Depois de criar um departamento caríssimo de desenvolvimento de árbitro de vídeo nomeando Sergio Correa da Silva (que não foi demitido da Comissão de Árbitros, mas remanejado),

Depois de trazer o Coronel Marinho e adiar o árbitro de vídeo para 2019 (mostrando a total falta de planejamento),

Depois de Marco Polo Del Nero anunciar o árbitro de vídeo para a rodada seguinte do Campeonato Brasileiro (por pressão de Eurico Miranda que se sentiu prejudicado),

Depois de saber que não poderia usar o árbitro de vídeo por falta de planejamento, por precisar uma geração independente da transmissão do jogo, por falta de treinamento dos árbitros, por não poder colocar em alguns jogos mas sim na totalidade, por estar impedida de usar o VAR no meio de um torneio não-eliminatório em andamento (apesar de ter imposto no regulamento do Brasileirão que poderia, mas não pode),

A farsa se comprovou: sem árbitro de vídeo para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro, apesar da insistência há 2 anos da CBF e seus pares. Não teremos a promessa cumprida, mais uma vez.

O cronograma do fiasco e outros detalhes aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/20/cade-o-arbitro-de-video-a-ser-implantado-imediatamente

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– Corinthians, Santos e Flamengo na noite de 4a feira

RAC x SCCP  – Em que pese as reclamações do Corinthians contra a arbitragem no jogo do Racing (sim, uma certa tendência caseira de Leodan González (um novato uruguaio do quadro da FIFA) ao não ser tão rigoroso disciplinarmente com os argentinos na mesma proporção que foi com os brasileiros (vide o indevido 1o cartão amarelo de Jô), não se pode reclamar do lance de Rodriguinho, que entrou em campo e deu uma verdadeira “patada” no adversário. Muito bem expulso!

SFC x BAR – O experientíssimo peruano Victor Carrillo pecou bastante em permitir que o jogo fosse levado com diversas paralisações, não sendo justo nos acréscimos da partida. Mas ao ver a cusparada de Bruno Henrique, não posso deixar de aplaudir o árbitro pelo cartão vermelho. Cuspir em alguém deve ser punido com muito rigor.

CRF x ACF – Não assisti o jogo, mas recebi alguns questionamentos sobre um certo lance de desvio em zagueiro (se tiraria ou não impedimento). Saiba: há pouco tempo a regra mudou, e o entendimento atual é de que: se você lançar a bola para um companheiro em impedimento, e um zagueiro tentar disputar a bola e tocá-la, o lance deve ser permitido (não tem mais impedimento). Entretanto, se a bola foi lançada e ela raspa/desvia num adversário que não tentou disputa-la, continua valendo o impedimento.

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– Cadê o árbitro de vídeo a ser implantado imediatamente?

Todo santo dia estou insistindo: duvido da implantação do árbitro de vídeo no Brasileirão. Desde 2015 estou falando que, do jeito que a CBF quer fazer, não é o oficial da FIFA e que o anúncio só é demagogia. Por que eu iria crer que em 2017, num encontro que deve ter sido um “papo honesto” entre Marco Polo Del Nero e Eurico Miranda, a coisa iria “virar de uma hora para outra”?

Pois bem, nas escalas da CBF divulgadas faz pouco tempo, não há árbitro de vídeo para essa rodada. As escalas estão aqui: http://www.cbf.com.br/arbitragem/escala-arbitragem/brasileiro-serie-a#.WcLhEK3OqCQ

Aliás, o cronograma dos motivos que me fazem DUVIDAR do árbitro de vídeo da CBF e os motivos da proibição neste didático texto,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

Confira abaixo: 

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL – SÉRIE A

Estão brincando com o futebol brasileiro e tratando o torcedor como palhaço!

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– A discussão entre Neymar e Cavani não é um excesso de bobagem?

A situação é a seguinte: Neymar houvera pedido a cabeça de Cavani somente por conta da prioridade da cobrança de pênalti, segundo a imprensa francesa. Não conseguiu, e o PSG implantou a lei do silêncio e oficializou Cavani como batedor.

Acho exagerada tal especulação – do pedido do brasileiro – e não creio ser verdadeira. Não sabemos o que aconteceu: algo mais grave do que uma discussão ou são dois atletas com o ego maior que o mundo.

Neymar é genial dentro de campo, poderá ser o maior de todos os brasileiros (mais do que Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Zico, Garrincha, Leônidas), exceto Pelé (maior do mundo). Alcançará ou passará Messi, mas, como todos têm dito, precisa amadurecer um pouco mais. Já não pode ser apenas tratado como menino, ele já é um homem e deve fugir de algumas polêmicas desnecessárias.

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