– Palmeiras 2×1 Água Santa: o lance equivocado de mão na bola.

Dois lances bem polêmicos: o primeiro, dificílimo até mesmo com a tecnologia (com William Bigode no ataque), pois ficará sem resposta: ele sofre a falta dentro da área (e em cima da linha “é área”) ou sofre fora dela? Pelas imagens, é covardia ser taxativo e não se critique o árbitro pela decisão tomada.

O segundo lance não me deixa dúvida: pênalti inexistente, num erro de interpretação que tem sido comum em outros jogos que assisti do árbitro Douglas Marques das Flores: na dúvida da intencionalidade da mão, o juizão costumeiramente tem marcado equivocadamente infração!

O atleta de camisa 15 do Água Santa, Wellington Reis, está cabeceando desequilibrado a bola e ela bate na própria mão dele (sem intenção, sem ser movimento anti-natural, sem estar aumentando a área de contato e, pasme, “amortecendo a bola para o domínio do adversário”).

NUNCA se pode entender que com toda essa leitura o ato seja infracional. Errou feio o árbitro.

– Oeste 0x2 Corinthians: Boselli sofreu acidente de trabalho ou foi agredido?

Sidimar, do Oeste, versus Boselli, do Corinthians: lance casual de jogo ou agressão?

Vamos a ele: Sidimar, repare, não está na mesma altura “cabeça a cabeça” com Boselli quando vai cabecear a bola. Ele passa da altura do corintiano e o braço direito (ao menos, é o que dá a entender), é que atinge o adversário.

Falamos dias atrás, quando publicamos as alterações e novas orientações da Regra do Jogo, sobre a FIFA pedir rigor absoluto em lances de disputa de bola com o uso dos braços abertos e/ou mão no rosto do adversário. E isso (pela minha interpretação do lance) não seria jogo brusco grave, mas sim conduta violenta (portanto, cartão vermelho), pois abandona a disputa e atinge deliberadamente o oponente.

Pode ser que o árbitro Luís Flávio de Oliveira tenha sido traído por um lado cego do seu posicionamento e por isso tomou tal decisão.

Que falta faz as câmeras do VAR, não?…

– Resumo das arbitragens do Trio de Ferro na Rodada decisiva do Paulistão:

Não assisti o jogo do Santos, e vi bastante coisa sobre Palmeiras, Corinthians e São Paulo.

Se elogiei a arbitragem do Campeonato Paulista 2020 no retorno Pós-Covid durante o meio de semana, na rodada derradeira da 1a fase ela não foi bem.

Confira no link:

Creio que o árbitro de vídeo fez muita falta nestes jogos… Volte logo, VAR!

– Um dopping natural?

Não sei onde eu li essa frase do nadador megacampeão Michael Phelps, mas ela me chamou a atenção porque é perfeita para muitos.

Sobre “de onde vem sua motivação” durante um treino ou para uma prova, ou se ele “toma alguma coisa especial”, disse que:

“A música é o dopping natural para o esporte”!

Pois é: o dopping psicológico e emocional é cada vez mais verdadeiro e real no dia-a-dia dos esportistas: um estádio lotado gritando para seu ídolo, uma preleção energizada do treinador, ou até mesmo uma música que transmita uma mensagem ou melodia entusiasmante, são, sem dúvida, fatores que estimulam naturalmente.

Muito mais sadio do que anabolizantes e seus afins, não? Embora, isso possa trazer um questionamento paralelo a este assunto: no futebol, na época de estádios vazios que vivemos, o grito da torcida pode estar fazendo falta aos jogadores?

– Relembrando os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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– Ser transparente no futebol seria tão importante… O caso Corinthians, Marlone e Penapolense

O texto é bem claro e revela como os “rolos” no mundo do futebol são costumeiros e assustadores.

Compartilho, extraído de: https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2020/07/juiz-ve-indicio-de-conluio-em-caso-com-corinthians-penapolense-e-agentes/

JUIZ VÊ INDÍCIO DE CONLUIO EM CASO COM CORINTHIANS, PENAPOLENSE E AGENTES

Por Ricardo Perrone, com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

O Juiz Paulo Guilherme Amaral Toledo, da 1ª Vara Cível de São Paulo, vê indícios de conluio na operação de compra de Marlone envolvendo Corinthians, Penapolense e empresários em 2015. O imbróglio é objeto de uma ação de cobrança avaliada em cerca de R$ 2,1 milhões, movida pela Penapolense contra o Corinthians, alegando calote no pagamento de parte do valor da transferência do jogador.

O caso começou simples: a Penapolense acionou o Corinthians na Justiça, alegando falta de pagamento de parte dos valores da contratação – Marlone estava registrado pelo clube do interior de São Paulo quando a operação aconteceu. Uma série de terceiros, entretanto, com os quais a Penapolense tinha dívidas trabalhistas, peticionaram no processo e conseguiram penhorar parte expressiva dos valores que viessem a ser pagos pelo alvinegro.

Investidores entraram na ação afirmando que eram eles, e não a Penapolense, os verdadeiros detentores dos direitos econômicos de Marlone, e a quem o Corinthians deveria pagar os R$ 2,1 milhões. São eles Fernando Garcia, por meio da empresa Luis Fernando Assessoria Esportiva, a GT Sports Assessoria Esportiva e o empresário Marcus Vinicius Sanchez Secundino. Embora seja a autora da ação, a Penapolense não contestou a alegação.

Desde maio de 2015 investidores estão proibidos, no Brasil, de serem detentores de direitos econômicos de jogadores, mas os contratos anteriores à proibição ainda são válidos. Os investidores alegam que adquiriram os direitos de Marlone antes da proibição. Fernando Garcia tem influência na Penapolense, e muitos de seus clientes passam pelos registros do clube do interior.

O UOL Esporte apurou que os investidores teriam registrado o jogador como forma de mantê-lo vinculado a um clube e não correr o risco de perderem o investimento feito no atleta. O Corinthians, na ação judicial, alega que não pagou por estar com problemas de caixa em virtude da pandemia do novo coronavírus e por aguardar a definição se deve pagar aos empresários ou à Penapolense.

O juiz responsável pelo caso, entretanto, não aceitou as alegações. Na última decisão, desta semana, Paulo Guilherme Amaral Toledo determinou que o Corinthians pague a dívida, e ameaçou abrir um inquérito criminal por desobediência. O magistrado também questiona a postura da Penapolense: “manifeste-se o exequente PENAPOLENSE quanto ao prosseguimento da cobrança. Sob pena de reconhecimento de CONLUIO com o executado CORINTHIANS e também aplicação ao exequente PENAPOLENSE da MULTA por ato atentatório à dignidade da justiça (“atempt of Court”) prevista no CPC 77, §1º, considerando que faz quase UM ANO que o CORINTHIANS está confessadamente inadimplente em relação ao acordo de fl. 120/122, em valor expressivo de mais de R$2.100.000″. A decisão ainda exige que o clube do interior explique porque não adota medidas contundentes para cobrar o Corinthians.

Procurado pela reportagem, o advogado da Penapolense, Aldo Giovani Kurle, afirmou que não poderia comentar o processo em andamento.

Procurado, Fernando do Garcia disse não saber sobre o processo e sugeriu que a reportagem procurasse o Corinthians. Por sua vez, o clube afirmou, por meio de seu departamento de comunicação, que prefere não se pronunciar por se tratar de uma ação que envolve terceiros.

Vale lembrar que Fernando Garcia é ex-conselheiro do Corinthians e irmão de Paulo Garcia, provável candidato à presidência do clube no final do ano.

Integrantes da oposição alvinegra questionam o fato de Fernando ter longo histórico de negociações com o Corinthians desde a primeira passagem de Andrés pela presidência. O empresário é amigo do atual presidente.

– São Paulo 2×3 Red Bull Bragantino destoou positivamente!

É legal assistir um bom jogo de futebol! E na 5a feira, duas equipes que jogaram em busca do gol provaram que a melhor defesa sempre será o ataque!

Como todos os pesares da parada pela pandemia, o Tricolor do Morumbi e o Massa Bruta / Toro Loco correram bastante! Os preparadores físicos das duas equipes estão de parabéns, por todas as circunstâncias que estão ocorrendo com as dificuldades de treino e ainda assim possibilitarem aos jogadores tal rendimento.

Fernando Diniz, sabidamente, coloca o time “pra frente”. Felipe Conceição idem, mas me surpreendeu pois sua equipe é muito bem treinada. Ótimo ver nomes jovens se destacando com boa qualidade.

Neste jogo corrido e agradável, passou despercebida a boa atuação da árbitra Édina Alves Batista, que não foi tão exigida devido ao bom comportamento de tricolores e bragantinos. Dos jogos que assisti dela, tem apitado com regularidade o “be-a-bá”, sem atitudes espalhafatosas e com rigidez no cumprimento da regra. Talvez tenha que estar com o seu posicionamento um pouco mais próximo dos lances, mas aí é uma questão fisiológica que podemos discutir mais adiante.

Salve o futebol lúdico e competitivo ao mesmo tempo!

– Como se Frauda uma Partida de Futebol?

(Repost de 15/07/2011)

Amigos, há tempos que eu desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

E como funciona?

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

1) Caseiros
2) Mediadores
3) Narcisistas
4) Cumpridores

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

1) CASEIRO

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!
O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

2) MEDIADORES

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

3) NARCISISTAS

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

4) CUMPRIDORES

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?
Deixe seu comentário:

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

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– Afinal: quem autorizou EQUIVOCADAMENTE a pintura da área de meta da Arena Corinthians?

A Regra 1 do Futebol (Campo de Jogo) regula as medidas e condições do gramado e seus arredores. Ela é bem clara quanto à nitidez e limpeza do gramado para a realização de uma partida oficial.

Não pode existir nada além das linhas de demarcação, pinturas delas e postes / travessão. Não se deve ter nenhum patrocinador pintado com tinta ou aparentando suas letras com o corte da grama.

Tudo isso se estende também ao organizador do torneio, dono do estádio ou mandante da partida. Portanto, além deles não poderem mostrarem seus nomes e/ou marcas, eles não têm poder para dar autorizações a outras pessoas fazerem algo.

Acontece que a Arena Corinthians, em Itaquera, amanheceu pichada no dia do jogo entre Corinthians x Palmeiras. Na grande área, a inscrição 8×0 como chacota ao time do Parque São Jorge (fazendo alusão de uma vitória graúda do Palmeiras tempos atrás).

Na hora da partida, para surpresa de todos, as áreas de meta apareceram pintadas com as inscrições iniciais do Sport Club Corinthians Paulista: SCCP. E isso, evidentemente, não pode.

Diz-se que existiu uma autorização especial da FPF para que elas (as áreas de metas) fossem pintadas com as letras. Até às 09h00 desta 5a feira, não há nenhuma informação no site, tampouco relato em súmula ou documento do jogo. Mesmo que apareça essa permissão depois deste horário (devido a repercussão), NÃO É PERMITIDO FAZER ISSO.

Quem autorizou? Por quê passou-se por cima da Regra do Jogo? Por quê não foi exposta  publicamente essa suposta permissão antes do jogo? E “suposta”, lógico, porque ninguém a viu.

Se o gramado foi pichado, poderia-se pintar de verde por cima da pichação. Se faz isso com certa frequência para esconder as falhas do “gramado careca” em muitas praças esportivas, por quê não para esse momento? Ou, simplesmente, não se poderia cortar a grama daquele espaço um pouco mais baixa?

Tempo hábil para fazer a correção, havia. Afinal, ontem, na hora do almoço, a Rádio Jovem Pan mostrou em sua programação um funcionário do Timão limpando o vandalismo. Veja esse foto:

Será que até à noite o espaço não estaria limpo? Dizer que o SCCP desenhado no chão foi um subterfúgio para disfarçar os numerais 8 e 0 não parece razoável, já que, como se vê, era possível deixar tudo verde. Quem teve a ideia de pintar letras, depois de apagados os números?

Se foi uma provocação ou não, ou simplesmente uma solução caseira, não importa. O que vale questionar é: por quê autorizou-se? Ana Paula de Oliveira, a presidente da CEAF-SP, certamente não foi consultada pois ela conhece as regras.

Cuidado para não se criar um mecanismo perigoso: autorizar algo ilegal, criando um precedente para que alguém “auto-vandalize” um pedaço do gramado a fim de fazer alguma alegoria como desculpa de “dificuldade de apagar”.

Por fim: se existiu a tal “permissão especial” (irregular devido as Regras e desnecessária por conta de que poderia ser apagado o 8×0), não custava nada que o árbitro Raphael Claus fosse zeloso e relatasse em súmula que estava autorizado.

Boa comunicação nunca fez mal a ninguém….

Em tempo: esteticamente, assistindo o jogo, percebe-se que qualquer pintura adicional, especialmente na pequena área, atrapalha a visualização da bola por parte de quem assiste. E, aproveitando: ninguém vai anular o jogo por causa disto, mas vale observar as coisas corretas. Será que o TJD-SP multará simbolicamente alguém?

Acréscimo: Renata Ruel, da ESPN, também à noite, observou e comentou essa irregularidade publicando o print abaixo:

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– Que o Paulistão volte com sucesso – e isso significa: sem contágios!

No retorno do Paulistão, vamos torcer para que nenhum contágio por culpa direta do evento aconteça. Que os protocolos sanitários sejam cumpridos (que, por sinal, são rigorosíssimos – mais “chatos” do que os das Ligas Europeias que já voltaram) e que os abusos não ocorram em eventos indiretos (por exemplo: torcedores aglomerados em bares assistindo aos jogos).

Algo me incomoda na questão da coerência (e não se refere ao Campeonato Paulista, mas ao futebol em geral): se é necessário a troca de uniforme no intervalo pelos riscos de contaminação por transpiração, o que se dirá na disputa de bola onde o suor é um contato inevitável?

Vamos torcer para que tudo ocorra bem!

– Mudanças da Regra 2020/2021 e orientações da CBF para o Brasileirão.

Em áudio, compartilho: https://www.youtube.com/watch?v=SUgXP2XSt3Y&t=84s

Em texto, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/

Confira documento em português sobre mudanças na regra do jogo ...

– Relembrando “o Primeiro Ato do Presidente Marco Polo”

Há 6 anos, tínhamos uma ação demagógica curiosa na CBF. Compartilho pois a lembrança é curiosa:

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

– O Santos e suas pendengas financeiras: Everson, Sasha…

Ah se Jesualdo soubesse das dívidas santistas…

Que situação delicada do Santos FC! Não é possível que um clube que venda jogadores tão caros (vide Rodrygo, por quanto saiu) passe por tantas dificuldades financeiras. Ou gere muito mal seu dinheiro ou algo estranho acontece.

Everson, goleiro que foi contratado desnecessariamente para substituir Vanderlei, que estava muito bem no gol do Peixe (a pedido de Sampaoli, já que o treinador alegava que precisava de um goleiro que soubesse jogar com os pés), entrou na Justiça para sair. Sasha, atacante, idem.

Segundo o jornalista da FOX Marcel Capretz, em seu twitter:

“Falei com o advogado de Everson, Dr. João Chiminazzo. De acordo com ele:
5 meses de atraso no direito de imagem.
4 meses de atraso no FGTS.
3 meses com redução de 70 por cento, sem anuência dele.
Com isso, para ele, rescisão do goleiro com o Santos deve ser aceita pela Justiça.”

Caramba. Pense, como funcionário: as contas da sua casa estão vencendo, e seu patrão atrasa tudo isso? Aí não dá…

– Hoje é Dia Nacional do Futebol

Futebol: um esporte tão popular, democrático e, muitas vezes, injusto (não é um paradoxo)?

Diante de todas as suas características, que vão do ludismo aos negócios, é inegável que nós nos apaixonamos por ele. Ao menos, pra quem gosta…

Qual o seu jogo “número 1”? Aquele que te fez se sentir atraído pelo dito esporte bretão?

O meu: Paulista de Jundiaí x Palmeiras de São João da Boa Vista, pela Divisão Especial de SP, em 1984, com gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos! E o seu?

– Marcelo Galhardo aceitaria o Flamengo? Pelo seu histórico…

Em 2016, a AFA procurava um treinador para a Seleção local. E o ex-jogador e treinador Galhardo, naquela oportunidade, já estava há 2 anos dirigindo o River Plate, seu clube do coração, e recusou sair.

Mais recentemente, o próprio Marcelo Galhardo fez juras de amor ao seu time, descartando a saída para qualquer outro clube adversário.

Toparia o Flamengo, que procura um bom nome?

Relembrando:

GALHARDO NÃO QUER A SELEÇÃO ARGENTINA. NORMAL?

Imagine poder convocar Teves, Higuain, Aguero, Di Maria ou até Messi?

Essa é uma das atribuições de um treinador da Seleção Argentina. Para Bauza (e tantos outros), é um sonho. Mas Marcelo Gualhardo, treinador do River Plate, já declarou: Se me convidarem, não saio do meu clube“.

Sinal dos tempos?

– O exemplo da pandemia dentro da Chapecoense

Que loucura o que está acontecendo dentro da equipe da Chapecoense (e porquê não, dizer no “futebol catarinense” em geral)?

Ao todo, 26 pessoas detectadas (entre jogadores de futebol e demais funcionários) com o Novo Coronavírus.

Se a força do Covid_19 está a este ponto, por quê insistir na volta do futebol?

Lamentável que a insensibilidade esteja tão grande por lá…

– Jorge Jesus e a decisão particular.

Todo mundo tem seus problemas na vida. Se uma pessoa pode escolher quanto quer ganhar, onde deve trabalhar e com quem quer coabitar, é problema particular dela.

Leio algumas críticas à saída do treinador Jorge Jesus do Flamengo para o Benfica. Ora, se existe uma cláusula no seu contrato que permite a saída mediante o pagamento de um valor, o contrato foi cumprido (não por tempo de trabalho, mas pelo depósito efetuado).

A boataria diz que ele ganhará menos em Portugal do que no Brasil, mas que a decisão foi tomada por pressão da família após um suposto affair do técnico com uma advogada brasileira. Pode ser verdade, pode ser mentira… mas a escolha é dele!

Não entendo que ele tenha sabido pela porta dos fundos. E você?

– A firula de Michael e a comemoração não tão vibrante

Não deu tempo de escrever, mas e o drible do Michael do Flamengo?

  • Se você fosse o adversário, e sofresse aquela dancinha?
  • E se você fosse o Michael e estivesse perdendo no placar, faria aquela graça?
  • E se fosse o árbitro, qual seria a atitude?

Há certas fintas, firulas e jogadas debochadas no futebol que são desnecessárias. Usar um drible mais ousado / folclórico em busca do gol ou como recurso para se livrar de um marcador, não vejo problema algum. Ironizar (como eu acho que ele fez) estando na frente do placar, torna-se menosprezo. Não gostei.

Aliás, por falta de tempo, ontem não puder observar neste espaço: não acharam muito “acanhada” as comemorações dos jogadores?

Duas hipóteses: a pouca importância do Cariocão ou o costume de comemorar títulos mais emblemáticos.

– Nunca confie em cartola de federação de futebol. Eles podem mentir!

Na sexta-feira, Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da Federação Paulista de Futebol) garantiu Copa Paulista e A3 simultâneas, em entrevista à Marília Ruiz.

No sábado, o mesmo dirigente garantiu isso no GloboEsporte.com.

No domingo, reforçou na TV Gazeta a mesma fala (de que as duas competições seriam simultâneas e que todas as equipes da A3 disputariam).

Na segunda-feira, com a ajuda de um interlocutor, Reinaldo respondeu um questionamento meu sobre a confirmação de tudo isso. Escrevi aqui: https://wp.me/p4RTuC-qzG.

Nesta quinta-feira, tudo mudou. A palavra de um homem, apesar de tal importância, muitas vezes não vale p. nenhuma… Olhe aqui sobre a Copa Paulista, divulgada pela FPF, publicada com exclusividade pelo Esporte Jundiaí: https://www.esportejundiai.com/2020/07/copa-paulista-tem-vaga-garantida-apenas.html.

– O Vereador e as Regras do Futebol

Repost deste mesmo blog, de 13/07/2011

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

– #tbt 2: Futebol Esporte Show: contamos com sua audiência!

Há 4 anos, uma ótima recordação:

E hoje tem Futebol Esporte Show! Com Marcel Capretz, Matias Souza e Rafael Porcari.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba. Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. Prestigie!

Campinas e Região: 12h15
Baixada Santista: 13h00
Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

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– Fique atento às Mudanças das Regras do Futebol e as orientações aos Árbitros para o Campeonato Brasileiro 2020

No último dia 08, participei do Webinar da CBF sobre as alterações das regras e a linha de trabalho que será adotada para o próximo Brasileirão. Foram 4 horas intensas de muita conversa com Leonardo Gaciba e Alício Pena Jr, da Comissão de Arbitragem.
Vamos lá:

ALTERAÇÕES DAS REGRAS DO JOGO

Já escrevemos sobre elas quando do anúncio, mas fica o lembrete das mesmas, de uma forma bem didática:

1. Avanço do goleiro em cobrança de pênalti.
A partir de agora, se o goleiro se adiantar e defender um tiro penal, volta-se a cobrança e não se aplica o cartão amarelo. Se numa 2ª cobrança (sendo a repetição desta que ele infringiu ou em um outro pênalti durante o jogo) ele avançar novamente, receberá o cartão amarelo. E, numa 3ª cobrança (ou repetição de algumas destas anteriores) existir novo avanço, receberá o 2º cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.
Uma novidade: se a partida for decidida por cobrança de pênaltis, os cartões recebidos pelo goleiro por se adiantar em pênaltis são zerados no jogo, e uma nova contagem se faz durante a decisão por tiros penais. Mas atenção: os recebidos no tempo normal e neste momento de cobranças são contados integralmente para a suspensão automática em partidas futuras.

2. Mão deliberada do defensor tira atacante do impedimento.
Sabemos que se a bola for lançada por um atacante a seu companheiro que está em condição de impedimento e ela for tocada por um defensor que tenta disputá-la, esse toque, desde alguns anos, passou a dar condição para o outrora impedido. A partir de agora, se esse toque for com a mão (já que sabemos que não se pode jogar com a mão), também habilitará o atacante.

3. O que é braço / mão? De onde até onde se define isso?
Ficou até mesmo irônico para alguns, mas a FIFA definiu que braço / mão compreende o que não for ombro, e para defini-lo, deve-se levar em conta que “o limite do ombro até o braço ficará definido como a parte inferior da axila”. Ou seja: o braço/ mão na bola será considerado na região desnudada da manga da camisa.

4. Punição à mão de atacante em imediatez do gol.
Antes, “mão na bola” independia de ataque ou defesa, levando em conta apenas a intenção ou não. Anos atrás, acrescentou-se a orientação de verificar o movimento antinatural, que significa tirar proveito de um uso não convencional dos braços. Em 2019/ 2020, a mão do atacante em jogada de ataque passou a ser punida indistintamente como infração (mesmo que involuntária). A partir de 2020/2021, voltamos à condição anterior, diferenciando a situação de uma bola que bater na mão do atacante e dela sair o gol (do próprio atleta – em que a bola mesmo que acidentalmente bater – ou de um companheiro que se aproveite disso). A CBF reforça que os árbitros estão orientados a avaliar a IMEDIATEZ da mão, pois se criar um outro lance, já não se deve punir.

5. Toque de mão do goleiro depois do tiro de meta.
Elucidou-se que, se o goleiro cobrar o tiro de meta e voltar a tocar na bola, marca-se um tiro livre indireto e aplica-se o cartão amarelo (já que anteriormente a bola deveria sair da área para entrar em jogo e isso já deixou de existir há algum tempo).

6. Advertência no Bola ao Chão para reinício da partida.
Com o advento de bola ao chão para “devolver a bola para quem já tinha a posse dela”, feito de maneira mais recente na Regra, exigiu-se uma distância de 4 metros. Agora, quem não respeitar essa distância e interferir no reinício (tanto companheiro quanto adversário) deve receber o cartão amarelo e o bola ao chão será repetido.

7. Ataque promissor com vantagem e retomada de ataque, dispensa advertência.
Se existe um ataque promissor e o árbitro marca a falta, mas antes de aplicar o cartão amarelo ela é cobrada rapidamente (ou seja: houve a vantagem), e voltando a existir um ataque promissor, NÃO SE DEVE DAR O CARTÃO assim que a bola parar, pois voltou a existir um ataque promissor (a não ser que a natureza da falta exija uma punição, como um lance violento).

8. Avanço do goleiro com erro do atacante.
Se numa cobrança de pênalti o goleiro cometer uma infração, mas o cobrador cobrar tão mal o chute que for perceptível que um avanço do goleiro em nada interferiu, não voltará mais a cobrança nem advertirá o goleiro.

9. Em lances de dupla infração (atacante e goleiro) no tiro penal.
Se um goleiro se adiantar para a cobrança do pênalti, porém o batedor praticou uma paradinha, se punirá a 1ª infração (a paradinha), marcando tiro livre direto para a defesa a partir do ponto penal e dando cartão amarelo ao cobrador. Isso (do atacante ser punido) já existia, mas passou a valer também com infração simultânea do goleiro.

10. Avaliação de agarrões.
Só será punido o atleta que segurar um adversário e esse agarrão tiver real influência na jogada. Segurar a camisa por si só não será considerado infração (portanto, o atacante parar de correr deliberadamente porque foi agarrado não vai adiantar mais). Deve existir impacto sobre o agarrado.

11. A substituição de 5 atletas em 3 momentos da partida.
Poderá ser efetuada a troca de até 5 jogadores no intervalo e em 3 paralisações da partida para cada equipe, por conta da pandemia. Vale como alteração TEMPORÁRIA da Regra.

OUTRAS ORIENTAÇÕES

1. O VAR, para lances ofensivos de cartão vermelho, não levará em conta o áudio, mas apenas o gesto / imagem. O que foi dito cabe ao árbitro interpretar.

2. Diferente do que muitos pensam, o VAR pode sim interferir em situações de interpretação, DESDE que exista uma imagem muito interessante e que julgue que o árbitro não a viu.

3. Reforça-se o uso do VAR para a validação de gols, tiros penais, cartões vermelhos e identificação de jogadores.

4. Em comemorações de gol, levantar a camisa e encobrir o rosto é para cartão amarelo (fica o lembrete), mas gestos pejorativos relevantes para uma situação devem ser punidos (por exemplo, se um atleta do Atlético Mineiro imitar um Galo, é uma auto-referência ao seu mascote, algo bom, não se pune; mas se fosse na Argentina e por parte de um jogador do Boca, se pune pois é ofensivo ao River Plate).

5. Não se deve ir às arquibancadas comemorar o gol, pois receberá o cartão amarelo por ir á torcida e incitar o público. Mas em jogos sem torcida, não há sentido em se punir.

6. Usar a mão na bola não é necessariamente lance para cartão amarelo. Deve-se avaliar a ação de bloqueio ou de disputa com o seu uso.

7. Se um jogador marcar um gol de mão e estando impedido, pune-se a mais grave (a tentativa de ludibriar a arbitragem com um gol de mão, aplicando o cartão amarelo).

8. Mão que esteja em frente do corpo e que não tenha influência nenhuma na jogada, obviamente não é infração (assim como as mãos de proteção ao rosto / partes íntimas).

9. Nas disputas de bola, o árbitro deve levar em conta se o atleta que atingir um adversário poderia ter “suavizado” na disputa e também verificar onde atingiu (barriga, pé, cabeça). Avaliar o ímpeto, a velocidade e onde impactou serão determinantes para marcar falta sem cartão, com cartão amarelo ou cartão vermelho.

10. Acabar com o uso do braço no rosto do adversário (isso é uma bandeira da FIFA). Os árbitros deverão verificar se a mão contra a cabeça foi um empurrão (cartão amarelo como punição) ou um golpe (vermelho direto).

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– David Luiz + Thiago Silva = Naufrágio?

Há 6 anos, a FF trouxe na sua capa esta marcante montagem… vale refletir sobre ela!

A France Football é uma importante publicação mundial. E na sua última capa, retrata os 2 zagueiros titulares da Seleção Brasileira e do PSG.

Nem precisa de tradução... Veja a imagem:

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– Que decepção, SAFESP!

No dia 05 de março de 2019, escrevi sobre a Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, entidade ao qual pertenci por mais de uma década (de maneira obrigatória, pois assim funcionava o sistema) quando era árbitro de futebol.

Quando me questionado sobre “apoiar algum candidato” fiz questão de deixar o seguinte registro, publicado em: https://professorrafaelporcari.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Convido a leitura atenta do link acima. E reitero: não me posicionei a favor de ninguém.

Depois de muito tempo, torcendo para que o candidato que vencesse fizesse algo revolucionário e incontestável ética e politicamente (no caso, o vitorioso foi Aurélio Sant’Anna Martins, mas poderia ter sido Renato Canadinho ou José de Assis Aragão – torço sempre  para que tudo dê certo, seja quem for o vitorioso, e se não fizer certo, aí valem as críticas) gostaria de registrar duas grandes atitudes que me decepcionaram:

1- A escolha de José Aparecido de Oliveira como membro do TJD-SP. A justificativa não foi convincente, extremamente superficial. E aqui vai a crítica respeitosa que fiz na ocasião, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/01/por-que-os-arbitros-escolheram-jose-aparecido-de-oliveira-para-o-tjd-sp/
Lembro que, no último domingo, Daniel Destro do Carmo, em meu YouTube, postou uma mensagem de desagravo (provavelmente por simpatizar com Aparecido). Aqui:

“Porcari, não bastava ter perguntado diretamente pro SAFESP ou algum representante da entidade sobre o mérito ou motivos da indicação? Como sei que não fez isso, sua opinião fica vazia, sem fundamento e sem valor. O José Aparecido é do meio da arbitragem, é formado em direito e tem curso em direito esportivo. Dos nomes disponíveis, quem talvez fosse mais indicado? Arrisca sugerir algum nome, já que disse existir tantos?”

Ué, no texto que escrevi está claro, talvez ele possa ter interpretado de outra forma, motivado pela paixão da direção sindical: a justificativa é muito simplória, mas respeito a opinião de Daniel (que é apoiador ferrenho da atual diretoria, mesmo não tendo cargo constituído), embora ele ache que a minha opinião é vazia, e não a resposta dele. Em tempo: como meu Vlog é público, não tem porquê se questionar a publicação da mensagem deixada, não é algo particular. Também não vou fazer propaganda de nome a ser indicado (pois é evidente que nada vai mudar), né?

2- A licença de Aurélio Sant’Anna Martins para concorrer às eleições municipais: quer dizer que, depois de tanta pendenga, o novo presidente já sai da presidência para tentar a sorte em sua cidade? Deveria ter sido claro e enfático aos seus eleitores de que não seria um presidente Full Time no seu mandato. Ele desejar ser vereador, prefeito, vice, o que quiser, é um DIREITO que ele tem. Mas não deveria ter se aventurado a assumir o SAFESP para deixá-lo, por mais que a óbvia justificativa será a de que a “sua chapa” continuará no comando (já que, se eleito, não poderá exercer simultaneamente com competência necessária as duas atividades, pois terá que se dedicar ao que foi proposto).

E quem assume em seu lugar? Regildênia de Holanda, que até há pouco tempo trabalhava como observadora na FPF e é instrutora FIFA. Nada contra ela, que é honesta e trabalhadora, assim como Aurélio. Só que cairemos, então, na mesma incompatibilidade de cargos tão criticada por mim em muitas postagens: Arthur Alves Júnior, o antigo presidente, trabalhava como membro da CEAF-SP e presidente do SAFESP. Se um árbitro se sentisse prejudicado pela Comissão de Árbitros e quisesse se queixar do “funcionário da FPF Arthur”, iria até o Sindicato reclamar dele para o… “Arthur sindicalista”? Foi assim quando Sérgio Correia trabalhava nas duas funções ou também Silas Santana com a Cooperativa!

Por mais que se diga que existe a independência, fica o dilema da real compatibilidade ou não da função. Eticamente, para mim, indevido. Mas eu sei que há quem pense diferente. Porém, vide que novamente, por via direta de ofício exercido como funcionário ou prestador de serviços, o chefe do Sindicato / Cooperativa estará tendo uma relação umbilical com a Federação Paulista de Futebol. Se quiser ser totalmente desprovida de críticas, abra-se mão desta relação para mostrar independência total.

Enfim: os eleitores é que devem se pronunciar se gostam ou não desta situação.

ACRÉSCIMO: não é de hoje que falamos sobre a necessidade de separar as instituições e dos membros pertencentes à elas. Lembram da “COAFESP”? Refrescando a memória (e entendendo o que é incompatibilidade de cargos), um texto de 2011, em: https://professorrafaelporcari.com/2011/03/18/fpf-coafesp-e-safesp-incompatibilidade-que-atormenta-os-arbitros-paulistas/

– E se a Seleção tivesse que escolher um “10 do Mercado Interno”?

Mesmo com fronteiras fechadas e pandemia a todo vapor, o futebol é motivo de discussão. Agora o tema é: a volta das Eliminatórias para a Copa de 2022.

Já se prevê protocolos sanitários para as Seleções Sul-americanas, cuja data estimada para entrarem em campo é em meados de OutubroSerá que as fronteiras estarão abertas? 

Apenas como exercício hipotético: se os clubes da Europa, com medo de contaminação por Covid-19, batessem o pé e não liberassem os atletas brasileiros para jogar em nosso solo (isso não deve acontecer pois é uma data-Fifa), quem poderia ser o “craque da camisa 10” de uma Seleção formada por atletas de clubes do Campeonato Brasileiro da Série A?

A 10 é mística, sempre foi sinônimo de grande categoria. Um 10 de jogador do Brasileirão que vai começar estaria a altura das tradições?

Os 10 maiores camisas 10 da história da Seleção Brasileira | 90min

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A série A3 será disputada concomitantemente com a Copa Paulista

Em determinado momento da Pandemia, falou-se em cancelar os campeonatos de futebol no Estado de São Paulo, devido a inviabilidade financeira e esportiva. Ventilou-se até um “mini-Paulistão de 2o semestre” adaptado como Copa Paulista, sem nunca as coisas se confirmarem.

Como tudo era incerteza, certas ideias eram colocadas à baila para se perceber a repercussão. A “menina dos olhos” da Federação Paulista de Futebol, sem dúvida, é a A1 (até mesmo pelo dinheiro restante a ser pago pela TV Globo aos clubes que a compõe). Sem jogos finais, sem grana na conta. Então a prioridade passou a ser: terminar a Primeira Divisão.

Passado todo esse tempo, com números estabilizando na Capital e o alcance do platô da pandemia no Estado como um todo (ainda existindo regiões de risco), a volta da A1 foi determinada com inúmeros protocolos de segurança sanitária. O mesmo será feito em médio prazo para a A2. E, segundo o presidente da FPF Reinaldo Carneiro, em entrevista ao GloboEsporte.com e ao Mesa Redonda da TV Gazeta, a série A3 poderá recomeçar em final de agosto / começo de setembro, junto com a Copa Paulista.

Toda a matéria desta fala pode ser acessada no site “Esporte Jundiaí“, que repercutiu as duas entrevistas. O link é: https://www.esportejundiai.com/2020/07/presidente-da-fpf-diz-na-gazeta-que-a3.html

Conversando com pessoas próximas e envolvidas nestes bastidores (em especial, pós-Programa da Gazeta), algumas informações relevantes:

  1. A FPF não quer nenhum campeonato profissional sendo decidido via Justiça ou com uma “canetada”. Quer todos eles, sejam na data que precisar ou nos estádios que forem disponibilizados, encerrados dentro de campo. Isso implica dizer que: se fosse hoje (não se espera isso em setembro), o Paulista não poderia jogar no Estádio Jayme Cintra nem o Marília no Estádio Bento de Abreu, por exemplo, pois Jundiaí e Marília estão em Zona Vermelha (como está acontecendo também nas reclamações de Ponte Preta e Botafogo, com as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, momentaneamente, nesta situação).
  2. A tendência é se acertar um prazo longo para uma mini pré-temporada, por isso a ideia de agosto ou setembro (a tendência é setembro), já que a própria FPF entende ser um “outro campeonato” da A3, por tudo o que aconteceu nesta paralisação.
  3. Eu questionei sobre a viabilidade financeira do torneio e as condições dos clubes, e a resposta deste interlocutor foi a de que: “Se simplesmente a FPF quisesse terminar a A3, a resistência dos clubes seria grande, pois com poucos jogos para muitas equipes, ninguém estaria disposto a, com contas no vermelho, contratar elenco profissional por 90 dias. Dessa forma, “engatar a Copa Paulista” imediatamente após o encerramento da 1a fase da A3 seria uma solução para que as equipes contratassem e formassem novos plantéis – e para reduzir custos, a 1a fase da Copa Paulista seria curta.” Assim, quem contratar por 3 meses verá que as datas contemplarão a intertemporada, as últimas partidas da Fase 1 da A3 e a fase inicial da Copa Paulista (o que daria um pouco menos de 90 dias).
  4. Obviamente, como exposto acima, as contratações estarão liberadas e a Copa Paulista confirmada. E, como visto, apesar da preocupação financeira em reduzir custos e a consciência da pindaíba que todos nós vivemos (o país em geral), não se terá uma verbal adicional / dinheiro dado pela FPF para as agremiações. Cada um terá que se virar como puder!

Diante de todo esse cenário DESEJADO (essa é a vontade da FPF, sabemos que ela tem força em pedir e também de “convencer” os clubes, que muitas vezes acabam cumprindo), ficará a dúvida: na hora de se reunirem, quando os presidentes de clube mostrarem seus balanços financeiros e puderem expor a realidade da divisão, haverá um “plano B” da Federação Paulista?

Torço para que o novo presidente do Paulista, Rodrigo Alves, consiga ser uma voz ressonante na oportunidade em que será marcada a reunião e fazer as autoridades presentes entenderem os propósitos e necessidades do Galo. Aliás, reservo esse espaço final para parabenizar sua equipe de marketing, que está sendo bem ativa nos projetos propostos.

Resta, no momento, aguardar a convocação da FPF. Será que tudo isso será confirmado?

– A expulsão de Gabigol em Fluminense 1×2 Flamengo foi correta?

O árbitro da FIFA Wagner Magalhães acertou ao aplicar o 2o cartão amarelo ao Gabriel Barbosa, atacante do Mengão, no final da primeira partida decisiva do Campeonato Carioca.

Gabigol reclamou, Jorge Jesus idem e a diretoria do Flamengo também. Mas a queixa não é justa.

A Regra do Jogo reforçou desde o último ano de que um atleta substituído deve sair de maneira rápida, no ponto mais próximo da linha de fundo ou linha lateral. Ele não deve atravessar o gramado para sair ou buscar o meio de campo, onde entrará seu substituto; e se não fizer isso, o juiz deverá avaliar se foi uma perda de tempo proposital e punir com o Cartão Amarelo.

Mas e o bom senso de “não dar um 2o cartão no final do jogo” ou de “tirar um craque / atração da final”?

Ora, a regra não pode dar privilégios a quem comete infração, seja pelo tempo de jogo ou pelo “nome” do atleta. A propósito disso, sempre defendi que “quem ganha mais, quem é mais famoso ou tem mais capacidade, deve ter MAIS RESPONSABILIDADE”. Afinal, é por tudo isso que é melhor remunerado.

Será que Gabigol achou que, pela fama que conquistou no último ano, estaria imune às Regras e à necessidade de disciplina?

ATUALIZANDO: a súmula foi divulgada e, ao contrário do que todos imaginavam, o 2o Cartão Amarelo foi por reclamação. Gabigol falou “Porra” ao 5o árbitro (usou como desabafo à situação, não como ofensa a ele, como se entende no documento). Desta forma, retiro o que escrevi: ERROU O ÁRBITRO! O “porra” não foi dirigido a ele, e é um linguajar “da bola”.

– Atletas manhosos ou de uma geração mal preparada? A quem o jogador de futebol teme?

Repost de 17/07/19, e bem atual: a quem o jogador de futebol teme? Ao árbitro, não…

Ouvi uma colocação do jornalista Flávio Prado no Programa Esporte Discussão que foi sensacional. Ele questionou o seguinte: Os jogadores de futebol de hoje têm medo de quem?

Flávio relatou o que pessoas atualizadas no futebol dizem sobre o respeito dos boleiros para seus superiores. A transcrição abaixo:

“Jogador de futebol não respeita mais treinador. Sabe quem o jogador teme de verdade? Em primeiro, o empresário – que é quem guia o jogador, que faz ele jogar onde ele quiser. Se o empresário disser que ele deve jogar pelo meio, ele vai jogar; em segundo lugar o assessor de imprensa, porque eles morrem de medo do que vai sair e os assessores fazem terrorismo com ele; em terceiro, o diretor que tem acesso ao empresário e ao seu assessor de imprensa, e só em quarto lugar o treinador”.

Claro que se ponderou que a relação com treinadores “cascudos”, como Felipão e Cuca, a coisa é diferente. Mas tudo isso não é uma grande realidade? Repararam que o treinador comum, o “professor”, está cada dia mais perdendo a moral?

Jogador de futebol, em muitos casos (claro que não se pode dizer a totalidade, pois existem profissionais diferenciados) se vendem aos seus agentes, passando a ser mercadorias deles, perdendo até mesmo a vontade própria e o direito de decidir.

– Os últimos 3 pitacos do FlaFlu na Taça Rio

Depois de tudo o que já foi falado sobre Direitos de Transmissão e Confusão no Fluminense x Flamengo, vale ressaltar 3 coisas:

1- Jorge Jesus: se não falou até agora que vai ficar como treinador do Mengão e que não tem nada com o Benfica, é porque realmente considerou a possível negociação. Se sairá ou não, é outra história; mas firmeza que vai ficar, não mostrou. Teremos uma novela?

2- Aliás, se trabalha mal o time numa contenda e perde, o respeitado (e bom) treinador menospreza o adversário. O ar de arrogância é péssimo, como demonstrado na 4a feira.

3- Jogadores do Flu com máscara comemorando? Eu sei que emoção e respeito ao protocolo não combinam, mas… não foi curioso ver jogadores com máscaras pulando sobre os companheiros suados e desprotegidos depois do último pênalti?

Enfim, uma pergunta: nos dois próximos FLAFLUs, nenhuma emissora aberta ou fechada vai oferecer dinheiro para transmiti-los?

– Mas o Botafogo-RP e a Ponte Preta não têm uma certa razão?

O Botafogo de Ribeirão Preto e a Ponte Preta de Campinas reclamaram na última reunião da FPF de que, a volta do Paulistão 2020, é algo muito precoce. E o motivo é justo: suas cidades estão na Zona Vermelha em meio ao pico do vírus no Interior do Estado.

Alguns dizem que as queixas surgiram pelo fato de jogarem fora dos seus domicílios e estarem lutando contra o rebaixamento. Pode até ser, mas avalie:

  • O Paulistão parou no começo da Pandemia, quando a Capital estava sofrendo o início do fechamento do Comércio e o número de casos se avolumava. No Interior, a situação era muito diferente, sem ocorrências em boa parte dos municípios. Assim, os times do Interior pararam pela impossibilidade dos times da Capital poderem jogar.
  • A volta do campeonato está sendo proposta no auge da Pandemia no Interior, enquanto a Capital começa a se abrir. Agora, pela lógica, é a vez dos times da Capital esperarem as boas condições para a volta dos clubes do Interior. Ou não?

Alguém teria coragem de peitar a FPF na Justiça? Afinal, a volta não esteja sendo de maneira unânime.

O que você acha disso? Deixe seu comentário:

Paulistão 2020: confira os confrontos da 6ª rodada | RCIA Araraquara

– Afinal, quais as cores do Corinthians?

Texto de 3 anos, mas bem atual quanto a questão: o Corinthians não é tricolor? Compare esse artigo com a questão da polêmica do logo Laranja do BMG, patrocinador do Timão, discutido nesta semana.

A Itália tem a bandeira de cores verde, branca e vermelha, mas joga de azul em homenagem a cor predominante da Casa Real de Savóia. Os clubes que se chamam “Internacional” jogam normalmente de vermelho, pela origem socialista-proletária, exceto a Internazionale de Milão, que veste azul e preto em homenagem a região de Santo Ambrósio. Assim também o América Mineiro é exceção em não utilizar a cor do sangue rubro dos seus co-irmãos Brasil afora.

E por quê o Corinthians não é tricolor, já que tem a bandeira do Estado de São Paulo em seu distintivo, além de remo e timão nas cores vermelhas?

O time do Parque São Jorge adotou o preto e branco como cores oficiais, mas mantém o Vermelho em seu escudo; afinal, se chama Corinthians Paulista.

Qual a vergonha, repulsa ou medo em usar a cor tão discriminada? De o chamarem de tricolor como seu arquirrival São Paulo Futebol Clube e ser ironizado?

Pura bobagem. Se o alvinegro do Parque São Jorge quiser assumir outra identidade – a de 3 cores, deveria fazer. O Atlético Mineiro, o Botafogo ou o Santos são puros alvinegros. O Corinthians, pelo emblema, de fato não é. Ou deveria pintar os adornos em preto e branco também?

Seria utopia o Mosqueteiro usar uma camisa vermelha? Talvez. Certamente não o veríamos de verde. Lembrando que o time já usou roxo (em alusão do torcedor ser “corinthiano roxo”), usou vinho (em homenagem a São Jorge e ao… Torino !?), usou amarelo (pela honraria da Seleção Brasileira) e até o laranja, lembrando do famoso Terrão de Itaquera.

Gostou dessas cores de camisa? E o que você pensa sobre a identidade tricolor do Corinthians? 

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– Os 3 times de 11 na final da Taça Rio

11 jogadores do Fluminense

11 jogadores do Flamengo

11 membros da Arbitragem.

Oficialmente, temos 3 times para o Campeonato Carioca.

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– 6 anos do 7×1. E o que mudou?

Hoje faz exatamente 6 anos que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.

Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.

Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trauma com outro pior!

E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, praticamente continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…

Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?

Talvez ficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade. Mas ficará para 2022 essa situação, pois Tite superou tudo isso em 2018, levando o time para a Rússia. Conseguirá fazer o mesmo para o Catar?

– O Webinar da CBF: Linha de Atuação da Arbitragem Brasileira

Hoje, haverá um Webinar da CBF muito interessante sobre a Arbitragem de Futebol. Pilares técnicos, VAR, Mudanças das Regras do Jogo, Protocolos de Retorno em tempos de Pandemia e outras considerações num evento de 4 horas de duração.

Gostei muito e participarei. Temas propícios num momento adequado (já se falando também numa hipotética volta do Brasileirão, programada para 09 de Agosto). E, claro, por ser à distância e com toda a segurança, dá maior tranquilidade.

Webinar CBF Social: Linha de Atuação da Arbitragem Brasileira

Confira a programação completa do evento:

 

– Fluminense x Flamengo: o torcedor do Fla vai assistir na Tv do Flu?

Nesta briga entre os direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Carioca, motivada pelo Flamengo, um novo capítulo: pelo desinteresse da Rede Globo no FlaFlu desta 4a feira, com o mando do Fluminense e o anúncio de que o jogo vai passar pela Flu TV, o torcedor do Flamengo (que inicialmente vibrou com a transmissão da Fla TV no “primeiro jogo independente do Mengão via Web”) terá que torcer para o seu time no canal do rival?

Aliás, ficaremos apenas no imaginário: como medir a quantidade de torcedores do Tricolor Carioca e do Mengão, para saber quem deu mais audiência?

Certamente, se a exibição do jogo quebrar algum recorde de acessos na Internet, alguém dirá que isso aconteceu por conta da torcida adversária. Seria possível, na prática?

Na prática, óbvio. Aguardemos se não surge uma TV aberta de última hora.