– O gol irregular do Peixe no Palmeiras 2×1 Santos: o que fazer?

Fui questionado por amigos se o erro no lance que culminou no gol santista no “Clássico da Saudade”, jogado na Allianz Arena neste domingo, era evitável ou não.

Para quem não viu, uma bola saiu à direita do goleiro Jailson, portanto no trecho oposto da linha de meta do árbitro assistente 2 Daniel Luís Marques e à frente do árbitro Flávio Luís de Souza. A arbitragem não marcou essa saída de bola e na sequência o Santos FC, que perdia da SE Palmeiras por 2×0, diminuiu.

Das câmeras do alto, parece fácil tal marcação, mas de dentro do campo, não é. Avalie:

  1. O bandeira tem que estar na linha da bola ou do penúltimo adversário (o que “dá condição” em caso da existência de impedimento). É impossível ele acompanhar a linha da bola concomitante e instantaneamente ao chute e à ultrapassagem dela pelo defensor. Só a alcançará quando a bola perder velocidade, e ainda assim é do seu lado contrário. Seria muito complicado Daniel Luís Marques ver e ter certeza se saiu ou não.
  2. O juiz estava bem posicionado no lance, fez certinho o “be-a-bá” naquela situação. O problema é o sem-número de jogadores à sua frente e a rapidez da recuperação da bola, fatos nos quais Flávio Rodrigues de Souza é prejudicado em seu campo de visão.

Concordo que dirão que a arbitragem não deve errar. Claro que não deve e nem pode! Mas os erros acontecem e, no caso desse, é o chamado erro “entendível, aceitável, não-condenável” à equipe de árbitros.

Sabe o que resolveria isso? Os antigos AAA (Árbitros Assistentes Adicionais da linha de fundo), se localizados naquele local. O problema é que, se eles trabalharem só para tais lances, ficará caro bancar o custo…

E a “tecnologia da linha de meta”, o Goal Control? Neste caso não funcionaria, pois os sensores que identificam se a bola passou pela linha de meta ou não a fim de confirmar o gol se caracterizam pela percepção da ultrapassagem da bola pelo chão e pelo ar, fazendo uso de postes e travessão. Como fazer isso nas linhas demarcadas no solo, sem o apoio de postes ao longo da linha de meta? Somente se existisse uma barreira virtual ultramoderna que “brotasse” do chão até o alto. Ou que se mudasse a regra, como no tênis, basquetebol ou voleibol: “salvou pelo alto”, segue o lance.

Insisto: árbitro e bandeira erraram, mas não é o típico erro para condená-los ou enviá-los para a geladeira. Mas se estivesse 0x0 o jogo… ai, ai, ai! Esse post não seria aceito por muitos!

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