– Protesto violento não vale!

Sou apolítico, mas politizado. E não sou de esquerda nem de direita. Mais: não gostei do protesto sem sentido promovido por alguns.

Aos que aderiram a idéia do fim da corrupção, ótimo. Contem com meu apoio! Mas detestei ver o tal de Kim Kataguiri, do MBL, um dos movimentos organizadores dos protestos de 12 de abril, que pateticamente fez apologia à violência dizendo:

“O PT tem que tomar um tiro na cabeça”.

Que infelicidade do rapaz! Nem PT, nem PSDB, nem Arena ou MDB devem tratar a Democracia de tal forma. Para ser um líder social nas ruas, falta educação e tolerância ao agitador.
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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×1 Catanduvense

Mezzo bom, mezzo fraco. Duas notas diferentes para dois tempos distintos: assim foi a avaliação do árbitro Luciano Aparecido Monteiro na vitória do Galo sobre a Bruxa.

O 1o tempo foi fácil para a arbitragem: dois cartões amarelos bem aplicados e uma correta expulsão. O jogador Alemão (CAT), aos 19m, divide com o pé alto, atingindo a cabeça de Sandro Silva (PAU). Deve-se ter atenção especial em lances assim, mesmo que sejam imprudentes, de pés que atinjam a cabeça. Se não atinge, é lance de tiro livre indireto. Se atinge o corpo de maneira temerária, é Cartão Amarelo. Com força proporcional e ainda por cima na cabeça, é Vermelho!

No 2o tempo, o árbitro teve muita dificuldade em coibir a cera e se impor. Mas um lance me chamou a atenção: na enésima queda do goleiro Guilherme, o árbitro paralisou o jogo com a bola rolando para avaliar a “suposta contusão”. E, ao perceber que era simulação, aplicou o cartão amarelo.

E como se recomeça esse lance?

Com tiro livre indireto ao Paulista, no local da simulação. Se o árbitro avaliasse que foi realmente contusão, deveria recomeçar com bola ao chão no local onde a bola estava no momento da paralisação. Mas NUNCA com tiro livre direto ao Catanduvense, já que ele aplicou o cartão ao goleiro por cera. Isso se chama “Erro de Direito”.

Os bandeiras trabalharam bastante, mas o assistente 1, por pelo menos 3 vezes, ficou esperando o árbitro para definir o lado dos arremessos laterais. Embora, nos lances capitais (impedimentos ou não no 2o e 3o gols do Paulista), tenha acertado. bomba.jpg

– E o Gol anulado da Pantera no Palmeiras 1×0 Botafogo?

Ouço que Marcelo Rogério encontrou uma partida difícil para se apitar em campo. Teve contra si reclamações de 1 gol anulado contra o Botafogo e 2 supostos pênaltis não marcados ao Palmeiras.

Por inúmeros compromissos profissionais não vi os lances penais, e talvez nem tenha tempo de ver. Mas recebi o lance da anulação do gol (vide em: http://vine.co/v/eueVU1HwQVZ). Por ele, não tenho dúvida do acerto de Marcelo: o jogador do Botafogo cabeceia no braço de Fernando Prass quando ele executa o domínio. Isso não pode. Quando o goleiro está realizando a defesa, não pode ser trancado ou tocado. Tiro livre direto para o Palmeiras marcado com correção.

Mas o mote principal desse jogo é o seguinte: a indisposição de qualquer árbitro em apitar tal jogo!

Sim, o episódio Crefisa colocou fogo nas redes sociais. É claro que o árbitro honesto não pode dar atenção a isso, mas ninguém é 100% blindado em situações de pressão. Se errar a favor do Palmeiras, levantar-se-á a possibilidade de acerto nos bastidores devido aos mesmos patrocinadores. Se errar contra o Palmeiras, dirão que como “prova de honestidade” prejudicou deliberadamente. São duas das inúmeras idéias dos adeptos de “teorias da conspiração”.

Na verdade, essa escala era perigosa, daquelas que poderiam encerrar a carreira de qualquer um.

Quis o destino que Raphael Claus, favoritíssimo para uma das finais, não fosse sorteado. Tendo apitado grandes jogos ao longo do ano, está “treinando” para os jogos finais do Paulistão apitando Atlético Mineiro x Cruzeiro neste domingo. E Marcelo Rogério, que desde aquela ótima arbitragem no Moisés Lucarelli em 2014 (Ponte Preta x Corinthians, quando expulsou dois jogadores corinthianos), não apitou mais clássicos da A1. Para mim, um contrassenso… Para manter o ritmo em grandes jogos, HÁ DE SE APITAR GRANDES JOGOS. É a lógica!

Marcelo está às vésperas de se aposentar. Quase o acaso do sorteio o aposenta antes da hora. Sorte de Claus, Bizzio, Luís Flávio, Ceretta, Marcelo Ribeiro, Furlan e tantos outros que não caíram nesse jogo, de grande pressão pré-jogo.
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– Custo Brasil Assustador!

Está na Isto É (ed 2365, pg 28): o Brasil gasta, por ano, R$ 428 bi para manter a máquina administrativa. É isso mesmo, quase ½ trilhão para custear os funcionários de 39 ministérios.

Precisa de tanto Ministro, de tanto servidor administrativo e de tanto cargo de confiança?
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– A partida remarcada parcialmente pela UEFA!

Me recordo de já ter visto partida anulada por Erro de Direito, e o jogo, “re-jogado”. Mas partida onde há Erro de Direito ser jogada somente a partir do tempo de jogo do erro cometido, é a 1a vez!

Na Europa, após a Copa de 90, vi uma ou outra vez cartão amarelo ser “retirado” por tribunais via imagens (recentemente, tivemos o caso de Cristiano Ronaldo). Não gosto da ideia de se alegar “Erro de Fato” (quando o árbitro se equivoca numa tomada de decisão por má interpretação do lance) e cancelar um cartão. Ora, “erro de fato” acontece no campo e não pode ser “re-apitado”.

Já o “Erro de Direito” é quando um árbitro descumpre a Regra por desconhecimento. O time prejudicado tem o “direito de pedir um novo jogo”.

Pois bem: aconteceu nas Eliminatórias da Eurocopa Feminina Sub 19, Inglaterra 1×2 Noruega (em Belfast, na Irlanda): quando estava nos acréscimos do 2o tempo (51 minutos!), a árbitra alemã Marija Kurtes marcou pênalti para a Inglaterra. A atacante inglesa Leah Williamson cobrou, marcou o gol e sua companheira invadiu a área. Ao invés de mandar repetir a cobrança, a árbitra se atrapalhou com a Regra e marcou tiro livre indireto a favor da Noruega. Tudo isso faltando 18 segundos para o encerramento do jogo!

A FA (Football Association) reclamou na UEFA, que mandou reiniciar o jogo 5 dias depois do exato momento da cobrança de pênalti! E na re-cobrança, gol inglês. Fim de jogo: Inglaterra 2×2 Noruega.

Eu nunca vi algo assim. Por culpa dos poucos segundos, ao invés de marcar novo jogo, reiniciou-se a partir do erro cometido. Pensou se a moda pega?
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– O Filão que a Disney descobriu!

E parece que uma verdadeira mina de ouro foi descoberta: os filmes de princesas, que de desenhos se tornam carne e osso!

Cinderella é um sucesso; e a Disney já anunciou: os próximos serão “A Bela e a Fera” e “Mulan”.

Se imaginarmos as possibilidades que a empresa tem com tantos personagens que animam as crianças, o lucro previsto será espetacular! Histórias de sucesso que povoam o imaginário dos adultos e seus filhos. Totalmente atemporais!
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– A Violência faz com que as pessoas de bem se rendam?

Em Batatais, uma agência do HSBC foi “expulsa” por moradores de um prédio devido aos crimes em caixas eletrônicos. O banco ficava no piso térreo, e com medo das dinamites, os vizinhos conseguiram na Justiça fechar a instituição.

Não era mais fácil prender os bandidos?

Imagine se cada vizinho, seja de cima ou do lado, almejar a mesma coisa. Os bancos serão construídos isolados, no melhor estilo bunker!

É o fim do mundo…
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– Corinthians 1×0 Ponte Preta e o erro do Vicentinho!

Vicente Romano Neto tem quase 20 anos de atividade em jogos profissionais pela FPF. Considerado como um dos assistentes de ponta de São Paulo, é carinhosamente chamado pelos amigos de arbitragem de Vicentinho. Boa pessoa, foi importante colaborador do Sindicato dos Árbitros, ajudando a formar outros oficiais sempre com importantes palestras na entidade. É ele um grande voluntário na tradução dos textos da Regra do Inglês para o Português (aliás, nesta 2a feira o SAFESP estará em festa: é a posse – mais uma – do presidente Arthur Alves Júnior, re-re-eleito para mais um mandato).

Entretanto, mesmo com sua experiência e simpatia, deu azar no 1o jogo das quartas de final do Paulistão entre Corinthians x Ponte Preta (em um lance difícil pela velocidade da jogada) e errou.

No final do 1o tempo, Biro toca para Juninho que estava em ataque, mais a frente do que o seu marcador; porém, atrás de Fagner, que dava condição do outro lado do campo. Vicentinho mandou o jogo seguir corretamente. O pontepretano chuta para a meta e o goleiro Cássio espalma. Renato Cajá, sozinho, pega o rebote e finaliza para o gol. O detalhe é que no momento do chute de Juninho (e é a partir desse lance que se avalia o impedimento ou não), Cajá estava exatamente na mesma linha da bola. Portanto, GOL LEGAL MAL ANULADO.

De bate-pronto, eu diria que pela rapidez do lance, Vicente Romano Neto se atrapalhou por serem dois lances difíceis para se tomar uma decisão. Mas ao ouvir a explicação do comentarista da Rede Globo, Paulo César de Oliveira, gostei do seu ponto de vista: ele entendeu que “o bandeira já tinha dúvida no 1o lance, e como há uma 2a oportunidade de parar a jogada, ali cometeu o erro”.

Trocando em miúdos na linguagem popular: “na 1a vez que apareceu sozinho mandou seguir; mas duas seguidas é muita coisa…”

A moral da história será a de sempre: o erro realmente acontece em lance difícil com bandeira bem rodado. Mas nunca acontece a favor de time pequeno!

Não gostaria de contrariar essa máxima, mas sou dobrado pelas estatísticas. Avalie: quando foi que você viu um time grande ser eliminado por outro pequeno com erro de arbitragem em partida de mata-mata?

Calma lá: nenhuma acusação, mas constatação: a camisa pesa e a pressão psicológica assusta! Há dos árbitros estarem bem preparados.

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:
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