– Obama, Aspirinas e Armas

O presidente dos EUA Barack Obama já demonstrou preocupação por diversas vezes quanto aos assassinatos promovidos por desequilibrados com armas de fogo em colégios. E procurando medidas legais para o controle do porte de arma, disse, emocionado:

Se uma criança não pode abrir um frasco de aspirina, nós devemos assegurar que ela também não possa acionar o gatilho de uma arma.”

Cerca de 30.000 pessoas morrem por ano por causa de violência armada por civis nos Estados Unidos. É realmente muita coisa…

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– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

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– O inteligente Del Nero e a resposta em Stand By

É claro que quando o cara é esperto, não costuma “dar ponto sem nó”. E isso serve perfeitamente ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

Se precavendo contra possíveis punições da FIFA, encerrou sua licença e voltou a presidir a entidade. De tal forma, pode pedir uma nova licença e indicar seu sucessor, e por lógica, alguém de sua confiança, como o recém eleito vice-presidente Cel Nunes. E se a FIFA cassar os direitos de Marco Polo, o próprio Cel Nunes se mantém presidente (por ser o vice mais velho), evitando que o desafeto Delfim Peixoto assuma o cargo.

A pergunta chave é: qual a justificativa que Del Nero dará para convencer as pessoas de que voltou da licença sem ser a de que é uma jogada só para dar posse ao Cel Nunes?

Vamos ter que ficar aguardando uma resposta…

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– Agnellis continuam donos da Ferrari; a Fiat nem tanto.

Novidade no mercado automobilístico: depois de quase 50 anos, a FIAT não é mais a manda-chuva da Ferrari!

Abaixo, extraído de: http://carroonline.terra.com.br/noticias/especiais/ferrari-nao-pertence-mais-a-fiat-chrysler

FERRARI NÃO PERTENCE MAIS À FIAT-CHRYSLER

Pela primeira vez desde 1969 a Ferrari não é controlada pela Fiat. Na manhã desta terça-feira (5), 80% das ações da grife italiana, que pertenciam ao conglomerado hoje conhecido como Fiat-Chrysler Automobiles (FCA), foram disponibilizadas no mercado financeiro por meio da bolsa de valores da Itália (MTA, na sigla em italiano).

A FCA já havia colocado 10% de suas ações da Ferrari à venda na bolsa de Nova York em outubro do ano passado, ao preço de US$ 52 cada papel. Atualmente, o valor da ação caiu para US$ 48. Na bolsa italiana, o preço de cada ação da Ferrari nesta terça é de 44,68 euros.

Embora a FCA tenha deixado o controle da Ferrari, a família Agnelli, antiga dona da Fiat, mantém-se como sócia majoritária da companhia de Maranello, com 24% das ações. O filho de Enzo Ferrari, Piero, possui 10% das ações. As duas partes assinaram um acordo que previne qualquer empresa de adquirir a Ferrari de maneira hostil (ou seja, a família Agnelli será sempre a principal sócia).

O motivo para a FCA tirar a superesportiva de sua lista de marcas é puramente econômico: para colocar em prática o plano de expansão do portfólio e volume da Ferrari, seria preciso arrecadar fundos por meio da venda de ações.

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– Zizou virou técnico. E agora?

Zinedine Zidane, o franco-argelino que tanto jogou bola e encantou o mundo, agora é treinador de futebol!

Estando no Real Madrid B, substituirá Rafa Benitez no time principal. E o curioso é: três ex-jogadores emblemáticos como treinadores na Liga Espanhola – Zizou no Madrid, Luiz Henrique no Barça e Simeone no Atlético.

Não sei se Zidane será tão mágico fora das 4 linhas quanto dentro; afinal, um craque dos gramados não será necessariamente genial à beira das 4 linhas (e o inverso é verdadeiro). Mas torço para que tenha sucesso.

Sobre quando Zidane e Luiz Henrique jogavam, “bomba” na Internet uma briga entre os dois. Vide em: https://www.youtube.com/watch?v=wAHpy4xh2Gk

– O temor das propostas irrecusáveis do Mundo Asiático no Futebol Brasileiro.

As saídas de atletas de destaque do último campeonato brasileiro (2015), como Jadson e Renato Augusto, preocupam muito o cenário atual do futebol local. Ambos irão para a China, que tem coberto propostas até de clubes de primeira linha da Europa.

No ano de 2014, o mercado asiático também levou dois jogadores: Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O que me incomoda: perceberam que não há nenhum dito craque, “bam-bam” ou destaque sendo cogitado para ser contratado por clube gigante europeu?

Na contramão do excesso de jogadores que se vão, aqui repatriamos atletas veteranos. Vide Diego Lugano, 35 anos, e talvez mais ninguém de destaque reconhecido ou nome de história importante.

Cadê os craques revelados no ano passado? Não tivemos novatos despontando? Isso preocupa demais. E preocupará para o médio prazo, especificamente para a Copa 2018. Quem serão os jogadores disponíveis em alto nível técnico no Mundial da Rússia? Teremos Neymar, Douglas Costa e… um punhado de atletas fazendo conexão em Pequim?

A China vem vindo forte para as negociações de atletas. Lá, políticos influentes se associaram a bancos, construtoras, indústrias e outros novos ricos da economia emergente e de proporções gigantescas. Nem sempre os negócios são as claras, já que em muitos casos se crê em lavagem de dinheiro pelo fato da corrupção no futebol ser uma constante. Vide as máfias de apostas e árbitros corruptos revelados pela FIFA há pouco tempo e punidos, todos provindos da China.

Claro, com a desvalorização do dólar no Brasil, o já alto valor oferecido pelos clubes tem peso maior. Mas me perturba: por 10 meses a atividade industrial da China caiu. Hoje, a preocupação é o que fazer com os crescentes galpões vazios e uma suposta quebradeira geral. Nada como nosso país, que já vive esse panorama. É o paradoxo da China: agir como capitalista ao extremo, agressivo nos negócios, com respaldo do Partido Comunista Chinês, em meio ao um clima de mudança no país e desaquecimento (pequeno, é verdade) mas regular. Os contratos a longo prazo serão cumpridos?

O certo é que o investimento no futebol é uma realidade: os dois últimos títulos de campeão da Copa da Ásia de Clubes foi o Guangzhou, cujos elencos nas duas temporadas foram comandados por Marcello Lippi e Scolari, campeões mundiais de futebol em 2006 e 2002. Aliás, os dois últimos treinadores da Seleção Brasileira estão por lá: o próprio Scolari e Mano Menezes.

Vide o elenco do Shandong, ao final de 2015: 3 goleiros chineses / 9 defensores chineses / 4 meio-campistas chineses, 1 argentino (Montillo) e 2 brasileiros (Júnior Urso e Jucilei) / 4 atacantes chineses e 2 brasileiros (Diego Tardelli e Aloísio Boi Bandido). O treinador é Mano Menezes.

Elenco do Guangzhou: 25 jogadores, sendo 19 chineses e 6 brasileiros: Robinho, Paulinho, Ricardo Goulart, Elkeson, Alan e Renê Júnior, com o treinador Scolari.

Duas perguntas:

Por quê não há zagueiros ou goleiros brasileiros?

Por quê os dois principais clubes chineses, com vários atacantes brazucas, não possuem um só europeu?

Teríamos respostas?

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