– E Quando o Petróleo Acabar?

Olha que interessante: em matéria da Revista Época, 23/12/2009, por Camila Guimarães, um tema interessante: até quando a dependência do Petróleo irá ser sentida? E apesar do uso de energias alternativas, principalmente do Álcool Combustível, o futuro ainda é alarmante!

QUANDO A ERA DO PETRÓLEO VAI ACABAR?

De tempos em tempos, decreta-se o fim da era do petróleo. Há dez anos, o consenso era que em 2010 seria o início da queda na produção de óleo. Há dois anos, os governos começaram a considerar 2030. Há poucas semanas, Fatih Birol, economista-chefe da poderosa Agência Internacional de Energia, fez um alerta sobre o futuro do petróleo: as reservas estão acabando duas vezes mais rápido do que se imaginava. Segundo ele, o pico da produção dos paí­ses da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – ou seja, o ponto máximo que os campos podem produzir, depois do qual a produção entra em declínio – já passou. Contando todos os poços do mundo, o pico estaria previsto para 2020, dez anos mais cedo que a última previsão. Em queda, a produção não daria conta de atender à demanda, que só faz crescer.

Hoje, consumimos 85 milhões de barris de petróleo por dia e, de acordo com a IEA, em 2030 serão 105 milhões. Birol diz que é possível que a queda na produção torne inviável até a recuperação da economia mundial nos próximos dois anos. Junte-se a isso a falta de investimento por parte dos países produtores em novas descobertas – e o quadro apresentado fica ainda pior. Em 2009, pela primeira vez na década, os investimentos do setor de energia caíram. Foram US$ 90 milhões a menos em projetos cancelados ou adiados, muito provavelmente por causa da crise mundial.

Birol é uma das maiores autoridades na área de energia, e suas palavras devem ser ouvidas com atenção. Mas será mesmo possível prever quando o petróleo vai faltar? E se, de fato, vai faltar? Especialistas, consultores, governos e indústria perseguem um alvo móvel. Basicamente, todos querem descobrir quando a demanda por petróleo vai superar a produção.

Mas, hoje, tanto uma como a outra sofrem a influência de uma série de fatores que tornam a questão muito mais complexa que a escassez de poços – e nem todos os relatórios e pesquisas oficiais conseguem captar todas as nuances das múltiplas facetas do petróleo. Desde que o óleo deixou de ser apenas um recurso físico para se tornar um ativo financeiro, que guia grandes investidores de Wall Street e políticas de governos, nunca seu futuro foi tão impreciso. Parece certo, porém, que, até o fim da era do petróleo, a agonia será lenta. E ele deverá sobreviver pelo menos por algumas décadas. “O que vai acabar não é o petróleo, mas a era monoenergética”, afirma Adriano Pires, diretor da Câmara Brasileira de Investidores em Energia Elétrica (CBIEE).

Não há dúvida de que estamos falando de um recurso natural finito, nem de que nunca dependemos tanto do petróleo quanto agora. Perto de 80% do consumo de energia do mundo é baseado em combustíveis fósseis. A IEA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos estimam um crescimento de 50% no gasto de energia mundial entre 2006 e 2030, mesmo considerando os esforços no ganho de eficiência energética. Daqui a três décadas, o petróleo deverá prover 30% dessa energia – outros 33% virão de biocombustíveis.

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