– Dia do Árbitro de Futebol

… e também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Corinthians x Palmeiras: a expulsão de Fágner foi correta?

Intervalo de jogo, SCCP 0x1 SEP: estou sem imagens do Derby, somente escutando pelo rádio. Mas fiquei na seguinte dúvida, de acordo com a locução: quando o Palmeiras chuta para o gol e Fágner evita o tento contra o Corinthians, ele usa as mãos / braço na bola. Sendo assim:

– Se a bola fosse para o gol escancaradamente (a situação de evitar um gol claro), é Cartão Vermelho. Se fosse para fora ou com o goleiro ainda podendo evitar, é Cartão Amarelo. A expulsão de um atleta só se dá se ele EFETIVAMENTE “tira uma bola do gol”. Se existir a chance de defesa do goleiro, de um companheiro alcançá-la ou se ela pode sair pela linha de fundo, não se expulsa.

Pelo que ouço, Vuaden errou na cor do cartão. Teria ele consultado o VAR e verificado se a bola iria ou não para fora?

– Bruno usará a tornozeleira dentro de campo?

Eu nunca vi uma tornozeleira eletrônica pessoalmente. Então pesquisei como ela é.

Se você também tem curiosidade, clique aqui: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/04/04/como-a-tecnologia-da-tornozeleira-eletronica-mantem-presos-na-linha.htm

Fiz essa introdução para abordar a exigência da Justiça ao goleiro Bruno, ex-Flamengo, que quer obrigá-lo a usar a tornozeleira eletrônica por 24h, incluindo quando estiver jogando futebol profissionalmente.

Na Regra do Futebol, ninguém pode jogar com um equipamento que possa levar à insegurança do seu adversário ou de si próprio. Também não se deve jogar com qualquer coisa desnecessária ao jogo ou à proteção. Lembrando que as caneleiras são obrigatórias e, portanto, uma tornozeleira eletrônica na perna impactaria essas avaliações.

Como Juiz de Direito (que não sou), entenderia que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais condenados e deva jogar com tornozeleira (cumprindo a legislação penal). Se pode, é outra história.

Como Juiz de Futebol, entendo que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais jogadores e deva jogar sem a tornozeleira (cumprindo a regra do jogo). Se não pode, é outra história.

Enfim: taí um “pepinaço” para o Rio Branco do Acre, sua equipe, resolver.

– O “gol do árbitro” no acerto de São Paulo x Fluminense

Quando um árbitro acerta uma marcação importante, que parecia errada para jogadores e público (mas fiel à Regra do Jogo), por dentro ele quer vibrar. É o “gol do juiz” em seu íntimo!

Isso aconteceu no Morumbi, no confronto de tricolores paulista e carioca. Vítor Bueno (SPFC) recebe uma bola após a falta acontecida a seu companheiro. Ele ameaça abdicar da jogada, mas o árbitro insiste na aplicação da Lei da Vantagem. O são-paulino resolve continuar o lance e dele sai um chute que acerta o gol, marcando o 3o tento do São Paulo.

É para o juiz comemorar ou não? Parabéns ao árbitro Paulo Roberto Alves Jr por antever a jogada!

– O incompreensível pênalti no Beira-Rio em Internacional 2×2 Bahia

Gregore, do Bahia, supostamente empurra seu adversário colorado na área e o árbitro Bráulio Machado marca pênalti, validando-o via VAR. Galhardo cobra e faz o gol para o Internacional.

Confesso: tentei ver por todos os poucos ângulos disponíveis e não acho uma só infração no lance. Alguém teria uma imagem esclarecedora?

A cada rodada, está muito difícil acompanhar tantos erros e polêmicas. Não é só o VAR, mas também é o árbitro em si, os cartolas, o rendimento ruim dos atletas… tá chato o futebol.

– Os treinos do VAR no Brasil: a culpa é dos treinadores ou dos treinados?

Para compreendermos bem os problemas do VAR brasileiro mostrando que não é nenhuma implicação contra a tecnologia ou contra algo/alguém, mas sim a preocupação da correta funcionalidade, faça o seguinte exercício de reflexão:

– Compare as intervenções e tempo do árbitro de vídeo SOMADOS em todos os jogos eliminatórios pós-pandemia na Uefa Champions League, com um ÚNICO jogo polêmico (qualquer um) do Brasileirão 2020: por empirismo (e talvez também por cientificidade), a demora das decisões e o número de paradas é assustadoramente inadequado em nosso país (e não é exagero tal apontamento tão discrepante).

Leonardo Gaciba, o homem que escala os árbitros, os orienta. Sérgio Corrêa da Silva, o Diretor do VAR, os treina (e trabalharam bastante durante a paralisação do Campeonato, seja por vídeo ou presencialmente, incluindo intertemporada em um resort na cidade de Águas de Lindóia)Se existe orientação e treino, mas a coisa não funciona adequadamente, algo está errado. A culpa é de todos os árbitros treinados ou também dos seus treinadores?

Sobre o que a IFAB deseja do VAR, está na leitura atenta do 3o parágrafo do 3o item desta postagem, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/).

(Na foto, um dos treinos do VAR em pré-temporada recente, extraído do site da CBF)

– Defendendo o indefensável: o VAR no Brasil

Depois de mais um lance confuso no Brasileirão (falamos da anulação do gol do São Paulo no Mineirão por impedimento), fico cada vez mais descrente com o uso do Árbitro de Vídeo. 

Aqui, me parece excesso de protagonismo, incompetência e, se for levado por Teorias Conspiratórias, erros para que se desacredite na ferramenta.

Sou entusiasta da tecnologia na dose certa (fiz uma comparação aqui: https://wp.me/p4RTuC-rff). Porém, para entender o quão pode melhorar o VAR no Brasil, leia algumas considerações feitas em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/09/o-que-acontece-com-o-var-no-brasil/.

O MAIS IMPORTANTE: se você quiser entender o por quê de tantos erros, entenda o que a FIFA realmente quer e o que se faz aqui no Brasil no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/.

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Print de Tela.

– O pênalti de Palmeiras 1×1 Internacional

Caramba, quando a fase não é boa, tudo dá errado.

Criticado pela atuação “excessivamente cautelosa e demorada” no último domingo na Vila Belmiro, o árbitro Wilton Sampaio marcou um pênalti inadmissível para um FIFA como ele na Allianz Arena. Uma bola que acidentalmente, sem ser movimento antinatural, sem bloquear deliberadamente a jogada, com qualquer falta de intenção em ampliar espaço (e etc, etc, etc…) bateu sem querer no braço/mão de Luan.

Ali, não precisa de VAR. É um lance claramente casual de jogo. “Caçar elementos” para justificar uma infração (como fez com o árbitro de vídeo) não pode. E mesmo se pudesse, não encontraria irregularidade alguma naquela jogada.

Errou na interpretação totalmente equivocada.

– Não faça isso, Marinho!

Na partida entre Santos 2×2 Vasco, o atacante Marinho fez um gol e, ao invés de comemorar com seus companheiros, foi “fazer uma graça com o VAR”, ironizando o monitor.

É sabido que o Santos está pilhado com a arbitragem (embora a anulação dos 2 gols contra o Flamengo tenha sido correta, em que pese a demora tenha sido absurda – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rg8), mas é perceptível também que Marinho tem recebido cartões evitáveis, fruto de indisciplinas cometidas pelo atleta. Então… pra quê provocar a cabine do equipamento eletrônico?

Correu o risco ali de receber Cartão Amarelo por reclamação à arbitragem (e haveria nova chiadeira). Não seria mais inteligente festejar o tento com seus colegas de trabalho?

– Jô no STJD pela agressão no Majestoso.

O lance de Jô socando Diego Costa no São Paulo 2×1 Corinthians, não visto pela arbitragem e que passou batido pelo VAR, foi denunciado ao STJD. Aliás: esta, exatamente, é a jogada em que o árbitro de vídeo deveria estar atento e não esteve – até porquê, devido às reclamações dos jogadores, era lógico que algo real ou simulado deveria ter acontecido e a cabine analisado.

Se visto pela arbitragem, era para Cartão Vermelho. E cá entre nós: a ação de Jô não foi resultante de alguma reação unfair-play, mas provavelmente pela irritação da própria atuação do corintiano, que sucumbiu à boa marcação do jovem são-paulino.

Acontece. Quantas vezes vemos jogadores perdendo o controle emocional por não conseguirem render o que podem, por culpa de inesperadas boas jornadas de quem não se imaginava (e aqui não é menosprezo ao zagueiro do SPFC, mas pela lógica, a experiência do atacante do SCCP seria mais decisiva na partidaem tese).

Em tempo: no “palpitômetro”, acho que Jô pegará 1 jogo de suspensão (que seria a automática de uma expulsão).

– A demora do VAR estraga o espetáculo

Já falamos algumas vezes de como o VAR está sendo mal usado no Brasil, dosado de maneira errada (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2Cq). O cerne da questão é: a ajuda ao árbitro virou “caçada a detalhes”, desde quando implantado (leia também aqui: https://wp.me/p4RTuC-nTH)?

A demora no uso do equipamento, além de quebrar o encanto do jogo, esfria o ritmo da partida. Estraga a emoção da disputa, deixa a imprensa confusa e os torcedores à mercê do que está acontecendo.

Se fosse mais rápido, o “VAR à brasileira” não seria contestado. Os jogadores não teriam tempo de discutir e reclamar, pois, afinal, se a decisão é rápida, traz a sensação de que o árbitro consultou o VAR e indubitavelmente viu a necessidade de corrigir um lance. Se há tanto tempo avaliando, é porque a dúvida persiste demais.

Enfim: precisamos copiar o que dá certo no Exterior e adaptar à nossa realidade. Vale levantar a pergunta: por quê o VAR é um sucesso na Europa (apesar de ter começado questionado na Inglaterra, mas que depois se emendou) e aqui no Brasil não?

Seria pelo fato das pessoas que estão à frente da Direção de Arbitragem (e em especial do VAR) desde a década de 90 (sempre sendo contestadas pela competência) terem total e irrestrita carta-branca para cometerem equívocos?

Fica a dúvida. Respeito o “chefe do VAR”, Sérgio Correa da Silva, mas por todos os cargos que passou, fica a questão da capacidade técnica (nunca discutindo aqui a honestidade, que creio, é inquestionável).

Os dois memes abaixo podem ser auto-explicativos pela demora…

  • Estaria com dificuldade no menu?
  • Ou estaria vendo a novela?

Imagem extraída da Web (autoria desconhecida, quem souber, informar para crédito na postagem).

– Botafogo 0x2 Internacional: sobrou para o equipamento eletrônico?

O goleiro botafoguense Gatito Fernández ficou bravo no Engenhão, não? Nervoso com as marcações da arbitragem e a anulação de dois gols da sua equipe, “desforrou” na cabine do VAR.

Mas ele estava com a razão?

NÃO! Vamos aos lances reclamados: Matheus Babi e Bruno Nazário tiveram seus gols anulados. Sobre eles,

1- O de Matheus Babi, por impedimento difícil. Acertou a arbitragem após informação do VAR.

2 – O de Bruno Nazário, após infração em lance anterior ao gol, também com acerto da equipe de arbitragem. E sobre ele, vale uma explanação didática:

Uma bola que estava com Patrick (SCI) é disputada com infração por Matheus Babi (BFR). Existe a falta, mas o árbitro Thiago Duarte Peixoto a ignora e permite a sequência do lance. Não existe nenhuma paralisação neste interim, e eis que a bola sobra para o próprio infrator cruzar para o tento de Bruno Nazário. Na revisão, o árbitro é avisado pelo VAR da existência da falta e o gol não é validado.

Cadê o erro aqui? Nenhum, a não ser da qualidade técnica do árbitro que não estava atento à infração. Por mais que se possa dizer que ele interpretou como “normal a jogada”, nem isso lhe é permitido, pois há clareza da infração e, além disso, as duas coisas mais relevantes:

A – Sem a bola ter saído de jogo e com ato contínuo, o VAR tem a OBRIGAÇÃO de rever o lance todo. É protocolo.

B – Justamente o infrator é quem tem participação direta no gol!

O VAR, que merece os aplausos, é o árbitro José Cláudio da Rocha Filho, o mesmo que corretamente chamou a responsabilidade para ele na informação relevante da mão na bola de Alison na semana passada, em Palmeiras 2×1 Santos. Portanto, em duas rodadas, duas participações certeiras de cumprimento do protocolo do árbitro de vídeo e comprometimento à Regra do Jogo.

Por fim, duas observações:

– Thiago já foi infeliz em muitas partidas nos últimos tempos, assim como a vida tem sido infeliz com ele em contrapartida. Mas é necessário separar as coisas e entender que o árbitro – bom sujeito, mas tecnicamente comum – tem inúmeras chances na carreira e sempre há um contratempo. Me parece um “Léo Feldman do século 21″… (e isso não é ofensa, mas mera comparação respeitosa, pois o bom Léo Feldman era azarado dentro de campo; se um dia caísse um urubu na hora do gol e a ave impedisse a bola de entrar na meta, seria, certamente, no jogo dele – quem é árbitro da década de 90 entende bem isso).

– Muita gente está confundindo a orientação de “imediatez na confirmação de um gol quando bate na mão do atacante”, crendo que “o VAR só vale para lances de falta na imediatez da jogada”. Nada disso, são coisas diferentes! Por duas oportunidades, árbitros do futebol amador me questionaram de “imediatez de infrações avaliadas pelo árbitro de vídeo”, acreditando que em lances mais longe da meta, pelo tempo da chegada ao gol, não deveriam ser revistos. Árbitro do Campeonato Brasileiro não pode fazer essa confusão: o VAR avalia os gols até o retrocesso da última paralisação / derradeiro reinício da jogada. O lance de Matheus Babi foi preponderante na construção do gol.

Mesmo se os dois gols estivessem errados, nada disso justifica o vandalismo ao equipamento eletrônico, não é verdade?

– A Vaga que não se Preenche

Texto de 11 anos! Mas muito atual… vale o repost, abaixo:

Quem milita no meio do Futebol, e principalmente na Arbitragem, sabe da importância do professor Gustavo Caetano Rogério e da força de suas palavras. Leio (um pouco tardiamente) a sua inspiradíssima coluna sobre os requisitos para se tornar árbitro de futebol, publicada em seu espaço mensal na Web, e corroboro plenamente com sua irônica “necessidade de contratação” do “ser humano perfeito” para o exercício desse cargo.

Sem dúvidas, um belíssimo e certeiro texto sobre a real condição da figura do árbitro de futebol, o qual compartilho abaixo com os amigos.

Extraído de: http://www.aagsp.com.br/coluna_gustavo.asp?id=62

PROCURA-SE UM HUMANO PERFEITO

As vagas estão abertas em todos os estados brasileiros, para admissão imediata e urgente, pois farão parte de quadros que requerem perfeição em todas as decisões e atitudes tomadas durante o exercício de suas funções.
Porém, destacamos que os inscritos que forem admitidos não poderão, em hipótese alguma, cometer falhas comuns aos seres humanos até então conhecidos, devendo, portanto, em toda e qualquer decisão ou atitude que vier a tomar ser entendido e aplaudido por todos que analisarem seu trabalho, bem como por todos os envolvidos durante a execução das funções.
Não poderá, seja em que situação for, ser “desmentido” por eventuais imagens gravadas de seu trabalho e se isto acontecer será afastado sumariamente e sem direito a nenhum tipo de contestação.
Terá que conhecer todas as regras e interpretações exigidas por seu trabalho e não terá razão mesmo quando quem o analisa delas nada saiba a respeito.
Como seu raio de ação na atividade é de aproximadamente 7.480 metros quadrados terá sempre que encontrar meios para ver tudo que acontece, sempre deverá estar ao lado do acontecimento principal e sempre, nestes momentos cruciais, acertar naquilo que se decidir a fazer.
Se nestas situações não estiver próximo e tiver a sorte de nada mais grave acontecer poderá, a critério de uma comissão, ser perdoado e voltar em trabalhos futuros.
Independentemente de sua atividade paralela, pois somente desta não conseguirá sobreviver, deverá treinar constantemente, pois será muito exigido em sua condição física durante o trabalho e deverá estar ciente que o tempo para tal treinamento é problema exclusivamente seu.
Além do acima destacado deverá sempre estar à disposição para reuniões de trabalho, receber “novas” instruções e sem que os “empregadores” se importem se terá tempo ou não.
Quando no exercício de sua função, mesmo acertando no que fizer, estará sempre correndo o risco de ser afastado por solicitação de terceiros, deverá respeitar tal decisão calado e uma comissão informará a todos que foi afastado para preservar sua imagem em ocasiões outras, pois nestas situações não será “demitido’ sumariamente, pois o “empregador” demonstrará compreensão.
Mesmo assim, e como ser humano perfeito, deverá sempre ter a inteligência suficiente para entender que, a critério das comissões, muitas vezes será preferível omitir-se numa decisão para “salvar” a si próprio e as próprias comissões. Enfocamos que “a critério das comissões”, pois será ou não punido dependendo de como será a repercussão do fato através dos interessados.
Se eventualmente for ofendido em sua honra após executar seu trabalho não deverá processar aos ofensores, pois, invariavelmente quem lhe ofenderá é exatamente quem lhe paga pela função exercida, e seu “empregador” ficará em situação incomoda se isto ocorrer.
Como ultima informação destaque-se que a função não terá salários fixos, não terá “carteira assinada”, e não fará jus a décimo terceiro salário ou férias.
Os seres humanos perfeitos interessados nas “facilidades” e reconhecimentos que lhes serão proporcionados pela função deverão, em seus estados, procurarem as Federações de Futebol e suas Comissões de Arbitragem para inscrição imediata.
Após aceitar as condições e entregar provas de trabalho, exames médicos e oftalmológicos, certidões negativas provando ser honesto e não ter nome sujo na praça, além de passar por uma pré seleção você poderá será aprovado.

FUNÇÃO: ÁRBITRO DE FUTEBOL
ET. O “anuncio” foi lançado mesmo sabedores de que todos nós somos humanos e obviamente nenhum candidato se apresentará, porém você que direta ou indiretamente trabalha, dirige, comenta, analisa ou assiste as partidas deste esporte precisa, cada vez mais entender que aquela figura por todos odiada é acima de tudo um SER HUMANO FALIVEL como você. Erros e acertos fazem parte da falibilidade humana e é a isto que lhes quero chamar a atenção.

– A mão de Alison na barreira em Palmeiras x Santos

Não dá para reclamar: Alison, no “Clássico da Saudade”, deixou propositalmente o braço / mão para que a bola batesse nele. É essa a intenção subjetiva, o “Migué” cometido pelos atleta santista (em linguagem de Várzea).

Você pode deixar os braços ou as mãos para que a bola bata neles em caso de PROTEÇÃO (se a bola for bater no rosto ou nas partes íntimas, por exemplo). Exceto essa situação, a intenção é de disfarçar um toque deliberado.

Acertou a arbitragem no Morumbi!

– São Caetano 4×3 São Bernardo: o correto e o equivocado

Dois lances me chamaram a atenção no pouco que vi do movimentado clássico do ABC, nesta 5a feira.

João Vitor Gobi, árbitro que elogiei por diversas vezes em jogos que eu assisti ele atuando (clique na busca deste blog), me decepcionou! Vi um pênalti infantil, fácil de se marcar, ser completamente ignorado. O número 2 do São Bernardo bloqueia a passagem do adversário, se posicionando como um paredão ao corpo do número 11 do São Caetano na cara do juiz, obstruindo claramente de maneira infracional dentro da área. Reforço: com ele, Gobi, bem posicionado. Fraquejou, errou ou pipocou?

Mas vale elogio à validação do segundo gol do São Bernardo. Parabéns ao bandeira 2 Leonardo Tadeu Pedro! Tinha “meia dúzia de impedidos”, e uma bola é lançada e cai no pé de quem não estava. Tal lance, anos atrás, era impedimento. E sem TV, impossível crer que algum bandeira teria coragem de mandar seguir. Leonardo bancou sua precisão e acertou!

Detalhes, repito sempre isso, decidem uma partida de futebol.

– Os lances polêmicos de Corinthians 3×1 Coritiba

Na Arena de Itaquera, 3 lances discutíveis no jogo entre o Timão e o Coxa Branca. Vamos lá:

1. A expulsão de Yan (CORTB): CORRETA, pois antes do início do campeonato, a CBF orientou seus árbitros a serem rigorosos em lances que se use braços e mãos para dividir uma jogada. A FIFA tem pedido máxima atenção para que cessem golpes, tapas e socos que possam atingir a cabeça de um adversário (para se evitar concussões e fair play também). Portanto, acertou o árbitro.

2. O pênalti de Patrick (CORTB) em Léo Natel (CORINT): pelas imagens que assisti, não consigo ver falta por nenhum ângulo. A não ser que apareça uma imagem melhor, parece-me um erro, até certo ponto grosseiro, de confusão de contato físico normal interpretado como lance faltoso.

3. O avanço do goleiro: ao pé-da-letra, com o livrinho embaixo do braço, sendo “bem Caxias”, acertou em mandar voltar a cobrança de pênalti. Mas cá entre nós: este tipo de avanço é aquele difícil de assinalar (a regra pede ao menos um pé sobre a linha na hora do chute). Sem VAR, impossível. Parece-me que o “adiantar milimetricamente” foi o chamado “caçar pelo em ovo”.

– Palmeiras 1×1 Goiás: o equívoco do árbitro na falta que originou o gol era para VAR?

Lembram do árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, que apitou aquele confuso Botafogo 0x1 Palmeiras (o jogo das muitas reclamações com o placar de 10×0 nos Cartões Amarelos; relembre-o aqui: https://wp.me/p4RTuC-nij)? Pois é: neste sábado, um erro crasso foi determinante para o empate do Goiás contra o Palmeiras.

Patrick de Paula (SEP) tenta bloquear o avanço de Victor Andrade (GOI), que se joga e deixa o pé bater na perna do defensor. O juiz, mal posicionado, entrou na encenação e marcou a faltadonde saiu o gol.

Em lances de pura interpretação, o VAR não deve acionar o árbitro, exceto em erros claríssimos de equívoco (conforme a nova orientação). Seria esse o tipo de lance?

– Árbitros locais para uma melhor logística e menos riscos de Covid_19

Surge como um burburinho, mas eu gostaria de lançar a proposta: árbitros locais para os jogos do Campeonato Brasileiro, a fim de minimizar os riscos de contágio, de exposição e de substituição às pressas de juízes nos jogos.

Explico: dias atrás, falamos do equívoco em se tratar o Brasil de maneira uníssona no tratamento e prevenção do Novo Coronavírus, já que as diferentes realidades dos estados mereceriam protocolos diferentes devido à gravidade das situações locais. Insistimos até que a volta do Campeonato Paulista pode ter iludido muita gente, já que fatores como a extensão territorial reduzido e as partidas sendo realizadas em praças com menor índice de óbitos (e não necessariamente das cidades-sedes das equipes) possibilitaram o término do torneio (vide em: https://wp.me/p4RTuC-qW8). Assim, com realidades distintas, o Brasileirão sendo jogado na casa de cada clube, num país-continente como o nosso, seria loucura.

Vejam a NBA, que confinou atletas na Flórida a fim de realizar o torneio! De tal forma, cidades que estão somente agora tendo picos de contaminação não poderiam receber jogos como as que estão saindo (muito embora, apesar dos protocolos sanitários, creio que não era o momento adequado de voltar o futebol nacional, com a marca de 3 milhões e infectados e 100.000 mortos).

Mas e os árbitros? Imagine um juiz gaúcho que vá apitar Corinthians x Flamengo: ele tem que ser testado e isolado até a hora de entrar em campo. Não adianta fazer o teste em Porto Alegre e viajar. Tem que fazer o teste em SP e aguardar o resultado. Se der negativo, troca-se o árbitro (e o árbitro originalmente escalado fica resguardado em São Paulo, longe da sua casa, com as despesas ocorridas e precisando ser substituto).

Um exemplo real: hoje teremos Red Bull Bragantino-SP x Botafogo-RJ em Bragança Paulista (cidade que lutou para entrar na Fase Amarela). Os árbitros, bandeiras, VAR e AVAR vêm de Goiás (estado onde tivemos uma partida suspensa devido ao alto número de contaminados do Goiás e onde o Atlético Goianiense também acusou infectados ontem).

Pra quê? 

Escale-se um árbitro próximo, que tenha feito o teste e que aguarde o resultado há tempo de se isolar e entrar em campo sem chance de ter se contaminado. Os árbitros goianos viajarão de avião (portanto, estarão expostos) e terão feito os testes perto do estádio Nabi Abi Chedid, se isolarão e garantidamente darão negativo até o momento da partida? Se derem positivo, não teremos jogo, já que o árbitro reserva e demais membros estarão juntos em contato.

Repito: árbitros locais testados e isolados na proximidade dos estádios, esta é a solução. E que os clubes não reclamem de serem do mesmo estado da equipe mandante, já que a condição para apitar não deve ser a origem de nascimento, mas a honestidade!

– Precipitou-se no futebol ao ver o caso de São Paulo?

A Capital Paulista viu muitos jogos com rigorosos protocolos contra o Coronavírus. Talvez essa visibilidade (num centro onde os óbitos estão caindo), tenha iludido muita gente, fazendo com que o Brasil achasse que o futebol seria permitido em todos os lugares.

Nas regiões onde a Covid_19 “chegou tardiamente”, talvez nem estejamos no pico ainda! São os casos de Goiás, Rio Grande do Sul, alguns lugares do Nordeste e Mato Grosso.

O que se viu na Rodada inicial do Brasileirão, além de ser uma vergonha, é preocupante: vários jogos da Série C e B com problemas, e, mais destacadamente, a suspensão de Goiás x SPFC por contaminação dos goianos.

Precipitou-se em começar o torneio nacionalmente, é fato. E o que fazer? Mudar as praças esportivas de lugares em alerta, como o próprio Goiás jogar no Rio de Janeiro? Mas e o elenco, terá suficiente número de atletas?

– Detalhes ganham (ou empatam) um Derby. Parabéns, Palmeiras. Parabéns, Luiz Flávio!

No sábado, o Palmeiras empatou com o Corinthians e nos pênaltis levou o Paulistão 2020. Algumas impressões:

Gustavo Gomez, que viveu uma novela na renovação contratual, no último minuto de bola rolando do Campeonato quase colocou tudo a perder para a sua equipe! Cometeu um pênalti infantil, no qual não precisa de VAR, câmera, tira-teima ou coisa qualquer para marcar. Acertou Luiz Flávio de Oliveira ao assinalar a marca penal. O gringo precisa agradecer demais os seus companheiros pelo título, caso contrário, seria crucificado.

, a contratação mais cara do Timão, tinha um caminhão de responsabilidade nas costas para cobrar o pênalti no tempo normal aos 50m. O fez com categoria.

– Técnico experiente tenta ganhar jogo de todas as formas: Vanderlei Luxemburgo fez uma pressão danada na arbitragem (que foi muito bem e suportou) nos momentos anteriores aos pênaltis. Não tinha do quê reclamar, mas reclamou para se fazer presente.

– Técnico inexperiente tem que confiar naqueles que têm qualidade: Luan e Ederson, ótimos batedores, não cobraram os pênaltis. Por quê, Tiago Nunes?

Patrick de Paula, da Taça das Favelas para o protagonismo do pênalti derradeiro: que cobrança perfeita, não? E o Cássio foi muito bem na bola, mas não deu.

Enfim: parabéns Luiz Flávio pela atuação. Apitou o básico, esteve perto dos lances e não relaxou um minuto sequer. Muito bem em campo, numa partida modorrenta das equipes.

– Pausa com o Derby. Substituindo o evento!

Pouquíssimas vezes não assisti uma decisão de campeonato estando comentando o jogo ou simplesmente acompanhando. Porém, neste mundo maluco que vivemos devido à pandemia (100.000 vítimas no Brasil neste sábado), a necessidade de estar próximo da família e de buscar as coisas não mundanas, trocarei o Derby decisivo do Paulistão 2020 (Palmeiras x Corinthians, 16h00) para ir à Missa presencialmente (fato raro nestes últimos 6 meses devido às restrições – nossa paróquia providenciou inúmeros protocolos de segurança para tal).

E como amanhã será Dia dos Pais, não prometo assistir o VT até o domingo. Passarei com meu pai, meu sogro e minhas filhas!

Aqui fica a célebre frase de Arrigo Sacchi: “o futebol é a coisa mais importante das menos importantes”.

Ótimo jogo, bom final de semana e nos cuidemos.

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– Luiz Flávio no Derby derradeiro da decisão!

Ana Paula de Oliveira, presidente da Comissão de Árbitros da FPF, deixou claro que, se é para errar em alguma escala, que “erre com os melhores”.

Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira são os FIFAs mais experientes de São Paulo, então ela fez essa opção para escalá-los nas finais do Paulistão. Flávio Rodrigues Souza, o outro Fifa, não tinha a confiança suficiente dela, bem como Edna Alves (a árbitra FIFA que tem ido muito bem e poderia estar em algum jogo destes).

A chefe dos juízes está deixando outros nomes de lado para optar pelo “escudo branco”. Porém, lembremo-nos: Luiz Flávio sofre não só por seus erros, mas pela pendenga histórica que existia em jogos do irmão dele, o Paulo César, com o Palmeiras. E esclarecendo: não existe mais a obrigatoriedade do sorteio, é “audiência pública de divulgação de escala”.

Vai ser difícil manter a autoridade em campo, não tenha dúvida, pelo histórico e pelo clima do jogo.

Pressão, sabemos, a Torcida Organizada do Palmeiras já fez logo que foi divulgada a escala. Aguardemos e torçamos por uma boa arbitragem.

– As novas regras do futebol e as orientações da CBF para os juízes no Brasileirão:

Já escrevemos sobre elas quando do anúncio, mas fica o lembrete das mesmas, de uma forma bem didática, pois o Brasileirão começa neste final de semana: o que muda nas Regras do Futebol e o que a CBF está pedindo aos juízes!

ALTERAÇÕES DAS REGRAS

1. Avanço do goleiro em cobrança de pênalti.
A partir de agora, se o goleiro se adiantar e defender um tiro penal, volta-se a cobrança e não se aplica o cartão amarelo. Se numa 2ª cobrança (sendo a repetição desta que ele infringiu ou em um outro pênalti durante o jogo) ele avançar novamente, receberá o cartão amarelo. E, numa 3ª cobrança (ou repetição de algumas destas anteriores) existir novo avanço, receberá o 2º cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.
Uma novidade: se a partida for decidida por cobrança de pênaltis, os cartões recebidos pelo goleiro por se adiantar em pênaltis são zerados no jogo, e uma nova contagem se faz durante a decisão por tiros penais. Mas atenção: os recebidos no tempo normal e neste momento de cobranças são contados integralmente para a suspensão automática em partidas futuras.

2. Mão deliberada do defensor tira atacante do impedimento.
Sabemos que se a bola for lançada por um atacante a seu companheiro que está em condição de impedimento e ela for tocada por um defensor que tenta disputá-la, esse toque, desde alguns anos, passou a dar condição para o outrora impedido. A partir de agora, se esse toque for com a mão (já que sabemos que não se pode jogar com a mão), também habilitará o atacante.

3. O que é braço / mão? De onde até onde se define isso?
Ficou até mesmo irônico para alguns, mas a FIFA definiu que braço / mão compreende o que não for ombro, e para defini-lo, deve-se levar em conta que “o limite do ombro até o braço ficará definido como a parte inferior da axila”. Ou seja: o braço/ mão na bola será considerado na região desnudada da manga da camisa.

4. Punição à mão de atacante em imediatez do gol.
Antes, “mão na bola” independia de ataque ou defesa, levando em conta apenas a intenção ou não. Anos atrás, acrescentou-se a orientação de verificar o movimento antinatural, que significa tirar proveito de um uso não convencional dos braços. Em 2019/ 2020, a mão do atacante em jogada de ataque passou a ser punida indistintamente como infração (mesmo que involuntária). A partir de 2020/2021, voltamos à condição anterior, diferenciando a situação de uma bola que bater na mão do atacante e dela sair o gol (do próprio atleta – em que a bola mesmo que acidentalmente bater – ou de um companheiro que se aproveite disso). A CBF reforça que os árbitros estão orientados a avaliar a IMEDIATEZ da mão, pois se criar um outro lance, já não se deve punir.

5. Toque de mão do goleiro depois do tiro de meta.
Elucidou-se que, se o goleiro cobrar o tiro de meta e voltar a tocar na bola, marca-se um tiro livre indireto e aplica-se o cartão amarelo (já que anteriormente a bola deveria sair da área para entrar em jogo e isso já deixou de existir há algum tempo).

6. Advertência no Bola ao Chão para reinício da partida.
Com o advento de bola ao chão para “devolver a bola para quem já tinha a posse dela”, feito de maneira mais recente na Regra, exigiu-se uma distância de 4 metros. Agora, quem não respeitar essa distância e interferir no reinício (tanto companheiro quanto adversário) deve receber o cartão amarelo e o bola ao chão será repetido.

7. Ataque promissor com vantagem e retomada de ataque, dispensa advertência.
Se existe um ataque promissor e o árbitro marca a falta, mas antes de aplicar o cartão amarelo ela é cobrada rapidamente (ou seja: houve a vantagem), e voltando a existir um ataque promissor, NÃO SE DEVE DAR O CARTÃO assim que a bola parar, pois voltou a existir um ataque promissor (a não ser que a natureza da falta exija uma punição, como um lance violento).

8. Avanço do goleiro com erro do atacante.
Se numa cobrança de pênalti o goleiro cometer uma infração, mas o cobrador cobrar tão mal o chute que for perceptível que um avanço do goleiro em nada interferiu, não voltará mais a cobrança nem advertirá o goleiro.

9. Em lances de dupla infração (atacante e goleiro) no tiro penal.
Se um goleiro se adiantar para a cobrança do pênalti, porém o batedor praticou uma paradinha, se punirá a 1ª infração (a paradinha), marcando tiro livre direto para a defesa a partir do ponto penal e dando cartão amarelo ao cobrador. Isso (do atacante ser punido) já existia, mas passou a valer também com infração simultânea do goleiro.

10. Avaliação de agarrões.
Só será punido o atleta que segurar um adversário e esse agarrão tiver real influência na jogada. Segurar a camisa por si só não será considerado infração (portanto, o atacante parar de correr deliberadamente porque foi agarrado não vai adiantar mais). Deve existir impacto sobre o agarrado.

11. A substituição de 5 atletas em 3 momentos da partida.
Poderá ser efetuada a troca de até 5 jogadores no intervalo e em 3 paralisações da partida para cada equipe, por conta da pandemia. Vale como alteração TEMPORÁRIA da Regra.

OUTRAS ORIENTAÇÕES

1. O VAR, para lances ofensivos de cartão vermelho, não levará em conta o áudio, mas apenas o gesto / imagem. O que foi dito cabe ao árbitro interpretar.

2. Diferente do que muitos pensam, o VAR pode sim interferir em situações de interpretação, DESDE que exista uma imagem muito interessante e que julgue que o árbitro não a viu.

3. Reforça-se o uso do VAR para a validação de gols, tiros penais, cartões vermelhos e identificação de jogadores.

4. Em comemorações de gol, levantar a camisa e encobrir o rosto é para cartão amarelo (fica o lembrete), mas gestos pejorativos relevantes para uma situação devem ser punidos (por exemplo, se um atleta do Atlético Mineiro imitar um Galo, é uma auto-referência ao seu mascote, algo bom, não se pune; mas se fosse na Argentina e por parte de um jogador do Boca, se pune pois é ofensivo ao River Plate).

5. Não se deve ir às arquibancadas comemorar o gol, pois receberá o cartão amarelo por ir á torcida e incitar o público. Mas em jogos sem torcida, não há sentido em se punir.

6. Usar a mão na bola não é necessariamente lance para cartão amarelo. Deve-se avaliar a ação de bloqueio ou de disputa com o seu uso.

7. Se um jogador marcar um gol de mão e estando impedido, pune-se a mais grave (a tentativa de ludibriar a arbitragem com um gol de mão, aplicando o cartão amarelo).

8. Mão que esteja em frente do corpo e que não tenha influência nenhuma na jogada, obviamente não é infração (assim como as mãos de proteção ao rosto / partes íntimas).

9. Nas disputas de bola, o árbitro deve levar em conta se o atleta que atingir um adversário poderia ter “suavizado” na disputa e também verificar onde atingiu (barriga, pé, cabeça). Avaliar o ímpeto, a velocidade e onde impactou serão determinantes para marcar falta sem cartão, com cartão amarelo ou cartão vermelho.

10. Acabar com o uso do braço no rosto do adversário (isso é uma bandeira da FIFA). Os árbitros deverão verificar se a mão contra a cabeça foi um empurrão (cartão amarelo como punição) ou um golpe (vermelho direto).

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– E o Jô, hein… falta de critério resulta nessa discussão…

O lance em que Jô vai disputar a bola com Gustavo Gomes é idêntico ao de Juninho e Carlos e menos intenso do que de Fagner.

Em 15 dias, nos 3 jogos no qual Raphael Claus trabalhou no Corinthians (Árbitro contra o Red Bull, VAR contra o Mirassol e Árbitro contra o Palmeiras), o critério de não expulsão foi o mesmo nas partidas apitadas, e diferente do que foi árbitro de vídeo.

Fica a observação: diferentes critérios dependendo da função, e isto é errado. Que não seja a diferença do critério pela cor de camisa (e isso preciso crer que não é), mas pela atividade exercida.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Meia, Meião, Superstição e Pressão no árbitro do Derby!

Respeito todas as crenças e a descrença, e vejo a história do Palmeiras desejar jogar com meias brancas por quê “daria sorte”.

É lógico que como o futebol é um microcosmo da sociedade, e que sendo assim, as diversas crendices aparecem no dia-a-dia em campo e têm seu efeito psicológico. Há, portanto, de considerar a hipótese de “ajuda dos astros” (embora, particularmente, não acredito em superstições e equivalências assim – tenho minha fé bem resolvida – mas não é por isso que devo desdenhar de quem crê diferente).

Independente da cor da meia que o Palmeiras jogará no próximo sábado (pois como o Corinthians é mandante na quarta-feira, ele pode jogar com suas meias brancas e o adversário, Palmeiras, terá que jogar com as cores diferentes dele – verdes, no caso), surgiu uma brincadeira sobre isso no Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan que virou uma questão muito bacana e curiosa: e se o Palmeiras quisesse jogar com uma meia branca numa perna e verde noutra?

Poderia?

Vejam só: o uniforme é constituído de camisa, shorts, meias, equipamento de proteção (caneleira) e calçado (tênis ou chuteira, que não leve perigo ao adversário ou ao próprio atleta). Os de identificação ao público (camisa, calção e meias) devem ser idênticos. Caneleiras, como são encobertas, não. Igualmente às chuteiras, que são permitidas como personalizadas devido aos patrocinadores e/ou serem ferramentas de trabalho (embora exista quem defenda – e tem lógica – que deveriam ter cores predominantemente padronizadas).

Mas e os meiões de “duas cores”? Se o Palmeiras desejar jogar com uma perna vestindo a branca e na outra com a verde, onde está a impossibilidade disso na Regra do Jogo? O Espírito dela não impede, nem a Regra 4.

Porém, leve em consideração: as meias de um time visitante devem ser diferentes das do mandante. Na final do Derby, com mando do Corinthians, as cores da meia do Timão são brancas (mas ele poderia jogar com as pretas se quisesse); assim, o Verdão deverá ir de verde. No mando do Palmeiras, se quiser jogar com cores diferentes, precisa apenas definir qual perna levará cada cor (isso deve ser uniforme / padronizado: todos de verde na perna esquerda e todos de branco na direita, por exemplo.

Importante: essa inovação só poderá acontecer se o adversário tiver uma cor diferente das duas de quem quiser usar, e fica o exemplo: Palmeiras x Guarani, por exemplo, não seria razoável…

E já que falamos sobre Regras, a Regra 1 será cumprida na Arena Itaquera, hoje? Afinal, desde 22 de Julho, com o episódio da pichação, está pintada a inscrição SCCP na área de meta. Já deu tempo da grama crescer, ser cortada, e as ações de vandalismo realizadas sumirem. Ou não?

Por fim: torço para que Raphael Claus, árbitro da partida, seja resiliente às pressões. Eu evitaria sua escala, pelo seguinte fato: se cometer equívoco a favor do Corinthians, ganha força a teoria pró-Alvinegra; se o equívoco for pró-Palmeiras, aí nasce a teoria de compensação para o Alviverde. Portanto, seja perfeito, Claus!

Minha opinião sobre essa escala em: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/03/10-nomes-para-a-arbitragem-da-final-entre-corinthians-x-palmeiras/

– Árbitro de Futebol: o Ator Maldito

Por diversas vezes citei um livro que li (A Dança dos Deuses, do prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem (fui aluno dele). Porém, não resisto ao ler novamente (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

– 10 nomes para a Arbitragem da Final entre Corinthians x Palmeiras

Que pisada na bola da Ana Paula de Oliveira, a presidente da CEAF-SP, ao confeccionar a escala da final do Paulistão 2020. Falta árbitro na FPF?

O Raphael Claus está em todas as escalas importantes, e mesmo depois da polêmica de domingo e de quinta, o escala para a final.

Lamentável… coloca outro, poxa. Só tem ele no Estado de São Paulo para apitar jogo importante?

Aliás: abaixo, os 10 membros da arbitragem do 1o Derby da Final:

– A expulsão correta de Juninho em Corinthians x Mirassol foi por erro do VAR?

E a expulsão do atleta do Mirassol contra o Corinthians?

Juninho (MIR) vai dividir com a sola e atinge o pé / tornozelo direito de Carlos (SCCP). No lance rápido, para o árbitro, se está muitíssimo bem posicionado é para cartão vermelho. Estando de longe, sem visão privilegiada, tende a dar cartão amarelo pois muda-se a percepção.

O correto é: NUNCA ir dividir uma bola como se fosse PISAR no adversário, pois aí não se torna uma disputa leal de jogo e corre o risco de ser expulso. Portanto, correto o cartão vermelho.

O grande problema: o Protocolo FIFA do VAR não permite que o árbitro de vídeo tome a  iniciativa para chamar o árbitro de campo e reveja tal lance. Somente poderia fazer isso em lance interpretativo se fosse considerado um erro absurdo (o que não foi o caso). Não sei se foi o árbitro quem pediu ajuda para o vídeo.

Errou o VAR Raphael Claus, caso ele tenha chamado Vinícius Araújo, que acertou na Expulsão por linhas tortas.

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– Guarani 1×3 São Paulo: que pecado a anulação ilegal do gol de voleio…

Na Vila Belmiro com o mando do Bugre, Rafael Costa fez um golaço de voleio, mal anulado pela arbitragem.

Estando o Tricolor vencendo por 2×1 e o Guarani buscando o empate, um bola é cruzada na área. Ali não havia atleta algum em impedimento e nasce um novo momento, pois a bola é cabeceada e sobra para Rafael Costa, em posição legal, fazer um bonito gol.

Errou o bandeira Alberto Poletto Masseira, sendo que nada pode fazer o juiz Salim Fende Chavez. Mas discordo do comentário de Paulo César de Oliveira de que ele estava atrasado no lance, na veemência de um erro crasso. Achei que foi um erro em consequência da velocidade do lance (que foi capital, é verdade). Claro, respeito a opinião do amigo PC mas entendo que era situação difícil.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo? Provavelmente, o gol seria validado.

– Palmeiras 2×1 Água Santa: o lance equivocado de mão na bola.

Dois lances bem polêmicos: o primeiro, dificílimo até mesmo com a tecnologia (com William Bigode no ataque), pois ficará sem resposta: ele sofre a falta dentro da área (e em cima da linha “é área”) ou sofre fora dela? Pelas imagens, é covardia ser taxativo e não se critique o árbitro pela decisão tomada.

O segundo lance não me deixa dúvida: pênalti inexistente, num erro de interpretação que tem sido comum em outros jogos que assisti do árbitro Douglas Marques das Flores: na dúvida da intencionalidade da mão, o juizão costumeiramente tem marcado equivocadamente infração!

O atleta de camisa 15 do Água Santa, Wellington Reis, está cabeceando desequilibrado a bola e ela bate na própria mão dele (sem intenção, sem ser movimento anti-natural, sem estar aumentando a área de contato e, pasme, “amortecendo a bola para o domínio do adversário”).

NUNCA se pode entender que com toda essa leitura o ato seja infracional. Errou feio o árbitro.

– Oeste 0x2 Corinthians: Boselli sofreu acidente de trabalho ou foi agredido?

Sidimar, do Oeste, versus Boselli, do Corinthians: lance casual de jogo ou agressão?

Vamos a ele: Sidimar, repare, não está na mesma altura “cabeça a cabeça” com Boselli quando vai cabecear a bola. Ele passa da altura do corintiano e o braço direito (ao menos, é o que dá a entender), é que atinge o adversário.

Falamos dias atrás, quando publicamos as alterações e novas orientações da Regra do Jogo, sobre a FIFA pedir rigor absoluto em lances de disputa de bola com o uso dos braços abertos e/ou mão no rosto do adversário. E isso (pela minha interpretação do lance) não seria jogo brusco grave, mas sim conduta violenta (portanto, cartão vermelho), pois abandona a disputa e atinge deliberadamente o oponente.

Pode ser que o árbitro Luís Flávio de Oliveira tenha sido traído por um lado cego do seu posicionamento e por isso tomou tal decisão.

Que falta faz as câmeras do VAR, não?…

– Resumo das arbitragens do Trio de Ferro na Rodada decisiva do Paulistão:

Não assisti o jogo do Santos, e vi bastante coisa sobre Palmeiras, Corinthians e São Paulo.

Se elogiei a arbitragem do Campeonato Paulista 2020 no retorno Pós-Covid durante o meio de semana, na rodada derradeira da 1a fase ela não foi bem.

Confira no link:

Creio que o árbitro de vídeo fez muita falta nestes jogos… Volte logo, VAR!

– Relembrando os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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– São Paulo 2×3 Red Bull Bragantino destoou positivamente!

É legal assistir um bom jogo de futebol! E na 5a feira, duas equipes que jogaram em busca do gol provaram que a melhor defesa sempre será o ataque!

Como todos os pesares da parada pela pandemia, o Tricolor do Morumbi e o Massa Bruta / Toro Loco correram bastante! Os preparadores físicos das duas equipes estão de parabéns, por todas as circunstâncias que estão ocorrendo com as dificuldades de treino e ainda assim possibilitarem aos jogadores tal rendimento.

Fernando Diniz, sabidamente, coloca o time “pra frente”. Felipe Conceição idem, mas me surpreendeu pois sua equipe é muito bem treinada. Ótimo ver nomes jovens se destacando com boa qualidade.

Neste jogo corrido e agradável, passou despercebida a boa atuação da árbitra Édina Alves Batista, que não foi tão exigida devido ao bom comportamento de tricolores e bragantinos. Dos jogos que assisti dela, tem apitado com regularidade o “be-a-bá”, sem atitudes espalhafatosas e com rigidez no cumprimento da regra. Talvez tenha que estar com o seu posicionamento um pouco mais próximo dos lances, mas aí é uma questão fisiológica que podemos discutir mais adiante.

Salve o futebol lúdico e competitivo ao mesmo tempo!

– Como se Frauda uma Partida de Futebol?

(Repost de 15/07/2011)

Amigos, há tempos que eu desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

E como funciona?

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

1) Caseiros
2) Mediadores
3) Narcisistas
4) Cumpridores

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

1) CASEIRO

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!
O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

2) MEDIADORES

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

3) NARCISISTAS

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

4) CUMPRIDORES

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?
Deixe seu comentário:

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

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