– A queda do Botafogo é um puxão de orelha para os demais “grandões” do Brasil: a irreversibilidade da Gestão Profissional e do Clube Empresa.

E o Botafogo caiu de novo. Terceira vez! Agora, com 4 rodadas antes do término do Brasileirão 2020. Sua grandeza fica cada vez mais ameaçada, deixando na lembrança o adjetivo Glorioso que lhe foi tão justo. Ou não?

A propósito, falamos sobre “condições para ser time grande” há 10 anos, no texto, em: https://professorrafaelporcari.com/2010/11/09/como-definir-time-grande-no-futebol/.

Lamentável a situação da equipe de históricos nomes como Heleno de Freitas, Nilton Santos, Mané Garrincha e outros tantos atletas que formaram Seleções Brasileiras. Mas é o ciclo do futebol, admitamos! Grandes podem se apequenar, e nanicos se agigantarem. 

Dois exemplos: vejam o Nottingham Forest da Inglaterra (que é de 1865!), campeão da Liga dos Campeões da Europa (UCL). O que virou? Ou o Nuremberg, o maior campeão da Alemanha (superado e muito pelo Bayern de Munique), onde está? Esses dois times foram (muito) grandes.

Outros, pequenos, ganham destaque. O próprio Bayern, antes de Franz Beckenbauer, o que era? Ou o PSG, quase um anônimo na própria França antes dos anos 90 e que se tornou famoso pelos investimentos catarianos?

Será que o destino da Estrela Solitária reservará o mesmo da Portuguesa (que não obteve tantos títulos como seu co-irmão) e que sucumbiu às divisões inferiores, convivendo frequentemente com um triste saldo eternamente vermelho no banco?

Neste ciclo do mundo da bola, lembremos: passamos por diversas fases, do amadorismo ao profissionalismo, das guerras em estádios arcaicos às arenas modernas, e, aparentemente, estamos começando a transformação definitiva das gestões de clubes associativos para entidades empresariais. 

Vide o City Group (dono do Manchester City e demais “filiais”), as equipes da MLS num sistema parecido com a NBA (Orlando City, Cincinatti), os gigantes ingleses da Premier League (com seus proprietários de diversas origens – lícitas ou até contestadas – de todas as partes do globo e, aqui no Brasil, novas e emergentes equipes, algumas em estágio mais modesto (Audax), e outras mais avançado (Red Bull Bragantino). Outras ainda, de modelos de sucesso (Etti Jundiaí – Paulista FC, co-gestão Palmeiras-Parmalat, ou Santál-Juventude de Caxias), que deram um pontapé inicial mas mudaram os rumos em algum momento do caminho.

O clube-empresa não é apenas uma necessidade, mas uma realidade irreversível. É questão de tempo!

O problema é: quando estamos vivendo uma história de transformação, teimamos em não entender as mudanças ao invés de aceitá-las plenamente. Talvez Vasco, São Paulo, Corinthians, Atlético-MG e tantos outros não se deram conta disso, visto suas dívidas milionárias…

Daqui 20 anos, quem serão os “grandes de verdade”, ou melhor, os “remanescentes” na elite do futebol brasileiro?

No caso do simpático Botafogo, sua torcida, infelizmente, tem mesmo razão para chorar… 

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