– 17 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar.

– Quem será o campeão do Brasileirão-20?

Pelo “andar da carruagem”, o Brasileirão pegará fogo nas próximas rodadas. Vide a ascensão do Internacional, o “patinar” do São Paulo, o novo fôlego do Flamengo, e até mesmo Atlético Mineiro e Palmeiras respirando no cangote deles.

Na tabela abaixo, pela “fase”, é difícil dizer que o Internacional não é o favorito. E pra você, quem é?

Vote na enquete abaixo da tabela:

– Sabendo capitalizar as suas características:

Saber explorar suas potencialidades e preencher seus espaços ociosos são virtudes no gerência de um estádio de futebol. Mundo afora, são praças comerciais-empresariais-esportivas, com movimento intenso todos os dias.

No Brasil, por serem mais antigos, muitos não são maximizados. O Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, começa a ser explorado com mais sabedoria nos últimos meses.

Mas compartilho um exemplo bacana, que pode ser copiado (e é vizinho a nós), e que é bem simples:

– Em Bragança Paulista, a cidade é conhecida como “Terra da Linguiça”. Dessa forma, o Estádio Nabi Abi Chedid aproveitou as arquibancadas e fez uma parceria com o tradicional Restaurante Rosário, montando um espaço temático de alimentação e futebol. Para quem não conhece:

A) Você come enxergando o campo de jogo:

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B) A decoração é de momentos importantes da história do Bragantino, agora como Red Bull Bragantino:

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C) Há uma “Bull Shop”, com lembranças do clube:

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D) O cardápio é repleto de lanches de linguiça com nomes de personalidades do time:

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– Em Jundiaí, a cidade é conhecida como Terra da Uva, tem um parque industrial absurdamente grande, vocação agrícola e cultura italiana nas suas raízes. Como não imaginar algo desse porte, com as características do nosso município? Cantina / Tratoria, loja, escritórios… O executivo que vem para Jundiaí visitar alguma empresa aqui instalada, teria como primeiro lembrete almoçar no estádio (assim como acontece em Bragança Paulista).

Difícil não é; fácil, logicamente, nunca foi. Mas serve de incentivo.

Ops: o meu lanche que comi é esse aqui (abaixo): um delicioso X-Marquinho Chedid (Linguiça e Vinagrete, acrescido de Salada e Bacon). Quando eu apitava, ele me xingava tanto kk – mas depois passava / ele esquecia.

Será que teremos um dia o prazer de comer um “Spaguetti alla Gerson Andreotti”? “Torresmo do Jurandir”? “Risoto à moda do Victor”? “Taglarini ao molho do Giba“? Ou mesmo outra iguaria típica de Jundiaí: coxinha de queijo com Tubaína?

Que bons ventos inspirem o Galo.

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– As mudanças abruptas na Arbitragem Paulista e as demissões de árbitros.

Dias atrás, fizemos algumas críticas pontuais e necessárias sobre a equivocada estratégia para revelar árbitros utilizada pela FPF: ela abre inscrições “aos montes” para a Escola de Árbitros todo ano, forma dezenas (ou centenas) de jovens juízes (arrecadando um valor financeiro enorme) e não tem onde colocar todo mundo para apitar ou bandeirar. Diante disso, ainda resolveu “importar / desaposentar árbitros” (leia esse artigo no link em: https://wp.me/p4RTuC-sPf).

Pois bem: agora, o inchadíssimo quadro de quase 500 nomes foi surpreendido com a “renúncia dos serviços prestados” (um nome escolhido “a dedo” para dispensa) de mais de 10% deles.

ACERTA a Federação Paulista, mas simultaneamente ERRA. Explico:

O ACERTO Com 500 árbitros (e os que se formarão), você não consegue dar ritmo de jogo à maioria, nem observá-los a contento. Calculando equipes de arbitragem com VAR na série A1, sem VAR na A2 e na A3, você utilizaria um pouco mais de 100 juízes imaginando que os jogos acontecessem na mesma data e horário (e sabedor que essas competições duram no máximo 3 meses). Portanto, ciente que as categorias de base começam em outras datas e podem usar alunos da Escola de Árbitros (se for uma opção formadora coesa), não faz sentido ter 4 vezes mais árbitros do que você precisa no auge das competições.

O ERRO – Tendo feito os árbitros cursarem módulos de capacitação, obrigando-os a estarem em forma mesmo sem partidas para trabalharem durante a pandemia (somente uma elite é escalada pela CBF, quase todos ficaram sem remuneração mas à disposição), exigindo os exames médicos e certidões de “Nada consta” na Justiça, passando-os por provas físicas e escritas à exaustão… quando a preparação para os campeonatos se aproxima, dispensa-os com uma carta de “renúncia aos serviços” (ops: a FPF obriga os árbitros a fazerem uma carta de próprio punho dizendo que não são empregados da entidade, mas prestadores autônomos de serviços de arbitragem aos clubes, a fim de não caracterizar vínculo empregatício).

Faltou sensibilidade à chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira, na maneira como conduziu isso. Ou não foi ela quem conduziu tudo isso? Afinal, ela é a presidente da CEAF-SP.

LAMENTO demais o melhor nome que se encontrava como dirigente da Comissão, o competente bandeira que foi da FIFA Emerson Augusto de Carvalho (de Copas do Mundo) ter sido demitido pela FPF. Ele entendia do assunto e sua saída foi injusta pela igual competência que mostrava fora das 4 linhas.

Entendo perfeitamente que a FPF é uma entidade privada e “faz o que quiser”: contrata quem quer, dispensa quem desejar. Mas não nos esqueçamos que ela não pode ter benesses de órgãos públicos (pois ela lucra demais) e que nenhuma autoridade importante questiona esse modo de contratação de árbitros, cobrando-os como seus funcionários mas tratando-os como “à parte dos seus colaboradores”. Vista grossa institucionalizada?

Sem 13o, Férias, FGTS ou multa, os árbitros, cientes disso quando entram, não tem para quem reclamar. Esqueça o Sindicato da Categoria, pois não ter força alguma.

Repito: acerta ao diminuir o quadro, mas erra com a maneira desumana em momento impróprio (se empregados fossem, ao menos os árbitros teriam o valor da rescisão).

No linguajar popular, essa imagem, abaixo, representa bem o significado de dedicação ao trabalho e posterior demissão sem um centavo na mão

Atualizando: foram 51 árbitros de 467, segundo a FPF em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/lei-em-campo/2021/01/20/fpf-dispensa-arbitros-e-retoma-discussao-de-amparo-juridico-a-profissionais.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

– A culpa é do esquema de Diniz ou dos Atletas? Do Céu ao Inferno, em poucas rodadas.

Que coisa o São Paulo FC, não? De líder do campeonato com os melhores números apresentados, à vice-liderança deixando se mostrar perdido emocionalmente. Mas a culpa é de quem?

Avalie os gols sofridos em saída de bola da defesa (foram muitos, e em quase toda a rodada temos):

  • A Culpa é do Treinador, que insiste nisso, mesmo dando errado como tem acontecido, ou
  • A Culpa é dos Atletas, que não estão focados no jogo e perdem bisonhamente essas bolas?

Considere: o mesmo esquema de jogo com quase os mesmos jogadores levou o time à liderança…

Já imaginaram a pressão no Morumbi, caso a distância aumente para o Internacional na próxima rodada?

– São Paulo x Internacional, Diniz x Abelão, Moderno x Antiquado…

Já foi clássico de Final de Libertadores da América, e hoje será o “clássico dos chavões”: um esquema mais ousado de Fernando Diniz no São Paulo contra o esquema mais conservador (que não quer dizer desatualizado) de Abel Braga. Inexperiente (se é que é) contra Experiente (e muito). Moderno versus Ultrapassado (de verdade ou com má vontade)?

Qual será a “chamada” mais recorrente que teremos para esse jogaço?

Não estou dizendo que concordo com esses citados acima, mas prefiro: duelo de líderes! Afinal, são os ponteiros do Brasileirão!

Para esse jogo, o mais experiente dos árbitros brasileiros em atividade (literalmente falando, em todos os aspectos): Marcelo de Lima Henrique!

Há de ser uma grande disputa e torço para uma boa arbitragem.

– 7 anos comentando arbitragem no Time Forte do Esporte!

Uma alegria festejar hoje minha 7a temporada com a equipe do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo, na Rádio Difusora AM 810, comentando arbitragem. Estreei no Paulista 0x0 Audax, no Paulistão da A1.

Nas fotos, abaixo, ao lado da imagem do comandante Adilson Freddo (a quem agradeço pela maravilhosa oportunidade), alguns amigos com quem eu pude trabalhar. Narradores: Marcelo Tadeu, Rafael Mainini, Vagner Alves e Edson Roberto. Comentaristas: Robinson Berró Machado e Heitor Mário Freddo. Reportagens: Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Técnica: André Luís Lucas, Antonio Carlos Caparroz e Alexandre Bardi. Mas duas fotos eu não consegui: do “Zé do Papé”, o querido Pereirão, e do Soneca. E tem até o Thiago Olim numa delas, pois fazia parte do grupo JJ e sempre nos ajuda bastante.

Que possamos estar com o Galo na A1 novamente dentro em breve (pois fomos até o fundo do poço juntos, sem soltar a corda nem abrir a mão)! Porque se depender dessa equipe, que é de Primeira, o futebol da Terra da Uva vai longe.

– A correta expulsão de Gabriel no Palmeiras 4×0 Corinthians

Algo a contestar sobre o cartão vermelho recebido pelo corintiano Gabriel?

Após ter uma falta de ataque marcada a seu favor, perdeu a cabeça e deu uma cotovelada. Avisado pelo VAR, o árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” o expulsou.

Mas, cá entre nós, o motivo desse lance ter acontecido é um só: a pressão de um Derby e o descontrole mental! E aqui, uma verdade: nenhum time de futebol brasileiro (na Alemanha, é comum) treina inteligência emocional voltada ao esporte! Se fosse uma realidade tal disciplina, poupar-se-ia a situação.

Quem sabe no futuro isso seja mais comum no Brasil?

– Escalação de Paulista x Bragantino (2014). Era pra cair?

Olhe só que interessante: achei em minhas anotações a escalação do Paulista, em um dos seus jogos no último ano que participou da Série A1. Era contra o Bragantino, em Jayme Cintra.

O time (há quase 7 anos) era realmente para cair de divisão ou não? Salvo engano, neste jogo, já estava rebaixado. Foi o ano do “português que tinha uma empresa de Mônaco”, o Paulo Fernandes, do treinador Márcio Bitencourt e de jogadores como o lateral esquerdo Jeff (lembram dele)?

Reparem que os jovens lançados naquela partida são conhecidos. Beto Cavalcante, confesso, é um nome que precisava ter mais oportunidades no futebol profissional.

Abaixo:

– Qual seria a classificação do Brasileirão, se as torcidas estivessem presentes nas arquibancadas?

Teremos um Derby em plena 2a feira, com um Palmeiras classificado para duas finais importantes e o Corinthians em ascensão graças ao chamado “Mancinismo”. Mas estariam nessas posições, caso as torcidas estivessem liberadas nos estádios?

Obviamente é achismo, mas dentro da “futurologia hipotética”, não é curioso discutir tal situação?

No caso dos cartolas: o São Paulo seria líder do campeonato, ou os gritos dos torcedores teriam pressionado a diretoria a demitir Fernando Diniz? O Flamengo ainda estaria com Ceni? O Palmeiras teria chegado onde chegou?

É difícil pensar. Mas indo mais longe, agora com os árbitros: alguns pênaltis teriam sido marcados ou deixados de marcar? Até onde a arbitragem teria tomado algumas decisões técnicas que tomou, sem a pressão das arquibancadas? O número de Cartões Amarelos seria maior ou menor?

Por fim: e os jogadores? Teriam mais chutes a gols ou menos? O medo de atacar o adversário seria de maior ou menor intensidade? Ousar alguns lances com torcedores presentes e gritando, seria em grau menor?

Ficaremos no imaginário. Mas a curiosidade permanecerá: se não fosse um ano atípico, como tudo isso seria?

A cornetagem no futebol, obviamente, tem algum impacto. “Qual é ele”, é a discussão!

– Athlético Paranaense 1×1 São Paulo e o lance “cara-de-pau”.

Na Arena da Baixada, aos 36m do 2o tempo, o exemplo de como está chato discutir arbitragem de futebol: lance de ataque do SPFC, uma bola bate no rosto e na sequência no braço do zagueiro do CAP, à queima roupa. Não foi nenhuma infração.

Procure as imagens na TV e veja a reação dos jogadores reservas do SP que estão ali próximos! HILÁRIO, ou melhor, cara-de-pau.

É constrangedor pedir pênalti em tal lance. Mas entendo: é a geração de quem viu a regra mudar e o Brasil avacalhar lances assim como penais.

– CSA 1×1 Avaí e os protocolos da discórdia. Como pode, Brasil?

Somos um país para levar a sério?

Como o futebol é um micro-cosmo da sociedade, veja o que aconteceu: jogavam CSA x Avaí pelo Brasileirão da Série B. Eis que o clube catarinense estava com todos os exames negativados para o jogo contra o alagoano, feito 72 horas antes. Este prazo, estipulado pelo protocolo da CBF, pode ser discutido. É um tempo razoável ou não?

Pois bem: o Avaí jogará 3a feira contra o Juventude, e fez, no dia da partida contra o CSA, os exames para o jogo contra o time gaúcho. No intervalo do jogo de ontem, recebeu-se a notícia que Valdívia estava com Covid-19. O atleta foi sacado da partida, depois de atuar o primeiro tempo inteiro.

Aí surgem questionamentos:

  • O protocolo funciona mesmo? O prazo não deveria ser menor?
  • Quais deveriam ser procedimentos mais seguros?
  • O laboratório que fez os exames entrou em contato com o representante da CBF. Isto é correto?
  • A queixa dos catarinenses é que Valdívia era o melhor da partida e o laboratório responsável é de cartola do CSA. Tudo bem ou não?

O Avaí anunciou que pedirá a anulação da partida. Abaixo: https://globoesporte.globo.com/sc/futebol/times/avai/noticia/presidente-do-avai-diz-que-pedira-a-anulacao-do-jogo-contra-o-csa.ghtml

– Estádios de Futebol e Pandemia.

Começou com os clubes de futebol da Alemanha e da França, logo na primeira onda da pandemia de Covid-19: o oferecimento de seus estádios como Hospitais de Campanha.

Pouquíssimos foram usados, é verdade (como o Pacaembu, por exemplo). Tal fato foi repetido (a oferta) aqui no Brasil também.

A atitude das instituições esportivas foi louvável, não se discuta. E agora, na segunda onda, as mesmas entidades estão oferecendo suas instalações como Postos de Vacinação.

Aqui, aplausos para quem se dispõe de verdade a ceder seu espaço de maneira nobre e solidária. Mas fica um alerta também: o que tem de time que quer dizer que “cede seu estádio” sabendo que ele não terá infraestrutura alguma, somente pelo fato de fazer um pseudo “marketing do bem”… ô como tem!

De qualquer forma, a esses, não se recrimine. Ao menos se colocam ao serviço solidário (mesmo que não possam fazê-lo).

 

– Os melhores árbitros de futebol do mundo, segundo a IFFHS.

Muita gente contesta as estatísticas divulgadas pela IFFHS (a Federação Internacional de Estatística e História do Futebol). Até mesmo sobre a importância da entidade, existe controvérsia. Mas uma coisa não se pode reclamar: da ausência de árbitros brasileiros importantes em sua lista dos melhores da última década!

Um país que já teve nomes frequentes como os mais gabaritados, com importância indiscutível em Copas do Mundo (Romualdo Arpi Filho, Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright, Renato Marsiglia, Carlos Eugênio Simon, para citar alguns), não pode cair no ostracismo internacional.

Abaixo, a relação dos melhores da última década (19 nomes divulgados) e os melhores de 2020 (14 juízes na lista, de acordo com o site da IFFHS):

RANKING IFFHS WORLD’S BEST MAN REFEREE OF THE DECADE 2011-2020

Name / Country 

1. Felix BRYCH / Germany
2. Cuneyt CAKIR / Turkey 
3. Bjorn KUIPERS / Netherlands 
4. Niccola RIZZOLI / Italy 
5. Nestor PITANA / Argentina
6. Howard WEBB / England 
7. Damir SKOMINA / Slovenia
8. Martin ATKINSON / England
9. Viktor KASSAI / Hungary 
10. Antonio MATEU LAHOZ / Spain 
11. Gianluca ROCCHI / Italy
12. Marc CLATTENBURG / England 
13. Pedro PROENCA / Portugal 
14. Carlos V. CARBALLO / Spain
15. Milorad MAZIC / Serbia 
16. Ravshan IRMATOV / Uzbekistan 
17. Jonas ERIKSSON / Sweden 
18.Clement TURPIN / France 
19. Alireza FAGHANI / Iran 

RANKING THE WORLD’S BEST MAN REFEREE 2020

Name / Country 

1. Daniele ORSATO / Italy
2. Felix BRYCH / Germany
3. Björn KUIPERS / Netherlands
4. Damir SKOMINA / Slovenia
5. Antonio Mateu LAHOZ / Spain
6. Anthony TAYLOR / England
7. Nestor PITANA / Argentina
8. Cüneyt CAKIR / Turkey
9. Mike DEAN / England
10. Clement TURPIN / France
11. Danny MAKKELIE / Netherlands
12. Ovidiu HATEGAN / Romania
13. Slavko VINCIC / Slovenia
14. Jose Maria MARTINEZ / Spain

Na imagem, o grande e saudoso Dulcídio Wanderley Boschilia, que nunca foi a uma Copa do Mundo mas era sensacional dentro de campo. Sobravam talentos no Brasil…

– 3 pontos de vista sobre o VAR do Allianz Arena:

Ainda sobre as polêmicas do jogo Palmeiras x River Plate, para apreciação dos amigos leitores, compartilho uma entrevista que dei ao Lance! / Nosso Palestra, juntamente com os ex-árbitros FIFA Alfredo dos Santos Loebeling e Renato Marsiglia, sobre a atuação do VAR.

Disponível em: https://www.lance.com.br/palmeiras/arbitros-analisam-var-river-plate-uma-aula.html

EX-ÁRBITROS ANALISAM VAR DE PALMEIRAS X RIVER PLATE

Apesar de todas as dificuldades, o Palmeiras conseguiu se classificar para a final da Copa Libertadores da América pela primeira vez em mais de 20 anos. A partida decisiva da semifinal, que terminou em 2 a 0 para o River Plate, no entanto, ficou marcada por erros palestrinos e atuações decisivas do VAR. Para entender se as marcações no decorrer do jogo foram corretas, o NOSSO PALESTRA/LANCE! conversou com ex-árbitros que elogiaram a utilização da tecnologia.

O primeiro nome contactado pela reportagem foi Alfredo Loebeling, que fez parte do quadro da Fifa entre 2001 e 2002 e elogiou a participação do VAR na partida.

– O VAR veio pra isso. O torcedor tem que entender que o VAR um dia vai salvar a arbitragem prejudicando o seu time de coração, e noutro dia vai salvar ajudando o seu time, como foi ontem. O que nós tivemos ontem foi a correção de equívocos da arbitragem em lances muito difíceis. No segundo pênalti, o cara tava nitidamente impedido. O que não pode acontecer é as pessoas falarem que o VAR ficou procurando uma imagem para salvar o Palmeiras, isso é papo de boteco. Ele tem uma série de imagens, que vão dizer se o árbitro acertou, ou se precisa de correção. Não é o VAR que anula o gol, o pênalti. Ele informa o árbitro e sugere uma revisão – declarou Loebeling, que completou:

– A decisão final é do árbitro de campo. No lance do gol, tinha um jogador impedido. A bola tocou no jogador do Palmeiras, mas pra tirar o impedimento o toque tem que ser de forma deliberada, o que não foi o caso. Foi bem anulado. A expulsão foi, na minha visão, exagerada, porque o árbitro não vinha com esse critério o jogo inteiro. Eu não teria expulsado, acho que o árbitro mudou o critério dele. No primeiro pênalti anulado, o toque existe, mas foi provocado pelo jogador do River. A discussão é que o jogador do River provoca o toque, aí o árbitro não pode marcar. O árbitro acertou nas decisões graças ao VAR. Eram situações que não tem como você olhar sem as câmeras, é muito difícil.

Outro que falou com o NP/L! foi Rafael Porcari, que é ex-árbitro, consultor de arbitragem, comentarista na Rádio Difusora, tem o blog ‘Pergunte ao Árbitro’ e, também, exaltou a atuação do árbitro de vídeo, descrevendo-o como algo necessário para o futebol.

– Ontem foi a prova de que o VAR é uma ferramenta necessária para o futebol, que legitima placares e precisa de pessoas competentes usando. Nos três lances, o árbitro de vídeo foi muito bem nas intervenções. A única falha foi a demora, mas as intervenções foram corretas. O lance do gol anulado foi sensacional, é um lance didático. Foi a mesma coisa que aconteceu no gol do Scarpa na partida de ida, que gerou uma polêmica sobre o desvio tirar ou não o impedimento. No lance teve o desvio, mas não é o tipo que tira o impedimento – disse Rafael, que prosseguiu:

– O último pênalti estava impedido, não tem dúvida, mas, mesmo assim, foi um choque de jogo. A expulsão foi correta, é lance pra cartão amarelo. Tendo amarelo, tem que dar o segundo. O que eu acho mais interessante é a questão do desvio tirar ou não o impedimento. Alguns tipos de desvios, de fato, tiram o impedimento, mas só os que têm um toque deliberado. Se você tem um jogador impedido, o atacante vai lançar a bola pra ele e você quer interceptar a bola, você manifesta a vontade de disputar e não deixar o cara receber a bola, você tirou o impedimento, porque você se jogou pro lance. Agora, você estar posicionado e o seu corpo serve como tabela, não tira o impedimento. Você tem que ter a intenção clara e manifesta de interceptar a bola. Bater por bater não tira o impedimento.

Além destes, o ex-árbitro e ex-comentarista Renato Marsiglia afirmou ter se rendido à tecnologia, deixando evidente que esta fez justiça no confronto da última terça-feira (12).

– Eu diria que o VAR ontem influenciou no resultado da partida de maneira justa. São lances que, num primeiro momento, eu não vi irregularidade. O VAR trouxe justiça e salvou a arbitragem, mesmo sendo lances que seriam muito discutidos depois do jogo. Não tenho dúvidas de que o torcedor do River Plate está indignado, assim como se fosse o contrário o do Palmeiras ficaria – afirmou Marsiglia, que seguiu:

– Eu acabei me rendendo à tecnologia. Com a quantidade de recursos eletrônicos que existem, nada mais natural que estes sejam colocados à disposição da arbitragem pra diminuir os erros gritantes. O árbitro de vídeo acertou. No último lance, tenho certeza que o árbitro de vídeo chamou o de campo para analisar uma possível penalidade máxima e, no tempo que ele foi lá, eles pegaram o impedimento, que matou a possibilidade do pênalti. E o impedimento existiu, assim como no primeiro lance, que teve como consequência o que seria o terceiro gol do River Plate. As decisões foram corretas. Não vou dizer que o Palmeiras foi favorecido. A regra foi aplicada corretamente. O árbitro iria errar se não fosse o VAR. Sobre o primeiro pênalti, na hora eu achei que tinha sido. Vendo por outros ângulos, porém, fica claro que o jogador do River Plate abre a perna, dobra o joelho e provoca o tropeço pra cair. Foi mais um lance capital em que o árbitro de vídeo interferiu de forma positiva para trazer justiça ao resultado da partida.

Por fim, o NP/L! conversou também com outro ex-árbitro FIFA, que pediu para não ser identificado e descreveu a partida do Verdão como uma “aula de VAR”, afirmando que ele “acertou em todas as decisões”.

O uruguaio Esteban Ostojich tomou decisões cruciais pra definição do resultado (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

– #tbt: o lance mais inusitado no futebol em 2019 foi…

Relembrando esse lance curiosíssimo, já que hoje é dia de #tbt:

Numa conversa informal sobre qual lance foi mais marcante no esporte no ano passado, me recordei da “cobrança-desfile” da final da Copa Verde (Payssandu x Cuiabá). Lembram-se?

Foi chamativo, extravagante e ao mesmo tempo, ousado. Mas tinha tudo para dar errado (como deu).

Relembre em: https://www.youtube.com/watch?v=8riAAi_GRb0&feature=youtu.be

E para você, qual foi a mais inusitada situação na temporada que passou?

– Os semelhantes desvios nos gols anulados em River Plate 0x3 Palmeiras e Palmeiras 0x2 River Plate

As regras do futebol não são claras, mas apaixonam quem as estudam.

Vamos lá: desvio tira o impedimento?

Depende de “qual” desvio. Deliberado ou não? E para explicar os gols anulados na Argentina (de Scarpa) e no Brasil (de Montiel), precisamos entender.

  1. No começo do século XXI, desvio deliberado para jogador impedido que não estava na jogada, habilitava o atleta – por exemplo, um atacante que vai lançar a bola para seu companheiro que estivesse sozinho na grande área, e um defensor a interceptasse: se ela pegasse um efeito e sobrasse para um outro atacante à beira do campo que estivesse impedido (mas não diretamente no lance), esse desvio tirava o impedimento.
  2. Há 5 anos, isso mudou: o desvio de tentativa de disputa do defensor passou a habilitar qualquer atleta em impedimento – por exemplo, um atacante vai lançar para seu companheiro que está em impedimento, mas o defensor disputa a bola deliberadamente (ou seja, com intenção de não permitir que ela chegue ao adversário) interceptando-a. Essa bola desviada, se chegar ao atleta impedido, poderá ser jogada pois esse desvio o habilitou.

Recorde os gols anulados citados acima: tanto na partida de ida quanto na de volta, nos lances de impedimento a bola era originada de desvio voluntário?

NÃO. Todos de desvios casuais. Por isso, ambos lances se parecem e foram bem anulados.

Sobre outros lances que envolveram o VAR na partida de ontem, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/12/o-melhor-em-campo-no-palmeiras-x-river-plate-foi-o-gallo/

– E se os craques milionários imitassem Salah?

Mohamed Salah é um jogador diferenciado. Vira e mexe, descobre-se alguma ação de solidariedade que o jogador fez anonimamente. Dessa vez, não foi possível esconder a generosidade: 3 milhões de reais em oxigênio para os pacientes de Covid-19 que estria internados na paupérrima Nagrig.

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/salah-do-liverpool-doa-cerca-de-r-3-milhoes-para-combate-a-covid-19-no-egito.ghtml

SALAH FAZ DOAÇÃO PARA COMBATE À COVID-19 NO EGITO

Valor é de 400 mil libras em tanques de oxigênio doados para Nagrig, cidade onde o jogador nasceu. País enfrenta segunda onda de contaminação por coronavírus

Mohamed Salah, atacante do Liverpool, doou 400 mil libras (cerca de R$ 3 milhões na cotação atual) em tanques de oxigênio para ajudar no tratamento à Covid-19 em Nagrig, sua cidade natal. O gesto foi feito por meio da Nagrig Charity Association, instituição de caridade criada pelo jogador em 2017.

Além dos equipamentos, Salah também doou ambulâncias que operam desde julho de 2020 na cidade. Nagrig fica a 130km de Cairo, capital do Egito, onde se vivencia a segunda onda de contaminação por coronavírus.

Não é a primeira vez que uma atitude de caridade de Salah é noticiada. Em outubro de 2020, por exemplo, o nome do jogador circulou na imprensa inglesa pelo mesmo motivo.

Na ocasião, o egípcio foi flagrado por câmeras de segurança de um posto de gasolina ajudando um morador de rua que estava sendo vítima de maus tratos por um grupo de rapazes bêbados.

Salah doou equipamentos de oxigênio para hospitais de Nagrig, sua cidade natal — Foto: REUTERS/Ahmed Fahmy

IMAGEM: Reprodução da Web.

– Motivos para estar atento quanto a arbitragem de Santos x Boca Jrs.

Tenho sérias preocupações com a arbitragem de Wilmar Roldán na Vila Belmiro, nesta 4a feira. E são ressalvas importantes:

Após as queixas justas do Peixe pela não marcação do pênalti no La Bombonera em Marinho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-sNv) e os áudios estapafúrdios divulgados, a Conmebol escalou o colombiano Roldán para o jogo de volta. Isso, para muitos, foi demonstração de força do Santos, pois ele foi o árbitro da vitória santista contra o Grêmio.

Doce ilusão de que um árbitro que apitou sua vitória em jogo passado seja sinônimo de vitória futura… Carlos Amarila e Ubaldo Aquino, num passado não tão distante, também haviam apitado muito bem antes das “cácas” contra o Corinthians e o Palmeiras, justamente em confrontos contra o Boca na Libertadores da América.

Se não bastasse esse indicador, historicamente temos suspeitas e comprovações de manipulação por todos os lados. Lembremo-nos das conversas de Grondona a favor do Independiente contra o Santos em 64. Aliás, quantos presidentes a Conmebol viu serem presos nos últimos 5 anos?

Roldán não tem histórico de, em confrontos entre brasileiros e argentinos, “errar pra time do Brasil”. Ao contrário! Um conjunto de equívocos a favor de argentinos, que compartilho aqui: https://wp.me/p4RTuC-sOq.

Torço para uma partida justa e bem apitada! Não sou adepto de teorias conspiratórias (como as de que a Conmebol não deixará ter uma partida final entre brasileiros, sem argentinos, num estádio brasileiro – pois seria “Brasil demais para todo o continente”). Mas abra o olho, Santos FC!

– O melhor em campo no Palmeiras x River Plate foi o… Gallo!

Escrevo aos 74m de jogo em Palmeiras 0x2 River Plate: até este momento, o melhor em campo foi o… VAR colombiano Nicolás Gallo! Ajudou em tudo o árbitro uruguaio Esteban Ostojich.

Que lance milimétrico de impedimento o 3o gol do River Plate, anulado! Que imagem congelada do pênalti cavado aos 30m do segundo tempo!

Aqui a prova: se bem usado, o árbitro de vídeo legitima placares no futebol. O equipamento não é o problema, mas sim quem o opera.

Ops: Confesso que a curiosidade é grande, mas não terei resposta por motivos lógicos: se tivéssemos torcida presente, o Palmeiras teria feito 3×0 na Argentina e o River estaria dando tal sufoco no Brasil? Até onde esses resultados seriam idênticos, estando as arquibancadas lotadas?

Arbitragem dos jogos semifinais da Libertadores na próxima semana — Foto: Conmebol/Divulgação

Imagem: reprodução Web

– O maior rival do Paulista, seguindo a lógica, foi…

… a Ponte Preta, seguida de Bragantino e XV de Piracicaba, com São Caetano e Ituano bem lembrados.

Veja no quadro abaixo os 238 votos:

Lembrando que “Outros”, com 16 votos, foi constituído de (a soma dos nomes escritos manualmente):

  • 1 voto para Amparo, 1 voto para São José, 1 voto para Independente de Limeira, 2 votos para a Ponte Preta da Agapeama (certamente trolagem de duas pessoas, já que o clube citado é amador e nunca enfrentou o Paulista – e o link permite 1 voto por IP), 3 votos para Santo André, 3 votos para União Barbarense e 5 votos para Corinthians.

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O texto original, com o preâmbulo que levou a essa sondagem, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/11/rivalidades-entre-clubes-qual-o-maior-rival-do-seu-time-considerando-o-presente-e-o-passado/

– Sport quer anular o jogo do Palmeiras e recusar o VAR em seus jogos?

Segundo o GE.com (https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/sport/noticia/revoltado-com-arbitragem-apos-polemica-sport-pedira-anulacao-da-partida-contra-palmeiras.ghtml), o Sport pediu à CBF a anulação do jogo contra o Palmeiras e a não utilização de VAR em seus jogos.

Ilusão!

Primeiro: Não existiu Erro de Direito – e nem Erro de Fato, pois não foi pênalti (vide a explicação técnica aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/10/o-penalti-de-bola-na-mao-reclamado-em-sport-0x1-palmeiras/)

Segundo: Não se pode utilizar uma regra num campeonato para um time e para outro não. Pedir para não utilizar o VAR em seus jogos, sinceramente, pareceu-me apenas “satisfação para o torcedor”, pois até mesmo quem pediu sabe que isso é impossível.

E segue o futebol brasileiro…

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

– Rivalidades entre clubes: qual o maior rival do seu time, considerando o presente e o passado?

Participei dias atrás de uma mesa redonda sobre a Libertadores da América, onde uma interessante discussão surgiu: se Santos x Palmeiras forem à decisão, para quem são-paulinos e corintianos torcerão?

Difícil responder com exatidão, mas o São Paulo (que tem 3 títulos) torceria para o Palmeiras, a fim de que o Santos (que tem 3 como o Tricolor) não tornar-se o único Tetracampeão brasileiro?

Por outro lado, o Corinthians (que tem 1 título) torceria para o Santos, a fim de que o Palmeiras (que igualmente ao Timão tem 1) não o superasse com o Bicampeonato?

Desse debate sem resposta, surgiu a questão: pela história e pela atualidade, qual seria o maior rival de cada clube?

Aqui em Jundiaí, o Paulista FC teve como adversários históricos várias equipes do Interior. Por exemplo, na metade do século XX, embates (entre clubes e torcedores) contra o XV de Piracicaba e o Bragantino. Nos anos 80, por conta do acesso à 1a divisão e a luta contra a 2a, o Marília, o Comercial de Ribeirão Preto e o Noroeste de Bauru foram as equipes mais competitivas enfrentadas. Posteriormente, o Ituano, numa sequência de jogos pelo Paulistão e Copa Paulista, passou a ter mais frequência na rivalidade.

No começo do século XXI, a fase “mais áurea” do Galo da Japi, o São Caetano na final da A2 (ah, Túlio Maravilha e aquele gol tão maroto) e na final da A1 (o vice-campeonato de 2004, com Zetti no comando do Tricolor Jundiaiense contra Muricy no Azulão) fez com que ambos protagonizassem a pujança do Interior versus o dinheiro do ABC. O time emergente daquele período passou a ser o clube a ser batido.

Mais recentemente, o “vilão” a ser colocado na lista negra tornou-se o Batatais, pelos imbrolhos da Copa São Paulo e provocações diversas, mas de magnitude histórica menor.

O que não mudou durante todo esse período, foi a rivalidade histórica entre diretorias e torcedores contra a Ponte Preta de Campinas. Muito se viu entre brigas dentro e fora de campo, casos e causos diversos. Quem não se lembra do Celso Teixeira, largando o clube e indo ao rival na semana do jogo? Ou a Semifinal do Paulistão de 2004, no 4×3 apitado por Paulo César de Oliveira (cotado na época para ir à Copa da Alemanha em 2006 – veja a importância do jogo), no qual torcedores da Macaca depredaram a Avenida Nove de Julho?

Por fim: qual é, para você que torce para o Paulista de Jundiaí, o maior rival do Galo?

Vote na enquete:

– O futuro de Ceni e Jorge Jesus será um “revival”?

A palavra revival tem o sentido de “reviver”, “renascer”, reavivar / reanimar.

Seria isso, um revival, que Rogério Ceni precisa em sua carreira (talvez no São Paulo) e o próprio Flamengo (com Jorge Jesus)?

Vamos a algumas observações:

Ceni definitivamente não ornou no Flamengo. O que houve? Conceitos técnicos divergentes, ruim relacionamento com atletas ou visões de trabalho diferentes?

Paralelamente, Fernando Diniz volta a sofrer uma imensa pressão no Morumbi pelos maus resultados (perdendo a “gordura na tabela” que ele próprio ganhou), especialmente sabendo que quem comanda o São Paulo (o presidente Julio Cazares) publicamente manifestou interesse em trabalhar com Ceni um dia. 

Enquanto isso, em Portugal, Jorge Jesus (a cada entrevista no Benfica) cita o Flamengo e mostra-se irritado por lá e saudoso por cá. 

Será que teremos uma volta ao passado e veremos novamente o goleiro artilheiro no Tricolor Paulista, além do treinador português na Gávea?

Aguardemos o revival ou não!

– O pênalti de “bola na mão” reclamado em Sport 0x1 Palmeiras.

Sobre a reclamação da bola que espirra na mão de um jogador palmeirense no final do jogo: fico pasmo ao ler que há muita gente pedindo… pênalti!

– Houve intenção de tocar a mão na bola?

– Ele estava longe da jogada e buscou-a?

– Quis tirar proveito do lance?

– Estava com os braços em movimento antinatural / não comum fisiologicamente?

– Praticou intenção subjetiva no lance?

Nada disso. Uma bola chutada pelo seu companheiro, rápida e com distância curta, onde ele ASSUSTA e tenta tirar o corpo quando ela bate nele.

Sabe qual é o problema? O desconhecimento da Regra e os inúmeros erros de arbitragem que levam a confusão do torcedor. Some-se ao fato de revisão do lance em câmera lenta (matando a velocidade real e se  tornando um viés para a análise da jogada).

A mão na bola, didaticamente explicada, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– E a Copa SP de Futebol Jrs?

RECORDAÇÃO – A boa lembrança do ano passado: há 1 ano, trabalhávamos na transmissão de Paulista x Athlético Paranaense pela Copa SP de Futebol Jrs pelo Time Forte do Esporte – c/ o comando de Adilson Freddo, pela Rádio Difusora AM.

Acabe logo, pandemia, p/ que tudo volte ao normal!

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– A estratégia intimidadora para a revelação de novos talentos da FPF.

Todo árbitro de futebolnão tenha dúvida dissoquer ter a oportunidade de trabalhar na Federação Paulista de Futebol. E não é só discurso: mesmo quando mais jovem conversando em intercâmbio com colegas de outros estados, ou já experiente trocando informações com outros ex-árbitros, a resposta que eu tenho dos colegas é: o trampolim para o quando nacional e o destaque na grande mídia passam por atuar em São Paulo.

Os motivos são óbvios: é a Federação que paga melhor, o campeonato estadual “que mais vale” e onde estão os melhores jogadores. 

Entretanto, você tem a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, que forma dezenas de árbitros anualmente (e às vezes, centenas), que se tornou um celeiro de jovens juízes que… não tem jogos suficientes para oferecer a todos!

É muita gente! Como revelar, se você forma bastante nomes e não tem uma quantidade de partidas para que todos possam se desenvolver?

A verdade é: tornou-se uma fonte inesgotável de renda a Escola de Árbitros, e como poucos acabam seguindo a carreira (desistem pela dificuldade de ser árbitro em si, pela demora de retorno financeiro, pela falta de vocação e pelos poucos jogos escalados), a conta se torna atrativa: 1 salário mínimo por mês cada aluno (com classe lotada), por dois anos, com um custo baixíssimo para a FPF elaborar uma turma. Quanto rende?

Nem aquelas “faculdades” cujo vestibular é apenas uma formalidade, que permitem “baciadas de calouros” e que não conseguem chegar ao último semestre com 30% do número inicial (veja as estatísticas do MEC) ganham tanto dinheiro assim. E agora teremos a mesma sistemática, versão “observadores de árbitros”. Nos mesmos moldes, o cargo de confiança tão importante terá curso com portas abertas a qualquer pessoa que se encaixe nas exigências.

Digo tudo isso pois vejo que a sul-mato-grossense Daiane Muniz foi chamada para o quadro de bandeiras, assim como ocorreu com as talentosas paranaense Edna Alves e a catarinense Neusa Back. Basta ganhar o escudo FIFA que a FPF contrata a moça! Repito: são competentes, mas vai na contramão da filosofia de revelar novos nomes.

E o respeito de quem está no quadro e cursou a EAFI?

Dessa forma, a FPF não revela mais ninguém. Apenas chama para trabalhar no seu quadro as de fora, e se gaba de ter um grande número de FIFAs em SP.

Não bastasse essa doce ilusão (de ter muitos nomes internacionais sem os ter formado), a Federação Paulista desaposentou Péricles Bassols, que será (pasmem) a atração do Campeonato Paulista 2021, buscando ser o principal nome em busca do escudo FIFA como VAR (já que foi criado um quadro exclusivo para essa função).

De novo: para quê existe a Escola de Árbitros, se as 3 divisões profissionais duram menos de 3 meses, as categorias de base já não jogam tanto e o quadro de árbitros está inchado? É apenas arrecadatória, já que os nomes que serão destaque estão vindo de fora.

Repararam que é o movimento inverso dos clubes (ao invés de trazerem jogadores caros de fora, estão usando mais a base)? 

Mais ainda: é diferente do que o Farah fazia nos anos 2000: ele trazia FIFAs importantes (até de outros países) e fazia intercâmbio para desenvolver os daqui. Estes, de fato, eram atração e agregavam.

É óbvio que Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros, não tomou nenhuma dessas decisões. Péricles, as bandeiras FIFAs e “os patrocínios de camisa que não viram dinheiro aos árbitros” (um outro assunto para se abordar mais pra frente, com a anuência da passiva SAFESP) são decisões da cúpula da FPF. O pecado de Ana Paula é um só (também relevante): colocar medalhões em jogos de 4a e 3a divisões, não sabendo lançar a contento novos talentos.

Que saudade da época do Prof Gustavo Caetano Rogério… ele fechava um grupo bem formado e instruído na Escola de Árbitros, dava ritmo de jogos a eles e observava quem vingava. Nada de “centenas de nomes para tirar um ou outro”, nem de escala patrocinada por politicagem. Como está hoje, não se revela mais ninguém.

É uma pena que a metodologia seja essa. Roberto Perassi, que tão bem ensina e observa talentos, fica de mãos atadas nesta sistemática.

Bola de futebol, apito e cartões vermelhos e amarelos | Vetor Premium

 

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Parabéns por mais um ano, Red Bull Bragantino.

Sensacional!

Viram o vídeo promocional da Red Bull, em alusão ao aniversário do Bragantino?

Nele, mostra-se total integração com a comunidade de Bragança Paulista. “Caipira”, e ao mesmo tempo, “Moderno”.

Parabéns para quem bolou!

– Esporte em Destaque:

Compartilho minha participação nesta 6a feira no Programa “Esporte em Destaque” de hoje, com os amigos Alex Frutuoso, Fabio Lázaro e Vitor do “O Curioso do Futebol”,

Em: https://youtu.be/i_QPcHym2uU

– Wilmar Roldán na Vila Belmiro? Xi…

Pense em um árbitro confuso, mas prestigiado.

Pensou em Wilmar Roldán? Acertou!

Nunca vi o juiz colombiano errar a favor de brasileiros, somente contra. Respeitosamente, o São Paulo, o Corinthians e o Palmeiras que o diga… é só dar “um Google” e ver as suas lambanças.

Inexplicavelmente, goza de carinho com a Comissão de Árbitros da Conmebol e está escalado para apitar Santos x Boca Jrs na Vila Belmiro.

Abra o olho, Peixe! É nesta fase da competição (e especialmente contra o Boca) que as coisas acontecem… Não é Ubaldo Aquino, Carlos Amarilla e tantos outros?

Alguns erros,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-e-se-tivessemos-var/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/10/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/02/05/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/19/a-ironica-situacao-do-var-de-tucuman-0x2-gremio-e-agora-bolzan/

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/09/os-dois-lances-polemicos-de-colo-colo-x-corinthians/

– O difícil posicionamento da arbitragem em Red Bull Bragantino x São Paulo e a rótula da discórdia.

Em Bragança Paulista, vale observar três coisas importantes:

1. Time de Fernando Diniz é dificílimo de se posicionar, sendo árbitro. Você faz todo o “ritual” de saída de bola – se posiciona de frente para o goleiro, numa diagonal futura próximo ao círculo central, mas diferente do habitual (de correr para o campo contrário), corre de volta ao campo de defesa pois o time vai sair jogando com os pés. Repare no 1o e no 4o gol sofridos pelo São Paulo, como Luiz Flávio de Oliveira tem que correr no sacrifício.

2. O gol anulado de Brenner: em 158 anos de futebol, nunca se imaginou que detalhes como a “rótula do joelho” em linha (no formato 3D na resolução do software) seria comparado com a parte final da camisa do defensor (pois a regra mudou e o “ombro foi estendido” no conceito da FIFA, mudando o conceito de mão). Pela imagem da TV, foram centímetros (ou menos do que isso) que mostraram (se é que a imagem foi travada pelo VAR no momento certo) de que um pedaço dobrado da perna colocou o joelho à frente do começo do antebraço do adversário (que é a primeira parte “jogável”). Incrível!

3. Inacreditável também foi Tchê-Tchê, que agrediu seu adversário sem bola imaginando “que ninguém enxergasse”, mesmo com tanta tecnologia em campo. Ali, prejudicou seu time por infantilidade absurda.

IMPORTANTE: Talvez estejamos em um momento de se rediscutir o conceito “do que determina o impedimento”, para que não se mude o prazer do jogo.

– Como explicar a não-marcação do pênalti em Boca Jrs 0x0 Santos?

Aos 75 minutos de jogo, o defensor Izquierdoz (BOC) empurra com o braço direito Marinho (SFC), dentro da área. O bom árbitro chileno Roberto Tobar (hoje, o número 1 da Conmebol e cotado para a final da Libertadores da América no Maracanã) estava com a visão encoberta pelo próprio corpo do argentino e não viu.

Mesmo com o VAR, ele nem foi à cabine consultar / rever o lance. Teria ele sido informado pelo árbitro de vídeo que tudo foi legal, ou confiou exclusivamente em sua análise e desprezou uma informação da cabine?

Este era o áudio que precisava ser divulgado publicamente, pois foi um claríssimo pênalti não marcado.

– Coincidências do Futebol…

Será que o River Plate cairá na Libertadores seguidamente por dois times brasileiros dirigidos por dois portugueses (Flamengo de Jorge Jesus e Palmeiras de Abel Ferreira)?

Mais do que isso: neste jogo de ida, dois técnicos jovens, na casa dos 40 anos, trabalhando! Estamos num novo momento no futebol sul-americano, onde os experientes dão vez aos novatos estudiosos?

– Motivos para que o desvio do jogador argentino não tenha tirado o impedimento do gol do Palmeiras.

Há pouco, fui perguntado pelo amigo Marcel Capretz sobre o 2o gol do Palmeiras, que não foi confirmado:

– Amigo, viu esse gol anulado do Palmeiras? Concordou? Não caracteriza outro lance (o desvio no zagueiro)? Estamos na dúvida ao vivo aqui na 105 FM.

A resposta é: não caracteriza. E explico:

Oi Marcel, vi sim. Lance bem anulado, pois aquele desvio não tira o impedimento. A bola é lançada deliberadamente ao jogador que está em impedimento. Se ela toca ou não, passa a ser irrelevante pois o desejo do passe é aquele.
Diferente da situação de uma bola que sobra ao jogador em impedimento (se a bola é chutada pra frente, sem o propósito de ter lançado para ele) e existe o desvio, aí sim tiraria o impedimento. Se fosse sobra de bola, ok. Mas como a intenção era aquela mesmo, o desvio não tirou o impedimento.

Ops, vale acrescentar: também há o fator de que o atleta do River Plate não tentou bloquear o lançamento da bola, mas ela é quem bate nele. 

– Palmeiras, Santos, River Plate e Boca Jrs: qual a final dos seus desejo esportivo?

Palmeiras, Santos, River Plate e Boca Jrs: desses 4 times, 2 estarão no Maracanã decidindo a Taça Libertadores da América. Quem você queria ver na final, que começa a ser desenhada com as semifinais nesta semana?

Seria sensacional uma final brasileira protagonizando a decisão no outrora “maior do mundo”! Ou, pela rivalidade, uma final portenha. O que eu não gostaria é que fosse uma final entre um brasileiro e um argentino (aguente os chavões batidos sobre algo do tipo).

Aliás, se tivermos uma final entre um clube do Brasil e outro da Argentina, e o argentino vencer em solo brasileiro, aguente gozação ao perdedor…

Enfim: um leve favoritismo ao River Plate pelo entrosamento e pela qualidade técnica, lembrando sempre que não quer dizer que o favorito seja o vencedor.