– Ed Motta e a aversão a brasileiros na Europa?

Se “Manuel, [que foi pro Céu]”, não é um dos pouquíssimos sucessos de Ed Motta, qual seria seu grande destaque?

Soou arrogante seu texto no Facebook, dando “orientações de comportamento” a quem vai para seu show em Metz, na França, dia 22/04. Leia:

Conforme venho avisando aqui nos últimos 3 anos, eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar: não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show… Preciso me comunicar de forma que todos compreendam e o inglês é a língua universal. Então, pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando “Manuel” porque não tem, e muito menos gritar “fala português Ed”. Verdade seja dita, que meu público brasileiro de verdade na Europa, é um pessoal mais culto, informado, essas pessoas nunca gritaram nada. O negócio chato é que vai uma turma mais simplória que nunca me acompanhou no Brasil, público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa gritar nome de time. Não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica. Esse não é um show para matar a saudade do Brasil, esse é um show internacional. Que desagradável ter que toda vez dar explicações, e ter que escrever esse texto infame…

Pisou na bola em todos os sentidos. Há de se respeitar o gosto e a origem dos brasileiros. Mas acho que ele precisava criar uma polêmica para ser lembrado, não? Afinal, seu último grande sucesso foi.. qual mesmo?

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– Tipologia de Erros da Arbitragem e os Problemas no RJ e em SP

Sejamos justos: o Campeonato Paulista teve poucos erros graves de arbitragem. Isso é bom! Ocorreram “só alguns” lances mais absurdos, principalmente de mão na bola sendo invertidos como bola na mão, mas nada de tão assustador.

A verdade é: com os times grandes sobrando em relação aos pequenos, está facílimo apitar futebol!

É. Está fácil mesmo. Quando os erros ocorrem, os placares acabam encobrindo e camuflando as falhas. Culpa do nível técnico da competição.

Vimos em SP árbitros novos tendo boas oportunidades e as agarrando, embora, sem exigência significativa, como Thiago Scarascati e Vinícius Gonçalves. Também presenciamos árbitros que apareceram bem no ano passado tentando se firmar, como Vinícius Furlan e Leandro Bizzio Marinho, sendo que ambos apitaram clássicos e receberam algumas críticas em lances pontuais (cotovelada não vista de Dudu e bola na mão de Gil, respectivamente). Pela lógica, em dois jogos finais com times grandes, apitarão os FIFA’s Raphael Claus e Luís Flávio de Oliveira (xi, agora que eu os citei, não irão a sorteio… me desculpem, Xará e LF).

Já o Campeonato Carioca vive com muitos erros também, sendo que esses não são tão irrelevantes devido a rivalidade e a forma do torneio. Lá no RJ, do jeito que vai, precisaremos de árbitros de fora do estado com tanto veto!

Sabem qual é o diferencial na dificuldade encontrada pelos árbitros da FERJ e da FPF em seus jogos?

– O componente POLÍTICO!

Aqui em São Paulo os árbitros não estão sobre a pressão de um racha (os clubes aceitam tudo passivamente da FPF) onde de um lado há a politicamente forte dupla Fla-Flu, e do outro Vasco de Eurico Miranda com o Botafogo a reboque. Um mesmo jogo de igual dificuldade no Maracanã pode se tornar um inferno se comparado com erro idêntico no Morumbi, Itaquerão ou Allianz Parque.

Existem, basicamente, 2 tipos de erros observados:

1) Os erros ACEITÁVEIS– por exemplo: lances em que o jogador está impedindo por poucos centímetros; jogadas duvidosas onde após exaustivas repetições se chega à conclusão do erro, ou ainda lances que dividem a opinião pública (entre tantos lances difíceis de se decidir).

2) Os erros CONDENÁVEIS– por exemplo: atleta impedido com 2 metros à frente do penúltimo homem; bola que bate na mão e se marca tiro penal; lances claros de jogadas não-faltosas onde se assinala infração, entre outros.

E esses erros condenáveis se subdividem em:

2.1) DIFICULDADE TÉCNICO-DISCIPLINAR (árbitro fraco, que interpreta mal as jogadas ou que apita sem critério na distribuição dos cartões);

2.2) DESPREPARO EMOCIONAL (árbitro que aceita pressão de jogadores famosos, que apita ao barulho da torcida ou que sente pressão externa pré-jogo);

2.3) INFELICIDADE NO DIA DA PARTIDA (o popular “dia em que nada dá certo”; azar; urucubaca).

O meu medo, de maneira sincera, é que a briga política que o presidente da FERJ Rubens Lopes arranjou no Rio de Janeiro afete as finais do Cariocão, que esse ano virou Carioquinha. E que aqui em São Paulo a desnecessária receita financeira aceita pela FPF para bancar os árbitros da mesma empresa que patrocina o Palmeiras (leia sobre esse assunto com mais detalhes em: http://is.gd/FAMCREFISA), afete da mesma maneira as decisões do Paulistão, que por inveja do Rio também virou Paulistinha. E aí catalogaremos os erros do jogo, mui provavelmente, pelo item 2.2 desse texto: a pressão externa pré-jogo!

Atenção: errar não escolhe camisa em SP! E digo com “cabeça de árbitro” que: se errar a favor do Palmeiras, dirão os adversários que existe esquema de favorecimento; se errar contra, ocorrerá a hipótese de que o árbitro se preocupou tanto em não errar a favor para provar sua honestidade, que prejudicou o time!
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