– Prevenir-se se faz ainda mais necessário contra o Novo Coronavírus. Viram os números de hoje?

E há quem não leve a sério as mortes pelo Covid-19, desdenhando dessa maldição. Somente hoje, quase 200 mortos. E a conta só cresce…

Lembrando que, dias atrás, alguns números oficiais desmentiram as fake news de que “morre mais gente de dengue e H1N1 do que do Novo Coronavírus” (aqui: https://is.gd/3fVuh9)… ou, pior: “é só uma gripezinha” (e aqui, sem juízo político, mas observação de imprudência).

Abaixo, os números: 

mortes-16.png

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 1.924 mortes, eram 1.736 na quarta, aumento de 10,8%
  • 30.425 casos confirmados, eram 28.320, aumento de 7,4%
  • São Paulo tem 853 mortes e 11.568 casos confirmados
  • Em 7 dias, total de mortes subiu 82,4%

(Extraído do G1).

– Para mim, uma surpresa!

Parece-me que os clubes não mandam nada mesmo… a vontade da FPF está acima do que a das agremiações.

A reunião da Série A2, realizada por video-conferência hoje, determinou que o campeonato CONTINUARÁ assim que possível. No comunicado da Federação Paulista, praticamente uma cópia do documento de ontem, da reunião que envolveu A1.

Assim, dificilmente acontecerá algo diferente na reunião da A3, nesta 6a feira, já que para a A2 e A1 deseja-se continuar (sem datas, sem dinheiro e o pior: sem atletas, em muitos casos).

Para mim, uma surpresa, pois a realidade das equipes da A3 é absurdamente diferente do poderio financeiro da A1, em especial dos contratos de jogadores.

Prepare o bolso, Paulista FC. E o torcedor continuará a sua angústia… mas a questão passa a ser: vai jogar quando? Em Junho ou Julho? Ou nem voltaremos a ter campeonato, na verdade?

A única coisa certa é: não haverá 5a divisão em 2021. Só isso está confirmado. O resto é mistério.

Sinceramente: quero ver se teremos clubes para jogar o restante da A3, sem elenco e sem dinheiro. Será outro campeonato, inviabilizado!

O comunicado aqui: http://www.futebolpaulista.com.br/Noticias/Detalhe.aspx?Noticia=14936

 

– Quem é o novo Ministro da Saúde, Nelson Teich

BOLA CANTADA: caiu Mandetta, o Ministro da Saúde, e entrou no seu lugar o oncologista Nelson Teich.

Sobre quem ele é e o que pensa,

Extraído de: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/16/quem-e-nelson-teich-o-mais-cotado-para-substituir-mandetta-no-ministerio-da-saude.ghtml

QUEM É NELSON TEICH

Nascido no Rio de Janeiro, o médico se formou pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e se especializou em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Atualmente, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

Teich atuou como consultor informal na campanha eleitoral do presidente, em 2018, e, na época, até chegou a ser cotado para o cargo, mas acabou preterido por Mandetta.

Ainda assim, participou do governo, entre setembro de 2019 e janeiro de 2020, como assessor de Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Dele, inclusive, foi sócio no MDI Instituto de Educação e Pesquisa. A empresa de pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais, humanas, físicas e naturais e treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial foi aberta em março de 2009 e fechada em fevereiro de 2019, segundo consta no site da Receita Federal.

Em 1990, fundou o Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (COI), sendo seu presidente até 2018 — em 2015, a empresa foi comprada pela UHG/Amil.

Também foi fundador — e presidente (pro bono) — do COI Instituto de Gestão, Educação e Pesquisa, organização sem fins lucrativos criada em 2009 para a realização de pesquisas clínicas e projetos e execução de programas de treinamento e educação em diversas áreas do cuidado do câncer, e, em 2016, do Medinsight – Decisões em Saúde, empresa de pesquisa e consultoria em economia da saúde.

E, entre 2010 e 2011, Teich, que é doutor em Ciências da Saúde – Economia da Saúde pela Universidade de York, do Reino Unido, prestou consultoria nesta área no Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

“O Nelson é dos principais oncologistas do país e é um grande empresário, empreendedor e gestor de saúde. Seu momento atual é de dedicação a causas públicas”, diz Angélica Nogueira, diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

A médica enfatiza que ele é muito político, técnico, científico e um exímio negociador. “Numa eventual transição, sua chegada pode ser positiva, por ser tratar de um profissional tecnicamente preparado e que poderá promover uma boa comunicação entre o Planalto e o Ministério da Saúde”, acrescenta.

O que pensa Teich sobre o coronavírus

Nas últimas semanas, o oncologista tem publicado artigos na rede profissional LinkedIn sobre o coronavírus. Em um deles, intitulado “COVID-19: Histeria ou Sabedoria?”, comenta sobre a polarização que tomou conta do Brasil no momento.

“A discussão sobre as estratégias e ações que foram definidas por governos, incluindo o brasileiro, para controlar a pandemia de covid-19 mostra uma polarização cada vez maior, colocando frente a frente diferentes visões dos possíveis benefícios e riscos que o isolamento, o confinamento e o fechamento de empresas e negócios podem gerar para a sociedade”, escreveu.

“É como se existisse um grupo focando nas pessoas e na saúde e outro no mercado, nas empresas e no dinheiro, mas essa abordagem dividida, antagônica e talvez radical não é aquela que mais vai ajudar a sociedade a passar por esse problema”, afirma, ainda, o artigo.

Destacou ainda que “a situação do gestor de saúde é muito difícil, porque ele precisa tomar decisões duras usando informações e projeções que apresentam grande incerteza” e que “o sucesso vai depender da capacidade de colher dados críticos em tempo real, de incorporar e analisar essa base de dados atualizada, de ajustar as projeções quanto aos possíveis impactos das escolhas, rever as decisões e desenhar novas medidas e ações”.

Em outro texto, “COVID-19: Como conduzir o Sistema de Saúde e o Brasil”, salienta que o isolamento horizontal, ao contrário do que defende Bolsonaro, é a melhor estratégia para o momento.

“Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país.”

Sobre a opção difundida pelo presidente, aponta que tem fragilidades e não representaria uma solução definitiva para o problema: “Como exemplo, sendo real a informação que a maioria das transmissões acontecem à partir de pessoas sem sintomas, se deixarmos as pessoas com maior risco de morte pela Covid-19 em casa e liberarmos aqueles com menor risco para o trabalho, com o passar do tempo teríamos pessoas assintomáticas transmitindo a doença para as famílias, para as pessoas de alto risco que foram isoladas e ficaram em casa. O ideal seria um isolamento estratégico ou inteligente”.

111825511-nelsonteich-reproduo-2

Nelson Teich foi consultor informal na campanha eleitoral de Bolsonaro e chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde após a eleição — Foto: Reprodução/ BBC

 

– Reinventar-se na Crise: o serviço de Drive-thru do Maxi Shopping para atender os restaurantes.

Que grande sacada! O Maxi Shopping Jundiaí está implantando um serviço de Drive-Thru no seu estacionamento, visando ajudar os lojistas da área de alimentação, já que o estabelecimento está fechado.

Abaixo, os telefones, os restaurantes e como pedir,

Extraído de: https://tvtecjundiai.com.br/news/2020/04/15/maxi-shopping-jundiai-presta-servicos-por-drive-thru-1/

MAXI SHOPPING PRESTA SERVIÇO DE DRIVE-THRU

O Maxi Shopping Jundiaí, que está com as atividades suspensas por tempo indeterminado – de acordo com as orientações dos órgãos oficiais competentes -, informa que está implantando o sistema drive-thru para as lojas que vendem alimentos em geral, enquadradas em serviços essenciais pelos decretos municipais.

O sistema funciona de segunda a domingo, das 11h às 22h. O cliente deve ligar nas lojas que ofertam o serviço, efetuar o pedido e combinar a forma de pagamento e a retirada dos produtos adquiridos, sem sair do carro, no estacionamento, em frente à Entrada da Lua. Não há cobrança de estacionamento.

Além disso, confira os demais estabelecimentos com serviços delivery:

KFC – Uber Eats
Pizza Hut – (11) 4521-7200/4521-7205 e http://www.pizzahut.com.br/Ifood
Habbibs – (11) 3003-2828 e Ifood
Popeys – Uber Eats
Piazza Focacceria e Pizzaria – de terça a domingo, das 12h às 22/Ifood
Sucão – das 11h às 20h, Ifood e Uber Eats
Pizza & Dog – App “pizzaedog5”, Uber Eats, Ifood e (11) 4521-9797
Peat Shop Pet Boutique – das 12h às 20h, no sistema pick up – animais devem ser deixados e retirados na Entrada do Sol do Shopping. Agendamento deve ser feito previamente pelo número (11) 4522-4410
(Fonte/Foto: Assessoria de Imprensa)

ATEAL apresenta a Exposição ArTeiros no Maxi Shopping Jundiaí | O ...

– Crianças podem errar!

Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

Esses radicalismos cada vez mais estão sendo usados para educar as crianças. Ou são perfeitas ou fracassadas, não podendo, então, errar nunca!

Crianças devem errar para aprender! Mas como “controlar esses erros” e até onde há a permissão para eles?

Carl Honoré, filósofo, fala sobre como os adultos tornam muitas vezes a fase infantil em fase de preparo “pré-stress”.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/criancas-precisam-de-liberdade-para-errar-o-filosofo-escoces-diz-153093-1.htm

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERADADE PARA ERRAR

por Suzane Frutuoso

No dia em que o filósofo escocês Carl Honoré, 41 anos, foi chamado na escola do filho Benjamin, hoje com 10 anos, e ouviu da professora de artes que o menino desenhava muito bem, ele se encheu de orgulho e sonhou alto. Saiu de lá e foi fazer uma pesquisa na internet sobre escolas de educação artística. Já imaginava: “Estarei criando o próximo Picasso?” Mas, ao indagar o menino sobre o curso, levou um balde de água fria. “Não quero ir para uma aula na qual o professor vai me dizer o que fazer. Só quero desenhar”, disse Benjamin, com firmeza. “Por que os adultos têm que tomar conta de tudo?” Honoré percebeu quanto estava sendo um pai ansioso querendo dominar a felicidade simples do filho e transformá-la em realização. Ele entendeu também que não estava sozinho. Foi quando deu início às pesquisas do livro “Sob Pressão” (Ed. Record), recém- lançado no Brasil. “A ideia era retomar minha autoconfiança como pai e ajudar outros da mesma maneira”, diz Honoré, que também é pai de Susannah, 7 anos. Uma das principais vozes do movimento slow (por uma vida mais tranquila), o filósofo foi criado no Canadá e hoje mora em Londres. Ele domina o português porque morou no Brasil em 1988 e 1990 para trabalhar com meninos em situação de risco.

ISTOÉ – Qual o problema de pais que, como o sr., tentam desde cedo lapidar a vocação infantil? Carl Honoré – Não há nada errado em encorajar o talento de um filho. Pelo contrário. É uma das principais responsabilidades dos pais identificar suas paixões e ajudá-los a desenvolvê-las. Mas existe uma grande diferença entre incentivar um talento e colocar a criança sob pressão, numa corrida obsessiva mirando o topo. A infância serve para descobrirmos quem somos e no que somos bons gradualmente, sem ninguém decidindo por nós. Deveria ser um tempo de experimentação em uma série de atividades diferentes. Focar logo cedo em algo leva ao perigo de se fechar para outras opções. Você limita os horizontes da criança no momento em que ela deveria estar aberta para um mundo de possibilidades. Uma criança não é um projeto que você pode modular. Ela é uma pessoa que precisa de permissão para ser protagonista de sua própria vida.

ISTOÉ – Mas a sociedade acredita que talento bom é talento precoce, certo?
Honoré – Talento precoce não é garantia de futuro brilhante. Crianças mudam conforme crescem, especialmente na adolescência. O menino que dribla espetacularmente os amigos, como o jogador Robinho fazia aos 6 anos, pode ser um atleta medíocre aos 13. Crianças precisam de espaço e liberdade para cometer erros, fazer más escolhas, ficar em segundo lugar no pódio. É assim que elas aprendem a trabalhar seus pontos fortes e descobrirão no que são boas. Claro que há casos de crianças prodígio que treinam com afinco seus talentos naturais e alcançam benefícios – na música, por exemplo. Mas é importante lembrar que é uma minoria. Nossa cultura exige perfeccionismo. Isso torna difícil para nós, pais, segurar expectativas e ajudar nossos filhos a desenvolver todo potencial que têm sem cair na fantasia de que eles podem ser os próximos Pelé, Paulo Coelho ou Caetano Veloso.

ISTOÉ – Como a pressão, com atividades que em tese melhorariam o desempenho no futuro, pode ser prejudicial?
Honoré – É possível acabar para sempre com o desejo dela por algo de que goste. Acelerando o processo de aprendizado, frequentemente não se aprende tão bem. Uma professora de música de Londres me contou sobre uma menina que começou a estudar violino aos 3 anos. Ela saltou à frente de seus pares. Mas aos 6 a técnica dela era tão distorcida que precisou passar meses reaprendendo o básico. As outras crianças que ela tinha ultrapassado acabaram deixando-a para trás.

ISTOÉ – Quais são os problemas do mundo contemporâneo que já afligem as crianças?
Honoré – Estamos em um momento único da história da infância na qual somos pressionados a oferecer uma infância “perfeita” aos nossos filhos.

Uma série de tendências convergiu ao mesmo tempo para produzir uma cultura da perfeição. A globalização trouxe mais competição e incertezas sobre o mercado de trabalho, o que nos deixa mais ansiosos em preparar os filhos para a vida adulta. A cultura do consumo alcançou a apoteose nos últimos anos. O próximo passo é criar uma cultura de expectativas elevadas: dentes, cabelos, corpo, férias, casa, tudo deve ter perfeição. E crianças perfeitas fazem parte desse retrato. É uma cultura do tudo ou nada.

Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

ISTOÉ – Por que isso acontece?
Honoré – Porque os pais dessa geração perderam a autoconfiança. O que nos torna iscas fáceis de empresas que criam produtos desnecessários para cuidar de crianças. Ao mesmo tempo, a sociedade é profundamente impaciente. Queremos tudo agora. E achamos complicado recuar e deixar as coisas acontecerem. Sou pai e sei como é confuso criar uma criança nos dias de hoje. O foco do livro não é demonizar os pais. É nos fazer menos culpados e inseguros em relação aos nossos filhos.

ISTOÉ – Como, então, incentivar o talento das crianças de modo saudável?
Honoré – Primeiro, não pressionando os muito pequenos. No esporte, há um número recorde de crianças com lesões graves, como rompimento dos ligamentos, porque estão treinando como profissionais. Quando crescem, deixam o esporte de lado por perderem o prazer de praticá-lo devido à competição que viveram muito jovens. Para medir a paixão de um filho por algo é necessário observar, ouvir e ler os sinais dele. Se nunca fala sobre uma atividade que pratica pode ser sinal de que não está completamente engajado naquilo. Se dorme no carro a caminho da atividade ou tem olheiras, provavelmente está sendo exigido demais. Se você tem de brigar para que um filho se dedique ao que faz, talvez seja hora de parar. A resistência contínua é sinal de que a atividade não é a ideal para a criança. Ou não é o momento certo. Também é crucial não deixá-la preocupada em relação ao desempenho. Encoraje-a a se dedicar constantemente, mas sem pressa. O pai do golfista Tiger Woods permitiu que ele fosse adiante num ritmo comedido. Sua política era fazer Tiger se desenvolver em seu próprio ritmo, nada além disso. E olhe como funcionou!

ISTOÉ – Existem paralelos entre crianças com excesso de atividades extracurriculares e crianças exploradas em trabalhos infantis?
Honoré – Talvez existam. Em ambos os casos, elas são prejudicadas ao serem impedidas de viver uma infância apropriada. O tempo delas não lhes pertence realmente. Criadas assim serão menos criativas. Estão tão preocupadas em agradar aos adultos e fazer tudo certo que não aprendem a pensar por si sós e a olhar para dentro de si mesmas. Sofrem com stress. Como têm cada minuto organizado e supervisionado por adultos, mais tarde descobrirão que é difícil viver por conta própria. Nunca amadurecerão. Há pouco tempo, soube do caso de um professor que pediu a um rapaz de 19 anos que desligasse o celular em aula e ouviu: “Por que você não resolve isso com a minha mãe?” Há pais que estão indo a entrevistas de trabalho com os filhos negociar salários e benefícios.

ISTOÉ – Parece que os pais de hoje sofrem justamente por terem inúmeras possibilidades e não saberem o que é melhor. Eles estão apavorados?
Honoré – Muito. Eles têm um mundo de conselhos, alertas e opções – e ficam sem saber o que fazer. E quando não sabemos o que fazer acabamos fazendo o que todo mundo está fazendo. Pais confiantes são resistentes ao pânico e à pressão, conseguindo assim encontrar o caminho para educar seus filhos. Não existe fórmula mágica para educar. Cada criança é única, assim como cada família. O segredo é encontrar a fórmula que funciona melhor para você e seu filho.

ISTOÉ – Há no Brasil pais escolhendo a escola dos filhos de 5, 6 anos conforme um ranking daquelas cujo ensino garante o ingresso nas melhores universidades. Eles estão certos?
Honoré – É o mesmo fenômeno aqui na Inglaterra. Eles querem que o filho entre numa boa universidade. O problema é o sistema para chegar lá. As melhores escolas são tão obcecadas em alcançar as maiores pontuações nos exames de avaliação que a educação sofre falhas. Há colégios hoje que são como fábricas com uma linha de produção. É uma escolha difícil para os pais. Não se pode esperar que sacrifiquem o futuro de seus filhos. Então, acredito que seja a única coisa que esses pais podem fazer nas atuais circunstâncias. Mas há outro ponto a ser lembrado. Criar um mundo perfeito para seu filho, no qual tudo é gerado de acordo com as necessidades dele, em que as emoções dele sempre vêm primeiro, não é uma preparação razoável para a vida adulta. Não é assim que o mundo real funciona. Nem todos aqueles que vão para as melhores escolas particulares e mais renomadas universidades são mais felizes, saudáveis e bem-sucedidos.

O que é fundamental na educação de uma criança?
Honoré – Elas precisam de tempo e espaço para explorar seu próprio mundo. Precisam de amor e atenção. Devem ter permissão para se arriscar.

Há um movimento na Inglaterra contra festas de aniversário esbanjadoras. Muitos pais estão limitando os presentes que os filhos recebem ou até os proibindo. Estão reaprendendo a dizer não. Investimos tempo, dinheiro e energia num currículo matador para nossos filhos, mas tendemos a vacilar na disciplina. Do mesmo modo, crianças precisam dizer não para nós às vezes. Vejo uma mudança se aproximando. Pelo mundo, escolas estão revendo a obsessão por exames e evitando o excesso de atividades acadêmicas para que os alunos tenham tempo de relaxar, refletir e aprender coisas sozinhos.

Há pouco tempo uma escola escocesa eliminou a lição de casa para as crianças de 3 a 13 anos. Em um ano, as notas em matemática e ciências melhoraram 20%.

ISTOÉ – Há outros exemplos?
Honoré – Sim. Para que os jovens voltem a se interessar por esportes, as ligas esportivas estão reprimindo o abuso de pais que enfatizam a importância de ganhar a qualquer custo. Recentemente, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) reformulou o formulário de matrículas com ênfase num número menor de atividades extracurriculares que os alunos considerassem importantes para a futura carreira e optassem por assuntos que lhes despertassem paixão. Até mesmo Harvard está revendo o excesso de atividades, como mostra uma carta da direção encaminhada aos novos alunos.

“Você pode equilibrar melhor sua vida se participar de algumas atividades por puro divertimento, mais do que daquelas que imagina que serão um diferencial para conseguir emprego. As relações humanas que você construir com seus colegas pode ter uma influência maior em sua vida futura do que o número de cursos que você fará.” O título: “Vá devagar: absorvendo mais de Harvard fazendo menos.”

dia%20.jpg

– Utopia da FPF? Os testes rápidos… no aquecimento de um jogo, por exemplo?

Ao manifestar a vontade de continuar a jogar o Paulistão A1 em decisão unânime, a Federação Paulista e os clubes mostram que precisam demais da parcela restante a ser paga pela Globo (isso dá a entender no comunicado divulgado, e deixa no ar a possibilidade de decisões diferentes para a A2 e A3). Ao mesmo tempo, mostrou-se que não existe data definida e que tudo está muito vago.

Jogar com portões fechados é um desrespeito aos jogadores, árbitros e demais pessoas envolvidas. Não seriam eles vítimas de contágio também, levando o Novo Coronavírus aos familiares em suas casas?

Por mais que a FPF sugira (como fez) “testes rápidos” para detectar Covid-19 antes das partidas, a operacionalização é uma grande preocupação. Já imaginaram que loucura: se fizer um teste no dia anterior, quem garante que no dia seguinte a pessoa não esteja contaminada? Se fizer na chegada ao estádio, pense na situação: o goleiro dá positivo e é substituído imediatamente pelo reserva, que vai para o aquecimento surpreso por ser escalado. E se o reserva também testar positivo (deve-se levar em conta as possibilidades)?

Imagino, ainda, os árbitros: para um Corinthians x Palmeiras, o juizão acusa contágio e entra o 4o árbitro. Xiii…

Sejamos realistas: teste rápido que não seja dentro da praça do jogo, não vale, pois se fizer antes disso, a chance de se infectar é real!

Na prática, tudo continua como antes, com a diferença de que os clubes podem contratar novos jogadores para substituir os que estão saindo. Mas e dinheiro para isso, além de “qualidade do pé-de-obra” disponível no mercado de atletas?

Grande Vitória e Linhares são áreas com transmissão local de ...

– Justiça (pontualmente) ao Lula, ao Bolsonaro e ao Doria (sem ser advogado do Diabo).

Seriam tópicos distintos, mas como falam de Justiça e Injustiça, achei melhor uma única postagem (pois o assunto é delicado e não-aceito por muitos). Vamos lá:

1. Dias atrás, falamos sobre a acusação da Dona Marisa Letícia, viúva de Lula, e os R$ 256 milhões aplicados em CDB. Claro que pelo histórico do ex-presidente (que um dia disse que ela ganhou dinheiro vendendo Avon), seria dúbio acreditar na defesa dos advogados de que ela não tinha esse valor, mas sim 26 mil reais e que tudo isso era fruto de erro de digitação.

E não é que era erro de digitação mesmo? Como deixamos em aberto a chance de isso ser verdade (embora, repito, o passado de Lula comprometia a credulidade), é justo e correto fazer a postagem do fato.

2. Sobre Bolsonaro e a pendenga com o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta: embora o trabalho técnico do médico Mandetta seja correto, necessário e oportuno, o presidente Jair Bolsonaro é seu chefe. Ficar na situação do “chove-não-molha” na questão de pedir demissão ou não, torna-se cansativo. Com todos os defeitos que Bolsonaro mostrou, torna-se uma sacananem o que o Secretário da Vigilância Sanitária Wanderson de Oliveira fez: anunciar que todos estavam demissionários, dar a entender que sairia com toda a equipe e depois “Des-demitir-se”.

Nessa, apesar de não concordar com os maus exemplos de aglomeração demonstrados (nem com a interferência na política de combate ao Novo Coronavírus), Bolsonaro não está sendo o “vilão da história”, e sim vítima (especificamente com o Secretário): o país trava mesmo e parece birra. Se não está contente com o chefe, saia, mas não fique dando espetáculo ou chilique na imprensa.

3. Dória tem sido atacado pelas medidas restritivas, e errado (na minha humilde opinião) em mandar prender quem descumprir. Sugerir e incentivar o resguardo é necessário, correto e infelizmente um mal a ser aceito pelas circunstâncias. Mas ser acusado de promover “levante” por discordar das ações Federais frente às Estaduais, aí não.

Ora, o Governador conhece mais a realidade do seu Estado do que o Presidente (e, por lógica, os Prefeitos conhecem melhor os seus municípios do que os Governadores). Federalizar as decisões não é correto, e Dória têm razão nesta particularidade.

É difícil defender político, mas em questões de Justiça e Coerência, a ponderação não pode ser substituída por vieses ou comentários movidos a paixão.

Lula, Doria e Bolsonaro: o coronavírus é passageiro; estes trastes ...

– A diferença em estar Feliz e estar Alegre!

A liturgia de hoje nos fala de paz, trazendo no Evangelho o Cristo Ressuscitado, que se mostra aos discípulos em Emaús.

Mas o que é a PAZ? Paz de Espírito? Paz nas guerras? Ou seria… Mansidão? Confiança? Serenidade?

O Papa Francisco escreveu após sua homília diária que:

“O Evangelho de Hoje (Lc 24,35-48) é um dos meus preferidos: ‘A alegria lhes impedia de acreditar’ (v. 41). Estar repleto de alegria! Não é estar feliz, positivo, é outra coisa; é a plenitude da consolação, plenitude da presença do Senhor.”

Portanto, a PAZ verdadeira suplanta a Felicidade, pois você pode estar motivado ou desmotivado por algo, mas por algum tempo, temporariamente. E, como diz o Pontífice, a Paz que vem de Deus é: Plena, Incondicional, Confortadora (mesmo em tribulações).

EVANGELHO DE SÃO LUCAS, CAPÍTULO 24 (Versículos do 35 ao 48):

Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Estavam a contar estas coisas, quando Jesus apareceu no meio delese disse: “A paz esteja convosco.” Assustaram-se e ficaram cheios de medo, porque pensavam que era um fantasma. Mas Jesus disse-lhes: “Por que é que se assustam, e por que têm tantas dúvidas a meu respeito? Olhem para as minhas mãos e para os meus pés. Sou eu mesmo. Toquem-me e vejam, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vêem que eu tenho.” Ao dizer isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas até lhes custava a acreditar, tão cheios de alegria e de admiração eles estavam! Então Jesus perguntou-lhes: “Têm aqui alguma coisa para comer?” E eles deram-lhe uma posta de peixe assado, que comeu à vista deles. Jesus acrescentou ainda: “O que eu vos tinha dito, quando andávamos juntos, é que tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos profetas e nos Salmos, tinha de se cumprir.” Depois abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes:”É assim que está escrito: que o Messias tinha de morrer, e que ao terceiro dia havia de ressuscitar dos mortos, e que em seu nome se havia de pregar a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. São vocês as testemunhas destas coisas.

Cristo e os discípulos de Emaús

– Explicando as cores vibrantes do amanhecer e entardecer da semana:

Tanto o nascer quanto o pôr do sol estão extremamente coloridos desde a 3a feira. Maravilhosos, especialmente para quem gosta de fotografar.

Mas por quê acontece tal fenômeno da natureza?

Abaixo, extraído de: https://vejasp.abril.com.br/cidades/porque-por-do-sol-cores-vivas-sao-paulo/

POR QUÊ O PÔR DO SOL GANHOU CORES TÃO VIVAS

O céu da capital paulista ganhou tonalidades mais vivas nesta terça-feira (14). O fenômeno chamou atenção nas redes sociais, que foram inundadas por fotos do belo pôr do sol que pode ser visto por toda a cidade.

Existe uma razão para o intenso vermelho-alaranjado que chamou atenção inclusive dos leitores da Vejinha, que mandaram pela #vejasp, no Instagram, dezenas de fotos do momento. Buscamos o Instituto Climatempo para uma resposta.

A meteorologista Joselia Pegorim afirma que durante todo o dia, o céu na cidade estava com uma coloração esbranquiçada: uma intensa camada de nuvens médias e altas cobriam a capital, e os raios solares pouco conseguiram ultrapassar a barreira.

Então quando o sol começou a ficar próximo da linha do horizonte, com o final do dia, como sempre, ele refletiu seus raios na base, ou seja, na parte de baixo dessas nuvens. Mas como a concentração hoje era acima do normal, o fenômeno foi intensificado, e por isso a coloração ganhou tons ainda mais fortes.

“Com o sol já baixando no horizonte, os raios solares chegavam bem inclinados atravessando uma camada maior da atmosfera, onde se concentra a camada de poluentes. Mas a poluição não diminuiu com a redução da atividade humana nesta quarentena? Sim, diminuiu, mas não acabou. O lado “bom” da poluição é esta interação com os raios solares que geram essas cores surpreendentes no céu”, explica também Joselia.

IMG_4633

– Quinta com beleza!

Bom dia, 5a feira, com cores e flores!

Nossa quaresmeira se engraçou com os galhos da primavera e no meio de tudo isso apareceu uma pequena orquídea.

Viva a natureza e sua beleza! E um bom dia para todos nós…

Imagem

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A Fé e a Providência Divina prevalecem!

Veja por todos os pontos de vista: na figura abaixo, é lógico que concordo com o fortalecimento das famílias e das igrejas domésticas, buscando alternativas para participar da Santa Missa em tempos de pandemia!

Não vejamos tudo pelo lado negativo!