– Mônica Calazans, o simbolismo da Vacinação e a invertida de Doria em Bolsonaro.

Antes de escrever, uma prevenção contra os fanáticos adoradores de políticos: não sou Doria, Bolsonaro ou Lula (infelizmente, por causa das pessoas que têm “político de estimação”, há de se fazer essa consideração).

Mônica Calazans, enfermeira negra da Zona Leste de SP, foi a primeira pessoa a ser imunizada com a Coronavac.

João Doria Jr queria vacinar a partir do dia 25. Bolsonaro dia 20. Com a aprovação da ANVISA, Doria não perdeu tempo e iniciou a vacinação com um “vacinômetro” em tom de campanha.

Imagine o ciúme do ganho político de Doria por parte de Bolsonaro, após falar que não compraria a Coronavac nem depois de aprovada por sua origem (desprezando o histórico do Butantan) e agora tendo que pedir as 6 milhões de doses produzidas. A de Oxford, como se viu, foi uma “bola fora” por conta da Índia não a liberar e o avião da Azul, que iria buscar as doses, ter abortado a viagem.

De “Dia D” do Pazzuello, virou “D” de Dória. Mas prefiro de Dimas Covas, diretor do Butantan.

Viva a ciência!

– E a vacina no Brasil, hein?

Já são 30 nações aplicando as vacinas contra o Covid (países desenvolvidos, em desenvolvimento e até subdesenvolvidos). A Argentina, por exemplo, começa amanhã.

E o Brasil?

Aqui, Dória decreta Zona Vermelha e escolhe dias para isso. Quer dizer que “hoje, 27, nada pode”. Amanhã volta a poder. Dia 31 esquece. Já Bolsonaro, irresponsavelmente, vai à padaria e à farmácia sem máscara. Pra quê tal afronta ou desdém dos riscos (além do mau exemplo).

Seja Petista, Bolsonarista, Peesedebista, os políticos só pensam nas mesmas coisas (e respectivamente, o que ficou claro dos partidos e ideológicos deles): corrupção, vaidade pessoal e votos.

E o povo…

A corrida para obter vacinas suficientes na América Latina - 27/11/2020 - UOL VivaBem

 

– A população é quem aguentará a picuinha de Dória e Bolsonaro sobre a vacina? Uma guerra de vaidades…

Sejamos bem objetivos: há três vacinas “adiantadas no seu desenvolvimento” envolvendo brasileiros:

1. A da AstroZeneca / Oxford / Unifesp (que tem apoio do Governo Federal);
2. A da Sinovac / Instituto Butantã (que tem apoio do Governo do Estado de São Paulo);
3. A da Gamaleya / Governo Russo / Governo do Estado do Paraná.

Na 3a feira, o Ministro da Saúde Eduardo Panzuello disse que iria comprar a Sinovac e assinou um protocolo de intenção da aquisição (lembrando que ela é de origem chinesa) para vacinar a população (não descartou as demais vacinas). Logo em seguida, João Dória (Governo Paulista) gravou um vídeo elogiando o Ministro e dando uma “cutucada” no seu atual desafeto, o presidente Bolsonaro.

Na 4a cedo… Bolsonaro detonou literalmente o seu subordinado, escrevendo no twitter que desautorizava o Ministério da Saúde e que a população não seria cobaia dos chineses. Mais tarde, no programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, acrescentou que um dos motivos seria de falta de credibilidade e que em hipótese alguma compraria a vacina do laboratório Sinovac (que se chama Coronavac). Ressaltou, por fim, que ela não tem comprovação científica e que demorará para ter.

Portanto, nesta guerra de vaidades, onde Dória se fez de vencedor e Bolsonaro quis mostrar que é ele quem manda, o brasileiro vê essas bizarrices: a hidroxicloroquina pode, mesmo sem comprovação científica. A vacina, mesmo quando comprovada, não poderá. E os fanáticos se digladiam na Internet por esses senhores políticos…

Doria tenta se afastar de Bolsonaro e faz duras críticas ao presidente -  CartaCapital

– O bicho-homem e sua triste realidade…

Lula teve um câncer. Há quem vibrou.

Bolsonaro teve Covid_19, e outros repetiram a mesma ladainha.

Agora é a vez do governador João Dória estar contaminado pelo mesmo Novo Coronavírus, e torcedores de políticos festejam da mesma forma em Redes Sociais.

Que raio de mundo vivemos? Quem somos nós para alegrarmo-nos com a doença de outra pessoa?

Separe-se a paixão política do relacionamento humano, civilizado, socialmente necessário. Triste essa “vontade de que o outro se dê mal”

Doria está contaminado com o novo coronavírus e se isola por 10 ...

– O espírito de Corrupção frente à necessidade de Espírito Solidário! Witzel, Dória, Bolsonaro…

Com tanta gente sofrendo, acontecendo mortes aos milhares em nosso país por conta de Covid-19, ainda assim há aqueles que não se sensibilizam com a tragédia.

Prova disso: as denúncias de corrupção envolvendo compra de respiradores, montagem de hospitais de campanha e outros desvios.

No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel recebeu a visita da Polícia Federal em sua casa, numa busca de possíveis indícios de corrupção em verbas destinadas à Pandemia.

Em São Paulo, se fala muito sobre os valores absurdos pagos antecipados a respiradores chineses ainda não entregues, sendo um grande “Calcanhar de Aquiles” ao governador paulista João Dória Jr.

Tem que investigar mesmo! Não se pode ser insensível a tal ponto de cometer desvios de dinheiro num momento tão delicado. E, já que a Polícia Federal começou a trabalhar em cima disso, sejamos justos: aja também com eficiência nos casos em que o Presidente Bolsonaro não quer (seja quais forem – suspeita ou crime cometido – tem que investigar). Lembremo-nos que ele confessou que iria intervir na PF para blindar seus familiares e amigos (e interveio).

É duro ver tanta politicagem (de todas as esferas de Governo) enquanto a população fica exposta sem uma política racional de combate ao Novo Coronavírus.

Concurso Polícia Federal: descubra onde você poderá ser lotado

 

– Justiça (pontualmente) ao Lula, ao Bolsonaro e ao Doria (sem ser advogado do Diabo).

Seriam tópicos distintos, mas como falam de Justiça e Injustiça, achei melhor uma única postagem (pois o assunto é delicado e não-aceito por muitos). Vamos lá:

1. Dias atrás, falamos sobre a acusação da Dona Marisa Letícia, viúva de Lula, e os R$ 256 milhões aplicados em CDB. Claro que pelo histórico do ex-presidente (que um dia disse que ela ganhou dinheiro vendendo Avon), seria dúbio acreditar na defesa dos advogados de que ela não tinha esse valor, mas sim 26 mil reais e que tudo isso era fruto de erro de digitação.

E não é que era erro de digitação mesmo? Como deixamos em aberto a chance de isso ser verdade (embora, repito, o passado de Lula comprometia a credulidade), é justo e correto fazer a postagem do fato.

2. Sobre Bolsonaro e a pendenga com o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta: embora o trabalho técnico do médico Mandetta seja correto, necessário e oportuno, o presidente Jair Bolsonaro é seu chefe. Ficar na situação do “chove-não-molha” na questão de pedir demissão ou não, torna-se cansativo. Com todos os defeitos que Bolsonaro mostrou, torna-se uma sacananem o que o Secretário da Vigilância Sanitária Wanderson de Oliveira fez: anunciar que todos estavam demissionários, dar a entender que sairia com toda a equipe e depois “Des-demitir-se”.

Nessa, apesar de não concordar com os maus exemplos de aglomeração demonstrados (nem com a interferência na política de combate ao Novo Coronavírus), Bolsonaro não está sendo o “vilão da história”, e sim vítima (especificamente com o Secretário): o país trava mesmo e parece birra. Se não está contente com o chefe, saia, mas não fique dando espetáculo ou chilique na imprensa.

3. Dória tem sido atacado pelas medidas restritivas, e errado (na minha humilde opinião) em mandar prender quem descumprir. Sugerir e incentivar o resguardo é necessário, correto e infelizmente um mal a ser aceito pelas circunstâncias. Mas ser acusado de promover “levante” por discordar das ações Federais frente às Estaduais, aí não.

Ora, o Governador conhece mais a realidade do seu Estado do que o Presidente (e, por lógica, os Prefeitos conhecem melhor os seus municípios do que os Governadores). Federalizar as decisões não é correto, e Dória têm razão nesta particularidade.

É difícil defender político, mas em questões de Justiça e Coerência, a ponderação não pode ser substituída por vieses ou comentários movidos a paixão.

Lula, Doria e Bolsonaro: o coronavírus é passageiro; estes trastes ...

– O PSDB rachou mesmo?

E Aécio Neves ainda não foi expulso do PSDB, mesmo com toda a carga de denúncia e movimentação contra ele. Assim como parte do PT não aceita os erros cometidos por Lula e sua sujeira praticada, alguns tucanos fazem o mesmo com o seu político de estimação.

Qual é a carta na manga que Aécio tem para permanecer nas fileiras do partido?

Em São Paulo, a ala tucana ligada a João Dória pediu a expulsão do ex-senador e a direção nacional foi contra. Caminha-se, pelo que parece, de um futuro racha do partido, onde os descontentes sairão. Aliás, Dória, que já é presidenciável para 2022, fala insistentemente em Novo PSDB. “Novo”, com a permanência dos não-paulistas descontentes com a força do Governador Paulista, não será! Dessa forma, a tendência é que a boataria de que possamos ver em breve uma nova sigla formada pelos aliados de Dória, somando membros do DEM e parte do PSD já se faz mais possível.

A verdade é: muda-se de nome, cria-se partidos e a falta de ideologia política é clara e contínua. O que esperar?

Fico triste em ver uma Direita Radical cada vez mais barulhenta somada com a Esquerda Fanatizada que provoca histeria. Pobre Brasil… há de ser mais sensato e centrado (insisto sempre com isso) para que soframos menos.

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