– E o que acontece com Neymar Jr?

Que o Neymar é um excelente jogador, não há dúvida.

Que ele se envolve com polêmicas desnecessárias, idem.

Que a vida dele parece ser um imenso Reality Show, ib idem.

Mas como explicar as diversas contusões às vésperas de jogos decisivos, desfalcando o PSG (vide a importância do jogo contra o Barcelona)? Teria alguma relação com o extra-campo?

Consideremos e sejamos justos: ele apanha bastante também.

As recuperações dessas pancadas não tem sido satisfatórias, e por isso as “recaídas”; ou o corpo não aguenta mais tanta exigência?

Ou nada disso?

Com as condições físico-financeiras que tem, algo deveria ser feito, não? Ou já é feito e não tem adiantado?

Muitas perguntas para, cá entre nós, difíceis respostas.

– É o mesmo SPFC?

Como justificar a vitória do São Paulo contra o Grêmio lá no Sul?

Teve com Vizzoli a garra que faltou com Diniz? Mas por que faltou?

Ah, o futebol e suas nuances…

– O Vasco conseguirá anular o jogo contra o Internacional? Explicando a impossibilidade:

O Vasco da Gama conseguirá anular o jogo contra o Internacional, por conta do não uso do VAR “descalibrado”?

Provavelmente, não. Está prevista tal situação no protocolo VAR.

Entenda: o Erro de Fato não permite anulação do jogo (interpretar com equívoco um impedimento ou não, por exemplo). O Erro de Direito, que permitiria anular uma partida, é quando você descumpre a Regra por desconhecimento ou não prática dela (não é o caso, pois a arbitragem conhecia a Regra e os procedimentos, mas não conseguiram fazer uso do mecanismo por um fator extraordinário).

O que ocorreu ontem foi impossibilidade tecnológica do uso do VAR (claro que não deveria ter acontecido) e que está presente no protocolo do árbitro de vídeo: o não uso do VAR por um defeito não permite anulação do jogo, pois deve prevalecer a decisão do árbitro em campo.

O que me preocupa realmente é: nos tempos de Eurico Miranda e Ricardo Teixeira, tal situação não só anularia a partida como cancelaria o rebaixamento do campeonato!

Cá entre nós: você não tem medo de que, dependendo de quem ficar na zona de rebaixamento, exista um conluio para um Brasileirão sem rebaixados com a desculpa de que a “pandemia” provocou essa atipicidade?

Sobre os problemas do VAR, falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-tl4

– VARgonha da CBF?

Que vergonha!

O Palmeiras x Red Bull Bragantino teve problema de “Ponto Cego” do VAR em um estádio maravilhoso como o Allianz Parque. Ué, o VAR da Conmebol não teve os mesmos problemas? E nos outros jogos domésticos, trabalhou-se com ponto cego mesmo?

Agora, no importante jogo do Vasco x Internacional (com valor para o título e para o rebaixamento), tivemos um lance irregular confirmado (que era da responsabilidade do VAR) por conta do não uso do “equipamento descalibrado”? E as pessoas (AVAR, VAR e outros “protocolares” na cabine, que tinham a imagem)?

E no Maracanã, no lance do Gabigol, em Flamengo x Corinthians? Não vale a pena discutir…

Lembre-se: o responsável pelo VAR o Brasil é Sério Correa da Silva, que já foi demitido algumas vezes do comando da arbitragem, mas nunca ficou desempregado pois é remanejado em cargos recém-criados. O responsável pelo desenvolvimento de novos talentos é o Cel Marinho (percebam que quem deixa o cargo, continua a serviço e é tirado de cena “de mentirinha”)?

Se o VAR não serve para uma praça, não pode ter seu uso em outras também. Não pode um campeonato com VAR integral num estádio e parcial no outro.

Falta de aviso, não foi: o VAR no Brasil sempre foi uma tremenda VÁRzea.

Lembrando, em 08 de março de 2016 a CBF prometia o VAR, de maneira mentirosa e não cumprida, naquele ano. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/12/08/var-da-fifa-e-real-var-da-cbf-e-balela/

– Se o Brasileirão 2020 tivesse a presença de torcedores nas arquibancadas, a classificação seria outra?

Como seria a classificação do Campeonato Brasileiro 2020, se existissem torcedores nas arquibancadas?

Os árbitros dariam menos ou mais cartões?

Os cartolas demitiriam treinadores com mais facilidade?

Os jogadores fariam jogadas não tão ousadas?

Abordando em: https://www.youtube.com/watch?v=w9My4nbH3lw

– (Repost): Quem disse que para ser comentarista precisa ter sido excelente jogador ou árbitro?

Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso ou fracasso no pós-carreira em decorrência do que já fizeram?

Digo isso pois vejo haters dizendo aos comentaristas:

  • “Jogou onde” para criticar esse atleta?
  • O cara nunca chutou uma bola, é jornalista, e quer criticar treinador? 
  • Apitava mal pra caramba e agora se mete a falar dos outros?

Fácil responder isso, é só perceber quem é melhor comentarista na TV: Caio Ribeiro ou Pelé? E quem foi melhor jogador?

Ou, se preferir, questione-se: Luxemburgo, Felipão, Telê Santana, Oswaldo Brandão… quais seus títulos como atletas e depois que encerraram a carreira quais são as conquistas como treinadores?

Sobre isso, acho interessante compartilhar esse texto, de 28/03/2014, publicado nesse mesmo blog, mas que permanece atual:

DE JOGADORES / ÁRBITROS A TREINADORES / INSTRUTORES

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

Deixe seu comentário:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– Hernán Crespo, novo técnico do SPFC, dará certo?

Números de Crespo (que sempre conceituei como um atacante sensacional, quando jogava) enquanto treinador:

Parma (sub-19): 14 vitórias, 7 empates e 10 derrotas;
Modena: 11 vitórias, 5 empates e 19 derrotas;
Banfield: 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas
Defensa y Justicia: 13 vitórias, 10 empates e 9 derrotas*

Dará certo como técnico do São Paulo?

Para mim (já escrevi em: https://wp.me/p4RTuC-ted) é uma aposta.

Aguardemos.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

*Números extraídos de: https://blogdopaulinho.com.br/2021/02/13/a-estranha-contratacao-de-hernan-crespo-pelo-sao-paulo/

– Se a pedida de Tiago Nunes for o que se especula, valerá a pena?

Salário é algo muito particular. Cada um acha que merece um valor X, e o empregador avalia se pode pagar ou não, oferecendo Y.

Mas há coisas que valem por uma boa discussão: especula-se que Tiago Nunes (que considero não ter feito um bom trabalho no Corinthians vide o que faz Mancini com o mesmo elenco), pediu ao Santos FC aproximadamente R$ 450 mil / mensais para se aproximar do que supostamente Cuca ganhava no Peixe (em torno de R$ 500 mil).

Se (está no condicional) tudo isso for verdade, a diferença do jovem para o experiente técnico seria de R$ 50 mil?

Respeitosamente, estamos todos loucos quando discutimos valores no futebol… tudo muito inflacionado!

– Mundial de Clubes logo após a Libertadores ou 6 meses depois? E o equilíbrio emocional dos brasileiros?

duas correntes antagônicas sobre o calendário das competições internacionais mais importantes para os sulamericanos: a Libertadores e o Mundial.

  • A primeira defende que, sendo a final da Copa Libertadores no término do ano, o vencedor vai embalado e com ritmo de decisão para o Mundial de Clubes, evitando jogar 6 meses “protocolarmente” o Brasileirão, esperando Dezembro chegar para a disputa.
  • A segunda defende que, sendo a decisão da Libertadores da América no meio do ano, você tem um tempo maior para “curtir o título” e desfrutar as benesses de ser o Campeão, evitando o que aconteceu com o Palmeiras: 10 dias depois de ter se consagrado o “Rei da América”, ser implodido pelas críticas do desemprenho no Catar.

Qual das duas opções você entende ser melhor?

A propósito, ao assistir as cobranças de pênalti (Roni imitando Neymar com sua paradinha…) e o próprio jogo em si do Palmeiras contra o Al-Ahly, não deu para deixar de refletir: o equilíbrio emocional das equipes brasileiras (sejam elas quais forem e em que competições estiverem) é frágil demais! No primeiro momento em que o time se percebe em situação ruim, desanda emocionalmente… 

Teríamos que investir muito mais em preparação psicológica do que se faz hoje? Talvez.

E você: o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– O gol do título em Bayern 1×0 Tigres, de fato, foi irregular.

Certamente, o gol do Bayern de Munique contra o Tigres nesta 5a feira, foi irregular.

A regra da mão na bola / bola na mão de atacante mudou novamente na temporada 2020/2021, sendo que todo lance involuntário que na imediatez saia um gol, deve ser considerado irregular (simplesmente: tocou, marcou – caso dele sair um gol na sequência).

Se não for um gol imediato, aí não é infração essa mão. Se sair o gol imediatamente, é infração. Vide o item 4 desta postagem: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/

Na decisão do Mundial de Clubes, Lewandowski (BAY) disputa com Guzmán (TIG). Ela bate na mão do centroavante alemão e sobra imediatamente para Pavard (BAY), que faz o gol.

Portanto, mesmo com o VAR, errou a arbitragem. Gol irregular.

– Volpi deveria sair?

Achar um grande jogador para substituir um ídolo é algo difícil demais. Vejam quanto tempo o Corinthians levou para substituir Dida ou o Palmeiras com Marcos. O São Paulo, aparentemente, estava (depois de muitos nomes) acertando com Tiago Volpi.

O problema é: a irregularidade das suas atuações. Defesas milagrosas em meio a alguns erros infantis. O de ontem, contra o Ceará, é daquelas infelicidades que o cara faz questão de não rever.

Fica a dúvida: depois de postar nas Redes Sociais que estava infeliz com a saída de Fernando Diniz, “o clima azedou” para o arqueiro são-paulino?

– A arbitragem para Al-Ahly x Palmeiras e Bayern x Tigres (e o legado do Mundial de Clubes).

Justíssimas escalas da FIFA para a 5a feira de jogos derradeiros do Mundial de Clubes.

Para a final: Esteban Ostojich (o uruguaio que apitou Palmeiras x River Plate). Aliás, um ótimo nome para a Copa do Mundo de Seleções do Catar 2022.

Para a decisão de 3o e 4o lugar: Maguette N’Diaye (o senegalês que foi 4o árbitro em Palmeiras x Tigres). Um prêmio para um árbitro emergente.

E as brasileiras? Edina Alves e Neuza Back serão respectivamente árbitra e bandeira reservas na finalíssima – algo impensável tempos atrás.

O mais importante de tudo, nesta edição do Mundial, foi ver o intercâmbio de árbitros das diversas regiões do mundo sob a orientação e universalização de critérios: por exemplo, usar moderada e necessariamente o VAR, sem vulgarizá-lo ou fazê-lo um instrumento da fuga da autoridade dos árbitros. E aí vem a grande questão: os demais árbitros mundo afora se espelharão nessas atuações para seus jogos locais?

Tomara que sim!

Abaixo: Maguette N’Dianye

– Hora de dormir?

Já fizemos isso uma vez, e hoje repetimos: criamos “looks divertidos”!

Não é bom ser pai de menina? A gente vira modelo!

O problema é: quase 22h, e vai ser difícil fazê-la dormir…

– Se perder será vexame? Parte II: Al Ahly x Palmeiras (a propósito: 2021 já valeu um Mundial)!

Eu nunca avaliei como vexatória uma possível derrota do Verdão para o Tigres-MEX. Ponderei os investimentos do futebol mexicano em geral, a qualidade técnica dos atletas e o bom treinador. Claro, inclua-se o nível do futebol jogado na América do Sul atualmente. E a derrota, possível, aconteceu.

Essa postagem citada encontra-se em: https://professorrafaelporcari.com/2021/02/06/se-o-palmeiras-perder-do-tigres-sera-vexame/.

Entretanto, agora o Palmeiras enfrenta o Al Ahly do Egito – uma grande equipe local, campeoníssima por lá. Mas… convenhamos, estamos falando de campeonato egípcioSe o time brasileiro perder este confronto, aí sim seria vexame. Explico:

  • O Palmeiras entrou na semifinal; portanto, poderia ter seu melhor resultado o título; e o pior, a 4a colocação. Perder para o Al Ahly seria ficar na “lanterna do que disputou” (afinal, não dá para ser 5o ou 6o, já que entrou numa fase mais adiantada da competição).
  • A tradição do futebol brasileiro vs a tradição do futebol egípcio são incomparáveis. E sejamos justos: por pior que tenhamos caído de produção no Brasil, ainda (penso eu) somos (os clubes brasileiros) melhores que Zamalek, Cerâmica Cleopatra, Pyramids, Al Masry, Al Ittihad, El Geish… (as equipes do torneio de lá).

O único bônus do Mundial do Catar ao Palmeiras foi a reportagem da FIFA que (aqui foi bem claro, para quem entende de interpretação de texto) a entidade reconhece o clube como Campeão Mundial de um torneio idealizado pelos grandes nomes do futebol da época – embora não tenha sido organizado por ela.

  • Trocando em miúdos: o Palmeiras continua sem Mundial da FIFA, mas é Campeão Mundial por um torneio paralelo antes da existência dos Intercontinentais e do próprio da FIFA.

Evidentemente, o Fluminense, que venceu a Copa Rio-52, já fez o pedido oficial de reconhecimento à FIFA… e provavelmente não terá. No máximo, ocorrerá o que aconteceu com o Palmeiras: o entendimento de que foi Campeão Mundial de algo que ela não fez parte oficialmente.

 

– A queda do Botafogo é um puxão de orelha para os demais “grandões” do Brasil: a irreversibilidade da Gestão Profissional e do Clube Empresa.

E o Botafogo caiu de novo. Terceira vez! Agora, com 4 rodadas antes do término do Brasileirão 2020. Sua grandeza fica cada vez mais ameaçada, deixando na lembrança o adjetivo Glorioso que lhe foi tão justo. Ou não?

A propósito, falamos sobre “condições para ser time grande” há 10 anos, no texto, em: https://professorrafaelporcari.com/2010/11/09/como-definir-time-grande-no-futebol/.

Lamentável a situação da equipe de históricos nomes como Heleno de Freitas, Nilton Santos, Mané Garrincha e outros tantos atletas que formaram Seleções Brasileiras. Mas é o ciclo do futebol, admitamos! Grandes podem se apequenar, e nanicos se agigantarem. 

Dois exemplos: vejam o Nottingham Forest da Inglaterra (que é de 1865!), campeão da Liga dos Campeões da Europa (UCL). O que virou? Ou o Nuremberg, o maior campeão da Alemanha (superado e muito pelo Bayern de Munique), onde está? Esses dois times foram (muito) grandes.

Outros, pequenos, ganham destaque. O próprio Bayern, antes de Franz Beckenbauer, o que era? Ou o PSG, quase um anônimo na própria França antes dos anos 90 e que se tornou famoso pelos investimentos catarianos?

Será que o destino da Estrela Solitária reservará o mesmo da Portuguesa (que não obteve tantos títulos como seu co-irmão) e que sucumbiu às divisões inferiores, convivendo frequentemente com um triste saldo eternamente vermelho no banco?

Neste ciclo do mundo da bola, lembremos: passamos por diversas fases, do amadorismo ao profissionalismo, das guerras em estádios arcaicos às arenas modernas, e, aparentemente, estamos começando a transformação definitiva das gestões de clubes associativos para entidades empresariais. 

Vide o City Group (dono do Manchester City e demais “filiais”), as equipes da MLS num sistema parecido com a NBA (Orlando City, Cincinatti), os gigantes ingleses da Premier League (com seus proprietários de diversas origens – lícitas ou até contestadas – de todas as partes do globo e, aqui no Brasil, novas e emergentes equipes, algumas em estágio mais modesto (Audax), e outras mais avançado (Red Bull Bragantino). Outras ainda, de modelos de sucesso (Etti Jundiaí – Paulista FC, co-gestão Palmeiras-Parmalat, ou Santál-Juventude de Caxias), que deram um pontapé inicial mas mudaram os rumos em algum momento do caminho.

O clube-empresa não é apenas uma necessidade, mas uma realidade irreversível. É questão de tempo!

O problema é: quando estamos vivendo uma história de transformação, teimamos em não entender as mudanças ao invés de aceitá-las plenamente. Talvez Vasco, São Paulo, Corinthians, Atlético-MG e tantos outros não se deram conta disso, visto suas dívidas milionárias…

Daqui 20 anos, quem serão os “grandes de verdade”, ou melhor, os “remanescentes” na elite do futebol brasileiro?

No caso do simpático Botafogo, sua torcida, infelizmente, tem mesmo razão para chorar… 

– Crespo será o novo treinador do São Paulo FC?

Hernán Crespo será o novo técnico do SPFC? Talvez, e a chance é grande, segundo a imprensa.

Lembram dele na Lazio, no Parma e na Internazionale? Que jogadorzaço, muito bom de bola. Matador.

Para a minha geração, é curioso ver os mais jovens dizendo que “foi um ex-atacante”, sem ter assistido ele em campo e tendo na memória recente deles o mesmo como “técnico novato”. Parecem (treinador e jogador) “pessoas distintas”. Claro, não é culpa dos milleniuns, mas é interessante ver o que os anos passados fazem.

Aliás: lembram do seu companheiro de Alviceleste Gabriel Batistuta (o “Batigol” – depois dele, vieram os apelidos que terminam com sufixo “gol”, como “Gabigol”)? Que geração que a Argentina tinha e que não venceu nada.

Enfim: os mais novos não tiveram o prazer de vê-los em campo. Eram craques e que são muito mais significativos para a história do futebol como jogadores do que treinadores (até agora, obviamente – lembrando que Batistuta não quis seguir como técnico).

No futuro, serão vistos de outro modo? Crespo venceu a Copa Sulamericana com o Defensor Y Justicia. Está pronto? Confesso: ainda o acho uma aposta…

Não imagino como ele será no banco do São Paulo. Mas em forma, não teria centroavante como ele dentro de campo…

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

O antes e depois de Crespo.

– O erro na marcação do pênalti em Red Bull Bragantino 1×1 Flamengo.

Há 20 anos, o puxão na camisa sofrido por Gustavo Henrique (CRF) poderia ser marcado pênalti.

Há 10 anos, esse mesmo puxão seria muitíssimo discutido e provavelmente não marcado.

Há quase 1 ano, tal lance não é mais infração (com clareza da Regra do Jogo).

Explico: antigamente, “agarrar a camisa do adversário indistintamente” era infração. E para que isso ficasse claro, normalmente o atleta que tinha sua camisa agarrada parava imediatamente de correr e pedia falta. Posteriormente, os árbitros foram orientados a darem vantagem quando observassem uma camisa puxada e, caso ela não se concretizasse, marcassem a falta atrasada.

HOJE (temporada 2020 / 2021), a Regra do Jogo foi aperfeiçoada e a orientação mais explícita (e muito melhor, no meu entendimento, indo de encontro com o espírito das Leis): puxar uma camisa por si só não é infração. Deve-se ver o impacto de tal puxão na jogada em si, ou seja: atrapalhou a continuidade do lance do adversário?

Trocando em miúdos: só se deve marcar a falta se o puxão impedir que o oponente realmente possa prosseguir na jogada ou se ele foi atrapalhado significativamente na disputa de bola. A malandragem do boleiro de, se perceber que teve a camisa agarrada e pedir a falta, não vale mais. Aliás, se existir dúvida quanto a isso, é só assistir o Webnar de Leonardo Gaciba, chefe dos juízes da CBF, do ano passado, mostrando lances idênticos.

Reveja o lance e imagine: Ligger (RBB), ao segurar a camisa do flamenguista, impactou relevantemente para que ele não pudesse fazer a jogada como desejava?

Se sim, é pênalti. Se não, segue o lance.

Wilton Sampaio, o árbitro, entendeu que não foi nada. Elmo Resende da Cunha, o VAR, entendeu que sim. E como faltou personalidade (ou entendimento da Regra e uma correta interpretação), o juizão voltou atrás e marcou tirou penal.

Não vale rever o lance com a imagem parada ou em câmera lenta. É essa a situação em que a fiel dinâmica do jogo deve ser vista para não deturpar a decisão do árbitro.

O que se pode lamentar é: NUNCA um lance desse seria marcado em competições de alto nível no Exterior (além de outros grandes equívocos do mal uso do VAR no Brasil).

– Devemos repensar sul-americanos diretamente classificados na Copa do Mundo de Clubes?

Eu havia redigido uma postagem dizendo que, se o Palmeiras perdesse do Tigres, “pela equipe que os mexicanos são”, não era vexame (vide em: https://wp.me/p4RTuC-tcJ).

Mas algo preocupante: os clubes da Conmebol já foram eliminados por equipes da Europa (na final), por times da África e da Ásia (semifinal), hoje por equipe da Concacaf – e só não enfrentaram da Oceania para sabermos se existia a possibilidade de derrota (logicamente, utópica).

Será que os sul-americanos entrarem na semifinal direto, como é atualmente, não há de se repensar?

– Árbitras brasileiras em campo: o simbolismo da escala de um trio feminino em competição masculina da FIFA.

Quando selecionadas as brasileiras Edna Alves e Neuza Back pela FIFA para o Mundial de Clubes do Catar 2020, tal fato causou muita surpresa para muitos – devido ao ineditismo. Também houve ciúmes e, lamentavelmente, até torcida contra. Abordamos isso em: https://wp.me/p4RTuC-sLt.   

Agora, finalmente, as juízes brasileiras são escaladas para a disputa do 5o x 6o lugar entre Al Duhail (Catar) vs Ulsan Hyundai (Coreia do Sul). Uma vitória!
Alguns amigos acham que é uma medida apenas para “fazer média”, devido a insignificância da importância do jogo (cá entre nós, jogo que vale o “título de 5o colocado” é realmente sem graça), dizendo que, se é para quebrar tabu, que seja em algo que tenha maior valor (como uma semifinal ou final).
Respeito tais pontos de vista, mas penso e reforço: é uma vitória para elas

Quando foi que a FIFA escalou num torneio global um trio inteiramente feminino em evento mundial masculino entre profissionais? É uma “primeira vez”, uma quebra de paradigmas – que, tomara, seja “pra valer” – onde a meritocracia independerá de gênero.

O simbolismo disso é mais amplo: estarão em campo num local machista culturalmente, onde as mulheres daquela região do mundo são marginalizadas em boa parte das atividades.

Torcerei por elas, representando as mulheres competentes e um novo momento da própria FIFA.

Se corresponderem à altura, não terá sido relevante a ideia de “fazer média”, pois a demonstração de competência terá falado mais alto e aberto uma porta que não se fechará.

A equipe de arbitragem será composta por:

ARB: Edna Alves Batista (BRA).
Bd1: Neuza Back (BRA).
Bd2: Marianna de Almeida (ARG).
4ºArb: Abdelkader Zitouni (TUN).
5ºArb: Humberto Panjoj (GUA).
VAR: Nicollas Gallo (COL).
AVAR: Julio Bascunan (CHI).

Boa sorte a elas!

– Red Bull Bragantino x Flamengo e o jogo dos técnicos do convencimento.

Se fosse somente pela campanha do Segundo Turno do Brasileirão, o Massa Bruta e o Mengão estariam disputando o título de 2020 “cabeça-a-cabeça”. E ambos se enfrentarão no domingo à noite, em Bragança Paulista.

Um jogão de lotar estádio, afinal, o Braga tem Claudinho jogando muita bola (junto com Soteldo, são os melhores armadores do campeonato) e o Rubro Negro voltou a atuar como nos bons tempos de Jorge Jesus. Pena que não se pode ter público nos estádios ainda…

Mas o que ambos aparentemente têm em comum, fora as observações acima? O fato de uma “certa” dificuldade inicial com seus antigos técnicos.

Felipe Conceição não deu certo no começo do Campeonato Brasileiro. Falta de sintonia com o elenco? Talvez. Mas com Barbiéri, o Red Bull Bragantino funcionou.

Domènec foi fritado pelo elenco do Flamengo nas primeiras rodadas, isso foi nítido. Com Rogério Ceni, parecia que a repetição disso era óbvia. Porém, parece que o entrosamento do técnico com o elenco, mesmo que tardiamente, veio, e o time desandou a jogar bem.

Imagino que o resultado ruim para ambos seja o empate, pois dificulta o sonho de Libertadores para o time da casa e atrapalha muito o desejo do título para o visitante.

– Se o Palmeiras perder do Tigres, será vexame?

Nenhum europeu foi desclassificado em jogo da semifinal do Mundial de Clubes da FIFA, desde 2005. Porém, tivemos vexames de sulamericanos nesta fase, como River Plate e Atlético Nacional, além das emblemáticas desclassificações vexatórias do Internacional para o Mazembe e do Atlético Mineiro para o Raja Casablanca.

E se o Palmeiras perder para o Tigres, entraria na lista de “vexame”?

Eu entendo que não. Dos “sparrings” que os sulamericanos já enfrentaram, o time mexicano é de longe o mais gabaritado. Veja a qualidade dos seus atletas e treinador.

Se fosse colocar em percentual de favoritismo, creio em Palmeiras 55% x 45% Tigres. E você?

– Afinal: o Palmeiras tem Mundial ou não?

Imagino como o torcedor do Palmeiras deve ficar irritado quando se bolina: “o Palmeiras não tem Mundial”.

Agora, às vésperas do início do Mundial de Clubes do Catar 2020, a FIFA, em seu site, na página promocional do evento, destacou que:

“Palmeiras also won the Copa Rio 1951, the first intercontinental club tournament. The eight-team event featured Austria Vienna, Juventus, Nacional and Sporting.”

Ou seja: a entidade, como já fez anteriormente, entende que o clube é o Primeiro Campeão Intercontinental do Mundo (lembrando que a Copa Rio ocorreu não só em 51, mas em 52 e 53). Mas a expressão “Primeiro Campeão Mundial de Futebol”, como os eventos que tem “carimbo da FIFA”, não aparece.

E para você: o Palmeiras pode ser considerado o Primeiro Campeão Mundial de Clubes (pelo Intercontinental Copa Rio, assim como os Intercontinentais Europa-América do Sul, vencidos pelo Santos de Pelé, que eram Mundiais da Época)?

Minha opinião no texto a seguir, abaixo, há 3 anos, quando houve o primeiro pronunciamento da entidade sobre esses torneios citados:

SÓ VALE O QUE A FIFA DIZ?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Você concorda com a lista dos maiores clubes de futebol da América do Sul, segundo a Conmebol?

Viram o ranking histórico da Conmebol, atualizado nesta semana?

Nele, River Plate e Boca Jrs são, respectivamente, o primeiro e o segundo maiores clubes da América do Sul, de acordo com a entidade. O Grêmio e o Palmeiras são os melhores brasileiros colocados (3o e 4o no Geral). Seguem: Flamengo (6o), Santos (9o), São Paulo (13o), Cruzeiro (16o), Internacional (18o), Atlético Mineiro (19o), Corinthians (23o), Athletico Paranaense (24o), Fluminense (39o), Chapecoense (48o), Botafogo (49o), Vasco da Gama (57o), Bahia (67o), Ponte Preta (87o), Sport (91o), entre outros tantos. O Paulista de Jundiaí é o 202o, à frente de Fortaleza (217o), Figueirense (229o), Cuiabá (241o), Bangu (242o), além de demais clubes como a Portuguesa (251o).

É lógico que rankings são polêmicos, embora todos tenham critérios. Mas o que lhe parece? Na história, River e Boca são os maiores mesmo?

A lista completa em: https://www.conmebol.com/sites/default/files/conmebol_-_rankings_2021_-_1_febrero_2021_0.pdf

Arte: Divulgação Conmebol.

– Fernando Diniz (o veterano-aprendiz) e Rogério Ceni (o novato-rodado).

Fernando Diniz e Rogério Ceni tem semelhanças e diferenças curiosas quanto às suas carreiras tão contestadas. Vale uma rápida abordagem:

O primeiro é treinador há muito mais tempo: tem 12 anos de carreira, e há 3 anos mudou de patamar, ao começar a trabalhar na série A do Brasileirão. Nos anos anteriores, a passagem de Diniz foi em clubes emergentes de São Paulo (lembre-se: no pós-momento Zetti / Mancini no Paulista de Jundiaíanos dourados do time – Fernando Diniz assumiu o Galo da Japi e conquistou a Copa Paulista, o “Paulistão de 2º semestre sem os grandes”, além de trabalhos vitoriosos anteriores no Votoraty Atlético Sorocaba, depois o vice-campeonato paulista no Audax – que estavam em seu melhor momento na época dele como treinador). Nos clubes menores, “permitia-se errar”, pois trabalhou em equipes que eram bem superiores aos seus adversários (diferente do São Paulo, pois o nível do Campeonato Brasileiro é bem mais equilibrado). O mesmo esquema criticado que supostamente foi responsável pela eliminação do Tricolor Paulista frente ao Mirassol, o levou à liderança do Brasileirão com 7 pontos de vantagem! E, agora, sucumbiu de vez…

O segundo é treinador em formação e tem muito mais vivência com conquistas e competições internacionais. Viajou o mundo como goleiro, aceitou o desafio de ser treinador do São Paulo sem nunca ter sido em outro momento da sua carreira. Ceni é um novato na função, não há o que contestar sobre isso. Foi bem no Fortaleza nas suas duas passagens, ruim no Cruzeiro e oscilante no Flamengo. Aliás, há duas semanas, de “pré-demitido” voltou a ser o “mestre, bola da vez”. Coisas do futebol brasileiro…

Enfim:

  • Fernando Diniz tem experiência como treinador, embora esteja aprendendo a sê-lo em time grande.
  • Rogério Ceni tem experiência em time grande, embora esteja aprendendo o ofício de treinador.

O que os une é: a impaciência por resultados da cultura do futebol brasileiro, além do não aceite da instabilidade de trabalhos. Ou ganha-se sempre, ou o destino é certo: demissão. Isso é Brasil.

– Como não expulsar Leandro Castan no Vasco 0x0 Bahia?

Leandro Castan perdeu o tempo da bola e acertou com a sola o rosto do goleiro Douglas. Não tem como não dar Cartão Vermelho (tendo intenção ou não, força excessiva ou imprudência). É expulsão indiscutível.

O lance impressiona, mas mais impressionante ainda é a qualidade do clique do fotógrafo André Durão. Que exatidão do momento!

Abaixo:

Imagem extraída da Internet. Quem conhecer o autor, favor informar para crédito na publicação.

– O pênalti marcado em Internacional 2×1 Red Bull Bragantino: à luz da Regra, foi ou não?

Viram o lance polêmico no Beira-Rio, em que o Colorado venceu o Massa Bruta com um pênalti “pra lá” de polêmico?

Uma bola é cruzada no ataque do Internacional por Patrick, e ela bate no corpo e depois na mão de Weverton do Red Bull Bragantino. Se você não assistiu, veja em: https://www.youtube.com/watch?v=1hXbSbMlhLo.

O atleta pode admitir sem problema algum que a bola bateu em sua mão (como já fez à imprensa), afinal, bater na mão é diferente de colocar a mão para interceptá-la. E, cá entre nós, muitos jogadores estão confusos com o que fazer com os braços durante o jogo. Correr-se-á amarrado?

Falaremos bem didaticamente sobre esse lance: não seria uma infração nas competições internacionais (é só assistir a conduta dos árbitros de qualquer bom campeonato estrangeiro), mas “poderia ser” no Brasil (para quem tem uma interpretação tipicamente uniforme com a CA-CBF, que está equivocada com o resto do mundo): culpa do tão dito “ampliar o espaço” que inventaram para orientar aos árbitros do nosso país, esquecendo de relatar que “ampliar espaço” se refere UNICAMENTE à avaliação ao movimento antinatural / intenção subjetiva (já que ampliar o espaço intencionalmente é uma infração óbvia). Se “o ampliar o espaço” ocorrer por força da jogada sem intenção de colocar a mão na bola, algo ocorrido pela natureza do lance em si (casualidade), sem que tenha sido um movimento antinatural (portanto: fisiologicamente natural), NÃO É INFRAÇÃO. E ao ver a imagem do jogo, avalie algumas condições: velocidade / rapidez da bola, proximidade do chute, tempo para recolher ou estender o braço, reflexo de quem bate na bola, entre tantos fatores.

Em tempo: para que seja uma avaliação fidedigna à Regra, não pode avaliar em câmera lenta, pois deturpa / mascara os argumentos citados acima.

Confesso novamente (como tenho dito há tempos): temos uma Regra 12B, típica do Brasil, onde, diferente do restante do “Planeta Bola”, condicionou-se que “bateu, marcou”. Lembre-se: a 1a condição para marcar pênalti continua sendo a intenção, e somente daí as outras variantes… Caso se faça o contrário, vira “jogo de queimada”! A única exceção em que a Regra é no “bateu, marcou” se refere a lance onde a bola toca na mão de um atacante e na imediatez da situação vai ao gol (é o 4o item deste texto que explica as últimas mudanças da Regra, em: https://wp.me/p55Mu0-2zB).

Enfim: não caia na onda de “ação por imprudência, desviou a trajetória da bola, ía para o gol, etc”, pois são mitos do lance da regra da mão / braço na bola (que aqui virou bola no braço /mão como infração).

Para saber mais sobre “o que é mão na bola e bola na mão”, além de “onde começou essa confusão”, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

– O salário de Messi no Barcelona.

Um salário de mais de 11 milhões de euros por mês (Hoje, quase 70 milhões de reais mensais)! É isso que Lionel Messi ganha no Barcelona – e um dos motivos para o time catalão estar em dificuldades financeiras.

Quem aguenta pagar tal soma?

Abaixo, extraído de: https://www.dn.pt/desporto/555-milhoes-de-euros-o-contrado-de-messi-que-arruina-o-barcelona-13298146.html

555 MILHÕES DE EUROS: O CONTRATO DE MESSI QUE ARRUÍNA O BARCELONA

O jornal espanhol ‘El Mundo’ revela o valor do contrato do argentino com o clube catalão, que termina no final de junho.

O contrato que une o jogador argentino Lionel Messi ao FC Barcelona desde 2017 tem um valor total de 555 237 619 euros, revela o jornal espanhol El Mundo na edição deste domingo.

“O contrato faraónico de Messi que arruína o Barça”, escreve o jornal, dizendo que só por ter assinado o acordo, em novembro de 2017, o argentino ganhou 115 225 000 euros, garantindo ainda 138 milhões de euros brutos por temporada. A sua “fidelidade” rendia mais 77 929 955 euros.

Segundo o jornal, o avançado já recebeu 92% do valor do contrato, apesar de a equipa não ter ido longe na Liga dos Campeões. O contrato é válido até 30 de junho e a partir daí o jogador é livre.

Segundo o jornal, os mais de 500 milhões representam metade da dívida do clube.

– Viva o intercâmbio: o bem que os dois treinadores portugueses fizeram ao futebol brasileiro.

Se Jorge Jesus na Libertadores 2019 deixou como marca o futebol ofensivo e intenso, incomodando os defensores da retranca e do pragmatismo, Abel Ferreira na Libertadores 2020 permite outra colaboração: a fidalguia, o respeito e o pedido de aceite dos trabalhos a longo prazo.

Viram a entrevista do agora técnico campeão da América?

Dividiu os louros da vitória com o Vanderlei Luxemburgo, elogiou os trabalhos brasileiros e pediu tempo aos treinadores locais. E em nenhum momento (nos bons ou nos ruins) atacou a imprensa ou culpou outros setores do futebol.

Que contraponto ao Renato Gaúcho, não?

Fora isso, quanto ao jogo da decisão entre Palmeiras x Santos, sejamos sinceros: que joguinho feio, nervoso e modorrento, não? Finais costumam ser tecnicamente ruins, mas não precisa ser uma regra, não? Independente disso, parabéns ao Palmeiras!

– Quem levará o anel da Libertadores e o que esperar do argentino que apitará Palmeiras x Santos?

Viram que mimo maravilhoso o melhor jogador do confronto decisivo entre Palmeiras x Santos, pela final da Libertadores 2020, levará? Uau… um “mini-Maracanã estilizado, repleto de diamantes” (abaixo na foto).

  • Quem será ele?

Viram que o argentino Patricio Loustau foi escalado como o árbitro da finalíssima?

  • O que esperar dele? 

Compartilho aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/28/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-palmeiras-x-santos-final-da-libertadores-2020/

Melhor jogador da final da Copa Libertadores receberá anel de diamantes como prêmio | Jovem Pan

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Bahia x Corinthians e o VAR avacalhado.

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, num lance comum de “bola que bate sem qualquer propósito na mão” do zagueiro do Bahia, demorou 3 minutos para decidir (ou para escutar o VAR) dizer que foi lance normal de jogo, casual.

Como pode? É avacalhar com o Equipamento Eletrônico.

Confesso: eu (que estou em casa) fico constrangido ao ver tal absurdo. Para qualquer árbitro, é lógico que foi involuntário, casual e não infracional.

Pra quê tal teatro? Para dizer que usa o VAR?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Santos, final da Libertadores 2020.

Patrício Loustau, experiente árbitro argentino da FIFA de 45 anos, apitará a decisão entre Palmeiras x Santos (ou se você preferir: Santos x Palmeiras) na final da Libertadores da América de 2020, no Maracanã.

Para mim: merecido, pelo conjunto da obra. Um prêmio ao juiz de longa caminhada na carreira.

Árbitro desde bem jovem, Loustau é a prova de que a experiência pode ajudar a melhorar alguém. Afoito quando entrou no quadro de árbitros da FIFA, expulsava demais e mantinha o rigor como sua marca (até com exagero). Com o passar dos anos, soube dosar muito bem suas atuações. Hoje, usa a advertência verbal com mais propriedade e não “queima cartões à toa”. É respeitado em seu país e pelos atletas que já jogaram com ele no comando do apito.

Em 2019, Patrício Loustau apitou Flamengo 5×0 Grêmio pela Libertadores 2019, após ser criticado (injustamente) pela atuação em jogos anteriores do próprio Mengão (Internacional 1×1 Flamengo e Flamengo 0x1 Peñarol). Também foi ele o árbitro de Grêmio 0x1 Palmeiras, no mesmo ano.

Em 2020, apitou 5 jogos da Libertadores, com 25 cartões amarelos e NENHUM vermelho. Destaque para Internacional 0x1 Grêmio, uma guerra em Porto Alegre. A propósito, ele gosta de “jogos nervosos” – me recordo de um Boca x River onde aplicou 14 Cartões, com 5 expulsões (foi um jogo marcante)!

Seu histórico de amadurecimento ao longo dos anos mostrou que ter o discernimento de uma “bronca bem dada” ao invés do excesso de cartões (muitos árbitros escondem sua fraca autoridade atrás do excesso de Amarelos) é salutar. Prova disso, são seus números de advertências reduzidas dentro de campo com o Cartão Amarelo, e as poucas queixas que recebeu nos últimos trabalhos.

Eu tenho na mente, nas atuações de Loustau, o jogo entre Corinthians x Once Caldas, onde ele expulsou Paolo Guerrero ainda no primeiro tempo por agressão. Naquela partida, o juizão foi muito bem, mostrando um senso de posicionamento espetacular dentro de campo. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/05/explicando-os-2-lances-polemicos-de-corinthians-4-x-0-once-caldas/.

Aliás, estar bem posicionado dentro do campo é uma de suas características, o que faz com que ele recorra pouco ao VAR, dando muita dinâmica ao jogo. Mas há um defeito em seu estilo, que pode ser explicado pela sua nacionalidade: não coibir a contento a cera! E isso é perceptível nos jogos de argentinos, “contaminando os árbitros”: nas “milongas” para reiniciar a partida, os clubes argentinos, quando estão ganhando, demoram para colocar a bola em jogo. E esse retardamento passou a ser algo comum não só pelos atletas, mas um “aceite cultural” dos árbitros daquele país. Nada, evidentemente, que possa ser corrigido ou que influencie num placar.

Curiosidade: Patricio Loustau é filho de Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Intercontinental de Clubes entre São Paulo x Barcelona (1992), além de ter atuado na Copa de 90. Arbitrar está em seu sangue.

– Além do SBT, a BBC transmitirá a final da Libertadores da América!

É uma verdade (doída para muitos) que os estrangeiros em sua maioria não conhecem os clubes de futebol sulamericanos. Os boleiros e apaixonados pelo esporte na Europa, obviamente, sabem que existem o “Santos do Pelé”, o “São Paulo que revela garotos” e o “Flamengo do Zico”. Fora isso, pouco eles conhecem das nossas equipes.

Vejam que oportunidade para a internacionalização de marcas aos times: a final da Libertadores da América 2020, no próximo sábado, terá transmissão para quase 200 países, será em horário nobre europeu e contará com uma visibilidade jamais vista, como, por exemplo, transmissão para a Inglaterra via BBC em TV aberta.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2021/01/14/final-da-libertadores-tera-transmissao-global-e-torcidas-longe-do-maracana.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

FINAL DA LIBERTADORES TERÁ TRANSMISSÃO GLOBAL

por Rodrigo Matos

Sem poder ter público, a Conmebol prepara uma produção para transmissão global ampla da final única da Libertadores entre Palmeiras e Santos. Ao mesmo tempo, haverá medidas para evitar a aproximação das torcidas no entorno do estádio por conta da pandemia do coronavírus. Ambas as torcidas protagonizaram aglomerações em volta de seus estádios nas semifinais.

Desde 2019, é a Conmebol quem faz a produção de imagens da Libertadores e tem uma agência para comercializar pelo mundo. Na primeira decisão, entre Flamengo x River Plate, conseguiu acordos para levar o jogo a 186 países. Esse número deve ser parecido na final de 2020.

A diferença é que a Conmebol tem incrementado as transmissões com novas câmeras e novos acordos para aumentar a expansão do jogo. Em relação à produção, serão 27 câmeras, padrão parecido com o da final da Champions League. Na final da Copa do Mundo-2018, na Rússia, foram 35 câmeras.

Na América do Sul, haverá transmissão em TV Aberta pelo SBT, e na TV Fechada pela Fox. Na América do Sul, o Facebook é a plataforma dona dos direitos abertos, com a ESPN/FOX com as transmissões pelo mundo.

A prioridade é esse mercado e, por isso, a Conmebol insistiu tanto pelo horário de 17 horas e pediu à CBF que retirasse jogos do Brasileiro deste horário. A expectativa é de que o evento possa ter até três horas de transmissão já que pode ter prorrogação, pênaltis e premiação.

A final passará ainda em TV a Cabo para o México e EUA, na Claro e na BeIn. Antes, o mercado mexicano só era atingido por meios digitais. A BBC também ampliou sua presença com um acordo para sete jogos da competição e passará a final em TV Aberta no Reino Unido.

Uma estratégia é que a Conmebol já entrega o produto pronto para o comprador com narração e comentários em inglês e espanhol, dependendo do mercado. Isso melhora a divulgação do produto.

Na produção do evento em si, a Conmebol se viu frustrada na sua intenção de ter pelo menos um público reduzido ou de patrocinadores. Só poderá haver jornalistas já que o Estado e prefeitura do Rio cancelaram um decreto que liberava público em estádios.

Sendo assim, o plano de segurança vai repetir um perímetro de segurança como foi feito em Lima na primeira final. Havia cercas a 4 km do estádio para evitar a presença de pessoas sem ingresso ou credencial.

Como não haverá venda de ingressos, desta vez, o objetivo será evitar aglomerações ou corredores de torcedores em volta do Maracanã. Na semifinal, a torcida palmeirense esteve em volta do Allianz para receber jogadores. Isso também ocorreu na Vila Belmiro com grande grupo de santistas sem máscara. A tendência é que isso não seja permitido.

Ainda não está claro se haverá um plano do governo do Estado do Rio para evitar aglomerações de torcedores dos times que venham à cidade. Não será algo fácil de conter.

– Treinador ajuda a ganhar ou ajuda a perde jogo?

Fernando Diniz e Rogério Ceni são os treinadores contestados neste momento no Brasil. O 1o, foi líder do Brasileirão até poucos dias e é considerado culpado por muito pela queda abrupta de rendimento do São Paulo. O 2o, veio como Redentor do Flamengo, aquele que salvaria o ano do Mengão, e hoje é criticado pela montagem da equipe.

Me lembrei da célebre frase de Eurico Miranda, às vésperas da Mercosul de 2000, quando “justificou” a demissão de Oswaldo de Oliveira:

“Treinador não ganha jogo. Treinador ajuda a perder”.

Claro que aqui há uma fala apaixonada, fora da razão, mas… até onde treinador ganha ou treinador perder jogo? Qual a sua importância nas vitórias ou derrotas, afinal?

A propósito, relembre aquele momento vascaíno em: https://www.netvasco.com.br/n/167222/relembre-como-foi-a-discordancia-entre-eurico-e-oswaldo-de-oliveira-em-2000

– E não é que ninguém quer ganhar o Brasileirão?

O São Paulo, que poderia ter disparado no Campeonato Brasileiro, “negou fogo” nas últimas rodadas.

O Internacional, novo líder, quase não conseguiu deslanchar.

O Flamengo, no Paraná, bobeou.

O Atlético Mineiro, amarelou.

O Palmeiras, com a cabeça na Libertadores, perdeu do Ceará.

Ninguém quer ser Campeão Brasileiro? Teremos um campeão tecnicamente menos competente que em outras edições?

Uma coisa é “quase” certa: o título sairá nas últimas rodadas (talvez, na última mesmo).

– Quem disse que precisa de torcida para o árbitro sentir pressão? O pênalti de Internacional 2×1 Grêmio.

Edenilson cabeceia a bola e ela bate no peito de Kannemann, rebatendo em seu braço. Lance rápido, involuntário, totalmente casual. A força do cabeceio e a proximidade fizeram do corpo do gremista uma tabela.

Mas não é que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti? E o VAR Wagner Reway confirmou?

Aí não dá… É a famosa Regra 12B, exclusiva do Brasil. Não existe nada de intenção, nenhum movimento antinatural, nada disso. Nenhuma infração. Uma pena, virou brincadeira de “queimada”. E nem pressão da torcida tinha para que o árbitro, na dúvida, fraquejasse.

Se você quiser entender bem didaticamente a Regra da Mão na Bola (atualizada, do jeito que a International Board quer, diferente do que praticamos somente no Brasil), compartilho aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/