– Corinthians x São Paulo: quando, dona FPF?

Jogo de futebol às 22h15 de domingo, realmente não dá. Minha indignação desde 6a:

Sexta-feira, fim de tarde. Corinthians x São Paulo jogarão no domingo e não tem horário ainda?

O que estão esperando: a Globo, o Governador, o Ministério Público ou ambos se pronunciarem?

Logicamente, o desejo dos organizadores é ser o jogo da TV aberta às 16h. Mas conseguirão? A pior alternativa será domingo à noite, por motivos óbvios… ou não se trabalhará na 2a cedo?

Sportbuzz · Corinthians x São Paulo: Saiba onde assistir e as prováveis  escalações do majestoso

– Você cuida da sua Saúde Mental?

Acho que essa imagem com algumas dicas para cuidar da saúde mental são válidas tanto para a vida pessoal quanto para a profissional, não?

Avalie, reflita e responda: de acordo com as dicas desse quadro (abaixo), estou evitando esses contratempos no meu dia-a-dia?

Aqui:

– Como conquistar comprometimento dos funcionários.

Conseguir que funcionários / alunos / envolvidos em quaisquer atividades “comprem” suas ideias e se sintam partícipes, é algo fácil?

Claro que não. Para isso, algumas boas dicas, extraídas de: https://medium.com/@jrsantiagojr/premissas-para-conquistar-o-engajamento-das-pessoas-edbd846b1b1c

PREMISSAS PARA CONQUISTAR O ENGAJAMENTO DAS PESSOAS

Por José Renato Sátiro Santiago

Certa vez, convidado por uma importante instituição de ensino para ministrar o módulo de um MBA, fui confrontado com o desafio de manter uma turma de 40 profissionais bem disposta ao longo de todo o final de semana. O ótimo nível dos alunos era um desafio a mais, cá entre nós, para mim uma motivação adicional. As 16 horas programadas deveriam parecer prazerosas e, ao mesmo tempo, propiciar os conhecimentos que estavam atrelados ao conteúdo programático proposto. Após ler um pouco sobre o perfil dos alunos, me atentei em fazer associações com seus nomes, uma estratégia que costumo usar para decorá-los de forma mais rápida. Há certo conhecimento em aplicar esta técnica mas também muita paixão em alcançar a excelência em tudo aquilo que faço. Creio que isto tenha me ajudado a alcançar novos patamares com turmas em cursos tão exclusivos. Mas o fato é que toda nova turma é única e, de certo, o nervosismo costuma vir à tona. E desta vez, não foi diferente. Tão logo os encontrei, destaquei para eles a minha timidez em falar em público, um paradoxo para quem ganha a vida também se apresentando e ministrando palestras. Busquei compartilhar com cada um deles o desafio que fora recebido e, de certa maneira, os embarquei para navegarmos juntos. A permanência de todos ao longo das 16 horas, ainda que não fosse obrigatória, surpreendeu a monitora que me resumiu tudo em uma frase: “Eles pareciam estar engajados em assistir sua aula”. Missão cumprida. Pode ter sido simples, mas será que foi fácil?
Engajar pessoas em prol do atendimento de um objetivo talvez seja o maior dos desafios enfrentados por quem gerenciamos equipes. Ainda que haja benefícios e/ou remunerações atreladas ao desenvolvimento de quaisquer atividades, é notório que haja questões que costumam interferir de forma consistente no nível de envolvimento das pessoas junto as ações por elas elaboradas e que, por conseguinte, possam impactar significativamente os resultados almejados. Dentre elas cabe destacar:

1. Empatia: saber se colocar na posição do outro é uma premissa básica de respeito pessoal e profissional, algo inerente para quem quer sinalizar a importância dada a outrem. Ainda que os objetivos do grupo devam se sobressair aos de qualquer indivíduo, conhecer, compreender e respeitar os objetivos particulares de cada um costuma ser um interessante meio de fortalecer o engajamento das pessoas.

2. Motivação: é natural à boa parte das pessoas que palavras e ações de incentivo e motivação sejam combustíveis muito eficientes em prol de estimular o engajamento. É essencial ter ciência da importância das palavras e seu poder em intervir na forma como as pessoas agem e tomam suas decisões. O cuidado recai apenas em seu uso indiscriminado sem ações e/ou resultados práticos;

3. Pessoalidade: ainda que estejamos em um ambiente profissional, o tratamento dispensado aos integrantes de uma equipe costuma propiciar energia e luz decisivas às pessoas. Algumas vezes atos simples fazem tanta diferença, quer seja um bom dia, um cumprimento mais terno, uma parada rápida para jogar conversa fora ou um café e, pasmem, até chamar a cada um pelo nome.

4. Crescimento Profissional: ainda que possa estar atrelado de alguma maneira à evolução na hierarquia, o que pode resultar em aumento nos ganhos financeiros, explicitar o crescimento profissional que poderá ser conquistado por conta das atividades em execução, costuma ser um importante requisito abraçado por aqueles que se propõem a se engajar com afinco em prol de suas metas.

5. Estar Presente: nada como se mostrar presente e atuante junto aos seus como uma maneira de pontuar a importância de tudo aquilo que está sendo feito, bem como a relevância de superarmos obstáculos e alcançarmos de forma efetiva os nossos intentos e objetivos. Isto não tem a ver necessariamente com presença física, mas sim com transparecer a convicção que a equipe jamais estará só.

6. Competência: a correta contextualização das informações sobre as quais temos acesso nos fortalece e costuma resultar naquilo que chamamos de conhecimento. Ele passa a fazer sentido efetivo em nossa vida, quando o colocamos em prática o que proporciona a competência. A estrada que nos mantém firmes e engajados é, certamente, pavimentada pelo conhecimento que construimos.

7. Paixão: apenas e tão somente ela tem o poder de nos manter vivos seja em qual situação e estado estivermos. Ela é o ar que respiramos, onipresente em qualquer atividade bem sucedida, essencial para tudo. Já octagenário e muito engajado em seu trabalho, quando perguntado o que o fazia manter-se tão ativo, o genial Ariano Suassuna foi econômico e direto: “paixão pelo que faço”.

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– Devemos ensinar que tipo de valor para as nossas crianças?

Gostei demais desse pensamento sobre a Educação de nossas crianças e compartilho:

“Eduque seus filhos para saberem o valor das coisas, e nunca seu preço”.
Max Geringher

E não é verdade?

Uma verdade explícita, clara, cristalina. Não só devemos ensinar os valores morais, mas o valor do esforço e da conquista!

A responsabilidade dos pais na educação dos filhos – Família e Vida

– O Annete do Boticário para a saudosa mãe é um exemplo de Sensibilidade Corporativa

Nesta última semana, um exemplo maravilhoso de respeito ao consumidor, humanidade e “sensibilidade corporativa”: o Boticário produziu frascos com um perfume, o “Annete”, que estava descontinuado há algum tempo, para consolar uma mãe que chorava a morte de seu filho.

A fragrância do perfume era a recordação de dona Wanda, uma senhora de 76 anos (veja no link abaixo a história dela).

Fica a reflexão: é tão sacrificante para algumas organizações humanizar o relacionamento? Quantas empresas não se dedicam exclusivamente a métodos fechados, automatizados, frios e burocráticos de relacionamento com seus consumidores?

Sobre o caso, aqui: https://revistapegn-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/revistapegn.globo.com/amp/Franquias/noticia/2021/04/o-boticario-volta-fabricar-perfume-fora-de-linha-para-que-mae-guarde-cheiro-que-lembra-filho-falecido.html

O Boticário relança perfume 'Annete' para mãe que perdeu filho com Covid-19  - GKPB - Geek Publicitário

– Em busca da liberdade?

Essa foto (hoje, domingo) ficou legal: nosso girassol em busca do seu amigo sol, atrás do portão.

Queria ele liberdade?

Imagem

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– A juventude do novo técnico do Bayern München

Julian Nagelsmann será o treinador do Bayern München para a temporada 2021/2022. Ele tem apenas 33 anos!

Não é surpreendente tal idade? Ele estava no RB Leipzig e substituirá Hansi Flick. Tem um curriculum muito bom, vide o que fez antes de chegar em Leipzig e estando lá, o resultado de seu trabalho.

Tomara que os atletas o respeitem! E se fosse no Brasil? Será que um treinador tão jovem teria amparo da diretoria de um time grande?

Ficaremos na dúvida.

Investimento recorde em Nagelsmann é prova da confiança – justificada – do  Bayern em seu novo treinador

– Você tem produzido frutos?

Você pratica boas coisas na sociedade, ou apenas as prega?

Dos talentos que você ganhou de Deus, o que tem surgido / frutificado?

Enfim: nossa vida fica somente no discurso ou estamos produzindo boas obras no mundo? É essa a mensagem do santo Evangelho desse domingo. Abaixo:

EVANGELHO DE SÃO JOÃO 15,1-8.

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais frutos ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei.

4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.

5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados.

7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

— Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA CONSTRUIREI A MINHA IGREJA” (Mt 16,18) – Por Luiz Guilherme Andrade Menossi. | CommunioSCJ

– A confusão entre os árbitros paulista após o episódio de vaidade na bolha sanitária.

Eu estava torcendo muito para que fosse apenas um boato, mas parece mesmo que não é. Vamos lá:

A vaidade humana sempre será um problema, e dentro da arbitragem de futebol, onde não se pensa no coletivo mas no individual (me refiro a: dirigentes, árbitros e demais membros, isso é um fato notório), a exacerbação de ser protagonista é grande.

Quem escala, não admite que erra. Quem apita, tem nos cartões e apito uma arma poderosa. Quem não é o árbitro central, vê no outro seu adversário. E por aí vai (lógico, isso não é uma regra, pois toda unanimidade é burra).

Digo isso pois é muito grave o que ocorreu no Hotel Panamby, dentro da bolha sanitária em que os árbitros da A1 estão. Tudo começou com um erro de Edina Alves Batista, a árbitra que tão bem surgiu, foi invejada por muitos homens pela sua competência, ganhou respeito, esteve no Mundial de Clubes da FIFA, apitou um Derby e está relacionada para os Jogos Olímpicos de Tóquio (se eles ocorrerem).

Edna apitou Internacional 0x2 Red Bull Bragantino, e não mostrou o cartão Vermelho para expulsar um atleta de Limeira. Eu imaginava que, simplesmente, ela havia dito verbalmente para o jogador expulso que esqueceu o cartão vermelho no vestiário, e sendo o 2o cartão amarelo, deveria se retirar de campo. Porém, os desdobramentos foram muitíssimo maiores do que o imaginado. Veja o relato longo, delicado e conturbado abaixo.

Após a leitura, acrescente essa consideração particular: tomara que a fama e a arrogância não tenham subido à cabeça de Edina Alves, que Ana Paula de Oliveira não faça da arbitragem uma “caixa preta que ninguém sabe o que acontece” e que Leandro não seja mentiroso.

Em tempo: que o Sindicato dos Árbitros (com seus novos representantes) torne pública a providência que tomará e não seja omisso, como tem sido, por exemplo, na não auditoria das contas como prometido em campanha, tornando-se, de verdade “uma nova gestão”.

Compartilho, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/8566256/erro-de-edina-batista-mentira-e-acusacao-em-lives-por-que-arbitro-da-elite-em-sp-foi-expulso-de-bolha

ERRO DE EDINA BATISTA, MENTIRA E ACUSAÇÃO EM LIVES: POR QUE ÁRBITRO DA ELITE FOI EXPULSO DA BOLHA.

O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi expulso no último domingo (25) do Hotel Panamby, na zona Oeste de São Paulo, no qual está a ‘bolha’ do apito estadual. A ação aconteceu a mando da presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Ana Paula de Oliveira.

Já era noite, após o jantar, quando um membro da comissão bateu a sua porta, o avisou para arrumar as coisas e deixar o local. Afastado, ele foi denunciado à corregedoria da arbitragem paulista.

O motivo, segundo apurou o ESPN.com.br, é o desdobramento de um erro grosseiro cometido por sua colega Edina Alves Batista, uma das principais figuras da arbitragem brasileira no momento. Ela, em Inter de Limeira 0 x 2 Red Bull Bragantino, no último dia 15 de abril, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, expulsou o atleta da equipe da casa Matheus Alexandre Anastácio de Souza aos 12 minutos do segundo tempo. No entanto, não mostrou o cartão vermelho após apresentar o segundo amarelo (o primeiro fora aplicado aos 15 minutos da etapa inicial).

Leandro Carvalho da Silva foi o quarto árbitro naquela partida e, ao preencher a súmula, perguntou a Edina qual o motivo de ela não ter seguido o protocolo padrão e mostrado o vermelho. Ela recusou-se a falar. Ele, então, a informou que relataria o que aconteceu, mas a colega o proibiu de fazê-lo. O documento foi entregue sem a história completa. A versão interna da coordenação de arbitragem é a de que Leandro induziu Edina a não relatar o caso, logo, o erro fora dele.

Passados alguns dias, alguém do Red Bull Bragantino que soube do diálogo entre os árbitros procurou Ana Paula de Oliveira e lhe disse “você ficou sabendo que seus árbitros mentiram pra você? Que eles iam relatar que não foi aplicado o [cartão] vermelho e não relataram nada?”

A chefe da arbitragem paulista, então, falou com o time que trabalhou na partida. Edina admitiu o erro [teria o cartão no bolso, mas esqueceu-se de mostrá-lo], e Leandro Carvalho disse que ia relatar a situação na súmula, mas que a colega lhe disse para “não colocar nada”.

Ana Paula tratou do assunto com toda o quadro da arbitragem paulista nas duas últimas lives pós-rodada que costuma fazer para avaliação rotineira de trabalho, ambas nas duas últimas quintas-feiras (dias 22 e 29 de abril). Leandro Carvalho participou da primeira, mas já não estava na derradeira. No entanto, soube de boa parte do que se falou nela.

Em ambas, segundo relatos ouvidos pela reportagem, a chefe do apito paulista atacou e expôs Leandro Carvalho, culpando-o pelo fato de o diálogo entre ele, Edina e demais colegas que participaram da partida em Limeira ter vazado e chegado a alguém de um dos clubes envolvidos.

O árbitro até pediu a palavra na primeira live, a teve, mas não conseguiu falar nem por 30 segundos. Foi interrompido por Ana Paula e depois teve seu áudio cortado. “Mentiroso”, “quis inventar história” e “um mau exemplo para todos seus amigos e colegas” foram algumas das falas da dirigente em direção ao seu comandado.

“Situação de assédio moral clara”, afirmou à reportagem um participante das duas conversas virtuais, sob condição de anonimato.

A reportagem também apurou que chegou a haver uma espécie de movimento entre os árbitros para tentar convencer Ana Paula de Oliveira a voltar atrás em sua decisão, mas sem sucesso.

Para o grupo, não é justa a atitude tomada com Leandro Carvalho, que, segundo pessoas próximas, está arrasado. Edina também está deslocada com todo o ocorrido, quase não conversa com os colegas e quase sempre está de cabeça baixa.

A situação fez com que o clima no hotel entre os profissionais seja péssimo.

O que dizem os envolvidos

Leandro Carvalho da Silva não respondeu às mensagens nem retornou às ligações da reportagem; Edina Alves foi orientada pela FPF a não dar entrevistas.

Ana Paula de Oliveira não atendeu à ligação, mas respondeu às mensagens e disse estar à disposição, no entanto, pediu para que fosse tratada com a assessoria de imprensa a possibilidade de entrevista.

A assessoria da entidade manifestou-se oficialmente sobre o caso com um curto comunicado, que está abaixo, na íntegra: “O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi afastado da concentração e do ambiente controlado na última segunda-feira (26) por uma decisão da Comissão de Arbitragem. O caso foi encaminhado à corregedoria da arbitragem.”

O Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) não se manifestou, mas a reportagem apurou que o órgão já tem um rascunho de um ofício que não pretende tornar público, mas que enviará diretamente ao presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, no qual classifica o ocorrido com Leandro Carvalho como “grave” e faz ao menos duas cobranças.

Todos os envolvidos não estão escalados nesta rodada do final de semana.
Ana Paula de Oliveira (centro) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Glauco Fernandes/Gazeta Press

– Cabelos Brancos e Honestidade?

Certa vez disse Rui Barbosa (intelectual brasileiro, político, ministro, entre tantas coisas que esse grande homem foi no Brasil do começo da República):

Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Pois é: o que tem de picareta na sociedade, independente de idade, sexo, ou raça…

Não se deixem enganar pelos cabelos... Rui Barbosa

– A natureza e seus caprichos!

Uma boa fotografia depende de muitos fatores: o horário, a câmera, o fotógrafo e… o cenário!

Olhe só que amanhecer muito bacana tivemos nesse registro: as folhas da árvore no alto sombreado a alvorada.

Viva a natureza e a sua beleza!

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– Bom domingo (Parte 4 de 4)

🌅 Desperte, Bragança Paulista.
Que o domingo possa valer a pena! E valerá: olhe só esse horizonte no céu infinito!
Ótima jornada para todos.
Inspirando-me no clique 4 de 4:

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– Bom domingo (Parte 3 de 4)

🌺 Fim de cooper! Chega de correr por hoje.
Estou suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza da natureza, ao lado das lantanas tão delicadas.
Contemplando no clique 3 de 4:

🏁 🙆‍♂️ #corrida #treino #flor #flower #flowers #pétalas #pétala #jardim #jardinagem #flores #garden #flora #run #running #esporte #alongamento

– Bom domingo (Parte 2 de 4)

🙏🏻 Enquanto vou correndo, estou meditando com a Virgem Maria:
“Ó Mãezinha do Céu, rogai por nós para que sejamos puros e dóceis como as crianças, confiando sempre na Providência Divina. Amém.”
Rezando no clique 2 de 4:

⛪😇 #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

– Bom domingo (Parte 1 de 4)

👊🏻 Olá amigos!
Uma madrugada agradável destinada à atividade física surgiu lá fora. Para controlar o cortisol, vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?
Quem gosta de corrida, venha junto. Motivando no clique 1 de 4:

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #asics #adidas

– Girassol da Noite!

🇧🇷 Um girassol muito bonito e formoso que nasceu aqui em casa. É o famoso “girassol da noite”, tão imponente e amado pelos papagaios (que comem suas sementes).

🇺🇸 A very beautiful and beautiful sunflower that was born here at home. It is the famous “sunflower of the night”, so imposing and loved by parrots (who eat its seeds).

📸 🌻 #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A China se “fecha”? Mas quando ela se abriu?

Leio essa entrevista sobre o “fechamento da China aos jornalistas”. Mas cá entre nós: desde quando ela foi aberta?

Ditadura, seja de Direita, Esquerda, Teocrática ou Imperial, sempre será maléfica.

Quando o povo chinês conseguirá ter algo sagrado em sua nação, que é a LIBERDADE?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2021/05/01/a-preocupante-expulsao-de-jornalistas-estrangeiros-da-china-o-pais-esta-se-fechando.htm

A PREOCUPANTE EXPULSÃO DE JORNALISTAS ESTRANGEIROS DA CHINA: “PAÍS ESTÁ SE FECHANDO”

"A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros", diz analista especializado no país - GETTY IMAGES
A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências de expulsar correspondentes estrangeiros’, diz analista especializado no país Imagem: GETTY IMAGES

A China é um país extremamente difícil para um jornalista, não importa que cobertura ele ou ela faça.

E a situação só está piorando: no ano passado, o país expulsou pelo menos 18 correspondentes estrangeiros. Neste mês, o jornalista da BBC John Sudworth se juntou ao grupo de jornalistas que tiveram de deixar a China continental. Ele se mudou para Taiwan em meio a assédio e perseguição pelas autoridades.

“A China está definitivamente se fechando”, avisa o analista Jeremy Goldkorn. “Parece que estamos de volta aos anos 90.”

Goldkorn viveu duas décadas no país e hoje é um importante analista da China. É editor-chefe do site SupChina e cofundador do podcast Sinica, duas plataformas que explicam a China ao Ocidente quebrando estereótipos.

A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com Goldkorn sobre o tratamento que o governo chinês confere à imprensa estrangeira, sobre o poder do Partido Comunista, os abusos contra a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, onde há graves violações de direitos humanos cometido pelo governo chinês e denunciado pela imprensa, e a “diplomacia da vacina” chinesa durante a pandemia da covid-19.

Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast - Cortesia BBC - Cortesia BBC
Jeremy Goldkorn é editor-chefe da SupChina e co-fundador e apresentador do Sinica Podcast

Imagem: Cortesia BBC

BBC – A China está fechando suas portas para a imprensa estrangeira?

Jeremy Goldkorn – Em uma palavra, sim. Está dificultando sua entrada e está fazendo isso de diferentes maneiras: por exemplo, retardando o processo de concessão de um visto ou com o tipo de comportamento que afastou John Sudworth, que é um assédio direto.

Também o faz se recusando a renovar vistos, como fez com três meios de comunicação dos Estados Unidos, em retaliação a decisões americanas no ano passado.

Mas também está ficando mais difícil trabalhar na China.

Então, a China definitivamente está se fechando, parece que estamos de volta aos anos 1990, antes do grande fluxo de correspondentes que vieram a Pequim para as Olimpíadas. Eles estão voltando no tempo.

BBC – Você acha que a premiada reportagem de John Sudworth sobre a situação em Xinjiang foi o principal motivo da campanha de pressão das autoridades contra ele e sua família?

Goldkorn – Creio que sim.

Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de 'reeducação' em Xinjiang - BBC - BBC
Sudworth fez várias reportagens sobre a situação nos campos de ‘reeducação’ em Xinjiang

Imagem: BBC

Faz sentido, porque foi a reportagem crítica mais proeminente que ele já fez e, se você notar, nos últimos dois meses, o governo chinês redobrou uma intensa e bem financiada campanha de propaganda em Xinjiang, abrangendo jornalistas da mídia estatal e outros no Twitter a documentários caros da CGTN (o serviço de língua inglesa da rede estatal chinesa) ou um filme de propaganda que foi exibido na embaixada australiana.

Portanto, seu trabalho [de Sudworth] em Xinjiang parece ser a razão mais lógica para o aumento do assédio.

Também acho que assim que o governo chinês e, bem, seus serviços de segurança decidirem que você está na lista de inimigos da República Popular, eles vão dificultar sua vida.

Então, talvez o assédio dele e de sua família tenha sido a consequência mais direta de suas reportagens sobre Xinjiang, mas acho que em algum nível o governo chinês está tentando enviar a todos os jornalistas a mensagem de que se continuarem com o jornalismo crítico, seja de qualquer coisa, eles vão complicar sua vida.

BBC – “À medida que a repressão aumenta, a China se parece cada vez mais com a Coreia do Norte.” Esse era o título de um artigo de Anna Fifield, uma ex-chefe da sucursal do Washington Post na China que cobriu as duas Coreias, sobre uma visita a Xinjiang no ano passado. A China está se tornando a Coreia do Norte em termos de mídia e censura?

Goldkorn – Sim. Mas não sei se essa comparação é realmente útil porque a Coreia do Norte é tão extrema… e está em uma situação diferente da China.

Se você ler o artigo, acho que a comparação é um pouco mais sutil (…) Se você disser que a China está se tornando a Coreia do Norte, isso provavelmente não transmite a complexidade do assunto.

Em alguns casos, por exemplo, em Xinjiang ou no Tibete, é impossível fazer jornalismo independente. O acesso a funcionários do governo agora é muito menos fácil do que era há 10, 15 ou 20 anos, então está se tornando mais uma Coreia do Norte do que era há alguns anos, mas não sei se essa comparação é muito útil.

BBC – No site SupChina e no podcast da Sinica, vocês trabalham para explicar a China ao Ocidente, rompendo julgamentos errôneos, observando que a realidade da China é sempre muito complexa. O que está faltando na cobertura sobre Xinjiang, onde há violações aos direitos humanos da minoria muçulmana uigur?

Goldkorn – Não sei, a forma como o governo chinês enxerga é que eles tinham um problema de terrorismo e mesmo que do ponto de vista ocidental, muito disso seja visto como um exagero ou uma invenção, é verdade que lá houve dois incidentes de violência generalizados: a explosão de uma bomba e o ataque em Urumqi [capital de Xinjiang] e os ataques com faca na estação ferroviária de Kunming [capital da província de Yunnan, no sul].

Ambos, quer você pense que eles foram justificados ou não – isso é uma questão totalmente diferente -, foram ataques terroristas. Eles procuraram aterrorizar a população civil.

E eu acho que não há muita discussão na mídia ocidental sobre por que o governo chinês está fazendo o que faz [em Xinjiang], e o fato de que eles estão respondendo a alguns problemas reais que eles têm. E mesmo que rejeitemos seus métodos, não há como negar que há um problema com o qual eles tiveram que lidar.

Acho que talvez isso esteja fora da cobertura.

Mas, fora isso, não acho que estamos perdendo muito na imprensa ocidental. Acho que a mídia estrangeira tem feito um trabalho muito bom: denunciando os abusos que estão ocorrendo, abusos que estão no nível de crimes contra a Humanidade. Deveriam ser divulgados e impedidos. E é função da mídia expor isso, então, nesse sentido, não acho que estamos perdendo nada.

Se estivermos perdendo, o problema é com o governo chinês, porque não permite que jornalistas de verdade entrem em Xinjiang para realmente noticiar o que está acontecendo.

A imagem que temos é parcial: ninguém pode ter acesso aos campos. Só podemos coletar relatos de testemunhas.

BBC – Quais seriam as consequências para o mundo e para a China, se Pequim continuar nessa trajetória de expulsão de correspondentes?

Goldkorn – A China está cada vez mais confiante de que pode lidar com as consequências.

No longo prazo, vai prejudicar a China, porque os jornalistas estrangeiros, com algumas exceções, desenvolvem uma certa simpatia pela sociedade e até pelo governo. Seus relatos não são apenas sobre as coisas ruins que estão acontecendo na China. Eles tendem a humanizar o país e as pessoas com suas experiências. Estão passando um tempo lá e veem os detalhes: que o país é muito mais do que a repressão de dissidentes, que Xinjiang é uma parte terrível do que está acontecendo, mas há muito mais.

Quanto menos cor e textura cotidiana tivermos na mídia, mais fácil será para o mundo exterior demonizar e desumanizar a China.

O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013. - Reuters - Reuters
O presidente Biden é um dos políticos americanos mais experientes no trato com líderes chineses. Nesta foto, quando era vice-presidente de Obama, em 2013.

Imagem: Reuters

BBC – Por que a China está mudando sua atitude em relação à imprensa estrangeira?

Goldkorn – Acho que é por causa de uma estranha combinação de força e fraqueza, de confiança e insegurança.

Acho que, por um lado, Xi Jinping chegou ao poder em um momento em que a China, em 2012, havia superado a crise financeira global e era um dos países mais importantes do mundo, com base em qualquer índice econômico.

É um país indispensável. Qualquer país tem algum tipo de acordo com a China. Ele não é mais pobre e fraco. Estava começando a parecer um país rico e poderoso. Portanto, há um certo senso de orgulho e a possível arrogância que o acompanha.

Ao mesmo tempo, acho que Xi tem um forte sentimento de que, se o Partido Comunista não for cuidadoso, a China acabará como a União Soviética e como a Rússia, que é obviamente uma superpotência, mas em alguns aspectos não é levada a sério como país.

Apesar do orgulho e da confiança de Xi Jinping e de muitos cidadãos em relação às conquistas do país, há um profundo sentimento de insegurança sobre como as coisas podem dar errado. E isso está por trás da sensibilidade absoluta com que eles veem o que acontece na China, especialmente internamente, mas também no nível internacional.

Soma-se a isso o sentimento de que a China, de certa forma, precisa cada vez menos de outros países, mas é nesses momentos em que tanto o orgulho quanto uma espécie de paranoia convergem, o que os levam a sentir que os jornalistas estrangeiros não são realmente as pessoas de que precisam agora.

BBC – Isso também pode explicar a mudança que vimos na diplomacia chinesa no ano passado? Os chamados ‘lobos guerreiros’ [diplomatas que defendem a posição de Pequim com linguagem dura nas redes sociais e em outros lugares, às vezes espalhando desinformação] estão aqui para ficar?

Goldkorn – Parece que sim. E é parte do mesmo problema: o desejo do Partido Comunista de dar forma à história que está sendo contada, alimentado ao mesmo tempo pela arrogância e pela paranoia.

Pelo menos no futuro próximo, não vejo isso mudando.

BBC – Parece uma continuação da posição mais assertiva da China na arena internacional sob Xi Jinping.

Goldkorn – Certamente é.

BBC – Por muitos anos, no Ocidente, presumiu-se que a China um dia se tornaria um país democrático, mas hoje isso parece um sonho que se desvaneceu. É um mal-entendido sobre como a China se vê e como quer ser percebida no resto do mundo?

Goldkorn – Sim, acho que sim.

Muitos acadêmicos, políticos ou jornalistas talvez pensassem que, à medida que a China se tornasse mais rica e mais integrada ao mundo, se tornaria mais liberal. E não foi esse o caso.

Talvez se não fosse por Xi Jinping não seria assim. Por outro lado, no entanto, parte das guindas anti-liberais que a China deu o precede.

Aquele momento de otimismo sobre a China se abrir, para mim, terminou em 2009. Pelo menos foi quando comecei a pensar que não iria funcionar. Eu mesmo era um dos que tinham a concepção errônea de que a China se liberalizaria gradualmente.

BBC – Por que em 2009?

Goldkorn – Dois fatores: primeiro, os Jogos Olímpicos de sucesso [em Pequim, 2008].

E logo em seguida, a crise financeira global, quando se constatou que Wall Street – o sistema financeiro e econômico americano que era admirado e que, em muitos aspectos, foi estudado e imitado pelo governo chinês – não era tão forte ou tão bem-sucedido como foi planejado.

E, ao mesmo tempo, a China navegou nas águas da crise, em grande parte graças à capacidade do governo de usar essa força para resistir à tempestade e alocar os gastos de uma forma que só se pode fazer se tiver o poder centralizado.

Portanto, acho que depois de 2009, muitas pessoas – de estudantes a acadêmicos a cidadãos comuns – começaram a pensar que sua admiração anterior pelo Ocidente pode ter sido deslocada. Esse foi um ponto de virada.

BBC – Que outros mal-entendidos ou percepções equivocadas existem sobre a China no Ocidente?

Goldkorn – Acho que um dos mal-entendidos que ainda se vê é que existe um poderoso grupo de ‘reformistas’ dentro do Partido Comunista; que se fossem apoiados, isso permitiria que tudo fosse liberalizado.

No Ocidente superestimamos o apelo do modelo ocidental de democracia liberal e, ao mesmo tempo, subestimamos a capacidade do PCC: apesar de todos os problemas que a China tem e possa ter com o partido, eles provaram ser extremamente competentes governando o país.

BBC – Agora pergunto sobre outra ideia que tende a ser vista no Ocidente: a China busca dominar o mundo?

Goldkorn – Não acho que a China esteja planejando dominar o mundo exatamente: acho que o Partido Comunista quer fazer do mundo um lugar seguro para sua forma de governo. E assim garantir sua permanência no poder a longo prazo. Esse é o seu objetivo principal.

Mas, para tornar o mundo mais seguro para o PCC, a China precisará crescer econômica e militarmente, e é aí que não se sabe ao que isso pode levar.

Não acho que Xi Jinping seja como um vilão de quadrinhos tramando quando invadir os Estados Unidos ou quando tomar o sudeste asiático e criar uma colônia.

Não acho que a China pense como uma ex-potência colonial, mas acho que tornar o mundo mais seguro para o governo do PCC levará à dominação chinesa, especialmente na esfera econômica mundial, o que colocará muitas pessoas em uma posição incômoda.

'Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes' É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país. - GETTY IMAGES - GETTY IMAGES
‘Mao tornou a China independente e a ergueu, Deng Xiaoping os tornou ricos e Xi os tornou fortes’ É assim que os especialistas chineses resumem o pensamento do atual presidente do país.

Imagem: GETTY IMAGES

BBC – Portanto, trata-se de sobrevivência absoluta.

Goldkorn – Essa é a minha visão, sim.

BBC – Falemos sobre a relação entre a China e os EUA. Ouvimos alertas sobre uma possível “nova Guerra Fria”, por exemplo, do Secretário-Geral da ONU; enquanto outras vozes consideram que devemos ter cuidado ao descrever a relação entre as duas superpotências. Você vê como inevitável uma nova Guerra Fria?

Goldkorn – Acho que cada um tem sua própria definição de o que significa Guerra Fria. Mas em muitos aspectos essa definição obscurece a questão em vez de iluminá-la.

Porque [a situação] é muito diferente da Guerra Fria 1.0, digamos. A conexão é que ninguém está lutando diretamente, mas há uma hostilidade tremenda.

BBC – Taiwan é o maior risco de confronto entre China e Estados Unidos?

Goldkorn – Taiwan e o Mar do Sul da China, em termos gerais. São duas questões diferentes, mas intimamente relacionadas.

Acho que o risco com Taiwan é que Xi Jinping decida que agora a China está em uma posição de força e que é hora de agir. Isso seria com Taiwan, mas geralmente ambos são um perigo.

O maior risco é que, com o aumento da militarização da região, aconteça alguma coisa em que haja duas partes irritadas uma com a outra, seja a China ou os Estados Unidos, ou talvez outro país, mas em que os Estados Unidos sintam necessidade de se envolver. Ou que ocorra algum tipo de incidente não planejado: um navio colide com outro navio e marinheiros americanos morram. Um acidente ou erro de cálculo e sai fora de controle.

Para mim, esse é o grande risco, seguido de perto pela decisão da China de agir em relação a Taiwan.

BBC – Mesmo na pandemia, a pressão sobre Taiwan não parou de aumentar e atingiu a América Latina: neste mês, Taiwan acusou Pequim de oferecer vacinas chinesas para pressionar o Paraguai a cortar suas relações com a ilha. O Paraguai é um dos poucos países que reconhece Taiwan como um Estado soberano. Como você vê a diplomacia de vacinas da China e essas disputas?

Goldkorn – A pandemia pode ter sido muito ruim para os esforços diplomáticos internacionais da China, que obviamente está sofrendo algumas consequências negativas em termos de sua reputação.

Mas, por outro lado, a China fez um bom trabalho em reverter isso, tanto controlando a pandemia no país quanto com a diplomacia de equipamentos de proteção e máscaras, primeiro, e agora de vacinas.

Honestamente, se você é um pequeno país pobre e ainda não está recebendo as vacinas Covax (consórcio para distribuir vacinas pelo mundo) e os EUA ou o Reino Unido não estão prometendo nada, enquanto a China está dizendo ‘se você se comportar bem conosco, nós lhe enviaremos vacinas…’

[Pequim] quer aproveitar ao máximo esta oportunidade de diplomacia de vacinas e pressionará todos os países que ainda reconhecem Taiwan.

BBC – Neste ano haverá um aniversário marcante no país: o centenário do Partido Comunista. O poder do PCC na China está mais forte do que nunca?

Goldkorn – Sim.

Muitos de seus cidadãos acreditam que o país fez um ótimo trabalho no controle da pandemia. Obviamente, eles usaram seu aparato de propaganda para ter certeza de que essa é a história que ficará, mas acho que têm sido muito bem-sucedidos nisso.

Eles saíram mais fortes do que nunca. Eu acrescentaria apenas uma advertência e tem a ver com um livro. Minha descrição favorita da China é, em muitos aspectos, a do título do livro de Susan Shirk: “China, uma superpotência frágil” (China: Fragile Superpower, no original em inglês). Também poderíamos falar do “frágil poder do Partido Comunista”.

Em muitos aspectos, [o PCC] está na posição mais forte que já ocupou. Mas, por outro lado, enfrenta problemas de todos os lados: da hostilidade internacional às campanhas contra os uigures e outras minorias e religiões, a enormes problemas ambientais ou crescente desigualdade…

Eles emergiram mais fortes do que nunca da pandemia, mas ao mesmo tempo os problemas que têm de enfrentar não diminuíram.

BBC – Apesar desse poder fortalecido de que fala, você vê algum sinal de dissidência dentro do Partido Comunista em relação a Xi?

Goldkorn – A marca do governo de Xi é ter se posicionado para governar por um longo período, possivelmente pelo resto de sua vida.

E ele tem todas as alavancas do poder em suas mãos e conseguiu que o PCC apoiasse o culto à personalidade. Isso tornará qualquer mudança na liderança muito difícil.

Eu acho que há muitas pessoas que reclamam e não estão necessariamente felizes com ele, mas eu acho que elas não são fortes ou significativas o suficiente para causar mudanças. Pelo menos não agora, não no futuro próximo.