– Teremos uma desculpa para abandonar o VAR no futebol?

Para quem for antipático ao uso do árbitro de vídeo, veja que, devido ao Covid-19, para evitar aglomerações em cabines, excesso de gente e outras formalidades, a FIFA permitiu que os campeonatos de futebol que começaram com o uso do VAR possam terminar sem o uso dele.

Será que isso poderá servir de “muleta” para que muitos torneios economizem dinheiro dispensando a ferramenta e/ou simplesmente abandonando-o?

Aproveitando: como houvera sido ventilado, serão permitidas 5 substituições nas partidas em 3 paradas + intervalo, a fim de poupar atletas devido à maratona de partidas prováveis no calendário pós-Coronavírus.

Jornalista sem jornal: Como o Var veio para atrapalhar o futebol

– Novas Invenções de Jogadas Ensaiadas no Futebol

Cobrar tiro livre com 6 batedores pode?

Aconteceu há alguns anos: o Kyoto Sanga (conhecido como “The Purple”), time da 2a divisão japonesa, mostrou que no futebol ainda há espaço para invenções.

Em um jogo da J-League 2 a equipe faz um golaço numa cobrança de falta. O detalhe: havia 6 batedores!

Parece hilário, mas resultou em gol e foi válido.

Importante- ao ver o curioso lance, já saiba de antemão: a artimanha pode ser feita em uma cobrança de falta, mas não pode em um pênalti, já que no tiro penal o jogador deve ser devidamente identificado.

No link: http://is.gd/T3B6H9

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– Recordar é Viver!

Ô lembrança boa… Curso para árbitros jovens na CBF, muitos anos atrás, lá na Granja Comary!

Eu tava fininho…

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– Ideias para Profissionalizar a Arbitragem!

(Esse texto tem 5 anos. Mas é tão atual… Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2015/05/15/as-boas-ideias-propostas-por-salvio-spinola-e-carlos-simon/)

AS BOAS IDEIAS DE SÁLVIO E SIMON

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 10 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

TREINADOR vai receber cartão… | Wanderley Nogueira

 

– No futebol, se a vítima pular na hora de ser atingido pela falta, deve-se marcar a infração?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League.

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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– O futuro do Futebol poderá ser muito diferente na prática esportiva. Não é melhor esperar?

A insistência em jogar futebol profissional mesmo com o Covid-19 em alta, pode permitir o surgimento de um outro esporte sem ser o que conhecemos.

Vimos dias atrás a vontade da FPF em retornar os seus campeonatos (em: https://wp.me/p55Mu0-2w8). Falamos de algumas ideias estapafúrdias para que isso ocorra, como isolar atleta por 15 dias ou não ter contato físico algum durante o jogo, proibindo abraço em comemoração de gol (texto em: https://wp.me/p4RTuC-puS)

No Campeonato Holandês, já houve o encerramento do torneio (vide em: https://wp.me/p4RTuC-pyy) Nesta semana, na terra do bilionário PSG, o Campeonato  Francês também foi encerrado pela FFF (sem que tenha-se decidido campeão ou rebaixado).

Agora, leio que o importante médico Michel D’Hooghe, responsável pelas principais questões de saúde da FIFA, sugeriu que se aplique Cartão Amarelo para o atleta que cuspir em campo, pois isso poderia disseminar o Novo Coronavírus. Ora se, existe o risco, simplesmente não tenha futebol, ao invés de criar regras que deverão ser contestadas pelos jogadores e possivelmente não cumpridas.

Ao menos, o próprio Dr D’Hooghe usou o bom senso quando disse: o ideal é que não se faça futebol nem com portões fechados, pois existiria o risco dos atletas expostos, já que seria impossível manter a distância necessária entre eles de 1,5m.

Já imaginaram que tal medida (o distanciamento de 1,5m) for sido colocado como regra, assim como não cuspir?

A verdade é: enquanto existir risco de contágio entre os boleiros, não se realize futebol de jeito algum.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/medico-da-fifa-quer-cartao-amarelo-para-quem-cuspir-no-gramado-quando-futebol-for-retomado.ghtml

MÉDICO DA FIFA QUER CARTÃO AMARELO PARA QUEM CUSPIR NO GRAMADO QUANDO FUTEBOL FOR RETOMADO

“(Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus”, afirma Michel D’Hooghe, presidente do comitê médico da entidade máxima do futebol mundial

O retorno do futebol em meio à pandemia do coronavírus ainda está cercado de dúvidas e incertezas. Para Michel D’Hooghe, presidente do Comitê Médico da Fifa, além de protocolos de segurança, serão necessárias medidas punitivas aos atletas quando a bola voltar a rolar. Mais especificamente àqueles que cuspirem em campo.

– É uma prática comum no futebol e pouco higiênica. Por isso, quando o futebol voltar, penso que deveríamos evitá-la ao máximo. A questão é se isso será possível. Talvez com um cartão amarelo – disse D’Hooghe, em entrevista ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

– (Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus. E essa é uma das razões pelas quais temos de ter muito cuidado antes de a bola voltar a rolar. Não sou pessimista, mas neste momento sou muito cético relativamente a isso – frisou Michel D’Hooghe.

Esta não é a primeira vez que o presidente do comitê médico da Fifa manifesta algumas reservas quanto ao retorno do futebol nesta temporada. No início do mês, D’Hooghe pediu cautela na tomada de decisões sobre o regresso das competições, mesmo com portões fechados, uma vez que “é impossível que os jogadores respeitem uma distância de 1,5 m entre si”.

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– Há 10 anos, o que ficou e o que vejo da carreira de árbitro?

Encerrei exatamente há 10 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo nos seus sonhos. Vestem o uniforme e se transformam dentro dos gramados que imaginam.

Mas, definitivamente, acabou. Termina para sempre quando perde a motivação, e o desejo de voltar sucumbe à realidade. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes burocráticos (e muitos, soberbos e irônicos) é nula.

Quanto tempo não há renovação dos cartolas? Maior do que o da renovação dos árbitros…

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol em meio a um segmento cada vez mais restrito a “donos de cargos”, onde a vida sindical se mistura ao ofício de dirigentes patronais. Questionar a quem e contra quem?

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro, que não é mais o conhecedor das regras do futebol, mas o atleta que deve somente correr, correr e correr dentro de campo, acatando orientações de “bola na mão que viram mão na bola”).

Hoje, mato a saudade do meio em que vivi falando de futebol e arbitragem na TV, no rádio, no jornal e na internet. E assim sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam, menos árbitros de potencial teriam que encerrar suas trajetórias e trocaríamos a exigência física pela técnica. Aliás, como exigir algo, se os dirigentes não querem o profissionalismo verdadeiro, transformando a causa em discursos demagogos?

Férias, INSS, 13o e plano de saúde ao árbitro… Tudo ilusão e são causas que não estão na pauta dos Sindicatos! Afinal, quem quer brigar com a CBF e suas Federações aliadas?

O “INAMPS” (ou a Unimed, a Amil e tantos outros planos de saúde) estão aí para os árbitros lesionados…

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– A ideia das 5 substituições da FIFA por conta do calendário Pós-Covid.

Atenção: não é uma proposta de mudança definitiva da Regra 3 do Futebol (número de jogadores), mas uma atitude emergencial. Falamos do aumento de substituições que a FIFA sugere para a IFAB (International Board, as donas das Regras do Jogo) a fim de que os jogadores aguentem a maratona de confrontos pós-Covid.

Imagine a maratona de partidas que ocorrerão (por exemplo, no Brasil) se todas as partidas pendentes no calendário forem jogadas num espaço de tempo bem menor do o “saudável”, a fim de não atrasar competições futuras! Não há condição física que aguente… Dessa forma, além de 3 substituições durante a partida, a FIFA deseja que possam ocorrer mais 2 exclusivamente no Intervalo.

Eu acho uma ótima ideia. E você?

Tudo parado: último estadual em andamento, Roraimense é suspenso ...

– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– Um bate-papo em formato de aula sobre arbitragem de futebol!

Participem do Curso Livre de Jornalismo Esportivo da Rede Contínua e Cursos Prado! Muito bom.

Eu falei sobre Arbitragem nesta 3a feira na plataforma. Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=FYTO-SazklM&t=1077s

– Utopia da FPF? Os testes rápidos… no aquecimento de um jogo, por exemplo?

Ao manifestar a vontade de continuar a jogar o Paulistão A1 em decisão unânime, a Federação Paulista e os clubes mostram que precisam demais da parcela restante a ser paga pela Globo (isso dá a entender no comunicado divulgado, e deixa no ar a possibilidade de decisões diferentes para a A2 e A3). Ao mesmo tempo, mostrou-se que não existe data definida e que tudo está muito vago.

Jogar com portões fechados é um desrespeito aos jogadores, árbitros e demais pessoas envolvidas. Não seriam eles vítimas de contágio também, levando o Novo Coronavírus aos familiares em suas casas?

Por mais que a FPF sugira (como fez) “testes rápidos” para detectar Covid-19 antes das partidas, a operacionalização é uma grande preocupação. Já imaginaram que loucura: se fizer um teste no dia anterior, quem garante que no dia seguinte a pessoa não esteja contaminada? Se fizer na chegada ao estádio, pense na situação: o goleiro dá positivo e é substituído imediatamente pelo reserva, que vai para o aquecimento surpreso por ser escalado. E se o reserva também testar positivo (deve-se levar em conta as possibilidades)?

Imagino, ainda, os árbitros: para um Corinthians x Palmeiras, o juizão acusa contágio e entra o 4o árbitro. Xiii…

Sejamos realistas: teste rápido que não seja dentro da praça do jogo, não vale, pois se fizer antes disso, a chance de se infectar é real!

Na prática, tudo continua como antes, com a diferença de que os clubes podem contratar novos jogadores para substituir os que estão saindo. Mas e dinheiro para isso, além de “qualidade do pé-de-obra” disponível no mercado de atletas?

Grande Vitória e Linhares são áreas com transmissão local de ...

– O que mudará nas Regras do Futebol para a nova temporada 2020/2021?

Para os campeonatos que se iniciarem a partir de 01/06/2020, algumas situações novas previstas para a Regra do Futebol.

  • A 1a, um esclarecimento: “Mão” na bola sempre se referiu a mãos e braços. A FIFA esclareceu (na linguagem dela) a “divisa entre braço e ombro“, considerando as axilas / manga da camisa. Assim, se bater até onde vai do ombro até o pedaço do braço (na altura do popular “sovaco”), não pode marcar a infração.
  • A 2a: Desde que a “bola que bate acidentalmente na mão de um jogador em ataque” passou a ser infração, alguns equívocos foram vistos. Então, de maneira objetiva: quando a bola bater nessas condições e que possa gerar um gol ou uma situação clara de gol (de quem marca o gol ou de quem serve para um gol / chute promissor), a infração deve ser marcada imediatamente. Se for no meio de campo, numa jogada que não esteja levando ao gol, não se deve marcar como infração.
  • A 3a: nas cobranças de tiros penais para se decidir uma partida, os cartões do jogo + a prorrogação não contam mais. Assim, se um atleta cometer uma indisciplina durante esse momento e receber o cartão amarelo, e estando já amarelado na partida, não pode ser expulso.
  • A 4a: Goleiro que se adiantar durante a decisão por pênaltis, não receberá mais o Cartão Amarelo, mas advertência verbal. Na reincidência, aí sim. E na 3a vez, segundo amarelo e consequentemente o vermelho.

Para os campeonatos em vigência, não haverá mudança – devem terminar com a Regra que começaram.

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– Chegou a hora de rediscutir o futebol? Façamos o mesmo com a Profissionalização dos Árbitros.

Jogadores de futebol da Europa, dos grandes clubes, estão rediscutindo contratos e salários. Ligas repensando formatos. Tudo pela nova realidade que o esporte deve viver em tempos Pós-Covid.

Pense: aqui no Brasil, onde tudo está parado também, os árbitros estão sem apitar e sem receber. E aí há duas correntes:

  1. Aqueles que defendem ajuda da CBF, já que se não tem jogo, não tem renda (crendo que os árbitros vivem com o “salário” irregular que lhes é pago no futebol.
  2. Aqueles que não entendem como necessária tal ação, já que a maioria dos juízes tem outros empregos.

Diante disso, leio nas Redes Sociais, onde debati com alguns amigos, que a ANAF conseguiu um adiantamento para os árbitros. Isso é bom?

Em termos… Adiantamento não é reforço financeiro, é empréstimo, diferente do “Coronavaucher” instituído pelo Governo. Mas pensemos:

  • Será que todos os árbitros serão contemplados? Precisariam? Como criterizar?
  • A medida é correta? Não é apenas uma ação demagógica da CBF (por não ser uma ajuda sem volta, mas um adiantamento?).

Vale discutir o cerne: não há como deixar de defender a PROFISSIONALIZAÇÃO REAL da arbitragem de futebol brasileira. O esporte é caro, e a coisa precisa ser levada à sério. A milionária CBF (vejam os balanços) deveria bancar um grupo de elite para os jogos da Série A do Brasileirão, registrando-os em carteira / contrato com tempo mínimo de temporaradas, FGTS, INSS, Plano de Saúde e benefícios. Foi bem, renova. Foi mal, encerra o contrato.

Dinheiro? Não falta. Veja o balanço da entidade e o que ela gasta com mensalinho aos presidentes de federações estaduais como ajuda de custo.

Para as demais divisões, vale o esquema tradicional – afinal, a cereja do bolo é a série A. E que nenhum árbitro profissional “de ponta” desça de divisão, já que dever-se-ia ter um grupo fechado para tocar de cabo-a-rabo as séries B e C. 

Um atacante do Flamengo que ganha mais de R$ 1 milhão por mês vai dividir a bola com um zagueiro do Palmeiras que ganha R$ 800 mil, e quem decidirá se foi ou não pênalti, não é um profissional de verdade (pois trabalha durante a semana e apita às 4as e domingos)! Chega a ser hilário.

Aí você terá quem diga que na verdade, todos eles da Série A vivem de arbitragem. Mas que risco! Não sabem quando vão estar escalados e treinam com suas próprias disponibilidades.

Também existirá a questão de “compensar ou não sair do seu emprego” para ser árbitro profissional.  Por isso a proposta deve ser atrativa – pois você terá um funcionário à sua disposição. Ou com os jogadores profissionais não é assim?

Nós temos muitos, muitos árbitros de futebol no Brasil. As escolas de árbitros, com suas diversas turmas anuais e salas lotadas, são minas de ouro com grandes receitas financeiras e despesas diminutas. Não há onde colocar tanta gente para apitar e dar ritmo de jogo. Esse é outro problema: garimpar talentos!

Enfim, um detalhe importante: Leonardo Gaciba até agora não conseguiu oxigenar a pasta que lhe é confiada (e talvez nem possa fazer isso). Quantos senhores estão há muitas DÉCADAS na CBF (ora na Comissão de Árbitros, ora como instrutor, ora em algum cargo específico criado) e, concomitantemente, trabalhando como “benemérito dos árbitros”? E desde o tempo de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero… sempre se garantido!

Nunca teremos uma visão liberta e independente da arbitragem do Brasil desse jeito e com esses intermináveis senhores. E insisto: não veremos gente defendendo esse modelo de profissionalização (como é na Inglaterra) DE VERDADE (pois alguns o farão da boca para fora).

Até quando? Essa é a pergunta.

Resultados da Busca - Gazeta Press

– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

(Texto de 2019, republicado hoje por falta de temas referentes ao Futebol, a fim de lembrarmos que ele é importante – mas nem tanto). Abaixo, deste mesmo blog:

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– Tentar por as mãos na bola é falta?

Essa dúvida eu recebi pela Internet e acho pertinente para discussão. Abaixo:

Boa tarde Rafael. Gostaria primeiramente de parabenizá-lo por seu trabalho. Poderia me tirar uma pequena dúvida?

Ontem fui juiz numa pelada de amigos e aconteceu um lance inusitado, a bola veio alta e antes dela chegar nas duas pessoas que a disputariam um dos jogadores levantou as mãos como se fosse pegá-la (o que seria falta) mas no último momento tirou as mãos sem tocar com elas na bola, com isso esse levou vantagem, enganando o adversário.

Eu marquei falta, porém o “infrator” alegou que isso não era falta pois já viu Robinho fazer isso em jogo do Santos e Romero fazer no jogo do Corinthians.

Isso realmente é um lance válido? Caso seja correto marcar a falta em qual artigo esse lance estaria inserido?

Grande abraço e desde já agradeço!

Att, Renato Coelho

Olá amigo, por incrível que pareça, realmente não é falta. A única infração em que não vale usar do entendimento de “praticar ou tentar praticar” é o uso das mãos na bola. Tem que ser PRATICAR, consumir a infração, tocar de fato a bola.

O problema é que esse expediente, embora pudesse ser classificado como atitude antidesportiva (mas não é pela Regra), tem a justificativa de que “um drible, também é uma forma de enganar o adversário”. Além disso, o jogador só poderia parar de tentar a disputa de bola quando ouvisse o apito do árbitro.

Pense como um lance de impedimento: o jogador que pegaria a bola estava impedido; o zagueiro crê piamente que o árbitro vai marcar e desiste de disputar; mas aí vem outro de trás e a domina (Há 20 anos isso era impedimento pelo 1o atleta, hoje não é mais). Esse zagueiro que desistiu do lance só poderia fazê-lo após o apito do árbitro (e repare: muitos param quando vêem a bandeira erguida, outro erro, pois só se pode paralisar com o apito).

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– Cansou o Grenal, não?

De novo um jogo envolvendo Grêmio x Internacional (Grenal) com muita violência? Que coisa…

Deixou de ser um jogo de futebol, passou a ser um combinado nervoso de pessoa que se odeiam, onde a bola é apenas uma desculpa para brigar.

O árbitro argentino Fernando Rapallini expulsou 8 atletas (todos corretamente). Mas poderia ter mandado muito mais…

Mais um exemplo de fanatismo que maltratada a sociedade…

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– Sem Alisson, a maldição dos goleiros do Liverpool voltou contra o Atlético de Madrid?

Adrián mostrou que não aguentou a pressão de substituir Alisson como goleiro do Liverpool. A propósito, valeu o ditado de que “um bom time começa por um bom goleiro”, na partida entre Liverpool 2×3 Atletico de Madri, onde os espanhóis venceram na prorrogação após falha decisiva do arqueiro do time inglês.

Karius havia sido crucificado na temporada 2017 como goleiro, também desclassificando o time da Terra dos Beatles por falhas em jogo decisivo da UCL. Foi emprestado e chegou Alisson, que virou ídolo e foi campeão do torneio. Na contusão do goleiro brasileiro, Adrián repetiu o protagonismo negativo.

Aliás, o destaque foi Oblak, goleiro dos espanhóis. Fechou o gol!

O ditado acima é real ou não?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Batatais x Paulista, 11ª Rodada da A3

Em Batatais, para o confronto entre o Galo da Japi contra o Fantasma, apitará Diego Augusto Fagundes, árbitro de 28 anos de idade e com 8 anos de carreira, que trabalhou em Jayme Cintra no Paulista 4×0 Atlético de Mogi (Bzinha) e em Paulista 0x0 Rio Claro (Copa SP 2020). Ele busca se firmar nessa divisão e precisa mostrar serviço.

No jogo contra o time de Mogi das Cruzes, não existiu complicação alguma para ele ser testado. Já neste ano, na Copinha, foi mal disciplinarmente e na postura (a toda hora sinalizando “chega” e conversando demais com os atletas, deixando de punir e perdendo a autoridade).

O jogo citado contra o Rio Claro teve a análise publicada em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/01/03/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x0-rio-claro/

Tomara que ele tenha corrigido seus erros cometidos em Janeiro e tenha uma ótima atuação.

A escala completa:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: Denis Antonio Mistrelo
Árbitro Assistente 2: Danilo Nogueira da Silva
Quarto Árbitro: Renan Carvalho de Faria
Avaliador de Campo: Elton de Andrade Santos

Acompanhe sábado, às 10h, com Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte da Difusora, sob o comando de Adilson Freddo.

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– A ética e o policiamento de quem fala sobre determinados assuntos. Em destaque: o futebol!

Nesses tempos em que tudo é motivo para o mundo bipolar (e politizado de maneira extremista) se manifestar radicalmente, o cuidado no uso das palavras e ações para mostrar sua sensatez é importante.

E, nesse momento, gostaria de abordar um tema bem espinhoso e real: esse cuidado pregado contraditoriamente sendo descuidado pelo mundo do futebol.

Alguns mitos (ou verdades escondidas que não queremos acreditar de tão escabrosas que são):

  • Quantas vezes você já ouviu falar que treinador recebe “por fora” para escalar determinado jogador?
  • Jornalista A ou B plantando notícia por falta dela (e que depois acaba se tornando até mesmo real)?
  • Árbitro na gaveta, caseiro, com ordem de evitar cartões a jogadores X e Y por estarem pendurados?
  • Dirigentes de clubes negociando atletas nos quais eles têm participação no “passe” (que foi extinto, mas acabou se tornando algo legalizado de outra forma – como contratos amarrados)?
  • Cartolas torcendo contra o próprio clube para prejudicar a administração do desafeto que o comanda?
  • Comentarista (de futebol, de arbitragem, ou de qualquer outra coisa na área do esporte) falando bem ou mal de determinada pessoa porque recebe presentes / valores / favores de interessados?
  • Boleiro “tirando o pé do jogo” para derrubar o próprio treinador?

Ufa! Achei vários motes a serem debatidos (e existem muitos outros, tente pensar em alguns). Mas trazendo para a nossa realidade, a mesma concordância ou não de “Esquerda ou Direita fanatizados” passa a nortear muitas das discussões do futebol, na mesma briga virtual que sê vê nas Redes Sociais. Quer exemplos?

  • Fernando Diniz é ousado e tenta resgatar o bom futebol brasileiro / Fernando Diniz não sabe nada e é um Professor Pardal;
  • Neymar é um craque que não deve dar satisfação da sua vida pessoal / Neymar é só mais um driblador e não é exemplo para ninguém.
  • Andrés Sanches é o cara que conseguiu o estádio para o Corinthians, trouxe Ronaldo e Roberto Carlos e fez nascer o time que ganhou o Mundial do Japão / Andrés Sanches afundou as contas do Corinthians e é uma péssima pessoa.
  • Jorge Jesus é o treinador que ajudou a rediscutir o futebol brasileiro / Jorge Jesus só conseguiu sucesso no Flamengo pelo time que tem.
  • Árbitro X é muito bom / Árbitro X é muito fraco.

Algumas dessas discussões podem trazer uma resposta bem objetiva aos defensores ou críticas, mas em outras, não necessitaria “meio-termo”?

A FPF tem péssimos atos a serem condenados. Mas a busca da inserção das mulheres no futebol, de maneira mais efetiva, têm sido positiva (embora, ficará a dúvida de outros casos envolvendo sexismo na história da entidade, envolvendo alguns dos seus atores que se promoveram).

Tenho muito medo quando as pessoas que não são do meio do futebol se confundem com a verdade e a pseudo-notícia. Por exemplo, ao acaso: o jornalista A detona a pessoa X pois já trabalhou para B e X é desafeto dela; e vez ou outra dá umas cutucadas no próprio B para parecer isento. Mass que hipocrisia é essa?

Enfim, precisamos (jornalistas, blogueiros, não-jornalistas): ponderação, ética, cuidados para não e engabelar quem lê, deixar claro o que é notícia ou opinião, separar o clubismo, não deixar as emoções contaminarem as palavras, e, principalmente, NÃO MENTIR!

Há muito tempo, conheci um cara que mentia para caramba! E ameaçava quem falava a verdade com processos judiciais (aliás, a frase batida é: Fulano vai tomar um processo… caia fora dele). Na 1a vez que tentou, tomou uma invertida do juiz… e aí teve que pagar as custas de quem ele “reclamava”. Neste exemplo, fica a dica: Mentirinha ou Mentirona, sempre será Mentira!

Outro exemplo nefasto é agente de futebol disfarçado de diretor de clube, dizendo que abriu mão do seu negócio por amor à camisa… E no primeiro pepino que acontece, diz que a culpa é da imprensa (que descobriu a incompatibilidade de funções).

Esses “nunca conte mentira” e “diga sempre a verdade” do tempo do vovô e da vovó ganharam roupagem nova e e se chamam  “fake news” e “incompatibilidade de funções e discurso para proveito próprio”.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Primavera

Uma arbitragem criteriosa nesta tarde no Jayme Cintra. Gostei do que vi!

Rodrigo Gomes Paes Domingues esteve muito bem em campo, apitando com segurança e atenção.

Logo aos 5m, após dar vantagem e não marcar uma falta temerária, aplicou corretamente o Cartão Amarelo na 1ª paralisação. Mas errou aos 10m, quando o jogador Victor (PRI) deu uma solada perigosa e nada marcou. Os outros cartões (que foram muitos), tanto no 1º quanto no 2º tempo (incluindo as expulsões de José Augusto e Johnson), foram todos corretos. Também coibiu a cera e lances de simulação (em especial, as de Robinho no final do jogo). Uma arbitragem correta e que merece elogios.

Bom trabalho também do assistente 1 Wellington Bragantim Caetano; idem ao assistente 2 Ricardo Luis Buzzi, que aos 50 minutos acertou ao não marcar impedimento do ataque do Primavera, num lance muitíssimo ajustado.

Ridícula a postura do 4º árbitro Gustavo Holanda de Souza, que estando perto ou estando longe da bola,  ficava sinalizando com os braços algumas “marcações”. Do outro lado do campo, se acontecia uma falta, ele apontava o chão. Pra quê? Na lateral, como um bandeira sem o instrumento, indicava o lado juntamente com o assistente 1 Wellington Bragantim. Até que, aos 15 minutos, o bandeira marcou um lateral a favor de uma equipe, e ao seu lado, com o braço estendido, o 4º árbitro marcava para outro! Imagine as reclamações dos atletas… foi uma cena “pastelão”, atrapalhando o assistente que houvera marcado corretamente. A impressão que deu é que ele é um árbitro sem apito, com muita vontade de entrar em campo. Essa “vontade de ajudar demais” prejudica os bandeiras e o árbitro, além de irritar os jogadores. Certamente, seus colegas de arbitragem o alertaram disso no intervalo, pois voltou menos atuante nesses erros.

Faltas: 24×20

Cartões Amarelos: 4×2

Cartões Vermelhos: 1×1

Renda: R$ 7.670,00

Público Pagante: 632 pessoas

Atualização – IMPORTANTE: o Paulista foi citado na súmula com destaque negativo pela irresponsabilidade de alguém que ficou chutando a porta do vestiário da arbitragem. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/07/sabe-a-vontade-que-o-arbitro-tem-quando-isso-relatado-abaixo-acontece/

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– E a reunião da IFAB 2020 não trouxe novidade ao Futebol

A reunião anual da International Board, que discutiu mudanças da Regra do Futebol no último dia 29 de Fevereiro em Belfast, na Irlanda, não trouxe novidades.

Algumas das propostas (as principais em: https://wp.me/p4RTuC-oSw) não saíram do papel. Mas o que foi discutido e será retomado:

  • A realização de testes para as mudanças do impedimento, mas sem previsão / prazo para que aconteçam, visando, segundo o IFAB, maior ofensividade (ideia de Arsené Wenger, no link acima).
  • A permissão para uma 4a substituição em casos de concussão de atletas, desde que uma junta médica comprove a lesão e com prazo para ser estudado e implantado até os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Desta vez, poucas modificações. Será que as excessivas mudanças dos últimos anos fizeram com que nessa oportunidade as alterações foram mais lights?

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Primavera, Rodada 10 da A3.

Rodrigo Gomes Paes Domingues, 37 anos, empresário, há 13 temporadas apitando pela FPF, apitará o Galo x Fantasma.

O árbitro apitou União Barbarense 1×1 Paulista pela A2 e Barretos 1×0 Paulista pela A3. Na Copa Paulista, apitou XV de Piracicaba 2×1 Paulista. Mas o destaque maior dele está sendo na série A2 e nas primeiras oportunidades na A1 que teve no ano passado, tendo a carreira bem solidificada pelo bom número de jogos em cada divisão inferior que ele apitou. Uma carreira sem atropelos.

Das partidas que assisti dele, a que mais me impressionou foi num torneio amador: São Paulo 4×0 Rondonópolis (Copa SP Jr), em Mogi das Cruzes, onde ele acertou 3 lances difíceis relatados na análise que fiz no meu blog, mostrando bastante rigor mesmo sendo uma partida, em tese, fácil para apitar.

Espero que ele atue com o mesmo comprometimento em manter a disciplina e a segurança dos atletas durante os 90 minutos, sendo tranquila ou difícil a partida em si.

Desejo às equipes um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Primavera pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Os dois erros de arbitragem nos jogos do Palmeiras e do Flamengo na Libertadores. Se tivéssemos o VAR…

Dois lances bem polêmicos e que o VAR fez muita falta na Copa Libertadores da América. Vamos a eles:

Em Tigre x Palmeiras, no final da partida, o atacante Willian invade a área e o goleiro Marinelli o desequilibra, evitando um gol claro. Na regra antiga, é pênalti e Cartão Vermelho. Na regra nova, é pênalti e Cartão Amarelo pois a infração foi disputando a bola. Errou o colombiano Wilmar Roldán (que nunca “consegue errar” a favor de times brasileiros, sempre contra).

Em Jr Barranquilla x Flamengo, Teo Gutierrez deu uma cotovelada em Felipe Luiz e nem recebeu Cartão Vermelho. Simplesmente a agressão foi ignorada pelo árbitro venezuelano Alexis Herrera (o mesmo que também errou no jogo entre Guaraní x Corinthians, na polêmica da falta não marcada em Boselli).

Com tanto dinheiro e inúmeros patrocinadores, neste momento em que o custo do VAR não é exorbitante pelo tamanho da competição, por quê usar o árbitro de vídeo só nas fases finais? É a chamada “economia burra” ou a falta de mão de obra para ser escalada nos jogos?

Sorte dos clubes que o resultado final não foi alterado (vitória de ambos), mas em questão de saldo de gols, pode-se discutir.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Capivariano x Paulista

Nesta 9a rodada da série A3, Capivariano x Paulista será apitado por Alester Clauri da Costa Tambelli.

O árbitro de 30 anos foi formado recentemente, em 2017. Com pouquíssimos jogos profissionais na carreira, me surpreende que, sem uma boa base nas categorias amadoras, já esteja na Terceirona. Faz parte da estratégia da FPF de acelerar a busca por novos nomes…

Enfim: que ele possa fazer um bom trabalho em Santa Bárbara do Oeste no confronto entre as duas centenárias equipes do Interior de SP. No papel, será um jogo difícil para ser arbitrado, devido à situação da tabela de classificação.

 

– Que isso, Felipe Melo? A entrada em Yuri Alberto em Santos x Palmeiras

Caramba, ao ver o lance em que Felipe Melo recebeu Cartão Amarelo, me assustei por 3 coisas:

  • A bobeada do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, pois o lance é para Cartão Vermelho INDISCUTIVELMENTE. Nas Regras do Jogo, qualquer entrada com força / virilidade excessiva, ou lance frontal, ou carrinho que atinja o adversário, é para a expulsão.
  • No vídeo em velocidade normal, até quem assiste sente a dor do atleta do Santos FC. Mas pense: e se ele estivesse com o pé rijo, firme, preso no chão: o que aconteceria? Quebrava literalmente o jogador.
  • Por fim: a CARA-DE-PAU  de Felipe Melo, reclamando do Cartão Amarelo sofrido. É claro, que a declaração foi para desviar uma possível unanimidade de que deveria ter sido expulso, colocando em discussão uma suposta dúvida sobre o Amarelo ou não. Faltou inteligência para criar a polêmica…

Se Felipe Melo soubesse jogar apenas com a boa técnica que tem, esse rótulo de violência seria descartado. Mas pense: na 1a entrada um pouco mais forte que ele der, com um árbitro mais rigoroso em campo, teremos Cartão Amarelo ou Vermelho?

Fica a dica… ou melhor: a percepção do que o mundo do futebol reserva. Infelizmente, é assim que funciona: uma desforra no outro jogo para compensar ou não.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Marília

Uma arbitragem irregular: muito boa até os 30 minutos de jogo, mas que depois caiu de qualidade a partir do momento em que os jogadores passaram a perceber uma certa passividade disciplinar na postura do árbitro. No final da partida, melhorou.

Vamos lá: Cleber Luís Paulino foi correto ao aplicar o Cartão Amarelo para Magno (PFC) por agarrar o adversário logo no começo do jogo. Acertou em nada marcar no ataque também de Magno, aos 16m, quando Hítalo Rogério (MAC) roubou a bola de maneira limpa. Não caiu na simulação de Carlos André (PFC), após perder a bola para Dourado (PFC). Aos 33m, também Cartão Amarelo bem aplicado a Mykaell (MAC).

Entretanto, ainda no 1o tempo, nas duas cobranças de faltas mais próximas à área, o árbitro mostrou um vacilo muito grande. Ao invés de assinalar o local da falta e providenciar a cobrança (ele tem spray para demarcar, isso facilita), deixou os dois times fazerem o “bolinho” e ficou ali escutando. Uma pena, pois a partir desse momento, os atletas começaram a “testar o juizão”. E depois de toda a conversa, outra demora: a de acertar as barreiras.

No segundo tempo, aos 18 minutos, Rafael Compri (PFC) deu uma entrada muito forte em  Carlos André (MAC). Era lance para Vermelho pela força excessiva, mas ficou no Amarelo. Aos 21m, Fabrício (PFC) ergueu o pé e cometeu uma falta para Cartão Amarelo, mas como houve a vantagem, deveria dar logo após a saída de bola; como ela demorou a sair… esqueceu-se!

Uma situação curiosa: numa saída de bola à frente do banco de reservas do Paulista, ambas equipes pediram o lateral ao seu favor. O lance foi prensado, e marcou-se ao Marília. Uma segunda bola quase entrou em campo, atrapalhando a cobrança. O treinador Oliveira deu um bico para longe (evitando que ela entrasse em campo) e o seu sapato voou para o campo de jogo. O árbitro entendeu como reclamação e aplicou Amarelo ao treinador. Sinceramente, eu não o advertiria, pois entendi que ele não estava criticando a decisão da arbitragem, mas a postura da sua equipe (desforrando na bola extra que atrapalharia o jogo).

O bandeira 1 Diego Cruz Freire ajudou na marcação de faltas e teve bastante trabalho em lances ajustados do ataque do Marília no 1º tempo, acertando os impedimentos e os lances legais. Idem no 2o tempo, em lances do Paulista.

O bandeira 2 Claudenir Donizeti da Silva também foi bem e acertou em um impedimento ajustado aos 9m do 2o tempo com perfeição.

Por fim, o quarto-árbitro João Mariano esteve sempre atento e foi bem.

Placar: 0x2

Faltas: 12×14

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhões: 0x0

Público: 779 pagantes

Renda: R$ 9.860,00

 

 

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Marília, Rodada 08 da A3.

Cleber Luís Paulino está escalado para Paulista x Marília nesta 8a rodada da 3a divisão. Mas quem ee ele?

O juizão tem 39 anos de idade, trabalha há 11 temporadas e é Professor de Educação Física. Está bastante acostumado em jogos da A3 (já atuou pela A1 e foi árbitro da final da Copa SP entre Corinthians x Batatais). Ele não costuma dar muitos cartões (e isso é um problema, pois se tecnicamente é bom e tem experiência, disciplinarmente, às vezes, se atrapalha).

Ele esteve no Jayme Cintra em 2018 na derrota do Paulista contra o Guarulhos por 2×0, onde não foi bem no critério dos cartões (embora, nesta partida, Magno foi expulso corretamente por cuspir contra seu adversário).

A análise dessa arbitragem está em: https://professorrafaelporcari.com/2018/06/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x2-guarulhos-e-os-problemas-relatados-na-sumula/.

Neste ano, Cleber apitou a estreia do Marília na A3, (derrota por 1×0 frente ao Linense na “Capital do Alimento”)*. Na ocasião, atuou muito bem e cumpriu a 1a etapa do Protocolo FIFA contra a discriminação, devido aos gritos homofóbicos da torcida contra o goleiro de Lins (sobre o procedimento, aqui: https://wp.me/p4RTuC-nAN).

A escala completa:

Árbitro: Cleber Luís Paulino
Árbitro Assistente 1: Diogo Cruz Freire
Árbitro Assistente 2: Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Quarto Árbitro: João Augusto Mariano de Oliveira
Avaliador de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado

*Sobre o título de Capital do Alimento, a explicação e outras curiosidades no link em: https://conteudo.solutudo.com.br/marilia/historias-inspiradoras-marilia/10-curiosidades-de-marilia-a-cidade-com-cheirinho-de-biscoito-ou-bolacha/

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Marília pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As Mudanças das Regras do Futebol que não mudaram em 2015!

No próximo dia 29, a IFAB fará a reunião para discutir mudanças nas Regras no Futebol. Mas vejam só que curioso o que aconteceu em 2015: as ideias rejeitadas e, quem sabe, poderiam ser rediscutidas!

Abaixo, deste mesmo blog:

AS MUDANÇAS NÃO ACEITAS

Eram várias idéias para “modernizar o futebol”, sendo 6 propostas mais importantes (3 a curto prazo e 3 a médio) a fim de que a International Board colocasse em discussão neste último final de semana em Belfast, na Irlanda.

Todas elas não deram em nada...

Vamos falar quais eram?

1) A proposta da FIFA para que ocorresse uma 4a substituição em prorrogações não vingou. A própria FIFA, que a idealizou para o Mundial de 2014 no Brasil preocupada com o calor, abandonou-a durante as discussões.

2) A proposta da Escócia e da Inglaterra para que o jogador substituído pudesse voltar ao jogo não foi aprovada, mas permitida apenas como teste para a 11a divisão da Inglaterra (você leu correto: Décima-Primeira Divisão).

3) A não aplicação de cartão vermelho a um jogador que evita um gol dentro da área e que tal lance resulta em pênalti foi adiada (era a proposta da UEFA).

4) A proposta de 2 tempos de 30 minutos corridos com a paralisação do cronômetro do jogo a cada pausa na partida (proposta dos EUA), foi refutada sem maiores debates.

5) A utilização de replays para que o árbitro possa tirar suas dúvidas de marcações também foi descartada (aqui, a ideia de consulta ao meio eletrônico a qualquer momento).

6) A permissão para o desafio (2 questionamentos das equipes em relação às decisões dos árbitros) também foi rejeitada.

E aí: o que você mudaria para o futebol? Deixe seu comentário:

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Ops: as ideias principais a serem discutidas em 2020 aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/02/22/as-propostas-de-mudancas-das-regras-do-futebol-em-2020/

– O pênalti não marcado em Pato no Oeste 0x4 São Paulo

Há coisas complicadas no mundo do futebol. Existe algo chamado “fase”, quase que inexplicável e de vários motivos. Fase do “joga bem e não entra”, fase do “dá tudo errado”, entre outras. O São Paulo, por exemplo, vive no momento a “fase dos erros da arbitragem” – e impossível discordar das reclamações do time.

Sábado, em Barueri, se o jogo fosse 0x0, teríamos nova semana de debates. Afinal, impossível não assinalar o pênalti sofrido por Alexandre Pato e que, de maneira, incrível, Raphael Claus (que é ótimo árbitro) bobeou e não marcou.

Abaixo o lance, no vídeo em:

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– As propostas de mudanças das Regras do Futebol em 2020

Em 29 de fevereiro, na cidade de Belfast (Irlanda), haverá a famosa reunião anual dos outrora chamados “velhinhos da Board” (International Board, a “dona das Leis do Jogo de Futebol”) onde se discutirão as mudanças nas regras do esporte mais popular do planeta.

Três propostas, dentre as várias que serão discutidas, me chamam a atenção. Vamos à elas:

A 1a vem da Conmebol: Wilson Luís Seneme, presidente da Comissão de Árbitros da Confederação Sulamericana, pediu à IFAB para que se paralise o cronômetro quando existir checagem de lances junto ao VAR. Ótima ideia, penso eu.

A 2a é da FIGC (Federação Italiana), que sugere algum mecanismo em que os jogadores possam contestar decisões do árbitro e sugerir que ele vá ao monitor verificar. Em tese, se ele marca algo em que tem certeza e dispensa o VAR, o capitão da equipe poderia contestar e “desafiar”, pedindo que reveja a sua decisão e utilize o equipamento eletrônico.

A 3a já é bastante debatida antes mesmo da reunião: veio do ex-treinador Arsené Wenger, que faz parte do grupo de estudos da FIFA, sugerindo que o impedimento não seja mais marcado a partir da linha das partes “jogáveis” dos atletas que estiverem mais próxima da linha de fundo do que a bola e o penúltimo adversário, mas sim do corpo inteiro do jogador. Na prática, você não se preocuparia se é um pedaço do pé ou da cabeça à frente, mas sim a pessoa inteira.

Discutirá-se também sobre o que / como fazer regras mais duras quanto ao combate ao racismo / xenofobia e homofobia, além de cuidados maiores com choques decorrentes de cabeceio (uma tendência mundial em vários esportes).

E você, qual sugestão teria para a mudanças da Regra?

Em tempo: ao menos, não se viu nenhuma ideia exdrúxula como a da FERJ, que gostaria de colocar representas dos clubes de futebol dentro da cabine do VAR, como desejava a entidade para o Cariacão… Imaginaram como seria num Flamengo x Vasco?

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– O risco do mau posicionamento na cobrança de pênalti no jogo entre Náutico x Botafogo.

Perguntar não ofende: é real (e ele não saiu de lá) o posicionamento do árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro (que é experientíssimo) no jogo pela Copa do Brasil entre Náutico/PE 1×1 Botafogo/RJ?

Custa crer que ele esteve naquele ponto durante o chute. Por quê ele estava lá? Antes da cobrança ser efetivada, ele voltou alguns metros?

Como recebi a imagem congelada e não achei um link sequencial (me foi enviado pelo amigo e competente jornalista Márcio Torvano, que também se assustou), questiono pelo fato do PERIGO do cobrador pernambucano chutar a bola e ela bater no árbitro. Seria bisonho! Mas, repito: estamos falando hipoteticamente, caso não tenha se colocado corretamente e a fim de que se torne uma situação didática aos jovens árbitros.

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– E enfim alguém foi assistir a audiência das escalas de árbitros: o SPFC!

Pouca gente sabe, mas o sorteio de árbitros no futebol brasileiro acabou. Agora, há a designação com audiência pública. Ou seja: se escala alguém, anuncia-se o nome e se espera que alguém questione.

Das escalas em audiência, praticamente NINGUÉM de fora da FPF (e não é força de expressão), compareceu pessoalmente até agora. Porém, na última, depois de tanta reclamação, 4 pessoas (todos dirigentes do São Paulo FC) estiveram presentes. E a pressão (como a dos velhos tempos) deu certo: Raphael Claus apitará o próximo jogo do Tricolor do Morumbi.

Talvez a explicação maior seja lógica: segundo o GloboEsporte.com, Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros da FPF, entendeu como lance legal e não tiro penal o ocorrido entre Camacho e Igor Gomes.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/sao-paulo-vai-a-audiencia-de-designacao-de-arbitros-do-paulista-apos-erros-veja-como-funciona.ghtml

SÃO PAULO VAI À AUDIÊNCIA DE DESIGNAÇÃO DE ÁRBITROS DO PAULISTA APÓS ERROS; VEJA COMO FUNCIONA

Clube envia representantes e acompanha divulgação in loco pela primeira vez. Raphael Claus, tido como o melhor juiz de São Paulo, apita jogo contra o Oeste, sábado

As audiências públicas de designação de árbitros do Campeonato Paulista costumam reunir um apresentador e um representante da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Nesta terça-feira, porém, teve público recorde. O São Paulo enviou quatro representantes para acompanhar o anúncio dos juízes da sétima rodada do torneio.

O clube do Morumbi, descontente com a atuação recente de árbitros em jogos do time, foi o primeiro a mandar uma equipe a uma audiência, que passou a ser o modelo de divulgação dos árbitros nesta temporada em São Paulo.

A pressão feita durante a semana funcionou: Raphael Claus, tido como o principal árbitro do estado, será o responsável pelo jogo Oeste x São Paulo, sábado, em Barueri.

A escolha não é coincidência. É uma forma de a FPF minimizar as críticas recebidas. O São Paulo entende que perdeu pelo menos cinco pontos nas últimas três rodadas graças a erros de árbitros que a diretoria tricolor julga como inexperientes.

Na avaliação do São Paulo, foram erros cometidos em jogos contra o Novorizontino (empate), Santo André (derrota) e Corinthians (empate).

A revolta tricolor fez com que o superintendente de relações internacionais do clube, o ex-zagueiro Lugano, ofendesse o árbitro do clássico do último sábado, Douglas Marques das Flores. Ele será denunciado ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) e pode ser suspenso.

A comitiva do São Paulo teve o gerente de futebol José Carlos dos Santos, o advogado Felipe Carvalho, e os supervisores de futebol Rodrigo Ramos e Ricardo de Paula.

Eles não deram entrevista, mas acompanharam todo o anúncio, filmaram e fizeram fotos. No fim, quando o apresentador questionou se havia alguém disposto a se manifestar sobre a escala – uma burocracia, especialmente por que as audiências são feitas na maioria das vezes sem ninguém para se manifestar –, responderam que não.

Como funciona a escolha dos árbitros

A legislação passou a permitir a designação em 2015, com uma alteração no Estatuto do Torcedor que desde 2003 determinava a realização de sorteios – reação a um escândalo de anos antes, o Caso Ivens Mendes, ex-dirigente de arbitragem gravado em conversas em que supostamente oferecia vantagens a alguns clube em troca de dinheiro.

O sorteio, porém, sempre foi alvo de críticas de membros da arbitragem. Era comum que árbitros considerados mais capazes ficassem fora das escalas.

A CBF passou a adotar o modelo de audiência pública no ano passado, quando o ex-árbitro Leonardo Gaciba assumiu o comando de arbitragem da confederação. Em São Paulo, a designação dos árbitros em audiência começou neste ano, aprovada pelos clubes nos Conselhos Técnicos das quatro divisões do futebol paulista.

As audiências e podem ser acompanhadas no local por quem quiser – seja dirigente, jogador, repórter ou torcedor. O calendário das audiências deve ser publicado com antecedência nos sites das federações. O Estatuto do Torcedor determina que elas sejam transmitidas ao vivo pela internet – onde permanecem depois das transmissões.

Apesar disso, e das recorrentes reclamações de dirigentes de clubes e torcedores, as audiências são ignoradas – exceção à desta terça-feira. As transmissões na internet também geram baixas visualizações. A desta semana, enquanto esteve ao vivo durante seus sete minutos de realização, teve um pico de 53 pessoas assistindo.

No começo da temporada a FPF definiu 16 árbitros para a Série A-1, com oito jogos por rodada. São, obviamente, considerados os melhores do quadro paulista.

A definição da escala é definida com antecedência pela Comissão de Arbitragem, formada por cinco pessoas – eles analisam o desempenho dos árbitros com a ajuda de avaliadores que formam a equipe de arbitragem de cada partida.

A FPF também utiliza uma ferramenta de avaliação chamada WyScout, em que os membros da comissão debatem diretamente com os árbitros os lances específicos de cada jogo numa plataforma online.

Para a escala, a comissão leva em consideração o peso do jogo, o histórico do árbitro com algum dos times e evita repetir um mesmo juiz em duas partidas seguidas de uma mesma equipe.

O que é, também, um problema. Eles geralmente são requisitados pela Conmebol e Fifa para outras partidas e eventos. Nesta semana, estavam no Paraguai para a realização de testes físicos pedidos pela Conmbeol.

Claus, cotado para apitar a próxima Copa do Mundo, pode não estar disponível para parte dos mata-matas do Paulista, já que deve viajar para seminários da Fifa.

Dos quatro, só Claus esteve escalado na última rodada – e a FPF escolheu colocá-lo em Guarani x Novorizontino, um jogo disputado no sábado e tido como de menor pressão, para que ele pudesse se preparar para a semana de testes da Conmebol. Edina Alves pediu para ficar fora da escala pelo mesmo motivo – ela pode se tornar a primeira mulher a apitar um jogo de Libertadores.

Na rodada do próximo final de semana, a sétima, Raphael Claus (Oeste x São Paulo), Flávio Rodrigues de Souza (Água Santa x Corinthians) e Edina Alves (Ituano x Santos) estarão em campo.

Douglas Marques das Flores, alvo da ira de Lugano e outros dirigentes do São Paulo no último sábado, não apitará. Ele deve ser o quarto árbitro de Botafogo x Inter de Limeira.

A avaliação da Comissão de Arbitragem da FPF, porém, é de que ele não errou no lance do pênalti reclamado pelos tricolores, quando Camacho disputa a bola com Igor Gomes na área do Corinthians. Ele mandou o jogo seguir.

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Transmissão da audiência de designação de árbitros na Federação Paulista: são-paulinos na bronca — Foto: Reprodução

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Osasco x Paulista

Para quem crê em superstição, uma ótima notícia: das 6 partidas da A3 em que o árbitro Jefferson Dutra Giroto trabalhou em 2020, em nenhuma o mandante ganhou!

Foram 3 jogos apitados e 3 vitórias do visitante; trabalhou em 3 jogos como 4o árbitro, com 2 vitórias do visitante e 1 empate.

Claro, tais números servem para a curiosidade e para os que crêem em sorte. Como, particularmente, creio em trabalho (e imagino que a sorte seja a somatória do trabalho com a oportunidade), prefiro a análise mais fria. Vamos à ela:

Jefferson tem 33 anos de idade, 11 de carreira, é natural de Hortolândia e está apitando a série A3 há algum tempo. Em 2017, apitou Monte Azul 2×0 Paulista pela A3. Em 2018, apitou Paulista 2×3 Red Bull pela Copa São Paulo. Em 2019, apitou Paulista 2×0 União Suzano pela “Bzinha”.

Das partidas que o vi trabalhado como árbitro central (lembrando que ele trabalhou bastante jogos no Jayme Cintra como 4o árbitro, estando neste ano na derrota por 3×0 contra o São Bernardo), me pareceu um bom juiz na questão disciplinar (falando em critérios de cartões); tecnicamente tenta apitar poucas faltas preferindo aplicar a lei da vantagem; mas, quanto à postura parece-me precisar de mais autoridade, pois demonstra insegurança e conversa demais com os atletas, tentando dar satisfação de suas marcações.

Se o time “jogar bola”, sempre digo isso, a arbitragem não costuma aparecer.

Árbitro: Jefferson Dutra Giroto
Árbitro Assistente 1: Diogo Correia dos Santos
Árbitro Assistente 2: Leandro Fernandes Rodrigues
Quarto Árbitro: Paulo Santiago de Medeiros
Avaliador de Campo: Emerson Fernandes Rorato

– O pênalti de Camacho em Igor Gomes em São Paulo 0x0 Corinthians. Jogador conhece regra?

Sou torcedor da arbitragem, defensor da renovação dos juízes, mas (apesar de ser ex-árbitro e comentarista de arbitragem) não se pode fazer corporativismo nem tapar o sol com a peneira: o trabalho de lançar novos nomes é ruim pela atual gestão da FPF.

Eu havia escrito sobre as dificuldades técnicas do árbitro Douglas Marques das Flores, publicando no Blog “Pergunte Ao Árbitro” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-2tL) antes do Majestoso, divulgando uma série de dados concretos sobre seus altos e baixos em diversos jogos. Os clubes se atentam / atentaram a esses detalhes?

Na partida de sábado no Morumbi, o juiz mostrou a falta de uniformidade de critérios marcando ou não marcando infrações com decisões diferentes em lances idênticos. A reclamação maior foi o pênalti cometido por Camacho em Igor Gomes.

A pergunta é: com tanta informação disponível hoje, os clubes não se preocupam em orientar jogadores para atuarem de acordo com as virtudes e fraquezas dos árbitros? Um time da grandeza do São Paulo FC não tem um instrutor de arbitragem para ajudar o clube a receber menos cartões, criar jogadas de acordo com os detalhes das Regras e, apesar de inusitado (algo real), saber como reclamar dos erros?

Fica a dica. Tão moderno e profissional que o futebol está (e tão caro), os clubes desprezam a educação e conhecimento das 17 Regras e suas nuances. 

Pegue qualquer clube e aplique aos jogadores uma prova de “Regras do Futebol”: se sairão bem? Deveriam ser bem sucedidos, pois conhecer as leis do ofício que exerce, é algo básico a ser cobrado.

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– Análise da Arbitragem para Paulista 2×1 Rio Preto

Muito boa a arbitragem de Matheus Delgado Candançan. Jovem (cara de menino) mas sabe se portar muito bem em campo. Muitas vezes os jogadores querem se aproveitar do árbitro quando percebem alguém tão novo. No jogo de hoje (embora os jogadores tenham colaborado), ele tirou isso de letra.

Correu bastante, se posicionou bem, é ativo em campo. Ótima postura.

Separei dois lances para destacar: um “contra” e outro “a favor” da arbitragem. Mas vale lembrar: foram muitos a favor, sem relaxar em momento algum (especialmente nos 10 segundos finais, aplicando corretamente o cartão amarelo a Alan John (Paulista) por indisciplina).

Um importante erro: aos 27m, o goleiro Matheus (PFC) foi repor a bola e o adversário dele, Barcos (RIO), entrou na frente. A bola foi chutada ao meio de campo, armando um contra-ataque. Porém, ao repor essa bola, acabou existindo a dividida e o goleiro caindo, se lesionando. O árbitro não viu, pois estava atento no ataque (e não era simulação do defensor, pois sua equipe estava perdendo o jogo naquele momento). O bandeira 1 Danilo Nogueira da Silva, deveria ter o avisado. Errou ao não fazer, pois o arqueiro ficou caído pedindo o atendimento médico.

Um importante acerto: aos 40m, Nenê (PFC) dá um chute muito forte para o gol, atingindo no rosto (e quase nocauteando) o adversário Rafael Cursino (RIO). O time de Jundiaí reclamou de pênalti, que não foi. O jogador tenta usar a mão para proteção (não consegue, mas mesmo se usasse não é infração por ser justamente de proteção). Acertou o árbitro, mesmo com a pressão dos atletas.

O bandeira 2 Patrick Bardauil esteve atento e trabalhou bem. Também elogios ao 4º árbitro João Mariano que não se acomodou na função. Muito bem.

Assista, abaixo, a narração de Edson Roberto (Didi), o Gargantinha de Ouro, pela Rádio Difusora AM810 (do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora).

Placar: 2×1

Faltas: 12×18

Cartões Amarelos: 1×2

Cartões Vermelhos: 0x1

Público: 690 pagantes

Renda: R$ 9.300,00