– Futebol Paulista tem maior incidência de contágio por Covid em relação às Ligas de Futebol do Mundo!

O que dizer: a incidência dos casos de contaminação nos torneios do Campeonato Paulista é a maior do mundo, segundo a Universidade de São Paulo: 12%!

Na Alemanha, é de 0,6%. Na Dinamarca é de 0,5%. Na Inglaterra, pasme: 0,07%.

Na Premier League, por exemplo, nas últimas rodadas (considerando Fevereiro e Março), a taxa se estabilizou baixa com dados animadores. O maior índice de contágio foi quando houve o Lockdown (20-27 de dezembro), com taxa de 2,1%. Todos os dados da Inglaterra, oficiais, aqui: https://www.premierleague.com/news/1814863 – é só calcular o percentual).

Considere algumas observações:

1 – Dias atrás, falamos sobre a necessidade de se criar uma bolha sanitária no futebol brasileiro, se houvesse desejo de continuar os campeonatos, tamanha a exposição ao Covid (igual ao que foi feito na NBA, e que deu certo. Clique aqui para o tema: https://wp.me/p4RTuC-tCD).

2 – Também ponderamos os custos dos clubes fora do universo da A1, que não conseguiram continuar o torneio e terão que arcar com prorrogação de contratos de atletas (e falamos que era melhor, pelos custos e contexto, por exemplo, o Paulista de Jundiaí estar na 2a divisão Sub 23 do que na A3. Vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tIE).

3 – Enfim: antes da paralisação do Campeonato Paulista, falamos sobre algo que passa despercebido por muitos: a taxa comparativa de contaminação! Disponível esse texto aqui: https://wp.me/p4RTuC-ty7.

4 – Agora, Leonardo Lopes, da CNN, trouxe nesse estudo importantíssimo da USP um outro detalhe: a taxa de contaminação pelo Novo Coronavírus entre os jogadores de São Paulo é igual aos expostos profissionais da saúde da linha de frente no combate à pandemia (porém, estes agora são vacinados).

Bruno Gualano, da Agência Fapesp e coordenador dessa pesquisa na USP, disse ao Estadão (referência em: https://is.gd/Dmshhu).

“De fato o risco de transmissão do vírus durante as partidas tem se mostrado pequeno. Mas há outros fatores que comprometem a eficácia do protocolo: funcionaria se fosse aplicado na Dinamarca ou na Alemanha. Conta-se muito com o bom senso dos atletas, que são orientados a ir do Centro de Treinamento para casa e a manter o distanciamento social e as medidas não farmacológicas de proteção nas horas de descanso. Mas aqui no Brasil uma boa parcela não segue essas regras e não sofre qualquer tipo de punição. Além disso, viaja-se muito para disputar as partidas. Os times menores vão de ônibus, comem em restaurantes e ficam provavelmente mais expostos do que os jogadores de elite. Nossa desigualdade social permeia também o futebol”.

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/esporte/2021/03/29/futebol-de-sp-tem-mais-atletas-com-covid-19-do-que-qualquer-liga-no-mundo

FUTEBOL DE SP TEM MAIS ATLETAS COM COVID-19 DO QUE QUALQUER LIGA NO MUNDO

Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas

aponta que a incidência de casos de Covid-19 entre os jogadores de futebol de São Paulo na temporada de 2020 supera qualquer liga esportiva no mundo.

Os atletas paulistas estiveram tão expostos ao coronavírus quanto parte dos funcionários da saúde na linha de frente no combate à pandemia.

A pesquisa analisou quase 30 mil testes para Covid-19 do tipo PCR realizados em 4.269 atletas e 2.231 membros da comissão técnica ao longo de 2020. Os profissionais estavam distribuídos entre 122 equipes que disputaram oito torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2020 – seis da categoria masculina e dois da feminina.

Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas. Isso corresponde a uma taxa de incidência de Covid-19 de 11.7%. Já entre os funcionários das equipes, foram confirmados 161 casos, equivalentes a uma taxa de 7,2%.

De acordo com uma publicação da revista científica The Lancet Global Health, a soroprevalência detectada entre os funcionários da saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia varia entre 9,9% e 24,4%. A Covid-19 atingiu os jogadores de futebol paulistas de forma comparável a que atingiu os médicos trabalhando em hospitais.

Os cientistas acreditam que a maioria dos casos estão associados ao contágio através de interações sociais, viagens constantes e transmissão comunitária, e não necessariamente pelas interações que acontecem dentro de uma partida.

Uma das equipes mais afetadas chegou a apresentar 36 casos confirmados, sendo 31 deles em um intervalo de apenas um mês – os dados tratados na pesquisa mantém o anonimato dos clubes.

Coordenador do estudo, o professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Bruno Gualano, contou à CNN que a incidência de casos no futebol paulista é muito superior a de outros países que divulgam seus dados. “A incidência aqui, por volta dos 12%, foi superior a do Catar, cerca de 4%, e a da Dinamarca, de 0,5%”, disse.

A Bundesliga, principal liga de futebol alemã, teve uma incidência de apenas 0,6%. Ele pontua também que a taxa superior é também explicada pela quantidade expressiva de testes realizados. A pesquisa foi realizada em parceria com o Comitê Médico da FPF, que disponibilizou a base de dados para a análise.

Porém, muitas equipes realizam os testes para Covid-19 em laboratórios independentes, o que pode levar a uma subestimação dos números reais.

O estudo conclui que os dados da temporada passada colocam um ponto de interrogação em relação a segurança da realização da temporada 2021 do futebol paulista. É ressaltado que os atletas infectados podem ser potenciais vetores da doença, e que há negligência com o rastreio de contato de pessoas infectadas para que se consiga impedir a transmissão do vírus.

“Para que a comunidade e os jogadores se protejam, somente com a criação de uma “bolha”, como a da NBA”, comenta Gualano. Os atletas do basquete americano passaram três meses isolados vivendo no complexo Walt Disney World, em Orlando, no estado da Flórida. As partidas foram realizadas no próprio complexo sem a presença de público.

A pesquisa está sob revisão de pares para ser publicada em uma revista científica. Ela foi realizada no contexto do consórcio Esporte-Covid-19, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Hospital das Clínicas, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração (HCor), Complexo Hospitalar de Niterói, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Núcleo de Alto Rendimento Esportivo.

A CNN entrou em contato com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para comentar o estudo, mas não houve retorno até o momento.

Nesta segunda (29), o Comitê Médico da FPF sugeriu um aprimoramento do Protocolo de Saúde da competição para que os jogos sigam acontecendo. Foi sugerido que os atletas sejam mantidos em “ambientes controlados”, como a “bolha” da NBA, com testagem antes e após cada partida e rastreamento de contato de casos confirmados.

A Federação pretende apresentar a proposta ao Ministério Público Estadual e ao Governo de São Paulo em reunião ainda hoje.

Desde o último dia 22, o Paulistão foi paralisado até que se encerre a “fase emergencial”, decretada pelo governo estadual para tentar conter a nova alta de casos em São Paulo. O campeonato chegou a organizar a realização de jogos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, para driblar a proibição de eventos esportivos, mas a estratégia foi abandonada.

*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti

SP – FEDERAÇÃO-PAULISTA-DE-FUTEBOL-CAMPEONATO-E-TREINOS-CONTINUAM-S – GERAL – Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo (SP). A entidade e os Clubes do Campeonato Paulista Série A1-2020 decidiram, em reunião virtual, nesta segunda-feira (4), que os treinos e a competição só voltarão quando as autoridades de saúde estadual e municipais permitirem. 16/04/2020 – Foto: ROGÉRIO GALASSE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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