– Análise da Arbitragem de Corinthians 3×2 Palmeiras

Um Derby muito difícil para se apitar, onde Anderson Daronco – FIFA/RS foi sorteado com precisão pela Comissão e Arbitragem da CBF (e reforço as manchetes de dias atrás: diretores de Corinthians e Palmeiras ELOGIARAM a escolha, digo, o sorteio do árbitro).

Será que os outros 9 árbitros FIFAs se sairiam melhores ou piores do que o gaúcho, que fez uma atuação com erros e acertos relevantes? Para mim fisicamente perfeita, disciplinarmente contestável e tecnicamente comum.

Vamos aos 7 lances / situações da partida, na qual tivemos nos cartões amarelos: SCCP 6×5 SEP, em vermelhos: SCCP 0x1 SEP. Abaixo:

1. O gol de Romero: em um lance rápido, a bola é cruzada ao atacante paraguaio do Corinthians que faz o gol. Se você congelar a imagem do momento em que a bola sai do pé do atleta que lança a bola, verá que parte do tronco e a cabeça estão a frente da linha da bola; portanto impedimento não marcado e gol irregular. Mas um detalhe que passou despercebido por muitos: o bandeira 2 Elio Nepomuceno de Andrade Junior está com a visão encoberta por diversos atletas em linha à sua frente, sendo que está “cego” para verificar em qual momento a bola parte do cruzamento, além de estar do lado contrário da linha que ele corre. Para tal lance, só seria possível um bandeira correndo do lado invertido para marcar com precisão. Houve o erro, mas é de grande dificuldade justamente pelos motivos citados.

2. Pênalti de Edu Dracena em Jô: é claro que você verá a discussão de que é um lance interpretativo. Se o árbitro não marcasse, a polêmica seria a mesma. Na imagem de longe da TV, eu não marcaria e entenderia que o Jô cavou, especialmente pela forma que ele cai, lançando-se à frente. Porém, vendo pelo replay, entendo que Edu Dracena se enrosca fora da área, e só consegue se desvencilhar de Jô logo que adentra nela. O leve desequilíbrio (causado de maneira ingênua por um atleta tão experiente) é suficiente para se considerar uma infração. Sendo dentro da área, é pênalti. E explicando uma dúvida comum a muitos: é o princípio da “falta continuada”, marcando-se onde se consome a irregularidade. Ou seja, começou fora e terminou dentro, é tiro penal. Acertou Daronco (e imagino ter tido ajuda do AAA2 Eleno Gonzales Todeschini, pela troca de olhares entre os dois e posteriormente a comunicação via rádio).

3. Um lance relatado por jornalistas (e que parece não ter ocorrido apenas uma vez): Borja supostamente provocava a torcida do Corinthians a cada “ofensa maciça” das arquibancadas. As câmeras da TV não flagraram, mas se isso realmente ocorreu (e não há por quê duvidar, ouvi isso em duas emissoras), é cartão amarelo ao atacante palmeirense se visto pelo árbitro. Mesmo com um sexteto de árbitros em campo e o inspetor da CBF Sérgio Correa da Silva presente ali na Arena Corinthians (inclusive, aparecendo bastante nas imagens da TV Globo), ninguém desse septeto viu.

4. A confusão dos vestiários no intervalo de jogo: Felipe Melo agrediu seu adversário Clayson arremessando um objeto contra ele logo na saída do intervalo, na entrada do túnel, onde policiais, jogadores e demais pessoas envolvidas na partida se encontravam. Se o árbitro tivesse visto ou sido informado por alguém da sua equipe, teria que expulsar (lembre-se que os poderes do árbitro se constituem desde a chegada ao campo, incluindo o intervalo e o pós-jogo até a sua saída – Evra que o diga no jogo do Olimpique de Marselha nessa semana). Aqui um erro a ser considerado: se Daronco não viu (e portanto não poderia ter feito nada), ao menos deveria relatar em súmula que existiram reclamações de uma confusão nesse momento e que nada poderia fazer pelo fato de nenhum dos oficiais da arbitragem ter presenciado. É uma praxe que foi ignorada.

5. Sobre a entrada de Gabriel após o atendimento médico sem autorização do árbitro: aqui um lance bem confuso, mas explicável: Quando o atleta do Corinthians sai de campo para ser atendido, ele só pode voltar com a autorização do árbitro (não existe autorização do bandeira pela Regra do Jogo, o que o bandeira faz é dizer ao atleta: “Vai, ele mandou entrar). Acontece que Cássio está demorando para cobrar o tiro de meta, e Daronco faz o tradicional gesto com o braço levantado de “JOGA” para que se acelere a cobrança (ele fez isso por diversas vezes na partida, é comum isso em todos os jogos). Só que pelas imagens, o bandeira 2 se confunde (provavelmente foi isso que aconteceu) e manda Gabriel entrar. Na sequência, os jogadores palmeirenses reclamam de que ele entrou sem autorização do árbitro (e aí era para se mandar o jogador sair de campo, marcar o tiro livre indireto, ordenar que retornasse  ao gramado e aplicar o Amarelo; e como já tinha Amarelo, o Vermelho). Mas aqui se prova que o erro foi do bandeira pelo motivo de que: se Daronco tivesse autorizado, por qual motivo ele procuraria o assistente Elio Nepomuceno? Era só o juizão dizer aos atletas: “entrou autorizado por mim, segue o jogo”. É claro que o bandeira se equivocou com o gesto e iludiu sem querer Gabriel. E como um atleta não pode ser punido por um erro da equipe de arbitragem sendo possível corrigi-lo a tempo, o corintiano não pode receber o Cartão. Repetindo: não houve prejuízo ao jogo por tal ocorrência, já que Gabriel não pode receber o Amarelo nessa situação a qual não tem culpa.

6. Deyverson vai disputar a bola que vem pelo alto com Felipe Bastos, e abre o braço para ampliar o espaço correndo o risco de atingir o adversário. Como atinge, deve ser punido. Entretanto, Daronco relatou que foi uma conduta violenta com cotovelada fora da disputa de bola. Respeito a interpretação, daria o Vermelho mas não citaria que foi cotovelada, mas uma braçada para ter uma vantagem desleal (que faria a punição ao atleta ser menor). Em todo caso, é interpretativo tecnicamente mas indiscutível disciplinarmente tal lance. Acertou na expulsão.

7. Dudu jogou a bola no peito do adversário na cobrança de um lateral, visivelmente pilhado. Pela atitude “xarope”, não tem como não dar o Amarelo. Correto.

Enfim, mais acertos do que erros, mas reafirmo: Daronco tem um porte físico invejável, corre e se posiciona muito bem no jogo, disciplinarmente poderia ser melhor (vide a atuação em São Paulo X Santos na semana passada) e tecnicamente é comum (comum não é pejorativo, é dentro da média). O que lhe ajuda muito é a respeitabilidade que alcançou. Imagine essa partida apitada pelos árbitros que vimos em outras rodadas aspirantes à FIFA ou novatos da FIFA… O jogo não acabava!

Acréscimo: Não se pode entrar em campo com equipamentos de comunicação, mesmo que não o utilize. Há anos foi proibida a comunicação eletrônica entre treinadores e jogadores ou atletas entre si. O fato de utilizar um smartphone para Selfie na comemoração de gol do Romero, embora pareça “coisa boba”, não pode.

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– Conmebol gastou R$ 3,2 milhões para 6 jogos com árbitro de vídeo

Tenho sempre o “pé atrás” com números que possam ser divulgados pela Conmebol. Segundo a agência RBS, contabilizando treinamento, equipamentos e viagens, cada partida da Libertadores da América custou (e custará até a final) R$ 500.000,00.

Não está um pouco, digamos, superfaturado?

Claro, pela lógica, com gente já treinada, o custo cairá.

Será???

Extraído de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/diori-vasconcelos/noticia/2017/11/saiba-o-custo-de-implementacao-do-arbitro-de-video-na-libertadores-cj9iwpb7z058a01ogp9ukg622.html

SAIBA O CUSTO DE IMPLEMENTAÇÃO DO ÁRBITRO DE VÍDEO NA LIBERTADORES

Por Lauro Alves

Investimento da Conmebol leva em conta a capacitação da arbitragem e a utilização do recurso eletrônico nos últimos seis jogos da competição

A Conmebol precisou abrir os cofres para colocar em prática o uso do árbitro assistente de vídeo (AV). O custo de implementação do projeto para na Libertadores 2017 totaliza 850 mil euros, ou seja, mais de R$ 3,2 milhões.

O investimento da entidade leva em conta os gastos dos cursos de capacitação para 32 árbitros do continente sul-americano, bem como a viabilização do recurso eletrônico para as semifinais e as finais da competição, que serão disputadas entre Grêmio e Lanús nos dias 22 e 29 de novembro.

Se dividirmos o valor total pelo número de jogos com a utilização da tecnologia, chegaremos a um montante superior a R$ 500 mil para cada uma das seis partidas. Entretanto, essa conta não é tão simples, pois essa quantia financeira teve grande parcela aplicada no treinamento da arbitragem durante o período de aproximadamente um mês.

Essa etapa do curso preparatório já está vencida e não precisará ser realizada novamente. Isso indica a tendência de que o valor gasto será menor em futuras utilizações do árbitro assistente de vídeo. De qualquer modo, é um alto custo.

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– E por onde anda o Árbitro Laleska?

Há 6 anos, reproduzíamos uma matéria da Folha de São Paulo sobre o dia-a-dia do travesti Laleska, que era árbitro de futebol e estava fazendo certo barulho no Ceará.

Eu pensei que ganharia notoriedade nacional em jogos de eventos, mas nunca mais ouvi falar sobre ela. Alguém sabe se continuou a carreira?

Reproduzindo o texto da época, abaixo:

PRECONCEITO & FUTEBOL: ÁRBITRO TRAVESTI É SUCESSO NO CEARÁ

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será. Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

Por Adriano Fernandes

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.

Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.

Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.

Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.

SEM PRECONCEITO

Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.

Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.

Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.

Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.

Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.

O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.

Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.

No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.

Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.

Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.

Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.

Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.

Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.

“O” ERRO, “O” JOGO

O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.

Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.

Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.

RESUMO
Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.

Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”. 

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– O Dopping do Guerrero

E o Paulo Guerrero, jogador do Flamengo, do Peru, com passagens pela Alemanha e pelo Corinthians?

Deveria ser mais esperto e inteligente para evitar qualquer ato em que poderia ser pego no exame antidoping. Ele não sabia que as medicações diversas devem ser informadas ao médico da equipe?

Seja droga social “ou recreativa” (detesto esses termos, droga é sempre droga) ou droga estimulante específica para engodo no esporte, uma pena para quem gosta de futebol e um prejuízo para o Flamengo.

Sobre a Seleção Peruana que jogará contra a Nova Zelândia pela repescagem, sinceramente acho que não fará falta, pois o nível de qualidade dos neozelandeses é bem inferior…

Tomara que Paolo Guerrero não tenha feito bobagem de caso pensado.

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– A Paixão pela Arbitragem e os Sacrifícios à Toa! Quando você…

Quando você deixa o futebol entrar na sua vida, é difícil tirá-lo!

Quando você é jovem e se torna jogador, jornalista ou juiz de futebol, seus sonhos extravasam e você crê em quase tudo. Às vezes, faz vista grossa a algumas situações (como a ausência do lar, o custo financeiro da sua formação e o esforço para a conquista).

Quando você amadurece na idade e na profissão, começa a observar que algumas situações de superação foram valorosas e valiosas; outras, em vão e a esmo. Começa a distinguir interesses escusos e a separar o joio do trigo.

Quando você vai parar a sua atividade, fica pensando em nunca se separar daquilo que fazia anteriormente. Quer continuar inserido no mundo da bola, em outra função e com mais tempo para a vida privada.

Quando você não consegue se encaixar e se dá conta que está fora, bate o desespero. Talvez a falta de planejamento pós-carreira é o “algo implicador”. Nos EUA, no basquete universitário, você já tem coachings preparatórios para o futuro do ex-profissional. E aqui, não tendo, nasce o risco…

Quando você vê uma oportunidade para a reinserção, enlouquece com o desejo e, se não tiver uma sólida estrutura familiar e uma educação firme, abandona a sua experiência e deixa a paixão da juventude tomar conta de você. E volta a se cegar das coisas as quais não se pode fechar os olhos.

Quando eu pendurei o apito, as oportunidades nasceram naturalmente (por sorte, acaso ou coincidência – não pela minha competência). Fui um felizardo, uma exceção à regra. Me auto-declaro “Regra 18” na linguagem futebolística. Consegui diminuir o ritmo das atividades esportivas e conciliar com minhas atividades acadêmicas e comerciais. Aproveitei muito mais minha família, acabaram-se as enfadonhas reuniões de dirigentes que nada sabiam e ainda queriam ensinar coisas que inventavam justamente por desconhecimento.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros felizes, nas redes sociais sem medo da punição de “otoridades / cartolas do apito”, sorrindo com seus filhos e filhas, apaixonados com suas esposas e curtindo tranquilamente o final de semana, me sinto feliz por eles!

Quando eu vejo ex-colegas árbitros trabalhando ainda no futebol, em atividades honestas e virtuosas, realizando-se em novas etapas sem perder a qualidade de vida familiar, comungo-me com eles.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros mendigando espaço em Federações e Confederações para trabalharem em outra atividade, aceitando passivamente ordens de pessoas que há décadas se apropriaram da arbitragem de futebol e fizeram daquilo uma propriedade do seu ganha-pão, tenho pena. Sim, dó mesmo ao ver pessoas de bem se misturarem com aquelas que não ouso qualificar (mas tenho em mente minha opinião) e topam ganhar migalhas financeiras para continuarem no campo de jogo, permitindo se iludir pelos dirigentes. Não consegue largar o tenro e a gravata? Quer ficar tirando fotos com tablets à beira do gramado?

Quando eu me pergunto: “Por quê o cara encerra a carreira e aceita receber ordens de gente malquista pelo dinheiro de um almoço?”, abdicando da família como fez na juventude (pois financeiramente não compensa), só resta concluir: o futebol tomou conta por inteiro dele e o fanatismo o maculou; ou proibiu que a maturidade e o discernimento o fizesse ter o pé no chão.

Quando nós vemos pessoas dizendo que “devotaram uma vida inteira ao futebol”, perpetuando-se no poder ininterruptamente ou pulando de galho em galho nos cargos diversos, desconfie. Por quê Ricardo Teixeira não saia da CBF de jeito algum? Por quê um senhor como Marco Polo Del Nero não abdica do seu trono e vai curtir tranquilamente suas namoradas com o dinheiro que tem? Por quê dirigentes de vários setores do futebol (não estou citando nomes agora, mas que transitam entre clubes e sindicatos) nunca largam o osso?

Quando nós vemos tudo isso e questionamos: “É amor ao esporte? É um abnegado? É um sonhador? É um fanático?”, no fundo sabemos que é uma sede de poder e de vaidade.

Quando nós vemos tantos “ex” agindo como maus empresários de futebol, maus diretores, maus representantes de classe, maus “novos cargos” no esporte, imediatamente pensamos: “corrompeu-se por algum motivo“.

Quando todos sabem que algo que teoricamente é sacrificante e dia prejuízo, mas o sujeito quer insistir, é burrice ou picaretagem.

Quando alguém lhe diz: “Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que você dormiu em pé como morcego – MESMO QUE NÃO DURMA”, é hora de você mudar de companhias. As pessoas que você se relaciona no futebol são apresentáveis, ilibadas e reconhecidamente corretas?

Percebam que foram 16 “quandos” (1 por ano da minha carreira de árbitro), e sempre ouvi que havia “vida fora da arbitragem”. E é claro que há. Comecei o texto com os “eu“, passei para o “nós“, fui para o “todos” e parei no “alguém“, propositalmente, apenas para dizer: SOMOS autênticos? Unidos? Honestos conosco mesmo?

Lamento ver gente decente dando moral àqueles que já deviam estar fora da condução do futebol jogado, falado e apitado, abrindo mão do convívio familiar e do descanso merecido do trabalho semanal, engordando cofres de associações e “pagando pau” para cartolas.

Agora sou eu que digo: Há vida fora da arbitragem. Os amigos que leram essa postagem e sabem o que digo, devem-se repensar o pós-futebol e caírem fora do relacionamento com gente dúbia. Há “professores” que nada podem lhe ensinar ou agregar, tendo contestações na vida e conturbações diversas. Aprenderá o quê?

Compartilho essa reflexão que mostra o quanto nossas ações e convívios nos fazem ser o que realmente somos. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-5e8 . Ande com gente de bem, e será do bem. Mas se fizer o contrário…

Não deixe o cartola te usar. Seja inteligente e prudente.

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– Nenhum árbitro FIFA brasileiro sairá do quadro em 2018.

Com pesar, já faz algum tempo que penso que o Brasil não tem mais condições de ter o número máximo de árbitros internacionais de elite permitidos pela FIFA (10 juízes FIFA é o limite por país).

Várias nações (a maioria) tem menos de 10, por um motivo claro: não ter a competência exigida para fazer parte desse seleto grupo.

A CBF não mudará nenhum nome dos árbitros FIFA atuais para 2018. São eles:

  1. Anderson Daronco / RS (2015)
  2. Dewson Freitas / PA (2015)
  3. Luiz Flávio de Oliveira / SP (2015)
  4. Raphael Claus / SP (2015)
  5. Ricardo Marques Ribeiro / MG (2009)
  6. Rodolpho Toski Marques / PR (2017)
  7. Sandro Meira Ricci / SC (2011)
  8. Wagner Magalhães / RJ (2017)
  9. Wagner Reway / MT (2017)
  10. Wilton Pereira Sampaio / GO (2013).

Um árbitro FIFA é aquele que apita qualquer jogo em qualquer lugar do mundo (em tese, pois percebemos que em qualquer parte do planeta teremos, infelizmente, o apadrinhamento superando a  meritocracia). Sendo esse o critério (estar na elite e  ter competência para apitar qualquer jogo), responda:

Dos 10 nomes do quadro brasileiro na FIFA, quais poderiam apitar Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu, Grenal, Barcelona x Real Madrid, Glascow Rangers x Celtic, Milan x Internazionale, Boca Jrs x River Plate, sem terem sua competência discutida (afinal, são da FIFA)?

Particularmente, pelo rendimento e pela experiência, penso que temos apenas Daronco, Claus, Ricci e talvez Wilton Sampaio. Os outros, ainda não. Alguns, nem na série A poderiam estar. Mas deixe sua resposta:

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– Quem dá mala branca, também dá mala preta?

Já ouviram falar de “malas de dinheiro no futebol”? No imaginário popular elas existem aos árbitros que estão “na gaveta”. Mas e quando ela vai para um jogador ou para um time?

Viram a manchete do UOL a respeito da mala branca de R$ 500 mil recebida pelos jogadores do Cruzeiro como incentivo a jogarem com mais determinação contra o Palmeiras?

Os jornalistas Danilo Lavieri, Gustavo Franceschini e Thiago Fernandes postaram nesta 5a feira no UOL Esporte que há “relatos de pessoas ligadas a pelo menos 5 atletas diferentes do time celeste, que confirmam a situação”.

Teria sido quem? O Corinthians, para atrapalhar o rival Palmeiras? O Santos, para brecar um concorrente?

O UOL ouviu os times do Cruzeiro e do Corinthians, e ambos confirmaram que não existiu nenhuma mala branca. A pergunta é: se receberam e agora negam, os atletas que toparam fazer isso foram éticos na sua atividade? Um clube grande como o Cruzeiro, com conquistas de Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e recentemente a Copa do Brasil, aceitaria passivamente o fato de que um outro time daria dinheiro a seus atletas serem mais produtivos por interesse na classificação do Brasileirão?

Uma perturbação: será que quem aceita a mala branca, não aceitaria também mala preta?

Por fim: os jogadores do Cruzeiro (se é que receberam 500 mil reais mesmo), se não tivessem aceito a grana não honrariam a camisa do time da Raposa e jogariam com menos vontade? Se eu fosse torcedor cruzeirense, me preocuparia com tal situação…

E você, o que pensa sobre isso: houve ou não mala branca supostamente enviada pelo Corinthians ao Cruzeiro? Lembrando que a publicação do Universo On-Line é assinada por 3 jornalistas.

O mais curioso é: na pindaíba das contas e no sufoco em pagar as dívidas, como um clube ousaria usar tal artifício?

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– Ídolo não deve ser Treinador?

Escrito nesse blog há 3 anos, mas serve para hoje! Abaixo:

Sempre tive a seguinte convicção: jogador brasileiro que é ídolo em seu clube não deve se aventurar como treinador. Na Europa, é diferente pela cultura. Aqui, se o técnico não ganha, torcedores nem se importam com o passado de glórias.

Recentemente tivemos alguns exemplos: Fernandão e Falcão foram vaiados no Internacional. Bobô, nome maior do Bahia, também foi ofendido quando esteve no comando do Tricolor Baiano. Leão no Palmeiras também serve de exemplo.

Será que Rogério Ceni ou Marcos, caso quisessem ser treinadores no São Paulo ou Palmeiras, seriam exceções? Penso que não.

Bem faz Zico, que fez uma carreira fora do Brasil e nem cogita dirigir o Flamengo.

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– No sorteio de Corinthians X Palmeiras deu a lógica: Daronco apita o Derby. E eu me lembrei do Prósperi…

Quando comemorei 1 ano que aposentei o “apito”, fui convidado para participar do Programa “No Pique da Pan”, apresentado por Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan. Naquela semana, jogariam no Pacaembu Corinthians x Palmeiras pela semifinal do Paulistão-2011. De um lado, Tite. Do outro, Felipão.

Na 4a feira que antecedia o jogo, Luiz Antonio Próspori publicou no extinto e saudoso Jornal da Tarde que Paulo César de Oliveira seria sorteado para apitar aquele Derby, a pedido de ambas equipes. E de fato foi! A presidência da FPF, na pessoa de Marco Polo Del Nero, negou qualquer pedido. A Comissão de Árbitros da FPF, através do Coronel Marinho, alegou coincidência. Nunca se provou nada.

Por ser um assunto efervescente, fui questionado pelo Wanderley naquela entrevista sobre tal escala, e disse mais ou menos assim: “Como o Palmeiras não gosta do PC, o Corinthians o pediu para apitar o jogo só para enervar o adversário. E o Palmeiras deve ter pedido o PC por crer que, com tantos jogos reclamados contra ele, ‘pagaria a dívida’ e na dúvida erraria a favor dele”. Lembro que nos bastidores eu disse que conhecendo o Paulo César, entraria em campo “mordido”, atento, vibrante. E que na primeira reclamação de qualquer treinador, ele expulsaria não importanto quem fosse. Não me esqueci que alguém (talvez o próprio Wanderley Nogueira) disse: “se acontecer isso mesmo, na segunda-feira o programa [Esporte em Discussão] vai ser uma fumaça”!

E o que aconteceu? Aos 26 minutos do 1o tempo Felipão foi expulso por reclamação e Tite o ironizou com o “Fala Muito, gesticulando com as mãos. Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-2DQ.

Mas não é que coincidências realmente acontecem periodicamente?

Escrevemos logo após o jogo São Paulo 2×1 Santos que, por passar despercebido, Anderson Daronco, pela lógica da CBF (olha a coincidência aí de novo: tendo Marco Polo Del Nero na Presidência e Coronel Marinho na Chefia dos Árbitros repetindo a dobradinha de 2011), teria grande chance de que os astros conjurassem entre si e o universo conspirasse a seu favor. E deu no que deu: Nessa 3a feira, o gaúcho fortão foi sorteado para o Derby, agradando os cartolas palmeirenses e corintianos.

IMPORTANTE: não estou menosprezando ou duvidando do sorteio, que é público e transmitido pela TV CBF (confesso não saber se é ao vivo). Acredito na lisura das pessoas que lá trabalham e apenas contei essa “histórinha” por ser repleta de coincidências – e claro, isso é extremamente curioso.

Boa sorte ao Daronco e seus companheiros, tenho certeza que será uma partida menos difícil de se arbitrar do que aquela de 2011, pois ao invés dos rodados Tite e Felipão estarão comandando as equipes os jovens e educados Fábio Carile e Alberto Valentim.

Em tempo: lembram-se que o “Fala Muito” virou até camiseta?

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– E se Atlético Nacional x São Paulo fosse como Lanus x River Plate? A diferença de duas semifinais em 1 ano!

Meus amigos que são são-paulinos se recordarão, sem sombra de dúvida: nesta mesma altura da Taça Libertadores da América, no ano passado (semi final), o São Paulo de Edgard Bauza tentava chegar à finalíssima e parou no bom time do Atlético Nacional (o campeão do torneio) e na péssima arbitragem de Patrício Polic, um chileno com histórico negativo em torneios nacionais e pouco aproveitado pela Conmebol. Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-ZR

E se existisse o vídeo-árbitro naquela semifinal, como existiu na semifinal deste ano no emocionante Lanús x River Plate?

Nesta oportunidade, não tivemos um inexperiente, mas o rodadíssimo Wilmar Roldán, além do VAR presente. Duas polêmicas ontem: uma sobre um pênalti não marcado ao River Plate (teria sido perguntado ao árbitro de vídeo, sem interromper o jogo, se foi ou não?) e outra em um pênalti a favor do Lanus marcado com o auxílio do mesmo VAR.

Enfim: digo isso pois gostemos ou não a tecnologia chegou. Placares podem ser outros graças à correção com o auxílio da tecnologia. Ou não corrigidos, graças a erros de operadores: os elementos humanos.

Está gostando do uso do árbitro de vídeo nos torneios que você assiste?

Deixe sua opinião:

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– Os dois lances reclamados em Palmeiras 2×2 Cruzeiro

Heber Roberto Lopes apitou o empate entre o Porco e a Raposa, um importante e difícil clássico brasileiro, de interesse muito grande para a classificação na ponta da tabela. E dois lances foram reclamados:

1.Diogo Barbosa e o pênalti em Keno: você deve avaliar se a força do puxão da camisa seria suficiente ou não para que o atleta continue a jogada. Se “não”, não há porque marcar a falta já que isso se torna tentativa de cavar a infração (já que abdica da continuidade do lance). Entretanto, se há um desequilíbrio real, não importando se foi um puxão fraco ou forte, aí não pode deixar seguir o lance, pois o jogador não tem como continuar a jogada. E foi justamente isso o que aconteceu: um leve (mas existente) desequilíbrio. Fora da área é falta; dentro é pênalti (equivocadamente não marcado, mas difícil de se perceber imediatamente e fazer a correta avaliação da intensidade do puxão).

2.Gol de cabeça de Borja: Manoel vai dividir com o atacante palmeirense. Não existe tranco nem dividida de jogo. Borja se antecipa e pula, a queda do zagueiro não se dá por um puxão por força excessiva (embora exista o braço no adversário), mas por consequência de ter perdido a disputa de bola. Ao sentir o contato físico, se joga! Portanto, o árbitro errou na interpretação do lance, já que Manoel força a queda que não aconteceria se ele disputasse a bola e erroneamente o juiz anula o gol. Detalhe: ele sinaliza de imediato um empurrão, o que não acontece na jogada (será que o árbitro de vídeo “sopraria” algo diferente no ouvido de Heber, neste momento, se ele existisse?).

Respeito a dificuldade dos lances e entendo perfeitamente quem interpretasse diferentemente as duas decisões. Mas discordo do comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, que disse ter sido “uma das melhores arbitragens do Campeonato Brasileiro.

Alguém questionará: “cadê o critério: num lance deixa seguir, no outro não deixa mais”? Aí já não é questão de estilo de jogo ou critério, mas lances pontuais.

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– Jô e a não expulsão, além da pressão psicológica a Corinthians e Palmeiras.

Parece que a coisa desandou para o atacante Jô do Corinthians. Após algumas entrevistas mostrando que de fato mudou sua vida pessoal (marcada por farras que acabavam o prejudicando dentro de campo), ajustou a relação familiar e se destacou com gols importantes na temporada.

Entretanto, após o lance do Fair Play de Rodrigo Caio, houve muita cobrança se Jô, que havia cavado pênaltis, caso tivesse alguma oportunidade retribuísse a gentileza para outro atleta.

Não só isso não ocorreu como Jô fez até gol de mão contra o Vasco; e ontem, contra a Ponte Preta, após tentar simular um pênalti no final do jogo, deu uma solada certeira na canela do defensor Rodrigo. O árbitro não viu para sorte do corintiano, pois ele deveria ser expulso e desfalcaria assim o Timão contra o Palmeiras no próximo final de semana por ter que cumprir a suspensão automática.

A questão agora é: com o campeonato novamente aberto, quem sofrerá mais com a cobrança psicológica: o Corinthians pela sequência de derrotas ou o Palmeiras que se sente obrigado a ganhar?

Aqui vale um pouco de atenção: qual Departamento de Psicologia terá mais trabalho pré-clássico?

Aguardemos.

Em tempo: teremos Anderson Daronco ou Raphael Claus no próximo Derby? Se manter a lógica, apitará o gaúcho.

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– Luxemburgo é o Rivaldo dos Treinadores?

Rivaldo foi um cracaço de bola. Mais do que Ronaldo Nazário em 2002! Foi o pacato jogador natural de Paulista-PE que encantou os amantes do futebol. Surgiu e sumiu no Mogi-Mirim, quando veio do Santa Cruz para o Interior Paulista. Do carrossel caipira de Vadão foi para o Corinthians, depois ao Palmeiras e de lá para o continente europeu. No Barcelona, reconheceu-se sua genialidade (e sua introspecção também). Mas foi se apagando, até parar no Uzbequistão para “resolver a vida”, já que o dono do time era o dono do país. Voltou para o Brasil e seu último time expressivo foi o São Paulo.

Vanderlei Luxemburgo, nos anos 90, foi genial. O “estrategista” costumava “botar a banca” para cima dos seus comandados. Gozava de respeito, ganhava títulos e dinheiro. Foi para a Seleção Brasileira e lá começou a ser questionado. Mas depois de estar fazendo ótimo trabalho no Santos chegou ao Real Madrid, com um espanhol parecido com o inglês de Joel Natalino. Naufragou por lá, até, tal qual como Rivaldo ter ido para a Ásia ganhar dinheiro, Luxemburgo fez a mesma coisa na 2a divisão chinesa. Voltou para o Brasil e seu último time expressivo foi o Sport (demitido nessa semana).

Rivaldo e Luxemburgo foram gênios em seus tempos áureos. Mas o jogador depende do seu físico para continuar a carreira, enquanto que o treinador depende da sua atualização (pois se a mente não se renovar, atrofia). Infelizmente Vanderlei Luxemburgo perdeu o foco nos últimos tempos?

Talvez. Aquela equivocada entrevista onde minimizou Pep Guardiola foi uma dessas demonstrações.

Aliás, sobre a desastrada fala, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2016/10/09/a-bola-fora-de-luxemburgo-sobre-guardiola/

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– Só o que a FIFA diz é o que vale?

A FIFA se pronunciou nesta 6a feira a pedido da Conmebol e aceitou o reconhecimento dos Campeões dos Títulos Intercontinentais da Toyota Cup como Campeões Mundiais de Futebol (coisa que ela não havia feito até então).

Nesta oportunidade, não citou o Palmeiras e o Fluminense (que pleiteavam o mesmo reconhecimento via Taça Rio, um Torneio de Clubes Campeões Mundiais da época, em 1951 e 1952, não organizado pela FIFA na época).

Essa grande discussão, em janeiro, foi instigada sabiamente por Jamil Chade, e nela a FIFA reconheceu os clubes que disputaram torneios fora da sua organização como “campeões de dimensão mundial“.

Abaixo, na época, deste blog:

A FIFA QUIS CRIAR A POLÊMICA DOS TÍTULOS MUNDIAIS DE CLUBES POR INTERESSE PRÓPRIO.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal O Estado de São Paulo, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– O ISIS ameaça o Mundial de 2018 com Messi sangrando?

Lamentável. Neste mundo que carece de paz, os terroristas do Estado Islâmico deixam a entender que planejariam assustar o mundo promovendo atentados na Rússia durante a próxima Copa do Mundo ao divulgar o cartaz abaixo, com Lionel Messi entre lágrimas de sangue.

Na ridícula foto-montagem, a mensagem: JUST TERRORISM.

Pra quê?

O mesmo Deus monoteísta dos cristãos é Allah para os árabes ou Javeh para os judeus. Não parece mais guerra religiosa promovida por fanáticos, mas algo além da cegueira que não se tem explicação – a não ser o fator financeiro!

Dizem que Deus é brasileiro. Mas ele também é argentino, judeu, árabe, sírio, iraquiano… 

Será que o assunto “segurança” estará acima do assunto “futebol” no Mundial?

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– Como a ANAF impedirá as transmissões da Globo?

Há 2 anos, a ANAF fazia protestos nos jogos do Brasileirão pedindo direito de imagem. Aconteceu algo depois? Relembre, abaixo:

A ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) insiste em querer 0,5% de direito de imagem, e critica o veto da presidente Dilma.

Pedir, pode. Levar, é outra história (aliás, foi pedido inicialmente 5%).

Tudo é muito confuso: o chefe da ANAF, Marco Antonio Martins, trabalha para a CBF como observador. É sindicalista a serviço do patrão durante os jogos, o que, particularmente, é incompatibilidade dos cargos (e aqui não julgo sua honestidade, mas a função exercida).

Defender que a milionária CBF profissionalize os árbitros remunerando-os e pagando 13o, FGTS, INSS e Férias, neca de pitibiriba. Brigar contra as geladeiras e a péssima gestão de Sérgio Correa da Silva, idem (a propósito, é Sérgio quem escolhe os observadores… aí fica difícil!).

Agora, a entidade quer proibir na Justiça que a Rede Globo mostre a imagem dos árbitros, já que nada recebe da emissora. Conseguirá? Como ficariam as transmissões?

Tudo isso se resume em: “diálogo flácido para acalentar bovino”! Ou, se preferir: “conversa mole para boi dormir”.

Você acredita que a Globo apagará virtualmente a imagem dos árbitros durante as partidas ou se está desviando o foco de outros problemas na CBF?

Deixe sua opinião:

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– A estreia em Container do Árbitro de Vídeo Sulamericano

Sandro Meira Ricci se tornou o primeiro árbitro do mundo a usar num torneio FIFA de importante magnitude o equipamento de “Gol-não Gol” na Copa do Mundo do Brasil, no jogo da França em Porto Alegre (o famoso chip na bola para saber se ela ultrapassou totalmente a linha de meta). Na Copa das Confederações Russia 2017 foi pioneiro no torneio como árbitro de vídeo. E agora, o juiz brasileiro que esteve na Copa de Seleções 2014, que está confirmado na Copa de Clubes 2017 e que certamente irá novamente para a Rússia 2018, foi o primeiro vídeo-árbitro da Libertadores da América, na partida entre River 1×0 Lanús (onde não se necessitou de sua ajuda durante os 90 minutos).

Juntamente com seu bandeira de vídeo e assistente de vídeo-árbitro, ficaram instalados confortavelmente no estacionamento do estádio trabalhando nessa nova função do futebol dentro deste… container!

Uma simples curiosidade: teria ao lado um banheiro químico? Pois imagino que as condições de trabalho ali, digamos, estejam meio que adaptadas.

Se no Brasileirão for da mesma forma (se é que será, já que as promessas demagógicas nunca foram cumpridas), talvez teremos depois de alguma decisão polêmica a turma dos descontentes que tentará virar o container! Aliás, a recepção do áudio, dali, é adequada?

Para Barcelona x Grêmio, também haverá um container. Seria ele blindado?

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– Pênalti ou não em Jô, no Botafogo 2×1 Corinthians?

Que lance “danado” no Engenhão nesta 2a feira, não?

Ao ver o suposto pênalti sofrido pelo atacante Jô pelas imagens disponibilizadas, não consigo ter uma conclusão objetiva instantânea. Se eu estivesse apitando, talvez também não marcaria. Entretanto, há de se ver o ângulo e o campo de visão do árbitro para sabermos se ele acertou ao não marcar ou errou ao interpretar. 

Do sofá, vendo pelo vídeo com calma e com tempo, minha decisão seria de MARCAR O PÊNALTI (lembrando que o juiz não tem tempo nem câmeras para auxilia-lo). O desequilíbrio de Jô que pode parecer forçado realmente ocorre (apesar da chamada “valorizada”, que certamente fez o árbitro se enganar).

 E como julgar a situação para assinalar ou não o tiro penal?

 Você tem subsídios para os mais fanáticos a favor e contra o Corinthians, baseando-se em teorias conspiratórias.

 4 ÍTENS A FAVOR DO CORINTHIANS (àqueles que entenderam que o Timão foi prejudicado):

  • Há um contato físico claro que desequilibra o atacante. Juizão não deu porque não quis.
  • pagou o preço pelos pênaltis cavados e pelo gol de mão contra o Vasco. Por causa dessa fama, o árbitro, em dúvida, mesmo sendo pênalti preferiu não marcar.
  • Precisa dar emoção final ao campeonato, pois se acabar logo o Brasileirão, a Globo perde a audiência.
  • Rodrigo Raposo é árbitro caseiro. Aliás, veja a lambança que ele fez quando apitou (mesmo sem ter história no Futebol Nacional e levado a aspirante da FIFA sabe lá Deus como) o jogo entre Internacional x Santos. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/09/os-por-ques-de-rodrigo-batista-raposo-em-internacional-2×1-santos/

 4 ÍTENS CONTRA O CORINTHIANS (àqueles que entenderam que o Timão não foi prejudicado):

  • É nítido de que o leve contato físico sofrido não seria capaz de derrubar Jô e ele cai fazendo um grande teatro. 
  • Por ser final de jogo e não tendo como vencer o seu marcador, o atacante corintiano vê como último recurso se jogar.
  • Havia árbitro e AAA (árbitro assistente de linha). Ambos estavam atentos e não errariam de onde estavam. 
  • Em dúvida e não querendo beneficiar o Corinthians com um erro, o árbitro Rodrigo Raposo lembrou-se do pênalti equivocado em Guilherme Arana que deu a vitória ao Timão no 1o turno curiosamente contra o mesmo Botafogo. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

Enfim: tal lance é difícil até mesmo para uma rápida decisão do Árbitro de Vídeo, pois as imagens não são claras. Reforço: eu marcaria tiro penal por entender ter existido (leve, mas existido) o contato que é suficiente para desequilibrar o jogador. Mas sem radicalismos, pois é sim uma interpretação difícil pelo calor e clima da partida, pelo local da infração e pelo tempo da partida. A decisão, portanto, é perfeitamente discutível.

– Renomeando o Prêmio The Best para Prêmio Pelé

Os deuses do futebol não brincam em serviço: prepararam a festa da FIFA para a premiação do The Best, reuniram os 3 melhores jogadores de futebol do planeta e precisaram escolher uma data.

  • Qual foi ela?

A do nascimento do Rei do Futebol: 23 de Outubro, aniversário de 77 anos de Pelé.

Que tal a sugestão para que o Prêmio “The Best” para Melhor do Mundo seja chamado de Prêmio Pelé, assim como o do gol mais bonito é Prêmio Puskas?

A FIFA deveria pensar sério nessa possibilidade.

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– Grêmio 1×3 Palmeiras, São Paulo 2×0 Flamengo e os dois lances discutíveis.

Vejo muita reclamação nas Redes Sociais sobre dois lances da rodada – um na Arena de Porto Alegre e outro no Pacaembu.

Vamos a eles:

GFPA x SEP, Pênalti em Keno – aos 7 minutos do segundo tempo, dentro da área, Kaio chuta Keno e o árbitro ignora. Não resta dúvida do equívoco do árbitro Ricardo Marques Ribeiro ao não marcar pênalti, e talvez a explicação seja simples: desconcentração! Existe um problema com os árbitros em geral que pouco se comenta, que é o de “não se acostumar com a virada do campo”. Sua mente está se adaptando ao novo esquema de “falta aqui é para o azul, se for lá agora é do verde”. Nos minutos iniciais da virada de 1o para 2o tempo (como ocorrido em Porto Alegre), isso pode acontecer (e é o que deve ter acontecido). Convido a quem gosta do assunto a fazer um levantamento de decisões importantes dos árbitros em lances polêmicos (quando eles ocorrem) entre o 1o e 10o minuto em campo do segundo tempo. Discutimos esse assunto em um módulo de Doutorado da USP na disciplina “História Sociocultural do Futebol” com os profs Honório e Flávio, e que foi de muita valia para o debate de percepções temporais no campo de jogo.

SPFC x CRF, Gol de Lucas Pratto – aqui, embora comparado, foi uma situação diferente do atacante Jô do Corinthians na polêmica contra o Vasco (que suscitou até mesmo o blablablá de Del Nero dizendo que implantaria o árbitro de vídeo na rodada seguinte, apenas para ganhar Eurico Miranda no papo). Relembre o lance aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Gi. No Pacaembu, quando o atacante argentino vai receber a bola, há um desvio do defensor flamenguista, próximo a ele. Em um primeiro momento, achei que houvera batido no ombro, mas com a “lupa” da TV se vê que foi no ante-braço. Nesse caso, tanto faz onde pegou, já que seria muito difícil fazer o braço / ante-braço / ombro / peito ou seja lá o que for desaparecer, devido à proximidade do desvio do adversário e rapidez da bola. Repare ainda outro subsídio para validar o gol: ele não deixa o braço ir à bola em movimento antinatural, ela simplesmente bate nele. Portanto, acerto do árbitro e não se pode dizer que foi mão intencional.

Enfim, a cada rodada que se aproxima do final do campeonato, os erros (os menores que possam ser) ganharão muito destaque pela luta pelo título ou fuga do rebaixamento.

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– Manthiqueira é o time diferente do Estado de São Paulo. Algum grande o imitaria?

Inspirado em Rinus Mitchel, tendo como símbolo o caridoso São Nicolau, possuindo a filosofia de jogar com o Fair Play, o diferente Manthiqueira é o caçulinha da A3 do Paulistão.

Veja que curioso, extraído de Folha de São Paulo, Caderno Esporte, pg 2, 21 de outubro de 2017

JOGO LIMPO

Após chacota, clube comprometido com o fair play vence primeiro título

Por Eduardo Geraque

Na sede do Manthiqueira, time de Guaratinguetá campeão da quarta divisão paulista, existe um misto de orgulho e alívio. Finalmente, o clube do fair play, como é conhecida a equipe do Vale do Paraíba, ganhou um título.

A laranja mecânica, outro apelido dado ao time, conseguiu provar que buscar o jogo limpo e ganhar nem sempre são incompatíveis.

O próprio presidente do clube, Dado Oliveira, filósofo e suboficial da aeronáutica que investiu milhares de reais na equipe, se autodefine um “babaca privilegiado”.

Segundo ele, por ter conseguido realizar o sonho de ter um time de futebol que só aceita atletas que queiram jogar futebol. E ainda por não ter transformado sua equipe em um balcão de negócios.

Dado pintou o cabelo de laranja após a conquista da Segunda Divisão (nome oficial do torneio que corresponde à quarta divisão, abaixo da A1, A2 e A3). Ele se diz apaixonado por futebol desde criança. Sabe, de cabeça, as escalações dos grandes times de 1960 e 1970.

“Nós tivemos jogadores com cartão amarelo e outros expulsos. Mas a questão não é tomar ou não cartão. O nosso time não simula. Não usa de artimanhas para ludibriar o árbitro. O futebol tem que ser jogado na honestidade”, diz o dirigente, que passa a enumerar vários exemplos de jogadores que, mesmo machucados e não podendo mais serem substituídos, ficaram até o fim da partida sem nenhum tipo de cai-cai.

Os dados mostram que o Manthiqueira, na primeira fase do campeonato, foi o segundo time menos violento. Cometeu 157 faltas, atrás do São José, com 153.

A cartilha do fair play é levada tão a sério que está pendurada na parede da sede, na zona rural da cidade.

Há também no local um quadro com a explicação do brasão do time. O cavalo, de nome Rinus, é o mascote porque a cidade do Vale do Paraíba é famosa pelas suas cavalgadas. E o nome do animal é por causa de Rinus Mitchel, técnico da Holanda em 1974. A serra da Mantiqueira está estilizada na crina do animal.

“Temos jogadores que não ficaram, porque não se encaixavam na nossa filosofia. Mas, talvez, até por essa nossa proposta, conseguimos montar um time que comprou a ideia, encaixou e conseguiu o título e o acesso”, diz.

Mas agora na terceira divisão em 2018, o fair play, o amor à camisa e o futebol até certo ponto romântico do Manthiqueira serão ainda mais testados, jogo a jogo.

Repetir o que Dado fez em 2011, segundo ele, é impossível. O dirigente investiu, do próprio bolso, mais de R$ 600 mil no time. Formalmente, o Manthiqueira existe desde 2005, mas de 2006 a 2010, sem parceiros ou investidores, tinha apenas uma escolinha das categorias de base.

“Estou equacionando as dívidas, não tenho dinheiro do bolso para colocar. Agora, com os resultados, há grupos interessados em ajudar”, diz Dado, no escritório do clube, no CT São Nicolau. Os jogadores treinam de frente para a cênica Mantiqueira.

PAPAI NOEL

Parte do investimento feito há mais de dez anos foi na compra do terreno de 35 mil metros quadrados onde o time treina. Mas uma quantia ainda maior ficou para a inscrição do clube na federação.

“São Nicolau dava dotes de presente às moças para que elas pudessem se casar e não fossem se prostituir. Por isso, surgiu a figura do Papai Noel. Como todos me diziam que era mais fácil acreditar em Papai Noel do que ter um time como nosso, quando consegui, resolvi dar o nome de São Nicolau ao CT”, diz Dado, que construiu uma gruta ao lado do campo de treino para colocar a imagem do santo.

Pela campanha vitoriosa na quarta divisão, os jogadores e a comissão técnica, além de uma ajuda de custo mensal, dividiram o prêmio de R$ 60 mil dado pela Federação Paulista de Futebol. Metade do grupo vencedor é das cidades do fundo do Vale, como os locais chamam a área onde fica também Aparecida, Cruzeiro, Lorena e Roseira.

Um dos condutores do time ao título, além do próprio presidente, foi Luís Felipe. Aos 28 anos, o treinador, assim como o clube que ele dirigiu, ganhou o primeiro troféu de sua carreira. Formado em educação física, Felipe, que é da cidade, tem uma experiência de mais de um ano no exterior. No Canadá, trabalhou com divisões de base.

O jovem técnico conversa sobre a escalação com o presidente do clube.

“Não é toda sugestão que acato. Mas num dos jogos ele sugeriu colocar o Léo Turbo [zagueiro] como atacante. Deu certo, e ele até fez o gol”, relembra Felipe que, no ano que vem, poderá ser um coordenador técnico do time.

Tanto Felipe quanto Dado sabiam que o time era um azarão, antes de começar a embalar. A tensão do presidente era tanta que ele nem sempre conseguiu ficar no estádio durante os confrontos.

“Num dos jogos importantes, saí do estádio [no centro da cidade], peguei o carro e dirigi uns dez minutos, sozinho, até o nosso CT. Fiquei andando por essas ruas de terra”, diz. Enquanto isso, lá no campo, o time obtinha mais uma vitória.

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– Libertadores terá septeto de arbitragem

No Hotel Bourbon da cidade de Luque (PAR), as equipes semifinalistas da Libertadores da América (Grêmio, Barcelona, River Plate e Lanús) conheceram como será a iniciativa do Vídeo Árbitro (VAR) a ser utilizada nas fases finais, segundo a Conmebol em seu site. O presidente da Comissão de Árbitros da entidade Wilson Luís Seneme, além do gerente de operações da MediaPro Nuno Pereira (a empresa que fornecerá a tecnologia) puderam tirar todas as dúvidas dos representantes dos times (acontecido na semana passada, dia 13).

E as escalas?

Teremos um septeto de árbitros + dupla de dirigentes da arbitragem para Lanús x River Plate, a primeira partida com o novo sistema, no dia 24:

Wilton Sampaio (BRA) apitará; Bruno Boschilia e Kleber Lúcio Gil (BRA) serão os bandeiras; Anderson Daronco (BRA) será o 4o árbitro; Sandro Meira Ricci (BRA) será o árbitro de vídeo principal; Roddy Zambrano (ECU) será o assistente de árbitro de vídeo e Christian Lescano (ECU) será o bandeira de vídeo. Martin Vasquez (URU) será o observador e Wilson Seneme (BRA) representará a Comissão de Árbitros da Conmebol.

Para Barcelona x Grêmio, a escala é composta pela seguinte novena de oficiais (hepteto+dupla=novena!):

Nestor Pitana (ARG) apitará; Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti (ARG) serão os bandeiras; Diego Haro (PER) será o 4o árbitro; Mauro Vigliano (ARG) será o árbitro de vídeo principal; Patrício Loustau (ARG) será o assistente de árbitro de vídeo e Jonny Bossio (PER) será o bandeira de vídeo. Carlos Torres (PAR) será o observador e Jorge Larrionda (URU) representará a Comissão de Árbitros da Conmebol.

Torço para uma boa arbitragem de todos e jogos com muito Fair Play!

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– Que feio, Robinho!

Nesta semana, o jogador Robinho se envolveu em discussão com Moisés Ribeiro, perguntando ironicamente a ele: “jogou ‘aonde’”? (igual ao que fez a Osmam, do América Mineiro)

Isso é nojento, arrogante, humilhante. E digo mais: mostra o caráter da pessoa!

Se você está procurando e encontra uma vaga de estacionamento, mas há outro carro (muito mais luxuoso do que o seu) que também a encontrou simultaneamente, o “carrão do bacana” tem direito à vaga?

Se você está aguardando para ser atendido em uma fila, pode furá-la por ter mais dinheiro?

VOCÊ TEM O DIREITO DE DIZER QUE TEM MAIS DINHEIRO DO QUE O OUTRO, SE MOSTRANDO ESNOBE, SOMENTE POR DESAVENÇA A OUTRÉM?

Que direito um advogado tem em se achar melhor do que um gari? Ambos são trabalhadores e cidadãos dignos.

Digo tudo isso pois é uma falta de humildade alguém se achar mais importante e mais competente pela condição financeira. Robinho um dia foi craque no Santos e na Seleção (pisando na bola na “comemoração da derrota contra a França em 1998; revejam as imagens pós-jogo com Zidane). No Real Madrid não se firmou e no Manchester City uma decepção. Na China, foi reserva!

O rodado Moisés grudou como um carrapato e o marcou direitinho na partida do meio de semana, anulando Robinho. Quem deve ser ovacionado – e não criticado – é Moisés. Robinho, se correto fosse, deveria parabenizar o oponente pela boa partida.

Ter muito dinheiro (como ele tem) não lhe garante necessariamente a respeitabilidade que precisaria.

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– A 1a vez da Lei Anti-Simulação na Inglaterra

Para a temporada 2017/2018, a Federação Inglesa de Futebol (FA) determinou que lances de simulação de pênaltis, em todos os torneios e de todas as divisões, fossem punidos severamente por uma comissão pós-jogo com duas partidas de suspensão.

Funciona assim: se o atleta simular e o árbitro perceber, a punição é a habitual da própria Regra do Jogo (cartão amarelo e tiro livre indireto ao adversário). Mas se o árbitro for ludibriado e marcar o pênalti, a comissão formada por 3 pessoas (ex-árbitro, ex-jogador e ex-treinador) se reunirá posteriormente à partida e deverá confirmar ou não que o tiro penal foi marcado indevidamente.

Nesta última semana, dois atletas foram avaliados como suspeitos de simulação:

1- Richarlison (ex-Fluminense) foi acusado de cavar um pênalti na partida entre Watford x Arsenal (Premiere League). Após análise da Comissão, ele foi absolvido por se entender que o lance era muito polêmico e inconclusivo.

2- Shaun Miller, atacante, na partida entre Carlisle United x Wycombe Wanderes (4a divisão). Miller joga pelo Carlisle e se atirou na grande área. O juiz entendeu que ele foi desequilibrado pelo marcador e marcou o pênalti. A Comissão declarou que o atleta agiu de má fé e determinou os dois jogos de suspensão como punição fazendo valer a lei da anti-simulação pela primeira vez na história.

  • E você, acha que tal lei seria necessária também no Brasil?

Toda vez que falo ou escrevo sobre simulação me lembro da tentativa de “auto-pênalti” de Leandro Damião, jogando pelo Santos, quando ele puxou a própria camisa e pediu pênalti! Lembram?

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– Que mico, Santos FC

Que bagunça! O Santos FC demitiu Levir Culpi, segundo o assessor de imprensa do próprio treinador, e depois o recontratou a pedido dos jogadores.

Mas que falta de convicção é essa?

O novo-velho técnico, se perder do Atlético Goianiense, será demitido em definitivo ou terá mais jogos para ser testado, já que é uma nova passagem?

Pior do que tudo isso foi a entrevista do presidente Modesto Roma Jr fazendo analogia da situação com “Omelete e Bacon”. Eu não entendi patavina alguma! O Zé Boca de Bagre disse que ele falou em “Dilmês”, mas acho que nem ele próprio entendeu.

O certo é: Modesto perdeu a reeleição com esse circo todo.

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– Willian José e as voltas que a vida dá!

Willian José, atacante que foi comprado bem jovem pelo São Paulo e que surgiu no Grêmio Prudente / Barueri, chegou a jogar pelo Real Madrid B e se enraizou na Espanha. Passando por vários times pequenos, hoje está bem resolvido financeiramente, jogando pelo Real Sociedad e nem um pouco desejoso de voltar ao Brasil (fez 4 gols em 25 minutos pelo seu time na Liga Europa, contra um clube da Macedônia, nesta 5a feira).

Avalie: se seu filho fosse jogador de futebol e estivesse sendo contestado em um time grande, e tivesse a opção de cair no ostracismo da grande massa dos torcedores brasileiros para jogar num pequeno da Espanha, mas se aculturasse na Europa e ganhasse dinheiro + qualidade de vida por lá, por quê não?

Tenho um grande exemplo perto de mim: eu apitava jogos-treino do Paulista FC quando o atacante Nenê (hoje no Vasco da Gama) era um garotinho nos times de base. Cresceu marrento, indisciplinado, apesar da qualidade técnica. Jogava-se demais na área. Só que…

Nenê passou pelo Santos, Palmeiras e Sub 21 da Seleção Brasileira. Foi à Espanha e depois brilhou de verdade no Mônaco e no PSG, onde amadureceu como homem e jogador. Quando Ibraimovich chegou ao time francês, o príncipe catariano dono do Paris Saint-Germain não queria dispensá-lo e pagou-lhe uma fortuna para jogar no Catar. Hoje, de volta ao Brasil, Nenê é um sujeito esclarecido, disciplinado, irrepreensível dentro e fora de campo (promovendo inclusive ações sociais plausíveis da mais alta qualidade aqui em Jundiaí). É uma pessoa melhor, educada e formada. Chegou a recusar o Corinthians (onde poderia se consagrar na fase em que estava) para ficar no Velho Continente. Cobiçado pelo Santos, quase fechou recentemente com o Palmeiras. Acertou com o Vasco pelo prazer em jogar no Rio de Janeiro e ser “o cara” em um time que não tinha craques naquele momento.

Dessa forma, vale pensar: sucesso no mercado interno ou independência financeira, educação, cultura e qualidade de vida no Exterior? Eu escolheria a 2a opção, para no final da carreira, desfrutar dos louros da fama (e do valorizado Euro) e jogar por aqui.

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– Parabéns, Heber!

Ótima arbitragem de Heber Roberto Lopes no difícil e complicado Corinthians x Grêmio (nas postagens anteriores o relato da pressão pré-jogo).

No meu tempo de “Rafaelzinho”, o melhor jogador em campo ganhava um Motorádio. E por merecimento, no fraco jogo de futebol quem levou o prêmio foi Heber, que ganhou não um Motorádio, mas um Motorola da Rádio Jovem Pan, que promove tal evento.

Ops: em tempo – eu disse que o jogo seria 0x0 no meu palpite. Ganho o quê? (claro que estou brincando, amigos… mas que acertei, acertei!).

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Foto: Jovem Pan

– E o gol de Neymar a la Ronaldinho Gaúcho?

Contra o Anderlecht lá na Bélgica, Neymar fez um golaço chutando a falta por debaixo da barreira, como seu compatriota R10 fazia.

No futebol profissional, isso chega a ser humilhante para os adversários. Veja a reação dos zagueiros do time belga!

Abaixo e no link em: 

– A gelada em que o árbitro está! Sobre Corinthians x Grêmio:

A questão é simples: depois das infelizes declarações contra o árbitro Heber Roberto Lopes por parte de Romildo Bolzan (já falamos sobre isso e o histórico de jogos do juiz; vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Ju), tudo é muito simples:

  1. Se Heber errar contra o Grêmio, os mais fanáticos dirão que foi “por birra”.
  2. Se Heber errar contra o Corinthians, os mais fanáticos dirão que ele sentiu a pressão.

Que fria, hein? É por isso que o meu palpite é para um jogo feio, amarrado, picado, e no empate em 0x0.

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– Final da UCL na China ou nos EUA? E se fosse a Libertadores?…

Aleksander Ceferin, o novo presidente da UEFA que entrou no comando da entidade em substituição ao francês Michel Platini, declarou que tem simpatia em promover a final da Liga dos Campeões da Europa em outro continente.

Disse ele:

“Também temos que pensar em outros mercados, mas não tenho certeza de como fazer. A China é interessante do ponto de vista financeiro, e os Estados Unidos são interessantes não só economicamente, com o futebol lá em crescimento”.

É o futebol no seu sentido mais amplo de business. A Europa pode se dar ao direito de tal promoção, já que Barcelona, Manchester United, Real Madrid e outras tantas agremiações são equipes de torcidas globais. Mas e se a Conmebol tivesse a mesma ideia? Será que teria sucesso?

O certo é: uma final sulamericana deveria ser bem longe de oficiais do FBI, por motivos óbvios…

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– Você trocaria o árbitro Heber Roberto Lopes de Corinthians x Grêmio, após o questionamento de Bolzan?

Que polêmica criada!

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, ao saber que Heber Roberto Lopes apitaria o jogo do seu time contra o Timão na Arena de Itaquera, fez aquela chiadeira “preventiva”: reclamou da escala, falou sobre erros e “chorou um pouco”. Acontece que desta vez ele abusou! Sabendo que seu time será pressionado dentro e fora de campo (pela tabela do campeonato e também por mais fanáticos que não gostaram da afirmação (correta) de Renato Gaúcho sobre o Corinthians ainda tropeçar em alguns jogos (O que ocorreu realmente), desandou a chamar o juizão de “careca vagabundo paranaense” e que já “arrumaram um jeitinho” para o adversário (em entrevista à ESPN Brasil).

Segundo o Uol, Heber irá se reunir com o seu advogado para processar ou não o presidente gremista.

Diante de tudo isso, vale a pena manter Heber na escala do jogo?

O árbitro já teve seus bons momentos anos atrás. Hoje, sem apitar grandes clássicos e nitidamente deixado de lado pelos “novos FIFA” que caíram no gosto do Cel Marinho (apesar de não estarem fazendo jus ao escudo, como Rodolpho Toski, entre outros), Heber parece ter mais nome do que qualidade. Sinto que, depois da péssima atuação na final da Copa América Centenária (onde espalhafatosamente apitou o jogo e até advertiu Messi) desmotivou-se.

De fato, Bolzan tem razão sobre os placares caseiros (vide essa postagem de 2016, em: http://wp.me/p55Mu0-16L), mas esquece-se que por 4 anos o Corinthians jogou como mandante com Heber no apito e, contraditoriamente, não ganhou nenhum dos 10 jogos.

Veja abaixo no quadro da ESPN:

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Enfim: você manteria a escala de Heber Roberto Lopes ou valeria a pena trocá-lo, até para que o preserve?

Em tempo: o quarteto será formado pelo experiente Heber (hoje apitando por SC), e pelos bandeiras Helton Nunes e Thiaggo Americano, sendo o 4o árbitro Johnny Barros (todos bem menos experientes em jogos importantes).

 

– Palpites sobre os times paulistas ao final do Brasileirão-2017

Faz tempo que não assistimos a um Campeonato Brasileiro tão sem graça. E por vários motivos: a gordura acumulada pelo Corinthians no 1o turno, os péssimos e modorrentos jogos e a falta de craques.

E o que acontecerá com os times do nosso Estado de São Paulo?

Para mim, o Corinthians já é o campeãopor méritos dele e por falta de adversários desejosos e firmes para tentar o título.

Na Libertadores, outros dois paulistas: Santos e Palmeiras – o Verdão embalando e o Peixe na “bacia das almas”. Como vacila o time de Levir Culpi!

O São Paulo não cai, pois há os fatores torcida e motivação que ajudam no psicológico, é claro, além de times mais fracos.

Já a Ponte Preta… não sei não, mas acho que a Macaca cai para a Série B, e ainda assim não teremos o Derby Campineiro, por conta do Guarani possivelmente cair para a série C. Aliás, como explicar o Bugre, que disparou no começo do Campeonato e depois desandou completamente?

Aguardemos a definição.

Ops, em tempo: o Cruzeiro será o vice-campeão brasileiro em minha modesta opinião, caso Mano Meneses continue.

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– David Neres e o sucesso na Europa

Praticamente nem jogou no profissional do São Paulo, advindo da “fábrica de jogadores de Cotia”: David Neres é mais um daqueles jogadores como Admilson, Lucas Araújo e outros tantos jovens que vem das categorias de base e, sem muito tempo no time principal, são vendidos ao Exterior.

E se o jogador é um produto, nesse caso não há depreciação! Todo jogo David Neres está marcando gols (e cada golaço) pelo Ajax. O SPFC o vendeu por 12 milhões de euros. Será que vai se arrepender em breve?

Uma coisa é certa: está trilhando os mesmos passos do atacante Ronaldo e Romário (claro que não podemos comparará-los futebolisticamente falando): do Brasil para a Holanda e de lá para um “grandão” global!

Se você não acompanha o Campeonato Holandês, dê uma fuçada na Web e veja quantos gols (e gols bonitos!) o jovem brasileiro (titularíssimo da sua equipe) está marcando.

Será que Gabriel Jesus terá um bom reserva na Copa de 2022 no Catar? Ou é um tempo muito longo prever 5 anos à frente no futebol?

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– A culpa é do árbitro de vídeo ou da competência do juiz?

Os clubes belgas fizeram recentemente um manifesto contra o uso do árbitro de vídeo no campeonato local. E justamente na Bélgica, nesse final de semana, um erro para aumentar ainda mais as queixas do VAR.

Um pênalti foi marcado equivocadamente na partida entre Liége 3×1 Kortrijk pelo árbitro central, após o jogador do time da casa Pocognoli estar no ataque, tropeçar e cair. O Árbitro de Vídeo avisou o Árbitro Principal, que viu a imagem e desmarcou o pênalti, interpretando simulação e reiniciando o jogo com tiro livre indireto ao adversário. Acontece que Pocognoli não simulou, ele somente tropeçou por força da sua velocidade. E como ele já tinha cartão amarelo, acabou sendo expulso pela segunda advertência da simulação – que não ocorreu!

Ou seja: a injusta expulsão ocorreu pelo uso do árbitro de vídeo ou pela falta de competência do árbitro principal?

Abaixo, extraído do Jornal Lance (ed 16/10/17, núcleo internacional) – não é possível compartilhar o vídeo da jogada pois por conta dos direitos de imagem o YouTube não permite a reprodução de terceiros.

POLÊMICA POR DECISÃO DE JUIZ DE VÍDEO
Em alguns dos principais campeonatos nacionais pela Europa, o árbitro de vídeo vem sendo testado nesta temporada. Um dos países que vem adotando a tecnologia é a Bélgica. Ontem, houve um caso polémico na vitória do Standard Liège sobre o Kortrijk, por 3 a 1. Aos 13 minutos do segundo tempo, o lateral Sebastian Pocognoli caiu na área e o juiz marcou pênalti. Contudo, ele foi alertado pelo VAR, verificou o replay, anulou a penalidade e expulsou o jogador por simulação.

Pocognoli ficou revoltado com a decisão do árbitro. De fato, pelas imagens, ele parece ter tropeçado, e não simulado para cavar um pênalti. A sua equipe estava com superioridade numérica – Azouni havia sido expulso pelo Kortrijk na etapa inicial – e ele ja tinha amarelo.
O técnico do Standard Liège, Sá Pinto, defendeu o jogador.
“A situação com Pocognoli foi bizarra. Não acho que ele simulou e ele não merecia esse amarelo. È uma pena porque poderíamos terminar este jogo em silêncio, mas entrou um obstáculo – disse.”

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– Que saudade de um joguinho no Jayme Cintra… E o almoço?

Toda semana, na minha linha do tempo do Facebook, aparece uma lembrança de alguma das inúmeras partidas das quais transmitimos na Rádio Difusora, envolvendo o Paulista Futebol Clube

A saudade maior não é só a de estar na cabine comentando; é de, literalmente, TER JOGO!

No ano em que o Galo da Japi caiu para a 4a divisão estadual e as categorias de base não vingaram nos campeonatos regulares da FPF, o Estádio Jayme Cintra ficou às moscas de abril para cá (se falando de futebol profissional). Afinal, o time não tem calendário.

E o que fazer, se não aguardar e torcer por mudanças e a chegada de 2018? Parabéns aos torcedores que prestigiaram o Sub 20 dirigido pelo treinador Sérgio Caetano neste período.

Ops, perguntar não ofende: sobre o almoço feito para ajudar no pagamento das faturas atrasadas da CPFL, já houve a prestação de contas? Como o evento é beneficente, faz-se necessária tal transparência.

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