– Paulista de Jundiaí, Red Bull Brasil e Oeste de Itápolis em 2020: afinal, como será? Entenda o propósito do negócio.

Chega de especulação. Aqui algumas informações (não é fofoca, boataria ou impressão pessoal), e que nada prejudicam o andamento da vida do nosso glorioso e sofrido Paulista.

Considere que existem 3 times com o seguinte panorama:

1. O Paulista Futebol Clube, de Jundiaí, que tem um estádio tradicional, funcional e bem localizado (em especial pela logística de jogos organizados pela FPF e CBF); com real torcida existente, títulos conquistados e história centenária.

2. O Oeste Futebol Clube, originário da pequena e simpática cidade de Itápolis, arrendado pelo “seo Mário Ponte Preta” (Sr Mário Teixeira, um dos acionistas mais importantes do Banco Bradesco, apaixonado por futebol e dono do Audax) e que trouxe o time interiorano para Barueri (a fim de diminuir a distância de viagens e transformar o time em mais um clube-empresa do seu grupo).

3. O Red Bull Brasil, que investe pesado nos esportes em geral (Fórmula 1, corridas de avião e futebol, por exemplo), e que é de propriedade do fabricante global de energéticos Red Bull (da Áustria), inscrito em Vinhedo, treinando no moderníssimo Centro de Formação de Atletas em Jarinú (o conhecido Sítio Santa Filomena, onde os clubes grandes faziam pré-temporada e que o Toro Loko conseguiu transformá-lo em seu centro de treinamento) e que joga no Moisés Lucarelli em Campinas, pois não tem um estádio para dizer que é “só dele”.

O panorama de tudo isso remete a duas situações:

A PRIMEIRA, provável e ideal, é o surgimento do Red Bull Paulista (o nome não é especulativo, é o proposto, atendendo anseios esportivos, comerciais e de marketing). Ou seja: o Red Bull Brasil compraria o Oeste de Itápolis e faria uma fusão / parceria / negociação com o Paulista. Assim, teríamos um time profissional forte na cidade de Jundiaí, nascendo com a tradição do Galo, tendo um estádio não itinerante, com o Centro de Treinamento de qualidade indiscutível, com o dinheiro dos austríacos e a vaga do Oeste de Itápolis / Barueri. Dessa forma, o Red Bull Paulista nasceria na série A1 do Paulistão e na série B do Brasileirão, jogando no Jayme Cintra e treinando em Jarinú, somando os títulos já conquistados e possuindo um time forte com estrutura tão boa quanto dos grandes.

A SEGUNDA, mais simples, é o Red Bull comprando o Oeste de Itápolis, fazendo o clube abandonar Barueri e alugando o Jayme Cintra para ser sua sede ao invés do Moisés Lucarelli. Teríamos, dessa forma, uma segunda equipe em Jundiaí, o Red Bull Brasil (sem mudança do nome), na série A do Paulistão e na série B do Brasileirão. O Paulista Futebol Clube teria o dinheiro do aluguel do estádio e uma ajuda financeira (aqui ainda em discussão os valores) para manter seu futebol profissional em atividade. Nada em imaginar que seria uma “nova Parmalat” na vida do Galo.

São essas duas situações a se concretizarem ou não. Mas onde entra o grupo Kah Sports com a sua empresa Fut Talentos?

A Kah será uma empresa que ajudará o Paulista a se manter em atividade até o ano que vem. De maneira objetiva: sem dinheiro e com nada fechado com o Red Bull, para não ter que se licenciar do futebol profissional, o Paulista colocou na negociação das equipes de base a condição de que a Kah (que originalmente queria administrar o Sub 15 e Sub 17, que é sua expertise), assumisse também o Sub 23.

É por isso a demora da assinatura do contrato, mas que ao final das contas se acordou para esse negócio: a Kah assume a base e o profissional em 2019 para o Paulista se manter ativo (até pelo motivo de que, caso alguma coisa dê errado com o Red Bull – agora com mais tempo para a negociaçãoo Paulista não passasse pelo vexame de abandonar o torneio da 4a divisão em 2019 e ser multado e punido pela FPF).

Não nos iludamos para esse ano, já que o Galo será montado para sobreviver, e se o acesso vier, é lucro. Mas sonhemos para 2020, pois a possibilidade de calmaria será real.

Depois de tudo isso, passemos da informação para as considerações pessoais:

  • Qual o medo de se divulgar que existe uma negociação em curso? Não é nenhum segredo admitir que existem tratativas, e fazer com que isso seja falado sem receio (preservando logicamente as questões sigilosas e estratégicas de uma negociação) é um ponto positivo para a cidade apoiar / abraçar o projeto.
  • Depois de erros e acertos (a balança e a medida deles é outra questão), a diretoria (ou as pessoas que estão respondendo em nome do Paulista hoje) está, nesta difícil conduta transacional (e transitória também) CORRETA. O Paulista faliu, quebrou, sobrevive na UTI graças a paixão dos torcedores e alguns abnegados da cidade que conseguiram evitar que os aparelhos desliguem. Sejamos objetivos, realistas e claros: é essa a situação.
  • Parabéns ao Hikmat Derbas, da Kah Sports, por aceitar as ideias sugeridas do Paulista; ao Thiago Scuro, o CEO do Red Bull, pelo interesse que tem e não desistir de negociar; e pelo Dr Cláudio Levada e seus pares do Paulista FC, pelo extremo cuidado e delicadeza que conduz tudo isso (o que não deve ser fácil).

Enfim: teremos Toro Tricolor ou Galo Loko? Sem polemizarmos o mascote (não é nem momento para isso). Tomara que tudo dê certo.

Atualização de 10/03/19, às 16h43:

IMPORTANTE – 

Amigos, na iminência do Red Bull negociar com Oeste e Paulista, surge a informação (de gente confiável) que Marcos Cheddid ATRAVESSA / TENTA ATRAVESSAR o negócio oferecendo condições interessantes para o Red Bull COMPRAR em definitivo o Bragantino. 

Por ora, os cartolas se conversam. 

Ao invés de negociar com dois times – um “cigano” e outro “endividado”, negociaria com um só que é sólido.

NÃO foi algo que partiu do Red Bull, mas sim do Marcos Cheddid, segundo a informação. 

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– Rodízio de Faltas: o que fazer?

Uma das táticas antidesportivas no futebol usadas atualmente é a prática do “rodízio de faltas”, quando os jogadores se revezam em cometer as ditas “faltinhas” de jogo para que o adversário não avance, anulando craques e deixando o jogo mais feio.

Quer exemplos? Luís Felipe Scolari fazia isso no Palmeiras (hoje faz menos), colocando diversos atletas para matar as jogadas no meio-de-campo e impedindo o outro time de conseguir jogar. O Bragantino praticava com perfeição (e ainda pratica), alternando infratores, pois seu treinador (Marcelo Veiga) é mestre nessa estratégia.

As vítimas do rodízio de faltas são equipes que tocam bem a bola e jogadores diferenciados. O grande problema é coibir tal artifício, já que normalmente são faltas leves (porém numerosas). Os árbitros têm dificuldade em observá-lo pois acaba sendo um método silencioso de unfair play, e com a mudança constante de infrator, dificulta a identificação.

O rodízio de faltas pode ser contra uma equipe ou contra um jogador difícil de se marcar. E como o árbitro deve proceder?

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), o árbitro deve advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pelo motivo da equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

O rodízio de faltas é um mal para o futebol brasileiro; tolha o jogo bonito, acaba com o tempo de bola rolando e nivela a qualidade dos atletas por baixo, já que a partida “não rende”.

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– E o VAR se firma no futebol!

O VAR veio pra ficar. Veja na Liga dos Campeões da Europa quanta emoção e correção tivemos! O jogo entre Manchester e PSG diz tudo.

Falando no Paris Saint-German… e o Neymar?

O brasileiro dá motivo para ser criticado e odiado. Precisa aprender a, além de ser celebridade, passar a ser admirado (tem a qualidade para jogar bola e ser o número 1 do mundo, mas as atitudes que o fizeram transformar em “chacota da Copa da Rússia 2018” atrapalham). Nem digo sobre a farra do Carnaval, mas algo a mais: deve ser punido por tuitar críticas fortes contra a arbitragem e, segundo chegam notícias (a se confirmarem ou não), tentou ir reclamar no vestiário do árbitro sobre a atuação do VAR (que acertou).

Apesar de tudo isso, não se pode negar que Neymar Jr é um cara vencedor: na idade que ele tem, quanto você tinha de saldo? Eu, infinitamente menos. Claro, a contrapartida é que na mesma comparação, sem ser da financeira mas de respeitabilidade, as coisas se invertem (para a maioria dos trabalhadores responsáveis). 

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– Neymar e as Polêmicas do Carnaval

Cá entre nós: cada vez que a crítica mais reclama das baladas de Neymar, ele mais parece provocar! Seria birra?

Com muito dinheiro e com o “burro na sombra”, está pouco se preocupando pelo fato das queixas de anti-profissionalismo e de que não se cuida das lesões.

Pudera, já conquistou muito. Jogar bola pra quê?

Eu discordo desse comportamento dele. Se está se recuperando da operação, não deveria “dançar até o chão” em Salvador e se expor na Sapucaí como ele fez. 

Taí um dos motivos pelo qual, aparentemente, com todo o seu talento não conseguirá ser chamado de melhor do mundo. Infelizmente para quem gosta de futebol; irrelevante para seus “parças”.

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– Kanu deveria ficar quieto!

Somente hoje vi a entrevista / depoimento de Rodrigo, o jovem jogador do Santos FC (que é um menino mesmo) sobre as ameaças de que Kanu lhe deixaria aleijado.

Kanu, do Oeste de Itápolis, foi um dos protagonistas de um violento BAVI tempos atrás (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-lFa). Claro que tal tática de querer desequilibrar o adversário que é melhor do que ele é relativamente comum (assim como aquelas de que “eu ganho muito mais do que você” ou “olha só onde você joga e onde eu jogo“), mas não gosto nenhum pouquinho.

Mas pense bem: o inexperiente Rodrigo, com o histórico de jogadas violentas de Kanu (também nesse Paulistão), ficaria temeroso ou não de apanhar?

Não adianta falar que é só o juiz aplicar a Regra, pois se quebrar a perna do rapaz, de nada adiantará o cartão vermelho.

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foto: Globoesporte.com

– Carta Aberta de um Não Eleitor, Não Militante, Não Sindicalizado e Não Entusiasta do SAFESP (nem de COAFESP ou órgão apócrifo).

Sei que no dia 25 de março ocorrerão eleições no Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo. Aurélio Sant’Anna Martins, do Vale do Paraíba e ex-árbitro contemporâneo a minha época será um dos concorrentes (com a ex-árbitra Regildênia, Fabrício Porfírio, Marco Andrade Mota, Alex Alexandrino e outros corretos membros em sua chapa).

Nunca fiz campanha a ninguém. Não farei agora (até porque não voto). Mas por ter certa respeitosa liberdade e nenhum impedimento de me relacionar com essa candidatura, algumas perguntas pertinentes:

Prezado Aurélio, durante e pós-campanha…

Não mudará o nome de Aurélio para Aureliozinho para ganhar simpatia?;

Não vai promover (ou pedir que árbitros promovam) cervejada eleitoral?;

Não vai pedir para gravarem vídeo dizendo que “o Aurélio mudou minha vida”?;

Não apagará da Internet a campanha para ficar sem rastreamento do que foi dito?;

Não precisará pedir a amigo que convoque reunião de árbitros, pesagem dentro de um salão ou qualquer obrigação que fará árbitro viajar de todo o estado coincidindo com sua presença e uma urna no local?;

Não será picareta em dizer que se sacrificará e abrirá mão do seu tempo e dinheiro pelos colegas árbitros (isso seria demagogia barata, tem que trabalhar remuneradamente, com horário e transparência, sem se fazer de vítima);?

Não trabalhará de empregado junto aos que você tem que cobrar, evitando a incompatibilidade de cargos?;

Não fará favor gratuito às entidades que escalam árbitros, como suposto abnegado pela arbitragem e disfarçadamente exercendo seu desejo pessoal?;

Não abaixará a cabeça ou desviará de arquibancada quando ver alguém honesto e conhecido, fazendo de conta que não viu a pessoa e nem por ter medo de ser cobrado?;

Não estará concomitantemente no Acre e em São Paulo; nem nos confins de qualquer estado do Nordeste ou em reunião de outra entidade, pois sabe que foi eleito para SP e em SP estará?;

Não visitará árbitro em teste físico e ficará abraçando apaixonados pela categoria, devolvendo favores em escalas?;

Não menosprezará iniciantes da carreira e nem se fará prestativo somente na campanha?;

Não cairá no ridículo em mandar seus árbitros sindicalizados seguirem X ou não seguirem Y nas Redes Sociais, tentando desqualificar àqueles que você tem repulsa?;

Não gastará dinheiro em coisas que não dizem respeito à arbitragem, nem em lugares que mancham a imagem de um esportista ou até mesmo de uma pessoa honrada?;

Não se embebedará nem estará em inferninhos da vida usando do cargo?;

Não patrocinará textos de blogueiros com matérias em prol-Aurelio, nem difamatórias aos que emitem alguma opinião concretamente justa contra-Aurelio?; 

Não impedirá uma auditoria total e a publicidade dos fatos, nem terá medo de uma Lava-Jato do futebol?;

Não criticará ninguém com os termos de “tenista” ou “frentista”, como se fosse algo pejorativo, e sugestionando seus subordinamos a evitarem tais pessoas?; e,

Não pulará do barco quando a corda começar a arrebentar para curtir a vida e deixar de lado as promessas de campanha?

Caro Aurélio, antes que alguém possa escrever ou dizer que estou atacando fulano ou beltrano com esses questionamentos a você (não estou atacando outros candidatos, nem o atual presidente ou a entidade SAFESP), saiba que são somente palavras direcionadas à sua candidatura, sem citar nomes de ninguém além do seu, a fim de ter certeza de que está consciente das coisas que pode enfrentar, acertar ou errar. 

Que os desafios sejam encarados para o enfrentamento e que a preocupação em sempre fazer o certo (isso inclui comportamento ético, democrático e digno) sejam perenes e a necessidade de fugir das tentações, da vaidade, da ganância do poder e do dinheiro (isso é uma reflexão ao candidato Aurélio e seus pares de chapa a se atentarem incessantemente) tornem-se lembretes diários. 

Reforço: torço que os candidatos à Eleição do Safesp estejam preparados e que ela seja uma disputa elegante, respeitosa e repelida dos bajuladores de cargos e pessoas nojentas ao mundo da democracia e da educação / bons costumes. 

Em tempo e em linguagem bem direta: se você ganhar, não seja vingativo com quem perdeu / àqueles que perderam (seja justo apenas), pois algo muito triste seria imaginar a tentativa de prejudicar a carreira de alguém por envolvimento político OU NÃO O ENVOLVIMENTO DE.

O texto é longo, mas as preocupações com o futuro do Safesp são do mesmo tamanho. Novamente desejo boa sorte aos candidatos e que essas palavras de um NÃO ELEITOR, mas ex-árbitro sindicalizado à entidade POR OBRIGAÇÃO da FPF (isso é ridículo que tenha que ser submetido), possa apenas trazer a reflexão de uma conduta transparente e exemplar. E como não sou mais membro do Safesp, me recuso a dizer o que acho “que tenha sido as outras gestões” (tanto que em momento algum cito aqui os nomes dos outros gestores). 

Felizmente vivemos uma democracia onde todos podem se candidatar e o respeito deve andar de mãos dadas com a liberdade de expressão.

Insisto às patrulhas e exploradores: as perguntas pertinentes desta postagem são a você, Aurélio, a fim de, em caso ganhando, se policiar. Não sei o que aconteceu ou o que acontece nos bastidores do Sindicato dos Árbitros de São Paulo desde 2010 (e nem quero saber, tenho coisas muito mais importantes a fazer), por isso escrevo bem a vontade.

Se eu fosse eleitor, não votaria na chapa do Aurélio, pois não desejo que sofra com problemas gástricos. Eu votaria em branco. E se ganhar, não me convide a cargos (lógico que não me convidará) e não terá meu apoio situacionista nem minha oposição radicalista. Sou como árbitro de antes de 01.06.2019 com as regras antigas: NEUTRO.

Atenciosamente,

Rafael Porcari. 

– As mudanças das Regras do Futebol: 10 ideias, 7 mudanças e outras 3 “pra depois”

Eu me preocupo demais com as mudanças (a velocidade em que ocorrem e a intensidade impactante) das Regras do Futebol. Elas sempre foram mudando ao longo dos tempos, mas não com tanta frequência quanto agora.

Um lance qualquer avaliado há 5 anos poderá estar completamente desatualizado devido a quantidade de modificações ocorridas tão recentemente. E pasmem: o futebol, tão simples de se praticar, começa a ter um conjunto de observações, exceções e outras nuances que jogadores, jornalistas, torcedores e se bobear, até árbitros amadores desconhecem.

Quer um exemplo? Pergunte a um jogador se “a bola tocar no adversário tira o impedimento”? Há 4 anos era uma pegadinha, muitos achavam que tirava (e gerava reclamações pelos ignorantes). Nunca tirou, e jogadores tinham dúvidas. Mas a Regra mudou tempos atrás: se um jogador de defesa for disputá-la e a bola somente resvalar nele, pela intenção da disputa o toque involuntário tirou o impedimento do atacante. Mas se o mesmo toque acontecer com o jogador não manifestando a intenção da disputa de bola, embora tocando o impedimento deve ser mantido.

Dá para o torcedor comum entender?

Enfim: no último sábado dia 02, a International Football Association Board (IFAB), a verdadeira dona das regras do jogo de futebol, durante a 133a reunião da entidade, discutiu 10 itens, aprovando 7 mudanças, rejeitando 2 e aceitando o teste de outra. vamos lá:

APROVADAS A PARTIR DE 01.06.2019 (E JÁ INCLUSAS PARA BRASILEIRÃO E COPA AMÉRICA):

  1. Bolas que batam acidentalmente na mão serão diferenciadas entre as que espirram no defensor e no atacante. Entenda como funciona hoje: se um chute de um atacante bater sem intenção no braço do zagueiro que está tentando evitar o gol (bateu sem querer), você não pode marcar o pênalti, pois não foi intencional o uso da mão nem movimento antinatural. E se uma bola for chutada e o atacante que tenta fazer o gol tocar sem querer com a mão na bola, o lance tem que ser validado. Se entrar no gol, é gol legal de mão (não teve intenção de colocar a mão na bola e nem fez um movimento antinatural, mas ela bateu sem querer e entrou). A mudança será: para o zagueiro, continua valendo que não se pode sancionar o lance, pois  foi um acidente no qual ele não tem culpa. Entretanto, nas mesmas condições só que em ataque, DEVERÁ INVALIDAR O LANCE, independente de intenção ou não do atacante, movimento antinatural dos braços ou não. Bateu e resultou um gol, pare o jogo.
  2. Comissões Técnicas receberão Cartões Amarelos e Vermelhos (igualmente como se aplicam aos jogadores).
  3. A permissão oficial de que o goleiro possa estar somente com 1 pé sobre a linha do gol na cobrança de pênalti (acabando com a história de olhar se ele está atrás, para frente, se está mal posicionado, ou com os 2 pés sobre a linha). Na hora do chute do cobrador, o goleiro terá que estar com um dos pés sobre a linha, e não mais dois.
  4. Obrigatoriedade do jogador que será substituído sair pela linha mais próxima do campo de jogo, com a possibilidade de punição com cartão amarelo (e se já tiver, o segundo amarelo e vermelho consequentemente) por retardar a partida. Aqui, o exemplo claro é de um jogador que está na área penal, e ao invés de sair pela linha de fundo, sai pela linha lateral até o banco de reservas. 
  5. A permissão de que a bola entre em jogo logo que se cobre o tiro de meta ou um tiro livre a favor da defesa dentro da área, sem precisar que saia da grande área (hoje, só se pode tocar a bola – sendo atacante ou defensor – depois que ela sai da grande área; se não sair e ser tocada, a bola não estará em jogo e o tiro de meta cobrado novamente). Agora, a partir do instante em que a bola for tocada pelo cobrador do tiro de meta ou tiro livre, os jogadores já podem disputá-la.
  6. O árbitro e os bandeiras deixam de ser neutros, mas se tornam como “elementos estranhos”. O “famoso Gol do Aragão no Palmeiras x Santos” não vale mais. Ou seja: se a bola bater num árbitro, o jogo seguia normalmente. Agora, se bater, deve-se marcar ‘Bola Ao Chão’.
  7. A proibição de jogadores de ataque permanecerem na barreira da defesa, distando 1 metro da mesma. Muitas vezes, jogadores do time que atacam se misturavam na barreira ou ficavam à frente dela (e isso não era proibido, era até mesmo algo treinado, para facilitar o cobrador). A partir de Primeiro de Junho, os atletas da defesa devem continuar a pertencer 9,15 da bola, mas os jogadores do ataque devem estar distantes 1 metro da barreira, se ela for formada.

REJEITADAS:

8. A ideia em se discutir a mudança de sequência de cobranças de tiro penal em decisões de pênaltis: ao invés das equipes se revezarem uma vez cada (ABABABABAB), ou seja, 5 tiros alternados pelas equipes A e B, se cobraria 1 por 2 (ABBAABBAAB). Dessa forma, uma equipe cobra primeiro, e depois o adversário cobra 2 vezes, e assim revezando até 5 tiros cada.

9. A ideia de, terminada empatada uma disputa de pênaltis, ao invés de se revezarem 1 chute para cada equipe, elas teriam direito a 2 chutes (como os tie-brakes de tênis).

EM TESTE:

10. O fim dos rebotes de pênaltis durante o jogo normal! Se um cobrador acertar o gol, recomeça normalmente o jogo. Mas se ele chutar para fora, bater na trave, ou o goleiro espalmar, recomeçará a partida com TIRO DE META. Os testes serão em torneios de menor expressão.

E aí, gostaram das ideias? Deixe seu comentário:

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– A AOC no São Paulo e a provável proibição do patrocínio.

Perceberam que há algum tempo, tanto no Brasileirão quanto nos diversos campeonatos estaduais, os árbitros (que deveriam ser profissionais e funcionários da CBF e/ou Federações regionais, mas são somente “prestadores autônomos de serviços aos clubes de futebol”) estão sendo patrocinados por diversas empresas?

E como isso funciona?

Em tese, os árbitros deveriam repartir o direito de imagem / publicidade / valor do patrocínio. Mas a maior parte nada recebe. Aliás, com quem fica o valor considerável para se tornarem outdoors? Com a própria entidade organizadora do torneio.

Já tivemos problemas com o conflito de interesses de patrocínios no Brasil. A FIFA proíbe patrocínios de arbitragem que gerem desconfiança entre os torcedores e/ou outros inconvenientes. Recentemente a CREFISA havia feito um contrato com a FPF para patrocinar a arbitragem (sendo que ela era a patrocinadora master do Palmeiras). A Federação fez discursos mirabolantes e desconexos da realidade na época (ou por mentira, ou por ignorar as normas da própria FIFA). Recorde as bobagens ditas e feitas em: https://wp.me/p4RTuC-cpr.

O certo é que a FIFA, mediante a insistência da publicidade, proibiu o patrocínio da CREFISA na camisa dos árbitros. Relembre, abaixo, extraído do Estadão:

(Em: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-acaba-com-patrocinio-aos-juizes-de-parceira-do-palmeiras-imp-,1669229)

Durou apenas cinco dias o polêmico patrocínio de duas empresas parceiras do Palmeiras à arbitragem do futebol paulista. O acordo foi rompido ontem, depois de determinação da Fifa, que o considerou ilegal por haver conflito de interesses. A Federação Paulista teve de acatar e anunciou o cancelamento do contrato logo após divulgar horários e locais das semifinais do Estadual, que serão no domingo. Corinthians e Palmeiras jogam às 16h no Itaquerão e Santos e São Paulo se enfrentam às 18h30, na Vila Belmiro.

A Fifa acionou a FPF por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e evocou o artigo 15 de seu Regulamento de Organização de Arbitragem. O patrocínio a juízes e auxiliares é permitido, desde que não haja ligação alguma com clubes participantes de competições.

De acordo com o texto, “anúncios de patrocinadores nas camisas de árbitros serão permitidos somente se não criarem conflitos de interesses com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve utilizar nenhum tipo de patrocínio na camisa”.

Tenho certeza que muitos árbitros ficaram constrangidos com tal situação na época, e os lógicos e inevitáveis questionamentos de torcedores exaltados e que se sentiram incomodados ocorreram (mesmo sem vingar a ideia, para se ter ideia do potencial do estrago).

Agora, leio que a chinesa AOC (de equipamentos eletrônicos) quer patrocinar o São Paulo FC. Ora, a AOC é patrocinadora dos árbitros e fornecerá os equipamentos do VAR no Paulistão (sua concorrente, a TCL, fará o mesmo papel de “empresa oficial do árbitro de vídeo” no Campeonato Brasileiro).

De quem a AOC abrirá mão?

Eu imagino que do SPFC, pois deve ter contrato assinado anteriormente com a FPF e sua saída agora geraria imensos transtornos para o torneio.

Fica a dica às empresas: cuidado com os parceiros que possam gerar conflito de interesses em outras parcerias.

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– Deyverson e Edmundo!

Durante a semana, houve a polêmica de que o atacante Deyverson era “maluco demais” e tinha um parafuso a menos, pois gravou um vídeo se despedindo para a China, e minutos depois dizendo que era brincadeira (no dia anterior, Felipão havia garantido sua permanência no Brasil).

Há quem tenha comparado o comportamento dele com Edmundo, alegando que ambos, fora de campo, eram “doces”. Ora, discordo completamente! Elenco os motivos:

Edmundo, em seu tempo, arranjava confusão dentro do próprio elenco. Deyverson é querido no elenco.

Edmundo estourava e batia no adversário ou xingava o juiz. Deyverson toma atitudes descontroladas que vão de agressão às palhaçadas.

Edmundo era o “Animal”, batizado por Osmar Santos. Deyverson é somente o “Menino Maluquinho”.

Edmundo era craque. Deyverson é somente um jogador bom.

Não confundamos alhos com bugalhos, pois são comportamentos e qualidades futebolísticas diferentes.

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– Que vexame, Santos!

Os clubes brasileiros estão se dando muito mal há algum tempo quando jogam com times humildes na Conmebol. Vide o São Paulo contra o Talleres e agora o Santos contra o River… do Uruguai!

Imaginaram o prejuízo de ter que jogar com portões vazios pagando o aluguel do Pacaembu? A receita a menos por conta de ter sido eliminado hoje da Sulamericana?

Não dá para aceitar o valor dos investimentos e elencos dos clubes brasileiros frente aos times pequenos da América do Sul. Lamentável.

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– A tola ideia em diferenciar mão na bola de quem defende e de quem ataca (e outras mudanças na Regra do Futebol)

No próximo sábado, a International Football Association Board (IFAB), que é a verdadeira “guardiã / dona” das regras do jogo de futebol, se reunirá pela 133a vez em sua história e colocará em discussão várias alterações para a mudança ou não do esporte mais popular do planeta.

Vamos a algumas delas?

  • Ajustes no protocolo do VAR: além de se atentar às situações de gol/não gol, cartões corretos a serem aplicados ou não, inequívoca identificação de jogadores para punição e lances de pênaltis não-interpretativos, o IFAB quer verificar novas possibilidades para usar o árbitro de vídeo. Talvez agressões fora do lance de jogo, algum tipo de infração específica ou situação de jogo em que a tecnologia possa ajudar devem entrar em discussão.
  • Obrigatoriedade do jogador que será substituído sair pela linha mais próxima do campo de jogo, com a possibilidade de punição com cartão amarelo (e se já tiver, o segundo amarelo e vermelho consequentemente) por retardar a partida. Aqui, o exemplo claro é de um jogador que está na área penal, e ao invés de sair pela linha de fundo, sai pela linha lateral até o banco de reservas
  • A permissão de que a bola entre em jogo logo que se cobre o tiro e meta, sem precisar que saia da grande área (hoje, só se pode tocar a bola – sendo atacante ou defensor – depois que ela sai da grande área; se não sair e ser tocada, a bola não estará em jogo e o tiro de meta cobrado novamente). A ideia é que a partir do instante em que a bola for tocada pelo cobrador do tiro de meta, os jogadores já possam disputá-la.
  • O adiamento da ideia em se discutir a sequência de cobranças de tiro penal em decisões de pênaltis: ao invés das equipes se revezarem uma vez cada (A-B, A-B, A-B, A-B, A-B), ou seja, 5 tiros alternados pelas equipes A e B, se cobraria 1 por 2: (A-B, B-A, A-B, B-A, A-B). Dessa foram, uma equipe cobra primeiro, e depois o adversário cobra 2 vezes, e assim revezando até 5 tiros cada (provavelmente, se discutirá isso para o encontro de 2020).
  • A permissão oficial de que o goleiro possa estar somente com 1 pé sobre a linha do gol na cobrança de pênalti (acabando com a história de olhar se ele está atrás, para frente, se está mal posicionado, etc). Na hora do chute do cobrador, o goleiro teria que estar APENAS com um dos pés sobre a linha, e não mais dois.
  • A mais polêmica: bolas que batem acidentalmente na mão passariam a ser diferenciadas entre as que espirram no defensor e no atacante. Entenda como funciona hoje: se um chute de um atacante bater sem intenção no braço do zagueiro que está tentando evitar o gol (bateu sem querer), você não pode marcar o pênalti, pois não foi intencional o uso da mão nem movimento antinatural. E se uma bola for chutada e o atacante que tenta fazer o gol tocar sem querer com a mão na bola, o lance tem que ser validado. Se entrar no gol, é gol legal de mão (não teve intenção de colocar a mão na bola e nem fez um movimento antinatural, mas ela bateu sem querer e entrou). A proposta em debate é: para o zagueiro, continua valendo que não se pode sancionar o lance, pois  foi um acidente no qual ele não tem culpa. Entretanto, nas mesmas condições só que em ataque, DEVERÁ INVALIDAR O LANCE, independente de intenção ou não do atacante, movimento antinatural dos braços ou não. Bateu, pare o jogo – é o que se deseja (quando em ataque).

Eu não gosto dessa diferenciação, mas somente depois dessa reunião que acontecerá em Glascow, na Escócia, é que saberemos o que foi decidido. Aliás, não sou contra mudanças no futebol, mas me preocupo com a quantidade e a qualidade delas.

E você, gostou das ideias? O que sugeriria, caso estivesse nesse encontro?

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– Messi é 99% Pelé!

Sem dúvida o argentino Lionel Messi é um jogador de outro planeta. Em minha modesta opinião, só não é melhor (e talvez a história confirme isso) do que Diego Maradona (que foi 99,5% de Pelé) e um sujeito chamado Edson Arantes do Nascimento (o único a atingir 100% da escala Pelé de qualidade futebolística).

No último sábado, mais uma atuação de gala de Messi frente ao Sevilla. E ao comemorar um dos gols, veja que coincidência de imagem:

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– Os dois lances mais reclamados do Clássico da Saudade: Palmeiras 0x0 Santos

Palmeirenses e Santistas reclamaram da arbitragem de Flávio Rodrigues de Souza. E, sendo um lance para cada lado, ambos tem razão, pois o bom árbitro bobeou nas duas situações pontuadas abaixo. Vamos lá:

NO PRIMEIRO TEMPO, ERRO PRÓ-SANTOS

Jean Lucas (SFC) comete uma falta para cartão amarelo. Mas os jogadores de ambas equipes (bem pilhados, diga-se de passagem), começam a bater-boca. No bololô, Gustavo Henrique (SFC) agride Moisés (SEP) e não é expulso. Se o árbitro não conseguiu ver o tapa, há os demais integrantes da equipe de árbitros que estão ali para, em um momento como esse, verificar tudo o que acontece fora do campo visual do juiz. Erro não só do árbitro, mas da equipe de arbitragem.

NO SEGUNDO TEMPO, ERRO PRÓ-PALMEIRAS

Novamente vemos Jean Lucas (SFC) participando do lance, mas agora ele recebe a bola no ataque e chuta para o gol. Durante a trajetória ela desvia no braço/mão de Gustavo Gómez (SEP) e “chega mansa” para a posse de Weverton. Aqui, algumas considerações para dizer se houve pênalti ou não:

  1. Alguém pode dizer que agora a intenção é um detalhe, depois das mudanças das Regras de alguns anos atrás. NADA DISSO, ela continua sendo o principal fator para se decidir se houve mão proposital e, por conseguinte, pênalti. O que aconteceu (E ATENÇÃO PARA QUE NÃO SE CONFUNDA) é que além da intenção acrescentou-se a questão do movimento antinatural, ou seja, de uma “intenção disfarçada”. Isso significa que eu poderia pular diferente, agir com uma conduta menos agressiva da mão na bola / bola na mão. Explico: se um chute vem forte e eu demoro propositalmente para recolher o braço, lá no fundo você desejava que ela batesse e desviasse, ganhando vantagem disso. Ou se você pula com os braços totalmente levantados para o alto para cabecear uma bola, isso é algo antinatural.
  2. Gustavo Gómez, quando a bola é chutada, está/ mantém os braços em movimento natural e ela bate sem querer nele, ou é um movimento antinatural onde poderia evitar o desvio e não o faz?
  3. Claro que isso não veio facilitar a regra não (como alguns dizem), mas aumentar a necessidade da qualidade de uma boa interpretação. Para mim, esse contato de Gustavo era EVITÁVEL, pois não demosntrou nenhum reflexo ou movimento de se evitar o toque. Eu marcaria pênalti para o Santos .

Enfim, em um tipo de lance como esse, o árbitro tem que ser rápido na avaliação e experiente o suficiente para tomar a decisão. Não costuma ser uma jogada tão simples. Para mim, reitero, pênalti.

Importante: não gosto quando alguém diz: um erro para cada lado é “menos ruim”, pois compensou. Isso não deve existir, se não vira desejo de “fazer média”. Não foi o caso de ontem, foram dois erros distintos sem relação, sendo um para cada lado.

– A Proposta do Mengo: o valor impagável de uma pessoa!

Quanto vale uma vida?

Na resposta rápida, podemos dizer que é imensurável em dinheiro. Mas diante da tragédia no Ninho do Urubu, necessitou-se discutir indenizações às vítimas do incêndio ocorrido por lá.

O Flamengo propôs (em média) 350 mil / atleta e 1 Salário Mínimo por 10 anos.

Os Familiares pediram 2 milhões / atleta e R$ 10.000,00 até cada jogador falecido tivesse completado 45 anos de idade.

Com essas diferenças, não se chegará a acordo algum. Mas imaginando as negociações de Arrascaeta e Gabriel Barbosa (vide os valores estratosféricos gastos com a contratação e os salários pagos), beira ao escárnio a proposta feita pela diretoria do Mengão, não?

Aliás, insisto: vida “tem valor financeiro”?

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– Deveria dar cartão. Mas não merece…

Já assisti esse vídeo algumas vezes (é de 2014), mas a comemoração de gol do italiano Alessandro Florenzi (reconhecidamente um carismático jogador), que é para cartão amarelo, deveria ter um capítulo especial na Regra do Jogo, a fim de permissão.

Por quê?

Veja esse Roma 2×0 Cagliari, onde subiu à arquibancada para comemorar com a vovó. Demais!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=C-ERsWiD9CQ

– Enfim, boas ideias da CBF para o futebol brasileiro. Mas os clubes aceitarão pagar a arbitragem?

Ufa, é difícil elogiar a CBF, mas uma grande bola dentro da entidade foi a oferta de novidades para o futebol brasileiro. Dentre elas, destaco duas ideias:

1. A permissão de trocar apenas uma vez de treinador ao longo do Brasileirão (os cartolas terão que caprichar na escolha do profissional).

2. O VAR nos jogos do Campeonatos Brasileiros.

Falamos HÁ ANOS (não é força de expressão) de que todas as vezes que a CBF dizia que implantaria o Árbitro de Vídeo, não o fez. Desde que a iniciativa foi autorizada pela FIFA, prometeu-se por diversas vezes (até quando Eurico Miranda pressionou Marco Polo Del Nero, que anunciou a implantação na utópica “rodada seguinte”). A diferença agora é: os custos dos equipamentos serão bancados pela CBF, e as taxas de arbitragens pelos clubes.

Será que as agremiações bancarão, fora o quarteto de arbitragem, o VAR, o AVAR, os assessores do VAR e os VAR e AVAR reservas, quando escalados? Lembrando que na final da Copa do Brasil tivemos 18 pessoas compondo a equipe de arbitragem (mais do que em Copa do Mundo).

Para ser sincero, penso que se a CBF forçar, os clubes aceitarão. Se for apenas uma ação demagógica e no fundo não se desejar o VAR, os dirigentes das equipes “acompanharão o desejo silencioso e íntimo” e refutarão.

Eu torço para que as propostas sejam aprovadas! E você?

 

– Como fechar a conta no Fluminense? Ganso sem dinheiro e greve?

Dias atrás, falamos sobre a declaração de Levir Culpi concordando em não contar com Diego Tardelli no Atlético Mineiro, mesmo sendo treinador e gostando do atleta, em apoio à diretoria que não o contratou devido a alta pedida salarial. Declarou, inclusive, da responsabilidade em pagar prioritariamente as contas atrasadas do que trazer um alto salário para o elenco.

(Vide a afirmação de Levir em: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/14/palmas-para-o-levir/)

Dito isso, veja o que aconteceu no Rio de Janeiro (que deveria se espelhar na decisão do seu co-irmão de Minas Gerais):  eis que os jogadores do Fluminense não treinaram em um dos dias de trabalho nessa semana em protesto aos salários atrasados. Mas o Tricolor contratou Ganso, que sabidamente tem um custo altíssimo na folha salarial.

Fica a pergunta: onde está a responsabilidade da cartolagem? Urgentemente precisamos de Fair Play financeiro nos clubes de futebol no Brasil. Só gastar o que pode, essa é a receita!

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– A Conmebol e suas mazelas que nos desanimam trazendo incredulidade.

Como acreditar na Conmebol como gestora do futebol sul-americano, com tantos problemas registrados no passado (como a final “vendida e revelada” publicamente quando o Estudiantes-ARG ganhou na mão grande o título de 1964 da Libertadores, impedindo a sequência de 3 conquistas do Santos-BRA) e também no tempo presente (vide a atuação pavorosa de Carlos Amarilla no Pacaembu, eliminando o Corinthians-BRA – que estava em litígio com a entidade – frente ao Boca Juniors-ARG)? Sem contar os últimos presidentes presos por corrupção no FIFAgate….

Agora, divulgou-se que 21 equipes (sendo 8 brasileiras) fizeram inscrições de atletas para a Copa Sulamericana e Libertadores de maneira irregular / fora do prazo / com pendências e outras coisas. O Tribunal da Conmebol julgará e punirá quem for culpado.

Ué, mas a entidade que ACEITOU a inscrição não deveria ser co-responsável com quem fez? Ou a bagunça do futebol da América do Sul é tão grande que tanta gente despreza a documentação necessária e faz os procedimentos de qualquer jeito?

No ano passado, o Santos foi punido na Libertadores por conta de Carlos Sanches. Nesse ano, o Barcelona de Guayaquil também recebeu a mesma sanção da perda de pontos. Pela lógica, TODOS os outros clubes deverão também ser punidos com o mesmo critério. Ou a Conmebol terá pesos e medidas diferentes, dependendo dos clubes?

Acho que a única coisa que mudou lá no Paraguai, a sede da entidade, foi sua logo... os vícios e maracutaias continuam os mesmos.

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– A menor renda do Estádio Mané Garrincha!

Real x Santa Maria jogaram no último final de semana pelo Campeonato Brasiliense no Estádio Mané Garrincha-DF (que custou quase 3 bilhões de reais, depois de apurado os valores de desvios de verbas).

Público?

Total de 60 torcedores, com renda de R$ 510,00.

É mole? Que baita elefante branco...

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– Meia Dúzia de fatos que mostram a esculhambação do futebol brasileiro!

Perceba:

1- Arbitragens ruins, sem critérios e comandadas por pessoas que orbitam os cargos de confiança há tempos (escolhidas por cartolas suspeitos e condenados pela Justiça) são vistas nos estaduais e nas competições nacionais;

2- Dirigentes de Sindicatos de Árbitros e de Atletas que não conseguem lutar a contento e resolver os anseios da categoria. Em alguns estados, lutando tão equivocadamente que parecem defender os patrões;

3- Clubes brasileiros sendo eliminados de competições internacionais por Mazembes, Rajas, Tolimas e Talleres “da vida”…

4- Seleção Brasileira Sub 20 com jogadores milionários não se classificando em 3 mundiais nas últimas 4 edições de eliminatórias que disputou. 

5- Um verdadeiro circo na decisão da Taça Guanabara no último domingo, dispensando qualquer comentário depois de tanta coisa ridícula. 

6 – E se não bastasse isso, passou despercebido pelo público o fato do Maracanã estar desapercebido dos registros dos pés de famosos, as marcas da “calçada da fama” do icônico estádio (a brincadeira com as palavras é proposital, tamanho o descabido). Mas não é que 73 peças, incluindo as pegadas de Nilton Santos, Romário e Gerson estavam guardadas em diversos “quartinhos”, incluindo um banheiro, no Maracanãzinho? Não foram roubadas, mas foram simplesmente esquecidas! Que desrespeito à memória / cultura do nosso futebol…

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– A Perfeição oferecida pelo VAR!

O VAR veio para consertar muitos erros da arbitragem. Mas aqui o primeiro caso de um “conserto perfeito”: o jogador expulso por segundo amarelo volta a campo para ser expulso por vermelho direto, retirando-se o amarelo equivocado!

Excelente decisão e procedimento correto!

Abaixo, extraído de: GloboEsporte.com

JUIZ CONSULTA O VAR E CHAMA JOGADOR EXPULSO DE VOLTA SÓ PARA EXPULSÁ-LO CORRETAMENTE

Lance curioso aconteceu na Polônia com o zagueiro francês William Rémy, do Legia Varsóvia

O VAR surgiu para ajudar os juízes, evitar erros, corrigir marcações equivocadas. Enfim, para tornar o futebol menos sujeito a equívocos. E às vezes ele serve só para deixar mais claro que o juiz acertou. Veja o que aconteceu no clássico polonês Legia Varsóvia 0 x 2 Cracóvia neste domingo: expulso aos 32 minutos do segundo tempo após receber o segundo cartão amarelo por pisar em um adversário caído, o zagueiro francês William Rémy, do Legia Varsóvia, já se dirigia para o vestiário quando foi chamado de volta ao campo pelo árbitro Piotr Lasyk.

O que pensou o Rémy? O juiz reviu o lance no VAR e vai retirar o cartão amarelo.

Acertou o zagueiro, mas não do jeito que ele imaginava. Realmente, Piotr Lasyk mudou de opinião após consultar o vídeo. Não era lance para amarelo, e sim para vermelho. Para ser completamente justo, o árbitro fez Rémy voltar a campo apenas para trocar a cor do cartão.

O zagueiro pisou no gramado, viu o juiz sinalizar que tinha retirado o amarelo e já se preparava para voltar ao jogo quando o apitador o chamou de volta para expulsá-lo novamente. Desta vez, com um vermelho direto, seguindo estritamente a recomendação do VAR.

Abaixo, a quase volta de Rémy ao jogo, e em seguida o lance que gerou a ‘dupla expulsão’ com a revisão do VAR.

Em: https://globoesporte.globo.com/blogs/brasil-mundial-fc/post/2019/02/18/juiz-consulta-o-var-e-chama-jogador-expulso-de-volta-so-para-expulsa-lo-corretamente.ghtml

O momento da segunda expulsão do francês William Rémy — Foto: Reprodução de TV

– IMPORTANTE: fazemos favor de Graça à rica FPF?

Eu defendo a generosidade, o “fazer favor sem nada esperar”, a solidariedade. É uma conduta de vida, pois àqueles menos favorecidos precisam da ajuda dos que mais têm. Não é discussão ideológica de capitalismo x consumismo, mas simplesmente cidadania (e para quem tem fé cristã: fraternidade).

Digo isso pois NÃO ENTENDO os inúmeros favores que a Prefeitura Municipal de Jundiaí (e respeito demais o prefeito Luiz Fernando Machado, enquanto pessoa e chefe do Executivo da nossa cidade) tem feito à FPF, CBF e SAFESP. A troco de nada?

Muitas vezes eu leio questionamentos de torcedores do Paulista FC pedindo intervenção do Município para ajudar o clube. Esses apelos aconteceram desde a decadência financeira do clube, e foram feitos desde os tempos de Miguel Haddad, passando pelo Pedro Bigardi e continuam sendo feitos à atual gestão. Sempre fui muito claro e insisto: sou totalmente contra a entidade pública ajudar com recursos de impostos (que eu pago tão suado) às entidades privadas, e especificamente ao Galo que tanto amamos. Eu prefiro ver que as verbas sejam ao Hospital São Vicente, às Escolas Municipais e coisas mais necessárias para a população como um todo. Reforço: digo isso apartidariamente (não voto em legendas, mas em pessoas).

Toda essa longa introdução é que me revolto ao ver os árbitros da CBF fazendo por dias os Testes Físicos na Pista de Atletismo do Bolão. Ora, é uma praça municipal onde o complexo esportivo deve ser prioritariamente a nós, jundiaienses. A CBF é rica, endinheirada, privada, manchada por escândalos de corrupção, e nós cedemos o Bolão DE GRAÇA!!!

O mesmo se aplica à milionária FPF, que esfola os clubes com suas taxas, exige “de tudo” para disputar os campeonatos e liberar os estádios, e que usa nossas dependências públicas sem nada pagar. Ao máximo, a troco de bolas de futebol.

Agora, o Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo, o SAFESP, na pessoa do Arthur Alves Jr, o presidente polêmico (denunciado por assédio sexual segundo a Folha em São Paulo, em: https://wp.me/p55Mu0-Ig e também por fraude nas Eleições, em: https://wp.me/p55Mu0-M8) anuncia que a 47a reunião da diretoria da entidade ocorrerá no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, o “ginásio do Bolão”. Tudo “na faixa”.

Quando o jogador Heltton Matheus, o gato da Copinha, foi descoberto como irregular, o atleta foi suspenso e o Paulista desclassificado da competição (às vésperas de jogar a final contra o Corinthians). O documento do jogador havia sido enviado pela FERJ, APROVADO pela FPF e o nosso “Galo pagou o pato pelo gato”. Essa rica FPF que usa de graça o Bolão levou em conta que o Paulista não era o responsável? NÃO! Sem bom-senso, eliminou o Tricolor!!!

Durante os campeonatos que o Paulista vem disputando, o Estádio Jayme Cintra se torna laboratório de árbitros jovens que fazem o que querem (errando a favor e contra por estarem sendo ainda trabalhados e em formação). Isso é respeito?

Dessa forma, eu (como contribuinte) ou você, leitor, que paga seus impostos, saiba: estamos ajudando a FPF (que não precisa dessa economia) a troco de nada (ou quase nada), como se dá o enunciado desta postagem.

Na pindura que o Paulista está, por quê a Prefeitura não exigir como contrapartida (e isso não é ilegal) que a FPF ajude financeiramente o clube de Jundiaí como sempre fez aos grandes da Capital – e que é algo corriqueiro?

Taí a dica: libere uma verba para pagamento a longo prazo, dona Federação (como faz a muitos clubes) para o Paulista jogar a série B sem tanta dificuldade, em troca do uso das instalações. Estará de acordo com a lei, não é imoral e seria adequado.

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– Treinador ganha jogo? Não sei. Mas muda carreira de atleta…

É inesquecível a lembrança de que um dia, Eurico Miranda, o presidente do Vasco da Gama disse:

Técnico não ganha jogo, mas técnico ajuda a perder jogo“.

Veja o caso do santista Jean Mota: na sua melhor fase da carreira, marcou 8 gols em 51 jogos (em 2016). Ao final de 2018, estava pronto para ser mandado embora do Santos FC por deficiência técnica. Aí chegou Jorge Sampaoli, o novo treinador, que apostou nele e... em 7 jogos do Campeonato Paulista, 7 gols marcados

De 0,1568 gol por jogo, para a média de 1 gol por partida. Mudou a vida ou não do atleta?

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– A maior derrota de Zanetti foi não salvar Adriano?

Sempre ouvimos falar sobre os problemas particulares de Adriano Imperador. Dias atrás publicamos uma postagem debatendo como “jogou fora” sua brilhante carreira ao abdicar de tudo.

Agora, leio essa declaração do argentino Zanetti, contemporâneo do atacante brasileiro na Internazionale de Milão. Eis que o recorte do tuíte abaixo impressiona:

– Ludogorets: o time búlgaro-brazuca!

Não se assuste com esses dados: O Ludogorets, que atualmente é o time mais expressivo da Bulgária (e que até Outubro de 2018 foi treinado por Paulo Autuori, que saiu por conta da mudança de diretores do clube), possui 10 brasileiros na equipe.

São eles:

Renan, (ex-goleiro do Avaí), Natanael (ex-Atlético-PR), Cicinho, (ex-Santos), Lucas Sasha (ex-Corinthians), Marcelinho (ex-Bragantino), Gustavo Campanharo (ex-Juventude e Bragantino), Wanderson (ex-Portuguesa), João Paulo (ex-ABC), Juninho Quixadá (ex-Bragantino) e Jonathan Cafu (ex-São Paulo).

Se não bastassem todos eles, o Ludo contratou seu 11o atleta brasileiro: David Ribeiro (ex-Santo André).

Pé-de-obra barato e que parece ter caído no gosto dos búlgaros, não? Já dá para entrar com um time completo de jogadores brasileiros na próxima partida!

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– De 4 lances, 3 erros da arbitragem em Corinthians 2×1 São Paulo

Nas postagens anteriores, fui claro ao dizer que Lucas Canotte Belloti tinha potencial, mas estava “cru” para um jogo desse porte como é o Majestoso.

A análise pré-jogo pode ser encontrada aqui:A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Em resumo, 3 erros da arbitragem em 4 lances capitais:

1. No 1o gol do Corinthians a bola saiu durante o cruzamento (erro do bandeira).

2. No 1o gol do São Paulo, houve uma falta de Antony em Danilo Avelar. Errou o árbitro.

3. No lance anulado do São Paulo, a bola bateu na mão/braço de Arboleda despretensiosamente. Errou o árbitro.

4. No lance reclamado por Thiago Volpi, falha do goleiro não existindo toque infracional. Acertou o árbitro.

Enfim, continuamos com o futebol brasileiro com más arbitragens, má cartolagem, má organização. Uma pena!

 

– Um circo que virou o Clássico no Maracanã! Nosso futebol não é sério…

Vasco e Fluminense brigaram para saber os espaços em que suas torcidas ficariam no Maracanã. E não é que tudo se resolveu e nada se decidiu?

Uma hora o Vasco achava que tinha razão, outra o Fluminense, até que a Justiça decidiu que não teria torcida. Há pouco a FERJ decidiu que terá torcida (estaria descumprindo uma ordem judicial) e que assumirá os riscos!

Cá entre nós: que bagunça, que desrespeito aos torcedores e que zona dos “profissionais”. Uma várzea sem fim.

Estão tentando acabar com o futebol carioca (e por tabela, com o Brasileiro). E estão conseguindo!

ATUALIZANDO: as 16h58, decidiu-se jogar com portões fechados  mas o jogo “só” será às 17h00 mesmo…

Atializando 2: aos 38 minutos do primeiro tempo, com muito quebra-pau nas ruas, a torcida começa a entrar no Maracanã… que absurdo!

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– Pobre Lusa… O que fizeram com a Portuguesa de Desportos?

Um dos estádios mais legais para apitar futebol que eu já trabalhei foi o Oswaldo Teixeira Duarte, o Canindé! Uma delícia correr no gramado e sentir a qualidade que a praça esportiva tinha. Além, claro, dos bons jogos que ali aconteciam.

Reflita: o time que já revelou tantos craques no passado, e mais recentemente Denner, Rodrigo Fabri, Zé Roberto; que tinha um ginásio de esportes maravilhoso (até equipe de hóquei) e um complexo de piscinas impressionante; que realizava a melhor festa junina do Estado de Sao Paulo; equipe que era chamada de “Namoradinha do Brasil”; e que está localizado no melhor ponto logístico da capital paulista (metrô, rodoviária, Shopping, marginal / via expressa), está PENANDO para sobreviver.

Talvez a moçada mais jovem não saiba do quanto a Lusa era importante para revelar jogadores ou o futebol vistoso, bonito, bem jogado que sempre apresentava. Ao contrário do seu co-irmão de colônia no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama, a comunidade portuguesa não conseguiu mais sustentar o time. Mandos e desmandos acabaram com o clube, que está endividado e sem lideranças aparentemente competentes.

Muito triste. E ao saber que, para incentivar o público para assistir 7 jogos em casa na Segundona Paulista, o clube cobra um carnê de R$ 140,00 (R$ 20,00) por jogo, mas se eu quiser levar um filho, um amigo, ou meu próprio pai, devo desembolsar R$ 100,00 por partida, vejo que o rumo está perdido! Se eu sou torcedor e quiser levar esporadicamente minhas duas filhas (uma maior e outra menor) e minha mulher, terei que pagar R$ 350,00 (três inteiras e uma meia), penso: estarei indo ao Santiago Bernabéu assistir o Real Madrid?

Respeitosamente, o equívoco da diretoria na cobrança de ingressos se mostra em campo: 7 partidas disputadas, 5 empates e 2 derrotas. Sem vencer um joguinho sequer, namora a 3a divisão estadual. Uma pena o que fizeram com a simpática Lusa…

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– Os 5 Tricolores e suas diversas realidades.

1. Nos gloriosos anos 90, o Tricolor Paulista era respeitado como modelo de administração e de futebol bem jogado. Mas faz tempo… Hoje, virou uma bagunça. Jardine, o treinador demitido, continua no São Paulo em uma função a ser definida. Mancini, o diretor que prometeu não ser treinador, é quem treinará o clube no Paulistão, a fim de entregar no Brasileirão a equipe para Cuca, o treinador efetivamente contratado mas que ainda não treinará por estar de licença médica. Mas Jardine tem um estilo. Mancini outro. Cuca outro ainda. Dá para entender?

2. Já o Tricolor Gaúcho continua na sua Lua de Mel de time e torcida, com Renato Gaúcho fazendo o curso de treinador para a “licença A” exigida pela CBF. E com Tardelli, o Grêmio ganha ainda mais corpo e se prepara para o Brasileirão!

3. Não nos esqueçamos do Tricolor Carioca. O Fluminense, com elenco muito mais humilde do que o Flamengo e jogando no tik-tak de Fernando Diniz, ganhou do badalado Abel – que “não deu uma cara” para o Mengão ainda.

4. Por fim, destaque para o Tricolor Baiano. O Bahia está resgatando uma campanha em favor dos LGBTQ+, que começou em Maio do ano passado e retorna agora em Fevereiro no combate específico à Transfobia.

5. Ops: não poderia deixar de falar sobre o Tricolor Jundiaiense, nosso Paulista de Jundiaí. Próximo da 4a divisão estadual começar, não tem treinador contratado nem elenco no Jayme Cintra. Será que correria o risco de, apesar de confirmar a sua participação no torneio, desistir? Infelizmente sim. Uma pena.

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– Mourinho, jovens atletas e Neymar na lista dos “pós-Pelé”.

O treinador consagrado José Mourinho, durante sua participação como comentarista de Corinthians 1×1 Racing pela DAZN / RedeTV,  disse que quando jovem ele via atletas como Mozer, por exemplo, chegando prontos para jogarem na Europa. Disse ainda que hoje, qualquer time vai direto às fontes dos torneios sul-americanos de jovens. Revelou que todo time europeu tem em sua base de dados o conhecimento TOTAL de quem são os jogadores de 15 ou 16 anos de destaque do futebol da América do Sul.

Também questionado sobre Neymar ser o melhor jogador de futebol brasileiro pós-Pelé (após polêmica publicação da Placar), pensou um pouco e… citou Ronaldo e Rivaldo. Falou sobre Neymar “ser espetacular”, mas chamou a atenção de que não poderíamos esquecer dos campeões mundiais do período mais recente. 

Duas opiniões e uma observação:

1- Mourinho, que habita o mundo desenvolvido e financeiramente poderoso do futebol, sabe como funciona perfeitamente a captação de bons atletas e jovens promissores. Parece que os clubes brasileiros, que têm seus atletas cooptados, é que não reconhecem o talento de seus jogadores e/ou não valorizam como deveriam. 

2- Se no pós-Pelé, respondendo meio que “com pouco tempo para pensar”, Mourinho citou Ronaldo e Rivaldo, gostaria eu de revelar minha lista e pela ordem citar “meia dúzia” de nomes: Ronaldo, Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Rivaldo (pelo conjunto da obra, mesmo que alguns mais jovens não tenham simpatia por Rivaldo ou a viva lembrança do que ele fez no Palmeiras da década de 90 e depois da monstruosidade de seu futebol no Barcelona). O que fica muito difícil avaliar é: fora Pelé, quem foi o maior brasileiro de todos os tempos? Arthur Friedenreich, Didi, Nilton Santos, Garrincha ou Ronaldo? É complicadíssimo escolher um… aliás, falamos de gênios, e o fato de Neymar estar atrás dos nomes que citei não é demérito algum. A propósito, ao final da carreira dele, poderá sim ter atingido o título de “melhor da era pós-Pelé”; afinal, está em atividade. 

3 – A observação derradeira que quero fazer: como é bom sair do lugar comum e prestar atenção na visão de fora de pessoas qualificadas (me refiro a Mourinho comentando as coisas do nosso futebol, mas poderia ser Ancelloti, Guardiola, Klopp…)  Isso serve não só para o futebol, mas para a vida! Um olhar colaborativo e de intercâmbio sempre é ótimo. 

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– A escala de um árbitro novato para Corinthians x São Paulo. Boa ou ruim opção?

Para o importante Majestoso do próximo domingo, onde tanto Corinthians como São Paulo estão vivendo momentos turbulentos dentro e fora de campo, apitará Lucas Canetto Belotte. 

Lucas é um árbitro muito jovem (28 anos), natural de Piracicaba, professor de Educação Física e com pouco tempo de carreira no futebol profissional. Apesar de 7 anos apitando, teve uma ascensão rápida, já que com menos de 4 temporadas já chegou a série A1.

Assisti 3 partidas de Lucas até agora:

1. Em 2017, na Copa SP, em Paulista 5×1 Batatais (a semifinal que classificou o Galo de Jundiaí para a final contra o Corinthians e que horas depois estourou a história do Heltton Matheus, conhecida como “gato da Copinha”). Nesse jogo, excelente atuação.

Aqui a análise: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

2. Na final da Copa SP 2018, Lucas apitou São Paulo 0x1 Flamengo, com alguns lances inusitados e de nervosismo do árbitro, que talvez tenham mostrado que sentiu o fator “Pacaembu lotado”. Assisti dias depois o VT da partida, e nesse jogo, a atuação foi apenas razoável.

Aqui dois lances de discussão: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/26/lances-inusitados-na-final-da-copa-sao-paulo-entre-spfc-0x1-flamengo/

3. Por fim, em sua escala mais “pesada”, no amistoso entre Corinthians 2×2 Cruzeiro, não foi bem e marcou um pênalti inexistente a favor do Timão, onde o próprio atacante Roger, beneficiado pelo lance, custou a crer que era tiro penal a seu favor. A atuação ruim registrada aqui:

https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/07/12/e-se-roger-confessasse-ao-arbitro-sobre-o-penalti-no-amistoso-entre-corinthians-2×2-cruzeiro/

Gostaria de ressaltar: Lucas Canetto Belotte é um árbitro com potencial, demonstra levar jeito para a carreira, sabe ter autoridade em campo, corre demais no gramado e tem boa noção de posicionamento. Peca em alguns momentos disciplinar e tecnicamente por conta da falta de experiência (onde pode ser ludibriado por jogador mais rodado).

Logicamente, experiência se adquire trabalhando, mas existe tanto momento mais propício para lançar árbitro… Forçar a revelação de um juiz de futebol num jogo como esse é insensível demais. Escolhe um clássico menos conturbado, dona FPF, quando não exista uma animosidade de fatores intra e extra campo como a que ocorre agora. 

Se Belotte fosse escalado no Santos x São Paulo de dias atrás, quando tudo estava “às  mil maravilhas para as equipes”, ótimo. Mas no jogo escolhido, digo, sorteado de domingo, eu evitaria (apesar das virtudes do juizão citadas acima).

Desejo um bom trabalho à arbitragem é ótimo jogo a todos! 

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– A grandeza do Vasco com as causas solidárias na camisa de jogo.

Me recordo que quando a Cirio (empresa de alimentos do grupo italiano Cragnoti – que antes da falência comprou a famosa CICA) desejou patrocinar o São Paulo FC, barrou no início das suas ações de marketing com a má vontade da diretoria, pois em sua logomarca havia um ramo de folha verde fazendo alusão, segundo os “profissionais” gestores tricolores, ao Palmeiras. A cor do ramo teve que ser mudada para azul. 

Quando ocorreu o acidente com o avião da Chapecoense, o Corinthians quis homenagear as vítimas mas fez com o escudo da Chape em preto (e não verde, pelo mesmo motivo do rival).

Agora, fazendo uma campanha pelas vítimas das últimas tragédias no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama colocou mensagens para os vitimados pelas chuvas e os mortos no CT Ninho do Urubu. E para isso, até mesmo a bandeira do Flamengo foi colocada na camisa do Vascão. 

Parece algo tão simples, mas por culpa do fanatismo de muitos, é tão complicado… Você duvidaria que teríamos gente do Vasco criticando a ação solidária pró-Mengão?

Neste “mundo cão”, eu não. Mas que aplaudamos a iniciativa correta e exemplar. 

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– Palmas para o Levir!

O atacante Diego Tardelli, quando saiu do Atlético Mineiro e foi para a Ásia, fez longas juras de amor ao Galo e prometeu que voltaria. Disse, inclusive, que não se via vestindo outra camisa no futebol brasileiro.

Isso foi há 5 anos…

Voltando ao Brasil, após fazer uma pedida salarial bem alta ao CAM e não fechar o negócio, Tardelli assinou contrato com o Grêmio. A torcida mineira ficou muito brava!

Eis que questionado sobre o assunto, o técnico atleticano Levir Culpi foi irrepreensível para a resposta não-demagoga:

“Olha, é muito fácil para mim responder essa pergunta. Todos nós gostaríamos de contar com o Tardelli. É um jogador de alto nível técnico que realmente encaixaria no time. Não tenho muitas dúvidas. Agora, entre escolher o jogador e deixar todo o elenco com problema de pagamento, porque o pagamento está atrasado. Quer dizer, você ficar trazendo mais jogadores ainda, recebendo 1 milhão por mês (…). A gente tem que entender essa situação. Todo mundo gostaria de ter um atleta, mas para mim é um sonho. Se fosse eu o presidente, jamais contrataria. Se eu fosse presidente. Como técnico, quem é que não gostaria de ter o Tardelli? Só que têm outras contas para pagar. Então você acaba destruindo um ambiente, que pode ficar até ruim dependendo de uma situação dessas. A carga em cima do Tardelli seria pesadíssima. Acho que foi um bom senso”.

Mais uma ótima entrevista do Levir, que mostrou não querer fazer média com a torcida e exacerbou toda a responsabilidade que lhe é característica.

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– O Gol anulado em Ajax versus Real Madrid

Não assisti os jogos da Champions League desse meio de semana, mas recebi esse lance importante e histórico do Ajax contra o Real Madridque se tornou o primeiro gol anulado na competição através do uso de VAR.

O vídeo está abaixo, e ao assistí-lo… Nossa, que lance difícil!

Não estou convencido de que o jogador do Ajax fez essa carga realmente faltosa sobre o do Real. A primeira coisa a se perguntar (principalmente para a Escola de Arbitragem Europeia) é: foi um lance que beneficiou o suposto infrator e que realmente o adversário ficou inoperante? Lá, essa jogada não costuma ser falta. Aqui no Paulistinha (nas últimas gestões) é “perigo de gol”.

Pensemos pelo outro lado: e se fosse ao contrário, ou seja, o jogador do time espanhol pulando daquele jeito no do holandês, marcaria-se pênalti?

Uma coisa é certa: o VAR teve que ser rápido na tomada de decisão!

Complemento: alguns amigos crêem ter sido impedimento pela suposição do comentarista Mauro Beting. Não foi, o Mauro deixa tudo no condicional para ver o que estava acontecendo. Além disso, há a mão levantada do árbitro que está fazendo um gestual que está parado. Ele não estava marcando impedimento, ele estava indo ao monitor nesse momento.

 

– O que foi que Mourinho viu ou achou?

José Mourinho foi um dos comentaristas da DAZN, plataforma digital que transmitiu via YouTube e Facebook o jogo entre River Plate (do Uruguai, não o famoso da Argentina) x Santos FC.

Será que ele gostou do jogo? Certamente, achou o jogo lento e com pouca qualidade técnica. Mas o que me desagradou (e até constrangeu) foi ver o pequeno estádio vazio!
Imagine o Santos jogando no Nicolau Alayon (o simpático campo do Nacional, na Comendador Souza)! Era mais ou menos isso, mas com arquibancadas tubulares ao invés de concreto. Ou, se preferir, a Javari em meio de um bosque. Mas sem torcida da casa! Havia apenas “meia dúzia” de torcedores do Santos na arquibancada, sendo o restante totalmente ocioso.

Uma pena. O Santos deveria encher o estádio pequeno, pois, afinal, é uma atração no país vizinho. Se eu sou uruguaio e gosto de futebol, iria na partida sem vacilar. Mas…

Será que quando viu as imagens do Estádio vazio, Mourinho estava em dúvida se se tratava do mesmo jogo internacional é importante que fora contratado para comentar? Só pela “timidez” e jeitão acanhado do campo, acho que o famoso treinador português deve ter imaginado que tinham trocado o sinal do jogo por um outro qualquer.

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