– Resiliência, a virtude dos nossos dias?

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

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– Frágeis democracias!

A Bolívia anunciou novas Eleições. A que reelegeu pela enésima vez Evo Morales, não valeu.

Como crer, à luz da Democracia, que o próximo pleito será realizado de maneira honesta?

Lamentável, a América do Sul vive um momento tenso, não há dúvida. Vide Chile, Peru, Venezuela… e por quê não Brasil e Argentina?

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– Palmeiras 1×1 Corinthians: e o pênalti marcado no Derby?

Puxa, fiquei triste com o pênalti mal marcado pelo Tito (Vinícius Gonçalves Dias Araújo, o bom árbitro que se equivocou ontem) no clássico paulista pelo Brasileirão. Ele caiu na mesmice e no medo de agradar a cartolagem da CBF que prefere marcar um pênalti de bola que bata sem intenção nenhuma na mão do que a coragem de mandar seguir o jogo.

Não foi pênalti. E se você quiser ter certeza DE QUANDO SE DEVE OU NÃO MARCAR INFRAÇÃO por uso indevido das mãos na bola, leia o texto explicativo (de maneira bem didática) no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

O problema reside em: os árbitros brasileiros, quando apitam fora do Brasil, não marcam esse tipo de coisa. É receio de veto?

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– E a sua linha do tempo é decidida por quem?

Eu sou partidário de que: “o futuro não está escrito nas estrelas”! Digo por experiência de vida, pela minha formação religiosa (católico praticante) e por uma série de convicções.

Futuro se escreve de acordo com as nossas decisões, que trazem impacto relevante ou não em nosso dia-a-dia. 

Mas sabe onde quero chegar? Assisti a última temporada de The Flash com minha filha mais velha (ela adora heróis e heroínas, e eu também). Como dizem os mais jovens: “maratonamos”! E nela mostrou a morte da filha do mocinho Barry Allen, a Nora (a heroína XS, filha do Flash), que voltou de 2049 para 2018, mexeu na Linha do Tempo e desapareceu por deixar de existir em decorrência de decisões diversas mexidas.

Há pessoas que acreditam em destino pré-determinado, e se perturbam com idas a astrólogos e outras coisas para descobrir o futuro. Pra quê isso?

Nós fazemos a Linha do Tempo de nossas vidas, com a ajuda de Deus para os caminhos corretos (isso não quer dizer que sejam mais fáceis ou mais difíceis).

E você: como encara o futuro: com medo ou naturalidade?

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– Um ótimo domingo em 6 fotos!

Olá pessoal! Domingo é dia de paz, descanso e alegria. Vamos começá-lo bem, com muita vida?

Em fotos (que é um grande hobby – barato e prazeroso), motivando e trazendo disposição:

Clique 1: Indo correr, buscando gastar a adrenalina para ter endorfina:

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Clique 2: Meditando em Deus, pedindo a intercessão da Virgem Maria (aqui, como Nossa Senhora do Carmo):

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Clique 3: Depois de suar, alongar entre as primaveras no jardim. Que tal as nossas de cor vermelha?

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Clique 4: Como o dia está cinza escuro, vale o amanhecer maravilhoso da minha região em um dia qualquer:

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Clique 5: Ok, sei que clareou a manhã. E não é que o nublado de cinza claro também é belo?

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Clique 6: Saudade sim, tristeza não: depois de tanta foto no domingo, lembrei-me que, se vivo fosse, seria aniversário do meu querido vô Pedro (o “Manelão”). Não é bom ter alguém de boas recordações?

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Ótimo domingo a todos!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby