Ontem falamos sobre a taxa de contágio de COVID altíssima no futebol brasileiro, se comparada com outras ligas, especialmente na Alemanha e Inglaterra (baseado em estudo científico da USP). Vide em: https://wp.me/p4RTuC-tY8.
Hoje, a FAPESP republica o artigo com o chamamento: a culpa, aparentemente, é da fuga dos protocolos! Se os atletas não colaborarem com responsabilidade, nada adianta.
O que dizer: a incidência dos casos de contaminação nos torneios do Campeonato Paulista é a maior do mundo, segundo a Universidade de São Paulo: 12%!
Na Alemanha, é de 0,6%. Na Dinamarca é de 0,5%. Na Inglaterra, pasme: 0,07%.
Na Premier League, por exemplo, nas últimas rodadas (considerando Fevereiro e Março), a taxa se estabilizou baixa com dados animadores. O maior índice de contágio foi quando houve o Lockdown (20-27 de dezembro), com taxa de 2,1%. Todos os dados da Inglaterra, oficiais, aqui: https://www.premierleague.com/news/1814863 – é só calcular o percentual).
Considere algumas observações:
1 – Dias atrás, falamos sobre a necessidade de se criar uma bolha sanitária no futebol brasileiro, se houvesse desejo de continuar os campeonatos, tamanha a exposição ao Covid (igual ao que foi feito na NBA, e que deu certo. Clique aqui para o tema: https://wp.me/p4RTuC-tCD).
2 – Também ponderamos os custos dos clubes fora do universo da A1, que não conseguiram continuar o torneio e terão que arcar com prorrogação de contratos de atletas (e falamos que era melhor, pelos custos e contexto, por exemplo, o Paulista de Jundiaí estar na 2a divisão Sub 23 do que na A3. Vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tIE).
3 – Enfim: antes da paralisação do Campeonato Paulista, falamos sobre algo que passa despercebido por muitos: a taxa comparativa de contaminação! Disponível esse texto aqui: https://wp.me/p4RTuC-ty7.
4 – Agora, Leonardo Lopes, da CNN, trouxe nesse estudo importantíssimo da USP um outro detalhe: a taxa de contaminação pelo Novo Coronavírus entre os jogadores de São Paulo é igual aos expostos profissionais da saúde da linha de frente no combate à pandemia (porém, estes agora são vacinados).
Bruno Gualano, da Agência Fapesp e coordenador dessa pesquisa na USP, disse ao Estadão (referência em: https://is.gd/Dmshhu).
“De fato o risco de transmissão do vírus durante as partidas tem se mostrado pequeno. Mas há outros fatores que comprometem a eficácia do protocolo: funcionaria se fosse aplicado na Dinamarca ou na Alemanha. Conta-se muito com o bom senso dos atletas, que são orientados a ir do Centro de Treinamento para casa e a manter o distanciamento social e as medidas não farmacológicas de proteção nas horas de descanso. Mas aqui no Brasil uma boa parcela não segue essas regras e não sofre qualquer tipo de punição. Além disso, viaja-se muito para disputar as partidas. Os times menores vão de ônibus, comem em restaurantes e ficam provavelmente mais expostos do que os jogadores de elite. Nossa desigualdade social permeia também o futebol”.
FUTEBOL DE SP TEM MAIS ATLETAS COM COVID-19 DO QUE QUALQUER LIGA NO MUNDO
Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas
aponta que a incidência de casos de Covid-19 entre os jogadores de futebol de São Paulo na temporada de 2020 supera qualquer liga esportiva no mundo.
Os atletas paulistas estiveram tão expostos ao coronavírus quanto parte dos funcionários da saúde na linha de frente no combate à pandemia.
A pesquisa analisou quase 30 mil testes para Covid-19 do tipo PCR realizados em 4.269 atletas e 2.231 membros da comissão técnica ao longo de 2020. Os profissionais estavam distribuídos entre 122 equipes que disputaram oito torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2020 – seis da categoria masculina e dois da feminina.
Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas. Isso corresponde a uma taxa de incidência de Covid-19 de 11.7%. Já entre os funcionários das equipes, foram confirmados 161 casos, equivalentes a uma taxa de 7,2%.
De acordo com uma publicação da revista científica The Lancet Global Health, a soroprevalência detectada entre os funcionários da saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia varia entre 9,9% e 24,4%. A Covid-19 atingiu os jogadores de futebol paulistas de forma comparável a que atingiu os médicos trabalhando em hospitais.
Os cientistas acreditam que a maioria dos casos estão associados ao contágio através de interações sociais, viagens constantes e transmissão comunitária, e não necessariamente pelas interações que acontecem dentro de uma partida.
Uma das equipes mais afetadas chegou a apresentar 36 casos confirmados, sendo 31 deles em um intervalo de apenas um mês – os dados tratados na pesquisa mantém o anonimato dos clubes.
Coordenador do estudo, o professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Bruno Gualano, contou à CNN que a incidência de casos no futebol paulista é muito superior a de outros países que divulgam seus dados. “A incidência aqui, por volta dos 12%, foi superior a do Catar, cerca de 4%, e a da Dinamarca, de 0,5%”, disse.
A Bundesliga, principal liga de futebol alemã, teve uma incidência de apenas 0,6%. Ele pontua também que a taxa superior é também explicada pela quantidade expressiva de testes realizados. A pesquisa foi realizada em parceria com o Comitê Médico da FPF, que disponibilizou a base de dados para a análise.
Porém, muitas equipes realizam os testes para Covid-19 em laboratórios independentes, o que pode levar a uma subestimação dos números reais.
O estudo conclui que os dados da temporada passada colocam um ponto de interrogação em relação a segurança da realização da temporada 2021 do futebol paulista. É ressaltado que os atletas infectados podem ser potenciais vetores da doença, e que há negligência com o rastreio de contato de pessoas infectadas para que se consiga impedir a transmissão do vírus.
“Para que a comunidade e os jogadores se protejam, somente com a criação de uma “bolha”, como a da NBA”, comenta Gualano. Os atletas do basquete americano passaram três meses isolados vivendo no complexo Walt Disney World, em Orlando, no estado da Flórida. As partidas foram realizadas no próprio complexo sem a presença de público.
A pesquisa está sob revisão de pares para ser publicada em uma revista científica. Ela foi realizada no contexto do consórcio Esporte-Covid-19, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Hospital das Clínicas, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração (HCor), Complexo Hospitalar de Niterói, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Núcleo de Alto Rendimento Esportivo.
A CNN entrou em contato com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para comentar o estudo, mas não houve retorno até o momento.
Nesta segunda (29), o Comitê Médico da FPF sugeriu um aprimoramento do Protocolo de Saúde da competição para que os jogos sigam acontecendo. Foi sugerido que os atletas sejam mantidos em “ambientes controlados”, como a “bolha” da NBA, com testagem antes e após cada partida e rastreamento de contato de casos confirmados.
A Federação pretende apresentar a proposta ao Ministério Público Estadual e ao Governo de São Paulo em reunião ainda hoje.
Desde o último dia 22, o Paulistão foi paralisado até que se encerre a “fase emergencial”, decretada pelo governo estadual para tentar conter a nova alta de casos em São Paulo. O campeonato chegou a organizar a realização de jogos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, para driblar a proibição de eventos esportivos, mas a estratégia foi abandonada.
*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti
SP – FEDERAÇÃO-PAULISTA-DE-FUTEBOL-CAMPEONATO-E-TREINOS-CONTINUAM-S – GERAL – Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo (SP). A entidade e os Clubes do Campeonato Paulista Série A1-2020 decidiram, em reunião virtual, nesta segunda-feira (4), que os treinos e a competição só voltarão quando as autoridades de saúde estadual e municipais permitirem. 16/04/2020 – Foto: ROGÉRIO GALASSE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
No começo de Janeiro, o Interior Paulista recebe clubes de todo o Brasil para a costumeira “Copa São Paulo de Futebol Júnior”. As cidades pequenas que não costumam ter tanto futebol ao longo do ano, assistem partidas interestaduais. Por exemplo: Leme, Espírito Santo do Pinhal, Louveira, Indaiatuba, Andradina, Vinhedo…
Neste ano, devido à Pandemia e acordos políticos, isso aconteceu com algumas cidades fluminenses (além de Cariacica, no Espírito Santo e algumas cidades paranaenses). Vide os jogos deslocados do Paulistão e as partidas da Copa do Brasil!
Alguns exemplos de malucos trajetos geográficos para se ter futebol (às custas dos… próprios clubes): o simpático Goianésia saiu de Goiás para jogar contra o alagoano CRB no estádio Giulite Coutinho, na Região Sudeste! Ou o Palmas, do Tocantins, que foi enfrentar o Avaí/SC em Cascavel, interior do Paraná!
Outros exemplos:
Palmeiras/SP 1×1 São Bento/SP em Volta Redonda/RJ. Corinthians/SP 1×1 Retrô/PE em Saquarema/RJ. Porto Velho/RO 0x1 Ferroviário/CE em Duque de Caxias/RJ. Jaraguá/GO 1×4 Manaus/AM em Niterói/RJ. Ypiranga/AP 0x4 Santa Cruz/PE em Mesquita/RJ. Marília/SP 0x0 Criciúma/SC em Cariacica/ES.
“Como” ou “onde” as outras fases acontecerão, só Deus saberá dizer… afinal, muitas cidades estão se fechando. Prevê-se quemuitas partidas serão levadas para o Estádio Mané Garrincha, em Brasíllia.
Que baita matéria de Adriano Wilkson pelo UOL! Ele escreveu sobre o folclórico “Morgadinho“.
Tenho muito respeito por ele. Não o conheci pessoalmente, mas me lembro das partidas por ele apitadas. E me recordo que, no início da minha carreira, árbitros me avisaram: “Aqui no nosso meio, cuidado se te chamarem de ‘sobrinho’, pois é uma forma de sacanear alguém. É que ‘sobrinho’ era como o Morgado chamava os namorados dele, quando os levava ao vestiário”.
Se a discriminação sexual ocorre hoje, imagine naquele tempo!
“PANTERA COR-DE-ROSA”: FAMOSO JUIZ DOS ANOS 80 MORREU ESQUECIDO COM HIV
O árbitro Roberto Nunes Morgado marcou época no futebol brasileiro dos anos 80. Parecia um personagem tirado da ficção. O bom nível técnico de sua arbitragem era, às vezes, ofuscado por certas decisões controversas, como a de expulsar quatro jogadores do Palmeiras no mesmo jogo em 1987 ou dar cartão vermelho para soldados da Polícia Militar que patrulhavam um Ferroviário x Vasco em 1983.
As extravagâncias levaram a comissão de arbitragem da Federação Paulista a exigir um exame de sanidade mental ao juiz, que costumava se gabar: “Agora, sou o único juiz da praça que tem atestado de sanidade mental.” As pernas esguias e o estilo um tanto espalhafatoso fizeram Morgado ser conhecido como a “Pantera de Cor-de-Rosa”.
Homossexual assumido e praticante de religião de matriz africana, ostentava um vasto bigode que cobria parcialmente os lábios. Costumava frequentar a Boca do Lixo, tradicional ponto de produção de cinema, farra e prostituição do centro de São Paulo, onde andava liderando um séquito de amigos.
“Todo mundo abandonou o Morgado quando ele adoeceu”, lembra Luciano, que tinha 8 anos quando o pai morreu em um leito do hospital Emílio Ribas em São Paulo em 1989. Um ano antes, o árbitro tinha descoberto que havia contraído o HIV, vírus que nos anos 80 era considerado mortal.
“Ele tinha muitos amigos, pagava a conta de todo mundo nas baladas, mas quando descobriu que tava com a doença, todos se afastaram”, conta o filho. Luciano recebeu o sobrenome do árbitro quando Morgado se casou com Lígia, mãe biológica de Luciano, que hoje trabalha vendendo lanches na zona leste da capital.
“Quando ele era vivo, a Federação ajudava a nossa família, mas depois que ele morreu, minha mãe casou de novo e a ajuda foi encerrada. Passamos muita dificuldade”, conta o filho do juiz. Morgado tinha dificuldade para manter seu dinheiro consigo. Segundo a imprensa da época, costumava proferir uma frase clássica que servia de chamariz para os amigos se juntarem: “Eu assino o cheque porque a letra mais bonita daqui é minha.”
O descontrole financeiro levou alguns de seus amigos mais próximos a administrar os rendimentos de Morgado. Segundo o filho Luciano, era José Astolphi, presidente da comissão de árbitros paulista, quem cuidava do dinheiro do pai. O único bem que Morgado, aspirante ao quadro da Fifa, conseguiu adquirir foi um apartamento na Praia Grande, litoral paulista.
Seus últimos dias foram vividos praticamente sozinho no hospital, de acordo com uma reportagem intitulada “O drama de um aidético” da Revista Placar, de dezembro de 1988. Morreu meses depois.
“O Morgado é um juiz que em várias oportunidades demonstrou um desequilíbrio psicológico muito grande”, afirmava Galvão Bueno, narrador de São Paulo 3 x 1 Palmeiras, a segunda semifinal do Paulista de 1987.
“Ele se mostra excessivamente nervoso, gesticula demais, faz muita confusão no jogo, às vezes irrita o jogador. Eu vi uma vez o Morgado apitar o jogo fora de campo, que nem um maluco. E mostrou cartão vermelho pra polícia, pra gandula, ficou com o cartão na mão correndo fora de campo.” A expulsão de quatro palmeirenses e a confusão que se armou no final da partida decretaram o fim da carreira do árbitro.
A personalidade excêntrica do juiz, sempre enfatizada pela crônica esportiva dos anos 80, contrastava com seu lado doce e apegado à família, segundo o filho Luciano. Um momento desses ficou registrado nas páginas da “Placar”.
Em 1979, o juiz, aos 33 anos, posou ao lado da mãe, Nair, com um uniforme preto engomado por ela. Os pais, imigrantes portugueses de origem pobre, eram sustentados pelo dinheiro que o filho fazia no futebol e nos outros empregos que teve.
Reportagem da Placar de dezembro de 1988 sobre o árbitro Roberto Nunes Morgado Imagem: Reprodução
Da esquerda para a direita, Dirceu Fernandes (Escola de Árbitros da Federação), Alberto Ferreira, Roberto Nunes Morgado, Adriano Tito Correa e Leonerte dos Santos Imagem: Que fim levou/3º tempo
Estando 2×2, e Portugal com um atleta a mais do que a Sérvia, eis que nos acréscimos uma bola é chutada por Cristiano Ronaldo e vai entrando no gol…mas Mitrovic deu um carrinho para tentar salvar sua meta.
Pelas imagens, o sérvio não conseguiu, pois a bola ultrapassou a linha (e ultrapassou bastante) de acordo com as imagens.
Mas sem VAR ou a tecnologia da linha do gol (aquela onde um alarme soa e vibra no relógio do árbitro), a partida precisava de árbitros que não vacilassem ou estivessem cientes de que erros não poderiam ser corrigidos a posterior. Lembrando novamente: na UEFA, não há esses recursos modernos nas Eliminatórias da Copa do Mundo.
O lance era do bandeira holandês Mario Diks. Ele não estava correndo na linha imaginária do penúltimo defensor nem da bola (repare que está um pouco atrasado). Já seu compatriota, o árbitro Danny Makkelie, teve a visão encoberta pelo próprio corpo de Mitrovic.
Enfim: um erro que custou 2 pontos para os portugueses, tendo como destaque Cristiano Ronaldo jogandoa faixa de capitão no chão como um ato de revolta.
Coisa boa deve ser divulgada: recebi e gostei deste trabalho do Professor Dimas Júnior, que é historiador, mantém um blog sobre Futebol, Copas do Mundo e História, além de ter editado um livro sobre o tema.
RELEASE “Futebol & Copas – Uma aula de História” é o livro escrito pelo historiador e professor, Dimas Junior. A vivência do autor nas salas de aula da educação básica, no ensino médio, e seu interesse pela relação entre História e Futebol proporcionaram, após anos de pesquisa, estudo e reflexão, a construção de uma aula/palestra que leva o mesmo título do livro. A partir desse caminho, a produção do livro foi, quase, natural. O livro narra e analisa as origens modernas do Futebol e treze edições da Copa do Mundo, sempre do ponto de vista da relação entre História e Futebol. Talvez seja possível dizer que o leitor é convidado, ao longo do livro, a caminhar por um texto que é, por vezes, de História falando de Futebol, e que é, também por vezes, de Futebol falando de História. Assim, o livro, contextualizando as origens modernas do Futebol e treze edições da Copa do Mundo, compõe um painel histórico dos séculos XIX e XX por meio do Futebol. O livro conta com dois prefácios, sendo um do apresentador e comentarista esportivo, Milton Neves, e o outro do jornalista, pesquisador e comentarista esportivo, Celso Unzelte, duas lendas do meio esportivo. Esses prefácios enriquecem muito o texto, tanto pelo peso desses nomes, quanto por introduzirem o leitor à proposta central do livro: observar e compreender a relevância histórica do fenômeno Futebol. Título: Futebol & Copas – uma aula de história Autor: Dimas Junior ISBN: 9786580347100 Formato: 16×23 Páginas: 124 Valor: R$ 35,00 Editora Gregory
Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.
Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.
Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem?A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!
Como é difícil escalar um VAR!
Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?
Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.
Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.
Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
O ex-atacante Marco Van Basten, em 2017, sugeriu nos “encontros de ex-jogadores junto à FIFA para as sugestões de mudanças de regras”, que deveria-se abolir o impedimento. Nesta semana, à Sky Sports, reforçou a ideia:
“Estou convencido que a regra do fora de jogo não é boa. Pelo menos gostaria que se experimentasse eliminá-la, para mostrar que o futebol também é possível sem essa regra. Acredito que o jogo seria melhor sem ela”.
Dois dias depois, foi a vez do lateral Daniel Alves também sugerir mudanças de regras, em tuíte a Gianni Infantino, escrevendo:
“Tem que permitir bater os laterais com os pés! Não suspender os jogadores por castões, salvo agressão! Ahhh e colocar um mínimo de tempo pra ver o var Cara de bravo Profissionalizar os árbitros todos e capacita-los mais!”
E você, o que sugeriria para uma mudança de regra? Deixe seu comentário:
Depois de sair do Maranhão e jogar pelo Grêmio, o jogador brasileiro Emanuel Ferreira (o “Manu”)foi para a Europa. Sem conseguir trabalhar no Barcelona (que o queria muito) por questões de documentação, foi abraçado em Portugal pelo Benfica. Agora, repatriado pelo Flamengo, pode mostrar seu talento.
Tudo isso seria normal no mundo da bola se o jovem Manu não tivesse apenas… 15 anos! E essa história acima começou com 9 anos, na base do Tricolor Gaúcho.
Pense: o que você fazia com 9 anos? Aos 15, qual a experiência profissional que você possuía?
A indústria do futebol está muito precoce. É nitidamente uma criança com a infância roubada…
É plausível a decisão da CBF e do colegiado de clubes em limitar as trocas de treinadores no Campeonato Brasileiro, não resta dúvida.
Em tese, os clubes terão que ser mais certeiros na contratação de seus técnicos, pois, afinal, ele deverá ficar muito tempo em sua agremiação.
Mas se limitou-se a contratação / demissão, vale lembrar as exceções à Regra: as recontratações! Vide Eduardo Barroca no Botafogo ou Rogério Ceni no Fortaleza. Assim, uma “burla” poder-se-ia quando o mesmo nome for contratado uma 2a vez(afinal, se fala de troca de outros profissionais, não os mesmos). Independente disso, a ideia é muito boa.
Outra medida seria ainda melhor: a de punir quem atrasa os salários! Isso evitaria situações vexatórias como a do Santos FC, SC Corinthians Paulista e de tantos outros. Aliás, o Paulistão, anos atrás, havia introduzido essa medida. Porém… todos os clubes devem pagar em dia, afinal, ninguém perdeu ponto até hoje em qualquer das divisões.
Qual outra sugestão você teria para o Brasileirão?
Cá entre nós: se o presidente do Corinthians for “respeitoso com seu clube”, peita o autoritarismo do presidente Rogério Caboclo, e não joga em Bacaxá / Saquarema / qualquer lugar / em estádios com esse gramado, pela Copa do Brasil, contra o Retrô de Pernambuco.
Expor um time de tamanha tradição a esse campo varzeano (e olha que na várzea há coisa bem melhor), é o fim da picada.
Aliás, não é um Corinthians x Flamengo valendo decisão do Brasileirão. É um jogo adiável da Copa do Brasil contra uma equipe modesta, que pode ser mudado.
Em tempo: se você fosse o árbitro, faria o jogo nesse gramado e relataria “Nada houve de anormal”?
Esperei até agora, 17h54, para confirmar que não era uma fake news. E não era: na CNN Brasil, assisti a entrevista do prefeito de Volta Redonda confirmando que a Federação Paulista de Futebol está trocando a permissão de realização de jogos por lá por 10 respiradores e 10 monitores.
LEMBRO: aqui, reclamei (e fui ofendido por alguns puxa-sacos que querem se mostrar para ela) que a mesma FPF faz os testes físicos da arbitragem DE GRAÇA em Jundiaí, no Bolão. Idem à CBF, que hoje se revelou ditadora e chantagista aos clubes (quem não assistiu a ameaça do presidente Rogério Caboclo aos presidentes de equipe, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-tQP).
Ué, se eles têm dinheiro para ofertar às cidades e realizar jogos com despesas mais caras, por quê não ajudam aos clubes paulistas (ou ao estado de origem)?
QUESTIONE-SE: quanto o Paulista leva de cota para disputar a Sub23 – 2a divisão de Profissionais?
QUESTIONE-SE: e a cidade de Jundiaí, para fazer favor à FPF, o que ganha? Recordo: algumas bolas e coletes de treino – deixando os munícipes sem acesso à Pista de Atletismo nos dias de testes físicos dos árbitros.
Por fim: que as autoridade públicas da cidade e a diretoria do Paulista FC lembrem-se, neste momento delicado que todos passam, que respiradores estão sendo doados a uma cidade carioca, e que dinheiro que poderia ser investido no Interior do Estado de São Paulo vai somente para a A1.
Reitero: NADA o Paulista FC se beneficia com os favores feitos pela cidade à FPF. Nem mesmo Jundiaí ganha algo de relevância. Aliás, neste momento crítico, respiradores ao São Vicente e equipamentos são mais necessários aqui do que para Volta Redonda.
Há pouco, o jornalista Venê Casagrandeconseguiu divulgar a reunião do presidente da CBF Rogério Caboclo com os cartolas dos clubes, a respeito da paralisação ou não dos campeonatos.
É impressionante! Ele diz que não vai parar o futebol, alega que a Globo quer e os presidentes dos clubes agem como cordeirinhos.
No vídeo, ele ameaça em certo momento dizendo que os clubes estarão f… se não jogarem.
Alguns diziam que ele era um banana. Agora, se vê que é mais um ditador…
A cidade de Volta Redonda / RJ receberá jogos do Paulistão na 3a feira (amanhã). Ou na 4a. Ou ambos os dias. E os clubes que se virem no planejamento…
O prefeito Antonio Francisco Neto, que aceitou as partidas, em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta 2a à noite, disse que desconhecia o veto do governador Cláudio Castro às partidas de times de outros estados, e que a decisão dele seria relevante para o acerto final.
Assim, fica a dúvida: os clubes devem se preparar para que data?
Palmeiras x São Bento e Corinthians x Mirassol em rodada dupla, um na 3a ou outro na 4a, ou esqueçamos de tudo isso?
Com tristeza, vejo que a repercussão do grande feito das meninas do time da Ferroviária é muito pequena, devido a pouca atratividade do futebol feminino nos dias atuais no Brasil. Que seja diferente no futuro.
Pois bem: a equipe de Araraquara venceu a Libertadores da América pela 2a vez, sagrando-se bicampeã ao bater as colombianas do América de Cali na Argentina. E uma curiosidade: Lindsay Camila, a treinadora do time grená, foi a 1a mulher a conquistar uma Libertadores nesta função.
Parabéns a essas moças aguerridas e às pessoas que investiram com seriedade no futebol feminino!
Abaixo, as 12 decisões da Taça Libertadores da América Feminina realizadas até agora, com os campeões e vices (repare que são 9 títulos brasileiros, 1 chileno, 1 paraguaio e 1 colombiano).
2009: Santos (BRA) contra o Universidad Autónoma (PAR) 2010: Santos (BRA) contra o Everton (CHI) 2011: São José – SP (BRA) contra o Colo-Colo (CHI) 2012: Colo-Colo (CHI) contra o Foz Cataratas (BRA) 2013: São José – SP (BRA) contra o Formas Íntimas (COL) 2014: São José – SP (BRA) contra o Caracas (VEN) 2015: Ferroviária – SP (BRA) contra o Colo-Colo (CHI) 2016: Sportivo Limpeño (PAR) contra o Estudiantes e Guárico (VEN) 2017: Corinthians/Audax (BRA) contra o Colo-Colo (CHI) 2018: Atlético Huila (COL) contra o Santos (BRA) 2019: Corinthians (BRA) contra a Ferroviária – SP (BRA) 2020: Ferroviária – SP (BRA) contra o América de Cali (COL)
Quando outros “grandões do continente“, como Flamengo, Boca Jrs e demais, investirão nas garotas também?
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Dr Miguel Angelo Laporta Nicolelis é considerado um dos 20 maiores cientistas em sua área e já foi eleito um dos 100 brasileiros mais influentes na sociedade tempos atrás. Premiado internacionalmente, está sendo entrevistado por diversos canais sobre a pandemia, contágio e suas consequências.
Na área do esporte, tem sido questionado: por que o futebol deve parar durante a alta nos casos de Covid-19?
Depois de ouvir tantos boleiros, jornalistas e pessoas envolvidas com a prática esportiva (estou entre eles), nada melhor do que se render a um especialista.
Que pena… os dois melhores times da Europa, Bayern de Muniquee Manchester City, não se enfrentarão numa possível final da Liga dos Campeões, de acordo com o sorteio realizado para os próximos mata-matas.
A composição dos confrontos ficou assim:
O vencedor de Manchester City x Borussia Dortmund jogará contra o vencedor de Bayern x PSG; O vencedor de Porto x Chelsea jogará contra o vencedor de Real Madrid x Liverpool.
Para mim: teremos nas semifinais Manchester City x Bayern (por que ambos são melhores do que Borussia e PSG) e Porto x Real (porque o Porto está conseguindo fazer tudo dar certo em seus jogos e o Liverpool tem patinado / tido azar em algumas contendas).
Depois, na final, teremos Bayern Munich x Real Madrid(porque o Bayern é mais pragmático / incisivo e por mais sorte que o Porto tenha, Zidane é experientíssimo nessa competição).
Nesse cenário, particularmente, penso que o Bayern será o campeão. E para você?
Assistiram a entrevista do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, à Jovem Pan?
Para quem não assistiu (link abaixo), saiba: ele quer retomar a competição no próximo meio de semana, em outro estado. Contou que negocia com 3 estados, mas só vai divulgar quando governadores e prefeitos estiverem afinados para a realização e acerto final.
Dá a entender que ele está ofendido com o Ministério Público, por se fazer irredutível, e pelo Governador do Estado de São Paulo, pois quando foi ofertada a proposta de isolamento e concentração total de atletas (a bolha sanitária), gostou da ideia mas não se esforçou por ela.
O que me estranha é: 15 dias sem futebol em SP vale todo o esforço? Não dá para melhorar a tabela / diminuir jogos / reprogramar?
Diante disso, vem a minha impressão: será que ele sabe que a Zona Emergencial se prolongará e o campeonato vai ficar parado pelo mesmo tempo que o ano passado?
Aparentemente, ambos os lados (autoridades públicas e Federação Paulista) sabem de mais coisas… ou não?
“Ajude a Tuna Luso”, uma campanha de Marketing do tradicional clube paraense, tem um propósito bem simples e eficaz: qualquer torcedor pode fazer um Pix para a agremiação, e em troca, ele automaticamente concorre a um sorteio oficial de camisa.
Eu sei que para os times grandes, tal ideia pode aparecer apelativa. Mas para as agremiações que estão sofrendo com a dificuldade financeira pela crise pandêmica, não é algo prático e que pode ajudar?
Claro, não conseguirá ser uma ferramenta perene e rentável, mas sim um paliativo de emergência.
O Jiangsu FC, atual campeão chinês, deixou de existir. Fundado em 1958, profissionalizado em 1994, foi comprado pelo grupo Suningem 2015. É nele que jogavam o zagueiro Miranda e o ítalo-brasileiro Éder(ex- Seleção Italiana) – o primeiro confirmado pelo SPFC, o segundo a confirmar. Como o clube fechou as portas, ambos tiveram “passe livre”.
Não é um mistério o futebol chinês? Propostas irrecusáveis com salários incomparáveis aos da Europa. Nível técnico, logicamente, muito baixo. Mas “gastos e gastos e gastos” que em nada se justificam.
Lembram de Conca, que chegou a ter o 4o salário mais bem pago do mundo por lá? Oscar, ex-São Paulo, abandonou a Premier League para ganhar uma fortuna lá. E Hulk, que recebia aproximadamente 9 milhões de reais por mês?
Zhang Jindong, o proprietário do Suning, é dono da Internazionale de Milão(adquiriu o clube de Massimo Moratti), e apesar dos bons resultados em campo, deve vender o clube também. Lembrando que Suning é uma espécie de “Casas Bahia da China”, maior varejista de eletrodomésticos e eletrônicos fora do controle governamental do país.
Cada vez mais os grandes clubes direcionam os seus investimentos para as categorias de base, e nelas encontram as receitas futuras para a manutenção do futebol profissional.
Repararam no termo: RECEITAS, e não “pé-de-obra”!
A verdade é que os jovens talentos dos clubes são produtos para a exportação, e do dinheiro que eles rendem se mantém os pagamentos de salários aos “adultos”, abrindo mão deles até mesmo de jogar no time de cima. Vejam quantos garotos o Fluminense vende para o Exterior, muitos sendo desconhecidos para boa parte da torcida. Ou quantas partidas profissionais David Neres, Oscar ou Anthony fizeram pelo São Paulo? Diga-se o mesmo de Vinícius Jr no Flamengo. Talvez, por necessidade de elenco e dificuldades financeiras, somente o Santos FC consegue maturar um pouco mais os garotos no profissional.
Se por um lado é interessante o clube ser uma “fábrica de garotos”, fica uma perturbação: o departamento profissional não deveria sobreviver das receitas do próprio futebol profissional?
Teremos, num futuro não tão distante, uma grande quantidade de clubes formadores especializados em categorias de base, sem a categoria profissional, a fim de “fabricar atletas” (o que é algo normal). O “anormal” será o time grande tradicional tornar-se esse modelo, abrindo mão dos meninos formados para o elenco de cima, apequenando-se na disputa de títulos.
Talvez, por ter muito dinheiro em caixa, o Palmeiras tem gerenciado melhor essa situação, com exemplos recentes: Gabriel Jesus, Patrick de Paula, Gabriel Menino e outros atletas que vieram da base, conseguindo valorização e não necessitando vendê-los a curto prazo.
Andrés Rueda, presidente do Santos FC, no dia 04 declarou à Folha de SP que era “a favor da paralisação do futebol pois a coisa estava fugindo do controle. Foram 1840 mortes na ocasião.
No dia em que mais de 2800 morreram, o dirigente deve ter sido altamente convencido a mudar de ideia. Afinal, todos os times da Série A1 do Paulistão (isso inclui o Peixe) votaram com a FPF pela continuação do Campeonato Paulista.
Qual foi o fator decisivo para a mudança de opinião? Ou nas reuniões da entidade, a palavra do presidente deve ser de concordância unânime?
Há 16 anos, o Paulista empatava com o Botafogo pela Copa do Brasil 2005. Reveja os gols:
(Narração de Rivelino Teixeira):
16/03/2005: Pela 2a fase da Copa do Brasil, o Botafogo foi a Jundiaí, e conseguiu um bom empate com o Paulista. Aos 21′, Márcio Mossoró abriu para o time da casa. Mesmo sem jogar bem, chegamos aos empate aos 65′, com Alex Alves, após receber bom passe de Guilherme. (por Historiador Alvinegro ᵇᶠʳ@FogoHoje, enviado por Igor Sausmikat @igorelverdadero:
16/03/2005:
Pela 2a fase da Copa do Brasil, o Botafogo foi a Jundiaí, e conseguiu um bom empate com o Paulista. Aos 21', Márcio Mossoró abriu para o time da casa. Mesmo sem jogar bem, chegamos aos empate aos 65', com Alex Alves, após receber bom passe de Guilherme. pic.twitter.com/ExAL9zMsNZ
Um exercício racional, lúcido, financeiro e social, pode nos dizer algo que aparentemente é contraditório: jogar a Série B da FPF, em 2021, pode ser melhor do que a Terceirona.
Compartilho, a partir da realidade do Paulista de Jundiaí:
Já imaginaram se o Galo estivesse na A3, que desespero todos nós estaríamos?
É óbvio que estar na 3a divisão é melhor do que na 4a, mas considere que a tendência é termos o início do Paulistão dessa categoria quando os índices da Pandemia serem menos críticos como os de agora.
E o que implica isso?
Muita coisa:mais segurança sanitária para os atletas(menos risco de contágio dessa cepa tão agressiva e que tem atacado os mais jovens), menos despesas de prevenção (os protocolos estão mais rigorosos, caros e frequentes), e menos deslocamentos (existe o risco de fechamento de cidades quando o índice for mais elevado de leitos ocupados – previsto para os próximos 10 dias). E, se a vacinação for mais intensa, há a chance de torcida nos estádios nas rodadas finais da Bzinha (considerando-a no final do ano, coisa que não será na A3).
Assim, CIRCUNSTANCIALMENTE, quem está na 2a divisão Sub23 (ou 4a divisão ou B), momentaneamente está mais seguro financeiramente e sanitariamente do que na A3, com perspectivas mais animadoras ao longo do torneio.
Considere ainda: na reunião de 2a feira, o futebol continuou proibido em todo o Estado de SP. À noite, a FPF se reuniu com o Ministério Público e ainda assim continuou proibido. E qual o próximo passo?
Sabendo-se que o Comitê de Contingência do Governo do Estado de SP não é o proibidor do futebol profissional neste momento, mas sim o MP (isso ficou bem claro no discurso das autoridades), a FPF nessa 3a feira cedo deverá apresentar em conjunto com os órgãos de fiscalização uma proposta mega-preventiva (e cara) de intensificação de protocolos de cuidados, possivelmente incluindo isolamento dos atletas do dia da testagem até o dia do jogo, e sendo recusada, levar as partidas para outro estado.
A decisão deve sair na hora do almoço / tarde, dependendo de MG, que deverá fechar o estado nas próximas horas. Até o jogo Palmeiras x São Bento, marcado para Belo Horizonte no Estádio Independência, pode estar comprometido. Aí as opções seriam ES e MS, como se especulou.
Já imaginaram na A3, o custo de exames, isolamentos e viagens para um Paulista x Comercial em Campo Grande ou Cariacica? Afinal, a decisão vale para todas as divisões do Estado de São Paulo.
Por tudo isso, é melhor estar na Bzinha (repito: neste momento), com a perspectiva futura de um campeonato mais tranquilo e até mesmo com possibilidade de torcida presente nas rodadas finais, dependendo da involução da crise do COVID.
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Puxa vida, morreu o folclórico jogador de futebol Gilmar Fubá, que tanto tempo jogou no Corinthians.
Me lembro muito bem dele, um sujeito bem simples e carismático. Ele tinha a minha idade, e a última vez que apitei ele foi pela antiga série B1A, no jogo entre Ranchariense x Red Bull Brasil(onde era a estrela do time naquela época).
Tinha 45 anos e faleceu por conta de um câncer de medula óssea.
Um time de futebol precisa entender que seus jogadores são “outdoors” ambulantes. Promovem sua marca, são dissociáveis.
Se o atleta erra, o clube pune e mostra à sociedade que não compactua dos erros. Mas… nem sempre é assim!
Viram Gabigol?Num Cassino (que é proibido), numa sala sem janelas (em plena pandemia), tentando se esconder embaixo da mesa (dispensa comentários) e dando “carteirada” na Polícia (lamentável).
O que fez o Flamengo?
Nada. Alegou que ele está de férias e não tem “nada com isso”…
Não tem mesmo?
Para grandes e respeitadas empresas, o seu colaborador é a extensão de sua imagem, valores e impressões. Uma pena que o Mengão não pense assim.
A propósito: segundo o noticiário, deputados, cantores e outras personalidades são assíduos frequentadores do local que, mesmo se fosse legalizado, deveria estar fechado por conta da pandemia. Aliás, a desculpa inocente de que o jogador foi “jantar pensando que era um restaurante”, não colou nem um pouco, não?
Assistiram o jogo do Verdão contra a Ferrinha? Respeitosamente… um “joguinho”, de péssima qualidade técnica e pouca inspiração. E essa observação vale para jogadores e arbitragem. E a partir desta partida quero ampliar para o futebol brasileiro em geral: como conquistar novos torcedores, com tais modorrentos jogos?
Aliás, culpa disso é da condução dos confrontos pelos árbitros, que picam, travam e engessam a dinâmica das partidas. Me recordo com muita saudade das cobranças e orientações na Escola de Árbitros da FPF com o professor Gustavo Caetano Rogério, nos anos 90, quando tivemos a última grande safra de árbitros paulistas. O pedido era: “façam ter tempo de bola rolando”e “agilizem o jogo”. Hoje…
Voltando para Palmeiras x Ferroviária, ficam as perguntas para tentar descobrir porque tanta lentidão, num jogo que pareceu ter 180 minutos, e não 90, de tão cansativo que foi (acompanhei metade pelo rádio e metade pela TV, mas era interminável).
Atletas e Jogadores tinham…
⁃ Preguiça?
⁃ Falta do gosto pelo esporte?
⁃ Medo?
⁃ Acomodação?
⁃ Um misto de tudo isso?
O futebol deve ser apitado com o cumprimento das regras e a efetiva demonstração do espírito do jogo. Quando passa a ser “administrado”ou “mediado”, não gosto. E é isso que está acontecendo: jogos “protocolares”, por obrigação, jogados e apitados sem “tesão” e sem vontade.
Ontem, o que se viu não foi uma exclusividade da condução do jogo do árbitro Flavio Rodrigues de Souza. Tem sido assim no futebol brasileiro em geral (com exceção de Vuaden nos bons tempos, de Edna Alves mais recentemente, de Raphael Claus e Paulo César de Oliveira no começo de suas carreiras). E a culpa é de todos.
No íntimo, penso que parece que os protagonistas do esporte não gostam do que fazem.
E você, o que acha de tudo isso? Deixe sua opinião:
O futebol é muito atraente pelas diversas nuances que proporciona. Para a arbitragem, o sem-número de situações legais ou ilegais da Regra do Jogo também chama a atenção.
Digo isso, pois: o gol de Vinícius Balieiro na Vila Belmiro contra o Galo Ituano (que valeu a vitória do Peixe) foi legal ou não?
Repare bem que situação didática: Ângelo toca para Jean Motta, e avança para a grande área. Jean Motta tem o próprio Ângelo (em condição legal) para lançar a bola em profundidade, além do seu companheiro Vinícius Balieiro (que naquele momento está em condição de impedimento, conforme a imagem abaixo). Jean opta por Ângelo, que divide com o goleiro Edson. Na sobra, Balieiro faz o gol.
Considere as duas situações:
1- Se Ângelo tocou na bola quando foi dividir com o goleiro, criou-se uma nova jogada, e neste momento Balieiro está atrás da linha da bola, não existindo impedimento.
2- Se Ângelo não tocou na bola quando foi dividir com o goleiro, esse rebote não tirou o impedimento de Balieiro. Ou seja, a bola lançada originalmente para Ângelo foi parar nos pés de Balieiro (e como se considera o momento do passe, está impedido).
Importante: não é a situação da alteração da Regra de 2013, onde uma bola rebotada / desviada que caia nos pés de um atacante em posição de impedimento, fica habilitado pelo desvio EXCETO se vier do goleiro.
Para você: Ângelo tocou ou não na bola?Se sim, gol legal. Se não, gol ilegal.
A boa árbitra Edina Alves cometeu um erro preponderante neste sábado: Giovanni, goleiro do Novorizontino, obstrui por cima e por baixo o atacante Luciano, do São Paulo. É pênalti, não marcado pela arbitragem de campo e não confirmado pelo VAR.
Ali, imagino que ela perdeu o tempo da corrida e não conseguiu se posicionar corretamente. Pelo tempo de jogo e pela situação da jogada, requeria mais atenção. Sendo uma partida em que existe o VAR (Adriano de Assis Miranda), não se pode admitir a não-marcação do tiro penal. Ou será que o equipamento estava descalibrado ou num ponto cego?
Que não se queime a carreira da moça nem se use de machismo para criticá-la. A média de acertos dela é bem maior do que seus colegas homens. Lógico, isso não abona o erro.
Foi há nove anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:
Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.
Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?
Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.
Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.
Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.
Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“?Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.
Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando!Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.
Equando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?
– Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada).Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo).
Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).
Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol:nunca beneficiar o infrator!
Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.
Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).
Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…”
A Alerj (a Câmara dos Deputados Fluminense) aprovou a mudança do nome do Estádio do Maracanã: de Jornalista Mário Filho para Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé. Em alguns dias, o governador Cláudio Castro deverá aprovar ou não o novo nome.
Já disse várias vezes: é uma tremenda falta de sensibilidade homenagear alguém para “desomenagear” outrém! Se fosse “Estádio Estadual do Rio de Janeiro”, e não tivesse um nome, aí vai. Mas o que fez de errado o grande e saudoso Mário Filho?
A justificativaé: o Complexo Esportivo (que inclui ginásio e outros equipamentos) continuará a se chamar Mário Filho, mudando “apenas” o estádio.
O que vocês acham? Vejam que situação desagradável: Dênis da Silva Ribeiro Serafim (CBF-AL), árbitro de Boavista x Goiás, foi flagrado numa situação inusitada…
Abaixo o vídeo, onde alguns dizem enxergar o xixi. Eu não vejo isso, mas… por que não foi ao banheiro? Nada o proibia disso. O próprio Dulcído Wanderley Boschilla, conta-se a história, um dia saiu de campo para urinar no banheiro e o jogo parou para esperá-lo (mas era o Dulcídio, não um qualquer um)...
Ontem, na Rádio Difusora, o jornalista Adilson Freddo fez uma excelente entrevista com Rodrigo Alves, presidente do Paulista FC, que não fugiu das perguntas e foi muito esclarecedor.
Abaixo, há o link disponibilizado pelo site Esporte Jundiaí com o áudio na íntegra para quem queira ouvir. Mas duas coisas me chamaram a atenção:
Respondendo ao questionamento do Robinson Berró Machado sobre a dívida do Galo, levei um susto: está em torno dos R$ 50 milhões! Com as minguadas receitas que são possíveis estando na 4a divisão, há de ser mágico para fazer futebol.
Eu pude perguntar ao Rodrigo sobre existir ou não uma auditoria em andamento, relembrando as queixas de possíveis desvios de dinheiro de outras gestões, e um dado passado por ele me impressionou: existe a Timemania, um jogo das Loterias da Caixa onde, quando o apostador escolhe o “Time do Coração”, o clube ganha uma participação. Este dinheiro fica na Caixa Econômica Federal(que é um banco público), a fim de pagar impostos à União (essa medida surgiu naquele primeiro Reffis do Governo Federal para ajudar os times endividados). E o Paulista tinha R$ 1.000.000,00 de saldo – sendo parte para pagamento do FGTS, outra parte bloqueada pela Justiça e cerca de R$ 250 mil… transferido para contas de particulares!
Ôpa! Isso é grave. E na minha pergunta, havia a questão também de existir ou não a possibilidade de processo judicial para reaver valores / punir saídas indevidas – e há. Por questões da própria Auditoria e Justiça, o presidente não pode revelar os nomes dos favorecidos (o que é normal).
Fico cá pensando com meus botões: que “Caixa Preta Maluca e Sinistra” é a vida financeira do Galo, não?