– Cenário Retrô!

Quase 17h, e veja que retrato bacana o Centro de Bragança Paulista nos permite: meio “retrô”, mas com traços marcantes.

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#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby
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– Tem cada pinel nas Redes Sociais… apaixonados por políticos?

RESPEITO – Sobre os chatos nas Redes Sociais: como cansa o cara que virou fanático e defende com unhas e dentes o seu político de estimação (seja Lula, Bolsonaro ou Dória, Direita ou Esquerda, Capitalismo ou Socialismo).

Normalmente, ele não respeita a opinião do outro e quer impor a dele! E se diz democrático…

Aff.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=hD758XZnXg0′

– Desperdício de alimento no Mundo é algo que assusta!

A FAO (organismo da ONU que cuida sobre o tema “alimentação”) informa: 1/3 da comida do mundo é desperdiçada!

Desde pequeno aprendi que se deve comer o necessário (embora a gula prejudique), mas nunca jogar resto de alimento, pois “comida é algo sagrado“.

E é mesmo! Quanta gente passando fome e a gente ignorando isso. Fato!

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– Rain or Sun?

07h20 em Jundiaí, com as nuvens de chuva vencendo (aparentemente) o sol – que ainda tenta resistir.

A natureza sempre nos surpreende com suas belas paisagens…

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– Hoje começa a Campanha da Fraternidade!

Começa nesta 4a feira a CF 2021. 

Para quem não conhece o Tema e o Lema, são respectivamente: “Fraternidade e Diálogo, Compromisso de Amor” e “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido, fez uma unidade.” (Ef 2,14ª).

Falamos sobre a grande polêmica que criou-se em torno dela (infelizmente). Você pode acessá-la no link em: https://professorrafaelporcari.com/2021/02/12/cf-2021-fraternidade-e-dialogo-compromisso-de-amor-mas-e-isso-o-que-esta-ocorrendo/

Sobre o seu intuito, compartilho um texto muito bom do Padre Patriky Samuel Batista (Especialista em Teologia Pastoral e Missiologia, Secretário Executivo de Campanhas da CNBB). Abaixo:

Extraído de: https://www.diocesedesetelagoas.com.br/cf-2021-fraternidade-e-dialogo-compromisso-de-amor/

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021

A Campanha da Fraternidade é um dos modos de viver o período quaresmal na Igreja no Brasil. Desde a sua origem em 1964, ela tem como grande objetivo despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução, à luz da Palavra de Deus. É uma importante ação evangelizadora no horizonte da Doutrina Social da Igreja.

Tendo seu momento forte no período quaresmal, somos convidados a contemplar o mistério da Cruz de Cristo a fim de realizar uma conversão profunda de nossa vida. Eis a proposta: ”Deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo. ” (Bento XVI – mensagem para o período quaresmal de 2011)

Um coração que se converte está disposto a amar e servir como Cristo nos ensinou. Sobretudo os mais pobres e que se encontram nas periferias existências e geográficas. Um amor ousado e criativo que rompe com o egoísmo e a indiferença. Viver fraternalmente é um precioso exercício para naturalizar a caridade em nossas ações.

A caridade cristã, resposta de uma vida impelida pelo amor de Cristo, nos leva a amar o bem comum e a buscar eficazmente o bem de toda pessoa, considerando-a também em sua dimensão social.  Assim, assumir e viver a Campanha da Fraternidade é abraçar mais uma oportunidade para vivermos o amor como serviço ao próximo e a fé como missão. É se envolver com cada pessoa que encontramos no caminho. É agir como o Bom Samaritano: ver, compadecer, cuidar …. e dialogar!

Em 2021 viveremos a 57ª edição da Campanha da Fraternidade. O grande tema que nos é proposto é o diálogo. Dialogar como compromisso de amor. Inseridos num cenário marcado por polarizações, ódios, ausência de escuta, individualismos imperialistas e indiferença, somos convidados a recuperar nossa capacidade de relação, tolerância, amorosidade e fraternidade. Edificar um novo humanismo alicerçado na ética cristã. Não podemos permanecer indiferentes a esta realidade que banaliza a vida, gera conflitos, violências, discriminações e radicalizações.

O que vem acontecendo conosco que já não conseguimos dialogar como antes? O que foi feito da cordialidade, acolhida e gentileza? Qual a diferença entre uma simples conversa, uma discussão e o diálogo propriamente dito? Como anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo em tempos tão turbulentos como o atual? Provocações que nos fazem pensar e nos estimulam a encontrar caminhos de superação desta realidade, à luz da fé.

A Campanha da Fraternidade surge como ocasião preciosa para redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais amorosas, promovendo a convivência fraterna e a alegria do encontro como experiências humanas irrenunciáveis, em meio a crenças, ideologias e concepções, em um mundo cada vez mais plural. É preciso reaprender a dialogar!

Segundo afirma o Papa Francisco, “aproximar-se, expressar-se, ouvir-se, olhar-se, conhecer-se, esforçar-se por entender-se, procurar pontos de contato: tudo isso se resume no verbo dialogar. Para nos encontrarmos e ajudarmos mutuamente, precisamos dialogar. ” (FT 198). Não conseguiremos avançar neste horizonte se não assumirmos o diálogo como compromisso de amor.

Dialogar supõe a redescoberta do valor e da beleza do outro. Requer escuta, paciência, decisão e disposição. É um processo com ritmo próprio que visa a compreensão do outro. Por essa razão, no diálogo, não há vencedores e vencidos. Não há uma palavra que prevalece, mas palavras que desencadeiam processos de conhecimento. Isso não significa acolher como dogma a verdade do outro, mas sim, respeitá-lo e com ele compartilhar o que compreendemos da vida, do mundo e de toda teia de relações que nos envolvem.

 O diálogo deve proporcionar uma mútua compreensão que visa a boa convivência, a superação dos conflitos tornando-se caminho para a construção da paz e da civilização do amor. Dialogar é conviver. Supõe convívio. É processo onde, aos poucos, compartilhamos o sentido e os significados que atribuímos a situações, acontecimentos. É conhecer a visão de mundo do outro e também saborear a sua presença como pessoa única no mundo. Compreender o outro e perceber os pontos em comum que nos unem. Ele não simplesmente cria conexão; ele a releva demonstrando que existem mais coisas que nos unem do que aquilo que nos separa. Por esta razão, sem escuta, paciência, tempo, coração dedicado não existe diálogo.

Viveremos a Campanha da Fraternidade de 2021 em comunhão com diversas comunidades de fé. Esta será a 5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). As Igrejas membros do CONIC assumem esse compromisso de levar adiante o objetivo geral da CFE: convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso, testemunhando a unidade na diversidade. Sem dúvidas, o diálogo e a convivência fraterna é o nosso melhor testemunho.

São Igrejas pertencentes ao CONIC: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Igreja Católica Apostólica Romana; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia e a Aliança de Batista do Brasil. Em 2021 dois membros fraternos se associam ao CONIC para a realização da CFE: Igreja Betesda e o Centro de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP).

O testemunho de diálogo e de convivência fraterna das Igrejas cristãos são um precioso testemunho para um mundo que já não dialoga mais. Segundo São João Paulo II o movimento ecumênico do século XX teve o grande mérito de reafirmar claramente a necessidade deste testemunho. Após séculos de separação, de imcompreenções, de indiferença e oposiçõies, voltou a surgir nos cristãos a consciência de que a fé em Cristo os une e oferece aquela força capaz de superar o que os divide.

Com o Concílio Vaticano II a Igreja empenhou-se de maneira irreversível em percorrer o caminho da busca ecumênica. Neste horizonte, “Não se devem e não se podem diminuir as diferenças ainda existentes entre nós. O verdadeiro empenho ecuménico não procura compromissos e não faz concessões no que se refere à Verdade. Sabe-se que as separações entre os cristãos são contrárias à vontade de Cristo; sabe-se que elas são um escândalo, que enfraquece a voz do Evangelho. O seu esforço não é ignorá-las, mas superá-las.” (João Paulo II – 25.01.2001 – homilia no encerramento da semana de oração pela unidade dos cristãos.)

Sem sombra de dúvidas, trazendo à tona um tema tão pertinente, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deseja despertar para a importância de acionarmos disposições pessoais, favorecer espaços e meios que ajudem as pessoas e comunidades de fé a redescobrirem o valor do diálogo e assumir os passos, os caminhos, os processos que lhe possibilitam a existência. Diálogo é uma postura, um modo de ser. O Diálogo é um estilo de vida. O ecumenismo, uma forma de testemunhar a beleza da unidade em meio às diferenças.

O lema da Campanha é muito sugestivo: “Cristo é a nossa paz; do que era dividido, fez-se uma unidade. ” (Ef 2,14ª). A divisão a qual Paulo faz referência diz respeito um muro existente em Jerusalém que impossibilitavam os gentios a terem acesso ao Templo. Havia um pátio reservado para eles e também um muro, de 1,40 metro, que os separava da parte principal do espalho sagrado. Neste muro havia uma inscrição advertindo que, aqueles que adentrarem o espaço não permitido, seriam responsáveis pela própria morte. Era o mundo da divisão que impedia tanto o acesso ao espaço sagrado, como às pessoas que ali estavam.

Um fato interessante se dá com Paulo e Trófimo, um gentio, que em At 21 adentra ao recinto que não lhe era permitido. Isso gera uma série de conflitos e também convicções. Para Paulo, em Jesus Cristo, já não há nada mais que seja capaz de nos separar do seu amor. Se nada nos separa deste amor, nada também poderá no separar uns dos outros. Cristo cria a unidade rompendo o muro da divisão, estabelecendo unidades, promovendo a comunhão e possibilitando a paz. Paz que se torna realidade a partir do horizonte do encontro com o outro.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica nos convida a destruição dos muros que nos separam. Não somente eliminar os muros, mas também abrir mão dos entulhos que podem ser instrumentos de violência quando trocamos acusações e ofensas. Quando não ouvimos e cuidamos de cada pessoa como irmãos e irmãs. Não é suficiente destruir os muros. É preciso ser construtor de pontes, elo de comunhão, promotores da cultura do encontro e da fraternidade.

 Inspiradora é a narrativa dos discípulos a caminho de Emaús, descrita pelo evangelista São Lucas. O diálogo não se restringe à duas pessoas. Aqueles dois, mesmo tento participado de todos os acontecimentos da paixão e morte de Jesus Cristos, sozinhos, não são capazes de avançar na compreensão dos fatos. É preciso redescobrir o olhar da fé. O ressuscitado poderia ter se revelado de imediato, assim que chega para participar daquela conversa do caminho. Mesmo sendo evidente as dúvidas e questionamentos, aquele que vence a morte também vence a pressa pondo-se a caminhar com eles.

Talvez tenhamos aqui alguns passos para reaprendermos a dialogar: viver a iniciativa de ir ao encontro sem medo de quem está com dúvida, aproximar-se, entrar na conversa, caminha juntos, ajudar na compreensão da vida e das escrituras, fazer o coração arder, acolher o convite para adentrar a casa do outro (chão sagrado sob o qual devemos retirar as sandálias Ex 3,5), sentar-se à mesa, e, nos gestos de partilha, encontrar aquele que dá sentido à vida.

Assim, percorrido tal itinerário ainda precisamos de algo a mais: voltar à comunidade, ao encontro daqueles que, encerrados no medo de anunciar, estão à espera daquele diálogo que aquece o coração, promove a unidade e envia em missão.

Somos imagem e semelhança de um Deus que dialoga, que é em si mesmo perfeita relação de amor trinitário. Como diria Futon Shen: “Se no amor tu me procurares a mim somente, não encontrarás nada: mas se através de mim procurares a Deus, encontrarás tudo, uma vez que, repito, é necessário sermos três para amarmos: tu, eu e Deus. ”

Fraternidade e diálogo, compromisso de amor. Que possamos abrir os corações a essa temática inaugurando processos dialogais com a partir de nossas escolhas e empenho evangelizador. Que a quaresma de 2021 nos ajude no caminho de conversão que nos coloque no caminho da partilha, da solidariedade, assumindo o diálogo como estilo de vida de quem ama, tal como Cristo nos ama.

– O não-reconhecimento da arbitragem de futebol brasileira.

FUTEBOL, PROFISSIONALISMO E ARBITRAGEM – Na lista de “Melhores Árbitros do Mundo 2020” da IFFHS, nenhum brasileiro.

Nos “Melhores da Década”, idem!

Estamos caindo no ostracismo internacional?

Desprestigiados? Exceto o sucesso recente de Edna Alves e Neuza Back (que se refere a 2021), talvez.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YlMHzE4e7VQ&t=2s

– Bolsas de Sangue Problemáticas no Brasil

Sou doador voluntário de sangue há anos, e tento sempre promover a doação. Mas algo me preocupa: Ouço na madrugada de hoje (Rádio CBN – SP) que o Brasil tem 20 vezes mais bolsas de sangue contaminadas com o HIV do que o resto do mundo (em números proporcionais).

O número de bolsas com vírus HIV é de 1 em cada 100 mil bolsas nos hemocentros brasileiros. Parece pouco, mas imagine quantas bolsas são utilizadas diariamente em nosso país…

Aqui em Jundiaí temos entidades sérias que fomentam a doação e se preocupam com a segurança dos doadores e receptores. Uma delas, por exemplo, é a Colsan.

E você, o que acha disso? Descuidos de entidades e irresponsabilidades de doadores poderiam ser evitados de que forma? Deixe seu comentário:

Resultado de imagem para bolsas de sangue

– Não vai clarear?

Amanheceu, mas sem clarear?

Que manhã diferente! Madrugada muito fresca com céu bem escuro. Demorando para ficar mais vivo…

Mas no infinito horizonte, ainda assim tudo está muito belo. Veja só:

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– Sendo verdadeiramente trouxa: a prisão do deputado Daniel Silveira.

E por ordem do juiz Alexandre de Moraes, o deputado Daniel Silveira foi preso por instigar os ministros do Supremo e defender atos antidemocráticos, pedindo um novo AI-5.

Sabe o que foi impressionante nesse episódio? A fala no vídeo que ele gravou, provocando os homens togados e desafiando-os para prender “a troco de mostrar coragem”.

Pronto. Foi preso. Será que ele ficou feliz?

Sabe aquele cara que quer dar uma “de bonzão”, e acaba se dando muito mal por se achar “o tal”? Foi isso. Cutucou gente do calibre dele que tem o poder da caneta.

As bobagens ditas em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2021/02/16/em-video-deputado-bolsonarista-investigado-ataca-e-ofende-ministros-do-stf.htm

– Florindo o novo dia!

05h15 – Flores do nosso jardim, para alegrar e embelezar nosso dia, florindo nossa quarta-feira.

Jardinagem é um ótimo passatempo!

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– Coisas que acontecem na parada de um semáforo paulistano…

Já vi apelo de todo tipo. É difícil quando saber se é realmente necessidade ou golpe. Mas igual a esse da foto baixo (eu estava na Avenida do Estado quando cliquei), inédito para mim. Veja:

OPS: Eu amo a minha sogra…

– Quarta Feira de Cinzas e o seu significado!

Hoje começa a Quaresma, tempo forte, de conversão, destinado às práticas de jejum, caridade e oração. E esse novo tempo litúrgico temos como início a Celebração das Cinzas.

Veja que interessante sentido tem tal costume (extraído de: http://is.gd/BdBBKX )

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Na Bíblia, encontramos relatos no Antigo Testamento, e também na época de Jesus,  de pecadores públicos se que vestiam com panos de saco e colocavam cinzas na cabeça e no corpo como sinal de arrependimento. Era um sinal visível de mudança de vida. O pecador reconhecia suas ofensas a Deus e passava a fazer jejum e penitência.

Lá pelo século X, tornou-se costume na Igreja, que todos os fiéis recebessem cinzas em suas frontes. Isso acontecia no primeiro dia da Quaresma. Surgia então a Quarta-feira de Cinzas. Desde aquela época até os dias atuais, esse costume é mantido. Abre-se o tempo da Quaresma com a recepção das cinzas, sinal exterior de que a Igreja, Povo de Deus, manifesta claramente a disposição em submeter-se à penitência. Como Povo de Deus, todos nós damos sinal ao mundo de que somos pecadores e a penitência é o remédio eficaz no combate ao pecado em busca da conversão.

Somos peregrinos neste mundo em busca da Casa do Pai. Somos caminheiros rumo ao Reino definitivo. Nesta caminhada tropeçamos, erramos, pecamos e, a Igreja, Mãe e Mestra, nos indica a Quaresma como tempo apropriado para a penitência. Mas o que é penitência? Temos consciência do que essa palavra significa?  A tendência comum é de nivelarmos a penitência às práticas do jejum e abstinência. Sem dúvida essas duas práticas são realmente manifestações de penitência. São salutares e devem ser exercidas não apenas nos quarenta dias que antecedem a Páscoa, mas no decorrer de nossa vida. Procuremos então, aprofundar um pouco mais no significado cristão de penitência.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, penitência é sinônimo de conversão, de mudança do coração, de mudança de mentalidade, de correção de rumo, de volta para Deus por meio de Cristo, nosso Salvador. Fazer penitência implica mudança interior, exige oposição ao pecado, abandono de tudo o que era empecilho em nossas vidas e que nos afastava de Deus. Exercer a penitência é mergulhar  no mais profundo de cada um de nós, é atingir a essência do nosso ser e reorientar nossa vida para Cristo, nosso Senhor.

Na Quarta-feira de Cinzas, no momento em que recebemos as cinzas em nossas frontes, ouviremos o seguinte apelo da Igreja: “Convertei-vos e crede no Evangelho!” Esse apelo deve atingir o âmago de cada cristão para que ocorra a mudança do coração. É Deus quem nos chama à conversão. Abstinência, jejum e oração pela graça da conversão são instrumentos para esse fim.

Na maioria das vezes, a conversão é lenta e vai acontecendo aos poucos em nossa vida. O Senhor está sempre nos chamando, não cessa de nos convidar a mudar de vida. Por isso, a conversão é um processo gradativo, desde que nosso sim a esse chamado seja uma constante em nosso peregrinar.

Porque somos pecadores, necessitamos da graça de Deus para que a penitência ou conversão seja eficaz. Necessitamos dela o tempo todo, não apenas na Quaresma. A conversão nunca é total, sempre fica em nós uma resistência ao Evangelho e à graça: a dificuldade de oferecer o perdão a quem nos ofendeu profundamente, colocar em prática o amar ao próximo como a nós mesmos, as vezes o indiferentismo diante do sofrimento de tantos marginalizados. Enfim, resistências à graça de Deus que nos afastam do Senhor e nos tornamos necessitados de sua misericórdia. Por Cristo, o Pai está sempre disposto a nos conceder misericórdia e a graça da conversão. Mas é preciso responder à essa graça sem demora. O convite de Deus ao arrependimento é constante e insistente. Por isso a partir da Quarta-feira de Cinzas e em toda a época da Quaresma, o Povo de Deus é chamado à penitência e conversão.

Ouçamos a voz de Deus e façamos o nosso mergulho no mais íntimo do nosso ser para a conversão do coração, pois: “No tempo favorável, eu te ouvi; e no dia da salvação, vim em teu auxílio. Eis agora o tempo favorável, o dia da salvação.” (2 Cor 6, 2).

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