– Racismo no Futebol: De novo?

O tema está cansando: mais um jogador é ofendido com os dizeres de “macaco”. Agora foi Elias, do Corinthians, sendo xingado pelo adversário uruguaio Gonzales, jogador do Danúbio. O árbitro nada viu.

Chamar um cidadão negro de macaco é algo deplorável. Crime de racismo deveria ter punição muito rigorosa, afinal, é menosprezar alguém de maneira humilhante. Todos somos de uma mesma raça: a raça humana. Sendo assim, se a cor da pele é mais escura ou mais clara, não significa nada (ou não deveria).

Infelizmente, ainda não vi nenhum árbitro flagrar tal ato e aplicar o Cartão Vermelho. Mas os Tribunais de Justiça das entidades, mediante tantas provas áudio-visuais, devem suspender os atletas infratores.

Daniel Alves, do Barcelona, quando ofendido comeu a banana que foi jogada em campo contra ele. Hulk, do Zenit, respondeu com gols. Aranha, do Santos e hoje no Palmeiras, desabafou publicamente. E, infelizmente, Elias do Corinthians preferiu deixar o “assunto morrer”.

Discordo. Deveria protestar e insistir para que a diretoria do Corinthians peça sanção rigorosa à Conmebol. O problema é: a Confederação Sulamericana vai punir Gonzales?

Fiquemos no aguardo!
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– A Correta Expulsão de Fabrício e o Descontrole Emocional

O lateral esquerdo Fabrício, do Internacional, protagonizou uma cena inusitada: irritado com as críticas da torcida, aos 17 minutos do segundo tempo (jogando contra o Ypiranga) resolveu responder às arquibancadas e com o dedo do meio das duas mãos mandou a torcida… para lá mesmo!

Aqui vem duas questões:

– Até onde vai o limite da irritação da torcida exercendo o direito da vaia ao “trabalhador da bola”?

– O profissional de futebol não deveria estar preparado para tais críticas?

O certo é que o juizão expulsou corretamente o jogador. Ofender a torcida e incitar a violência é atitude antidesportiva.
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