– O escândalo do Quanjian no Esporte e na Saúde

O Tianjin Medical University Cancer Institute and Hospital é o maior instituto de pesquisa e tratamento do Câncer da China. Também é o mais antigo, de meados do Século XIX, nascendo com o nome de Hospital Cristão de Londres. Por tal motivo, a cidade de Tianjin, vizinha de Pequim e banhada pelo Oceano Pacífico (6a maior população do país), tornou-se referência em toda a Ásia na área de Oncologia.

Um dos maiores grupos de produção de medicamentos para o Câncer é o Quanjian Medical Group, que há alguns anos resolveu entrar no futebol e montou o Tianjin Quanjian, contratando inicialmente vários brasileiros (entre eles o treinador Vanderlei Luxemburgo, substituído por Canavarro, o ex-zagueiro campeão do mundo pela Itália em 2006). Da 2a para a 1a divisão, conta hoje com o atacante Alexandre Pato (que um dia venceu o prêmio de melhor jogador Sub 21 do mundo).

No começo desse ano, Shu Yuhui, o CEO da empresa, foi preso juntamente com outros 17 executivos do Quanjian Grouop, acusado de “propaganda enganosa e marketing falso quanto a eficácia dos remédios”, após a morte de um garoto de 4 anos que utilizava-se dos produtos medicinais da gama de fitoterápicos do fabricante. Há também a acusação de esquema de vendas travestidas no esquema de “pirâmides financeiras”, mas isso não foi confirmado ainda.

Como não se tem muitas informações detalhadas sobre o caso, devido ao rigor do controle de informações da China (a Reuters divulgou essa manchete), não se sabe de fato o que poderia ter acontecido. Mas após as prisões, duas constatações:

1. No mundo dos esportes, o clube passou de Tianjin Quanjian para Tianjin FC. Após uma semana, o grupo Tianjin Tianhai, de transporte marítimo (lembrando que a cidade possui um importante porto) resolveu assumir o time e estuda o redimensionamento dos investimentos.

2. No campo da saúde, a contestação: só lá na China há quadrilhas que vendem remédios sem eficácia? Há anos, prendeu-se uma quadrilha no Brasil que vendia medicamentos quimioterápicos falsificados em São Paulo.

Bandidos, para ganhar dinheiro, não pensam no sofrimento dos familiares de quem possuem pacientes com câncer em casa. O que vale é a picaretagem.

Recordando: em 2015, fechou-se a paulistana tradicional Botica Veado D’Ouro, acusada de falsificar 1,3 milhões de capsulas de Androcur, remédio para o Câncer de Próstata (continha-se placebo ao invés da droga ofertada).

Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/12/04/cancer-de-prostata-e-os-criminosos-que-falsificavam-androcur/

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– Globalização e Globalismo no Futebol: o que aconteceu com os times brasileiros?

Tendo assistido a Flórida Cup (que é um torneio para treinar), impossível não discutir dois fenômenos que explicam o que acontece no futebol da atualidade: a expansão dos clubes europeus com o marketing e a tecnologia, bem usados em tempos de Globalização, além da força econômica imposta pelo Globalismo Econômico aos menos fortes.

Voltemos à terra da Disney: onde estão Manchester City, Juventus, Real Madrid (os “grandões”de verdade)? Em Orlando, certamente não, por falta de sparring.

Dando uma “zapeada” nos jogos do Flamengo e do São Paulo, chega-se à fácil conclusão de que os grandes times do Brasil seriam times médios se inseridos numa Premier League, ficando no meio da tabela (igualmente o atual campeão brasileiro Palmeiras, como bem disse Kaká à Folha de São Paulo dias atrás). Na Espanha e na Itália não seriam campeões. Na França, seriam vice-campeões (logicamente o PSG levaria o título).

A verdade é que nos anos 60, Benfica, Milan e Real Madrid eram os gigantes que protagonizavam na Europa. Nos anos 70, destaque para os holandeses e ingleses. Nos anos 80, o cálcio foi a grande Meca do futebol. Nos anos 90, enfim, a Espanha e a Inglaterra voltaram ao protagonismo com seus times de ponta, dividindo a hegemonia com os italianos e o alemão Bayern.

ATÉ O PARÁGRAFO ACIMA, podemos dizer tranquilamente que os grandes clubes brasileiros e argentinos (esqueça os saudosos esquadrões uruguaios de Peñarol e Nacional) encaravam frente a frente os grandes europeus. A partir do século XXI, não mais (com raras exceções: o São Paulo x Liverpool de impecável atuação do Rogério Ceni, o Internacional x Barcelona com o menosprezo dos catalães e o Corinthians x Chelsea do perfeito Tite).

Mas por quê mudou tanto?

O que fez os clubes sul-americanos se estagnarem foram: a pasmaceira da Conmebol somada com a corrupção latente dos seus filiados, o abrupto crescimento da Premier League, o sucesso da dupla Barça / Real e o gigantismo dos investimentos euro-asiáticos (muitos sob o comando de magnatas tailandeses, novos ricos chineses e príncipes árabes – além de mafiosos da própria Europa). Claro, há os legítimos grupos empresariais puros, como a Fiat com a Juventus.

Isso tudo tem dois nomes: Globalização e Globalismo.

  1. A Globalização que fez os times da Inglaterra serem os mais amados na China, Singapura, Coreia e até no Vietnã (os jogos sabiamente eram distribuídos sem custos para conquistar novos consumidores de futebol)! Fez também Real Madrid e Barcelona terem suas partidas transmitidas mundialmente a cada final de semana (mesmo contra Getafes e Ossassuñas da vida). Permitiu que se assista um jogo de qualidade melhor em qualquer parte do planeta. É isso não é ruim!
  2. O Globalismo (a força colonialista de um polo de importância global) que levou a mão de obra barata da África e da América do Sul para a Europa, valorizando seus campeonatos com craques em formação (a custo baixo), preparando-os nas equipes B até estarem prontos para o estrelato, e que, pela força dos euros, impedem a manutenção dos jovens nos campeonatos locais de onde são oriundos, pois o time do atleta não consegue competir financeiramente. Dessa forma, surgem equipes multirraciais, multicontinentais e multiculturais, conquistando público e admiradores, faturando muito dinheiro e consequente impedindo a estabilidade dos plantéis dos países mais pobres. E isso é ruim!

Os grandes sul-americanos, sem dúvida, seriam médios na Europa, em se falando de “resultados dentro de campo, afinal, não conseguem formar e ficar com os craques, mudam radicalmente de elenco a cada temporada e vendem “de qualquer jeito” para pagarem as dívidas que fizeram e não pagaram (além do dinheiro que some pela desonestidade dos cartolas).

Viramos colônia novamente, não há como discutir! E isso se torna uma bola de neve: mais exportação, menos pé-de-obra qualificado e clubes mais fracos (a Seleção Brasileira, em tese, não deveria sofrer com isso, pois os atletas estão em clubes de alto nível).

Casemiro, Felipe Anderson ou Militão, jogadores jovens e que valem ouro, saíram criticados do Brasil quando foram contratados por estrangeiros. Ora, eram garotos em formação técnica, tática e social! Não poderiam ser as soluções de seus times quando os jogadores mais velhos saem e eles precisam suprir a carência da posição. Eles terminam a formação na Europa, moldando-se aos altos padrões de exigência desejados por lá, e aí engrandecem ainda mais os estrangeiros. Claro, ocorre porque os dirigentes brasileiros querem imediatismo dos meninos que cada vez mais cedo devem estar maduros (e não conseguem); ocorrendo, consequentemente, a impaciência da torcida que desestabiliza o jovem.

A preocupação é: a globalização, boa e necessária, trouxe a força do globalismo (ruim para quem não tem poderio financeiro). Assim, falando-se em clubes (não em Seleções), quem está fora do grande eixo econômico da elite da UEFA, tende a se nivelar por baixo.

Tá explicado porque o Mazembe ganhou do Inter, o Raja do Atlético Mineiro e outros exemplos mais recentes?

Fora da Europa, estamos virando todos “japoneses” (uma expressão antiga usada para dizer quem era ruim de bola, e que não deveria ser mais usada, pois até os clubes japoneses estão mais próximos de nós).

Ajax, Corinthians, Porto, River Plate, Roma, Everton, Boca Junior, Sevilla… todos estão a um nível mais abaixo do que os “bambambãs do futebol” (que logicamente não precisam ser citados).

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– E que falha… nunca compense um erro, juizão!

Só hoje pude assistir aos melhores lances de Paulista 2×3 Vila Nova, pela 3a rodada da Copa São Paulo 2019. E que pena do árbitro Felipe Barros, que mesmo tendo potencial, foi mal.

Apesar de certa autoridade em campo e correr bastante, o jovem juiz cometeu dois pecados graves: não deu um pênalti claro no começo da partida ao time jundiaiense, e acabou compensando marcando um onde nada aconteceu no final do jogo. Errou duas vezes!

Fica a dica aos árbitros que acabam sentido a falha durante a partida (já aconteceu comigo tal auto-cobrança, é comum a muitos e vale compartilhar a experiência):

  • Se você errou, percebeu e não se pode consertar o erro pois a partida já foi reiniciada, PACIÊNCIA! Não queira fazer média e compensar posteriormente. O remendo fica pior. Nunca deseje acertar com erro. 

Enfim: se a Copinha é para revelar árbitros, que não se execre o rapaz. Continue-se a orientá-lo que é melhor para a sua formação.

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– A salvação da arbitragem paraibana, 3 anos atrás, era a perdição da paulista! Mas há bons nomes de cartolas do apito?

As voltas que o mundo do futebol dá: há 3 anos, o diretor do Sindicato dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol (mesmo existindo conflito de interesses dos cargos ocupados concomitantemente), “Arthurzinho”, era destaque na Folha de São Paulo por diversas acusações, com a manchete de que era denunciado por “assédio sexual, falsificações e desperdício”.

Vide a matéria do jornal em: – A Podridão de Bebedeiras e Assédio do líder sindical dos Árbitros denunciada pela Folha de São Paulo

Pois bem: após o escândalo que envolveu membros do futebol da Paraíba em 2018 (árbitros, dirigentes de clubes, cartolas da entidade e demais criminosos), a solução para a reconstrução moral da arbitragem da Federação Paraibana de Futebol foi a contratação de Arthur Alves Jr, o mesmo “Arthurzinho”.

Por mais que possamos esquecer todo o histórico polêmico, crendo em sua honestidade, fica a questão: seria ele o nome mais indicado?

Quem o escolheu?

É complicado. Se a safra de árbitros é ruim em nosso país, a de dirigentes da arbitragem é péssima. Um alento era o surgimento de José Henrique de Carvalho em São Paulo, mas que ao começar o difícil trabalho de renovação, foi demitido nos últimos dias de dezembro e quem está escalando na Federação Paulista é Dionísio Roberto Domingos (aquele do rolo interminável da final do Paulistão entre Palmeiras x Corinthians). Será que novamente a expressão “República do Vale do Paraíba”, tão citada nos anos 2000 e de sentido nefasto com o escândalo de Edilson Pereira de Carvalho, estará em voga novamente?

Aqui a curiosidade: o árbitro dessa final citada no parágrafo acima (gente boa, honesto e íntegro – mas que deu azar nesse jogo) Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, foi convidado pelo Arthur para ser o nome de destaque no quadro da Federação da Paraíba.

Como se vê, no Nordeste ou no Sudeste, a Paraíba (de respeitoso estado da nação à termo pejorativo polêmico como “República do Vale”) está em alta.

Uma boa sugestão: que tal algum nome que não nutra simpatia pelo atual grupo político do Sindicato dos Árbitros para dar uma oxigenada na entidade? Mas tem que ser gente de bem, do tipo que apita jogo do Corinthians, expulsa 2 zagueiros do Timão e não tem medo de ir para geladeira por excesso (mesmo estando correto, ele foi; ops, vai; ops: cala-te boca). Quem é do meio do apito, sabe que existem pessoas desse naipe e que “tamanho” não é documento. Aliás, penso em dois nomes que poderiam ser um só. Nesse, eu confio!

(Em tempo: aqui repleto de ironia e dicas subliminares).

A bom entendedor, meia palavra basta. Vamos ressuscitar a arbitragem brasileira morta por militares (da Polícia, da Aeronáutica, da Marinha, seja de onde for – e olha que eu respeito demais essas instituições), e que estiveram e estão no comando da arbitragem. É simplesmente questão de COMPETÊNCIA.

Tá difícil achar cartola como o ex-árbitro Pierluigi Colina, hoje dirigente da UEFA (foto abaixo):

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– As Estatais e o dinheiro gasto em Patrocínios

Os dados podem ser acessados na Internet por qualquer pessoa devido a Lei de Acesso à Informação. E eles mostram que entre 2012 e 2016, 7 estatais gastaram R$ 1,86 bi com patrocínios esportivos.

Será que elas tiveram algum retorno do investimento?

Veja só quanto investiram (e reflita se valeu a pena):

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL: R$ 730.000.000,00

CORREIOS: R$ 465.207.307,00

BANCO DO BRASIL: R$ 463.432.000,00

PETROBRÁS: R$ 77.895.476,00

BNDES: R$ 65.100.000,00

ELETROBRÁS: R$ 47.151.256,00

INFRAERO: R$ 11.250.000,00

É nosso dinheiro aplicado em marketing esportivo. Será que precisava de tanto?

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– Por mais Guilhermes em Campo!

Assistiram Botafogo 0x1 Cuiabá pela Copinha? Neste jogo, houve um drible irreverente do time mato-grossense (vídeo abaixo) “a lá” Canhoteiro, Edmundo, Edilson Capetinha, Denilson, ou, por ironia, de um tal de Mané! Após a jogada, o marcador do time carioca deu-lhe um violentíssimo e criminoso pontapé.

Se esse Luís Henrique, jogador botafoguense ignorante, que ao levar o drible do humilde atleta adversário Guilherme (Cuiabá-MT) fez tal bobagem, tivesse que marcar o ídolo brasileiro (e botafoguense como ele) Garrincha, teria feito o quê? Quebrado as pernas dele?

Infelizmente, ouso dizer que deve ser “atleta de empresário”, que desconhece ídolos do Botafogo FR como Heleno de Freitas, Nilton Santos e o próprio Mané Garrincha, que entortava “Joões” de forma ainda mais desconsertantes do que como esse jogador cuiabano fez com o belo drible.

Viva a categoria e o futebol-arte. Abaixo o atleta brucutu! Por mais Guilhermes em campo.

Em tempo: claro que são jovens e que pecam muitas vezes pelo excesso. Mas quem quer ser profissional precisa do puxão de orelha de quem o forma. Que Luís Henrique tenha novas chances para mostrar sua categoria – e que consuga manter equilíbrio emocional e respeito. Aliás, parabéns pelo árbitro que o expulsou sem vacilar.

O lance em: http://glo.bo/2LTo4lU

– Há 6 anos, perdíamos o Claudionor Stranguetti!

Como o tempo passa… republico essa saudosa memória de 05/01/2013, publicada nesse blog:

FALECEU CLAUDIONOR STRANGUETTI

Com tristeza, soube do falecimento do ex-árbitro jundiaiense da FPF Claudionor Stranguetti. Por triste coincidência, na madrugada, estava no velório de minha tia Inês Pansarin e acabei encontrando o corpo do amigo sendo lá velado.

Dias atrás perdemos o também ex-árbitro jundiaiense Ademir de Lima, com pouco mais de 40 anos. Agora, Claudionor, vítima de infarto fulminante. Ambos esportistas, atletas praticantes, saudáveis e que cuidavam de boas práticas. O que dizer?

Fiquei estarrecido ao saber que ele houvera sentido dores no peito no Reveillon e não tinha conseguido atendimento de um cardiologista, devido a boa parte dos médicos estarem de folga devido as datas festivas. Insistindo, nada conseguiu. Ontem, ele foi com o próprio carro ao Pronto-Socorro disposto a esperar um médico, e lá mesmo sofreu o ataque cardíaco!

Quando comecei a apitar, Marinaldo Silvério e Claudionor Stranguetti eram os dois bandeiras experientes que representavam Jundiaí, e eu e Ademir de Lima eram os dois jovens árbitros da cidade que se aconselhavam com eles. No final da década de 90, Claudionor resolveu pendurar a bandeira mas continuava a apitar jogos em partidas amadoras pelo prazer da atividade. Foi Secretário de Esportes em Itupeva e lecionava Educação Física em diversas escolas.

Que descanse em paz. É o que podemos desejar.

Ah – e fica o alerta: que nós, mesmo com boa condição atlética, não nos esqueçamos de realizar as baterias de exames médicos. Podemos ser surpreendidos como esses amigos foram.

Falecimento

(foto: arquivo do site: Esporte Jundiaí)

– Red Bull e Paulista. Vai surgir um único time?

Já se pode discutir, não é mais segredo: o Red Bull Brasil tem interesse em fazer parceria com o Paulista Futebol Clube que vai ALÉM de arrendar o Jayme Cintra.

O “Toro Loko” ganharia identidade local, torcida e estádio.

O “Galo da Japi” não “morreria afundado em dívidas” na última divisão, voltaria à A1 e permaneceria na mente dos torcedores como em outras associações da história (Paulista-Magnata, Lousano Paulista e Etti Jundiaí).

Fusão? Compra da agremiação? Ou o quê?

Quanto as propostas feitas ou discutidas, aí é outro papo: tudo ainda no campo da especulação. O certo é: o Paulista PRECISA de dinheiro urgente e de pensar sobre a 4a divisão de profissionais (se disputará ou não, como vai fazer?).

Red Bull Jundiaí vem aí? 🐓 🐂

A propósito, esse mesmo assunto especulado há 2 anos: https://professorrafaelporcari.com/2017/04/11/o-futuro-do-galo-existiria-repulsa-se-o-red-bull-sugerisse-uniao-ao-paulista-sobre-a-chegada-da-carabao-no-brasil/

– Mancini do Tricolor de Jundiaí e o do Morumbi

Nos tempos de Paulista FC, Vagner Mancini era o grande capitão do time jundiaiense dentro de campo. Apitei vários jogos-treinos do Galo da Japi e saibam, foi ele quem orientava os garotos que subiam da base e puxava a orelha quando necessário (incluindo o, na época jovem e displicente, Nenê).

Quando Mancini deixou o gramado, substituiu Zetti no comando técnico do Paulista (em 2004, o goleiro são paulino levou o time ao vice-campeonato paulista, perdendo a final para o São Caetano de Muricy Ramalho) e começou o ótimo trabalho como treinador, culminando no título da Copa do Brasil (Nenê já não estava mais no Galo). Mancini houvera transformado o experiente zagueiro Anderson Batatais no capitão do time, fazendo a mesma coisa que fizera outrora com os jovens que escolhia a dedo para subirem da base.

Me recordo bem que, no começo da sua carreira, sempre primou pela disciplina na conduta dos jogadores, prezando a experiência dos atletas e moldando cuidadosamente os novatos. O vestiário, tanto como jogador quanto como treinador, “era dele”! Por isso, dizia-se em tom de previsão que, um dia, Vagner Mancini faria esse mesmo trabalho de treinador “paizão bom e bravo” do Tricolor de Jundiaí para o Tricolor do Morumbi! Embora, saibamos, foi parar no Tricolor Gaúcho e demitido invicto por não aceitar certos pedidos de escalação por superiores cartolas.

Pois é: quem é aqui da cidade se recorda que muitos diziam que o Mancini tinha o perfil do São Paulo na década de 2000 – lembrando o próprio Muricy como comportamento intra-campo.

O mundo deu voltas, o Paulista FC perdeu todo o trabalho realizado, Mancini se enveredou por outros rumos (fez cursos no Exterior reciclando-se) e chega no Morumbi para fazer algo que sabe: lidar com veteranos e jovens em formação, trazendo seu parecer à diretoria que o subordina.

Pense: Nenê (que tem sido um problema) foi capitaneado por Mancini; Diego Souza (que não rendeu como o esperado) foi convocado para a Seleção Brasileira quando Mancini era seu treinador; e, enfim, Willian Farias (uma contratação surpreendente) era jogador de confiança do Mancini no Vitória.

Não teria Raí levado tudo isso em conta? Para segurar ego de veteranos e fazê-los produzir em campo, além de conter a euforia desmedida de jovens em formação, um bom nome.

O inevitável será: se Jardine cair, Mancini será o “Pintado” da vez. Ou o Milton Cruz da oportunidade!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Porto PE

Para a 2ª rodada da Copa São Paulo, um árbitro com 10 anos de carreira, mas que não tem apitado jogos importantes no profissional: o professor de Educação Física Samuel Aguilar de Lima, de 40 anos de idade, mas que apitou pela última vez em agosto, pelo Campeonato Paulista Sub 20 da 2ª divisão. Espero que esteja com ritmo de jogo!

O bandeira 1 tem apenas 1 ano como árbitro assistente formado pela FPF: é Antonio Ibiapina Alvarenga, de 34 anos de idade. E aí a contradição: a bandeira 2 será a competente Luciana da Silva Ramos, nossa vizinha de Franco da Rocha, que tem 38 anos de idade e 15 temporadas de carreira, tendo trabalhado muito na A3 e A2. Normalmente, o bandeira mais capacitado é o número 1 justamente para correr do lado dos bancos dos treinadores. Nessa, quem escalou bobeou!

José Donizete Gonçalves da Silva, 31 anos, completa o quarteto (tanto ele quanto os bandeiras trabalharão às 16h na partida Red Bull x Vila Nova).

Desejo uma boa arbitragem a todos e um grande jogo.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Porto pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 13h45 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Red Bull

O árbitro André Luiz Ribeiro Cozzi fez um trabalho razoável. Muito bom no começo dos dois tempos, médio na metade dos períodos e na parte final de cada etapa, regular / ruim.

Sempre bem posicionado em campo, correu bastante e mostrou ótimo condicionamento físico. E por estar próximo das jogadas, quando precisou falar grosso e advertir verbalmente, fez com perfeição.

Tecnicamente, bom. Acertou em lances capitais, ao não marcar pênalti em Borges (PFC) aos 26m (apesar da carga sofrida, poderia ter continuado no lance) e depois não marcando em Júlio (PFC) aos 67m (foi disputa de bola normal); mas errou ao não marcar aos 68m falta clara em Filipe (68m).

Disciplinarmente, acertou nos primeiros cartões amarelos para o Red Bull e para o Paulista FC (foi bem criterioso quanto a isso boa parte do jogo), mas errou ao não dar aos 45m Cartão Amarelo para Wallisson (RBB) e Cartão Vermelho para João Fonseca (RBB) aos 90m por entrada violenta em Alisson (o jogador deu um carrinho com o “pé erguido”, uma semi-tesoura). Bobeou? Talvez seja cansaço e desatenção pelo final do jogo e devido ao forte calor.

O bandeira 1 Gilmar Alves da Silva por várias vezes esperou o árbitro definir a jogada para acompanha-lo nas marcações. Vacilou constantemente quanto a isso, sendo que em determinados momentos demonstrou falta de confiança.

Já o bandeira 2 Felipe Camargo Moraes trabalhou bastante nos impedimentos, acertando todos. Esteve atento no jogo.

Um erro (para ser encarado como uma recomendação de atenção) do quarto-árbitro Cledson Gahio (que o ajudará na carreira): em determinado momento, a bola saiu pela linha lateral e ele estava próximo dela. Enquanto ela rolava, a pegou e entregou para a cobrança do jogador que se aproximava, que rapidamente armou um contra-ataque na sua cobrança. A bola estava vagarosa e o jogador iria pegá-la naturalmente; consequentemente, seus adversários teriam tempo de se recomporem. Sabe qual a chance de um jogador imaginar que o 4º árbitro vai pegar a bola e repô-la com rapidez como um gandula? Nunca! Se sai o gol, o circo estaria armado! Fica a dica: EVITE agir como um repositor de bolas! Se o jogo já estivesse parado e você fosse entregar a um atleta, é diferente. Mas na dinâmica do jogo, nunca!

Números de Paulista 0x0 Red Bull: Faltas 17×16, Amarelos 2×2, Vermelhos 0x0.

 

– Os Árbitros FIFA do Brasil em 2019:

Acho que a arbitragem brasileira deve ter sido ótima para a CBF em 2018. Não deve passar por mudança alguma nem carece de novos nomes.

Digo isso pois ela indicou para a FIFA apenas o catarinense Bráulio Silva no lugar do Sandro Meira Ricci, que se aposentou. Todos os outros continuam os mesmos.

Devem estar correspondendo às expectativas, certo? Apesar de que, particularmente, alguns nomes são incompreensíveis na relançar. De fato, são os 10 melhores que temos?

Eis a lista:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull (Rodada 01 da Copa São Paulo)

Muita coisa poderá mudar nas escalas de árbitros e nos rumos do apito na Copa São Paulo de Futebol Jr, já que José Henrique de Carvalho, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, foi demitido do cargo horas antes do fechamento da FPF para os festejos de final de ano. O diretor da entidade, Dionísio Roberto Domingos, assumiu as funções dele (que muitos dizem, já era “bola cantada” tal fato).

A questão é: José Henrique já houvera deixado prontas as escalas das duas rodadas iniciais da Copa São Paulo, onde foram escalados árbitros com pouca experiência, evidenciando o trabalho de formação de juízes e renovação do quadro da FPF. A partir da rodada 3, teremos alguma mudança na filosofia de trabalho a ser implantada por Dionisio? Penso que sim.

Feito esse comentário inicial, vamos à ficha do confronto entre Galo x Toro Loko:

Árbitro: André Luiz Ribeiro Cozzi – 5 anos de carreira na arbitragem, trabalhou nas categorias Sub 20 e Sub 23 profissional. Será apenas o seu 2º ano de Copa SP. Vem de Praia Grande e é Professor de Educação Física (37 anos de idade).

Árbitro Assistente 1: Gilmar Alves da Silva – também com só 5 anos de carreira na arbitragem, é empresário, trabalhou em 2017 nos campeonatos profissionais da FPF, mas em 2018 caiu para divisões amadoras.

Árbitro Assistente 2: Felipe Camargo Moraes – 25 anos de idade, igualmente 5 anos de carreira apenas, não apitou jogos profissionais em 2018.

Quarto Árbitro: Cledson Gahio.

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo a todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Quarta-Feira às 17h15 – mas a jornada esportiva começa a partir das 16h15 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Adriano Imperador não teria ainda alguma chance no futebol?

Poucas vezes li um texto tão perfeito quanto o que penso como o de Luiz Fernando Gomes, escrito no jornal Lance deste domingo (pg 24, 30/12/2018). Ele fala sobre o “fim de carreira” do Imperador que já não joga mais.

Pobre Adriano, o atacante que parou cedo e jogou sua carreira profissional fora. Vale a pena ler:

O IMPERADOR DA PENHA

Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida

No campo havia três gerações de talentos. De Zico, Tita, Adílio, Mozer e Junior, heróis daquele espetacular Flamengo dos anos 80, à juventude de Vinicius Junior e Lucas Paquetá que começam a pavimentar na Europa trajetórias que têm tudo para se tornarem histórias de sucesso.

Mas, entre craques do passado, do presente e do futuro uma atuação em particular chamou a atenção no Jogo das Estrelas. Aos 36 anos, em uma idade que ainda poderia estar exibindo todo o seu talento em um grande clube daqui ou de fora, o imperador Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida.

Por favor, vamos esquecer de vez essa história de que ele pode voltar a jogar. Vamos deixar de lado essas especulações que a cada início de temporada ressurgem na mídia. Adriano não dá mais, como ficou claro na quinta feira, nem para jogar pelada. O que dirá para vestir profissionalmente a camisa de algum time.O carinho da torcida por ele – especialmente dos rubro-negros – continua o mesmo. A cada vez que tocava na bola, nas poucas vezes em que o fez, era ruidosamente saudado pelas arquibancadas do Maracanã. Um reconhecimento nada mais justo para quem foi decisivo, ajudou o clube a conquistar seu último Brasileirão, em 2009 quando comandou a surpreendente arrancada final ao lado do genial Petkovic, outro aliás que abrilhantou, com seu toque refinado, a festa de Zico.

Mas a reverência da torcida foi só o que lembrou o passado vencedor do Imperador. As pernas não respondem mais, o gol perdido com a meta escancarada, a queda patética ao chão quando tentou dar um passe de letra foram os sinais mais evidentes do ocaso. Mas não os únicos: as mãos cobrindo o rosto a cada jogada errada e o mau humor com que recebeu a brincadeira do comentarista Alex Escobar que queria presenteá-lo com a camisa do Inacreditável FC mostram que mesmo num jogo de brincadeira, em que todos se divertiam, Adriano sofria com a bola e por causa da bola.

Adriano teve e tem tudo o que quis. Muito rapidamente conquistou na Europa a fama, a riqueza, carros, mulheres e todo tipo de luxos. Sobre ele, em defesa dele, em uma das inúmeras vezes em que chutou o balde na carreira, Pelé lembrou que era, naqueles tempos, apenas um menino de quem não se podia exigir a maturidade de um homem feito. O imperador ganhou em dois ou três anos na Itália o que o Rei levou anos suando a camisa para acumular. E isso lhe foi fatal, o fez, na prática, desistir muito cedo do futebol, perder a graça de jogar, se desestimular. Não foi o único, não será o último.

Adriano não joga desde 2014 quando o Athletico-PR fez a última aposta em sua recuperação. Não deu certo. Atuou apenas quatro vezes, três pela Libertadores e uma pelo campeonato Paranaense. Balançou a rede uma única vez. E nem vale tratar depois disso da experiência quase amadora no Miami United em 2016. Sua carreira de alto nível, na verdade, terminou bem antes, em 2010, quando deixou o Flamengo, As passagens que se sucederam, pela Roma e o Corinthians, onde chegou carregado de expectativas, foram pífias tanto nos números (oito jogos em cada um e apenas três gols marcados) quanto no desempenho físico e técnico.

Não consta que o mau estado de espírito que demonstrou no Jogo das Estrelas seja a tônica do comportamento cotidiano de Adriano. Ao contrário, muito já se falou da felicidade que ele exibe quando está descontraído e longe dos holofotes, no seu habitat de origem, a Vila Cruzeiro, cercado de amigos – e, convenhamos, também falsos amigos. Por mais que essas relações já lhe tenham trazido problemas, inclusive com a polícia.

O que fica claro é que o império de Adriano, onde ele quer reinar, não é mais o Maracanã, mas a comunidade da Penha. Os rolés de moto, as rodas de pagode, os bailes funks, as mesas das biroscas valem muito mais do que a rotina de treinos, concentrações, horas a bordo de aviões de um canto a outro do Brasil. E ele tem todo direito de pensar assim. Sempre, aliás, teve o direito de fazer suas escolhas e lidar com seu futuro. Esqueçam, portanto, de Adriano. Ou melhor, que se cultive na memória o que ele foi, sua técnica, sua força, seus gols, seus títulos. É muita coisa. É o que nos resta!

Feliz 2019, leitores.

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Foto: Lance!

– Klopp e Guardiola: gênios!

No meu ranking “particular”, Pep Guardiola é o melhor treinador do mundo em atividade (pelos títulos e feitos acumulados). Mas neste momento, Jurgen Klopp está se saindo melhor do que ele. Não que Guardiola tenha perdido a mão, pois são dois Titãs em campo. Mas o que está jogando bola o Liverpool… o próprio Pep disse que o adversário é o melhor time do mundo na atualidade”.

Então ficamos assim: Guardiola é melhor do que Klopp no todo da história; Klopp está melhor do que Guardiola no atual estágio. O alemão terá superado o catalão quando ambos tiverem encerrado a carreira e fazerem um balanço de ambos?

Outra coisa: qual o segredo para o Roberto Firmino jogar tanta bola na Inglaterra e talvez não aparecer no mesmo ritmo na Seleção Brasileira?

Obs: Enquanto isso, Mourinho fica assistindo os dois treinadores vencerem enquanto está desempregado. O que aconteceu com o também genial (mas polêmico) Special One? Mas lembremo-nos: ele assiste os adversários sentado nos seus sacos de euros e dólares…

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– Casagrande versus Tite: um conceito diferente de preparação e o desprezo à história.

Para quem assistiu ao novo Programa “Grande Círculo”, da Sportv (uma cópia esportiva do Roda Vida – algo que a ESPN já faz com o Bola da Vez), e que foi uma novidade muito bacana, pode ver dois conceitos diferentes de preparação para grandes jogos: o de Walter Casagrande (o entrevistador) e de Tite (o convidado).

“Casão” deu uma opinião sobre o erro de Tite na Rússia: disse que jogou a Copa de 86 e na véspera da estreia, junto com os companheiros, assistiram a vídeos, discutiram sobre o Mundial, se concentraram e estudaram a Espanha à exaustão, se preparando para o jogo pois, afinal, era Copa do Mundo. Já a Seleção de 2018, ao invés de estarem atentos, os jogadores estavam pintando o cabelo de verde-amarelo se divertindo. E emendou se Tite não errou em faltar com sua autoridade ali.

A resposta do treinador, delicada e constrangida, foi simplesmente de que são “gerações diferentes”. 

Aí me recordo: em 2010, Júlio César e Felipe Melo questionaram outras Seleções Brasileiras quando estavam na África. O goleiro, inclusive, disse que a de 70 não era “tudo aquilo”.

Rapaz… esses caras de hoje viram Tostão (70), Nilton Santos (62) ou Didi (58)? Sabem da importância de um Ademir de Meneses (50) e de um Leônidas (38) na história do futebol do nosso país? Conheceram Zizinho, Pepe, Vavá, Zagallo (como jogador, não como treinador)? Ouviram falar do “Marechal da Vitória” Dr Paulo Machado de Carvalho (não o “estádio”, mas a “pessoa”)? Ou só sabem do que está no vídeo-game?

Me pesa ver tamanho desrespeito àqueles que construíram a história grandiosa da camisa amarela (jogadores e dirigentes) e levam o Escrete Canarinho a um verdadeiro oba-oba.

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29/06/1958 – Brasil Campeão Mundial na Suécia (Suécia 2×5 Brasil).

– Os crimes de corrupção dos cartolas do Inter-RS são exclusividades do time? Claro que não…

Só acontece no Sul do Brasil?

Viram os “golpes de cartolas dos clubes de futebol” denunciados em Porto Alegre?

Os crimes não foram poucos: nessa semana, o MP-RS cumpriu 20 mandados de busca e apreensão contra suspeitas sobre Vitorio Piffero (o ex-presidente do Internacional) e seus pares. Foram acusados de:

  • crime de apropriação indébita, 
  • estelionato, 
  • organização criminosa, 
  • falsidade documental
  • lavagem de dinheiro.

Marcelo Dornelles, o Procurador do Ministério Público do Rio Grande do Sul, afirmou que:

“A gestão do Internacional entre 2015 e 2016 foi praticamente uma organização criminosa. O Inter é uma entidade privada, os crimes ocorreram no âmbito privado. Se tivesse agente público, era um grande sistema de corrupção. Não sendo, é associação criminosa”.

A prática, que sempre é dita “existente e corriqueira” nos bastidores do futebol mas nunca provada, é que basearia-se em várias atitudes:

– cartolas viajavam pelo clube pagando passagens aéreas muito mais caras do que cobradas (ficando com a diferença dos valores).
– jogadores eram contratados por valores mais altos do que combinados, sendo que a diferença do dinheiro era repartida entre diretores do clube e outros envolvidos.
– salários recebido pelos atletas nunca eram iguais aos que divulgados nos balanços, sendo que parte dos altíssimos rendimentos dos boleiros era depositada à parte, em conta de laranjas.
empresários e cartolas faziam acertos para a compra e venda de atletas, comissionando-se ao máximo, independente se o clube teria lucro ou prejuízo.

Insisto: só no Inter-RS ocorria isso? Em nenhum mais ocorreu, nem ocorre hoje? Aliás, o que aconteceu com a denúncia de que Rodrigo Caio, na gestão de Carlos Miguel Aidar no SPFC, seria vendido ao Atlético de Madrid e o negócio não ocorreu pois a parte “obscura” que o jogador deveria dar à namorada do presidente, “dona Cinira”, era muito alta e desonesta? Ou ainda a questão de jogadores pedidos por treinadores onde parte dos salários dos atletas vai para o bolso do treineiro e do presidente?

Se nos grandes clubes que têm fiscalização forte pelos grupos opositores e estão na mídia, imagine nos pequenos times onde muitas vezes são feudos de alguns!

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– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

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– Que mico, Blackstar! Sobre a negociação de patrocínio do Palmeiras

Nestes tempos em que a origem do dinheiro investido em qualquer negócio, felizmente, passou a ser um ponto de preocupação (evitando negócios escusos / lavagem de dinheiro), leio que a oposição do Palmeiras queria que uma empresa de bioenergia do Sudeste Asiático, a Blackstar, fosse a patrocinadora.

O aporte financeiro?

Cerca de 1 bilhão de reais à vista!

Muitos dizem que a ideia inicial era, justamente por serem adversários políticos, prejudicar a Crefisa / FAM, do grupo situacionista. Mas aos poucos poderiam tentar uma conciliação para uma ação conjunta.

Só que ao investigarem a empresa… o documento expedido pelo HSBC de Hong Kong como garantia bancária e carta de apresentação, era, segundo o próprio HSBC, falso (de acordo com o divulgado pelo presidente Maurício Galiotti e reproduzido à exaustão pelas mídias esportivas).

E a história de que, caso fosse recusada no Verdão, a Blackstar iria para o Corinthians ou Flamengo?

Tem coisa muito mal explicada nisso tudo…

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(O documento desmentindo o suposto HSBC Hong Kong da apresentação, reproduzido pelo UOL).

– Sobre a Copa São Paulo em 2019. Qual o propósito do torneio DE VERDADE?

Estamos a poucos dias do início do calendário esportivo de 2019 com a tradicional competição do início de janeiro: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes, a nobre “Copinha”, como carinhosamente é chamada, agregava os grandes clubes da cidade para celebrar o aniversário da Capital Paulista. Posteriormente, somou-se a eles clubes do Interior do Estado e outros grandes do país, como cariocas, mineiros e gaúchos.

Dizia-se que a Copa SP sempre revelava talentos, como Zico e Falcão. Mas se ela não existisse, tais craques não apareceriam? A mesma Copinha já “revelou” João Fumaça, Sérgio Mota, Chumbinho…

O problema é: a Copinha não revela mais ninguém! Kaká e Neymar foram reservas no torneio, quando chamados a participar da competição. Aí valem os questionamentos:

– Os treinadores dessas equipes são realmente talhados para tal?

– Jogador-talento no juvenil vira craque no profissional?

– Quem disse que garoto coadjuvante não vira profissional protagonista?

Participei por 9 anos apitando jogos da Copa SP. Antes, ela servia para revelar árbitros e dar oportunidade aos iniciantes. Meu primeiro jogo no torneio foi em 1998 – Santos do Amapá x Desportiva do Espírito Santo no estádio que precedeu a Arena Barueri.

Hoje, a Copa São Paulo serve para colocar em atividade árbitros que foram “esquecidos” durante o ano e para treinar o pessoal da série A1. Revelar talentos também parece ter sido deixado de lado pela Comissão de Arbitragem. No meu tempo, quem apitava a final da Copinha era árbitro da A2 ou A3 e que seria nome certo para ter oportunidade na A1. Boa época da arbitragem paulista…

Enfim: Farah começou o processo de inchaço da competição, diminuindo o nível técnico com fases irrelevantes e times montados para vender atletas. Só que ele era inovador: trouxe o Milan-ITA, o Kashima-JAP… Já Marco Polo Del Nero escancarou de vez: aumentou ainda mais o número de clubes de empresários e inexpressivas equipes. Reinaldo Carneiro não está fugindo disso: veja quantas e de onde são as equipes do torneio (FF Sports – AL, Babaçu – MA, CSP – PB, Trem – AP, Ricanato – TO, Visão Celeste – RN, entre outras)! Não era melhor ter uma seletiva antes da entrada dos grandes na competição? Nada impede um grande qualify envolvendo clubes da Roraima, Acre, Rondônia…

Para mim, a Copinha infelizmente se tornou um catado que não revela mais ninguém. E para você? Seria tão legal que ela fosse composta de poucos, bons e tradicionais clubes… O nível técnico aumentaria e se tornaria mais atrativa.

Aliás, 3 últimas observações quanto ao naipe dos clubes:

– Já apitei clube que era bancando por magnata estrangeiro. Um garoto coreano, aficionado por futebol brasileiro, convenceu o pai (um rico industrial), “alugou a vaga” em um time do interior, bancou as despesas na Copa SP só para ter o prazer de jogar. E jogou!

– Muitos clubes “vendiam” intercâmbio para japoneses. Os jovens pagavam caro por uma vaga (e esse valor era significativo para os times), vinham para a competição, jogavam 10 ou 15 minutos em jogos que nada valiam na ultima rodada e o golpe, ou melhor, o acerto estava cumprido. Mas aprendizado mesmo… Fica só na experiência para o nipônico.

– Algumas equipes tem psicólogo, coach, professor de mandarim e… não tem professor de regras de futebol. Pode? Saber das regras do ofício que estão investindo na carreira se faz extremamente necessário!

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– Lusail Stadium está saindo do papel?

Um estádio para 80 mil pessoas que está sendo construído JUNTO COM UMA CIDADE! É mole?

Eu sempre tive o pé atrás com a Copa do Catar 2022, cercada de corrupção, mas há coisas que não dá para deixar de ficar boquiaberto e para isso o príncipe local não vai economizar. Está erguendo o Estádio de Lusail, juntamente com um município ao redor dele! 

O ponto positivo é: depois do Mundial, como ficará ocioso, o Lusail Stadium vai virar um hospital, escola e shopping integrados!

Sobre essa coisa incrível (e um vídeo da tradição, cultura e tecnologia de lá, abaixo),

Extraído de: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,catar-revela-projeto-do-estadio-mais-importante-da-copa-do-mundo-de-2022,70002647869

CATAR REVELA PROJETO DO ESTÁDIO MAIS IMPORTANTE DA COPA DO MUNDO DE 2022

Lusail Stadium terá capacidade para receber até 80 mil torcedores e tem previsão de ficar pronto em 2020

O projeto do estádio mais importante da Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi oficialmente apresentado neste sábado, em um evento de gala realizado na Marina de Lusail, cidade que fica a 15 quilômetros ao norte de Doha, a capital do país.

A arena, que terá capacidade para receber até 80 mil torcedores, tem previsão de ficar pronta em 2020. E neste sábado o Comitê Organizador do Mundial permitiu o acesso de alguns jornalistas convidados às obras de construção do local, que deverá abrigar o jogo de abertura, a grande decisão da Copa e vários outros jogos da competição que ocorrerá daqui a quatro anos.

Inspirado na antiga tradição do artesanato do Oriente Médio, o projeto do estádio revelou que o mesmo terá formas arredondadas, será predominantemente dourado em seu exterior e contará com um teto branco com um design moderno. O estádio Lusail será uma das oito arenas que abrigarão partidas da Copa, sendo que, no ano passado, o Khalifa International Stadium se tornou o primeiro a ficar pronto para a competição.

De acordo com a previsão dos organizadores, outros dois estádios estão programados para terem as suas obras finalizadas no começo do próximo ano: o Al Wakrah Stadium e o Al Bayt Stadium.

“Já se passaram oito anos desde que conquistamos os direitos de sediar a Copa do Mundo de 2022 e pedimos ao mundo que esperasse algo incrível. Com este impressionante design do nosso estádio (de Lusail), hoje estou orgulhoso de mais uma vez estar cumprindo essa promessa”, afirmou o secretário-geral do Comitê Organizador da Copa de 2022, Hassan Al Thawadi, durante o evento deste sábado, no qual também destacou que a arena principal do Mundial fica no coração de uma nova cidade que está sendo erguida em função do Mundial.

“Lusail é uma cidade para o futuro, e uma vez que a Copa do Mundo acabar, será como cada um dos nossos outros sete estádios – uma parte crucial do legado do torneio, que se transforma para se tornar o coração de uma nova comunidade”, reforçou.

Após a Copa, as 80 mil cadeiras do estádio de Lusail serão retiradas e doadas. E a arena deixará de servir para o futebol para ser transformada num espaço que contará com escolas, lojas, instalações esportivas e clínicas médicas. Será a consequência óbvia para dar utilidade a um local que não possui tradição futebolística importante e nem clubes de relevância no cenário mundial.

A secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, também exibiu empolgação com o projeto do principal estádio da Copa durante o evento deste sábado. “Estou muito feliz por ver o compromisso continuado do Catar com a excelência no espetacular estádio Lusail”, ressaltou a dirigente. “Os estádios do Catar estão entre os mais atraentes já vistos e o local desejado para a final é absolutamente lindo. Eu particularmente aprecio o fato de que a cultura do Oriente Médio é refletida em vários outros projetos de Lusail e estou ansiosa para ver os fãs de futebol de todo o mundo descobrirem a cultura e a história desta região”, reforçou.

A Copa do Mundo de 2022 está marcada para ocorrer entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, sendo que a Fifa planeja poder ampliar o número de seleções da competição de 32 para 48 a partir desta próxima edição do evento.

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Assista o vídeo abaixo:

– Existe preconceito ao clube empresa?

Aqui no Brasil, quando se fala em “dono de clube de futebol”, imediatamente vem a ideia preconceituosa de que existe apenas o interesse financeiro. São poucos os que pensam em uma administração esportiva profissional visando o também o lucro (como os clubes esportivos que não são empresas também almejam).

O Audax de Mário Teixeira era Pão de Açúcar do Abílio Diniz, e da 5a divisão foi ao vice-campeoanto paulista da 1a divisão em pouco tempo. Idem a trajetória de sucesso do Red Bull Brasil.

Aliás, os esforços em um trabalho sério e calcado num agressivo marketing são marcas do “Toro Loko” em nosso país. O fabricante de enérgico mundialmente famoso atua na Fórmula 1, em provas aéreas e outros esportes, penando ainda pela falta de numerosos torcedores, embora, sejamos justos, tem sido simpático à Campinas, onde manda seus jogos.

Já na Alemanha, em Leipzig, cidade da antiga Alemanha Oriental, o Red Bull chegou à 1a divisão da Bundesliga e sofre total rejeição. O time-sensação do Campeonato Alemão é vaiado quando joga como visitante pelo fato de… ter dono! A Federação Alemã também proibiu o nome Red Bull e ele tem que jogar como RB Leipzig (RasenBallsport Leipzig).

Já na Inglaterra, os donos dos clubes são americanos, chineses, tailandeses, russos, malaios… e funciona muito bem. Ou vamos negar o sucesso da Premier League?

Qual é o problema, cá entre nós, de um clube ter dono? Vejam o que os clubes associativos viveram com Mustafás, Aidares e Dualibs da vida…

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– E o Paulista foi consultado pela FPF para escolher o Serginho da LJF em Jundiaí como diretor de sede?

Não tenho nada contra e tampouco a favor; nem o conheço pessoalmente, só “de vista”! Mas me causou uma estranheza profunda ler nos documentos da Federação Paulista de Futebol quanto à Copa SP, que a sede do Red Bull (que é o Estádio Jayme Cintra, Jundiaí-SP, onde o Paulista manda seus jogos e a chave em que estará na Copa São Paulo) terá como diretor… Sérgio Eduardo Aguiar, o presidente da Liga Jundiaiense de Futebol.

Insisto: não tenho nenhuma relação positiva ou negativa com ele, mas leio e escuto muito sobre o “Serginho da Liga” (como é chamado) e as confusões do Amador na Cidade de Jundiaí – que envolve imbroglio da gestão financeira (não me refiro a corrupção, mas administração ruim), bagunça na organização e relação péssima com as autoridades municipais. Sem contar, claro, com as eternas queixas dos times amadores nas Redes Sociais.

Logicamente, a FPF argumentará que escolheu ele pois é responsável pela LJF e facilitaria a logística. Mas ela está ciente das confusões do campeonato local? Não tinha outro nome?

Quem poderia questionar, num primeiro momento, é o Red Bull (pois é o time-sede), mas que deve desconhecer todo esse histórico. Nessa, o Paulista não tem culpa, mas fico muito curioso: será que a FPF pediu referência ao Galo na hora da escolha (já que a sede é em Jundiaí e o Paulista o time local – e dono do estádio)?

Se até dia 02 de janeiro estiver como diretor de sede o Serginho, que faça um trabalho bom e competente. Mas tenho certeza que poderia se ter evitado tal nome tão discutido nos centros esportivos da nossa cidade…

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– A grande jogada de marketing do Atlético Paranaense, que se chamará…

Quanta polêmica sobre a mudança visual do CAP, agora Clube Athlético Paranaense, para a sua nova identidade visual!

Diferenciou-se ainda mais do CAM – Clube Atlético Mineiro, deixará de ter uma marca parecida com a do Flamengo no peito e ninguém dirá que imita o uniforme do Milan.

Ótimo! Venderá mais camisas e teve uma sacada genial.

Aliás, quem disse que não pode mudar distintivo do time? Os escudos são sempre atualizados sim!

Veja: dos clubes brasileiros grandes e pequenos, passando aos internacionais, atualizar-se é necessário:

(pela ordem: Palmeiras, Corinthians, Real Madrid, Paulista, Milan, Juventus, Flamengo, Chelsea, Manchester City e o novo Athlético Paranaense)

– Renato Gaúcho, mesmo sem licença, dirigirá o Grêmio sim!

Renato Gaúcho não poderá ficar na área técnica como treinador em jogos do Campeonato Brasileiro, segundo a CBF Academy, pois reprovou por faltas no curso de capacitação e formação exigido pela entidade.

E ele está preocupado?

Que nada! Lá na Praia, jogando futvôlei, já sabe que poderá muito bem estar no banco de reservas inscrito como qualquer outro membro do Grêmio – como diretor do time, por exemplo, ou ainda massagista – bastando apenas apresentar o seu RG.

Ninguém o impedirá de dirigir sua equipe nos jogos, nem a falta da Licença PRO exigida pela CBF. Neste país, e em especial no futebol, há de se arranjar (infelizmente) jeitinho para tudo.

– Que pisada do Rosemberg! A troco de quê?

O diretor do Corinthians, Luís Paulo Rosemberg, causou polêmica ao dar uma entrevista à Rádio Bandeirantes (onde trabalhou como comentarista econômico até há pouco) neste último domingo.

Falando que a dívida do Timão em relação ao estádio não é de mais de 1 bilhão de reais, como se tem cobrado, mas sim próxima a R$ 650 mil, na conta que o clube acha mais correta (e que brigará na Justiça), resolveu gratuitamente atacar seu co-irmão Palmeiras alegando que o Estádio do rival era um “Pneu Deitado da WTorre”, e que felizmente no Parque São Jorge não existia uma imperadora [dona Leila da FAM / Crefisa] como no Parque Antártica.

Pra quê criar tal cizânia?

Claro que os ânimos estarão acirrados, e o Verdão vai lembrar que a Arena Corinthians é ironizada em formato de impressora HP, que o dono é a Odebrechet ou a Caixa Econômica Federal, além de que ocorreram imperadores por lá, como a MSI de Kia, Banco Excel, Fundo HTMF …

Totalmente desnecessário falar isso.

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– Parabéns, River Plate (freguês do Galo da Japi).

E o River Plate venceu em Madri o Boca Juniors pela Copa Libertadores da América 2018. Coincidentemente, a mesma competição que o chamado “Galinhas” disputou estando na chave do Paulista FC, o Galo Tricolor da Serra do Japi, há 12 anos.

Parabéns River! Mas saiba: você sempre nos enche de orgulho pela derrota em 05 de abril de 2006, quando o Paulista (que era forte na época) orgulhava Jundiaí ao bater os hermanos por 2×1 no Estádio Jayme Cintra.

Bons tempos…

Aliás: ganhou a Libertadores 2018 com jogador irregular, estádio interditado, treinador suspenso que dirigiu o time e outras arbitrariedades. Entretanto, esquecendo as regras que fez vista grossa, realmente fez por merecer dentro de campo.

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– R$ 19.000,00 para a licença PRO na CBF Academy, com aulas do Professor Eutrópio!

A “Licença PRO” é uma exigência para se trabalhar como treinador de futebol na Europa e em muitos lugares do mundo. Vários técnicos brasileiros viajam para a Itália ou Portugal afim de obtê-la.

Recentemente, a CBF (através da “CBF Academy”) passou a realizar o curso no Rio de Janeiro. Entre os professores estão Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni, Fábio Mahseredjian, Rogério Micale e Vinícius Eutrópio.

Os alunos? Tite, Mano Menezes, Dunga, Vagner Mancini, Jair Ventura, Zé Ricardo, Tiago Larghi, Maurício Barbieri, Renato Gaúcho (apesar das suas faltas), entre outros.

Curioso: me recordo da sequência absurda de derrotas que Eutrópio conseguiu no seu trabalho na Ponte Preta, quase levando o time campineiro ao rebaixamento no Campeonato Paulista. Respeitosamente, o que ele poderia ensinar a Tite, Campeão Mundial de Clubes ou a Renato Gaúcho, campeão da Libertadores como jogador e treinador?

Por R$ 19.000,00 “por cabeça”, está sendo muito produtivo para a CBF o curso…

Abertura do Curso de Licença PRO na Granja Comary - CBF Academy

 

– E seria ético se Carille escalar atletas de Bertolucci, caso se confirme o empréstimo ao Coringão?

Dias atrás, li que o empresário de atletas Giuliano Bertolucci já passou da casa BILIONÁRIA em valores de negociação de jogadores brasileiros. Um superagente, como chamou a matéria da ESPN que trouxe tal dado através dos demonstrativos do Transfermarket.

(o link pode ser acessado aqui: http://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/3855392/giuliano-bertolucci-o-superagente-brasileiro-que-ja-movimentou-bilhoes-em-vendas-de-jogadores).

Pois bem: diz-se à boca pequena que o pagamento da milionária multa que o Corinthians fará para o xeique que é dono do time árabe no qual Fábio Carille trabalha hoje, a fim de repatriá-lo, acontecerá graças a um empréstimo do próprio Bertolucci.

Aí fica o dilema ético: em dúvida na hora de escalar um jogador, o treinador tenderá a escalar o atleta agenciado por quem foi seu garantidor financeiro (mesmo que não seja a melhor opção)?

No mundo ideal, isso deveria ser altamente condenável, e o próprio clube deveria achar isso uma situação constrangedora e comprometedora. Mas no mundo do futebol brasileiro…

O que você pensa sobre isso?

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– A Infelicidade do Fenômeno!

EXATAMENTE HÁ 5 ANOS… DEVE TER SE ARREPENDIDO, NÃO? Republico:

Craque dos gramados, Ronaldo Nazário não tem sido feliz em algumas declarações e atitudes como cartola.

Ontem, em Londres, num evento, ele representava o Comitê Organizador Local da Copa-14, e quando indagado sobre os protestos durante a Copa das Confederações (se poderiam acontecer novamente no Mundial), disse que:

Acho que desde o início os protestos direcionados à Copa do Mundo foram inventados. A gente continua provando com dados, informações e com todas as obras que estão sendo feitas graças ao Mundial que a Copa é um benefício importante para o País.

E ele nem ficou constrangido! Caramba… que mundo o Fenômeno está vivendo?

Hoje ele mora em Londres. Será que esqueceu do dia-a-dia no Brasil?

Aliás… a Copa do Mundo será um benefício real a quem? Ao povo, aos politicos ou aos dirigentes da CBF e FIFA?

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– Adivinha qual é o esporte?

Adivinhe qual é esse esporte?

Violência, jogatina, resultados acertados na base da propina, racismo pestilento, (…) ganância inimaginável e trapaças de todo tipo e variedade: na maior parte de sua história, o esporte (…) tem sido cravado de buracos, alguns cavernosos, alguns irreparáveis.

Acharam que era sobre futebol, hein? É sobre o beisebol, descrito por Michael Chabon, reproduzido pelo antigo “Jornal Placar, 08/11/2010, pg 32”.

Será que o texto serviria ao esporte mais popular do país também? Não sei não…

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– Os melhores camisas 10 e a Seleção de todos os tempos: mudou a relação da FIFA?

RESGATANDO e ATUALIZANDO –

Em fevereiro de 2014, a FIFA divulgou mais um daqueles rankings polêmicos que sempre levam à discussão, muito embora ele tenha passado despercebido: os 10 maiores camisas 10 de todos os tempos.

Veja se você concorda com a lista e diga: seriam eles, nesta ordem, em dezembro de 2018, os mesmos? Ou acrescentaria alguém ou mudaria de posição na classificação nos dias atuais?

1. Pelé

2. Maradona

3. Zidane

4. Puskas

5. Platini

6. Rivelino

7. Messi

8. Matthaus

9. Baggio

10. Hagi

Aliás, já que falamos de polêmicas sobre rankings, aqui vai outro: com base nos seus registros e pontuações, também em 2014, a Revista Placar criou a sua Seleção Brasileira de todos os tempos (titulares e reservas).

A Canarinho foi escalada com: Dida; Cafu, Mauro Ramos, Lúcio e Roberto Carlos; Zito, Cerezo e Kaká; Rivaldo, Pelé e Pepe.

No banco: Gilmar dos Santos Neves; Jorginho, Aldair, Bellini e Nilton Santos; Dunga, Falcão, Ronaldinho Gaúcho; Didi, Ronaldo e Romário.

Concorda ou discorda dessas duas seleções? Lúcio e Kaká, particularmente, acho inconcebíveis.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber o autor, favor informar.

– A Operação Game Over continua na ativa!

Que coisa, hein? Quer dizer que apostadores de resultados em jogos de futebol (vindos da Malásia e da Indonésia) queriam até mesmo adquirir um clube para fazer suas artimanhas no Brasil?

Tudo isso já foi descoberto pela Operação “Game Over”, que desde 2015 investiga a manipulação de resultados e que nesta semana trouxe mais novidades.

Sabe-se, agora, que a ideia dos criminosos era de comprar um time em dificuldade financeira. Enquanto isso, a apuração do esquema que envolvia clubes da A2, A3, Segunda Divisão Paulista e Sub 20 em São Paulo, além de outros do Interior do Nordeste, continua tendo desdobramentos até hoje.

No inquérito de mais de 700 páginas, revelou-se que foi oferecido R$ 10.000,00 ao Tupã para perder de 4×0 para o Barretos, pela A3. Ao São José, foi oferecido R$ 50.000,00 para perder de 3×0 para o Corinthians no Sub20. Para um time da A2 (não revelado no inquérito, a proposta foi de US$ 30,000.00). E Márcio Orelha, um dos ex-jogadores envolvidos, afirma que nunca tentaram nada com clubes da A1 devido a visibilidade.

A certeza é: uma derrota por goleada em casa do Atlético Sorocaba frente o Santo André há 3 anos pela Categoria de Jrs, fazia parte da armação, pois o cheque das taxas de arbitragem foi pago por um dos membros da quadrilha

Imprudência ou confiança de que nada aconteceria?

Outras informações do inquérito, cujo julgamento retomou nesta 4ª feira dia 28/11/2018, abaixo,

extraído de: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2018/11/28/manipulacao-no-futebol-cheque-de-lider-de-quadrilha-pagou-arbitragem-de-jogo-sub-20-em-sp.ghtml

MANIPULAÇÃO NO FUTEBOL: CHEQUE DE LÍDER DE QUADRILHA PAGOU ARBITRAGEM DE JOGO SUB-20 EM SP

Árbitro relatou informação em súmula de partida que iniciou investigação em 2015; julgamento do caso é retomado nesta quarta

Por Leonardo Lourenço

Um cheque do homem que é apontado pelo Ministério Público como líder de uma quadrilha que manipulava resultados no futebol foi utilizado para pagar a taxa de arbitragem de uma partida do Paulista sub-20, em 2015 – um encargo que geralmente cabe ao clube mandante do jogo.

A goleada do Santo André sobre o Atlético Sorocaba por 9 a 0 foi o estopim de uma investigação que identificou um grupo que fraudava os placares para beneficiar apostadores asiáticos. Treze pessoas foram denunciadas em 2016, e o julgamento, que começou em dezembro do ano passado, foi retomado nesta quarta-feira, em São Paulo. A sentença será conhecida em 2019.

Anderson Silva Rodrigues é acusado de liderar a quadrilha no Brasil sob ordens de dois homens da Malásia. Foi com um cheque dele que o Atlético Sorocaba, mandante daquele duelo, pagou R$ 1.361 à equipe de arbitragem que atuou na partida. A informação, com nome e CPF do titular da conta, está na súmula do jogo.

Ao GloboEsporte.com, em contato realizado por meio de seu advogado, Rodrigues negou “categoricamente” ter emitido qualquer cheque como o citado. Um dirigente do Atlético Sorocaba afirmou não conhecer Rodrigues.

A incomum goleada no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, gerou um alerta de uma empresa austríaca de monitoramento de indícios de fraude no futebol entregue ao Ministério Público de São Paulo e à Federação Paulista de Futebol (FPF) – um inquérito foi aberto em seguida pela Polícia Civil para investigar o caso.

À época, os investigadores grampearam o árbitro do jogo, Carlos Eduardo Gomes, seis dirigentes do Santo André e outros quatro do Atlético Sorocaba, clube que está licenciado na FPF desde o ano passado. As escutas não produziram provas suficientes, o que esfriou o caso.

A apuração só ganhou força novamente quando, cerca de dois meses depois, dirigentes do Tupã e do São José, ambos do interior paulista, apresentaram denúncia à FPF. Nela estavam mensagens enviadas por Anderson Silva Rodrigues e outros membros da organização em que ofereciam dinheiro para que jogos desses clubes fossem manipulados. 

A partir daí, a polícia iniciou nova série de interceptações telefônicas em que foi possível identificar 11 dos acusados – além deles, os dois malaios, que nunca foram encontrados, tornaram-se réus em 2016 após serem citados em delação premiada de um ex-atleta, Márcio de Souza, envolvido nos crimes.

RELAÇÃO COM O ATLÉTICO SOROCABA

Apesar disso, os investigadores nunca conseguiram demonstrar a participação do grupo no jogo entre Atlético Sorocaba e Santo André. A ligação entre Anderson, o líder da organização, e a partida, porém, esteve sempre à disposição, na súmula do confronto, publicada desde então no site da FPF.

A informação consta no espaço para o relato de “ocorrências/observações”, e a descrição é do árbitro Carlos Eduardo Gomes:

– Informo ainda que a taxa de arbitragem foi paga com cheque único. Cheque: Banco Itaú Agência: 8794 Conta Corrente: 30176-5 N. do Cheque: SA-000099 Nome: Anderson Silva Rodrigues CPF: 036.093.517-64 no valor de R$ 1.361,00.

Trata-se do mesmo Anderson Silva Rodrigues acusado de fraudar resultados, de acordo com pedido de prisão feito pela Polícia Civil, onde aparece o mesmo CPF registrado na súmula.

– Não faço a mínima ideia de quem seja (Anderson) – disse Gomes aoGloboEsporte.com. O árbitro é testemunha de acusação no processo em andamento no Juizado do Torcedor de São Paulo.

Em depoimento, em dezembro do ano passado, o árbitro declarou não ter percebido “nada de anormal”. Em um momento, o juiz pede que ele olhe aos réus, presentes na sala de audiência, e responda se reconhece algum deles. Ele diz que não.

À reportagem, Gomes afirmou que recebeu o pagamento do clube mandante, como é praxe – geralmente, porém, os valores são entregues em dinheiro e repartidos entre árbitro e auxiliares no vestiário.

Gomes contou que relatou o pagamento em cheque na súmula por orientação da FPF e do Sindicato dos Árbitros, que é quem recebe o cheque nesses casos e depois repassa os valores aos árbitros.

– O sindicato verifica se tem fundo, (depois) deposita na conta de cada um.

Situação semelhante ocorreu no jogo anterior do Atlético Sorocaba como mandante, contra o São Caetano. Nesta partida, o cheque que pagou a taxa de arbitragem era de Adilson Moura Damasceno, que não é investigado.

Segundo pessoas que atuavam na comissão técnica da equipe na época, Damasceno era gerente das categorias de base, que era terceirizada. De acordo com esses profissionais, ele dividia essa responsabilidade com Francisco Jamison Gonçalves, um dos alvos da Game Over, como foi chamada a operação, que também é réu no processo – ele é acusado de aliciar atletas para o esquema.

Nesta quarta, após audiência em São Paulo, Gonçalves disse não ter conhecimento sobre o cheque, e que não manteve qualquer relação com Anderson Rodrigues.

No jogo contra o Santo André, Damasceno aparece como auxiliar-técnico do Atlético Sorocaba no relatório da partida – até então, não tinha sido relacionado em nenhuma das súmulas das 20 rodadas anteriores do Paulista sub-20 daquele ano.

No duelo seguinte, outra goleada de 9 a 0, esta sofrida para o São Paulo, em Cotia, Damasceno assina como técnico no lugar de Julimar José Francisco, expulso no confronto sob investigação.

A reportagem tentou contato com Damasceno e Gonçalves, mas eles não foram encontrados.

Vice-presidente executivo do Atlético Sorocaba em 2015, José Rodrigues dos Santos afirmou não ter conhecimento da utilização de um cheque de Anderson Silva Rodrigues para o pagamento da taxa de arbitragem do jogo contra o Santo André:

– É a primeira vez que ouço falar dessa pessoa. Acho estranho (o pagamento da taxa de arbitragem com cheques), normalmente é pago com dinheiro. Para mim é uma novidade – disse ele, questionado pelo GloboEsporte.com.

Anderson Rodrigues se manifestou por meio do advogado de defesa. Em mensagem enviada à reportagem, Marcelo Branco afirmou que o cliente “negou categoricamente de ter emitido um cheque para qualquer pessoa envolvida nesse processo” e que “com certeza esse suposto cheque não existe; se existir, não é de sua titularidade”.

Anderson nunca foi preso pelas fraudes. Quando a operação foi deflagrada, em julho de 2016, ele não foi encontrado. Manteve-se foragido até fazer acordo de delação premiada em que admitiu a intenção do grupo de arrendar um clubepara facilitar os esquemas de manipulação. Ele responde em liberdade.

TÉCNICO BARRADO NO VESTIÁRIO

Ouvido em maio como testemunha durante o processo, o técnico Julimar José Francisco, que comandava o Atlético Sorocaba naquela partida, relatou em depoimento que foi impedido de entrar no vestiário do time no intervalo e que forçou uma expulsão no começo do segundo tempo para não fazer parte do que ele classificou como um jogo “estranho”.

À Justiça, Julimar lembrou que teve que escalar um time formado majoritariamente por atletas do sub-17, já que os jogadores sub-20 tinham sido dispensados às vésperas do confronto com o Santo André – o Atlético Sorocaba já não tinha mais chances de classificação.

O primeiro tempo daquele jogo terminou com uma insuspeita derrota parcial de 1 a 0. Ao deixar o campo após o final da etapa inicial, Julimar contou ter sido surpreendido:

– Chegou o intervalo do jogo, nós estávamos perdendo de 1 a 0, não deixaram nem eu entrar no vestiário. “Pode deixar que agora a gente toma conta”, (disse) o pessoal que coordenava lá – relembrou, sem citar nomes.

– Aí entraram no vestiário, conversaram com os jogadores. (Pensei:) “Eu não vou voltar para esse jogo, tem coisa errada nesse jogo” – completou.

Julimar afirmou que ainda no intervalo procurou o árbitro Carlos Eduardo Gomes e pediu para ele lhe expulsasse, o que teria sido negado pelo juiz. A súmula aponta que o treinador foi excluído do jogo aos seis minutos do segundo tempo ao chamar Gomes de “safado”.

O árbitro disse não se lembrar do pedido de Julimar:

– Não (me lembro). No comecinho do segundo tempo ele me xingou, cheguei até ele, pedi para se acalmar. Eu virei, ele continuou me xingando, eu o expulsei.

Procurado pela reportagem, Julimar se recusou a dar novas declarações:

– O que eu falei, falei na Justiça. Não quero comentar.

Além do técnico, outros três jogadores do Atlético Sorocaba foram expulsos no segundo tempo do jogo contra o Santo André, quando a equipe sofreu mais oito gols.

O Ministério Público de São Paulo denunciou 13 pessoas, inclusive dois malaios, por organização criminosa e por tentativa e fraude de resultados de partidas de futebol.

A quadrilha é acusada de atuar em torneios de menor visibilidade, como as categorias inferiores de São Paulo e em estaduais como os do Ceará e Rio Grande do Norte. Todos respondem ao processo em liberdade; os estrangeiros nunca foram encontrados.

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Organograma da quadrilha que adulterou resultados no futebol para favorecer apostadores asiáticos operação Game Over — Foto: Reprodução

– O mítico Santiago Bernabeu suplanta Wembley com a final da Libertadores!

Vamos aos elogios e as críticas quanto ao desfecho da novela “Onde será a final da Libertadores da América 2018”:

PONTOS PARA ELOGIAR:

  • River X Boca é a maior rivalidade da América do Sul. E com um detalhe: qual outra cidade do planeta tem uma competitividade de equipes como essa, a não ser Buenos Aires (Real x Barça são equipes de cidades diferentes, por exemplo)? A Europa terá o privilégio de acompanhar esse jogo in loco.
  • A partida será no horário nobre do futebol mundial (16h do horário local).
  • Estrutura não faltará, pois o Estádio Santiago Bernabeu está acostumado a grandes eventos.

PONTOS PARA CRITICAR:

  • A Conmebol, logicamente, levou uma “bolada de dinheiro” para aceitar tirar o jogo do continente. Nenhuma cidade da América do Sul poderia receber essa partida? Se a desculpa foi “o número de torcedores argentinos por ser país vizinho”, piorou, pois a Espanha é o destino europeu número 1 dos hermanos!
  • Não é ironia ver a decisão que remete um torneio que homenageia os mártires e heróis que libertaram nosso continente do domínio dos colonizadores ibéricos, ser realizada na casa deles? Ou seja: a Libertadores da América será jogada em Madrid, berço de quem escravizava esses lutadores.
  • Por fim: a multa imposta ao River Plate, mostrando que ficou barato punir com dois jogos sendo jogados sem torcida e uma multa não muito salgada para os padrões desses times grandes. Prevaleceu a impunidade.

A GRANDE CONSTATAÇÃO: 

  • Para mim, Wembley, berço do futebol, era o “estádio-símbolo” do esporte; aí veio o Maracanã com toda a sua representatividade na metade do século XX em diante e o destronou. Mas o que dizer do Santiago Bernabeu, que está na Europa e já sediou finais de Eurocopa, Copa do Mundo, Copa dos Campeões da Europa e, agora, Libertadores da América? Nenhum outro no planeta recebeu tantos jogos importantes. Aliás, o Real Madrid, provavelmente, enfrentará o time que vencer esse jogo em seu estádio lá no Mundial de Clubes da FIFA, na Ásia.

Que tudo ocorra bem nessa final.

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– A lei que permite um maior número de atletas estrangeiros está prejudicando o futebol brasileiro?

Toda troca de conhecimento / experiência / intercâmbio sempre é muito válida, em qualquer área que seja. No futebol, isso não deve ser diferente: diretores de clubes europeus, treinadores de fora, gestores com outra mentalidade do que a nossa, são sempre peças fundamentais.

E se os estrangeiros forem os jogadores?

Nada contra! Tivemos Dario Pereira, “Dom” Elias Figueroa, Ramoz Delgado, Pedro Rocha… grandes craques que fizeram a diferença por aqui dentro dos gramados. Fora deles, não se pode deixar de mencionar Béla Guttmann, o treinador húngaro que revolucionou o futebol brasileiro, trazendo Zizinho para o SPFC alegando que ele “representava o futebol-arte” (talvez a primeira vez que esse termo foi usado em nosso país). Dizem que Vicente Feola (que foi do próprio São Paulo), inspirou-se demais nos ensinamentos dele na montagem da Seleção Brasileira de 1958, quando ganhamos a primeira Copa do Mundo.

Mas e hoje?

Se tivermos Messi, Xavi, Ibraimovich e outros jogando pelos clubes daqui, tudo bem. Idem a José Mourinho, Guardiola, Pocchetinno e outros tantos treinadores estudiosos que fazem bem à Ciência do Futebol (parece um “pecado” falar em Estudo no Futebol, onde automaticamente o termo “estudioso” passa a ser pejorativo por aqui).

O problema é que passamos a contratar jogadores de fora como mão de obra barata – não como acréscimo à condição técnica, mas como uma ação econômica necessária para se diminuir os custos.

Entendo o problema econômico e financeiro que toda a América do Sul passa. Mas veja: antes, permitíamos 2 atletas de outros países em nossas equipes. Aí a CBF criou uma lei que liberou 5 estrangeiros por time no Brasil dentro de campo. Mas será que isso está trazendo resultados indesejados? Apesar de permitir redução na folha de pagamento de muitos clubes, pense: quantos jovens nacionais perderam espaço?

O próprio São Paulo FC gasta milhões com o Centro de Formação de Cotia, mas tem em seu elenco Rojas, Trellez, Arboleda… (lembram-se de Piris, Isasi, Buffarini, Jonathan Gomez, Rondón, Wilder Guisao…?). O Flamengo dizia que “craque se faz em casa”, mas contratar Uribe, Cuéllar, Berrio, Marlos Moreno e Trauco, não inibe o surgimento de talentos? Diga-se o mesmo do Fluminense com seus equatorianos e o celeiro de jovens em Xerém.

Em 2018, vimos uma Seleção Italiana ausente do Mundial e repleta de jogadores da Atalanta, Sampdória, Gênova… Na Inglaterra, que só ganhou uma Copa do Mundo quando a sediou, temos equipes inteiras jogando com atletas não ingleses! Aliás, isso aconteceu com o Arsenal pela primeira vez em 2011, com 14 nacionalidades diferentes em seu elenco (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2011/11/26/globalizacao-do-futebol-arsenal-joga-com-atletas-de-14-paises-diferentes/)

Será que um dos problemas da renovação da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais não seria o excesso de estrangeiros com qualidade duvidosa nas equipes, em prejuízo às bases (que em muitos casos acabam sendo entregues aos empresários)?

É para se pensar… quando o gringo é diferenciado, se dá o nome de “Professor Pardal” para treinador ou “em fim de carreira” para jogador que vem pra cá. Mas quando é medíocre, os cartolas taxam-o de “desconhecido pela mídia” ou de “promessa”. Foi assim com Matias Defederico, (o “novo Messi” que está na Índia atualmente) Matosas, Patito Fernandes, Acosta, Tobio… ou até mesmo Kazim!

O que você pensa sobre isso?

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