– Afinal: quem autorizou EQUIVOCADAMENTE a pintura da área de meta da Arena Corinthians?

A Regra 1 do Futebol (Campo de Jogo) regula as medidas e condições do gramado e seus arredores. Ela é bem clara quanto à nitidez e limpeza do gramado para a realização de uma partida oficial.

Não pode existir nada além das linhas de demarcação, pinturas delas e postes / travessão. Não se deve ter nenhum patrocinador pintado com tinta ou aparentando suas letras com o corte da grama.

Tudo isso se estende também ao organizador do torneio, dono do estádio ou mandante da partida. Portanto, além deles não poderem mostrarem seus nomes e/ou marcas, eles não têm poder para dar autorizações a outras pessoas fazerem algo.

Acontece que a Arena Corinthians, em Itaquera, amanheceu pichada no dia do jogo entre Corinthians x Palmeiras. Na grande área, a inscrição 8×0 como chacota ao time do Parque São Jorge (fazendo alusão de uma vitória graúda do Palmeiras tempos atrás).

Na hora da partida, para surpresa de todos, as áreas de meta apareceram pintadas com as inscrições iniciais do Sport Club Corinthians Paulista: SCCP. E isso, evidentemente, não pode.

Diz-se que existiu uma autorização especial da FPF para que elas (as áreas de metas) fossem pintadas com as letras. Até às 09h00 desta 5a feira, não há nenhuma informação no site, tampouco relato em súmula ou documento do jogo. Mesmo que apareça essa permissão depois deste horário (devido a repercussão), NÃO É PERMITIDO FAZER ISSO.

Quem autorizou? Por quê passou-se por cima da Regra do Jogo? Por quê não foi exposta  publicamente essa suposta permissão antes do jogo? E “suposta”, lógico, porque ninguém a viu.

Se o gramado foi pichado, poderia-se pintar de verde por cima da pichação. Se faz isso com certa frequência para esconder as falhas do “gramado careca” em muitas praças esportivas, por quê não para esse momento? Ou, simplesmente, não se poderia cortar a grama daquele espaço um pouco mais baixa?

Tempo hábil para fazer a correção, havia. Afinal, ontem, na hora do almoço, a Rádio Jovem Pan mostrou em sua programação um funcionário do Timão limpando o vandalismo. Veja esse foto:

Será que até à noite o espaço não estaria limpo? Dizer que o SCCP desenhado no chão foi um subterfúgio para disfarçar os numerais 8 e 0 não parece razoável, já que, como se vê, era possível deixar tudo verde. Quem teve a ideia de pintar letras, depois de apagados os números?

Se foi uma provocação ou não, ou simplesmente uma solução caseira, não importa. O que vale questionar é: por quê autorizou-se? Ana Paula de Oliveira, a presidente da CEAF-SP, certamente não foi consultada pois ela conhece as regras.

Cuidado para não se criar um mecanismo perigoso: autorizar algo ilegal, criando um precedente para que alguém “auto-vandalize” um pedaço do gramado a fim de fazer alguma alegoria como desculpa de “dificuldade de apagar”.

Por fim: se existiu a tal “permissão especial” (irregular devido as Regras e desnecessária por conta de que poderia ser apagado o 8×0), não custava nada que o árbitro Raphael Claus fosse zeloso e relatasse em súmula que estava autorizado.

Boa comunicação nunca fez mal a ninguém….

Em tempo: esteticamente, assistindo o jogo, percebe-se que qualquer pintura adicional, especialmente na pequena área, atrapalha a visualização da bola por parte de quem assiste. E, aproveitando: ninguém vai anular o jogo por causa disto, mas vale observar as coisas corretas. Será que o TJD-SP multará simbolicamente alguém?

Acréscimo: Renata Ruel, da ESPN, também à noite, observou e comentou essa irregularidade publicando o print abaixo:

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– Mudanças da Regra 2020/2021 e orientações da CBF para o Brasileirão.

Em áudio, compartilho: https://www.youtube.com/watch?v=SUgXP2XSt3Y&t=84s

Em texto, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/

Confira documento em português sobre mudanças na regra do jogo ...

– Relembrando “o Primeiro Ato do Presidente Marco Polo”

Há 6 anos, tínhamos uma ação demagógica curiosa na CBF. Compartilho pois a lembrança é curiosa:

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

– O Vereador e as Regras do Futebol

Repost deste mesmo blog, de 13/07/2011

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

– Fique atento às Mudanças das Regras do Futebol e as orientações aos Árbitros para o Campeonato Brasileiro 2020

No último dia 08, participei do Webinar da CBF sobre as alterações das regras e a linha de trabalho que será adotada para o próximo Brasileirão. Foram 4 horas intensas de muita conversa com Leonardo Gaciba e Alício Pena Jr, da Comissão de Arbitragem.
Vamos lá:

ALTERAÇÕES DAS REGRAS DO JOGO

Já escrevemos sobre elas quando do anúncio, mas fica o lembrete das mesmas, de uma forma bem didática:

1. Avanço do goleiro em cobrança de pênalti.
A partir de agora, se o goleiro se adiantar e defender um tiro penal, volta-se a cobrança e não se aplica o cartão amarelo. Se numa 2ª cobrança (sendo a repetição desta que ele infringiu ou em um outro pênalti durante o jogo) ele avançar novamente, receberá o cartão amarelo. E, numa 3ª cobrança (ou repetição de algumas destas anteriores) existir novo avanço, receberá o 2º cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.
Uma novidade: se a partida for decidida por cobrança de pênaltis, os cartões recebidos pelo goleiro por se adiantar em pênaltis são zerados no jogo, e uma nova contagem se faz durante a decisão por tiros penais. Mas atenção: os recebidos no tempo normal e neste momento de cobranças são contados integralmente para a suspensão automática em partidas futuras.

2. Mão deliberada do defensor tira atacante do impedimento.
Sabemos que se a bola for lançada por um atacante a seu companheiro que está em condição de impedimento e ela for tocada por um defensor que tenta disputá-la, esse toque, desde alguns anos, passou a dar condição para o outrora impedido. A partir de agora, se esse toque for com a mão (já que sabemos que não se pode jogar com a mão), também habilitará o atacante.

3. O que é braço / mão? De onde até onde se define isso?
Ficou até mesmo irônico para alguns, mas a FIFA definiu que braço / mão compreende o que não for ombro, e para defini-lo, deve-se levar em conta que “o limite do ombro até o braço ficará definido como a parte inferior da axila”. Ou seja: o braço/ mão na bola será considerado na região desnudada da manga da camisa.

4. Punição à mão de atacante em imediatez do gol.
Antes, “mão na bola” independia de ataque ou defesa, levando em conta apenas a intenção ou não. Anos atrás, acrescentou-se a orientação de verificar o movimento antinatural, que significa tirar proveito de um uso não convencional dos braços. Em 2019/ 2020, a mão do atacante em jogada de ataque passou a ser punida indistintamente como infração (mesmo que involuntária). A partir de 2020/2021, voltamos à condição anterior, diferenciando a situação de uma bola que bater na mão do atacante e dela sair o gol (do próprio atleta – em que a bola mesmo que acidentalmente bater – ou de um companheiro que se aproveite disso). A CBF reforça que os árbitros estão orientados a avaliar a IMEDIATEZ da mão, pois se criar um outro lance, já não se deve punir.

5. Toque de mão do goleiro depois do tiro de meta.
Elucidou-se que, se o goleiro cobrar o tiro de meta e voltar a tocar na bola, marca-se um tiro livre indireto e aplica-se o cartão amarelo (já que anteriormente a bola deveria sair da área para entrar em jogo e isso já deixou de existir há algum tempo).

6. Advertência no Bola ao Chão para reinício da partida.
Com o advento de bola ao chão para “devolver a bola para quem já tinha a posse dela”, feito de maneira mais recente na Regra, exigiu-se uma distância de 4 metros. Agora, quem não respeitar essa distância e interferir no reinício (tanto companheiro quanto adversário) deve receber o cartão amarelo e o bola ao chão será repetido.

7. Ataque promissor com vantagem e retomada de ataque, dispensa advertência.
Se existe um ataque promissor e o árbitro marca a falta, mas antes de aplicar o cartão amarelo ela é cobrada rapidamente (ou seja: houve a vantagem), e voltando a existir um ataque promissor, NÃO SE DEVE DAR O CARTÃO assim que a bola parar, pois voltou a existir um ataque promissor (a não ser que a natureza da falta exija uma punição, como um lance violento).

8. Avanço do goleiro com erro do atacante.
Se numa cobrança de pênalti o goleiro cometer uma infração, mas o cobrador cobrar tão mal o chute que for perceptível que um avanço do goleiro em nada interferiu, não voltará mais a cobrança nem advertirá o goleiro.

9. Em lances de dupla infração (atacante e goleiro) no tiro penal.
Se um goleiro se adiantar para a cobrança do pênalti, porém o batedor praticou uma paradinha, se punirá a 1ª infração (a paradinha), marcando tiro livre direto para a defesa a partir do ponto penal e dando cartão amarelo ao cobrador. Isso (do atacante ser punido) já existia, mas passou a valer também com infração simultânea do goleiro.

10. Avaliação de agarrões.
Só será punido o atleta que segurar um adversário e esse agarrão tiver real influência na jogada. Segurar a camisa por si só não será considerado infração (portanto, o atacante parar de correr deliberadamente porque foi agarrado não vai adiantar mais). Deve existir impacto sobre o agarrado.

11. A substituição de 5 atletas em 3 momentos da partida.
Poderá ser efetuada a troca de até 5 jogadores no intervalo e em 3 paralisações da partida para cada equipe, por conta da pandemia. Vale como alteração TEMPORÁRIA da Regra.

OUTRAS ORIENTAÇÕES

1. O VAR, para lances ofensivos de cartão vermelho, não levará em conta o áudio, mas apenas o gesto / imagem. O que foi dito cabe ao árbitro interpretar.

2. Diferente do que muitos pensam, o VAR pode sim interferir em situações de interpretação, DESDE que exista uma imagem muito interessante e que julgue que o árbitro não a viu.

3. Reforça-se o uso do VAR para a validação de gols, tiros penais, cartões vermelhos e identificação de jogadores.

4. Em comemorações de gol, levantar a camisa e encobrir o rosto é para cartão amarelo (fica o lembrete), mas gestos pejorativos relevantes para uma situação devem ser punidos (por exemplo, se um atleta do Atlético Mineiro imitar um Galo, é uma auto-referência ao seu mascote, algo bom, não se pune; mas se fosse na Argentina e por parte de um jogador do Boca, se pune pois é ofensivo ao River Plate).

5. Não se deve ir às arquibancadas comemorar o gol, pois receberá o cartão amarelo por ir á torcida e incitar o público. Mas em jogos sem torcida, não há sentido em se punir.

6. Usar a mão na bola não é necessariamente lance para cartão amarelo. Deve-se avaliar a ação de bloqueio ou de disputa com o seu uso.

7. Se um jogador marcar um gol de mão e estando impedido, pune-se a mais grave (a tentativa de ludibriar a arbitragem com um gol de mão, aplicando o cartão amarelo).

8. Mão que esteja em frente do corpo e que não tenha influência nenhuma na jogada, obviamente não é infração (assim como as mãos de proteção ao rosto / partes íntimas).

9. Nas disputas de bola, o árbitro deve levar em conta se o atleta que atingir um adversário poderia ter “suavizado” na disputa e também verificar onde atingiu (barriga, pé, cabeça). Avaliar o ímpeto, a velocidade e onde impactou serão determinantes para marcar falta sem cartão, com cartão amarelo ou cartão vermelho.

10. Acabar com o uso do braço no rosto do adversário (isso é uma bandeira da FIFA). Os árbitros deverão verificar se a mão contra a cabeça foi um empurrão (cartão amarelo como punição) ou um golpe (vermelho direto).

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– Que decepção, SAFESP!

No dia 05 de março de 2019, escrevi sobre a Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, entidade ao qual pertenci por mais de uma década (de maneira obrigatória, pois assim funcionava o sistema) quando era árbitro de futebol.

Quando me questionado sobre “apoiar algum candidato” fiz questão de deixar o seguinte registro, publicado em: https://professorrafaelporcari.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Convido a leitura atenta do link acima. E reitero: não me posicionei a favor de ninguém.

Depois de muito tempo, torcendo para que o candidato que vencesse fizesse algo revolucionário e incontestável ética e politicamente (no caso, o vitorioso foi Aurélio Sant’Anna Martins, mas poderia ter sido Renato Canadinho ou José de Assis Aragão – torço sempre  para que tudo dê certo, seja quem for o vitorioso, e se não fizer certo, aí valem as críticas) gostaria de registrar duas grandes atitudes que me decepcionaram:

1- A escolha de José Aparecido de Oliveira como membro do TJD-SP. A justificativa não foi convincente, extremamente superficial. E aqui vai a crítica respeitosa que fiz na ocasião, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/01/por-que-os-arbitros-escolheram-jose-aparecido-de-oliveira-para-o-tjd-sp/
Lembro que, no último domingo, Daniel Destro do Carmo, em meu YouTube, postou uma mensagem de desagravo (provavelmente por simpatizar com Aparecido). Aqui:

“Porcari, não bastava ter perguntado diretamente pro SAFESP ou algum representante da entidade sobre o mérito ou motivos da indicação? Como sei que não fez isso, sua opinião fica vazia, sem fundamento e sem valor. O José Aparecido é do meio da arbitragem, é formado em direito e tem curso em direito esportivo. Dos nomes disponíveis, quem talvez fosse mais indicado? Arrisca sugerir algum nome, já que disse existir tantos?”

Ué, no texto que escrevi está claro, talvez ele possa ter interpretado de outra forma, motivado pela paixão da direção sindical: a justificativa é muito simplória, mas respeito a opinião de Daniel (que é apoiador ferrenho da atual diretoria, mesmo não tendo cargo constituído), embora ele ache que a minha opinião é vazia, e não a resposta dele. Em tempo: como meu Vlog é público, não tem porquê se questionar a publicação da mensagem deixada, não é algo particular. Também não vou fazer propaganda de nome a ser indicado (pois é evidente que nada vai mudar), né?

2- A licença de Aurélio Sant’Anna Martins para concorrer às eleições municipais: quer dizer que, depois de tanta pendenga, o novo presidente já sai da presidência para tentar a sorte em sua cidade? Deveria ter sido claro e enfático aos seus eleitores de que não seria um presidente Full Time no seu mandato. Ele desejar ser vereador, prefeito, vice, o que quiser, é um DIREITO que ele tem. Mas não deveria ter se aventurado a assumir o SAFESP para deixá-lo, por mais que a óbvia justificativa será a de que a “sua chapa” continuará no comando (já que, se eleito, não poderá exercer simultaneamente com competência necessária as duas atividades, pois terá que se dedicar ao que foi proposto).

E quem assume em seu lugar? Regildênia de Holanda, que até há pouco tempo trabalhava como observadora na FPF e é instrutora FIFA. Nada contra ela, que é honesta e trabalhadora, assim como Aurélio. Só que cairemos, então, na mesma incompatibilidade de cargos tão criticada por mim em muitas postagens: Arthur Alves Júnior, o antigo presidente, trabalhava como membro da CEAF-SP e presidente do SAFESP. Se um árbitro se sentisse prejudicado pela Comissão de Árbitros e quisesse se queixar do “funcionário da FPF Arthur”, iria até o Sindicato reclamar dele para o… “Arthur sindicalista”? Foi assim quando Sérgio Correia trabalhava nas duas funções ou também Silas Santana com a Cooperativa!

Por mais que se diga que existe a independência, fica o dilema da real compatibilidade ou não da função. Eticamente, para mim, indevido. Mas eu sei que há quem pense diferente. Porém, vide que novamente, por via direta de ofício exercido como funcionário ou prestador de serviços, o chefe do Sindicato / Cooperativa estará tendo uma relação umbilical com a Federação Paulista de Futebol. Se quiser ser totalmente desprovida de críticas, abra-se mão desta relação para mostrar independência total.

Enfim: os eleitores é que devem se pronunciar se gostam ou não desta situação.

ACRÉSCIMO: não é de hoje que falamos sobre a necessidade de separar as instituições e dos membros pertencentes à elas. Lembram da “COAFESP”? Refrescando a memória (e entendendo o que é incompatibilidade de cargos), um texto de 2011, em: https://professorrafaelporcari.com/2011/03/18/fpf-coafesp-e-safesp-incompatibilidade-que-atormenta-os-arbitros-paulistas/

– A expulsão de Gabigol em Fluminense 1×2 Flamengo foi correta?

O árbitro da FIFA Wagner Magalhães acertou ao aplicar o 2o cartão amarelo ao Gabriel Barbosa, atacante do Mengão, no final da primeira partida decisiva do Campeonato Carioca.

Gabigol reclamou, Jorge Jesus idem e a diretoria do Flamengo também. Mas a queixa não é justa.

A Regra do Jogo reforçou desde o último ano de que um atleta substituído deve sair de maneira rápida, no ponto mais próximo da linha de fundo ou linha lateral. Ele não deve atravessar o gramado para sair ou buscar o meio de campo, onde entrará seu substituto; e se não fizer isso, o juiz deverá avaliar se foi uma perda de tempo proposital e punir com o Cartão Amarelo.

Mas e o bom senso de “não dar um 2o cartão no final do jogo” ou de “tirar um craque / atração da final”?

Ora, a regra não pode dar privilégios a quem comete infração, seja pelo tempo de jogo ou pelo “nome” do atleta. A propósito disso, sempre defendi que “quem ganha mais, quem é mais famoso ou tem mais capacidade, deve ter MAIS RESPONSABILIDADE”. Afinal, é por tudo isso que é melhor remunerado.

Será que Gabigol achou que, pela fama que conquistou no último ano, estaria imune às Regras e à necessidade de disciplina?

ATUALIZANDO: a súmula foi divulgada e, ao contrário do que todos imaginavam, o 2o Cartão Amarelo foi por reclamação. Gabigol falou “Porra” ao 5o árbitro (usou como desabafo à situação, não como ofensa a ele, como se entende no documento). Desta forma, retiro o que escrevi: ERROU O ÁRBITRO! O “porra” não foi dirigido a ele, e é um linguajar “da bola”.

– Os 3 times de 11 na final da Taça Rio

11 jogadores do Fluminense

11 jogadores do Flamengo

11 membros da Arbitragem.

Oficialmente, temos 3 times para o Campeonato Carioca.

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– O Webinar da CBF: Linha de Atuação da Arbitragem Brasileira

Hoje, haverá um Webinar da CBF muito interessante sobre a Arbitragem de Futebol. Pilares técnicos, VAR, Mudanças das Regras do Jogo, Protocolos de Retorno em tempos de Pandemia e outras considerações num evento de 4 horas de duração.

Gostei muito e participarei. Temas propícios num momento adequado (já se falando também numa hipotética volta do Brasileirão, programada para 09 de Agosto). E, claro, por ser à distância e com toda a segurança, dá maior tranquilidade.

Webinar CBF Social: Linha de Atuação da Arbitragem Brasileira

Confira a programação completa do evento:

 

– Árbitros Robôs serão realidade? Mas… e a interpretação?

A inteligência artificial é um fato, e ela estará em todos (ou quase todos) os setores da sociedade em um breve tempo.

No futebol, por exemplo, a FIFA estuda um moderno sistema que dispensaria o AVAR e automaticamente avisaria o árbitro de que um atleta esteja em condição de impedimento, diminuindo tempo de análise de AVAR, VAR e decisão ao árbitro.

Muito bonito no papel, mas… e a interpretação de lances passivos e ativos?

Abaixo, em: https://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/fifa-estuda-uso-de-arbitros-robos-para-marcacao-de-impedimentos-na-proxima-copa-do-mundo.ghtml

FIFA ESTUDA USO DE ÁRBITROS ROBÔS PARA MARCAÇÃO DE IMPEDIMENTOS NA PRÓXIMA COPA DO MUNDO

Sistema que cria linhas automáticas agilizaria processo do VAR e poderia até substituir os bandeirinhas na edição de 2022, no Catar

Depois de estrear o VAR na edição de 2018, a Fifa estuda outra novidade tecnológica para a próxima Copa do Mundo, em 2022, no Catar. Trata-se do uso de árbitros robôs – que podem inclusive substituir os bandeirinhas – para a marcação de impedimentos.

De acordo com o portal Daily Mail, o novo procedimento faria com que o árbitro assistente de vídeo não fosse mais responsável pela criação de linhas para avaliar um possível impedimento. Um sistema automático passaria a fazer a tarefa, soando um alarme para alertar uma posição irregular.

O sistema seria capaz de identificar qual parte do corpo do jogador está em posição de impedimento e levaria em conta até o tamanho dos pés de cada um. A preocupação sobre câmeras de televisão não terem um número suficiente de ângulos em determinados casos foi um dos motivos para a criação do mecanismo.

Johannes Holzmuller, diretor de tecnologia da Fifa, acredita que a medida pode economizar tempo durante as decisões do VAR e tornar o processo mais rápido. De acordo com a publicação, testes internos foram realizados no último Mundial de Clubes, conquistado pelo Liverpool, e mais experimentos estão previstos para o segundo semestre de 2020.

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Sistema estudado pela Fifa cria linhas automáticas e dispara alarme para avisar árbitro — Foto: Reprodução/Daily Mail

 

– Calote da FERJ nos árbitros? E com recibo assinado?

Li com muito espanto esta matéria, abaixo, reproduzida pelo site ApitoNacional.com: a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro não pagou os árbitros desde que voltou-se a jogar futebol por lá?

Pior: os árbitros assinam um recibo no vestiário sem ter recebido suas taxas, segundo noticia a publicação!

Se confirmado, não é só uma situação deselegante. É crime!

Extraído de: http://www.apitonacional.com.br/noticias/FERJ-nao-paga-taxa-dos-arbitros-dos-jogos-durante-pandemia-do-coronavirus.html

FERJ NÃO PAGA TAXA DOS ÁRBITROS DOS JOGOS DURANTE PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

Enquanto a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e algumas outras federações antecipam taxas de arbitragens para amenizar a crise vivida pelos profissionais do apito durante a pandemia do coronavírus, a FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) não vem pagando, como deveria, as taxas dos jogos de retorno do futebol realizados após a paralisação das atividades do estadual.

Segundo informações, as taxas de arbitragem dos jogos da 4ª e 5ª rodada e Semifinal da Taça Rio, realizados após o retorno do futebol carioca, não foram pagas. Usando como exemplo por ter sido escalado nas três rodadas, o árbitro FIFA Wagner Nascimento Magalhães, teria algo em torno de 9 mil reais para receber.

Antes da paralisação do campeonato carioca por conta da pandemia, os árbitros recebiam as taxas adiantadas em depósitos bancários. Porém, no retorno, apesar de terem que assinar os recibos nos vestiários como se tivessem recebidos, não receberam nada como exigido pela lei federal do estatuto do torcedor. Os profissionais, que estão em dificuldades financeiras por conta de não trabalharem na quarentena por conta da pandemia reclamam muito e diz se sentirem intimidados para fazer qualquer reclamação temendo represálias.

No Campeonato Carioca deste ano, um árbitro FIFA recebe 3.8 mil por partida enquanto um CBF 2.500 e um básico 1.200.

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O que eles disseram

Procurado, Luís Carlos Santiago, presidente da comissão de arbitragem da FERJ, disse desconhecer o assunto. Já o diretor de arbitragem Luís Mairovitch, não respondeu o contato até o fechamento desta matéria.

Presidente da comissão de arbitragem Luís Carlos Santiago e Luís Mairovitch presidente do departamento de arbitragem

– A nova camisa do Chelsea confundirá ou não?

Eis a nova camisa do Chelsea, com a Three Global, uma empresa de telecomunicações do grupo CKHH Company.

Repararam que a logo é um grande número 3?

Nada impede pela Regra do Jogo tal uniforme, mas é claro que surgirá a discussão se não haverá confusão na hora do árbitro advertir um jogador e se confundir, creditando o cartão ao número 3 da equipe.

Nos jogos entre Seleções, onde as camisas são limpas de patrocinadores (permitido apenas o fornecedor de material esportivo), os números na frente da camisa são permitidos.

Imagem extraída da Web

– Por quê os árbitros escolheram José Aparecido de Oliveira para o TJD-SP?

Leio no site do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP) que o ex-árbitro José Aparecido de Oliveira foi escolhido como representante da entidade no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) pelo presidente do Sindicato, Aurélio Santanna Martins, para o período de Julho/2020 até Julho/2024.

Na briga eleitoral para a presidência do SAFESP, a indicação do membro do TJD-SP sempre foi muito discutida. Por exemplo: por quê Arthur Alves Júnior, o antigo presidente, indicou o deputado Olim (PP-SP) para o cargo sem uma justificativa plausível (já que ele não era do meio da arbitragem)? Qual o critério ou mérito para tal? Isso foi inclusive discutido em: https://is.gd/meD03y.

A questão se repete agora: sumido do mundo do futebol, sem grandes trabalhos realizados no esporte ou na mídia esportiva desde o polêmico jogo entre Palmeiras x Corinthians do Campeonato Estadual de 1993 (que ficou ironizado por muitos como “Esquema Parmalat”, já que nunca se provou nada contra José Aparecido), por quê tal nome?

A justificativa, extraída do próprio site da entidade, é de que:

“Oliveira foi um dos grandes nomes da arbitragem no cenário paulista e nacional, e também foi árbitro FIFA por 2 temporadas (1992/93). Apitou 3 finais paulistas (1990, 1992 e 1993), a primeira final do Brasileiro de 1990 e a final da Copa do Brasil de 1992. ‘Estamos certos de que o Dr. José Aparecido terá no TJD o mesmo sucesso e alto nível que teve em campo como árbitro. Confiamos em sua história, em seu nome e seu trabalho.’ – comentou o presidente do SAFESP”.

Não sei se José Aparecido de Oliveira é uma boa escolha para a função, pois não conheço a fundo suas qualidades para esse cargo indicado. Quem teve a ideia do seu nome, possivelmente, deve depositar esperança de um bom trabalho. Mas a curiosidade continua a ser: tão afastado que estava, de onde surgiu o “start” para convidá-lo?

Não é, de fato, intrigante?

A última vez que eu tinha ouvido falar do José Aparecido foi quando ele venceu o câncer de estômago que sofreu, nesta entrevista (link abaixo) em que ele relembra a citada partida (na época, o atual presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, era membro da Comissão de Arbitragem que o escalou para a decisão).

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2016/06/08/apos-23-anos-juiz-de-palmeiras-x-corinthians-conta-segredo-e-erro-na-final.htm

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(foto: ESPN Brasil, extraída de: http://www.espn.com.br/noticia/689467_godoi-detalha-arbitragem-polemica-que-tirou-palmeiras-da-fila-e-diz-que-juiz-do-jogo-depois-foi-vendido-para-ajudar-argentina)

– Os 10 incríveis erros de arbitragem

Este vídeo mostra dez absurdas decisões dos árbitros em lances teoricamente fáceis. Fica a inevitável pergunta: como se erra de tal forma?

A tecnologia, sem dúvida, ajudaria a resolver tais equívocos…

Em: https://www.youtube.com/watch?v=S21CvY6jJyQ&feature=youtu.be

– Brasileirão dia 08 de Agosto? Mas e os árbitros e jogadores estarão prontos?

O Brasileirão 2020 começará dia 08 e 09 de Agosto, segundo a CBF. Duvido. E se começar, será pela cartolagem ter forçado a barra. Aliás, parece ser uma data para pressionar os clubes e governos para terminarem os estaduais e agilizarem a volta.

Com a pandemia avançando para o Interior, não dá. E os regionais, que nem data ainda têm?

Nunca os atletas ficaram tão parados e sem jogar. Há de se ter uma ótima pré-temporada,  protocolos de segurança e outras coisas.

Insisto com algo não discutido a contento: o ritmo de jogo dos árbitros, algo muito decisivo para boas arbitragens. Além disso, onde colocar tantos jovens juízes (do quadro paulista, por exemplo) sem partidas de categoria de base, divisões inferiores (a 4a divisão nem se prevê em São Paulo) e outras nuances?

Esse novo momento precisa ser muito bem discutido – e sem atropelos.

– Há 4 anos: Heber, Messi e Maradona: E a final da Copa América Centenário conquistada pelo Chile?

Puxa, como o tempo passa! Exatamente há 4 anos…, abaixo:

Heber Roberto Lopes foi muito criticado pela arbitragem de Argentina x Chile. Algumas queixas são corretas: o mau posicionamento dentro de campo, a aplicação da “targeta roja” para Rojo (aliás, dar cartões em meio ao bololô é algo condenável para qualquer árbitro) e outras queixas mais. Mas não influenciou no resultado.

Sua escala foi um presente dado por Wilson Luís Seneme (o responsável pelas escalas da Copa América Centenária-16) pelos serviços prestados. Heber é respeitado árbitro, mas nada de espetacular tecnicamente, ainda hoje pecando por algumas posições espalhafatosas.

Quanto a Messi (que perdeu o pênalti nas cobranças decisivas da final), uma injustiça o craque não ter um título pela Seleção Argentina. Aliás, a Argentina tem uma geração que merecia ter conquistado algo (a de Batistuta e Riquelme). Esta, de Messi e Mascherano, por pouco não levou a Copa do Mundo do Brasil, mas como vice-campeonato nunca é reconhecido… E Lionel, ao anunciar que abandona a seleção, só faz crescer o “mito Maradona” entre seus compatriotas.

Para mim, Pelé foi e será sempre o número 1, seguido por Maradona, o número 2, colado com Messi, o número 3. Embora, há muita discussão se Di Stéfano (que não vi jogar nem em vídeos) seria tão bom quanto Dom Diego. Cruyff estaria no meu ranking na sequência.

Cá entre nós: falamos de gênios, de gente fora de série, de extraterrestres da bola. Criticar Messi, tantas vezes melhor do mundo, é imbecilidade. O grande erro dele foi não se naturalizar espanhol, pois sua vida foi construída na Espanha.

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– A aceitação de um árbitro assumidamente gay no futebol brasileiro masculino: o caso Max Sousa

Li a publicação sobre esse delicado assunto no site ApitoNacional, e vi que o tema, originalmente publicado na página Brazilian Times, merecia uma abordagem opinativa. Vamos lá:

Max Sousa (homônimo do cantor de sertanejo universitário da grudenta “O Amor Vai Triunfar”), um estudante de Educação Física e modelo, é homossexual assumido e casado com o prefeito da cidade de Lins (Edgar de Souza – PSDB/SP). Ele quer ser árbitro da FPF e a matéria fala sobre seu desejo de levantar o fim do preconceito no futebol masculino.

Porém, diferente do que a matéria do site Brazilian Times trouxe abaixo (de que há décadas os “gays assumidos” apitam), o homossexualismo no futebol masculino, especialmente no Brasil, é um tabu! Nem jogadores e tampouco árbitros se assumiram LGBTs durante a carreira ou entrando nela. Jorge Emiliano, o “1o Margarida”, um dos poucos no RJ. Roberto Nunes Morgado e Armando Marques eram outros “marcados” e nunca falaram abertamente sobre isso. E, por fim: qual árbitro ou jogador da Série A do Brasileirão você sabe que é assumidamente homossexual?

No futebol feminino, é sabido que algumas árbitras e muitas jogadoras não escondem isso (e tal fato não se deve ter relevância na competência ou dignidade delas – se são lésbicas ou bissexuais é problema delas). No masculino, existe o preconceito.

Sabemos que a FIFA e alguns clubes fazem campanha para a inclusão (existe o protocolo contra o preconceito que paralisa as partidas em manifestações homofóbicas, racistas e de outras naturezas preconceituosas). Mas a aceitação social, racionalmente falando, é lenta.

Numa sociedade ideal, questões sobre preferência sexual estariam num segundo plano, pois a cidadania faria que o respeito fosse natural. Enfim, boa sorte ao jovem árbitro neste desafio e que sua condição não seja empecilho (por discriminação) e nem privilégio (por uso de marketing dos organizadores de torneios) para as futuras escalas. Que vença na carreira por competência.

Abaixo, extraído de: https://www.braziliantimes.com/esportes/2020/06/22/arbitro-gay-marido-de-prefeito-paulista-max-sousa-treina-para-entrar-na-escola-de-arbitros-na-fpf.html

ÁRBITRO GAY: MARIDO DE PREFEITO PAULISTA, MAX SOUSA, TREINA PATA ENTRAR NA ESCOLA DE ÁRBITROS NA FPF

A presença de homossexuais assumidos apitando jogos de futebol já acontece há muitas décadas e os relatos de preconceito contra esses profissionais não é mais empecilho para Max Souza seguir um sonho antigo: entrar para escola de árbitros na Federação Paulista de Futebol. “Eu já deixei de correr atrás de mais informações sobre como fazer o curso porque ficava abalado com alguns comentários sobre árbitros gays, mas isso já não me atinge mais”, declarou.

Estudante de Educação Física e casado com o prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza, Max vê uma nova oportunidade de profissão, além de atuar como modelo. “Agora é um bom momento para eu correr atrás dos meus sonhos, eu sempre admirei aqueles que entram em campo para ser justo com os times, agora eu quero ser essa pessoa”.

Max disse que perdeu o último edital de inscrição que aconteceu em agosto do ano passado para a turma de 2020, e agora está de olho nos comunicados da FPF para entrar na próxima turma. “Acredito que a minha entrada como árbitro pode ajudar a acabar com o preconceito dentro do futebol. Homofobia ainda é um problema, mas as coisas estão melhorando o tempo todo”, disse.

(Fotos: Divulgação | CO Assessoria)

– Lucão e o Assédio Moral; Paulo André e as Horas Extras. E se fossem os árbitros exigentes de coisas semelhantes?

Lucão, zagueiro de 24 anos que hoje defende o Goiás, está processando o seu clube formador, o São Paulo FC. Segundo o Lance.com, o motivo seria o ”tratamento vexatório que sofreu no Tricolor, forçando que ele aceitasse a transferência para jogar pelo Estoril em Portugal”.

Paulo André, ex-zagueiro do Corinthians, processou o Timão pedindo horas extras e adicional por jogar aos domingos e período noturno.

Sei que são coisas diferentes e que no caso de Lucão (vale aguardar a Justiça) possa não ser a pressão natural do mundo do futebol, mas algo extra-campo que o motivou. Mas tais situações igualam-se em questão de ineditismo!

Quando você ouviu falar que boleiro pediu para ganhar mais para jogar no final de semana? Ou que se sentiu constrangido por críticas e quer ser indenizado?

Imaginem se os árbitros de futebol processassem torcedores que os ofendessem nas arquibancadas, dirigentes de federações que os escalassem em locais longínquos ou, ainda, entrassem na Justiça pedindo adicional por treinarem em horários alternativos em casa por conta do trabalho que exercem? Por fim, pedirem 13o salário, férias ou outras remunerações?

Tudo é muito relativo, mas debater é importante.

– O Real Madrid é beneficiado pela arbitragem?

Não assisti à partida Real Sociedad x Real Madrid (e nem terei tempo de fazê-lo), mas me chama a atenção as manchetes: “líder do Campeonato Espanhol por causa do VAR”, entre outras que falam de ajuda da arbitragem (como pênalti inexistente ou benevolência para Casemiro).

A verdade é: quem manda no futebol da Espanha é o Real Madrid e o Barcelona. Vez ou outra temos o Atlético de Madrid, o Sevilla ou o Valência os perturbando. E, no fenômeno “mais normal do mundo” (infelizmente), na dúvida contra Osasuña, Oviedo, Villareal ou Cadiz, é lógico que o árbitro mais frágil (e isso independe do VAR) tenderá a decidir para o time grande. Aliás, tente encontrar erros contra Barça e Madrid na La Liga: não vai encontrar!

Claro, não é uma característica exclusiva ibérica. Isso acontece na Itália, na França, na Alemanha, na Argentina, no Brasil… sempre “pró-grandões”.

Atenção: falamos de situações onde o árbitro fraco aceita o peso da camisa, não de equívocos de tomada de decisão por erro técnico comum (onde residem os erros que eventualmente acontecem “pró-pequenos”), nem das situações hipotéticas de manipulação de resultados.

Vinicius Junior foi titular pela 14ª vez na temporada, a primeira desde a retomada do futebol — Foto: Pedro Salado/Getty Images

Vinicius Junior foi titular pela 14ª vez na temporada, a primeira desde a retomada do futebol — Foto: Pedro Salado/Getty Images

– Você expulsaria Juan Carlos Osorio no Choque-Rei?

Há 5 anos, um exemplo de que na Regra do Jogo, um gesto pode ser mais ofensivo do que um palavrão. Veja o exemplo abaixo e reflita: Osório, quando era treinador do SPFC, fez jus ao Cartão Vermelho ou não?

Extraído do Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

PALMEIRAS 4X0 SÃO PAULO

Neste domingo, o treinador são-paulino Osorio foi expulso no jogo Palmeiras 4×0 São Paulo.

Avalie pelo relato do árbitro gaúcho Anderson Daronco:

Expulsei no intervalo da partida o técnico do São Paulo F.C. o sr. Juan Carlos Osorio Arbelaez, pois o mesmo aguardou a passagem da equipe de arbitragem na área mista (saída do campo), vindo em minha direção reclamando com o dedo em riste, dizendo: ‘a advertência do meu jogador (número 22, Bruno) foi injusta, você errou, você está equivocado’. Neste momento, comuniquei o mesmo que ele estava expulso da partida”.

E aí?

Aparentemente, não houve tanto excesso. Reclamação normal e corriqueira, sem nenhum palavrão. Uma conversa ríspida. Então foi exagero do juizão?

Por outro lado, o dedo em riste é uma afronta para a arbitragem, que precisa preservar a autoridade. Assim, acertou o árbitro?

Se você estivesse apitando o jogo, o que faria?

– Aston Villa 0x0 Sheffield e o gol não confirmado pela tecnologia da linha do gol!

O Sheffield foi prejudicado nesta 4a feira na Inglaterra por um erro da… tecnologia! Viram isso?

Sou a favor dos meios eletrônicos no futebol, sempre preguei isso, mas com a ressalva: lembremo-nos que são homens que operam as máquinas e as constroem e regulam. E como tudo pode falhar nesse mundo… falhou na volta do Campeonato Inglês pós-Covid.

A narração do acontecido está abaixo. Mas lembre-se: na Regra do Jogo, poderia sim o VAR corrigir tal erro, se tivesse boa vontade, pois não o fez por orientação da Premier League, não da FIFA.

Abaixo, extraído de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/campeonato-ingles-aston-villa-sheffield-united.html

PREMIER LEAGUE VOLTA COM 1º ERRO DE TECNOLOGIA EM 9 MIL JOGOS?

Um gol fantasma que inexplicavelmente não foi validado pela arbitragem se tornou o destaque do empate por 0 a 0 entre Aston Villa e Sheffield United, nesta quarta-feira, em Birmingham, naquela que foi a primeira partida do Campeonato Inglês após dois meses e meio de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus.

O Inglês foi retomado com um jogo morno, mas marcado por uma polêmica que vai deixá-lo como motivo de discussão por um bom tempo. Aos 42min da etapa inicial, Norwood cobrou falta, e a bola passou pelo goleiro Nyland, que ainda a agarrou, mas claramente dentro do gol.

Os jogadores do Sheffield correram para comemorar, mas o árbitro Michael Oliver apontou para o punho para dizer que não houve gol e que a partida deveria continuar. O gesto foi feito para indicar que, como não chegou em seu relógio uma notificação de que a bola havia cruzado a linha de meta, o placar continuava 0 a 0.

O problema, no entanto, é que houve um erro no sistema Hawk-Eye (Olho de Falcão, em inglês), utilizado pela Premier League em lances desse tipo desde a temporada 2013/14. Após o jogo, a empresa responsável pela ferramenta divulgou uma nota em que admitiu a falha e explicou por que ele foi cometida.

Segundo a Hawk-Eye Innovations, os árbitros não receberam o aviso de que a bola entrou porque as sete câmeras que alimentam o sistema foram obstruídas no lance pelo goleiro, defensores e traves – algo que nunca havia acontecido em mais de 9 mil partidas.

O VAR poderia ter sido acionado para solucionar o erro, é verdade, mas isso não aconteceu porque, segundo a organização da Premier League, a recomendação é para que os árbitros confiem 100% no Hawk-Eye. De acordo com a liga, se um gol fosse validado pelo sistema, o juiz também não iria ao vídeo confirmar se a bola havia entrado ou não. Daí o motivo da não-utilização do VAR.

Com o resultado, o Villa, que teve o volante Douglas Luiz, ex-Vasco, entre os titulares, continua na penúltima posição da Premier League, com 26 pontos, enquanto o Sheffield subiu para sexto, com 44.

– Tostão sobre a diferença entre Maradona, Messi e Pelé! Ainda: e se tivesse o VAR?

Há 1 ano… repost:

Tostão deu uma entrevista ao jornal El País e falou sobre Messi. Segundo o Tricampeão Mundial (e certamente um dos ex-jogadores que melhor comenta futebol no país), Messi está acima de Maradona (comparou El Píbe como um “Ronaldinho Gaúcho melhorado, artisticamente falando”, mas não contestou sua generalidade). Ao mesmo tempo, cita duas diferenças entre Pelé e Messi: a força física seria uma delas, mas a principal seria a força psicológica. 

Tostão explicou: 

“Quando o jogo ficava difícil, Pelé ficava uma fera (…) Ele não era um líder em campo, mas tinha força psicológica. Quanto maior a dificuldade, mais agressivo Pelé ficava. Acho que isso é uma vantagem sobre Messi”.

E não é verdade?

Se pisassem no calo do Negão… misericórdia! Isso ainda falta a Messi.

Sobre Ronaldinho Gaúcho e Maradona citados: o brasileiro, se optasse em ter sido mais profissional, levaria o dobro de Bolas de Ouro e estaria igualmente como Messi em questão técnica a ser discutida (o que faz no auge sempre foi assombroso). Maradona, ainda, por milésimos, penso estar à frente de Messi por um fator: o poder de decidir dentro das 4 linhas. A Copa de 86, foi impressionante (embora o VAR de hoje poderia ter estragado a festa hermana).

Aliás, se o VAR existisse antes, a Copa de 62, 66, 86, 94, 02… todas elas provavelmente teriam resultados diferentes, frente a correção dos lances capitais em jogos importantes.

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Imagem extraída da Web. Quem conhecer a autoria, favor informar para postar os créditos.

– A grande diferença entre o planejamento da volta do futebol em SP e RJ

No começo, a Federação Paulista de Futebol falava em criar protocolos e em outras situações esdrúxulas a fim de voltar seus campeonatos de futebol de maneira rápida. Parecia uma necessidade em afirmar que houve uma “pausa” e que tudo voltaria logo.

Aos poucos, a “ficha parece ter caído…” reuniões virtuais (algumas nada produtivas, apenas para dizer que mais tarde voltariam a conversar) aconteceram. Mas bem diferente do Rio de Janeiro (onde na madrugada de terça se decidiu voltar o Cariocão na quinta (veja aqui: https://wp.me/p4RTuC-qct), aqui a preocupação com a segurança sanitária está sendo respeitada e há mais protocolos a serem cumpridos do que no Campeonato Alemão (e estamos falando de voltar aos treinos, não apressando em voltar os campeonatos). Aliás, até mesmo a questão da procedência dos lugares em que as refeições dos jogadores serão feitas está se colocando em discussão.

Isso tudo é motivo de aplausos para a FPF e de vaias para a FERJ. Mas, por outro lado, há a questão financeira que precisará ser discutida: como os clubes bancarão os salários de seus profissionais? Além disso, a questão esportiva: como farão com os elencos, já que muitos clubes pequenos já não contam com os mesmos atletas (se é que “contam com alguns atletas”)?

Se tudo isso se refere à 1a divisão, temos uma situação completamente delicada na A2 e na A3: os clubes estão, aos poucos, “se desfazendo”! Abnegados com ações pontuais tentam dar uma sobrevida ao caos financeiro dos times (alguns, verdade seja dita, por acúmulos de ações administrativas irresponsáveis; outros pela pandemia). Dois casos chamam a atenção: o trabalho de marketing e resgate da nova diretoria do Paulista de Jundiaí, vendendo inúmeros produtos e tentando saldar as dívidas (embora a montagem do elenco, caso o campeonato continue, será um trabalho absurdamente difícil) e do Noroeste de Bauru (fazendo vaquinhas solidárias, mesmo com o clube estando com dinheiro em caixa no começo do campeonato e sendo o líder do certame).

Para os torneios de menor visibilidade, a mesma FPF aqui elogiada precisa receber um puxão de orelha: não dá para “empurrar com a barriga” e deixar a entender que, se for possível, jogar-se-á no final do ano sem que haja socorro e suporte para essas agremiações.

Resta aguardar! E fica mais uma vez a cobrança: o que se tem feito aos árbitros federados, que estão sem receber um só tostão, diferente dos da CBF (vide em: https://wp.me/p55Mu0-2yi)?

– Parabéns pela iniciativa de ajudar os árbitros, CBF.

Eu fui um dos críticos quando a ajuda aos árbitros da CBF foi divulgada e usada como propaganda. A versão inicial, das duas parcelas, não era de auxílio, mas de EMPRÉSTIMO, pois os árbitros deveriam devolver os valores apitando. Pura demagogia! Gritar aos 4 ventos que era bondade, nunca colou.

Depois de pressão (não sei de quem, se da ANAF ou de outra pessoa – ou ainda se pegou mal) a CBF transformou esse empréstimo em doação, liberando uma 3a parcela. Aí sim! Nessa, concretizando a doação, merece os aplausos.

Pudera, sejamos honestos: com tanta cobrança da Comissão de Árbitros aos juízes de futebol, é algo justo que se faça tal pagamento. É uma troca, enfim.

Ficará também uma pergunta: os árbitros que não pertencem ao quadro nacional? Como farão? As federações ajudarão eles ou estarão esquecidos?

– Juventus 0x0 Milan e os dois lances polêmicos:

Foi na 6a feira, e tivemos discussões: eu não marcaria esse pênalti a favor da Juventus. Repare que é um lance totalmente involuntário do braço do milanista Conti e é um movimento natural do corpo. Errou o juizão (mesmo com VAR)!

Na sequência, muito bem expulso o atleta Rebic (MIL), pela forma que vai disputar a bola com Danilo (JUV). Que perigo!

Assista o vídeo com essas duas situações na partida válida pela Copa da Itália, abaixo:

– Sem público, o árbitro de futebol “perde o medo?”

Sem público, os árbitros teriam mais coragem e aplicariam a Regra sem preocupar com o “barulho da arquibancada”? Com menos intimidação, naturalmente mais faltas seriam marcadas e maior rigor com cartões ocorreria em suas anotações?

Alguns estudos dizem que sim. Evidentemente que, para o árbitro medroso, inexperiente e introvertido, isso pode ser claro. Para os mais experientes, ficaria a dúvida. Entretanto, lá na Espanha, isso está sendo observado na prática.

Abaixo, extraído de: https://www.esportejundiai.com/2020/06/sem-publico-arbitros-anotam-mais-faltas.html

SEM PÚBLICO, ÁRBITROS ANOTAM MAIS FALTAS E APLICAM MAIS CARTÕES AMARELOS

Por Thiago Batista de Olim

O jornal espanhol “Mundo Deportivo” acompanha a primeira e segunda divisão da Bundesliga há semanas, e levantou dados interessantes sobre o comportamento dos árbitros na volta do futebol. Nas partidas com portões fechados, mais faltas são marcadas (aumento de 12%) e mais cartões amarelos são mostrados (aumento de 35%).

A publicação espanhola concluiu que os árbitros são um pouco mais contidos e influenciados pela pressão da torcida. Sem gritos e xingamentos, eles têm mais clareza para tomar suas decisões, sem medo de retaliação dos espectadores.

O levantamento também aponta a diminuição de vantagem para o mandante, aspecto altamente comentado nas últimas semanas com jogos sem público. Sem o apoio da torcida, as equipes locais sofreram queda nos seus números em casa. Segundo o “Mundo Deportivo” já são mais vitórias de visitantes (48%) do que de mandantes (21%).

Por Redação Esporte Jundiaí

Arte: LaLiga

– A falta de ritmo de apito dos árbitros pós-paralisação!

Ritmo de Jogo: se os atletas terão dificuldades em voltar no condicionamento físico ideal, tempo de bola e outras nuances, imaginem os árbitros

Um juiz de futebol ganha “ritmo de apito” somente apitando. E, neste período onde se tem dificuldade em manter o corpo em dia (pelas diversas circunstâncias: estar em casa, falta de espaço e equipamentos adequados para treino, indisponibilidade diversas), existe outro agravante: a falta de jogos não-oficiais!

O treino do árbitro, muitas vezes, é o jogo amador, a partida entre amigos ou o torneio inter-clubes. É lá que ele pode errar, é onde ele vai se adaptar a um novo posicionamento dentro de campo e, enfim, se preparar e/ou manter a condição ideal para as partidas oficiais. Quando não está escalado, esse tipo de jogo vira treino (e “ganha-pão”).

Que a mesma paciência que os torcedores de futebol deverão ter para com os jogadores (vide na Bundesliga, que já voltou: equipes voando e outras “patinando”), tenha-se para os árbitros, pois eles demorarão ainda mais que os atletas para estarem em sintonia com o tempo de jogo (teremos a falta de timing na aplicação de vantagens ou marcação de faltas), o correto posicionamento dentro de campo (veremos muitas bolas batendo no bumbum…) e a interpretação correta de infrações (considerem também a dificuldade da leitura dos lances). Acrescentem os bandeiras para interpretarem impedimento ativo ou passivo (impossível não termos problemas com essas situações).

Tudo isso é natural pelo tempo inativo e pela impossibilidade de preparação (ainda lembrando que os árbitros não são profissionais). É previsto que isso ocorra, e é importante deixar claro: suportem-se os erros iniciais na volta dos campeonatos!

– Gol legal ou não?

O lance desta postagem, de um campeonato de Várzea, está bombando nas Redes Sociais. Por ser polêmico, vale a pena discuti-lo.

Assista abaixo no link e considere: antes, o árbitro era neutro. Portanto, se a bola batesse nele, o jogo seguia (quem não se recorda do “gol de juiz” do José de Assis Aragão em um Palmeiras x Santos?). Hoje, a regra mudou e se bater no árbitro, marca-se um bola ao chão. Considere também que se algo atrapalhar a cobrança de um pênalti na trajetória do chute à meta, volta-se a cobrança

Assistiu? Então vamos lá: no texto novo, pelo espírito da regra, se isso acontecer durante os 90m, marca-se bola ao chão (após a defesa do goleiro, a bola bateu no juiz e entrou no gol – como manda a Regra, paralisa-se ali, no toque do juiz). Se tivesse batido no momento entre a cobrança até o goleiro, repete-se o chute. Mas se fosse durante a decisão por tiros penais depois do jogo, seria pênalti desperdiçado (pois quando bate no árbitro, encerrou-se o efeito, já que o goleiro consumou a defesa (diferente do lance do goleiro Carlos, em 1986, pois ali bateu na trave e no goleiro – a cobrança estava se consumando, diferente da do vídeo, consumada).

Na regra antiga, durante o jogo, seria gol (e se fosse por tiros penais, a mesma coisa do texto novo: já tinha cessado o efeito da cobrança quando bateu no árbitro).

Em: https://www.facebook.com/100009931112154/posts/1175545092786517/?

– A falta de lógica na liberação do Campeonato Carioca. Série A imune e a B não? Qual o critério?

Wilson Witzel, governador do RJ, liberou a volta do futebol no Rio de Janeiro (sem público, após a péssima repercussão da fala do prefeito carioca Marcelo Crivella – anteriormente desejando com 50% de torcedores presentes e posteriormente mudando de fala para 30%).

Com a alta dos casos de Covid-19 no RJ e estando no pico (ou chegando nele), parece uma medida completamente sem sentido. Lamento. Poderia-se esperar mais um pouco, já que se existe um “momento exato” na pandemia de se fazer resguardo, seria justamente agora.

Entretanto, para maior surpresa, a FERJ proibiu em comunicado a volta dos trabalhos dos clubes de futebol de todos as categorias e divisões, EXCETO DA SÉRIE A!

Deu para entender? Eu não entendi. Compare com o Paulistão: na lógica, Palmeiras, Novorizontino ou Santo André estão mais imunes da contaminação do que Francana, Paulista ou Juventus?

Qual o estudo? Se for geográfico, é incoerente. Se financeiro, idem. Totalmente incompreensível…

Pobre futebol brasileiro, vítima novamente da despreparada cartolagem. A motivação seria o dinheiro, exclusivamente?

Aliás, teremos a mesma divisão sobre os árbitros? Juiz e bandeira da série A trabalham, da série B não? 

– Recordar é Viver!

Aparecendo essa foto na minha Timeline do Facebook, dando aquela coceira de rememorar: um jogo num domingo à tarde qualquer pelo Campeonato Paulista – no “antigo” Estádio Palestra Itália, na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá.

Árbitro: Élcio Pascoal Borborema
Bandeira 1: Luis Henrique
Bandeira 2: Márcia Simionato
Quarto Árbitro: Rafael Porcari

O treinador palmeirense era Caio Jr, o do Guará era Toninho Cecílio. Destaques do jogo eram Edmundo, Valdívia e o paraguaio Florentin (salvo engano, faleceu em acidente de carro).

– Se a pessoa é desonesta fora de campo, será honesta apitando futebol?

Um dia, ouvi o respeitadíssimo jornalista Cláudio Carsughi dizer (mais ou menos com essas palavras) a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol” que:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Não tem o que discutir. Sapiencial observação! E eis que leio sobre o árbitro esloveno Slavko Vincic, de diversos jogos na Champions League, sobre seu envolvimento com tráfico de armas, drogas e prostituição (abaixo). Fico pensando: se faz isso fora de campo, imagine o que poderá fazer dentro dele! Ou no futebol ele deixa a malandragem e o mau-caratismo de lado e vira honesto?

Compartilho, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6990650/arbitro-de-jogos-da-champions-e-detido-acusado-de-envolvimento-com-prostituicao-trafico-de-armas-e-drogas

ÁRBITRO DA CHAMPIONS É DETIDO E ACUSADO DE ENVOLVIMENTO COM PROSTITUIÇÃO, TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS

O árbitro esloveno Slavko Vincic, 40, com histórico de participações em jogos de Champions League e até da Eurocopa, foi detido numa operação policial na Bósnia e Herzegovina, com outros 26 homens e nove mulheres, acusado de envolvimento com prostituição, tráfico de armas e drogas.

A informação é dos jornais “A Bola” e “Mundo Deportivo” desta sexta-feira (29).

A publicação de Portugal diz que durante a operação foram apreendidas também armas e grande quantidade de cocaína. A reportagem em espanhol acrescenta que ele foi detido com Tijana Maksimovic, conhecida como Tijana AJfon, suspeita de agenciar garotas de programa.

Vincic te mais de dez anos como árbitro internacional Fifa e acumula experiência em jogos da Eurocopa de 2012, onde foi assistente de Damir Skomina.

Nesta temporada, apitou três jogos da Champions League (Brugge x Galatasaray, Manchester City x Shakhtar, Genk x Liverpool). Na última, foram dois (Fenerbahçe x Benfica e Monaco x Porto).

A reportagem do jornal “A Bola” diz que Vincic deve responder a acusação em liberdade.

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O árbitro Slavko Vincic durante partida entre Bayer Leverkusen e Porto pela Liga Europa 2019/20 Getty Images

 

– São Paulo 1×0 Liverpool com Hector Vergara

Hector Vergara: o bandeira da Federação Canadense foi o protagonista da decisão do Mundial Interclubes FIFA 2005, cuja vitória do São Paulo sobre o Liverpool deu o Tricampeonato ao Tricolor Paulista – e que será reprisado neste domingo à tarde pela Rede Globo.

Normalmente lembramos de erros de arbitragem, mas nesse caso, deve-se aplaudir o árbitro assistente pelos 3 gols anulados (2 deles bem difíceis) no tempo que não existia VAR. Seus acertos foram perfeitos.

Contra a competência, nunca haverá argumentos.

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Hector Vergara, who is being inducted into the Canadian Soccer Hall of Fame, holds the record for the most World Cup games as a referee or assistant referee with 14. (Shaun Botterill/Getty Images)

– Preconceito no Futebol

Nos últimos dias, tivemos a campanha do Dia Mundial contra a Transfobia; também a Celebração da Libertação dos Escravos e o adiantamento do Dia da Consciência Negra (por conta da pandemia).

Há 6 anos, publicávamos esse momento de discussão sobre as diversas formas de preconceito (incluindo as das causas citadas acima e outras a se discutir) e que me parece ser um assunto bem atual…

Compartilho, abaixo, de 24/05/2014:

PRECONCEITOS

Passado o impacto da campanha contra o racismo capitaneada pela hastag #somostodosmacacos, fica uma nova discussão no futebol: gritar “Macaco” no estádio é crime, e ”Bicha” não é?

A luta deve ser contra o preconceito sob todas as formas ou apenas em relação as raças?

Esperar-se-á alguém jogar uma calcinha rosa contra um atleta homossexual (embora os jogadores gays não se assumam no futebol brasileiro temendo a carreira), fazendo um paralelo à banana contra Daniel Alves, para que se aborde o tema?

Homossexuais existem no apito também. Árbitros e bandeiras enrustidos estão aí, trabalhando nos campeonatos e se passando por heterossexuais. Conheci alguns e nunca se tocou na questão sexual durante os trabalhos de jogo. Mas desde “esposa arranjada” para manter as aparências até “causos de namoricos” se ouviu falar. E não só entre árbitros, mas também envolvendo dirigentes! Alguns na ativa e outros aposentados.

A condição sexual é problema pessoal de cada um. Entretanto, me preocupa quando heteros ou homos a usam para proveito próprio e/ou instrumento para promoção de alguém.

E aí vem a outra questão: o assédio sexual, seja praticado para cima das mulheres ou de homens, também não é um problema?

Outro: se não bastasse a questão racista, sexual ou de gênero, a física também deve ser discutida: rarearam-se os árbitros “baixinhos”? Cada vez mais se quer árbitro alto, parrudo e de boa aparência. Fico pensando: será que a Família Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio) teriam chegado onde chegaram se começassem a carreira nos dias atuais? Negros e baixos, a dificuldade seria maior hoje.

Involuímos socialmente ou os critérios de meritocracia são tolhidos pela política?

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– Felipe Melo, segundo Chiellini

Ao La Repubblica (Itália), Giorgio Chiellini, zagueiro por tanto tempo na Juventus e que lançará uma biografia em breve, declarou sobre o pior jogador com quem conviveu, quando indagado:

“O pior era Felipe Melo: o pior dos piores. Não aguento as pessoas que não têm respeito e que sempre vão contra tudo. Com ele, estava sempre no limite da briga. Falei para a diretoria que ele era uma maçã podre”.

Acho que haverá uma resposta do brasileiro que defende o Palmeiras… Talvez as entrevistas que concede (algumas muitas vezes irresponsáveis), somadas às atitudes de violência, podem ter colaborado para esse conceito.

Felipe Melo sugere "clubismo" e diz não assistir a jogos da ...

– Teremos uma desculpa para abandonar o VAR no futebol?

Para quem for antipático ao uso do árbitro de vídeo, veja que, devido ao Covid-19, para evitar aglomerações em cabines, excesso de gente e outras formalidades, a FIFA permitiu que os campeonatos de futebol que começaram com o uso do VAR possam terminar sem o uso dele.

Será que isso poderá servir de “muleta” para que muitos torneios economizem dinheiro dispensando a ferramenta e/ou simplesmente abandonando-o?

Aproveitando: como houvera sido ventilado, serão permitidas 5 substituições nas partidas em 3 paradas + intervalo, a fim de poupar atletas devido à maratona de partidas prováveis no calendário pós-Coronavírus.

Jornalista sem jornal: Como o Var veio para atrapalhar o futebol