– Neymar, lovers and haters!

Conversando com o Zé “Boca de Bagre”, amigo do Prof Reinaldo Basile, ele me perguntou: 

“Pra você, depois de Pelé, Neymar está entre os maiores jogadores do Brasil de todos os tempos?”

Que ele está entre os grandes, é inegável. Mas não a frente de muitos (até porquê, dos anos 1960 aos 2000, o Brasil produziu incontáveis gênios). E, claro, só se poderá mensurar isso após o término da sua carreira.

Apenas como exercício, compare: Neymar é melhor, pelo que fez até hoje, do que Zico?

IMPORTANTE: considere “o conjunto da obra”, que seria desempenho, regularidade, qualidade técnica, conquistas, extra-campo e outras tantas coisas que fazem o atleta ao longo da carreira.

Assim também o compare com: Romário, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Gérson, Rivelino, Ademir da Guia, Garrincha… ou outros anteriores aos anos 60: Leônidas, Didi, Vavá…

É muito difícil criar rankings, e insisto: só se poderá comparar “de verdade” com tantos outros ao final da carreira.

Se você pudesse, ao longo da história (e olha que são muitos craques…) quem seriam os Top 10 do Brasil?

De todos, creio que num ranking Neymar é o número 1: o de maior número de “fãs” e de “antis”.

Neymar afirma que está apaixonado e entrou pro 'time dos casados'. Entenda!  - Purepeople

– Sobre a expulsão de Neymar:

A respeito de mais uma expulsão de Neymar pelo PSG, agora contra o Lille, algo que é notório: “bola” (ou seja, qualidade de futebol jogado), Ney Jr tem de sobra. O que falta é: maturidade, que parece nunca chegar!

Neymar tem 29 anos. Compare com Gabriel Jesus, que aniversariou semana passada e fez 24. Quem é mais maduro?

Sabendo que o brasileiro do PSG é “esquentadinho”, torna-se natural que o provoquem. E aí surgem as expulsões. O centroavante Evair era assim, e depois se emendou.

Lógico que cabe à arbitragem estar atenta para não exagerar na cor do cartão a ele, tampouco deixar de punir quem o provoca. Mas alguém precisa sugerir uma preparação mental melhor para ele. Dinheiro não lhe falta para isso.

– A “Mortadela fatiando a máquina de fatiar”? Sobre “Acesso Total”, Boselli e Corinthians.

O canal de Tv por assinatura Sportv está exibindo uma série que conta os bastidores da última temporada do Corinthians, intitulada “Acesso Total”. E algumas coisas, para um clube de futebol, são um anti-marketing puro. Por exemplo: Duílio Monteiro Alves, o presidente do clube, demitindo o atacante Boselli – que foi bem em todos os clubes que jogou, exceto no Timão.

Sem receber salários, o jogador foi cobrado mesmo não cobrando sua remuneração. Cabível?

Aliás, uma praxe: como os clubes podem exigir de seus comandados, sem o pagamento que têm que fazer? 

É a “banana comendo o macaco”, uma inversão total de lógica. Vide outro exemplo, o Vasco da Gama, que completou 4 meses de salários atrasados.

Será que se as contas estivessem em dia, o Vascão cairia? Os jogadores estariam mais comprometidos e a diretoria poderia cobrar mais?

Lógico, há exceções: o Santos chegar à final da Libertadores sem pagar os atletas – mas isso não pode ser a regra / nem um modelo, mas sim uma excepcionalidade.

– E se todas as atividades profissionais exigissem urgência na vacinação?

Todos nós sofremos com a Pandemia de COVID – seja na saúde, nas relações pessoais ou profissionais.

Igualmente, todos queremos voltar à normalidade no trabalho (muitos estão totalmente sem renda, por conta da sua função). Mas já imaginaram se cada um de nós entendêssemos que nossa atividade “é mais essencial” do que a outra”?

Independente da natureza da profissão, precisamos analisar o que é “essencial para a sociedade”, “essencial para a sobrevivência” ou simplesmente “egoísmo”.

Digo isso por esse pedido do sindicato da categoria: as prostitutas de Minas Gerais querem vacinação urgente para suas associadas. É justo ou há outras atividades cujos trabalhadores igualmente estão na mesma pindaíba do que elas? Se sim, como definir a prioridade?

Sem preconceito, fica a reflexão pertinente.

A matéria abaixo:

Extraído de: http://dlvr.it/Rwwjcz

PROSTITUTAS DE MG FAZEM GREVE POR PRIORIDADE NA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

As profissionais do sexo alegam impossibilidade de distanciamento social no desempenho de suas atividades; associação que representa a categoria diz que há trabalhadoras passando necessidades básicas

Por Thiago Rabelo

As profissionais do sexo de Minas Gerais querem ser incluídas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Para pressionar as autoridades, a Associação das Prostitutas de Minas (Aprosmig) orientou a categoria a cruzar os braços por tempo indeterminado e retomar as atividades apenas quando tiverem garantia de imunização.

O pedido foi feito por Cida Vieira, presidente da Aprosmig, nesta sexta-feira (2). Em entrevista à ÉPOCA, ela alertou sobre a difícil situação enfrentada pelas mulheres nos últimos meses da pandemia da Covid-19.

“Não queremos furar fila. Queremos dignidade. Isso é política pública. Estamos em uma situação difícil porque o nosso trabalho é de contato. Não adianta nenhum protocolo porque sempre vai ter contato mesmo com as pessoas que só querem conversar. O que o nosso movimento quer é que a gente possa ser um grupo prioritário na vacinação”, declarou.

Segundo a Aprosmig, Minas Gerais conta com mais de 80 mil profissionais do sexo em todo estado. Na grande Belo Horizonte está a maior concentração, com 12 mil. Desde o início da pandemia, algumas deixaram de trabalhar com o temor de infecção, enquanto outras não tiveram opção por conta da necessidade financeira.

“A situação de muitas é de pobreza. Muitas já estão morando na rua. Eu estou com uma menina que não tem como pagar o aluguel e trabalha para se manter. Não tem como ter doação porque a família não sabe o trabalho dela. Tem gente pedindo qualquer doação, fralda, cesta básica. Hoje temos mais de 2 mil mulheres desamparadas”, afirmou.

Além da falta de recursos financeiros, Cida Vieira diz que o preconceito ainda é muito forte contra as profissionais do sexo, situação que dificulta ainda mais qualquer ação política e tentativa de representatividade.

“Existe um preconceito muito grande contra nós. Mas ninguém fala que nós evitamos estupros e violência familiar contra as mulheres. Algumas prefeituras de Minas Gerais acham que somos invisíveis, que não merecemos nada. Queremos ser ouvidas pelo governo, pelo (Jair) Bolsonaro, pelo ministro da Saúde”, protestou.

A presidente da Aprosmig disse que a prefeitura de Belo Horizonte tem ajudado com cestas básicas, mas que apenas uma minoria vive na capital por conta do alto custo de vida. Já as cidades vizinhas, que formam a grande Belo Horizonte e onde está a maioria das profissionais, não adotaram nenhuma política de auxílio.

Minas Gerais enfrenta o pior momento da pandemia. De acordo com dados do governo estadual, um total de 486 mortes por Covid-19 foram confirmadas nas 24 horas que antecederam a divulgação do boletim epidemiológico de sexta-feira (2). Ao longo de toda a pandemia foram registrados 25.214 óbitos pela doença no estado.

– Perfil da Web pode prejudicar Busca de Emprego e Carreira

Isso é lógico, mas passa despercebido: você já se deu conta que as empresas podem tentar conhecer a intimidade dos seus candidatos a funcionários através de buscas pela internet, e descobrir coisas indesejáveis? Uma falsa impressão pode ser observada por uma foto constrangedora, por exemplo.

Compartilho interessante artigo que retrata um cenário de cuidados com o mundo virtual, suas páginas e fotos.

(extraído de OESP, 14/10/2016, Caderno Negócios, pg B20, por Phyllis Korkky – The New York times)

PERFIL DA WEB PODE PREJUDICAR BUSCA DE EMPREGOS

Seu currículo é ótimo, suas referências são altamente elogiosas e a entrevista foi tranquila – e, mesmo assim, você não conseguiu o emprego. O problema pode estar na web. Será que eles viram aquela sua foto no Facebook dançando sobre a mesa? Descobriram que você está devendo seis meses de hipoteca? Talvez você nunca fique sabendo, mas verificações de antecedentes podem destruir uma candidatura. Em um mundo rico em dados, a pessoa com menos situações embaraçosas pode ter vantagem na disputa por uma vaga.
Há poucas pesquisas sérias sobre como os gerentes de contratação usam a internet para vetar candidatos. Mas é possível supor que eles ao menos o estão olhando em mecanismos de busca. Portanto, seja esperto e verifique os resultados de uma busca rápida de seu nome.
É muito difícil remover qualquer coisa questionável a seu respeito de um mecanismo de busca, mas você pode ao menos colocá-la numa posição mais baixa com a adição de entradas positivas, disse Barbara Safani, dona da Career Solvers, uma empresa de gerenciamento de carreiras de Nova York.
Barbara diz que procura ajudar clientes a criarem uma identidade profissional positiva na internet mediante perfis no Google, LinkedIn e ZoomInfo, por exemplo, já que esses tendem a ser os primeiros a aparecer em resultados de buscas. Acrescentar essas entradas pode também ajudar pessoas com pouca ou nenhuma presença online, já que isso pode ser considerado estranho hoje em dia, disse ela.
Quem procura emprego também deve dar uma olhada em sua página do Facebook. “Até que ponto sua página no Facebook é privada?”, questionou Lewis Maltby, fundador do National Workrights Institute, um grupo de advocacia ligado a questões trabalhistas. Para ele, apesar dos controles de privacidade, não é inconcebível que um empregador possa se tornar amigo de um de seus amigos e com isso ganhe acesso à sua página.
Se estiver mostrando ou dizendo algo no Facebook que não gostaria que sua mãe visse, “tire agora mesmo”, disse Maltby. O mesmo vale para postagens de amigos que mencionam ou “marcam você com um tag”. “Há uma diferença entre ser uma pessoa decente e passar essa imagem na internet”, explicou Michael Fertik, fundador da Reputation Defender, que ajuda pessoas a melhorar seu perfil online.
O advogado disse que começou seu grupo “para oferecer proteção de liberdades civis ao mundo do emprego”. Mas, como já dirigiu um departamento de RH, ele ponderou que não se pode culpar o pessoal de RH por examinar sites de relacionamento. “Contratar a pessoa errada é um erro muito caro.”
Sua preocupação é que alguns gerentes de RH podem desqualificar candidatos “por razões que não têm nada a ver com o emprego” – por exemplo, fotos deles bebendo cerveja. É bem provável que os empregadores não lhe digam que uma foto sua no Facebook com um abajur sobre a cabeça foi a razão para não ser contratado. De qualquer forma, eles em geral podem se recusar a contratá-lo por qualquer razão que não seja vedada por lei, disse Maltby, como raça, religião, deficiência física ou idade.

TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

– Pepe não morreu!

Caramba, que bola fora do GloboEsporte.com! Pepe, o Canhão da Vila, não morreu conforme noticiado…

Será que o jornalista que publicou sabe quem é essa lenda viva do futebol? Alguém como ele, de tamanha importância para o futebol brasileiro, se sofrer algo grave, deve ser checado e confirmado.

Nao tinha ninguém na Redação (ou um chefe / supervisor) para verificar isso?

– No Brasileirão, a limitação da troca de treinadores é uma boa. Mas e a perda de pontos por atraso de salários?

É plausível a decisão da CBF e do colegiado de clubes em limitar as trocas de treinadores no Campeonato Brasileiro, não resta dúvida.

Em tese, os clubes terão que ser mais certeiros na contratação de seus técnicos, pois, afinal, ele deverá ficar muito tempo em sua agremiação.

Mas se limitou-se a contratação / demissão, vale lembrar as exceções à Regra: as recontratações! Vide Eduardo Barroca no Botafogo ou Rogério Ceni no Fortaleza. Assim, uma “burla” poder-se-ia quando o mesmo nome for contratado uma 2a vez (afinal, se fala de troca de outros profissionais, não os mesmos). Independente disso, a ideia é muito boa.

Outra medida seria ainda melhor: a de punir quem atrasa os salários! Isso evitaria situações vexatórias como a do Santos FC, SC Corinthians Paulista e de tantos outros.
Aliás, o Paulistão, anos atrás, havia introduzido essa medida. Porém… todos os clubes devem pagar em dia, afinal, ninguém perdeu ponto até hoje em qualquer das divisões.

Qual outra sugestão você teria para o Brasileirão?

– Mais de 60% dos Brasileiros trabalham no Tempo Livre.

Veja que dado interessante: 61% dos brasileiros resolvem os problemas do trabalho em casa; mas 37% admitem que resolvem problemas da sua casa no trabalho. O quê fazer?

Extraído de Exame.com: http://is.gd/eW82ej

61% DOS BRASILEIROS RESOLVEM PROBLEMAS DE TRABALHO NO TEMPO LIVRE

Pesquisa mostra que, no Brasil, 36% dos profissionais precisam estar disponíveis para questões do trabalho num esquema 24/7

Além das jornadas de trabalho já extensas, mais da metade dos profissionais brasileiros admitem que resolvem questões do trabalho em seus momentos de folga. É o que aponta levantamento da consultoria Randstad divulgado neste mês.

Mesmo assim, quando comparados com chineses e indianos, os brasileiros são os que menos levam trabalho para casa. Na Índia, 69% dos profissionais afirmam que trabalham após o horário do expediente enquanto na China, 80% dos profissionais admitem esse tipo de comportamento.

A postura dos profissionais é um resultado direto da cultura corporativa. Na Índia, 61% dos profissionais afirmam que as empresas esperam que eles estejam disponíveis num esquema 24/7. Na China, 64% percebem isso. Já no Brasil, apenas 36% dos profissionais precisam estar disponíveis para questões do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana.

Ao ficar mais tempo ligados no trabalho, os chineses também são os que mais lidam com questões pessoais durante o expediente. Segundo a pesquisa, 60% aderem a esta prática. Na Índia, 49% fazem isso e no Brasil, 37% dos brasileiros resolvem problemas pessoais no trabalho.

Por outro lado, os indianos são os que mais distraem com a internet durante o expediente, segundo a pesquisa. No total, 51% deles admitem que se perdem durante o expediente navegando na rede.

No Brasil, apenas um em cada cinco profissionais admitem que se distraem facilmente com a internet no trabalho.

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Imagem extraída da Internet. Autoria desconhecida.

– Emprego ou Trabalho dão prazer?

Como você encara sua labuta?

Gosto da fala do Cortella: “Emprego é aquilo que te gera renda. Trabalho é aquilo que te gera prazer“.

Sobre ela: https://www.youtube.com/watch?v=m1Wgu-O7ugY

– Moleques de Xerém, Crias de Cotia, Ninho do Urubu, Meninos da Vila…

Cada vez mais os grandes clubes direcionam os seus investimentos para as categorias de base, e nelas encontram as receitas futuras para a manutenção do futebol profissional.

Repararam no termo: RECEITAS, e não “pé-de-obra”!

A verdade é que os jovens talentos dos clubes são produtos para a exportação, e do dinheiro que eles rendem se mantém os pagamentos de salários aos “adultos”, abrindo mão deles até mesmo de jogar no time de cima. Vejam quantos garotos o Fluminense vende para o Exterior, muitos sendo desconhecidos para boa parte da torcida. Ou quantas partidas profissionais David Neres, Oscar ou Anthony fizeram pelo São Paulo? Diga-se o mesmo de Vinícius Jr no Flamengo. Talvez, por necessidade de elenco e dificuldades financeiras, somente o Santos FC consegue maturar um pouco mais os garotos no profissional.

Se por um lado é interessante o clube ser uma “fábrica de garotos”, fica uma perturbação: o departamento profissional não deveria sobreviver das receitas do próprio futebol profissional?

Teremos, num futuro não tão distante, uma grande quantidade de clubes formadores especializados em categorias de base, sem a categoria profissional, a fim de “fabricar atletas” (o que é algo normal). O “anormal” será o time grande tradicional tornar-se esse modelo, abrindo mão dos meninos formados para o elenco de cima, apequenando-se na disputa de títulos.

Talvez, por ter muito dinheiro em caixa, o Palmeiras tem gerenciado melhor essa situação, com exemplos recentes: Gabriel Jesus, Patrick de Paula, Gabriel Menino e outros atletas que vieram da base, conseguindo valorização e não necessitando vendê-los a curto prazo.

– Como os Jovens encontrarão emprego no Mercado de Trabalho?

Do ano passado, mas com assunto atual. Abaixo:

Uma interessante matéria da Revista Isto É (ed 2498, pg64-65) mostra que as maiores vítimas do desemprego no Brasil são os jovens, sendo que a faixa entre 18 e 24 anos retrata quase 30% de taxa de desocupação.

Como conseguir trabalho nesse cenário?

Somente se destacando, tendo flexibilidade e evitando a ansiedade!

Abaixo:

HÁ VAGAS PARA JOVENS

A taxa de desocupação chega a 28% na faixa etária entre 18 e 24 anos­ — a mais alta entre todos os segmentos no País. Saiba como aumentar as chances de encontrar trabalho

Por Bárbara Libório

Eles são as maiores vítimas do desemprego. Só no primeiro semestre deste ano, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos alcançou 28,8%. No segundo semestre, embora tenha recuado levemente, permanece em 27,3%, o que equivale a 4,3 milhões de pessoas — a maior entre todas as faixas etárias segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Há espaço para eles no mercado de trabalho? Sim, há. Mas as oportunidades serão melhores para quem conseguir se destacar. O segredo está em como fazer isso.

Em momentos de recessão, com as empresas realizando ajustes no quadro de funcionários, é comum que elas prefiram manter profissionais mais capacitados que possam dar resultados imediatos. Hoje, segundo a consultoria Manpower, a proporção é de quatro jovens desempregados para cada adulto com experiência na função. A formação superior é o primeiro passo, mas não resolve o problema. Ainda que o diploma universitário seja capaz de dobrar as chances de empregabilidade, a conclusão de uma faculdade leva tempo— que aumenta se o jovem decidir fazer uma pós-graduação.

Dominar um idioma estrangeiro pode ser um atalho. “Na hora de recrutar profissionais a gente enfrenta grande dificuldade no nível de idioma”, explica Maria Sartori, gerente sênior da recrutadora Robert Half. “Muita gente sai da faculdade e se pergunta se faz uma pós, um MBA, ou investe no inglês. A coisa mais certeira a se fazer além da graduação é a fluência em um segundo idioma.”

Se o momento não é o melhor para encontrar rapidamente uma colocação, especialistas recomendam que os jovens aproveitem esse tempo para buscar especializações mais rápidas. Stephanie Zanini, de 26 anos, apostou em cursos que vão de atendimento a cliente a marketing pessoal e digital, além de aulas de como falar em público. “Acho que existem dois caminhos para conseguir um emprego: primeiro, o marketing pessoal, cuidar bem do Linkedin, ter um novo currículo; e o segundo é tomar café com muita gente, bater na porta dos lugares em que você quer trabalhar”, afirma. Em agosto a bacharel em Ciências em Tecnologia concluiu o processo seletivo de trainee da Vetor Brasil e trabalha hoje na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Igor Castro, de 22 anos, também começou recentemente um programa de estágio de rotação em que ele passará pelas empresas Ambev, a McKinsey e Credit Suisse. Para ele, foi essencial para o sucesso a sensação de nunca estar satisfeito e buscar sempre algo mais. Na faculdade de engenharia, o jovem chegou a abrir uma startup de inovação e participou também da empresa júnior da USP. “Não é porque eu estava na USP que eu achava que ia aparecer a empresa dos sonhos”, afirma. “Eu entrei na empresa júnior para buscar mais, autonomia, liderança, responsabilidade.” Para Márcia Almström, diretora do ManpowerGroup, o contato com o mercado de trabalho deve começar cedo. “Quanto antes tiver contato, seja estágio ou trainee, melhor”, afirma. “A gente percebe que tem se postergado o momento do jovem entrar na corporação, fica para depois da pós ou do MBA, como se uma coisa tivesse que acontecer depois da outra, mas isso retarda o início da prática e faz o jovem sofrer mais dentro das companhias.” Os programas de estágio e trainee ainda são uma opção, mas também foram afetados pela crise. “Até três anos atrás, esses programas eram uma porta de entrada e 90% das pessoas permaneciam ali dentro. Hoje em dia percebemos que o índice de aproveitamento dos profissionais caiu drasticamente”, diz Sartori, da Robert Half.

FLEXIBILIDADE PARA MUDANÇAS

Apesar das deficiências, os jovens podem (e devem) usar a seu favor características inata, como o uso da tecnologia e a flexibilidade para mudanças. O setor de tecnologia da informação é, inclusive, um dos que mais contratam jovens. “É um mercado onde a inovação acontece de maneira mais rápida e o profissional mais jovem consegue acompanhar de maneira mais fácil”, diz Sartori. “Em TI as coisas ficam obsoletas muito rapidamente, então o profissional com mais experiência têm mais dificuldade com o ritmo frenético.”

Além do Linkedin, outras tecnologias podem ser aliadas na busca por emprego. O TAQE que capacita e recomenda jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Por meio de games (jogos), aulas e testes com linguagem adequada ao público jovem, usamos dados para entender a cultura das empresas, assim como o perfil dos candidatos”, diz Renato Dias, CEO do TAQE. “A partir disso, nosso algoritmo cruza essas informações para preenchimento das vagas, reduzindo o custo e tempo de contratação, além de melhorar índices de turnover e produtividade das empresas.” Foi assim que Gabriel Gregório, de 17 anos, conseguiu um emprego em setembro deste ano no atendimento aos clientes da rede Cimemark. Para ele, a ferramenta foi fundamental para garantir sua contratação: “A empresa não necessariamente seleciona o candidato com o melhor currículo, mas quem oferece o que ela precisa para aquela posição”, afirma.

Um último conselho para se dar bem no mercado de trabalho é aprender a lidar com a ansiedade. “Os jovens precisam entender que o mercado de trabalho não anda no ritmo dele, tem que ter paciência para as coisas acontecerem, não é em um ou dois anos que se conquista o mundo.” É importante, porém, começar agora. Com os novos ares da economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de reaquecimento. Será a hora de colocar em prática o que se aprendeu nos tempos difíceis.

Entenda as diferenças entre trabalho e emprego - Diferença

Imagem extraída de: https://www.diferenca.com/trabalho-e-emprego/

– Valorização por resultados ou por relacionamentos?

Comumente, discutimos em sala de aula a respeito do ambiente organizacional. Historicamente, as empresas, desde os tempos tayloristas, determinaram valores imprescindíveis às organizações. Esses valores deveriam ser cuidados com atenção, pois eram as variáveis determinantes do sucesso na empresa. No começo do século, tal variável foi a boa realização das tarefas (executar corretamente o serviço era o principal). Na década de 20, surgiu a preocupação com a manutenção da estrutura (estrutura forte, organização perene) . Já nos anos 30/40, surgiu a preocupação com o relacionamento social, e descobriu-se, pasmem, que o grande patrimônio das instituições eram suas pessoas. Nos anos 70 a preocupação começou a se transferir para a harmonia nas relações do trabalho, focando o ambiente. Por fim, a última variável, iniciada nos anos 90, passou a ser tecnologia. Hoje, talvez possamos afirmar que a nova variável é a informação, compartilhada pelos meios de comunicação, mas também por conhecimentos agregados pelos funcionários. Assim, a valorização do empregado e o bom relacionamento estão novamente em voga.

Diante disso, compartilho um artigo interessante, de Adriano Silva, extraído do Blog do Executivo Ingênuo, discutindo onde seria melhor trabalhar: nas empresas que valorizam o relacionamento ou os resultados?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/manualdoexecutivo/listar1.shtml

ONDE VOCÊ QUER TRABALHAR?

Há empresas que tem uma cultura baseada no relacionamento. E há empresas que tem uma cultura baseada nos resultados. Claro que nas empresas que priorizam o relacionamento o bottom-line também é importante. Claro que nas empresas que priorizam os resultados o networking também é levado em conta. Mas o que as separa de modo cabal é o estilo que estas escolhas dão à empresa, ao clima interno, ao tipo de gente que conseguem atrair, formar e reter.

Nas culturas de relacionamento, você precisa fazer conexões com todo mundo, precisa ser gostado, precisa ter a confiança absoluta do seu chefe, precisa ser cordato ainda que preferisse discordar, precisa obedecer ainda que preferisse questionar, precisa virar um yesman para não desagradar ninguém. Nesses ambientes, é preciso ser político. Fazer alianças, conchavar, nunca dizer o que está pensando de verdade e nunca dizer nada frontalmente. Em empresas que operam por essa lógica, as árvores estão cheias de cágados. Como você sabe, cágados não sobem em árvores. Antes que você fique intrigado, e às vezes indignado, com o fato de aquele quelônio estar num galho tão alto, num lugar completamente fora das possibilidades concretas daquele animal, lembre de que alguém colocou o cágado lá em cima. E é para ficar lá exatamente porque ele é um cágado.

Nas culturas de resultado, você precisa inovar, fazer acontecer, trazer o número, bater a meta. Precisa expressar as suas divergências para que elas não sejam soterradas, inchem debaixo do tapete, e atrapalhem a sua performance e a do time – o que acaba sendo ruim para todo mundo. Uma amiga me conta que o presidente da Inbev, Carlos Brito, faz uma exigência muito clara a todos os seus colaboradores: “Não tenha dor de estômago.” Significa não guardar nada, para não virar bílis. Significa explicitar as discordâncias, resolvê-las abertamente, e seguir vivendo e produzindo. Em ambientes assim, conversas laterais, amarrações silenciosas e pactos secretos não pegam muito bem. O negócio é ser transparente e exigir transparência, disseminar e consumir informação abertamente, e ganhar dinheiro.

 Onde você prefere trabalhar?

Resultados do varejo aliado a inovação e valorização do shopper

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Empatia e Profissionalismo

Compartilho ótimo artigo do professor José Renato Sátiro Santiago a respeito dos delicados cuidados com a Empatia no mundo organizacional. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de: http://fb.me/2CISbo93z

EMPATIA, TOME CUIDADO! ELA TAMBÉM PODE ESCONDER SÉRIOS PROBLEMAS E DEFEITOS

Quantas vezes – creio que muitas – usamos a palavra empatia para qualificar pessoas que demonstram de uma forma natural algo bom, positivo e até amigo. Pois bem, não há duvida que a empatia é algo positivo.

Muitas vezes, quando não achamos palavras para qualificar alguém, costumamos falar: “Fulano tem uma empatia… fora do comum.”. Algo que, às vezes, procuramos ter também principalmente em nossas primeiras impressões, quer sejam com amigos ou, até mesmo, desconhecidos.

Costumamos gostar, facilmente, de pessoas que têm empatia, mostrar certa proximidade ou até certa dose de alinhamento com as nossas crenças. E normalmente isto ocorre de forma rápida, quase imediata, uma vez que a empatia é algo que “ou o sicrano tem ou não tem…”, isto é, acredita-se que seja algo difícil de desenvolver como se fosse alguma coisa que já viesse naturalmente com a pessoa.

Pois bem, infelizmente esta empatia, muitas vezes, por não ser algo construído sob os fortes alicerces da confiança e dos valores pode esconder sérios problemas, muitos defeitos, até mesmo destrutivos.

Gostamos de pessoas que tem empatia. No entanto, precisamos fundamentar esta empatia em fatos e ações que estas pessoas costumam tomar, em seus valores, nas suas atitudes, nas suas formas de agir.

Ter um pé atrás talvez não seja o termo mais adequado, mas sim, estabelecermos motivos e razões que possam transformar esta empatia em algo muito mais importante: confiança. Esta sim, coisa de grande valor em que podemos suportar e mais, algo com que realmente podemos qualificar uma pessoa. E que ela, certamente, irá apreciar muita mais ser confiável a ter empatia, simplesmente.

Resultado de imagem para empatia

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Os professores têm sido os profissionais mais exigidos nos últimos meses!

Ser professor é fácil. Ser um bom professor, não.

Nestes tempos de pandemia, os docentes precisam se virar. Tornaram-se “apresentadores-didáticos” gravando aulas por EAD (Ensino a Distância), mostraram toda a sua paciência no Ensino Remoto (Aulas por Vídeo ao Vivo, cobrando interação dos alunos) ou sofrendo para ter jogo de cintura no Ensino Híbrido (dando atenção aos poucos presenciais e simultaneamente às câmeras).

Complicado. Mas vejo pelos professores das minhas crianças: dispostos, carinhosos e vocacionados, mesmo nas dificuldades.

Sempre foi difícil ser mestre em nosso país, mas nestes períodos incomuns, mais ainda!

– A Verdade sobre Craques comprometidos e Cabeças de Bagre envaidecidos.

Repost de 3 anos:

Circula na Internet esse depoimento de Oscar Ruggeri. Não sei se é ele mesmo quem disse, mas que é verdade a percepção, ô se é.

Veja se você concorda:

Antes acabava um jogo e discutíamos os gols, as jogadas ou os erros para corrigi-los, agora só esperam que termine o jogo para ver como ficou a selfie, se saiu penteado ou não, se se vê a tatuagem, mas de futebol nada.
Pena que as coisas tenham mudado tanto.”

Não é uma realidade? Homens ao pé da letra que tinham comprometimento com seus clubes parecem ter acabado. É um tal de tomar banho rápido para ir embora, passar creme para ficar cheiroso e meter fone de ouvido para fazer de conta que não ouviu o chamado dos repórteres que não acaba mais…

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Arte extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O árbitro de vídeo virou árbitro de áudio no Paulistão?

A ideia da FPF era perfeita para o Paulistão: uma central unificada para a equipe do VAR ter conforto e melhor desempenho, dentro da sua sede – evitando improvisos em estádios.

Porém, segundo a entidade, por problemas com a empresa que fornece os equipamentos, o VAR será nos estádios por duas rodadas. E já tivemos confusão.

No sábado à tarde, torci demais para o desempenho do jovem árbitro Matheus Candançan, pois o elogiei bastante nas partidas que comentei dele na 4a divisão e fiquei impressionado por ter sido lançado na A1 (São Bento x Mirassol). Entretanto, sofreu (além da natural pressão de uma estreia) pela falta de imagens do equipamento de vídeo. Foi tudo por áudio… O VAR falhou e não o ajudou.

Vide sobre esse jogo citado, em: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/campeonato-paulista/noticia/arbitro-de-audio-sem-sinal-var-passa-informacoes-por-radio-em-jogo-do-paulistao.ghtml

No domingo à noite, São Paulo x Botafogo jogaram e o VAR Raphael Claus não conseguiu confirmar ou não o impedimento do gol do time de Ribeirão Preto, pois as câmeras não permitiram tal decisão. Prevaleceu a decisão de campo em confirmá-lo. Mas… o equipamento de última geração não deveria evitar as polêmicas e dúvidas?

Sobre esse jogo, aqui: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/noticias-spfc-sao-paulo-var-botafogo-sp.ghtml

Enfim: VAR descalibrado, câmeras insuficientes e pontos cegos. É um VAR tipicamente brasileiro… Ou você vê essas coisas com frequência nos diversos campeonatos mundo afora?

VAR Sucks - Meme by moonraker :) Memedroid

– Rogério Ceni será o treinador do Flamengo na Libertadores 2021?

Eu fico lendo comentaristas e textos vindos do RJ, e me admiro: embora campeão brasileiro, Rogério Ceni continua sendo contestado no Flamengo.

A impressão é: durante a última rodada, ainda na incerteza da conquista do título, parecia que Ceni seria demitido no vestiário. Com a bobeada do Internacional, o alívio veio e a comemoração do Octacampeonato.

Mediante a possível saída de Jorge Jesus do Benfica, Rogério Ceni se sustentará, mesmo com bons números?

Como no futebol a paixão muitas vezes fala mais do que a razão… abra o olho, Ceni!

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Bons líderes pensam diferente de subordinados.

Estudos mostram que a cabeça de um chefe pensa diferente da de um subordinado. E até querem “reprogramar” os funcionários!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI110230-15224-2,00-VOCE+TEM+UM+CEREBRO+DE+LIDER.html

VOCÊ TEM UM CÉREBRO DE LÍDER

por Marcos Coronato

Os cientistas descobriram que a mente do bom chefe funciona de jeito diferente. Agora querem “programar” qualquer pessoa para ser assim

Ficou pior do que já era a rotina dos alunos da Academia Militar de West Point, a elite dos aspirantes a oficial do Exército dos Estados Unidos. Eles vêm participando de uma experiência que parece extraída de um filme B de Hollywood. Com fios conectados à cabeça e fones de ouvido, cada jovem militar é confrontado com problemas hipotéticos variados, que envolvem o comando de um grupo de soldados e exigem concentração e capacidade de tomar decisões. Dependendo da resposta, o aspirante pode ouvir pelo fone um desagradável ruído de alerta. O alerta não significa que houve uma resposta “errada”, nem o sistema se preocupa com “erros” e “acertos”. Ele busca detectar algo muito mais profundo – o jeito de o cérebro de cada um começar a avaliar uma questão.

A experiência vem sendo conduzida pelo psicólogo Pierre Balthazard, professor na Universidade do Estado do Arizona. Ele acredita ter encontrado um jeito “certo” de pensar para coordenar bem equipes, fazer boas escolhas e tomar decisões acertadas. O Exército americano aceita que seus jovens estudantes sirvam de cobaia, na esperança de que aprenderão a pensar “certo” antes de liderar grupos em situações de combate. Segundo Balthazard, já há empresas interessadas em participar das experiências com seus funcionários em cargos de chefia.

O método de Balthazard ainda enfrentará um campo minado de dúvidas e saudável ceticismo, por parte de neurologistas, psicólogos e especialistas em treinamento. Ele evoca dúvidas muito comuns, existentes em qualquer organização e que já devem ter passado pela sua cabeça: seu chefe merece o cargo que tem? (Não que essa dúvida passe pela minha, é claro.) A organização em que você trabalha sabe identificar as melhores cabeças? Quais deveriam ser promovidas? Quem é chefe foi treinado devidamente para isso? Mais importante ainda: sua cabeça funciona do jeito certo, para que você possa ser promovido e coordenar outras pessoas com facilidade e eficiência?

O jeito como a cabeça de cada um lida com situações diversas já vinha sendo mapeado desde os anos 80, graças ao advento de métodos como ressonância magnética, eletroencefalografia e tomografia (também chamada PET scan, ou “escaneamento por tomografia por emissão de pósitrons”). Não se trata de ler pensamentos, mas de detectar padrões de atividade elétrica e circulação sanguínea, e perceber quais porções do cérebro atuam mais nessa ou naquela situação. Tornou-se possível enxergar claramente o que acontece no cérebro de uma pessoa quando ela negocia, desconfia, pechincha, se esforça para manter a calma, reage impulsivamente, compara preços, sofre prejuízos ou pensa em si mesma ou nos outros.

Quando os médicos e os neurologistas passaram a ler o que ocorria na cabeça praticamente em tempo real, uma multidão de especialistas de outras áreas os procurou, a fim de aproveitar esse conhecimento. Esse encontro de especialidades, embora promissor, resultou em dois discursos bem diferentes. Enquanto parte dos profissionais (principalmente os neurologistas) trata o funcionamento do cérebro de maneira cerimoniosa e cheia de dúvidas, especialistas de outras áreas – como psicólogos, administradores, economistas, teóricos de marketing e carreira – passaram a falar do tema sem embaraço algum. “Neuroadministração”, “neurocontabilidade”, “neuroempreendedorismo”, “neuromarketing” e “neuroeconomia” são algumas das áreas de estudo nascidas dos novos conhecimentos sobre o cérebro humano – e da vontade de muita gente de faturar com eles.

Enquanto a lista das “neurotendências” aumenta, cresce também o coro dos céticos. Entender o que se passa no cérebro é uma empreitada ambiciosa. Ensiná-lo a funcionar dessa ou daquela forma parece muito mais difícil. “Liderança envolve experiência, aprendizado, é um tema amplo demais. Quem se entusiasma muito com essas ideias pode se decepcionar”, diz o neurologista Armando da Rocha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que realiza pesquisas em neuroeconomia com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O cientista, que já estudou padrões cerebrais de crianças com dificuldade de aprendizado, vem avaliando como funciona a cabeça de investidores enquanto negociam na Bolsa. Por enquanto, ele só quer entendê-los melhor, e não modificá-los.

O empenho das Forças Armadas americanas tampouco significa que a teoria de reeducar mentes funcione. Os militares nos Estados Unidos são famigerados consumidores de novidades na área da administração, testam muitos métodos ao mesmo tempo, para depois abandonar a maioria. O próprio Balthazard apresenta suas dúvidas. “Ainda é cedo para prever nossa habilidade de usar esse conhecimento para desenvolver líderes melhores”, diz. Ele e outros otimistas se diferenciam da maior parte da comunidade científica, porém, por confiar em obter bons resultados com uma técnica usada no tratamento de hiperatividade, epilepsia e formas brandas de autismo, chamada neurofeedback.

As experiências em andamento na Academia de West Point nasceram de um estudo feito na Escola de Administração W. P. Carey, no Arizona, por Balthazard e pelo psicólogo Jeffrey Fannin. Primeiro, os pesquisadores foram buscar indivíduos que pudessem ser considerados bons líderes, entre empresários, banqueiros, advogados, médicos (e um guia de montanhismo). “Líder”, no caso, é o sujeito que podemos considerar bom chefe ou merecedor do cargo, por conseguir coordenar um grupo e fazê-lo atingir objetivos determinados, deixando os liderados satisfeitos enquanto perseguem uma meta comum. Como parecem existir muitas formas de liderar bem (e muitas mais ainda de liderar mal), os pesquisadores tentaram medir essa habilidade de maneira objetiva, dando notas para os entrevistados. Para isso, aplicaram dois testes (um deles, chamado CAL, ou Liderança Complexa Adaptativa, é usado por militares nos EUA).

Os testes se propunham a “medir” capacidades como adaptabilidade, facilidade para delegar responsabilidades, disciplina mental, otimismo e carisma (subordinados de cada participante também foram entrevistados). Em seguida, os participantes que obtiveram as notas mais altas nos testes de liderança passaram por sessões de eletroencefalografia. Balthazard e Fannin saíram do outro lado dessa aventura intelectual com o que consideram um tesouro: o modelo de funcionamento mental de 55 ótimos líderes. Mais ainda: eles afirmam ter identificado muita coisa em comum no funcionamento desses 55 cérebros privilegiados. Começou aí a parte mais difícil. Seria possível ensinar os cérebros de outras pessoas a se comportar de forma parecida?

Eles acreditam que isso seja possível com o neurofeedback, o método até agora usado somente como terapia. Ele consiste em monitorar a atividade cerebral do indivíduo e induzi-lo a funcionar mais de certa forma – por exemplo, usando mais determinadas áreas. Quando o cérebro funciona da maneira desejada, o paciente tem uma resposta positiva, como a continuidade de um vídeo em exibição ou, o que é mais comum, a repetição de sons agradáveis. Caso o cérebro atue da maneira “errada”, a resposta é negativa, com a interrupção do vídeo ou a repetição de sons incômodos. “É incrível como o cérebro rapidamente aprende o que é necessário! Repetindo o exercício muitas vezes, o cérebro aprende como tem de se comportar”, afirma Balthazard.

Hoje, podem-se tomar estimulantes, tranquilizantes, antidepressivos, ansiolíticos e outros tipos de medicamento, muitos deles agindo diretamente sobre o sistema nervoso central, para provocar mudanças que se considerem úteis no comportamento ou no desempenho. Pesquisadores como a endocrinologista Angela Stanton, da Universidade de Claremont, nos EUA, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, acreditam que isso é apenas o começo. “Aprimoramento artificial já é usado em muitas atividades. Pense nos esportes”, diz Angela. “Não é diferente se você pensar em líderes e administradores, embora seja importante lembrar as limitações impostas a cada um pela genética.” A cientista organiza um livro a ser publicado em 2010, chamado Neuroeconomics and the firm (A neuroeconomia e a empresa).

Se cientistas como Angela e Balthazard estiverem certos, você poderá mudar o comportamento de seu cérebro com objetivos bem definidos – por exemplo, enfrentar melhor situações complexas, ser mais empático (ou seja, capaz de se colocar no lugar de outras pessoas ao decidir), mais sereno diante de situações estressantes ou mais concentrado –, tudo isso sem perder a agudeza mental. O estudo só ignora um detalhe importante. Quando pensamos ver um grande líder conduzindo um grupo de satisfeitos liderados, podemos estar na verdade diante de um grupo bem-sucedido pelo mérito coletivo de seus integrantes – e não individual do líder. Talvez seja necessária uma nova pesquisa, desta vez ligando os cérebros dos aspirantes de West Point uns aos outros.

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– Trainees via… Orkut?

Calma! É apenas um repost para mostrar como o mundo se recicla e muda seus hábitos num período muito curto de tempo. Há apenas 10 anos, ganhava destaque o papel das Redes Sociais para a contratação de pessoas. E, o detalhe que chamava a atenção: o uso do Orkut, que nem existe mais! Compartilho: 

Cada vez mais as empresas usam Twitter, Orkut e Facebook para interação com candidatos a boas vagas de emprego. Compartilho interessante material do Estadão aos estudantes e recém-formados:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup481942,0.shtm

SELEÇÃO DE TRAINEES USA REDE SOCIAIS

por Carolina Stanisci

SÃO PAULO – Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.    

 Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

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– A ganância e a insegurança maculando a nobre classe dos enfermeiros. Não generalize!

Sempre tive comigo que, algumas atividades, são quase que “imaculadas”. Por exemplo: bombeiros

Quem fala mal deles? Idem a enfermeiros, socorristas e tantos outros. 

Entretanto, estamos vendo algumas reportagens de profissionais da saúde sendo acusados de golpes durante a vacinação contra a Covid-19: doses que não são injetadas, agulhas que não perfuram, aplicações de “mentirinhas”…

Aqui residem alguns males: o medo de algum ente se contaminar, que faz com que a vacina seja desviada para uso de familiares, ao invés da pessoa que está sendo enganada. O outro: o mau-caratismo da venda no mercado negro.

Não usemos isso para difamar uma categoria! Os enfermeiros (e digo isso de TODOS que eu conheço) são gente de bem, vocacionados e profissionais honestos. O que se vê, evidentemente, é a parcela ruim que existe sempre em cada categoria.

Que as atitudes dos maus não seja regra (nem régua) para avaliação do todo!

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– O não-reconhecimento da arbitragem de futebol brasileira.

FUTEBOL, PROFISSIONALISMO E ARBITRAGEM – Na lista de “Melhores Árbitros do Mundo 2020” da IFFHS, nenhum brasileiro.

Nos “Melhores da Década”, idem!

Estamos caindo no ostracismo internacional?

Desprestigiados? Exceto o sucesso recente de Edna Alves e Neuza Back (que se refere a 2021), talvez.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YlMHzE4e7VQ&t=2s

– É o mesmo SPFC?

Como justificar a vitória do São Paulo contra o Grêmio lá no Sul?

Teve com Vizzoli a garra que faltou com Diniz? Mas por que faltou?

Ah, o futebol e suas nuances…

– Se a pedida de Tiago Nunes for o que se especula, valerá a pena?

Salário é algo muito particular. Cada um acha que merece um valor X, e o empregador avalia se pode pagar ou não, oferecendo Y.

Mas há coisas que valem por uma boa discussão: especula-se que Tiago Nunes (que considero não ter feito um bom trabalho no Corinthians vide o que faz Mancini com o mesmo elenco), pediu ao Santos FC aproximadamente R$ 450 mil / mensais para se aproximar do que supostamente Cuca ganhava no Peixe (em torno de R$ 500 mil).

Se (está no condicional) tudo isso for verdade, a diferença do jovem para o experiente técnico seria de R$ 50 mil?

Respeitosamente, estamos todos loucos quando discutimos valores no futebol… tudo muito inflacionado!

– O porquê precisamos de chatos nas empresas.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– A queda do Botafogo é um puxão de orelha para os demais “grandões” do Brasil: a irreversibilidade da Gestão Profissional e do Clube Empresa.

E o Botafogo caiu de novo. Terceira vez! Agora, com 4 rodadas antes do término do Brasileirão 2020. Sua grandeza fica cada vez mais ameaçada, deixando na lembrança o adjetivo Glorioso que lhe foi tão justo. Ou não?

A propósito, falamos sobre “condições para ser time grande” há 10 anos, no texto, em: https://professorrafaelporcari.com/2010/11/09/como-definir-time-grande-no-futebol/.

Lamentável a situação da equipe de históricos nomes como Heleno de Freitas, Nilton Santos, Mané Garrincha e outros tantos atletas que formaram Seleções Brasileiras. Mas é o ciclo do futebol, admitamos! Grandes podem se apequenar, e nanicos se agigantarem. 

Dois exemplos: vejam o Nottingham Forest da Inglaterra (que é de 1865!), campeão da Liga dos Campeões da Europa (UCL). O que virou? Ou o Nuremberg, o maior campeão da Alemanha (superado e muito pelo Bayern de Munique), onde está? Esses dois times foram (muito) grandes.

Outros, pequenos, ganham destaque. O próprio Bayern, antes de Franz Beckenbauer, o que era? Ou o PSG, quase um anônimo na própria França antes dos anos 90 e que se tornou famoso pelos investimentos catarianos?

Será que o destino da Estrela Solitária reservará o mesmo da Portuguesa (que não obteve tantos títulos como seu co-irmão) e que sucumbiu às divisões inferiores, convivendo frequentemente com um triste saldo eternamente vermelho no banco?

Neste ciclo do mundo da bola, lembremos: passamos por diversas fases, do amadorismo ao profissionalismo, das guerras em estádios arcaicos às arenas modernas, e, aparentemente, estamos começando a transformação definitiva das gestões de clubes associativos para entidades empresariais. 

Vide o City Group (dono do Manchester City e demais “filiais”), as equipes da MLS num sistema parecido com a NBA (Orlando City, Cincinatti), os gigantes ingleses da Premier League (com seus proprietários de diversas origens – lícitas ou até contestadas – de todas as partes do globo e, aqui no Brasil, novas e emergentes equipes, algumas em estágio mais modesto (Audax), e outras mais avançado (Red Bull Bragantino). Outras ainda, de modelos de sucesso (Etti Jundiaí – Paulista FC, co-gestão Palmeiras-Parmalat, ou Santál-Juventude de Caxias), que deram um pontapé inicial mas mudaram os rumos em algum momento do caminho.

O clube-empresa não é apenas uma necessidade, mas uma realidade irreversível. É questão de tempo!

O problema é: quando estamos vivendo uma história de transformação, teimamos em não entender as mudanças ao invés de aceitá-las plenamente. Talvez Vasco, São Paulo, Corinthians, Atlético-MG e tantos outros não se deram conta disso, visto suas dívidas milionárias…

Daqui 20 anos, quem serão os “grandes de verdade”, ou melhor, os “remanescentes” na elite do futebol brasileiro?

No caso do simpático Botafogo, sua torcida, infelizmente, tem mesmo razão para chorar… 

– Papai não é Mamãe: Vida Pessoal e Profissional em relação aos bebês.

O que seria ideal: homens e mulheres dividirem igualitariamente as tarefas de casa e os cuidados com os filhos pequenos?

Tal dilema (a relação dos cônjuges e a vida profissional / pessoaldesafia o convívio de papais e mamães, por melhores que eles sejam. Mudar a rotina, e a própria vida, é condição aparentemente necessária.

Compartilho ótimo material da Revista Veja, onde uma nota me chama a atenção: o alerta de que pais não substituem mães, e de que a mamãe não pode exigir tanto do papai.

Claro, eu sou um papai…

Extraído de: http://veja.abril.com.br/091209/papai-nao-mamae-p-100.shtml

PAPAI NÃO É MAMÃE

O pensamento politicamente correto contaminou a paternidade e exige dos homens um desempenho equivalente ao das mulheres no cuidado com os filhos. Mas isso vai contra os fatos da biologia.

Todo homem que queira se manter competitivo no mercado das relações amorosas, atualmente, precisa demonstrar que reza pela cartilha do politicamente correto no quesito paternidade. Ou seja, ter disposição (ou pelo menos dizer que tem) para desempenhar toda e qualquer tarefa relacionada ao cuidado com os filhos. Dito assim, soa razoável. Em um mundo em que homens e mulheres trabalham e as famílias foram reduzidas ao núcleo formado por casal e filhos – com o resultado de que avós, tias e primas atuam cada vez menos como “segundas mães” –, é mesmo necessário ter uma participação maior do pai nos serviços domésticos. Já vai longe o tempo em que levantar as pernas para a mulher passar o aspirador era considerado uma grande ajuda. Esquentar a mamadeira, preparar a papinha, trocar a fralda e dar banho no bebê são atividades, entre muitas outras, que um pai pode perfeitamente desempenhar. Mas há excessos na concepção mais difundida de paternidade moderna. O principal deles é equiparar pai e mãe na capacidade de suprir as necessidades físicas e afetivas dos filhos. A influência que o pai pode ter sobre seus rebentos, especialmente quando eles ainda são bebês, é limitada por fatores biológicos. Forçá-lo a agir como se pudesse substituir a mãe pode ter efeitos devastadores. “Muitos homens se sentem emasculados nessa posição porque passam a acreditar que as formas tradicionais de masculinidade, com as quais eles se identificam no íntimo, são negativas”, disse a VEJA o psiquiatra inglês Adrian Lord. “A insatisfação nessa troca de papéis pode até afetar o desempenho sexual do casal.”

O excesso de expectativa – e ansiedade – em relação ao papel paterno pode ser verificado por meio dos resultados obtidos em uma enquete feita com 820 pais no site VEJA.com. Setenta e cinco por cento deles disseram que gostariam de passar mais tempo com os filhos, mas só 20% parecem achar possível realizar esse desejo num curto espaço de tempo (veja o quadro). É óbvio que cada casal tem o seu próprio equilíbrio na divisão das tarefas maternas e paternas. E é claro também que existem homens que se realizam como “pais totais”, sem que isso interfira na sua masculinidade (pelo menos, eles não sentem os efeitos mais adversos). Analisados em conjunto, entretanto, os homens estão sendo submetidos a duas forças opostas. De um lado, a pressão das mulheres para que exerçam a paternidade de uma maneira historicamente inédita, em que várias das tarefas maternas lhes são confiadas. De outro, a limitação de ordem natural, que faz com que eles não se sintam totalmente à vontade nas novas funções.

Ordem natural? O pensamento de extração feminista atribui o desconforto dos homens nos cuidados com os filhos a aspectos culturais originados do machismo patriarcal. Por esse argumento, os pais não conseguem ter a mesma delicadeza, afetuosidade e disponibilidade que as mães simplesmente porque não se despem dos valores que lhes foram inculcados e que continuam a ser reproduzidos nas diferentes esferas da vida social. Não foram educados para cuidar de crianças e não encontram respaldo no ambiente de trabalho para ser pais participativos. Tudo isso é, em parte, verdadeiro. Meninos são ensinados a manter-se longe de bonecas, e é mais fácil para uma mãe do que para um pai convencer o chefe de que precisa sair mais cedo para levar o filho ao médico. Pais como Paulo de Queiroz Silveira, do Rio de Janeiro, que trabalha em casa e pode passar boa parte do dia com as crianças, frequentemente ouvem a pergunta “Onde está a mãe deles?”, quando estão com os filhos no shopping ou vão sozinhos às reuniões na escola. Chegamos, então, à “ordem natural”. Por mais que as pessoas acreditem na versão politicamente correta da paternidade, o fato é que a maioria estranha quando os homens desempenham tarefas tradicionalmente maternas. Isso é errado? Não. “As regras sociais e culturais não surgem do nada. Elas têm uma origem biológica”, diz o psicólogo evolutivo americano David Barash, da Universidade de Washington.

Entre as características tipicamente masculinas que, em geral, são deixadas de lado quando se tenta cuidar de uma criança com a mesma dedicação de uma mãe, estão a autonomia, o gosto pela competição e a agressividade. A perda de virilidade experimentada pela maioria dos homens que se põem a realizar trabalhos associados a mulheres tem bases químicas. Experiências de laboratório mostram, por exemplo, que os níveis de testosterona no organismo caem quando o homem segura uma boneca nos braços. O efeito é o mesmo de quando o marmanjo embala um bebê de verdade. O hormônio masculino por excelência é aquele que, entre outras coisas, proporcionava aos machos humanos, nos tempos das cavernas, o ímpeto de caçar, acasalar-se – e dar uma bordoada na cabeça do inimigo.

Faz sentido, portanto, que a evolução tenha moldado o organismo do homem de forma tal a diminuir os níveis de testosterona na presença de crianças – não só as suas, como as de outros. Do contrário, eles representariam sempre um perigo para aqueles serzinhos adoráveis – e gritadores, e chorões, e… irritantes. Um estudo feito por antropólogos da Universidade Harvard indica que os níveis do hormônio em homens casados são, em média, mais baixos do que em solteiros. E, entre os casados que passavam todo o tempo livre com a mulher e os filhos, sem dar chance à cerveja com os amigos, a quantidade era ainda menor. A descoberta reforça a tese de que o natural para um homem é ser provedor e protetor – não um trocador de fraldas.

O psicólogo David Barash explica que o envolvimento do pai com os filhos é proporcional ao grau de certeza que o macho tem de que a prole carrega seus genes. É o contrário do que ocorre com as mulheres. A não ser nas novelas de televisão, elas jamais têm dúvida de que deram à luz aquele filho. “Em termos evolutivos, esse fato serviu para estreitar ainda mais a ligação entre mães e sua descendência”, diz Barash. “Prova disso é que não há uma única sociedade em que os homens se dedicam a cuidar mais das crianças do que as mulheres.” Tal especificidade também esclarece por que a natureza reservou às mulheres, e não aos homens, a capacidade de produzir leite. Se fosse o contrário, os homens poderiam ver-se na situação de amamentar os filhos dos outros (ou de recusar-se a fazê-lo caso descobrissem o engodo). Só o sexo que investiu nove meses na gestação e não questiona se o rebento é seu poderia ter uma função tão essencial quanto a de alimentá-lo nos primeiros anos de vida – garantindo, desse modo, a continuidade da espécie. O trato com as crianças, segundo a ordem natural, também diferenciou homens e mulheres quanto a outros aspectos. Centenas de milhares de anos acalentando e dando atenção a indivíduos que não se expressam verbalmente – os bebês – conferiram a elas capacidades cognitivas superiores às dos homens. Daí a vantagem feminina na compreensão da linguagem corporal. Já o homem, menos preso a laços afetivos familiares, se tornou mais apto para tecer alianças externas. Por esse motivo, os pais têm mais medo do que as mães de ver sua vida social reduzida com a chegada de um filho.

Evidentemente, não se trata de propor que os pais modernos voltem a se comportar como na idade da pedra. “O que não se pode é exigir que eles assumam o papel das mães”, diz o psicólogo americano Aaron Rochlen, da Universidade do Texas, autor de um estudo sobre homens que se tornaram donos de casa. Uma maneira de incorrer nesse erro é esperar que o pai tenha sobre a criança a mesma influência afetiva e psicológica que a mãe. A ideia de que ele pode ter esse papel costuma ser difundida de modo inconsequente desde os cursos de gestantes para casais. O austríaco Sigmund Freud, o pai da psicanálise, considerava que no início de sua vida a criança percebe a mãe como um ser todo-poderoso, numa relação que não dá espaço para mais ninguém. Apenas depois de alguns meses do nascimento, o bebê consegue identificar a existência de um terceiro indivíduo – o pai – que disputa sua atenção com a mãe.
No papel de “o outro”, é o pai quem estabelece o vínculo da criança com o mundo externo e lhe permite ganhar independência da mãe. O pai é essencial na formação sexual da
filha, por revelar a diferença, e do filho, por confirmá-la. Pais obrigados a agir como mães podem desequilibrar essa equação.

Os homens não são fisicamente adaptados para cuidar dos filhos com a mesma desenvoltura que as mulheres, mas estão sendo cobrados insistentemente para sê-lo, como se isso fosse… natural, volte-se a dizer (esta reportagem, aliás, deverá causar grande indignação entre as feministas). Como nem sempre conseguem atender à exigência, são criticados ou tratados com condescendência. O resultado é frustração: o homem ingressa na paternidade disposto a ser participativo, mas se sente um inútil quando não dá conta do recado. “Quando vai dar banho em nossa filha recém-nascida, meu marido a deixa escorregar. Por isso, eu fico sempre por perto, só vendo no que vai dar”, diz a professora mineira Cláudia Santos, de 36 anos, mulher do publicitário Rafael Castro. Pois é. “As mulheres lutaram para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e agora batalham para que os homens dividam as tarefas domésticas e o dia a dia com os filhos. A contradição é que elas parecem querer a ajuda de um clone de si próprias, não de um marido que faz as coisas dentro de suas limitações”, diz a terapeuta de casais Magdalena Ramos, de São Paulo. “Não é de estranhar que eles se sintam falhos.”

As mulheres batalharam para ter liberdade e igualdade. Mas, quanto à fraternidade com os homens, convenhamos… Não exija tanto do paizão, mamãe.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A subjetividade do “ser um profissional de sucesso”.

PROFISSIONALISMO E CARREIRA – O que é ser um profissional bem-sucedido? Dá para definir ou o conceito é muito subjetivo?

Debatendo em: https://www.youtube.com/watch?v=BAB0RLPCpFU

– Fernando Diniz (o veterano-aprendiz) e Rogério Ceni (o novato-rodado).

Fernando Diniz e Rogério Ceni tem semelhanças e diferenças curiosas quanto às suas carreiras tão contestadas. Vale uma rápida abordagem:

O primeiro é treinador há muito mais tempo: tem 12 anos de carreira, e há 3 anos mudou de patamar, ao começar a trabalhar na série A do Brasileirão. Nos anos anteriores, a passagem de Diniz foi em clubes emergentes de São Paulo (lembre-se: no pós-momento Zetti / Mancini no Paulista de Jundiaíanos dourados do time – Fernando Diniz assumiu o Galo da Japi e conquistou a Copa Paulista, o “Paulistão de 2º semestre sem os grandes”, além de trabalhos vitoriosos anteriores no Votoraty Atlético Sorocaba, depois o vice-campeonato paulista no Audax – que estavam em seu melhor momento na época dele como treinador). Nos clubes menores, “permitia-se errar”, pois trabalhou em equipes que eram bem superiores aos seus adversários (diferente do São Paulo, pois o nível do Campeonato Brasileiro é bem mais equilibrado). O mesmo esquema criticado que supostamente foi responsável pela eliminação do Tricolor Paulista frente ao Mirassol, o levou à liderança do Brasileirão com 7 pontos de vantagem! E, agora, sucumbiu de vez…

O segundo é treinador em formação e tem muito mais vivência com conquistas e competições internacionais. Viajou o mundo como goleiro, aceitou o desafio de ser treinador do São Paulo sem nunca ter sido em outro momento da sua carreira. Ceni é um novato na função, não há o que contestar sobre isso. Foi bem no Fortaleza nas suas duas passagens, ruim no Cruzeiro e oscilante no Flamengo. Aliás, há duas semanas, de “pré-demitido” voltou a ser o “mestre, bola da vez”. Coisas do futebol brasileiro…

Enfim:

  • Fernando Diniz tem experiência como treinador, embora esteja aprendendo a sê-lo em time grande.
  • Rogério Ceni tem experiência em time grande, embora esteja aprendendo o ofício de treinador.

O que os une é: a impaciência por resultados da cultura do futebol brasileiro, além do não aceite da instabilidade de trabalhos. Ou ganha-se sempre, ou o destino é certo: demissão. Isso é Brasil.

– Viva o intercâmbio: o bem que os dois treinadores portugueses fizeram ao futebol brasileiro.

Se Jorge Jesus na Libertadores 2019 deixou como marca o futebol ofensivo e intenso, incomodando os defensores da retranca e do pragmatismo, Abel Ferreira na Libertadores 2020 permite outra colaboração: a fidalguia, o respeito e o pedido de aceite dos trabalhos a longo prazo.

Viram a entrevista do agora técnico campeão da América?

Dividiu os louros da vitória com o Vanderlei Luxemburgo, elogiou os trabalhos brasileiros e pediu tempo aos treinadores locais. E em nenhum momento (nos bons ou nos ruins) atacou a imprensa ou culpou outros setores do futebol.

Que contraponto ao Renato Gaúcho, não?

Fora isso, quanto ao jogo da decisão entre Palmeiras x Santos, sejamos sinceros: que joguinho feio, nervoso e modorrento, não? Finais costumam ser tecnicamente ruins, mas não precisa ser uma regra, não? Independente disso, parabéns ao Palmeiras!

– As mudanças abruptas na Arbitragem Paulista e as demissões de árbitros.

Dias atrás, fizemos algumas críticas pontuais e necessárias sobre a equivocada estratégia para revelar árbitros utilizada pela FPF: ela abre inscrições “aos montes” para a Escola de Árbitros todo ano, forma dezenas (ou centenas) de jovens juízes (arrecadando um valor financeiro enorme) e não tem onde colocar todo mundo para apitar ou bandeirar. Diante disso, ainda resolveu “importar / desaposentar árbitros” (leia esse artigo no link em: https://wp.me/p4RTuC-sPf).

Pois bem: agora, o inchadíssimo quadro de quase 500 nomes foi surpreendido com a “renúncia dos serviços prestados” (um nome escolhido “a dedo” para dispensa) de mais de 10% deles.

ACERTA a Federação Paulista, mas simultaneamente ERRA. Explico:

O ACERTO Com 500 árbitros (e os que se formarão), você não consegue dar ritmo de jogo à maioria, nem observá-los a contento. Calculando equipes de arbitragem com VAR na série A1, sem VAR na A2 e na A3, você utilizaria um pouco mais de 100 juízes imaginando que os jogos acontecessem na mesma data e horário (e sabedor que essas competições duram no máximo 3 meses). Portanto, ciente que as categorias de base começam em outras datas e podem usar alunos da Escola de Árbitros (se for uma opção formadora coesa), não faz sentido ter 4 vezes mais árbitros do que você precisa no auge das competições.

O ERRO – Tendo feito os árbitros cursarem módulos de capacitação, obrigando-os a estarem em forma mesmo sem partidas para trabalharem durante a pandemia (somente uma elite é escalada pela CBF, quase todos ficaram sem remuneração mas à disposição), exigindo os exames médicos e certidões de “Nada consta” na Justiça, passando-os por provas físicas e escritas à exaustão… quando a preparação para os campeonatos se aproxima, dispensa-os com uma carta de “renúncia aos serviços” (ops: a FPF obriga os árbitros a fazerem uma carta de próprio punho dizendo que não são empregados da entidade, mas prestadores autônomos de serviços de arbitragem aos clubes, a fim de não caracterizar vínculo empregatício).

Faltou sensibilidade à chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira, na maneira como conduziu isso. Ou não foi ela quem conduziu tudo isso? Afinal, ela é a presidente da CEAF-SP.

LAMENTO demais o melhor nome que se encontrava como dirigente da Comissão, o competente bandeira que foi da FIFA Emerson Augusto de Carvalho (de Copas do Mundo) ter sido demitido pela FPF. Ele entendia do assunto e sua saída foi injusta pela igual competência que mostrava fora das 4 linhas.

Entendo perfeitamente que a FPF é uma entidade privada e “faz o que quiser”: contrata quem quer, dispensa quem desejar. Mas não nos esqueçamos que ela não pode ter benesses de órgãos públicos (pois ela lucra demais) e que nenhuma autoridade importante questiona esse modo de contratação de árbitros, cobrando-os como seus funcionários mas tratando-os como “à parte dos seus colaboradores”. Vista grossa institucionalizada?

Sem 13o, Férias, FGTS ou multa, os árbitros, cientes disso quando entram, não tem para quem reclamar. Esqueça o Sindicato da Categoria, pois não ter força alguma.

Repito: acerta ao diminuir o quadro, mas erra com a maneira desumana em momento impróprio (se empregados fossem, ao menos os árbitros teriam o valor da rescisão).

No linguajar popular, essa imagem, abaixo, representa bem o significado de dedicação ao trabalho e posterior demissão sem um centavo na mão

Atualizando: foram 51 árbitros de 467, segundo a FPF em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/lei-em-campo/2021/01/20/fpf-dispensa-arbitros-e-retoma-discussao-de-amparo-juridico-a-profissionais.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

– O que um patrão deseja do seu empregado?

Essa deu na Veja de 18/01/2017 (O QUE QUEREM OS EMPREGADORES?, pg 18): Empresários e executivos de grandes empresas foram questionados a fim de um levantamento sobre “desejos e comportamentos favoráveis de empregados candidatos à vagas de emprego”. Assim, os chefes dizem que:

– 57% vasculham perfis dos candidatos nas redes sociais;

– 93% tiram pontos de quem se veste de forma desleixada;

– 37% resistem a empregar um profissional com tatuagens visíveis;

– 66% consideram mais difícil achar força de vontade que boa formação;

– 83% evitam contratar quem já foi internado por abuso de álcool ou drogas.

E aí: há muita lógica / exatidão nessas características desejadas?

– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

– O futuro de Ceni e Jorge Jesus será um “revival”?

A palavra revival tem o sentido de “reviver”, “renascer”, reavivar / reanimar.

Seria isso, um revival, que Rogério Ceni precisa em sua carreira (talvez no São Paulo) e o próprio Flamengo (com Jorge Jesus)?

Vamos a algumas observações:

Ceni definitivamente não ornou no Flamengo. O que houve? Conceitos técnicos divergentes, ruim relacionamento com atletas ou visões de trabalho diferentes?

Paralelamente, Fernando Diniz volta a sofrer uma imensa pressão no Morumbi pelos maus resultados (perdendo a “gordura na tabela” que ele próprio ganhou), especialmente sabendo que quem comanda o São Paulo (o presidente Julio Cazares) publicamente manifestou interesse em trabalhar com Ceni um dia. 

Enquanto isso, em Portugal, Jorge Jesus (a cada entrevista no Benfica) cita o Flamengo e mostra-se irritado por lá e saudoso por cá. 

Será que teremos uma volta ao passado e veremos novamente o goleiro artilheiro no Tricolor Paulista, além do treinador português na Gávea?

Aguardemos o revival ou não!

– Dicas para Melhorar seu Perfil no Linkdein

Olha que bacana: Eliete Oliveira, Consultora em Recolocação Profissional, trouxe algumas boas dicas para a otimização dos perfis de usuários da Rede Social Linkedin.

Compartilho, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/alguns-recursos-escondidos-do-linkedin-irão-te-eliete-oliveira?trk=hp-feed-article-title-like

ALGUNS RECURSOS “ESCONDIDOS” DO LINKEDIN IRÃO TE SURPREENDER

Recentemente li uma matéria sobre  recursos “escondidos” no Linkedin.

Alguns já eram manjados e outros totalmente inéditos. Testei todos e achei tão bacana que resolvi compartilhar com meus contatos, afinal tenho mais de 12.000 conexões e acredito que possa atingir um grande número de pessoas.

Mas resolvi fazer melhor.

Além de falar destes recursos, reuni algumas dicas  sobre como usar o Linkedin a seu favor, vamos lá:

1) Você pode fazer um “espelho” do seu perfil em outro idioma

Algumas pessoas escrevem o seu perfil em outra língua, grande parte em inglês, o que eu não aconselho, pois ter um perfil somente em inglês, limita um pouco o seu alcance.

Sim, vivemos em um mundo no qual a língua inglesa é importantíssima e por isso é essencial que tenhamos o domínio dela, isso sem dúvida. Porém, lembre-se que  nem todos falam a língua, inclusive alguns recrutadores, pense nisso!

O que muitos não sabem é que há um recurso que permite que você crie um “espelho” do seu perfil em outra língua, com um link idêntico ao original.

Portanto você não precisa ter um perfil somente em inglês ou em outra língua.

Você deve acessar a opção “Editar perfil”, colocar o mouse em cima da seta ao lado do botão azul “Visualizar perfil como” e selecionar a opção “Criar perfil em outro idioma”. Você será então direcionado para uma página que permitirá editar suas informações na língua escolhida.

2) Desative atividades temporariamente

Todas as atividades que você realiza na rede aparecem para seus contatos, quando você troca uma foto, quando você faz uma alteração em seu perfil, se você inclui alguma experiência de trabalho, etc. Caso você não queira que as pessoas vejam que você está atualizando seu perfil, você precisa desligar temporariamente esse recurso. Para isso, clique em Settings no menu abaixo do seu nome no canto direito superior.

No “Perfil”, clique em “Turn on /off  para Activity Broadcasts”.  No pop-up que aparece, desmarque a caixa e clique em Salvar.

Mas  não esqueça de voltar a essa definição e verificar  se  a atualização foi realizada com sucesso no seu perfil.

3) Inclua palavras-chave e aumente suas chances de ser contratado

Muitos sabem que o recrutadores utilizam filtros em vários sites para conseguir candidatos, no LindedIn não é diferente. É por isso que as palavras-chave são tão importantes.  Para ficar na mira dos recrutadores e aumentar suas chances de recolocação , alinhe suas palavras-chave com o cargo que você está tentando conquistar.

Você pode procurar no google sua descrição de cargo, basta colocar sua função e a palavra “descrição de cargo” e você encontra várias pesquisas que poderá se basear, compare o que você faz hoje com a sua descrição, veja se faltam palavras essenciais das suas atividades e preencha seu perfil.

Caso você tenha dificuldade, existem várias ferramentas que poderão ajudá-lo nessa tarefa. É recomendado você usar mais de uma. Aqui estão algumas: Google AdWords, WordStream Keyword Tool, KeywordEye,  KeywordSpy e SEMRush.

4) Como personalizar sua URL.

URL  é o endereço que você será localizado no Linkedin.

Quando você personaliza  a URL torna a busca mais fácil e  mais atraente do que uma sequência de letras e números sem sentido. Pode ser construída com seu primeiro e último nome e incluir mais informações. Para configurar a sua URL, clique em Perfil no menu superior e escolha Editar Perfil.  Em seguida, clique em na figura da engrenagem,  ao lado da URL abaixo da sua imagem. No lado direito da página, sob suas configurações de perfil público, é onde a sua URL atual é listada. Clique em editar para personalizá-la.

Eu configurei a minha e achei ótimo, veja abaixo:

https://www.linkedin.com/in/eliete-oliveira-79ab1442

https://br.linkedin.com/in/elieteoliveiraconsultoria

5) Receba recomendações

As  Recomendações de ex-chefes, colegas de trabalho são muito importantes no seu perfil da rede, elas dizem muito sobre você e tem o mesmo valor de uma referência profissional.

Como conseguir uma recomendação de meus colegas?

A melhor forma para se obter uma recomendação é recomendar alguém. Procure apenas pessoas que conhecem bem o seu trabalho. O mesmo vale para recomendar, só recomende quem você tem confiança no trabalho executado.

6) Usar o logo do LinkedIn em outros perfis e sites

Já pensou em usar o logo do LinkedIn na assinatura de e-mail, site, sites de redes sociais ou em outros perfis? Sim, isso é possível, através de um recurso que está disponível para todos. E mais, isso cria backlinks para sua página de perfil, o que melhora a sua visualização e ranking no site.

Para isso será  necessário utilizar um código que o Linkedin disponibiliza. Clique em Perfil e depois em Editar Perfil. Agora clique no mesmo lugar que você fez para ver a URL personalizada. Na coluna do lado direito de navegação, próximo ao fundo, você verá “Badges” ou “Seu crachá de perfil público”, logo abaixo, clique no link e lá terá todas as instruções de como criar um distintivo perfil. Caso tenha dúvidas, entre em contato com a central de ajuda do Linkedin.

7) Compartilhe o seu trabalho

Um recursos interessante. Existe uma forma de divulgar o seu trabalho nos seus grupos.

Caso você queira adicionar links para seus artigos, ou profissionais da área de TI  que queiram  mostrar  as diferentes formas de tratar um problema ou compartilhar links para diferentes ferramentas, informações sobre tecnologias relevantes, isso é possível.

Através de aplicativos do LinkedIn, é possível compartilhar apresentações do PowerPoint, ou  armazenar uma cópia de seu currículo que está disponível para download.  Procure na página Applications LinkedIn.

8 ) Como usar o Headline 

Headline nada mais é do que o título do seu perfil, ou seja a função para a qual você trabalha ou está procurando recolocação. Lembre-se seu perfil navega por toda a rede com esta informação, portanto ela é importantíssima, é através dela que todos identificarão a sua identidade profissional.

Se você está procurando recolocação, ou está em fase de transição de carreira, você pode colocar a descrição da função que esteja mais alinhada aos seus interesses hoje. Você pode também não ficar limitado a apenas uma, pode colocar algumas das funções que você  hoje se dispõe a trabalhar.

Lembre-se,  este campo tem 140 caracteres, use-o com inteligência. Coloque de maneira clara, evite colocar seu título em inglês. O linkedin tem a possibilidade de fazer um “espelho” do seu perfil todo em inglês, como já expliquei no primeiro tópico. Portanto use seu perfil principal em português.

9) Como  organizar contatos na rede

Se você tem muitas conexões e quer organizá-las de maneira que fica fácil sua busca, este recurso será muito útil. Você poderá criar listas, é muito fácil. No menu “Minha rede”, clique em “Conexões”. Abaixo das últimas atualizações dos seus contatos, você verá o nome de todas as pessoas que já adicionaram você no LinkedIn.  Clique em “Marcador” para classificar aquele pessoa em um determinado grupo, como “colegas de classe”, “amigos” ou “parceiros”.

Se você preferir,  também poderá criar novos marcadores e mais tarde fazer buscas segmentadas por contatos de acordo com suas “listas”.

10) Melhorar seu networking com a ferramenta de pesquisa de ex-alunos

Como isso pode te ajudar? fazendo buscas das páginas das universidades no linkedin, você pode encontrar ex-alunos que trabalham em empresas que você gostaria de trabalhar e que podem ser inclusive pessoas com as quais você conviveu.

Com isso você pode conseguir aproximação com estas pessoas e melhor seu networking. É um bom caminho para quem não sabe como começar a interagir na rede em busca de melhorar seus contatos ou mesmo conseguir mais chances de recolocação.

Para descobrir este recurso vá em minha rede, encontrar ex-alunos, que encontra-se na página principal, logo abaixo de pesquisa.

11) Ferramenta para medir seu comportamento na rede.

Existe um ferramenta do LinkedIn que chama-se “Social Selling Index” ou “Indice de Vendas sociais” . Esta ferramenta faz uma avalição do seu comportamento na rede, com base nas suas informações de interação. Com isso você pode medir sua eficácia em estabelecer uma marca profissional, localizar pessoas e cultivar relacionamentos, ou seja, como você está desenvolvendo o networking.

O link para ter acesso está abaixo:

https://business.linkedin.com/sales-solutions/social-selling/the-social-selling-index-ssi?src=li-prod&veh=ssi_dashboard_share&utm_source=linkedin&utm_medium=ssi_dashboard&utm_campaign=ssi_dashboard_share

Com este recurso você consegue acompanhar seu desenvolvimento semanalmente.

É isso!

Eu sou Eliete de Oliveira, Consultora para profissionais em transição de Carreira

– A Carta de despedida de Flávio Gomes!

Só hoje eu li a carta escrita pelo jornalista Flávio Gomes, despedindo-se da FOX Sports, que deixará de existir em breve. E que carta!

Eu gostava do Flavinho no programa esportivo de automobilismo das tardes de sábado na Jovem Pan. Embora discordasse do seu forte posicionamento político e da falta de paciência dele no trato com haters (eu sei que isso é complicado), era um cara brincalhão demais no ar. Uma pena.

Como o mercado está difícil para o Jornalismo (a falta de espaço e o excesso de profissionais), o tom que ele escreve é de aposentadoria!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/12/09/flavio-gomes-deixa-fox-e-escreve-carta-talvez-minha-carreira-se-encerrou.htm

FLÁVIO GOMES DEIXA FOX E ESCREVE CARTA EMOCIONADA

por Gabriel Vaquer

O texto foi escrito por Flavio Gomes para ser entregue internamente para alguns profissionais do Fox Sports na última segunda (7) e obtido pelo UOL Esporte. Entre as histórias relatadas, o jornalista conta que teve um convite do então executivo que introduziu o canal no Brasil, Edu Zebini, para sair da ESPN logo no início da Fox, em 2012. Gustavo Villani, hoje na Globo e que já tinha trabalhado com Flavio Gomes na ESPN, deu uma força para ele aceitar a proposta.

“Bom dia, pessoal.
Bem, foram muitas mensagens individuais enviadas nos últimos dias, agora chegou a hora de falar com todo mundo em grupo.
Semana passada agendaram minha reunião-para-falar-do-futuro para hoje às 9h40 e na sexta-feira fiz meus últimos dois programas na Fox intuindo que seriam os últimos. Do meu jeito, em silêncio, me despedi no ar. Ontem à noite, quando saiu a escala de hoje, já soube qual seria a informação que receberia na reunião – sutileza não tem sido a marca desta fusão, eu não estava no Rádio.
Minha reunião durou exatos seis minutos, das 9h43 às 9h49, com duas pessoas queridas, o João Simões e o Maluf, com quem trabalhei por oito anos na ESPN Brasil, e o advogado que não conhecia. Não os culpo de nada, obviamente, como mensageiros que são. Meu sentimento ao desligar o Zoom – que é uma boa ferramenta para ser demitido, quase indolor – foi quase de indiferença. Coloquei a água no fogo para fazer meu café, tomei duas xícaras e vim aqui me despedir.
Vou contar uma historinha para vocês, se é que alguém terá paciência para ler este enorme relato. Escrever é minha forma de ordenar o mundo, ao menos o meu mundo.
Em 2012, quando a Fox começava a dar seus primeiros passos, eu já estava na ESPN havia sete anos e tinha um escritorinho na avenida Paulista, no mesmo prédio da Jovem Pan, o histórico Sir Winston Churchill. Quem é de São Paulo talvez conheça: Paulista, 807. Nessa pequena sala no oitavo andar eu montei minha empresa em 1996, dois anos depois de sair da “Folha” e logo que fui contratado pela Pan para fazer Fórmula 1 e apresentar um jornal de fim de tarde como âncora, chamado “Hora da Verdade”. Ali eu dava expediente, por assim dizer. Cuidava dos jornais para quem escrevia e, mais tarde, ali passou a funcionar meu site, o Grande Prêmio. Um dos primeiros funcionários a trabalhar naquilo que virou uma minúscula redação foi o Everaldo Marques. Optei por montar minha empresa lá por causa da rádio. Como tinha de entrar no ar todos os dias às 17h30, achei que seria apropriado ter como “trânsito” para chegar ao trabalho apenas o elevador.
E assim foi por 20 anos naquela salinha, a 802, repleta de quinquilharias de automobilismo, miniaturas, fotos de carros nas paredes, livros, uma bagunça fenomenal. Tinha alma, aquilo que eu chamava de “escritório”.
Mas voltemos a 2012. No térreo do edifício Sir Winston Churchill há uma galeria, que liga a Paulista à alameda Santos. Fica no coração da avenida e eu gostava de estar lá. Praticamente em frente à Gazeta, à Fundação Cásper Líbero, às escadarias onde em 2002 Lula falou ao Brasil pela primeira vez depois de eleito e vi aquilo tudo de perto trepado numa banca de jornal ao lado do meu grande amigo Fábio Seixas, vestindo a camiseta vermelha do PT (sejam curiosos, coloquem “Flavio Gomes PT” no Google e vai surgir uma foto minha nesse dia, que não sei quem tirou, mas que vira e mexe aparece no Twitter quando bolsominions de vários matizes resolvem me importunar, como se aquela imagem me ofendesse…).
Gostava de lá, do prédio, da Paulista, daquele pedacinho específico da cidade, porque gostava da sensação de que tudo que fosse importante no Brasil passaria por ali primeiro e eu poderia ver da minha janela. Pois bem. Em 2012 eu estava saindo de um pequeno restaurante na galeria, do lado da alameda Santos, quando um homem muito alto me abordou na calçada, disse meu nome, me cumprimentou e perguntou se podíamos tomar um café. Café era o que não faltava naquela galeria.
Num primeiro momento sua fisionomia não me pareceu estranha, e só por isso aceitei o café, porque aquela pessoa claramente me conhecia e seria uma deselegância de minha parte não aceitar o convite tão gentil. Demorei alguns minutos – que vergonha – para perceber que era o mesmo que conhecera mais de 20 anos antes, na TV Manchete, quando fui convidado algumas vezes como editor de Esportes da “Folha” para participar de um programa de fim de noite aos domingos, apresentado pelo dr. Osmar de Oliveira. O cara alto era o Edu Zebini. Edu provavelmente não vai ler isso, mas se ler, já peço desculpas por não ter reconhecido na hora. Desculpa, Edu!
Tomamos nosso café num pequeno… café, uai! Deve estar lá até hoje, a mesinha encostada à parede, o balcão envidraçado cheio de doces, o espresso servido com um pequeno copo com água com gás que confere a esse tipo de café alguma solenidade. Naquele dia, Edu me perguntou se eu toparia me juntar ao projeto de implantação da Fox, e se ele me autorizava a conversar com a direção da ESPN para me fazer uma proposta. Respondi que estava muito feliz na ESPN, gostava do que fazia, ganhava bem, agradeci a lembrança, mas tentei dizer com alguma delicadeza que não tinha interesse.
Não havia nenhuma razão muito especial. Naquele café com água com gás, que o Edu pagou – sempre pagou os cafés –, não fiz nenhum julgamento sobre a Fox, sobre o projeto, nada. Apenas estava sossegado no meu canto, fazendo o “Pontapé Inicial” na ESPN, ancorando as jornadas da rádio que tínhamos criado em parceria com o “Estadão”, eu gostava muito de rádio, cuidando das minhas coisas no escritorinho da Paulista… Enfim, minha vida era OK, não queria mudar muita coisa.
Pouco tempo depois fui demitido pela ESPN, em rumoroso caso que dever ser do conhecimento da maioria aqui – resumidamente, troquei ofensas com torcedores do Grêmio num sábado à noite pelo Twitter porque a Lusa foi escandalosamente roubada em Porto Alegre, alguns desses torcedores me ameaçaram de morte, disseram que iam matar meus filhos, me exaltei e mandei todos tomarem no cu; uma treta de uns três, quatro minutos, meia dúzia de mensagens, nada muito importante, mas no dia seguinte torcedores gaúchos pediram minha cabeça ao presidente do Grêmio, que repassou a solicitação à ESPN, que a atendeu com presteza. Isso foi em setembro de 2013.
Naqueles dias, o Guga Villani, com quem tinha trabalhado na ESPN, já estava na Fox e entrou em contato comigo. O Edu estava montando o elenco do Rádio e meu nome foi falado, e em uma semana, mais ou menos, estávamos tomando outro café, desta vez numa padaria na rua Turiassu. Ali acertamos meu novo contrato e eu estava empregado de novo. A estrutura de São Paulo estava sendo instalada no Bixiga, mais algumas semanas e o elenco estava fechado, nos encontramos numa loja do Shopping Paulista para montar o figurino sob a supervisão da Paula Young, alguma coisa estava nascendo ali. Em dezembro de 2013 fizemos alguns pilotos nos estúdios recém-inaugurados, fomos chamados para uma coletiva para a imprensa (da turma do Rádio, eu só tinha trabalhado antes com o Sormani, basicamente na “Folha”), e no fim daquele ano viemos para o Rio para uma sessão de fotos da qual guardo três recordações: uma, que o motorista da van que nos apanhou no aeroporto errou o caminho e levamos horas para chegar ao estúdio onde as fotos seriam tiradas, na Barra; a segunda, que fazia um calor absurdo; a terceira, que me enfiaram num blazer que batia no meu joelho e as fotos ficaram horríveis.
Em janeiro estreamos o Rádio, ainda no Fox 2, que também estava entrando no ar naquele começo de ano. Antes, conheci o casarão do Cosme Velho, onde entrei no ar pela primeira vez no Fox 1 num programa sobre o rali Dakar. De volta a São Paulo, logo o Rádio foi se firmando e passamos por bons momentos naquele cenário meio inóspito numa mesa triangular que parecia uma nave espacial. Poucos meses depois nos mudaríamos para o Rio para fazer a Copa, nossa primeira Copa, e dela tenho lembranças muito carinhosas de cada minuto vivido no IBC, os novos programas, dividir a apresentação do “Bom Dia, Copa” com a Lívia, os cafés (sempre eles!) que tomávamos às 6 da manhã na cantina do Riocentro, o primeiro contato com a turma “carioca” da Fox, onde me sentia um estranho no ninho em meio àquele jeito diferente de ser, falar, agir… Um paulista envergonhado, mas recebido com enorme gentileza por todos.
Fizemos uma grande Copa, não foi? Acho que ali atingimos, em menos de três anos no ar, uma maioridade difícil de alcançar em TV. De volta a São Paulo, o Rádio se estabeleceu como líder de audiência no horário, o canal como um todo era um sucesso, fiz coisas inimagináveis como me fantasiar de Pokemon e Penélope Charmosa, sabíamos rir de nós mesmos – uma virtude, creio –, e o que chamamos de “Família Fox” virou isso mesmo, uma divertida família comprometida com o trabalho, o ofício, a profissão.
Bem, já estou me alongando. Desculpem. Vou tentar ser menos prolixo.
Vivemos bons anos naquela pequena sede paulista, vizinha de um hotel de alta rotatividade, em frente à pequena mercearia de uma japonesa que vendia picolés e paçocas, próxima de um pé-sujo onde às vezes dava para comer um PF razoável. Até que no final de 2016 as vidas de todos nós sofreram uma reviravolta que nos fez adultos, a perda de nossas seis estrelinhas na Colômbia.
Acho que é aí que queria chegar, com este gigantesco relato.
Para quem perdeu Vitu, PJ, Jumelo, Rodrigo, Deva e Mário Sérgio da forma como tudo aconteceu, o que estamos passando agora não é nada, sendo bem racional. Conseguimos nos aprumar nos meses seguintes, e do alto de meu ateísmo militante, da minha descrença quase absoluta nas coisas que não posso ver, sinto que eles estão com a gente até hoje. Quando fui informado que teria de me mudar para o Rio, em meados de 2017, minha primeira reação foi de negar a mudança, mas fui convencido pelos meus filhos de que não era o fim do mundo. Lembro de comunicar a eles numa pizzaria que o papai ia mudar de cidade e o Yuri, o mais novo, dizer: pai, se você for com esse espírito, vai dar tudo errado. Então decidi que viria com o coração aberto. Também para fazer companhia às nossas seis estrelinhas e honrar o que eles fizeram em suas vidas.
Já tinha conhecido a sede da Barra em 2016, durante a Olimpíada. Vim em definitivo em junho de 2017 e cheguei aqui com a mesma sensação de ser um paulista estranho em meio a cariocas descolados que, desta vez, me olhariam com certa desconfiança. Um cara esquisito, cheio de carros velhos na garagem, mais velho, vindo da ESPN, meio recluso em alguns momentos – era a impressão que eu tinha a impressão de passar… Nada mais falso. Nunca ninguém me tratou como um velho esquisito recluso cheio de carros velhos, imagem que talvez eu tenha de mim mesmo.
O Rio me fez bem, nos fez bem. Decidi, aconselhado pelos meus meninos, encarar esta cidade sem preconceitos ou má vontade. Nem precisava. O Rio me ofereceu um abraço, abracei. Menos de um ano depois estava desfilando na São Clemente do nosso Eugênio numa ala cheia de amigas e amigos, um momento mágico que jamais, jamais vou esquecer.
Acho que foi na Copa de 2018 que chegamos ao auge de nossa jornada na Fox. Para alguns, foram meses de Rússia; para outros, como nós, que metemos a cara na câmera, 45, 50 dias. Nessas horas, longe de casa, mostramos o melhor de nós mesmos. A camaradagem, a cumplicidade, a solidariedade. Rosinka, Rosinka… Me joguem em Moscou com o Yandex no celular. Aliás, joguem qualquer um de nós na Rússia inteira com o Yandex no celular. Chegamos a qualquer canto, resolvemos qualquer problema, viajamos naquele metrô para onde for.

Acho que na Copa nossos laços foram definitivamente apertados, e talvez tenha sido nosso canto do cisne, porque as negociações de venda para a Disney já estavam em andamento e o destino do canal – e de cada um de nós – escapava de nossas mãos.
Bom, acabou. Há alguns dias, estive nos estúdios da Barra. Arrumei um pretexto qualquer – devolver um celular. Fiz o caminho de todos os dias, parei meu carro na garagem vazia do segundo subsolo, passei meu crachá pela última vez na catraca e fiquei lá por duas horas passeando por cada cantinho do prédio. Fui me despedir. Sou assim, com lugares. Me despeço deles e lhes presto reverência pelo que representaram na minha vida. No estúdio do Rádio, escuro e silencioso, notei que sobre a bancada ainda estavam alguns daqueles microfones cenográficos meio ridículos que fizeram parte do cenário desde sempre. Uns sobreviventes. Peguei um deles, que estava preso com fita dupla face na mesa, e resolvi levar embora. Coloquei no bolso, meio desajeitado, com medo de ser flagrado por câmeras se segurança. Bom, se alguém pedir, devolvo. Assumo o crime. Está comigo, aqui na minha frente, agora.
Obrigado a todos vocês por estes anos. Não estou triste, nem decepcionado, nem com raiva de nada. Esse processo todo chamado de fusão tem sido doloroso para todos, é mais uma extinção do que fusão, e no balanço de tudo apenas espero que aqueles que ficarem sigam firmes na carreira. A ESPN é uma boa casa, uma marca importante, vocês todos têm muita coisa pela frente. Se eu permanecesse, não tinha grandes ilusões, porém, de reencontrar a ESPN onde trabalhei por oito anos. Aquela, do Trajano, acabou. Assim como a nossa Fox. Não faz sentido querer reconstruir o passado no presente. O passado a gente olha para trás e lembra dele. Só.
Aos que saíram, e acho que nenhum deles lerá essas linhas, desejo o melhor. O melhor, sempre. Vivam, sejam felizes, mudem de rumo se for preciso. Vivam.
É muito provável que hoje, dia 7 de dezembro de 2020, às 9h49, minha carreira como jornalista esportivo tenha se encerrado. Em abril eu faria 38 anos de profissão, que começou no já bem distante ano de 1982, quando a maioria de vocês nem tinha nascido. Não tenho a intenção de arrastar correntes como um fantasma cansado em busca de uma sequência em algum outro canal, ou portal, ou YouTube, o que for. Acho que já fiz o que tinha de fazer, e me orgulho bastante dessa trajetória que termina hoje. Não tenho do que reclamar. Cobri mais de 200 GPs de Fórmula 1, Copas, Olimpíadas, eleições presidenciais, guerras, estive no jornalismo durante três décadas em que o jornalismo foi relevante, e isso me faz olhar para trás com alguma satisfação. E, mais importante de tudo, nesses anos todos conheci muitas pessoas a quem passei a amar e admirar profundamente, ainda que na maioria das vezes seja incapaz de demonstrar isso. Cada um de vocês faz parte dessa pequena multidão.
Há um escritor americano chamado Paul Auster que escreveu, num de seus livros, uma frase que costumo citar – menos por presunção, mais porque é curta e fácil de decorar. “Foi. Não será de novo. Lembre.”

Lembrarei de cada um de vocês com carinho e respeito. Lembrarei de cada momento que vivi aqui com ternura e gratidão. Obrigado por terem feito parte da minha vida. Mas obrigado, principalmente, por permitirem que eu tenha feito parte da vida de vocês.
Um beijo, sigam em frente.

FG”