– E se o futebol brasileiro imitar a NBA na Flórida?

No ano passado, durante a explosão de casos de Covid-19 na primeira-onda, a Liga de Basquetebol Norte-Americana escolheu a Disney como “cidade-sede” e realizou seus jogos por lá. Testou todos os atletas, os isolou e resolveu a pendenga.

Aqui, testa-se atletas e os mesmos ficam dando “bobeira” até o próximo jogo / concentração. Vide os atletas do Corinthians que foram flagrados em um resort…

Se é para continuar o futebol e não parar na Pandemia, por quê não se fazer de maneira racional, diferente do que se faz hoje, com protocolo falhos e irresponsabilidade dos atletas (além, das longas viagens)?

Escolha-se uma cidade “menos problemática”, a faça de sede e isole todo mundo. Assim será possível ter futebol. O quanto menos se viajar, melhor.

NBA poderá ter Walt Disney World como sede única em retomada

– Não tem mais futebol regional na TV aberta?

Quarta-feira sempre foi dia nobre no futebol, e… por conta dos Regionais e da baixa audiência, a Globo, principal Tv aberta, não transmite nenhum joguinho para nós há algumas rodadas.

Sinal dos tempos: baixa qualidade do espetáculo e desinteresse do esporte – somando-se a outros lazeres.

Os Estaduais, cá entre nós, precisam ser repensados…

– Lançando novos árbitros no Paulistão: um desafio!

Fabiano Monteiro dos Santos tem apenas 23 anos e somente há 4 temporadas apita pela FPF. Fez sua 1a partida pela série A1 na semana passada, em Ponte Preta 0x1 Santo André.

Eu defendo a renovação da arbitragem e a oportunidade aos mais jovens, DESDE que seja alicerçada, sem “padrinhos interessados”, olhando o potencial e sem queima de etapas. Meritocracia, em outras palavras.

No ano passado, um árbitro que foi muito mal nos jogos que trabalhei observando e comentando, Flávio Mineiro, que teria potencial de ir bem com bastante treino e experiência, saiu da 4a para a 1a divisão e jogou fora sua oportunidade. A CEAF-SP o “queimou” por não saber o momento certo de dar a grande chance. Foi da mesma forma lançado como Fabiano, sem fazê-lo ganhar experiência o suficiente.

Há outros jovens: João Vitor Gobbi e Demétrios Candançan, que elogiei bastante nas categorias menores. O primeiro está tendo mais experiência em outras divisões e solidificando melhor a carreira. O segundo está, igualmente a Fabiano, lançado “na marra”.

Se forem acima da média, aproveitarão a oportunidade. Mas o ideal é: passo-a-passo, paulatinamente, dando experiência para não perder talentos.

Abaixo, o choro de Fabiano na estreia que fez (nas rodadas iniciais é propício, mas num jogo da Ponte no Moisés Lucarelli, talvez nem tanto), e lembro: na arbitragem, não basta conhecimento técnico e bom desempenho físico. Precisa ter equilíbrio emocional, senão não aguenta o “tranco”.

Boa sorte aos novatos.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Os dois lances polêmicos em Corinthians 2×1 Ponte Preta. Erros ou acertos da arbitragem?

Dois lances bem discutidos no confronto dominical matutino entre o Timão e a Macaca. Vamos a eles?

LANCE 1 – No gol da Ponte Preta, onde houve reclamação de falta do atacante João Veras em Jemerson: as imagens mostram a queda do corintiano numa forma antinatural, ou seja, provocada por uma possível carga. Mas não se vê a imagem do pontepretano cometendo qualquer infração! Portanto, duas situações: Falha do defensor que tenta cavar uma falta para justificar seu erro; ou, senão, carga não flagrada pelas imagens de TV “a là Fabão x Danilo” (Lembram de um lance assim, extremamente “enganador” no Pacaembu, entre Corinthians x Linense? Compartilho aqui: https://wp.me/p4RTuC-3S1).

Pelas imagens, concordo com o árbitro e o VAR.

LANCE 2 – Pedrinho vai estabanado dividir contra Matheus Vital e comete uma falta imprudente, que seria uma carga marcada sem qualquer reclamação no meio campo. Sendo na área, é pênalti sem cartão amarelo. O problema é que o árbitro Raphael Claus mandou seguir, nada marcando, e somente após algum tempo assinala a penalidade, salvo pelo VAR José Cláudio Rocha Filho – que teve tanta confiança nele, que sequer foi olhar no monitor.

Acertou por linhas tortas no pênalti, e fica a ressalva: a decisão final é sempre do árbitro, que curiosamente tomou uma na hora do lance, mas a mudou confiando cegamente na fala do árbitro de vídeo, sem rever a própria interpretação equivocada.

– Entre o Limiar do Prazer, há o Fanatismo e depois o Vício!

Gostar de futebol é uma coisa; ser fanático é um problema; viciar-se, é uma doença.

Trago uma interessante matéria de pessoas que sofrem do “Vício do Futebol”, enfermidade que pode ser tão fatal socialmente quanto qualquer outro vício.

Se um cara fanático já é um ‘chato de galochas’, imagine se ele é altamente dependente do esporte?

Extraído de IstoÉ, Ed 2194, pg 98

ELES TROCAM A FAMÍLIA PELO FUTEBOL

Por Rachel Costa

Especialistas alertam que assistir a esporte em excesso pode causar dependência e prejudicar as relações familiares e até profissionais dos viciados.

Nem a distância das primeiras posições da tabela do Campeonato Brasileiro faz o empresário Bruno Abranches, 29 anos, desistir de ver seu time, o Atlético Mineiro, jogar. Ele não deu trégua nem no casamento de um amigo: entrou na igreja com o celular em punho para acompanhar os lances pelo Twitter. A noiva, Priscila Carvalho, 24 anos, cansou de tentar tirar o amado da frente da televisão. “Nem chego mais perto, especialmente quando o Atlético perde. Quando isso acontece, o Bruno fica com o humor péssimo”, conta ela, uma cruzeirense por parte de pai pouco convicta.

Não bastasse o amor à camisa alvinegra, Bruno ainda acompanha campeonatos de natação, jogos de tênis, corridas de Fórmula 1 e lutas de UFC. Ele garante que tanta dedicação ao desporto pela telinha não atrapalha sua rotina. Não é o que pensa o psicólogo Josh Klapow, do Hospital de Saúde Pública da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. Segundo ele, muito tempo assistindo a jogos pode ser indício de dependência. Preocupado com a quantidade de horas gastas com esse hobby, Klapow reuniu indícios (leia quadro) que permitem distinguir se tal atividade ainda configura lazer ou se já se tornou um risco à saúde e à sociabilidade. “Como não é um vício tão forte como o das drogas, o viciado em esportes costuma ignorar o problema”, diz Klapow.

A porta de entrada para esse tipo de dependência, não raro, é a contratação de um canal de tevê exclusivo para esportes. “A pessoa assina para ver seu time, mas se descontrola e começa a assistir a tudo”, diz Irani Argimon, do departamento de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). De repente, a diversão se torna uma doença. “Vício não tem a ver só com dependência química”, alerta a psicóloga Juliana Bizeto, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). E, assim como o alcoólatra, o viciado em esportes também pode sentir os efeitos da abstinência. Um exemplo é quando fica nervoso se tem de abandonar o jogo para comparecer a um churrasco de família.

Por isso, é importante pôr limites. “Tento ver os jogos enquanto estou trabalhando, mas não deixo de trabalhar para fazer isso”, diz o empresário Martin Seoane. Quando era adolescente, ele chegou a ficar em recuperação por deixar de estudar para assistir ao futebol. Adulto, assiste ao que pode nas horas vagas e tira suas folgas sempre às quartas-feiras, que é para ver com calma as partidas do São Paulo.

– Ted Lasso é sensacional! Assistam.

Você já assistiu a série Ted Lasso, no streaming AppleTV+?

É SENSACIONAL!

A história é de um treinador de futebol americano que é contratado, pasmem, para um clube inglês da Premier League! Ele é trazido pela proprietária do clube como uma vingança dela contra o ex-marido, a fim de derrubar o time para a segunda divisão.

Sem conhecer nada do Soccer, Ted Lasso comete inúmeras gafes – mas seu jeito simpático e bondoso acaba conquistando a todos, até mesmo a vilã da série, que se rende a ele.

Eu a maratonei, e o final dela é surpreendente. Gostei demais.

Aliás, duas coisa: não precisa gostar de futebol para assistir e se divertir, e Jason Sudeikis, o protagonista, levou o Globo de Ouro 2021 de “Melhor Ator em Série de Comédia” na semana passada.

CURIOSIDADE: Ted Lasso, antes de ser série, era um personagem da emissora de TV NBC, que criou uma propaganda engraçada com ele a fim de promover os jogos de futebol da Inglaterra transmitidos para os EUA, já que os norte-americanos não era experts no nosso tradicional futebol.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Se todo mundo pagasse as cativas do Estádio Jayme Cintra…

Eu sei que a crise mundial, provocada pela pandemia, somada à crise econômica “natural e cotidiana” do nosso país, arrebentam o bolso do cidadão. Sei também que R$ 270,00 é um valor alto para qualquer pessoa, e esse é o custo anual de uma cadeira cativa no Estádio Jayme Cintra.

Se manter uma é difícil, imagine 3 (o número que meu pai comprou na década de 80 e que mantemos até hoje).

Ok, alguns dirão ainda mais: “pelo número de jogos, pela falta de atrações diversas para seu uso (somente para jogos da 4a divisão neste ano – e se for permitido público, ressalve-se isso), não vale a pena”.

  • Mas… mas… mas… façamos a seguinte conta: são mais de 1200 cadeiras que o Paulista FC tem. A esse valor, se todos pagarem, entrarão mais de R$ 320.000,00 para o Galo.

Dá para montar um time, não? Há quanto tempo não entra tal valor significativo aos cofres do time?

De novo: eu sei que é caro e o custo-benefício discutível. Mas se todos puderem ajudar (mesmo indo ao estádio renegociando – como fizemos – o valor ou o prazo de pagamento), a coisa fluirá melhor. 

Na oportunidade de pagamento das nossas cativas, dias atrás, levei meu pai e meu sobrinho Miguel. Para o pequeno, com 3 anos, é uma experiência única, especialmente para entrar em campo. E meu pai, Miltão (o experiente zagueiro do Palmeirinha do Medeiros e do Bandeirantes da Ermida, o “seu Lili”), já foi procurar as chuteiras para se oferecer ao Veterano do Galo…

Brincadeiras à parte: ajude o Paulista! O Galo precisa de verba e, em especial neste período difícil (para todos nós, obviamente), as receitas são minguadas.

– Vamos parar o Futebol por conta da Pandemia?

Três perguntas e duas observações, a fim de discutir: vale a pena manter o futebol profissional em atividade, nesses tempos de proliferação do contágio do Novo Coronavírus?

Questione-se:

1 – Se paramos o Paulistão 2020 com 2 mortes na época, sem imaginar que chegaríamos a quase 1000 / dia, por quê continuar com o Paulistão 2021 com 1700 mortes diariamente, sendo que as previsões dizem que se pode atingir até 3000 / dia?

2- Se os protocolos rigorosos eram para não permitir nenhum contaminado, como explicar mais de 300 jogadores infectados na Série A do Brasileirão (compare a “taxa de contaminação da população” e a “taxa entre os atletas”, percentualmente falando – dica: quantos adoecidos divididos por quantos jogaram), o erro gravíssimo com a equipe do Red Bull Bragantino x Corinthians envolvendo o Hospital Albert Einstein e outros infectados rodada após rodada?

3 – Se o futebol é tão “mundo à parte”, como defender a sua prática sem torcedores na arquibancada para “alegrar o povo” (uma bobagem, pois significa que árbitros, jogadores e imprensa podem se arriscar para divertir telespectadores), como muitos alegam, sabendo das aglomerações de pessoas nas portas dos estádios, concentrações e trajetos de ônibus? Vide quando o São Paulo brigava pelo título no Brasileirão, quando o Palmeiras ganhou a Libertadores, quando o Flamengo ía viajar e o “AeroFla” era montado… tudo errado!

Observe-se:

1 – Amo futebol, mas é indevida sua prática nesse momento. Lucas Pitton testou negativo antes do Derby, e após o jogo contra o Palmeiras, dois dias depois, o atleta do Corinthians atestou positivo para a Covid-19. Ele jogou com o vírus ou não? Não teve contato nem dividiu com ninguém? Ou espirrou, tossiu, cuspiu ou suou em campo? É óbvio que há falha no protocolo e utópico se trancafiar atleta pós-teste até o dia da partida.

2- Por quê não temos uma redução do número de jogos de futebol em nosso país? Libertadores, Paulistão, Copa do Brasil, Brasileirão… tem que jogar a tabela original, formatada para anos normais, e não readaptá-la? Mata-mata deve virar “mata”, dois turnos deve virar “turno único”, e por aí em diante.

Fico pensando: é insensibilidade dos cartolas ou ignorância mesmo?

– Uma DÚZIA de membros de Arbitragem para Palmeiras x Grêmio, final da Copa do Brasil

Quando se precisa criar oportunidades de trabalho para as pessoas, a CBF não brinca em serviço. Vide a escala de árbitros para a decisão da Copa do Brasil no próximo domingo.

Se o time de jogadores tem 11 elementos, o de árbitros, 12. Com direito a “membros da casa” se auto-remunerando em escalas (tipo: o cartola se auto-escala numa função rentável, além do seu cargo de diretor), veja só:

Confira:

1 – Árbitro: Bruno Arleu de Araújo / RJ

2 – Árbitro Assistente 1: Kleber Lúcio Gil / SC

3 – Árbitro Assistente 2: Bruno Raphael Pires / GO

4 – Árbitro Reserva (4o árbitro): Bráulio da Silva Machado / SC

5 – Árbitro Assistente Reserva (5o árbitro): Bruno Boschila / PR

6 – Inspetor de Campo: Ricardo Maurício Ferreira de Almeida / RJ

7 – Analista de Árbitro de Campo: Sérgio Correia da Silva / SP

8 – Árbitro de Vídeo (VAR): Igor Junio Benevenuto / MG

9 – Árbitro Assistente de Vídeo 1 (AVAR 1): Gilberto Rodrigues Castro / PE

10 – Árbitro Assistente de Vídeo 2 (AVAR2): Leone Carvalho Rocha / GO

11 – Observador de Árbitro de Vídeo (OVAR): Alício Pena Júnior / MG

12 – Gerente de Qualidade da Arbitragem (Quality manager): Cláudio Freitas / RJ

Com tanta gente, qualquer erro que acontecer pode ser bem contestado, não? Aliás, quando o VAR for chamado, teremos simpósio para discussão… pessoas é o que não faltam!

IMPORTANTE: para a final, os valores são maiores das taxas de arbitragem. Com os impostos, o clube mandante na semana passada (o Grêmio) arcou com mais de R$ 120.000,00 com os árbitros! Vide aqui: https://conteudo.cbf.com.br/sumulas/2020/424119b.pdf

As taxas, que não estão no Portal da Governança da CBF (não sei por qual motivo, somente campeonatos “mais baratos” podem ser especuladas aqui: https://allansimon.com.br/2020/02/10/arbitros-tambem-ganham-mais-com-passar-de-fases-da-copa-do-brasil-2020/

E sobre os “gerentes e analistas”, além do VAR, aqui: https://allansimon.com.br/2020/02/11/quanto-ganha-o-var-copa-do-brasil/.

– Os poucos treinadores de futebol brasileiros no Exterior.

A matéria é de 2009, mas o problema é atual em 2021: os poucos técnicos brasileiros dirigindo clubes estrangeiros. Compartilho abaixo:

Décio Lopes, da Globoesporte.com, fez uma observação interessante: hoje, os técnicos brasileiros só se dão bem no Oriente Médio e Japão.

Nossos técnicos, de fato, tem sido um fracasso nos clubes lá fora. De Luxemburgo a Felipão, tem-se salvo apenas Zico. O que acontece?

Compartilho belo texto deste jornalista responsável pelo “Expresso da Bola”, da Sportv, extraído de: http://colunas.sportv.com.br/expressodabola/2009/01/12/scolari-por-um-fio-zico-com-moral/

SCOLARI POR UM FIO

Primeiro foi Wanderley, um técnico brilhante, vitorioso e experiente (há quem o deteste por suas atitudes de fora do campo, mas é inegável que Wanderley deve ser considerado um dos melhores e mais vitoriosos treinadores que o futebol brasileiro já teve). Pois foi para o Real Madri e quebrou a cara. Passou por maus bocados, envelheceu, sofreu com as panelinhas lideradas por Raul, com a má vontade de alguns jornalistas e com o desprezo da diretoria merengue. Quem assistiu a “Real Madrid, o filme” sabe do que estou falando. Sem patriotadas também, convenhamos, é inegável que ele não conseguiu fazer o time jogar bem.

A saída do brasileiro foi uma decepcão, não só para quem conhece o potencial de Wanderley, mas especialmente para mim que durante os últimos anos já bati boca com muitos colegas europeus sobre a qualidade dos nossos treinadores. Não que eu considere os nossos ” professores” os melhores do mundo. Isso eles não são! Mas também não acho que mereçam ser ignorados enquanto profissionais de países como Sérvia, Israel, Áustria, Suécia e tantos outros fazem a festa nos grandes clubes do velho mundo.

Pois agora chegam as notícias da possível demissão de Felipão. Eu mesmo escrevi aqui há bem pouco tempo que era preciso dar mais um crédito a Mr. Scolari, que ele ainda não poderia ser crucifado e tal e coisa… Só que agora tenho que admitir: está começando a ficar difícil defender. Depois do banho de bola de ontem, de mais rumores de brigas no elenco e do jejum – de vitórias e clássicos, tenho que começar a dizer que o trabalho de Big Phil está fracassando.

Pela classificação, que no fim das contas é o que realmente importa, nada está perdido. De modo algum! O Chelsea ainda tem totais chances de brigar pelos títulos (da Premiership e da Liga dos Campeoes), mas a torcida precisa receber alguma dose de confiança, precisa de mais consistência em campo, precisa de mais futebol para começar a acreditar que as coisas de algum modo estão evoluindo e que o treinador vale o que custa (e nao é pouco!). Pelo que vimos ontem em campo isso tudo não dá o menor sinal de proximidade. Tá difícil, viu…

A sorte parece ser que o bilionário excêntrico Roman Abramovic está bem menos bilionário e bem menos excêntrico que há seis meses. Pobre não tem jeito de ele ficar, mas Roman – que teria perdido mais de 20 bilhões de dólares com a crise no mercado financeiro – fechou os cofres para a compra de novos jogadores e não estaria disposto a pagar a recisão milionária do treinador brasileiro. Por isso Felipão poderia ter sobrevida – e ganhar do destino uma nova chance para mostrar o valor que, ingevalmente, tem. Até agora este talento infelizmente não apareceu. Nem em um brilhareco.

Curioso. Por que os nossos técnicos não conseguem ter sucesso nos grandes clubes da Europa?

Será que Scolari ainda pode dar a volta por cima? Ou vai reforçar a idéia de que os treinadores brasileiros nao mostram tanto talento quanto os boleiros da terra onde gorjeiam os sabiás?

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A boa nova, em contrapartida, vem da gélida Moscou. Lá Zico vai assumir o comando do CSKA. Tomara que enfim quebre este mito que só permite hoje que os nossos “professores” tirem onda no Japao e no mundo árabe.

– Lisca x Bolsonaro e Abel x Dória: clássicos indiretos e pertinentes.

Antes de mais nada (devido à pilhagem das Redes Sociais), preciso fazer uma introdução: não sou Lula, nem Bolsonaro, nem Dória, nem Amoêdo, Ciro, Alckmin, FHC, Marina, Boulos, Enéas ou Marronzinho. Sou apartidário, mas como cidadão, não posso ser apolítico.

Ouvi duas entrevistas de treinadores de futebol contundentes e que aplaudo: Lisca Doido (que de doido não tem nada) e Abel Ferreira (o português que aprendeu a entender o Brasil tão bem, mesmo com pouco tempo de morada).

  • Lisca criticou a continuidade dos campeonatos regionais e a omissão da CBF, abordando o descaso com a vida dos profissionais de futebol e o menosprezo com as pessoas expostas ao Covid-19. Indiretamente, valeu para o presidente Bolsonaro, que não tem incentivado o uso de máscaras, não se esforça para evitar aglomerações e parece viver outra realidade.
  • Abel falou sobre a dificuldade em entender o lockdown que não existe: se proíbe o comércio de cabo a rabo (especialmente dos pequenos e que se cuidam), mas permite-se futebol, celebrações religiosas e outras liberações que contradizem com o “rigor de faz de conta” contra o Novo Coronavírus. Indiretamente, valeu para o governador Dória, que decreta Zona Vermelha e faz uma confusão com liberações e restrições.

Sinceramente?

Todos têm sua parcela de culpa na pandemia, é claro (inclua-se o relaxamento da população). O fanatismo cegou as pessoas e a radicalidade assusta. Quem critica, passa a ser debochado e desacreditado pelos adoradores de políticos. Sempre há justificativas não justificáveis. Mistura-se a gestão da pandemia com a crise econômica e política, onde imediatamente surge um: “e o PT”?

O que tem isso a ver? Criticar Bolsonaro é ser petista? Nada disso. Nem ser comunista ou Dória. Aliás, só para reforçar: os petistas e demais políticos envolvidos em corrupção, sejam pelos escândalos do Petrolão, Mensalão, Dersa-Rodoanel, Rachadinha ou “Mansão da Fantástica Fábrica de Chocolate” devem estar (ou deveriam) na cadeia. Ainda bem que há pessoas lúcidas no futebol para defender a prevenção. Pena que não conseguem se movimentar para atitudes mais incisivas.

Em tempo: os protocolos, já percebemos, tem falhas. Vide mais de 300 atletas do Brasileirão tendo subido contaminados…

Por fim: quase 2000 mortes por dia deveria ser motivo de consternação, não de simpósio político. Mas parece que perdemos a empatia, a sensibilidade e a humanidade.

– A incoerência em se jogar futebol na pandemia em 2021. Você há de concordar com o número abaixo:

O Torino deu um WO contra a Lazio, em Roma, devido ao contágio de 10 atletas em seu elenco (vide em: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/sob-ordem-de-quarentena-torino-nao-viaja-e-leva-wo-contra-lazio-clube-vai-recorrer-de-decisao.ghtml)

O RB Leipizig enfrentou o Liverpool na Hungria pela UCL, já que a Alemanha não permite a entrada de ingleses por conta das mutações do Novo Coronavírus. O jogo da volta, já que os ingleses não poderão receber os alemães, será fora também. Mais ou menos como se na Libertadores da América, hipoteticamente o Boca Jrs não pudesse ser mandante contra o Palmeiras em Buenos Aires e fosse obrigado a, mesmo tendo o direito de jogar na Argentina, levá-la do Bombonera para o Centenário de Montevidéu. Ou o Flamengo ser mandante na Colômbia! Impensável por aqui… (sobre isso, aqui: https://www.lance.com.br/futebol-internacional/segunda-partida-entre-liverpool-leipzig-pela-champions-league-pode-ser-realizado-campo-neutro.html).

Enfim: traga tudo isso para nossos dias: há clima para Corinthians x Palmeiras? Falamos sobre esse jogo em: https://wp.me/p4RTuC-tvz. Com hospitais de campanha e mais leitos, no ano passado, o futebol parou. Agora, em um cenário crítico extremamente pior, com várias cidades fechando e pessoas sem atendimento, por que a bola tem que rolar? É incoerente a pratica esportiva profissional neste momento, em especial aos tristes recordes de mortos. E quanto ao futebol amador, piorou! Esqueça a “pelada de final de semana”.

A primeira rodada suspensa do Paulistão 2020 foi em 18 de março (4a feira), com 2 mortos. A rodada do Derby do Paulistão 2021 ocorrerá um dia após o falecimento de 1641 pessoas. Pode?

– Que estreia sem graça para um momento histórico: sobre Edina no Derby, em meio a pandemia.

“Dona Edina Alves” (uma forma carinhosa de chamá-la) apitará nesta 4a feira Corinthians x Palmeiras, e será a primeira vez que um Derby masculino terá arbitragem feminina.

Merecida escala! Depois da volta do Mundial de Clubes (onde fez um ótimo trabalho) e de jogos muito bem apitados no Brasileirão, ficou “deixada de lado” nos jogos decisivos do Campeonato Brasileiro na reta final. No Paulistão, trabalhou 2a feira como VAR no Guarani x Ituano, e nesta 4a vai estar na Arena Itaquera como árbitra central.

A nota triste é: o Derby, marcante, estará esvaziado pois o Timão está com um surto de Covid e o Verdão entrará em campo com time reserva, devido à maratona de jogos e a partida de volta da Copa do Brasil.

Estou morando em Bragança Paulista (cidade na qual o Corinthians jogou domingo), e aqui o prefeito fechou literalmente a cidade devido à explosão de casos de Covid (abordamos o “semi-lockdown” em: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/02/e-braganca-paulista-fechou-devido-a-covid-tomara-que-de-certo/). Teria alguma relação com o ocorrido? Talvez sim (pois o time esteve aqui), talvez não (pois atletas do Red Bull Bragantino estão saudáveis).

O certo é: o gostinho de jogão se perde pelo esvaziamento das equipes titulares, mas ainda assim será um jogo histórico. 

Fico com a indagação: com tantos casos de contaminação por Coronavírus entre esportistas, e estando na Zona Vermelha em muitas cidades, sabendo que os protocolos não transmitem mais tamanha confiança, vale a pena fazer futebol nesse momento?

– Ranking Nacional de Clubes 2021.

Divulgado o Ranking de Clubes da CBF 2021, elencando os 236 times que constam na tabela de pontos da entidade, que lembrou um importante detalhe em seu site:

“O Ranking Nacional de Clubes estabelece uma classificação técnica entre 236 clubes do futebol brasileiro, com base no recente desempenho das equipes nas competições nacionais e internacionais. Campeão do Brasileirão Assaí pelo segundo ano consecutivo, o Flamengo tomou a frente do ranking contra o Palmeiras, que, mesmo em caso de título da Copa do Brasil, não somará os pontos para ultrapassar o Rubro-negro. No ranking, não consta a pontuação adicional aplicada para o campeão da Copa do Brasil, já que a competição ainda não se encerrou. Assim que forem definidos campeão e vice, será publicada uma versão atualizada do ranking com as pontuações definitivas. As posições dos clubes e de suas respectivas federações não sofrerão alterações por conta dos pontos atribuídos”.

Os 25 mais importantes (de acordo com os critérios da entidade, que podem ser acessados na página oficial, disponível em: https://conteudo.cbf.com.br/cdn/202103/20210301193508_847.pdf), são:

1 – Flamengo (16.768)
2 – Palmeiras (16.110)
3 – Grêmio (15.180)
4 – Internacional (13.310)
5 – Athletico (12.968)
6 – Santos (12.776)
7 – Corinthians (12.032)
8 – São Paulo (11.870)
9 – Atlético-MG (11.789)
10 – Cruzeiro (11.768)
11 – Bahia
12 – Fluminense
13 – Botafogo
14 – Ceará
15 – Chapecoense
16 – Vasco da Gama
17 – América-MG
18 – Fortaleza
19 – Atlético-GO
20 – Sport
21 – Goiás
22 – Red Bull Bragantino
23 – Vitória
24 – Ponte Preta
25 – Coritiba
*** Outros Paulistas:
40 – Guarani
44 – Botafogo
46 – São Bento
66 – Ituano
75 – Ferroviária
85 – Novorizontino
98 – Mirassol
110 – São Caetano
113 – Mogi Mirim
144 – Portuguesa
151 – Linense
167 – XV de Piracicaba
180 – Audax
198 – Santo André
206 – São Bernardo
207 – Red Bull Brasil
211 – Guaratinguetá
218 – Inter de Limeira
222 – Votuporanguense

Me impressiona a posição do Athlético Paranaense, bem a frente de outros grandões. A subida do Red Bull Bragantino também é destaque, bem como outras situações discutíveis. O Santo André, campeão da Copa do Brasil 2004, está em 198º lugar e o Paulista de Jundiaí, o vencedor da edição 2005, nem figura entre os 236 clubes. Porém, equipes que nada ganharam nacionalmente nos últimos 5 anos (período que contempla a lista) como Guaratinguetá ou Mogi Mirim – até mesmo inativos há algum tempo, estão relacionados

Como explicar?

A lista completa em: https://conteudo.cbf.com.br/cdn/202103/20210301193314_149.pdf

– A Verdade sobre Craques comprometidos e Cabeças de Bagre envaidecidos.

Repost de 3 anos:

Circula na Internet esse depoimento de Oscar Ruggeri. Não sei se é ele mesmo quem disse, mas que é verdade a percepção, ô se é.

Veja se você concorda:

Antes acabava um jogo e discutíamos os gols, as jogadas ou os erros para corrigi-los, agora só esperam que termine o jogo para ver como ficou a selfie, se saiu penteado ou não, se se vê a tatuagem, mas de futebol nada.
Pena que as coisas tenham mudado tanto.”

Não é uma realidade? Homens ao pé da letra que tinham comprometimento com seus clubes parecem ter acabado. É um tal de tomar banho rápido para ir embora, passar creme para ficar cheiroso e meter fone de ouvido para fazer de conta que não ouviu o chamado dos repórteres que não acaba mais…

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Arte extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Como justificar a agressão de Luan em Grêmio x Palmeiras?

Parabéns ao árbitro Marcelo de Lima Henrique, que mostrou-nos que em qualquer campo profissionala experiência faz a diferença (e no caso do futebol, permite não titubear em campo).

Digo isso pela assertiva expulsão de Luan no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil. Como justificar tal ato infantil e condenável do atleta palmeirense? Atingiu em cheio o rosto de Diego Souza.

Será multado pelo seu clube por prejudicá-lo? Aliás, Luan deve estar muito agradecido a Gustavo Gómez por ter feito a diferença positiva em campo e marcado o gol da vitória.

– O árbitro de vídeo virou árbitro de áudio no Paulistão?

A ideia da FPF era perfeita para o Paulistão: uma central unificada para a equipe do VAR ter conforto e melhor desempenho, dentro da sua sede – evitando improvisos em estádios.

Porém, segundo a entidade, por problemas com a empresa que fornece os equipamentos, o VAR será nos estádios por duas rodadas. E já tivemos confusão.

No sábado à tarde, torci demais para o desempenho do jovem árbitro Matheus Candançan, pois o elogiei bastante nas partidas que comentei dele na 4a divisão e fiquei impressionado por ter sido lançado na A1 (São Bento x Mirassol). Entretanto, sofreu (além da natural pressão de uma estreia) pela falta de imagens do equipamento de vídeo. Foi tudo por áudio… O VAR falhou e não o ajudou.

Vide sobre esse jogo citado, em: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/campeonato-paulista/noticia/arbitro-de-audio-sem-sinal-var-passa-informacoes-por-radio-em-jogo-do-paulistao.ghtml

No domingo à noite, São Paulo x Botafogo jogaram e o VAR Raphael Claus não conseguiu confirmar ou não o impedimento do gol do time de Ribeirão Preto, pois as câmeras não permitiram tal decisão. Prevaleceu a decisão de campo em confirmá-lo. Mas… o equipamento de última geração não deveria evitar as polêmicas e dúvidas?

Sobre esse jogo, aqui: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/noticias-spfc-sao-paulo-var-botafogo-sp.ghtml

Enfim: VAR descalibrado, câmeras insuficientes e pontos cegos. É um VAR tipicamente brasileiro… Ou você vê essas coisas com frequência nos diversos campeonatos mundo afora?

VAR Sucks - Meme by moonraker :) Memedroid

– O ousado programa de Sócio Torcedor do Red Bull Bragantino.

Gente competente merece aplausos. Viram o lançamento do Programa de Relacionamento do Red Bull Bragantino, neste último sábado?

O pessoal do marketing pensou em tudo: há planos de sócio-torcedor que variam dos populares aos de custo bem mais alto, abordando adultos, famílias e crianças.

Fechou-se parcerias com empresas respeitadas locais, do Comércio à Educação (por exemplo: descontos e eventos com a USF – Universidade São Francisco, um centro estudantil e de pesquisa renomado na região bragantina) até outros nacionais (como a Stone, um gigante do mercado financeiro). Se quiser ir ao jogo, é permitido que o App 99 (o concorrente da Uber), vá lhe buscar em casa e leve ao estádio gratuitamente!

Na apresentação, a sinergia do time Bragantino com as outras equipes mundo afora, mostrando imagens belíssimas da cidade de Bragança Paulista, mescladas com outras dos diversos pontos do planeta onde há atividade da Red Bull nos esportes em geral.

Não conheço outra iniciativa que leve a comunidade de uma cidade ao patamar global (me referindo ao futebol brasileiro). Conheça o “Red Bull Bragantino Experience”, em: https://youtu.be/1UzefEDzwkU.

– Rogério Ceni será o treinador do Flamengo na Libertadores 2021?

Eu fico lendo comentaristas e textos vindos do RJ, e me admiro: embora campeão brasileiro, Rogério Ceni continua sendo contestado no Flamengo.

A impressão é: durante a última rodada, ainda na incerteza da conquista do título, parecia que Ceni seria demitido no vestiário. Com a bobeada do Internacional, o alívio veio e a comemoração do Octacampeonato.

Mediante a possível saída de Jorge Jesus do Benfica, Rogério Ceni se sustentará, mesmo com bons números?

Como no futebol a paixão muitas vezes fala mais do que a razão… abra o olho, Ceni!

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O pênalti reclamado pelo Internacional contra o Corinthians, o medo de Virada de Mesa carioca e o curioso desempenho do São Paulo contra o Flamengo: as “ilógicas” do futebol…

Acabou o Brasileirão, com polêmicas, “para variar”. Vamos lá:

1. Wilton Pereira Sampaio, que é árbitro da FIFA, precisou usar o VAR para desmarcar um pênalti em lance de mão que bate involuntariamente no braço de apoio do defensor que dá um carrinho. Como é que você, sendo da FIFA, vai entender absurdamente como um movimento antinatural da mão na bola? É casualidade! Provavelmente, isso é resquício daquela gafe da orientação da CBF em 2015, onde ela insistiu em que “quase tudo era mão infracional”.

Na oportunidade, Jorge Larrionda fez uma lambança como instrutor e Sérgio Correa da Silva avalizou. Repare que alguns vídeos de orientação da CBF até saíram do ar (é da página da CBF TV, compartilho em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/16/penaltis-de-movimento-antinatural-entenda-a-diferenca-do-que-a-fifa-quer-e-o-que-a-cbf-inventou/).

Respeitosamente, foi falha grotesca do juiz, corrigido pelo VAR. O Internacional não pode acusar de erro a favor do Corinthians neste caso. Se vimos lances assim marcados como pênalti em outros jogos, lembremo-nos: nossa arbitragem é fraca atualmente e mal orientada, cometendo tais equívocos.

2. O Vasco recebeu os áudios do gol em que o Internacional fez e que estava com o VAR descalibrado (outra “jabuticaba brasileira”) e promete ir à Justiça para anular o jogo. O medo é: com dois cariocas rebaixados (Botafogo e Vasco da Gama), com a desculpa de que os prejuízos da pandemia fizeram o ano ser anormal (e foi anormal mesmo, mas para todos), tentar-se uma virada de mesa e cancelar o rebaixamento da edição 2020 do Campeonato Brasileiro.

3. Eu duvidava que o São Paulo vencesse o Flamengo pelo rendimento em campo, e não esperava que o Internacional não conseguisse superar o Corinthians, pelo fato do Timão estar se reconstruindo da péssima temporada. Errei, mas é essa a graça do futebol. E pense: o Tricolor do Morumbi perdeu do último colocado na segunda-feira, e na quinta-feira vence o campeão? Que lógica é essa?

4. A melhor árbitra do Brasil, Edna Alves, que ficou de fora dos jogos importantes na reta final do Brasileirão, está escalada como VAR em Guarani x Ituano pelo Paulistão. Que “motivante”…

Seria “prêmio” por ter se destacado no Mundial de Clubes da FIFA? Ciúme de homem por machismo, ciúme de mulher por vaidade, ciúme por competência… que não atrapalhem a carreira dela.

– Conquistando as crianças, parte 2. 🐔

A alegria de um garotinho: levei meu sobrinho Miguel à Sala de Troféus do Paulista FC. A máscara não permite observar a felicidade do menino… mas era contagiante!

Ontem já abordamos isso (em: https://wp.me/p4RTuC-tqh): as crianças são o futuro dos clubes…

Em tempo: você consegue fazer seus pequenos torcerem para o seu mesmo time?

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– Será uma noite perfeita ao flamenguista, com o Flamengo campeão e o Vasco rebaixado?

Flamenguistas e vascaínos poderão estar em lugares antagônicos nesta noite de 5a feira: o Flamengo pode vencer o Campeonato Brasileiro, e no mesmo instante, saber que o arqui-rival Vasco da Gama foi rebaixado para a 2a divisão.

É obvio que o Internacional tem chances, mas… pelo futebol mostrado nas últimas rodadas, o São Paulo perde para o Mengão. Quanto ao Vasco: só por milagre para o Cruz-maltino conseguir a combinação matemática…

Tomara que na 6a feira, o assunto não seja: a influência negativa da arbitragem nos jogos, os pênaltis de mão na bola / bola na mão e o uso indevido do VAR.

Aguardemos e torçamos para que tudo termine em paz.

– O exemplo baiano do que é um “Campeonato Jabuticaba”!

Sou um cara do Interior e nasci vivendo a paixão dos clubes caipiras pelos Estaduais. Os grandes, antigamente, os tinham como grande fonte de renda e rivalidade. Entretanto, hoje, estamos em novos tempos com cenários desfavoráveis às partidas regionalizadas entre um time de torcida nacional contra um pequeno local.

A respeito disso, escrevi tempos atrás sobre os “Campeonatos Jabuticabas”, defendendo a transformação dos Estaduais em divisões de acesso ao Brasileirão, nacionalizando-os com a co-organização das federações. Convido à atenta leitura em: https://professorrafaelporcari.com/2015/01/26/campeonatos-jabuticabas/

Dentre tantos fatores, o baixo nível técnico e de interesse. Um jogo entre XV de Piracicaba x Paulista de Jundiaí valendo o acesso para uma série E ou D do Brasileirão traria mais público do que uma partida entre eles cumprindo tabela na A3 ou A2 do Paulistão, motivando torcedores e permitindo uma tabela mais longa. Trocando em miúdos: dando calendário às equipes que jogam 2 ou 3 meses e que se extinguem se não estiverem na A1.

Digo tudo isso pois recebo um vídeo onde se pode discutir a existência ou não dos Estaduais: através do lance abaixo, entre Atlético de Alagoinhas 1×2 Vitória (Campeonato Baiano 2021), devemos pensar se o tradicional clube da Capital não deveria estar se esforçando para a volta à elite no quadro nacional, ao invés de disputar com times de qualidade técnica inferior, nivelando-se à ele. E isso é uma lógica: se o Corinthians, Palmeiras ou qualquer outro clube não tiver sparrings fortes, se acomoda. Se ganhar o título, acha que está tudo bem, e quando entra no Campeonato Brasileiro e se defronta com equipes melhores, “perde a ilusão”.

Vide essa cena pastelão no vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=vPF8EouDVi4&feature=youtu.be. Recebo, a partir dele, a dúvida inteligente do internauta e jornalista Marcelo Torres, que compartilho abaixo:

Boa noite, Rafael.
Gostaria de fazer uma consulta, já que busquei no site da CBF e não achei. É o seguinte: Hoje, num jogo pelo campeonato baiano, Atlético X Vitória, a bola foi lançada pro ataque do Vitória na área do Atlético. O goleiro do Atlético saiu estabanado e se chocou com o zagueiro do seu time e ambos caíram (o atacante não tocou em nenhum). A bola sobrou limpa para o atacante jogar para as redes, com o gol aberto (embora o goleiro tenha se levantado). O árbitro, a meu ver, fez certo ao deixar a chance claríssima de gol prosseguir. E foi gol.
Os jogadores do Atlético reclamam dizendo que o árbitro deveria ter paralisado a partida.
Eu disse que a partida — com a chance clara de gol de um clube no mesmo lance — não poderia ser interrompida. Porque, se for assim, as zagas forçariam um choque e queda toda vez que o adversário tivesse na cara do gol (a fim de paralisar o jogo). Se o árbitro parasse o jogo com um time já na boca do gol aberto, prejudicaria esse time.
O choque entre goleiro e zagueiro do mesmo time ocorreu por culpa deles mesmos, a outra equipe não teve nada a ver com isso. O que você me diz?
Abraços.
Marcelo (Lance no minuto 3’10”).

Uma questão bacana para discussão! Independente de ser um lance bizarro, não houve erro de arbitragem. E respondo:

Marcelo, o jogo deve prosseguir, pois o choque foi acidente de trabalho, EXCETO na condição de que seja uma situação em que há claramente um risco de lesão grave do goleiro que fica caído no chão (pois não se pode jogar sem goleiro). No vídeo, o goleiro levanta e ainda tenta defender. 
Lance normal para a Regra (imediatamente à paralisação, se deve atender o zagueiro). Mas “anormal” para o esporte (afinal, que infelicidade do time).
Se o jogo fosse paralisado ali pois o goleiro ficasse caído nitidamente com lesão grave (não foi o caso), deveria ser – antes da sobra e rebote – reiniciando com a posse de bola ao atacante, com 4 metros de distância do adversário (é a nova regra do bola ao chão para a devolução da posse de bola).

Dessa forma, fica a observação: é rentável, inteligente ou devido tal formato de torneio, que nos permitem lances como esses? 

Repito: amo Estaduais, cresci torcendo para Pequeno, apitei demais jogos do Interior, mas o modelo deve ser repensado, a fim de otimizar o futebol para todos os seus atores.

– Conquistando as crianças. 🐔

Ganhou e não tira mais!

Minha Estelinha foi presenteada dias atrás com a máscara do “meu Paulistinha”, como ela carinhosamente chama o Galo da Japi (Paulista FC).

É esse mesmo o caminho: incentivar as crianças a torcerem, pois elas são o futuro dos clubes.

Parabéns ao Alexandre, responsável pelo Marketing do Tricolor Jundiaiense.

– Sobre a Arbitragem para São Paulo x Flamengo.

Júlio Cazares, novo presidente do São Paulo, esteve nesta semana na CBF e parece que retirou os vetos da gestão Leco contra alguns árbitros. No dia seguinte, por exemplo, a Comissão de Arbitragem divulgou que Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR) apitará SPFC x Flamengo no Morumbi.

Ele, que não está fazendo jus ao escudo FIFA há algum tempo (mas não tem substituto para a honraria), foi sacado do jogo São Paulo x Grêmio após ter atuado muito mal na partida do Tricolor contra o Fortaleza. Na oportunidade, Leonardo Gaciba atendeu o pedido de veto e, pior, declarou isso publicamente, abrindo um enorme precedente (relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/10/16/a-interferencia-indevida-e-o-aceite-da-pressao-na-escala-de-sao-paulo-x-gremio/).

Eu evitaria tal escala. Afinal, se o juizão errar a favor do São Paulo, se dirá que tem medo de novo veto. Se errar a favor do Flamengo, se dirá que quis mostrar que não aceita pressão e na dúvida marcou contra o mandante com mágoa do veto que sofreu anteriormente. O ideal, óbvio, é ser perfeito e não errar nada (mas isso é utópico).

Toski terá dois árbitros conhecidos trabalhando como VAR: Wagner Reway – PB (como árbitro de vídeo) e Ricardo Marques Ribeiro – MG (que apesar de árbitro, está listado como assistente de árbitro de vídeo, ou seja, AVAR 1). O bandeira de vídeo propriamente dito será Oberto da Silva (como AVAR2).

Tomara que a arbitragem não sinta nenhum tipo de pressão e trabalhe com tranquilidade, pois suas limitações técnicas (do árbitro e dos VARs) são conhecidas ao longo dessa e de outras temporadas).

Em tempo: teremos Wilton Pereira Sampaio (FIFA – GO) no Internacional x Corinthians, outro jogo com cara de decisão. A melhor árbitra do campeonato, Edna Alves (FIFA – SP), foi escalada na partida que vale muito pouco: Atlético-GO x Coritiba, assim como Raphael Claus (FIFA-SP) estará num jogo de menor importância: Ceará x Botafogo. Já para Red Bull Bragantino x Grêmio, uma escala interessante: o jovem catarinense Ramon Abatti Abel, que vem sendo testado e terá uma grande chance de mostrar suas qualidades num jogo que não terá impacto relevante na tabela.

– E aí, Tricolor?

O São Paulo perdeu para o Botafogo no Rio de Janeiro. Seria um resultado normal, caso voltássemos no tempo.

Porém…

O Fogão já está rebaixado e jogou com um time de garotos.

O Tricolor luta pela Libertadores e demonstrou uma apatia absurda.

O árbitro marcou um pênalti inexistente ao SPFC e ainda assim o time perdeu.

O novo treinador Crespo, pelo que deve ter assistido, deve imaginar que terá um trabalhão…

Botafogo x São Paulo: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Quem dá mala branca, também dá mala preta?

Elusmar Blaggi, o bilionário que deu 1 milhão de reais para o Internacional pagar a multa de Rodinei e jogar contra o Flamengo, sugestionou que iria “turbinar o São Paulo FC” para que vencesse o Flamengo.

Fica a questão (que sempre surgem casos assim): se o jogador aceita “mala branca”, poderia também aceitar mala preta? Mais do que isso: um clube da magnitude do SPFC, com atletas que custam caro, passaria o risco de ver os seus jogadores aceitando?

Abaixo, quando ocorreu o imbrolho entre Palmeiras e Cruzeiro e que representa muito bem tal situação:

MALA BRANCA E MALA PRETA:

Já ouviram falar de “malas de dinheiro no futebol”? No imaginário popular elas existem aos árbitros que estão “na gaveta”. Mas e quando ela vai para um jogador ou para um time?

Viram a manchete do UOL a respeito da mala branca de R$ 500 mil recebida pelos jogadores do Cruzeiro como incentivo a jogarem com mais determinação contra o Palmeiras?

Os jornalistas Danilo Lavieri, Gustavo Franceschini e Thiago Fernandes postaram nesta 5a feira no UOL Esporte que há “relatos de pessoas ligadas a pelo menos 5 atletas diferentes do time celeste, que confirmam a situação”.

Teria sido quem? O Corinthians, para atrapalhar o rival Palmeiras? O Santos, para brecar um concorrente?

O UOL ouviu os times do Cruzeiro e do Corinthians, e ambos confirmaram que não existiu nenhuma mala branca. A pergunta é: se receberam e agora negam, os atletas que toparam fazer isso foram éticos na sua atividade? Um clube grande como o Cruzeiro, com conquistas de Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e recentemente a Copa do Brasil, aceitaria passivamente o fato de que um outro time daria dinheiro a seus atletas serem mais produtivos por interesse na classificação do Brasileirão?

Uma perturbação: será que quem aceita a mala branca, não aceitaria também mala preta?

Por fim: os jogadores do Cruzeiro (se é que receberam 500 mil reais mesmo), se não tivessem aceito a grana não honrariam a camisa do time da Raposa e jogariam com menos vontade? Se eu fosse torcedor cruzeirense, me preocuparia com tal situação…

E você, o que pensa sobre isso: houve ou não mala branca supostamente enviada pelo Corinthians ao Cruzeiro? Lembrando que a publicação do Universo On-Line é assinada por 3 jornalistas.

O mais curioso é: na pindaíba das contas e no sufoco em pagar as dívidas, como um clube ousaria usar tal artifício?

– Os “E se” do Brasileirão 2020.

Não existe achismo no futebol. Mas “e se” existisse?

Algumas situações hipotéticas do Brasileirão 2020. Pense como estaria o campeonato…

  • ...se Domènec Torrent tivesse tido aceitação dos atletas do Flamengo e permanecesse no cargo?
  • …se Eduardo Coudet não aceitasse a proposta do Celta de Vigo e ainda fosse o treinador do Internacional?
  • …se Fernando Diniz não tivesse surtado e desacatado Tchê-tchê?
  • …se Odair Helmann estivesse ainda no comando do Fluminense?
  • …se o Ramon não fosse demitido do Vasco da Gama?
  • …se Abel Ferreira tivesse feito uma pré-temporada no Palmeiras?
  • …se o Red Bull Bragantino contratasse Maurício Barbieri no começo do torneio?
  • …se o Corinthians tivesse insistido com Tiago Nunes?
  • …se o Santos pagasse em dia os salários de seus atletas?
  • …se o Botafogo (e o Goiás, e tantos outros) tivesse planejado melhor seu trabalho e não trocado enésimas vezes de treinador?
  • …se os erros de arbitragem não existissem, nem os pontos cegos do VAR ou a descalibração?
  • …se tivéssemos torcedores nos estádios?
  • …se a Pandemia nunca tivesse existido?

São perguntas para respostas impossíveis (ou melhor: não exatas, duvidosas e no “chutômetro”; afinal, é “achismo”). Mas… e se fossem passíveis e possíveis de previsão? Como estaria o Campeonato hoje: nesta empolgante espera ou não?

– A Vitamina VAR!

O VAR (árbitro de vídeo) é ótimo para legitimar o resultado no esporte. Basta saber usar.

Em que pese o volume das reclamações da última rodada (algumas justas queixas, outras não), penso que ele, “VAR no futebol é como “uma vitamina no nosso corpo”:

  • Se você tomar uma vitamina, terá boa saúde.
  • Se não tomar, terá deficiência e sentirá hipovitaminose.
  • Se tomar demais, fará mal pois terá hipervitaminose.

Usemos o VAR na DOSE CERTA.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Vai devolver 500 mil? A Polêmica expulsão de Rodinei em Flamengo x Internacional.

Diferentemente da opinião de Paulo César de Oliveira, comentarista da Rede Globo, eu interpreto com Cartão Vermelho a entrada de Rodinei em Filipe Luís (PC sugeriu amarelo, sugerindo a questão do “calcanhar estar no chão”).

Ora, o que se deve avaliar ali não é o comportamento do atleta do Flamengo, mas o do Internacional. Ali, foi disputar a bola e perdeu o tempo. Correu o risco de atingir somente o adversário e acabou acontecendo isso: um pisão no pé que acaba ajudando na torsão. Lembrando: colocar a integridade física do oponente em risco não carece de violência.

Reitero: Cartão Vermelho bem aplicado com a ajuda do VAR. Se estivesse melhor colocado naquele momento, o árbitro Raphael Claus o expulsaria sem ajuda do monitor.

Em tempo: vai devolver R$ 500 mil ao “benfeitor” Elusmar Blaggi, que deu 1 milhão para se pagar a multa?

Sobre isso, falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/02/21/112938/

Pode ser uma imagem de praticando um esporte e ao ar livre

– A doação de Elusmar Blaggi ao Internacional.

Elusmar Blaggi, primo do ex-governador Blairo Maggi e dono do Grupo Bom Futuro (um dos homens mais ricos do Brasil), doou 1 milhão de reais para o Internacional a fim de pagar a multa de Rodinei ao Flamengo, para tê-lo em campo no próximo jogo.

Entendo que, se o dinheiro é dele (e ele tem muito…) pode fazer o que quiser. Mas…

  • Se você tivesse muito dinheiro, doaria 1 milhão ao seu time do coração, ou o usaria para outra causa?

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– O gol de empate do Palmeiras no clássico contra o São Paulo.

Não assisti ao Choque-Rei por outros compromissos profissionais no horário (aliás, estão corridos ultimamente). Mas vi nesta madrugada o gol do Palmeiras, originado após o “passe de Abel Ferreira”!

Pois é, que ilusão de ótica incrível, além da inteligência do jogador do Palmeiras! Havia sido marcada falta contra o São Paulo, a bola sai pela linha de fundo e o treinador palmeirense a devolve para o campo. Não sei o nome dos atleta (me desculpe, não tive tempo), mas ele a para e cobra na sequência. Deste lance, sai o gol.

Se você ver a imagem com o vídeo sem o áudio, terá a impressão falsa de que a bola está em jogo, passa a linha lateral, é tocada pelo técnico como se ele fosse um atleta, o jogador a recebe e continua normalmente, terminando em gol. Claro que não foi isso…

O que vale destacar é: foi tudo legal. A falta (naquelas condições) pode ser cobrada rápida sem o apito do árbitro, bastando estar parada para ser chutada.

Os lances em: https://videos.gazetaesportiva.com/video/confira-os-gols-do-empate-entre-sao-paulo-e-palmeiras-no-morumbi

– A arbitragem para Flamengo x Internacional.

Para Flamengo x Internacional (a “quase-decisão” / decisão de fato do Brasileirão 2020), teremos “duplo VAR” para que não se tenham reclamações.

Ou, por serem dois, dobrarão-se as queixas?

Vamos lá: Raphael Claus (o melhor árbitro brasileiro) com Marcelo Van Gassen e Neuza Back (respectivamente, o melhor e a melhor bandeiras atuais) serão seus assistentes. Na composição da equipe do árbitro de vídeo, bandeira de vídeo e outros da equipe do VAR, reparo na escalação de não um, mas dois árbitros experientes no seu uso: Rodrigo Guarizzo Amaral e Vinícius Furlan.

Criará-se um “comitê de VAR’s” com vários árbitros na cabine, se tivermos mais reclamações no jogo seguinte?

Insisto: não adianta número e tecnologia se não for dada capacitação adequada.

– Os Tipos de Erros dos Árbitros de Futebol: como identificar um bom juiz?

No mundo do futebol, os árbitros nos mostram pelos seus jogos a existência de dois tipos de erros comuns de arbitragem (tanto em partidas nacionais como em campeonatos de todo mundo):

A) Os erros ACEITÁVEIS- por exemplo: lances em que o jogador está impedindo por poucos centímetros; jogadas duvidosas aonde após exaustivas repetições se chega à conclusão do erro, ou ainda lances que dividem a opinião publica (entre tantos lances difíceis de se decidir).

B) Os erros CONDENÁVEIS- por exemplo: atleta impedido com 2 metros à frente do penúltimo ontem; bola que bate na mão e se marca tiro penal; lances claros de jogadas não-faltosas onde se assinala infração, entre outros.

Sobre “erros aceitáveis” não dá para discutir; fazem parte do jogo e pela própria natureza do esporte, acontecerão sempre, pela falibilidade humana – estes devem ser relevados. Agora, “erros condenáveis” poderiam ser evitados.

E por que ocorrem?

Por três motivos:

1) Dificuldade técnico-disciplinar (árbitro fraco, que interpreta mal as jogadas ou que apita sem critério na distribuição dos cartões);

2) Despreparo emocional (árbitro que aceita pressão de jogadores famosos ou que apita ao barulho da torcida);

3) Infelicidade no dia da partida (o popular “dia em que nada dá certo”; azar; urucubaca).

Na próxima partida, para saber se um árbitro é simplesmente bom ou ruim, avalie as condições acima. Considere que ele possa ter tido azar!

E você leitor, como vê os erros de arbitragem no futebol?

JuizCego.jpg

– O não-reconhecimento da arbitragem de futebol brasileira.

FUTEBOL, PROFISSIONALISMO E ARBITRAGEM – Na lista de “Melhores Árbitros do Mundo 2020” da IFFHS, nenhum brasileiro.

Nos “Melhores da Década”, idem!

Estamos caindo no ostracismo internacional?

Desprestigiados? Exceto o sucesso recente de Edna Alves e Neuza Back (que se refere a 2021), talvez.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YlMHzE4e7VQ&t=2s