– E morreu Gordon Banks, o “goleiro que parou Pelé”

No futebol, considera-se a maior defesa da história a que foi protagonizada por Gordon Banks na Copa de 1970, no Brasil x Inglaterra, salvando espetacularmente o gol que seria de Pelé.

Jogada de Rei para defesa fenomenal de Arqueiro Súdito da Rainha. 

Sem mais, o vídeo em: https://youtu.be/Hzfg0QCYoS0

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– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

Deixe seu comentário:

(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

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– Por uma 3a feira bem proveitosa! Em 5 chiques e muitas hastags

👊🏻Sem enrolar?
Se o sono vai embora, taí uma boa oportunidade para aproveitar a madrugada e fazer algo produtivo.
Vamos correr?
🏃🏻#Fui! #RunningForHealth #run #cooper #corrida #sport #esporte #running #nike #mizuno #endorfina

🙏🏻Correndo e Meditando nesse sapientíssimo escrito de São Francisco de Assis (leia atentamente os dizeres da imagem).
⛪ #Fé #Santidade #Catolicismo #Jesus #Cristo #MãeDeDeus #Maria #NossaSenhora #PorUmMundoDePaz #Peace #Tolerância #Fraternidade

🌺Fim de cooper – suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das flores do jardim.
Esse botão de #roseira vermelha, sem filtro, de ontem. Espetacular!
🏁 #corrida #treino #flor #flower flowers #pétalas #pétala #jardinagem #garden #flora #run #running #esporte

🌅A alvorada das 05h na estrada infinita! Levante da cama, povo.
🍃 #sol #sun #sky #céu #photo #nature #morning #natureza #horizonte #fotografia #pictureoftheday #paisagem #inspiração #amanhecer #mobgraphy #mobgrafia #AmoJundiaí

☀️ O amanhecer em Jundiaí: um pedaço de sol ou o compilado de nuvens? Qual deles será mais forte hoje?
Seja calor ou seja chuva, que tenhamos uma ótima terça-feira.
☁️ #paisagem #natureza #fotografia #landscape #inspiration
#fotografiaénossohobby

Ótimo dia para todos nós!

– 90 minutos da Europa, 180 m da Sulamericana e intermináveis no Paulistão!

Quer dizer que o treinador português José Mourinho será o comentarista da partida entre River-URU x Santos-BRA pela Copa Sulamericana, através da plataforma DAZN?

Uau… que investimento pesado. Agora, impossível não pensar: 90 minutos de futebol bem jogado, corrido, de toque de bola e sem cera (lá na Europa) são completamente diferentes do que os da América do Sul, com cachorro em campo, chinelo voando, jogo paralisado, catimba… dão quase 180 minutos

Vamos ver como o “Special One” reage a partida intermináveis como as daqui… Aliás, Novorizontino 1×0 Corinthians deu quase 300 minutos se bobeasse!

Pobres árbitros, que ainda tem que dar acréscimos nesses atuais jogos ruins.

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– Brasil quebra recorde de exportação de jogadores de futebol e de receita.

Amir Somoggi, da Sports Value e um dos maiores especialistas em negócios no futebol, informou em sua página pessoal no LinkedIn sobre os incríveis números financeiros da movimentação do futebol brasileiro no ano passado.

Segundo ele,

“A FIFA publicou dados sobre transferências internacionais de jogadores de futebol em 2018: foi gerado um total de US$ 7 bilhões em receitas, um novo recorde.

O Brasil foi o primeiro em número de atletas vendidos para o Exterior: 1753 . A Argentina foi a segunda com 891 .

O mercado brasileiro em 2018 alcançou um novo recorde em transferências de receitas, cerca de US$ 383 milhões, ou R$ 1,4 bilhão. Nunca geramos tanto dinheiro.”

A pergunta inevitável é: com tanto “pé-de-obra” vendido, para onde está indo tanto dinheiro aos clubes brasileiros, que sempre se queixam da falta de recursos? Para pagar arbitragem, não tem dinheiro. Para melhorar a infraestrutura, esquece. Para, e para, e para…

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– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

– A parceria entre DAZN e REDETV

Falamos dias atrás sobre os novos costumes a serem observados por conta da cada vez maior e mais importante participação das plataformas multimídias no esporte.

Um desses casos é a chegada em nosso país da DAZN, um gigante estrangeiro comprando direitos de transmissão esportiva mundo afora e que adquiriu com total exclusividade a Copa Sulamericana.

Para divulgar sua marca e criar o hábito de se comprar uma partida de futebol para assistir em tablet, celular, computador ou Smartv, a empresa usou algumas sábias estratégias: transmitou os eventos que tinha (a própria Sulamericana além do Campeonato Italiano) gratuitamente através de suas páginas no Facebook e YouTube.

Há pouco, outra novidade: resolveu compartilhar os jogos do Corinthians com a RedeTV, que transmitirá sozinha na TV aberta as partidas do Timão na competição.

Se o time for bem, veremos na emissora o mesmo efeito dos casos “Galvão Bueno e OM na Libertadores de 92” ou do próprio Corinthians no “Mundial da FIFA em 2000 via Bandeirantes”? Na época, o campeonato de futebol na TV aberta sem ser transmitido pela Rede Globo era coisa rara e as duas brechas levaram as concorrentes à liderança pontual durante a transmissão.

Em tempo: olha aí uma brecha para os Comentaristas de Arbitragem se realocarem no Mercado de Trabalho com tal oportunidade, hein?

– As Chamas e Lágrimas do Ninho do Urubu. Solidarizemos às vítimas funcionárias do Flamengo e aos familiares.

Confesso que eu estava isolado do noticiário na parte da manhã, e levei um triste e grande susto: o incêndio no CT do Flamengo.

Sabe quando você abre o computador e leva um choque ao ver que o Planeta Terra está chorando pelos jovens atletas e demais empregados que morreram no incêndio, e fica com a sensação de não estar entendendo nada?

É mais ou menos isso. Como? Por quê? 

Morrer assim? Queimado, intoxicado? Meu Deus…

Por hora, a consternação é total – de atletas, familiares e de qualquer outra pessoa com espírito humano.

Que ninguém queira usar politicamente os fatos, mas urgentemente se dê consolo espiritual e acolhimento a quem terá que enterrar seu ente defunto. Depois, aí sim, PUNIR os responsáveis.

Aliás, repararam que as últimas tragédias na sociedade poderiam ser evitadas? Crime ambiental em Brumadinho, por exemplo, é uma delas. 

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– Ferroviário/CE x Corinthians/SP e o mando no Paraná!

A cearense equipe do Ferroviário receberá R$ 450 mil para enfrentar a equipe paulista do Corinthians em Londrina (norte do Paraná, onde há grande contingente de torcedores de times do estado de São Paulo), através da empresa Roni7, que comprou o “mando do jogo”. Nas 4 últimas fases da competição, isso (a modalidade “vender mando” não será mais possível, de acordo com a CBF no regulamento.

Se jogasse no Ceará, pela popularidade do Timão, também acho que o Corinthians “estaria em casa”. Mas o Ferroviário não mandar a partida em casa, abdicar de jogar num gramado em que já se conhece cada buraco (se existentes), de estar ao lado do seu torcedor (seja em qual número for), descansar o corpo numa viagem em que se atravessa o país, estar aclimatizado com o forte calor do Nordeste (e o adversário não), é quase que uma oficialização de aceite de derrota.

Entendo: os times estão passando o chapéu pedindo dinheiro”, mas ainda assim acho uma inversão de mando, o que não é correto dentro do espírito desportivo que o futebol exige. Se fosse para uma praça vizinha (São Luís/MA, Recife/PE ou Natal/RN, por exemplo), é aceitável devido a proximidade e menor “facilitação ao adversário”.

Veja Altos/PI x Santos/SP: o time é de Picos, mas optou por jogar em Teresina (a capital piauiense) por conta da capacidade do estádio e apelo de público. Não deu muito certo, pois a renda foi baixa. Tomou de 7 e foi eliminado.

Acontecerá o mesmo com o Ferroviário (creio que a derrota é provável), mas voltará com quase meio milhão a mais no bolso e as despesas aéreas e de hotéis pagas por quem comprou o jogo. E por ironia: terá viajado mais quilômetros para mandar seu jogo “em casa” do que o adversário.

Em tempo: tenho um medo de uma associação de ideias (que não é fantasiosa) de que, um time que vende mando de jogo tão fácil, possa ter a tentação de um dia vender o placar da partida justamente pelo mesmo motivo: a necessidade em ganhar dinheiro. Reforço: não estou citando que o Ferroviário, que goza de toda a credibilidade, faça isso, mas apenas deixando a pertinente dúvida no ar com a finalidade de debate geral.

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– O erro capital de Juazeirense-BA 2×2 Vasco da Gama-RJ

Na partida entre Juazeirense 2×2 Vasco, estando 2×1, aos 45minutos do 2o tempo Marrony (VAS) se joga descaradamente na área e já cai olhando para o árbitro Rafael Tracci. De longe (ele bobeou no seu posicionamento para aguardar uma retomada de bola) marcou tiro penal à equipe carioca e errou.

No noviciado da carreira de comentarista, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci, pela Rede Globo, também errou ao dizer que foi “pênalti claríssimo e bem marcado (…) com cartão amarelo bem aplicado”.

Enfim, nem claro (não se vê toque infracional do marcador) nem bem marcado (insisto: errou) e nem deveria dar cartão (logicamente por não ter sido).

Em tempo: com as novas regras da Copa do Brasil, com esse gol assinalado na cobrança do pênalti, Vascão se classificou por estar melhor colocado no ranking nacional de clubes da CBF.

O importante era passar de fase” disse o treinador vascaíno Alberto Valentim, que reputo como bom técnico (mas que reclama sempre da arbitragem), restringindo-se à atuação fraca do Time da Colina e se omitindo em falar do erro a favor. Se fosse contra…

Um erro crasso, no final do jogo, é praticamente irrecuperável para quem o sofre.

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– Wilmar Roldán no Talleres x São Paulo. Mas ele ainda é Top?

Eu me lembro que em 2012, quando o árbitro colombiano Wilmar Roldán aparecia bem no cenário internacional e era chamado de “novo Oscar Ruiz” (e se dizia admirador de Javier Castrilli), ele se envolveu numa confusão danada com Richarlysson (que tentou lhe agredir após receber injustamente um cartão vermelho) no jogo da Copa Sulamericana entre Libertad x São Paulo. Na oportunidade, foi acusado pelo lateral esquerdo Juan de racismo (e nunca nada foi comprovado).

No ano seguinte, quando jogaram São Paulo x Arsenal de Sarandí pela Libertadores, outra lambança de Roldán: brigou com o Tricolor para a troca de uniforme antes do começo do jogo (sendo mandante) e marcou um absurdo pênalti aos hermanos, fruto de uma bola que bateu despretensiosamente na mão de Cortês. No mesmo jogo, expulsou Luís Fabiano por reclamação.

Em 2015, no Morumbi, jogaram São Paulo x San Lorenzo com outra má atuação de Roldán, anulando um gol legítimo de Centurión, comprovando que, quando um árbitro não “dá química com um time”, não vale a pena insistir. Isso vale para grandes clubes ou para times pequenos, pois a maior parte deles tem um “juiz asa negra”. E os árbitros também: tem time que você DETESTA apitar pois sempre dá alguma “zica”.

Sua última participação em jogos do São Paulo foi em 2016, quando o Tricolor foi eliminado da Libertadores pelo Atlético Mineiro, sem influência da arbitragem.

No ano de 2017, na semifinal entre Lanus x River Plate, Roldán foi tão mal que desagradou as duas equipes. Mas prestigiado, apitou ainda a final da Copa Sulamericana naquele ano, entre Flamengo x Independiente, fazendo algo inédito: após marcar um pênalti inexistente de Cuellar, expulsou o flamenguista no pódio quando recebia a medalha de vice-campeão, por reclamar da atuação dele! Caso único no esporte mundial.

Para comprovar a má fase de Wilmar Roldán, é só lembrar que ele foi sacado da Copa do Mundo 2018 após errar demais na partida entre Inglaterra x Tunísia desprezando totalmente o VAR. Um mês depois, escalado na Libertadores para Colo-Colo x Corinthians, prejudicou o Timão numa outra péssima atuação.

Enfim: abra o olho, São Paulo. Roldán já apitou final de Libertadores da América, Copa do Mundo, mas… apesar de ser rodado e experiente, como “bom macaco velho”, sabe dar “um migué” quando precisa e tem padrinho muito forte (Quem? Não sei. Mas vide as escalas…). Tecnicamente, Wilmar Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular no gramado (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de boas e ruins atuações tem sido frequentes (especialmente entre jogos de clubes brasileiros).

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– Não faça isso, Thiago!

Que pisada na bola do jogador de futebol Thiago Neves!

O atleta, que joga no Cruzeiro, quis ironizar o rival Atlético Mineiro e fez uma Storie com a menção da tragédia da Barragem de Brumadinho. Total infelicidade, evitável, de mau gosto.

A publicação está abaixo. Mas fico me perguntando: esses atletas que tem milhares de assessores não conseguem ser orientados a contento?

Vinte minutos depois o jogador fez uma mea culpa, pediu desculpas e assumiu o erro. Menos mal… mas não precisava de tal celeuma, não?

– De besta a bestial (e vice-versa) no final de semana: muitos protagonistas!

O saudoso Otto Glória quem criou a expressão que fala sobre a bipolaridade das críticas ao treinador de futebol, dizendo que se passa de gênio a imbecil numa única rodada, caso seu time conhece a derrota. O dito é:

“Se ganha, é BESTIAL. Se perde, é uma besta”.

Pois bem: tivemos vários casos assim (e o inverso também) neste sábado e domingo passados. Vamos lá:

1. Jorge Sampaoli: Depois de magníficas apresentações, o time que ataca bastante, mantém a posse de bola sobre controle e joga com intensidade incrível, tomou 5 do Ituano! Claro, acontece com que tem esse estilo, é um risco a correr (como Marcelo Bielsa, sua inspiração, e Juan Carlos Osório, seu inspirado, também correm por conta de tal plano tático). Mas não é que tem gente cornetado, dizendo que: “viu, não disse que não era tudo isso?”. Ô louco, depois de uma série maravilhosa de jogos, de bestial a besta em Itu.

2. André Jardine: Besta na Flórida Cup; bestial nas duas rodadas iniciais do Paulistão; besta de novo nas rodas 3 e 4 do Regional e, depois da vitória contra o São Bento, se ganhar do Talleres em Cordoba, voltará a ser gênio. Vamos dar tempo ao jovem treinador, amigos?

3. Danilo Avellar: entra na relação dos “Bestas” há várias semanas, mas depois de marcar o gol da vitória do Corinthians contra o Palmeiras na casa do rival, virou bestial, incrível, craque… Já ouvi gente louvando: “é que ele não teve tempo para mostrar sua categoria!”.

4. Os investimentos do Palmeiras: todo o fantástico gasto no reforço e manutenção do elenco, aplaudidos pela maior parte dos analistas, torna-se uma chacota  como a de que: “dinheiro não ganha jogo”. Muito por conta, claro, dos memes dos rivais… Não ganha mesmo, mas não foi por culpa do dinheiro o resultado, e sim por futebol jogado.

5. Críticos do Vinícius Jr: de “Neguebinha” a ídolo global após ter tido chances reais no Real. Calma lá, pessimistas e/ou ufanistas…

6. Diego Ribas: quando reclamavam dele, diziam que nunca mais jogou como o Diego do Santos. Mas ao marcar o golaço de domingo… Segura a Nação Flamenguista! A Seleção Brasileira passou a ser Diego “mais 10”!

7. Vinícius Dias Gonçalves Araújo: tenho “enchido a bola” do árbitro pelas bestiais atuações (e não é de hoje). Mas o “pênalti de ombro” no Pacaembu no São Paulo x São Bento… ô marcação besta. Deu branco no juizão?

8. Se preferir sair da seara do futebol e entrar na política, temos um outro exemplo: o Senador Renan Calheiros, que depois de bestiais (e maquiavélicos) planos para se sustentar no poder e conseguir a enésima legislatura como Presidente do Senado, tomou do próprio veneno e deu uma de besta ao ofender a jornalista Dora Kramer. Viram que baixaria do “nobre” político?

E aí, alguém mais vai entrar na lista de besta-bestial ou bestial-besta dessa semana?

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– O Cartão Vermelho de Deyverson e Felipão relatado na súmula.

Alguns amigos me perguntaram se mudaria de Vermelho para Amarelo o cartão mostrado caso alguém tivesse provocado Deyverson antes da cuspida contra Richard e que lhe valeu a Expulsão em Palmeiras 0x1 Corinthians.

Não, não muda nada. Nem mesmo se a cuspida não tivesse atingido ninguém.

A única coisa que muda é o relato do árbitro em súmula de como se ocorreu o ato agressivo, que determinará para os julgadores do Tribunal uma pena maior ou não além da suspensão automática.

Entenda: DAR uma cusparada ou TENTAR cuspir, ATINGIR ou NÃO ATINGIR o adversário, é irrelevante para o árbitro! Sempre terá que expulsar o jogador que terá que cumprir necessariamente um jogo de suspensão.

Se a cusparada foi motivo de uma reação, um ato deliberado sem uma provocação ou em quais circunstâncias em que ele ocorreu – aí sim são elementos imprescindíveis para a pena a ser determinada pelos julgadores. Normalmente, o STJD aplica 3 jogos de suspensão. Mas aí varia muito de como se porta a defesa (e, cá entre nós, qual time está envolvido). Como Deyverson tem sido bastante indisciplinado nos últimos tempos, penso que isso contará bastante.

Algo que repercutiu pouco, mas que será importante: o árbitro Luiz Flávio de Oliveira (que expulsou corretamente o atacante palmeirense), relatou que após o jogo o treinador Luís Felipe Scolari ironicamente lhe disse:

“Parabéns (…), você é maravilhoso para apitar nossos jogos”.

Provavelmente, Felipão também será julgado e punido.

E aí, gostou do Derby? Deixe a sua opinião:

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– O custo-benefício é melhor a quem?

Vejo que diversas federações de futebol fizeram pré-temporadas com árbitros de futebol. Cada uma a seu modo, com sua cultura e suas dificuldades.

Levando em conta o que se tem visto, de quem é o melhor custo-benefício?

1) DOS ÁRBITROS, que abrem mão de dias de trabalho das suas empresas ou férias de suas famílias, ficam em regime de internato com outros colegas, sem remuneração e que fazem isso para campeonatos de menos de 3 meses; ou

2) DAS FEDERAÇÕES, que apesar dos gastos com hospedagem e alimentação tem os árbitros à sua disposição, que mesmo sem ser profissionais devem agir como tal (sem as entidades arcarem com os custos e deveres de empregador); ou

3) DOS CLUBES, que sentem em campo o sucesso ou fracasso do trabalho desses dias de treinamento nas partidas apitadas?

Aliás, por quê nunca vejo sindicatos criticarem as metodologias de pré-temporadas, já que seus sindicalizados são obrigados a estarem a disposição das federações, de graça, abdicando de trabalho/férias e família. Não são empregados, mas agem como tal, sem contestação?

Vale a reflexão…

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– Luiz Flávio de Oliveira em Palmeiras x Corinthians. Mas veja só que interessante…

Para o  Derby que “quase não acabou” da final do Paulistão 2018, agora em 2019, apitará Luiz Flávio de Oliveira, o irmão de Paulo César de Oliveira.

Seria uma simples bobagem lembrar que LF não tem nem o mesmo estilo e nem a mesma má vontade de alguns torcedores de PC. Mas leia essa publicação de 2011, a respeito de 2010 no jogo do “Fala Muito” entre Tite e Felipão:

Quando comemorei 1 ano que “pendurei o apito”, fui convidado para participar do Programa “No Pique da Pan”, apresentado por Wanderley Nogueira na Rádio Jovem Pan. Naquela semana, jogariam no Pacaembu Corinthians x Palmeiras pela semifinal do Paulistão-2011. De um lado, Tite. Do outro, Felipão.

Na 4a feira que antecedia o jogo, Luiz Antonio Próspori publicou no extinto e saudoso Jornal da Tarde que Paulo César de Oliveira seria sorteado para apitar aquele Derby, a pedido de ambas equipes. E de fato foi! A presidência da FPF, na pessoa de Marco Polo Del Nero, negou qualquer pedido. A Comissão de Árbitros da FPF, através do Coronel Marinho, alegou coincidência. Nunca se provou nada.

Por ser um assunto efervescente, fui questionado pelo Wanderley naquela entrevista sobre tal escala, e disse mais ou menos assim: “Como o Palmeiras não gosta do PC, o Corinthians o pediu para apitar o jogo só para enervar o adversário. E o Palmeiras deve ter pedido o PC por crer que, com tantos jogos reclamados contra ele, ‘pagaria a dívida’ e na dúvida erraria a favor dele”. Lembro que nos bastidores eu disse que conhecendo o Paulo César, entraria em campo “mordido”, atento, vibrante. E que na primeira reclamação de qualquer treinador, ele expulsaria não importanto quem fosse. Não me esqueci que alguém (talvez o próprio Wanderley Nogueira) disse: “se acontecer isso mesmo, na segunda-feira o programa [Esporte em Discussão] vai ser uma fumaça”!

E o que aconteceu? Aos 26 minutos do 1o tempo Felipão foi expulso por reclamação e Tite o ironizou com o “Fala Muito, gesticulando com as mãos. Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-2DQ.

Observação 1: Teremos fumaça na segunda-feira de novo, já que, apesar de não ser mais Tite e sim Carille, o ambiente está ruim entre as duas equipes e Felipão não vai querer perder o jogo por nada?

Observação 2: Dionísio Roberto Domingos, acusado pelo presidente Maurício Galliote de passar uma suposta informação externa, não estará em campo; nem José Henrique de Carvalho, o outro membro da Comissão de Arbitragem que foi DEMITIDO às vésperas das festas de final de ano, sem justificativa. Estarão Carlos Donizete Pianosqui como “treinador / assessor dos árbitros” e Ednilson Corona, da CEAF, avaliando a arbitragem. E para quem perguntou, Dionísio estará em Barueri, no Oeste x Novorizontino.

Em tempo: lembra que o “Fala Muito” virou camiseta?

tite-fala-muito-700

– Ainda sobre o “entrou ou não entrou”- Ilusão de Ótica ou Erro Crasso, parte 2

Tenho recebido muitas imagens e comentários sobre o lance de Olímpia 1×3 Rio Preto. Alguns achando um absurdo a confirmação do gol; outros, salvando a pele do juizão e especialmente do bandeira com vários argumentos.

Se você não viu o vídeo, assista-o com som em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/01/29/ilusao-de-otica-ou-erro-grosseiro/

Entretanto, vejo certa radicalidade de muita gente “sem espírito democrático”. Assim como é muito difícil dizer que a bola entrou com a câmera do meio de campo no vídeo do link, é proporcionalmente difícil ser taxativo numa opinião com essa imagem congelada (abaixo), com os pés do goleiro dentro do gol. 

Teria o goleiro “defendido um gol que já entrou?” Mas há a plena convicção de que a bola passou pelo ar TOTALMENTE a meta?

Dessa forma, insisto na repetição da dúvida feita desde a 1a postagem: Uma grande Ilusão de Ótica? Ou um Erro Absurdo?

Somente com a tecnologia do chip na bola isso seria resolvido. Mas recordo-me de um lance entre Corinthians x Linense no Pacaembu onde o árbitro Marcelo Rogério foi execrado num lance envolvendo o grandalhão Fabão e, dias depois, uma imagem perdida mostrou que ele foi o único que viu a realidade.

Chega de extremismos, pessoal.

Olímpia x Rio Preto

 

– A patada de Kanu em Dracena no Oeste 0x1 Palmeiras

O árbitro Salim Fende Chaves é um cara honesto, sujeito bacana e está tendo as oportunidade que todo árbitro quer e muitíssimos poucos têm. Basta aproveitá-las. Mas ignorar esse lance (foto na postagem abaixo) de Kanu em Edu Dracena é total falta de competência.

Só vi essa jogada que tanto repercutiu, não assisti esse jogo, portanto não posso comentar a arbitragem como um todo. Mas a quem possa querer saber sobre a qualidade de alguns trabalhos, a análise in loco de 3 partidas (na qual eu esperava boas atuações e…). Em:

Paulista x Primavera (4a divisão):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/26/analise-da-arbitragem-para-paulista-3×0-primavera/

de:

Paulista x Chapecoense (Copa São Paulo Jr):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/

e de:

Paulista x Mirassol (Série A2):
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/

Imagem relacionada

– Mercedes Benz Stadium: o palco da final de 2026?

Vi e me impressionei: o vídeo do Mercedes Benz Stadium, em Atlanta – EUA.

Lá, “joga soccer” pela MLS o Atlanta United e joga futebol americano pela NFL o Atlanta Falcon.

Assista e diga: não é o estádio mais moderno do mundo?

Dificilmente a final da Copa de 2026 não será jogada lá…

Filme em: https://youtu.be/RDyNvr8Pz-o

– Ilusão de Ótica ou Erro Grosseiro?

Juro, quero ter boa vontade em elogiar bons árbitros e grandes atuações. Mas desde que a meritocracia se tornou um detalhe, a coisa está feia. Entretanto, devemos tomar cuidado para não sermos traídos por imagens que nos levem a ver o que não foi!

Veja esse lance no vídeo abaixo com o áudio ligado: ocorreu no Interior Paulista (Olímpia 1×3 Rio Preto) neste último final de semana. Gol Difícil ou Erro Grosseiro? Bandeira bobeou ou foi preciso na marcação? Ilusão de ótica ou nenhuma das alternativas? Compartilho:

Escala de Árbitros –

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Bandeira 1: Marlon Spinola Bandeira; 2: Diogo Cruz Freire; Quarto Árbitro: Rogério dos Santos Laranjeira; Analista de Arbitragem: Wilson Cavallari.

 

– Paulistão da 4a divisão vai ter bula ou não?

Concordo com o amigo e jornalista Thiago Batista de Olim: a Fórmula da 4a divisão estadual é horrorosa, precisando de bula para entender e com uma bagunça sem fim!

O arbitral acontecido nesse dia 29 na sede da FPF definiu que: Times ainda “a definir”; grupos de 5, 6 e 7 equipes; jogos eliminatórios sem cobranças de pênaltis; fases em que só um time do grupo de quatro são eliminados… Aff!

Para o torcedor de Jundiaí, o suspiro de que o Paulista FC não pedirá licença e disputará o torneio (bancando pelo respeitado empresário Milton Demarchi, da empresa jundiaiense Frutas DeMarchi – que o citemos pois é quem está ajudando o Galo a não fechar as portas e tem merecido os aplausos, e também pela pessoa idônea que é na nossa sociedade). Mais fôlego para esperar uma possível negociação com o Red Bull.

Abaixo, extraído de: https://www.esportejundiai.com/2019/01/paulistao-da-4-divisao-pode-tera-ate-37.html?fbclid=IwAR3_LsYZWwEZ66-q-iewUpRxgjReogusixAZjXV40SdDShdnXQncyA3Kk2o

PAULISTÃO DA 4A DIVISÃO PODE TER ATÉ 42 TIMES E 1A FASE MAIS ENXUTA

A 4ª divisão do Paulistão não terá a mesma quantidade de clubes em relação a temporada passada. A competição que teve 40 clubes em 2018, nesta temporada pode ter 35, mas pode chegar a 42, já que alguns clubes estão com pendências ainda a serem resolvidas junto a Federação. A competição novamente priorizará o lado técnico na fase eliminatória, premiando o time de melhor campanha com a “vitória” no confronto, em vez da definição da vaga ser na disputa de pênaltis.

Por conta da indefinição de 7 clubes – entre eles Amparo (participou da 4ª divisão em 2019), Osvaldo Cruz (participou ano passado) Guarulhos-GRU (participou ano passado), Fernandópolis (esteve ano passado), Talentos Dez, Catanduvense (que não pode participar do arbitral) e Catanduva Clube (também não pode participar do arbitral) a Federação Paulista ainda não soltou a lista de times participantes da competição. A maioria destes clubes estão com seus estádios sem laudos atualizados até a data desta terça-feira e a chance de não participarem é grande. O Paulista participou do conselho arbitral, sendo representado pelo gerente de futebol, Antônio Carlos Nogueira de Sá Junior, o Juninho.

A competição novamente será exclusiva para atletas até 23 anos. O torneio começa no dia 7 de abril. Segundo a Federação Paulista, a lista oficial de participantes deverá sair na quinta-feira, enquanto os grupos da 1ª fase, tabela e regulamento deverão ser divulgados no mês de fevereiro. Ficou definido que a competição não irá pausar, mesmo com a Copa América sendo disputada no Brasil.

Pelo Estatuto do Torcedor, a Federação terá que soltar a tabela e regulamento até o dia 6 de fevereiro (artigo 9º no Estatuto: É direito do torcedor que o regulamento, as tabelas da competição e o nome do Ouvidor da Competição sejam divulgados até 60 dias antes de seu início).

Formato

As duas primeiras fases do torneio serão regionalizadas. A 1ª fase terá 6 grupos com 5, 6 ou até 7 times em cada chave. Os quatro melhores de cada grupo avançam a 2ª fase que ainda será regionalizada. Na 2ª fase os 24 times seriam novamente divididos em 4 grupos de 6 times. Na 3ª fase, os 16 classificados seriam divididos em 4 grupos de 4 times, e a divisão seria no sistema de sorteio. A partir da 4ª fase, quando seria as quartas de final a competição será em fase eliminatória (com jogos de ida e volta).

Nada de pênaltis

Na fase eliminatória da competição, não haverá em hipótese nenhuma a disputa de pênaltis. Em caso de empate no placar agregado do confronto (soma dos resultados dos dois jogos), a vaga será do time de melhor campanha ao longo da competição.

A decisão foi da maioria dos clubes presentes – 23 votaram a favor da melhor campanha levar a vaga na fase eliminatória em caso de empate no agregado, enquanto 14 gostariam da disputa de pênaltis.

Clubes que participaram do arbitral

América de Rio Preto; Andradina; Barcelona; Flamengo de Guarulhos; Francana; Inter de Bebedouro; Itararé; Guarulhos-GRU; Santacruzense; Bandeirante; Brasilis; Assisense; Joseense; Taquaritinga; Elosport; XV de Jau; Fernandópolis; Manthiqueira; Mauá; Mauanese; Marília; Independente; Jabaquara; Jaguariúna; José Bonifácio; Paulista; Rio Branco; São José; Itapirense; Matonense; Tupã; União Barbarense; União Mogi; União Suzano; Vocem de Assis.

Clubes com pendência e podem ficar fora do campeonato

Amparo; Talentos Dez; Osvaldo Cruz; São-carlense; Fernandópolis; Catanduva; Catanduvense.

Entenda o formato

1ª fase – 6 grupos de 5, 6 ou 7 times – Turno e returno na chave

– Classificam-se os 4 melhores de cada grupo

2ª fase – 6 grupos de 4 times – Turno e returno na chave – Classificam-se os 2 melhores de cada grupo + os 4 melhores terceiros

3ª fase – 4 grupos de 4 times – Turno e returno na chave – Classificam-se os 2 melhores de cada grupo

4ª fase – Quartas de final – Jogos de ida e volta

– Com vantagem de jogar pelo empate na soma dos placares do confronto para os times de melhor campanha ao longo da competição

5ª fase – Semifinal – Jogos de ida e volta

– Com vantagem de jogar pelo empate na soma dos placares do confronto para os times de melhor campanha ao longo da competição

6ª fase – Final – Jogos de ida e volta

– Com vantagem de jogar pelo empate na soma dos placares e ficar com o título para o time de melhor campanha ao longo da competição

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– “Juiz Pelé” e “Pelé e o Juiz”

Muito interessante: em uma das últimas edições da “falecida” Revista Placar (Ed 1410, pg 82-96), há uma matéria bacana sobre 75 curiosidades sobre Pelé. E duas delas me chamaram a atenção:

1) Pelé e o gol que não entrou: Numa partida contra o Guarani na Vila Belmiro, Pelé deu uma sequência de chapéus e chutou para o gol. A bola bateu na trave e supostamente em cima da linha. O árbitro João Etzel deu o gol e o time campineiro o cercava reclamando. A justificativa do árbitro, dita em alto e bom som, segundo o Rei do Futebol, é que Etzel disse: Mesmo se não tiver sido gol, eu vou dar porque a jogada foi muito bonita. E é do Pelé, acabou a reclamação”. E o jogo seguiu.

2) Em 09 de novembro de 1961, houve um jogo inusitado na Vila Belmiro: Árbitros da Liga Santista de Futebol versus Combinado de Árbitros Paulistas. A arbitragem foi de Edson Arantes do Nascimento (isso mesmo!), sendo o bandeira 1 Célio (atacante do Jabaquara) e bandeira 2 Clóvis (zagueiro da Portuguesa Santista).

Se você pudesse escolher um trio de arbitragem formado por jogadores de futebol, como ele seria formado? E por quê?

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– Vontade demais ou desleixo notório?

Avalie quem errou mais no Mineirão, no clássico entre Cruzeiro x Atlético

  1. O árbitro Wanderson Alves que, percebendo que se machucou, insistiu até o fim em continuar apitando o quente jogo (saiu pois mancava muito);
  2. O quarto-árbitro Ronei Cândido que, ao ter que substituir o juiz, não estava preparado a contento (demorou para estar equipado).

Aqui vai a observação de quem viu deveras vezes tais situações: os árbitros não querem dar o “braço a torcer” que se lesionam, mas querem ir até o final do jogo para não permitir que as Comissões de Árbitros deixem-os de colocar nas escalas. Dessa forma, corre-se o risco de comprometer a partida por deficiência física (que reflete nas outras qualificações necessárias para o seu trabalho).

Por outro lado, além do serviço administrativo, o quarto-árbitro é substituto imediato do árbitro central e deve estar com seu equipamento de arbitragem pronto para entrar em campo. Estariam todos os árbitros-reservas prontos para assumir a direção da partida?

Futebol é coisa para profissional – de todos os lados, incluindo a arbitragem (que na prática não é por força da cartolagem).

Boa sorte na recuperação de Wanderson Alves e que não tenha prejudicado a lesão ao forçar sua permanência em campo por minutos a mais.

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– Parabéns pela Solidariedade, Tricolor!

Eu estava sem tempo para escrever sobre a garotinha Larissa (que luta contra o câncer), apadrinhada pelos atletas Anthony e Gabriel durante a Copa São Paulo, e que faziam gols em homenagem a ela durante a competição. Mas o faço agora com rápidas considerações:

  1. Não é que os jovens atletas convenceram os demais colegas a rasparem a cabeça como a menina, que é careca logicamente por efeitos da quimioterapia necessária? Que maturidade dos jogadores!
  2. Parabéns à Diretoria do Sao Paulo que bancou a presença da menina na cidade de São Paulo, bem como a presença dela nos vestiários e na comemoração do título.
  3. O Palmeiras, dias atrás, fez algo parecido com o garotinho deficiente visual Nicolas, e estendeu aos demais colegas de tratamento dele a presença em seus jogos. Igualmente louvável e que se tornem comum aos clubes tais atos.

Do resto que gostaria de escrever, achei algo à perfeição que complementa o que penso. Abaixo:

Extraído de: https://blogdopaulinho.com.br/2019/01/26/sao-paulo-seria-campeao-da-copinha-mesmo-se-nao-tivesse-sido/

SÃO PAULO TERIA SIDO CAMPEÃO DA COPINHA, MESMO SE NÃO TIVESSE SIDO

O São Paulo, com algum sufoco, conquistou a Copa São Paulo de Juniores ao empatar com o Vasco da Gama, em dois a dois (vencia por dois a zero), superando os cruzmaltinos nos tiros livres da marca penal.

Um presente para o clube que comemorava, junto com a cidade que leva seu nome, a data de fundação.

Mas, mesmo que o título não tivesse ficado com o clube de Morumbi, o generoso gesto dos atletas tricolores, que entraram em campo com a cabeça raspada, em solidariedade à menina Larissa, que há dois anos luta pela vida, acometida por um câncer de cérebro, valeria como título.

O melhor momento do futebol brasileiro, contando todas as categorias (profissional, inclusive), neste início de 2019.

– Os estrangeiros do Peixe estão resolvendo!

O Santos foi a Sorocaba e ganhou de 4×0 do São Bento. A curiosidade é que os jogadores que fizeram os gols foram Derlis González (Paraguai), Soteldo (Venezuela) e Copete (Colômbia), sob o comando do treinador Sampaoli (Argentina).

É a globalização, irreversível. Lamento apenas a falta de questionamento: os garotos que são costumeiramente revelados na base não dariam conta de se prepararem e à altura desses estrangeiros, ocuparem as vagas no time? Regredimos na qualidade do nosso pé-de-obra tanto assim? E olha que o Santos FC representa o futebol-arte tão marcante na história da brasilidade do esporte…

A propósito: neste próximo final de semana teremos um SanSão! Que jogo bacana para assistir, devido a ofensividade de Sampaoli e do treinador do São Paulo, o jovem André Jardine.

Esperemos muitos gols!

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– A dor do pai de Emiliano Salas

Cada vez que leio ou ouço algo sobre a morte do argentino Emiliano Salas, que estava no avião do presidente do Cardiff, seu novo time, e que caiu no Canal da Mancha, fico arrepiado e triste.

ARREPIADO por ouvir o áudio em que ele fala sobre o pressentimento em cair e que, se não for encontrado em 1h30, é porque morreu. Não literalmente com essas palavras, mas num tom de voz e vocábulo de quem fez um prenúncio inconsciente. É de assustar.

TRISTE por ver as declarações do pai do atleta. Mudo de canal, confesso, pois a dor desse homem é grande e a esperança perene. Ele já disse que o filho poderia estar salvo em uma ilha, que poderia estar à deriva num bote salva-vidas… É de se compadecer!

Enfim, vida que segue e que a família e os amigos possam se consolar.

EM TEMPO: já imaginaram se realmente ele está vivo ainda? Uau…

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– O que esperar do Árbitro Douglas Marques das Flores na Final da Copa SP 2019?

Tenho muito cuidado ao escrever sobre Douglas Marques das Flores na minha análise pré-jogo para São Paulo x Vasco na Finalíssima da Copa São Paulo 2019 por um motivo muito simples: o árbitro escalado, que vem lá de Rancharia e é boa gente, já teve INÚMERAS boas oportunidades na carreira. Tem seus altos e baixos (mais baixos do que altos) mas sempre tem uma ótima chance seguinte.

Sem saber por qual motivo, logo de cara foi escalado para apitar a Série A1, sem ter trabalhado significativamente nas divisões menores. Não sei se algum “observador de árbitros” cismou que ele era um talentoso juiz, um fenômeno precoce ou algo assim. Quando escalado em partidas que pude assistir in loco, me decepcionou nas primeiras e só me agradou na última.

Seu grande defeito era a falta de autoridade, corrigida pouco-a-pouco. Fisicamente ele é bom, mas não gosto de ver árbitro (como ele) estar escalado hoje, 6a feira, e domingo no Paulistão da A1 novamente. Pra quê? Falta árbitro na FPF e só tem ele?

Desejo boa sorte e que faça uma boa atuação, tirando a imagem negativa de que seria privilegiado (não compactuo com isso, penso apenas que teve uma ruim gestão inicial de carreira).

Quatro últimos jogos de Douglas que analisei em:

Paulista x Santo André: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/12/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-2-santo-andre/

Santos x Linense: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/28/a-ma-gestao-de-carreira-na-escala-de-santos-x-linense/

Paulista x Bragantino: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/08/14/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x3-bragantino-como-foi-o-arbitro/

Paulista x Sao José: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/12/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×0-sao-jose/

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– 15 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

– Fatores que se repetem todo ano no começo da temporada de futebol…

Ainda estamos em Janeiro, a primeira rodada dos estaduais aconteceu e sintomas de um futebol intolerante se repetem. Veja se todo ano esse tipo de notícia não é corriqueiro:

1. BRIGA ENTRE TORCIDAS: O Palmeiras foi jogar contra o Red Bull e ocorreu briga entre torcedores palmeirenses e… ponte-pretanos! Pode? Aliás, é o fim do respeito às instituições de segurança pública assistir São Paulo x Guarani num torneio de juniores (em Araraquara) com torcida única! A PM não dá conta de uma partida desse porte?

2. DEMISSÕES DE TREINADORES: O Comercial de Ribeirão Preto tirou do São José o treinador Ricardo Costa, de excelente campanha no ano passado. Fez pré-temporada, jogou diversos amistosos e, na 1a rodada, após perder seu jogo de estreia, demitiu o técnico! Ué, não devia demitir quem o contratou? Jogou fora toda a preparação? Time que demite profissional depois de deixá-lo trabalhar por tal período e só depois vê que não deu certo (se é que ele teve tempo para “dar certo”), é porque tem diretoria com competência questionável.

3. ÁRBITROS NA GELADEIRA: Já falamos aqui do erro da arbitragem no jogo entre Flamengo 2×1 Bangu. A FERJ afastou a árbitro assistente adicional Rejane Caetano da Silva (FIFA-RJ), por não ter visto a bola sair (e ter sido atropelada pelos jogadores que disputavam-a em velocidade, dando um carrinho). Mas o que fará a moça melhorar colocando-a na geladeira? Aliás, cartola do apito fica afastado? Não vejo dirigente de arbitragem, que insiste em apadrinhados e outros árbitros de seu círculo pessoal íntimo, serem punidos Brasil afora por má escala. Sobra só para o juizão (no caso, a juíza) e para quem não tem proteção / blindagem.

4. CONTRATAÇÕES POR PAIXÕES: O Corinthians quer a volta de Romarinho. Me lembro que Christian, quando voltou para o Timão, era lembrado por ter mostrado o dedo-do-meio à torcida adversária e não jogou nada (mas ganhou bem). Emerson Sheik, já em final de carreira, também veio por “agradecimento” aos bons serviços prestados no passado, mas não rendeu. Agora, é a vez de Romarinho (marcado pelos gols importantes de outrora) voltar. Será como da mesma forma que os demais?

Enfim: entra ano e sai ano, o futebol reprisa a mesma novela… Não está faltando profissionalismo por parte de todos os envolvidos?

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– Ninguém orientou a moça em Flamengo 2×1 Bangu?

No Maracanã lotado, um lance traiçoeiro: dois atletas disputam a bola que está saindo pela linha de fundo, a árbitro assistente adicional não tem o reflexo suficiente para evitar uma trombada iminente e acaba caindo. A bola sai de campo, o árbitro ameaça dar a sua saída mas sem ter certeza manda o jogo seguir. Na continuação da jogada, o zagueiro do Bangu tira a bola com a mão em cima da linha; o pênalti é marcado, o atleta expulso e o Flamengo faz o gol.

Que coisa, hein?

Em São Paulo, começou mal a arbitragem com a Copa São Paulo repleta de erros. No jogo mais importante da 1a rodada no Rio de Janeiro, uma lambança significativa.

O que fazer? Canso em dizer: não se sabe fazer a renovação dos juízes de futebol pois não se renovam os CARTOLAS DO APITO! Há a real necessidade de se mudar o comando das comissões de árbitros Brasil afora.

Imagine quando começar o Brasileirão…

 

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– Curso de Aperfeiçoamento para entender e comentar o Futebol!

Mesmo antes de me tornar árbitro, sempre gostei de estudar o futebol dentro e fora de campo. Com a prática de anos de arbitragem e observação in loco, após pendurar o apito, passou a ser uma necessidade (e um prazer) aprender sempre mais sobre tática, detalhes dos clubes / do jogo e outras nuances.

Pois bem: mesmo comentando arbitragem e futebol em geral, sei que a especialização e aprendizado devem ser contínuos. E nesse último sábado, fui fazer um intensivo no Cursos Prado, dos conhecidos e consagrados Bruno Prado e Flávio Prado. E que jornada!

O Flávio passou importantes dicas e observações sobre o conteúdo dos comentários, a fuga da mesmice e dos vícios/ jargões já batidos. A carência cada vez mais da argumentação e de fazer diferente é urgente a quem quer falar sobre futebol em público.

Tivemos ainda um ótimo laboratório com o Fernando Fontana, da Rede TV, outro reconhecidamente competente jornalista, que com inúmeros vídeos e exemplos nos mostrou a diferença de uma cobertura de rádio e jornal por parte dos repórteres de campo, além da questão da narração. Excelente.

Não posso deixar de citar o Guilherme Figueiredo, CEO da Nsports, uma plataforma digital que está se tornado a “Netflix do esporte brasileiro” (transmite, acreditem, até prova de Crossfit). Ele nos mostrou o quão restrita estão as transmissões tradicionais de rádio e TV, ilustrando e provando com dados a irreversível ida dos eventos ao streamingalgo que já acontece nos EUA e que em 10 anos se consolidará no Brasil. De extrema importância para mostrar o nascente mercado de transmissão por Internet e o futuro das TVS aberta e por assinatura.

Quem tiver a oportunidade, haverá outro curso no dia 23 de fevereiro, a R$ 300,00 (é barato pelo que oferece em conteúdo e pelo conhecimento adquirido), que será destinado a comentários esportivos.

Os detalhes dessa nova turma, com horários, contatos e conteúdo programático, no link em: https://www.eventbrite.com.br/e/curso-de-comentarista-de-futebol-tickets-54880696641

Eu recomendo!

Fotos da nossa turma ontem:

 

– #10YearsChallenge do Futebol

A brincadeira do desafio em postar como você era 10 anos atrás (10 Years Challenge), surgida no Instagram nesta semana, frutificou demais! E no mundo do futebol, achei uma postagem que nem precisa de legenda: como estava a Rainha Marta, a “Pelé de saias” do esporte mais popular do planeta, em 2008 e 2018.

Tirando o penteado diferente, a saúde, o sorriso sincero de vencedora e as premiações… E tudo merecido, pois quem luta e é competente precisa ter reconhecimento.

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– Qual erro é mais grave e/ou traz mais consequências? Sobre Palmeiras 1×2 Figueirense:

Aos 24 minutos do 2o tempo, o jogador do Palmeiras Marcus Meloni agrediu com uma cabeçada o adversário João Diogo, do Figueirense. O árbitro Jefferson Dutra Giroto não viu e não o expulsou.

Aos 47 minutos do 2o tempo, Léo Passos fez um gol legal (que determinaria o empate da partida), mas estando mal posicionado, o bandeira 2 Thiago Alborgueti assinalou impedimento.

Aqui temos um exercício de futurologia e achismo, mas vale a reflexão:

  • Se o árbitro tivesse aplicado o Cartão Vermelho para o palmeirense, o time de Santa Catarina jogaria com um atleta a mais por mais de 20 minutos (considerando os acréscimos). Mesmo assim, o placar estaria 2×0 a favor do Figueirense, aos 47 minutos (quando saiu o gol mal anulado) ou estaria 3×0, 4×0… (já que o Palmeiras teria um atleta a menos nesse torneio tão cansativo e com o gramado tão pesado)?

Claro que um prejuízo no final do jogo é mais difícil de se recuperar do que no começo da peleja (pois o tempo da partida é diminuto). Porém, a gravidade do erro de um é maior ou menor do que outro?

Enfim: as duas equipes foram prejudicadas por conta de uma ruim arbitragem. Mas pondere: a Copa São Paulo é para revelar árbitros e dar experiência a eles. Se alguns muito “crus” estão sendo escalados antes da hora, é outra história. O que não pode é diferença de grau de qualificação da arbitragem em mesmas situações.

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– Lucas Santos, do Vasco: o diferente!

Por muitas vezes a Copa São Paulo foi celeiro de craques, revelando talentos e mostrando jovens escondidos Brasil afora. Entretanto, infelizmente, a competição desvirtuou-se para catados empresariais de interesses não esportivos.

Sobre isso, falamos há um mês em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/18/sobre-a-copa-sao-paulo-em-2017/

Pois bem: se me perguntarem dois jogadores não-conhecidos de destaque desta edição (portanto, excluindo aqueles por nós, paulistas, já vistos – como os “Gabriéis do São Paulo, os garotos do Palmeiras e o Oya do Corinthians – que não precisam da Copa São Paulo pois já atuam em outras competições importantes), destaco: Kaio (Porto de Caruaru) e Lucas Santos (Vasco da Gama).

Kaio é um centroavante nato. Fiquei impressionado com o garoto que finaliza bem, corre e luta os 90 minutos, é técnico e sabe ter a “malandragem necessária” para matar o tempo (quando necessário para assegurar a vitória do seu time). O que pesa contra ele: maturidade! Lógico que é garoto, mas costuma “responder com provocações” os torcedores quando molestado.

Lucas Santos é um camisa 10 clássico! Joga com a cabeça erguida, arma, corre, toca, tem uma visão periférica boa, se mostra líder em campo e… fala bem demais! Procurem as entrevistas desse garoto, parece ser um jogador veterano, com grande desenvoltura e facilidade em se comunicar. Há tempos não vejo um boleiro dar entrevistas de maneira tão lúcida e fiel à realidade do jogo. Procurem na Web as falas desse jovem.

Será que enfim teremos jogadores mais técnicos e responsáveis no futebol brasileiro novamente? Pois a atual safra é de um mi-mi-mi e busca de glamour em excesso.

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– 10 Dicas para os Jogadores às Vésperas da Retomada da Temporada

Todo ano vemos polêmicas envolvendo árbitros e jogadores. Próximo do início do Paulistão 2019, podemos fazer observações interessantes desta relação e algumas dicas – dentro da legalidade das regras do jogo – de como o jogador se dar bem sem praticar infrações.

  • Primeiro- Há um preconceito de que o árbitro é inimigo do jogador. Alguns atletas já entram em campo condicionados de que terão que vencer o adversário e o juiz! Nada disso… o árbitro é um ser humano que tem os mesmos sentimentos do atleta: quer acertar tudo, tem ansiedade, gana e medo.
  • SegundoJogador tem que tomar cuidado com reclamações indevidas. Árbitros mais experientes costumam ser mais respeitados, até mesmo pela fama, e aplicam menos cartões. Árbitros mais jovens (e no Paulistão muitos surgirão, até pela urgente necessidade de se renovar o quadro) não tem a mesma habilidade em advertir verbalmente, e acabam aplicando um maior número de cartões amarelos.
  • Terceiro Os lances de agarra-agarras, cada vez mais, são observados pelas inúmeras câmeras. Na dúvida, se o árbitro ver um abração, marcará o pênalti / falta.
  • QuartoUma tendência mundial é deixar o jogo fluir mais. As chamadas “faltinhas bobas” (quedas em lances de divididas / trancos), onde fica claro que o jogador abriu mão de prosseguir a jogada para tentar a bola parada (comuns no Campeonato Paulista) devem diminuir. Há uma preocupação dos árbitros em não cair em ludibriações, e sendo assim, que os jogadores fiquem mais em pé.
  • Quinto Conhecer a Regra é fundamental para os atletas, e muitas jogadas poderiam ser inventadas tendo ciência de algumas curiosidades delas. Por exemplo: se não existe impedimento em tiro de meta e arremesso lateral, por que não se treina jogadas com esses detalhes? Pegaria o adversário de surpresa, já que nem todos conhecem isso.
  • Sexto- Por que o batedor de faltas espera tanto tempo para se cobrar uma falta? Aliás: quem disse que é o goleiro quem pede a “barreira”? Quando se sofre uma infração, o batedor pode cobrá-la imediatamente, sem necessidade do árbitro apitar autorizando. Claro que nesse momento poderá existir jogador adversário a menos de 9,15m de distância, que não poderá instantaneamente se reposicionar. Assim, pode-se bater a falta e abre-se mão da distância exigida. Se a bola bater no adversário, paciência! Afinal, trocou-se a distância regulamentar pela rapidez em pegar o outro time desprevenido. Mas se o jogador exigir que o adversário esteja a 9,15m (para poder ter melhor visão do lance ou pensar na jogada), só pode cobrar a falta com a autorização do árbitro (já que ele estará conferindo a distância – que é o momento que os jogadores se aglomeram formando a barreira). Portanto, barreira não é pedido de goleiro, mas direito de distância do batedor, que muitas vezes a usa como referência para um chute colocado no gol.
  • Sétimo- Se o árbitro é a autoridade máxima da partida, por que é que o zagueiro tem a mania de parar no lance quando vê o bandeira levantando seu instrumento? Em alguns casos, o bandeira marca um impedimento erroneamente e o árbitro não confirma a marcação, mandando a jogada prosseguir. Se o centroavante estiver atento, fica sozinho com a bola dominada e o adversário batido. Vai a dica: espere o apito do árbitro, nunca confie numa bandeira levantada.
  • Oitavo- Jogadores Reservas: problema mais comuns nas séries A2 e A3, mas também vez ou outra presente na A1, o comportamento inadequado dos suplentes também é uma constante. Muitas vezes o jogador pensa que por estar no banco, pode gritar ou reclamar com o árbitro sem ser punido. Nada disso! Ano a ano, cresce o número de jogadores reservas que tomam cartões sem ao menos entrar em campo!
  • Nono- Atendimento em Campo: as situações em que um jogador pode ser atendido em campo são: em lesão gravíssima como primeiro socorro; ou o goleiro lesionado (já que ele não pode sair de maca). Em todas as outras situações, o jogador deve ser retirado de campo e só pode retomar ao jogo com a bola rolando e com autorização do árbitro (a não ser que seja uma lesão leve e o “sprayzinho milagroso, rapidamente aplicado, não faça com que o jogo fique muito tempo parado). Muitas vezes, se a lesão é leve, então avalie: vale a pena sair de campo e seu time jogar com 10 por alguns minutos ou vale o esforço em permanecer na partida? Se a suposta lesão for “cera”, cuidado: já imaginou se sair um gol na sua ausência?
  • Décimo- Simulações: Evite! É unfair-play, irrita o adversário e principalmente o árbitro. Cair dentro da área, fingindo ter sofrido um pênalti, poderá fazer com que você leve um cartão amarelo pela tentativa de burla. Com tantas câmeras de TV, fica mais um alerta: outros árbitros e outros jogadores estarão vendo, e se você teve sucesso na simulação, saberá que na próxima partida estará sendo vigiado com mais cuidado, pelo histórico que o próprio atleta criou. É o “efeito Neymar”: no começo da carreira, simulou demais e ludibriou muitos árbitros. Hoje, em muitos lances em que o ex-santista sofre infração e quando há dúvida do árbitro, a falta não é marcada pelo fato de, pela fama criada, a chance de não ter sido falta é maior do que ter sido. E como falamos no primeiro parágrafo… o árbitro é humano! Até ele conseguir tirar o rótulo de que um atleta não é mais cai-cai… leva tempo!

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