Uma situação delicada,inexplicada(mas que não é enem deveria ser inexplicável):as portas fechadas do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de SP.
Depois de passar por anos de gestão de Arthur Alves Jr, o “Arthurzinho” (como se intitulou) que era presidente da entidade e ao mesmo tempo, num conflito de cargos, diretor de árbitros da FPF (algo “doido”, incoerente –pois você não consegue exigir dos árbitros e “cobrar de você mesmo” quando o árbitro for reclamar), assumiu Aurélio Sant’Anna Martins.
Com a pandemia, assim como no resto do mundo, as portas do SAFESP tiveram que fechar. Mas com aretomadada quase-normalidade, o Sindicato não voltou. Tenho acompanhado com amigos, lido os textos do ex-árbitro e colunista Euclydes Zamperetti Fiori, e buscado entender o que está acontecendo. E não há outra explicação:abandono!
A auditoria nas contas não ocorreu e a independência da FPF e seus afins também não. Eu sei que as pessoas precisam de remuneração e trabalho, mas então…não prometa dedicação exclusiva, ao invés de apitar jogos, ser observador ou instrutor (vale para o presidente Aurélio ou para a vice Regildênia).
Um dos apoiadores da campanha, nome forte, braço direito (destro mesmo), quando toquei nesse assunto certa vez, me disse que“essas coisas [não trabalhar na FPF e dedicação] nunca foram prometidas em campanha”. Então, tá… todo mundo entendeu errado.
Entram e saem cartolas do Safesp, e a coisa continua feia… agora, pior ainda, pois tudo está fechado eninguém se pronuncia(inclusive os árbitros filiados).
A pergunta é: por que as portas fecharam?Será “de vez”?E ninguém do SAFESP dá uma satisfação?
E o Montevideo City Torque(o clube uruguaio do City Group, dono do Manchester City) está classificado diretamente para a Libertadores da América.
Cada vez mais veremos clubes-empresas e suas filiaisfazendo bonito (como Red Bull Bragantino e outras novas forças emergentes). Mas há quem resista ou desdenhe do futebol gerido por profissionais competentes…
Acho muita “falta de sentido”a história de que a torcida do Corinthians quer que o Timão ganhe do Grêmio para rebaixá-lo, vingando o ano que o Grêmio ganhou e rebaixou o Corinthians.
Ora, naquela oportunidade, não era um “jogo eliminatório”. O Corinthians teve 38 jogos e foi o 4o último da tabela. Aliás, Mano Menezes era o treinador do Grêmio e no ano seguinte foi para o Corinthians jogar a Segunda Divisão. Era para o Grêmio entregar o jogo, então?
Não é curioso que a torcida do Internacional esteja “irmanada” com a do Timão contra o Tricolor Gaúcho? Justo o Colorado que, sabemos, teve problemas no jogo envolvendo Tinga e Márcio Rezende de Freitas, envio de DVD, e outras coisas…
Como explicar: 4 jogos do Brasileirão no domingo e 6 partidas na segunda-feira?
Não sei se é culpa da televisão, de quem faz a tabela, dos clubes… mas que em dia útil de serviço ter futebol (a maior parte da rodada) e justo numa Segundona, não é “diferente”?
A impressão é que o futebol está sendo promovido para ser assistido na TV, não para se ir ao estádio.
Em tempo: haverá Chapecoense x Sport, ambos já rebaixados e cumprindo tabela… Qual seria o ânimo das equipes?
O jogador Felipe Melo não continuará no Palmeiras e encerrará seu ciclo. Cá entre nós: talvez o custo-benefício estava fora da realidade.
Eu confesso: sempre o achei um jogador comum, que confunde “raça” com “pancada”. Teatral demais, tentou sacanear o Cuca (lembram disso?). Sem contar, claro, o “dar tapa com responsabilidade” contra o Peñarol…
Se confirmado que o Internacional-RS propôs 2 anos de contrato (uma eternidade, por conta de suas condições físicas) e R$ 700 mil / mês (uma loucura financeira, visto a situação dos clubes), deve aceitar imediatamente.
Por quê ninguém oferece um contrato mais curto e por produtividade?Seria mais racional aos clubes tal comportamento, independente do jogador, já que todos estão quebrados…
Hoje faz 10 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.
Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,
SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE
Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR
Por Guilherme Azevedo, Atualizado em 23 set 2021, 14h34 – Publicado em 10 jun 2021, 09h31
Sócrates, jogador do Corinthians, usando camisa com os dizeres “Dia 15 vote” – J. B. Scalco/Social QI
Em tempos de polarização extrema, em que quase todas as figuras públicas querem ser despolitizadas, até mesmo alguns governantes, o futebol virou um ponto cada vez mais neutro, inerte e alienado, sobretudo no Brasil. O recente manifesto “apolítico” da seleção brasileira em relação à Copa América em plena pandemia — termo, aliás, ignorado no texto — reacendeu o debate sobre o papel dos ídolos do esporte. Não que décadas atrás fosse tão comum ver um jogador lutando por causas sociais, mas havia exceções, mesmo durante a ditadura, como Reinaldo, Casagrande e o protagonista do #TBT desta quinta-feira, 10: Sócrates Brasileiro, o doutor.
Sócrates (1954-2011) foi o craque mais politizado do nosso futebol. Era quem imprimia em campo, com seus surpreendentes passes de calcanhar, e fora, com sua personalidade, a fuga dos padrões. Intelectualizado, formado em Medicina pela USP, o meia-atacante batizado em homenagem ao filósofo grego foi um grande pensador seja nos consultórios, nos estádios ou nos palanques. Sócrates foi capa de PLACAR diversas vezes e sempre tinha algo a dizer.
Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).
Reprodução/Placar
Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.
Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.
Capa da revista Placar de 27 de abril de 1984 – Reprodução/Placar
Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.
Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.
Sócrates, com os dedos enfaixados, fumando – J. B. Scalco/Placar
Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.
Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.
O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.
Sócrates, Casagrande e Careca, do Brasil antes do jogo contra a Espanha, na Copa do Mundo de Futebol em 1986, no Estadio Jalisco, México Pedro Martinelli/Dedoc
Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.
Jogadores do Corínthians durante homenagem ao ex-jogador Sócrates, em 2011 Renatto Pizzutto/Placar
Sempre tive o seguinte pensamento como uma verdade: Neymar e Rubinho nasceram em épocas erradas!E explico: eles concorreram em suas profissões com “extraterrenos”, como Messi e Schumacher.
Tivemos, repare:
Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho(campeões mundiais e bolas-de-ouro). Aí Neymar tem que ser campeão mundial e bola de ouro (com a concorrência de seleções espanhola, alemã e francesa muito boas, além de outros concorrentes individuais ao segundo prêmio como Messi e Cristiano Ronaldo).
Fittipaldi, Piquet e Senna(campeões mundiais e ídolos). Aí vem Rubinho que foi cobrado para fazer o mesmo caminho de conquistas…
Ambos não ganharam títulos mundiais, sofreram pressão para substituírem esses gênios e contaram com a má vontade da torcida.
Para entrar na história, precisa-se ganhar uma Copa do Mundo ou um Mundial de Fórmula 1? Talvez, no Brasil, sim.
Não importa o talento que eles tenham, serão contestados. Entretanto, sejamos ponderados: aí, você coloca outros dois exemplos desses esportes, também geniais: Massa e Zico, que igualmente não ganharam nenhum desses títulos mas que, sabidamente, têm mais simpatia do público. A questão, então, seria carisma?
Sei lá. Só sei que cobramos de competentíssimo atletas sempre o “10”, e quando vem um “9,5” ou “9”, dizemos muitas vezes que ele “não serve”…
Viram que a Justiça anulou (de novo) as Eleições da CBF (ocorridas em 2017) e reencaminhou Reinaldo Carneiro Bastos e Rodolfo Landim (presidentes da FPF e do Flamengo) para conduzirem um novo pleito?
Os interventores têm um mês para assumir a gestão da CBF e preparar as Eleições. Mas eles desejarão sair de seus cargos e trabalharem nisso nesse momento? Terá uma liminar impedindo que assumam?
Pobre futebol brasileiro… Algum bom nome como sugestão?
Para mim, o Atlético Mineiro vence o Bahia mesmo fora de casa e “acaba com a ansiedade” de ser campeão. Imagino que cada rodada demora “séculos para chegar” aos jogadores, e dessa forma, sofre para confirmar o título.
Por mais que o Bahia esteja lutando contra o rebaixamento, a diferença técnica dos clubes será determinante.
Messilevou o famoso prêmio “Bola de Ouro” em 2021. Neymar ficou em 16o, sendo o melhor brasileiro da lista.
A questão é: com a nítida evolução de Vinícius Jr, e a sequência de contusões do outrora chamado “Joia Santista”, depois de muitos anos teremos como melhor jogador brasileiro outro nome que não seja o de Ney em 2022?
Mais do que isso: seguindo o mesmo ritmo de crescimento, é razoável crer que Vini Jr possa brigar por um prêmio “The Best” no futuro?
Claro, tudo dependerá do rendimento dos atletas nas Ligas Europeias, pois em Seleções, suas atuações contam muito pouco (e a Copa do Mundo, provavelmente, será posterior ao evento).
Renato Gaúcho demitido do Flamengo e Abel Ferreira prestes a sair do Palmeiras (por projeto de carreira – ele quer ter tempo para estudar – e questões familiares).
O “bola da vez” que interessa aos grandes brasileiros é o argentino Marcelo Gallardo, que tem seu ciclo no River Plate chegando ao fim.
A Seleção do Uruguai o quer também, embora, segundo noticiário dos hermanos, o desejo do treinador seja de trabalhar na Europa– com a ressalva de que não existe vagas em times grandes do continente por enquanto. Assim, iria ele a um pequeno, para se introduzir no mercado de trabalho europeu?
Se você pudesse dar um conselho profissional ao Gallardo, qual seria?
Foto: Divulgação do River Plate, com arte e extraída de TNT Sports .com
Se o Flamengo não vencer o Ceará, jogando em casa, o Atlético Mineiro será matematicamente o Campeão Brasileiro de 2021. A briga pelo título acabará – mas o campeonato continuará “pegado” na luta contra o rebaixamento.
Curto e grosso: o Galo gritará “É campeão hoje” ou na próxima rodada?
O Brasileirão está acabando e a Regra da Limitação das “trocas de treinadores” não funcionou. Muitos “comuns-acordos” apareceram, e fica a pergunta: quantos técnicos que estão encerrando a competição de 2021, estarão em seus cargos no início do torneio de 2022?
Lembremos: os Estaduais, mesmo mais fracos na atualidade, servem para derrubar treinadores, não para consagrá-los!
Essa charge do Humor Esportivo, reproduzida pelo Lance!, é fantástica: Jorge Jesus como Batmandando um tapa na cara do Renato Gaúcho como Robin, a fim de lhe fazer cair na realidade.
O agora demitido treinador flamenguista está pagando o preço das frases de fanfarrão de outrora.
Para quem acordou agora, uma tragédia no mundo do esporte. Caiu o avião da Chapecoense, próximo do aeroporto de Medellín, onde jogaria a final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional.
Às 03h15 de Brasília (00h15 de Bogotá) – o avião sumiu do radar da Torre de Controle do aeroporto.
Às 03h50 – supostamente a queda ocorreu por falta de combustível.
Às 04h20 – primeiras notícias são de que existem sobreviventes, segundo o prefeito de Medellin.
Às 04h30 – muita chuva e o resgate não consegue chegar ao ponto da queda.
Às 04h36 – primeiro comunicado oficial: dos 81 passageiros do avião (que era de uma empresa boliviana), há pelo menos 6 sobreviventes.
Às 04h50 – o transporte de vítimas é feito a pé pelos socorristas devido ao difícil acesso. As ambulâncias não conseguem chegar até a aeronave, tendo um percurso a pé a ser realizado.
Às 05h00 – somente 4 pessoas foram socorridas, devido ao local da queda. Confirmou-se 72 passageiros e 9 tripulantes. Há jogadores da Chape, comissão técnica e dirigentes. Também jornalistas de rádio e TV que participariam da transmissão do jogo, além de outros passageiros.
Às 05h10 – a Rádio Caracol (maior emissora da Colômbia), chega ao acidente e diz que a imagem é “dantesca”. Confirmado: dois mortos e dois sobreviventes resgatados.
Às 05h15 – uma atleta da Chape foi socorrido com vida. A confirmar a identidade.
Às 06h00 – 3 atletas resgatados com vida. Somente ao longo do dia saberemos ao certo tudo o que aconteceu.
Às 06h40 – Confirma-se que somente veículos 4×4 tracionados conseguem chegar ao local, sendo que as autoridades pedem ajuda de voluntários que tenham tais veículos.
Com os meios de comunicação desse mundo da tecnologia e informação on-line, é incrível como o planeta se tornou rápido. É o conceito real de “aldeia global”.
Ops: a lista de passageiros conta 21 jornalistas no avião, sendo 6 da Fox Sports e 3 da TV Globo. Dentre eles, o ex-jogador Mário Sérgio, Deva Pascovicci e Victorino Chermont.
06h50 – Prefeito de Medellín confirma, nas palavras dele, “ao menos 25 cadáveres”.
Respeitosamente, encerro essa postagem desejando que Deus conforte os familiares das vítimas e ajude os sobreviventes. E falar o quê de uma empresa que permite pane seca em um avião?
Os árbitros do Brasileirão ficaram concentrados na Granja Comary, por determinação da nova Comissão de Árbitros (que é a mesma Comissão velha, sem o Gaciba). E durante os dias em que lá estiveram, treinaram e ouviram orientações. Aí…
… Você vê o árbitro marcando um pênalti em bola que bate no ombro / costa do zagueiro(em Minas Gerais). E o árbitro foi o baiano Marielson, da terra natal do novo presidente da CBF, cotado para ser juiz da FIFA!
… Você vê também pênalti de bola que bate na mão de jogador em movimento natural do braço em queda(em São Paulo).
Já defendi a vinda de treinadores de árbitros europeus para o Brasil. Que tal trazer os próprios árbitros juntos, aproveitando a passagem de avião?
Respeitosamente: duvido que os pênaltis marcados nos jogos do Galo e no do Timão seriam marcados na Inglaterra, onde se apita a Regra verdadeira. Aliás, os erros contra os times que lutam para o rebaixamento estão complicados, né?
Já demos alguns pitacos sobre a decisão da Libertadores entre Palmeiras 2×1 Flamengo (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-zi8). Mas faltou um ponto a ser abordado: a coletiva de Renato Gaúcho (que foi constrangedora)!
Não só a de ontem, mas desde sempre: se esquiva das perguntas, dá respostas incoerentes e arranja subterfúgios. Há tempos que o “pós-jogo” dele é desrespeitoso com a imprensa. E, surpreendentemente, ele era aclamado por muitos como um bom nome pra substituir Tite na Seleção.
Rogério Cenifoi campeão com o Flamengo mostrando estratégia e conhecimento tático. Renato jogou fora o trabalho do seu antecessor – e colocou a culpa no calendário, no número de jogos… (que o Palmeiras também enfrentou). Pior: dizer que só teve “8 minutos com o time titular” nos últimos tempos, é dose. Existe equipe com 11 titulares regrados no futebol mundial hoje?
Por fim: enquanto Abel liderava seu time com um “plano” (algo ironizado anteriormente), Renato não conseguia administrar os egos de seu elenco (ou até seu próprio ego).
O Flamengo terá que se reinventar – no comando e com seus atletas.
Nos últimos 8 anos, somente 1 treinador brasileiro foi campeão da Taça Libertadores da América: Renato Gaúcho, em 2017, pelo Grêmio (nos demais, somente técnicos estrangeiros: 2014 San Lorenzo, 2015 River Plate, 2016 Atlético Nacional, 2018 River Plate, 2019 Flamengo e 2020 + 2021 Palmeiras).
Reparemos que os 3 últimos campeões (2 times do Brasil) tiveram técnicos portugueses (por ironia, de origem da pátria colonizadora no torneio que leva o nome em homenagem aos que libertaram a América do Sul).
E por falar em Portugal, o atual treinador Abel é iluminado: nas duas decisões, colocou nas etapas finais os marcadores improváveis: Breno Lopes e Deyverson, e ambos fizeram os “gols dos títulos”.
Como o “Menino Maluquinho” foi citado, o que dizer no último minuto de jogo da simulação de que “havia sido agredido pelo árbitro Nestor Pitana?” O juizão tirou Deyverson de uma confusão, e pensando ser um adversário que o tocava, o palmeirense caiu no chão simulando uma agressão. Hilário!Merecia o Cartão Amarelo (poupado pelo árbitro que deve ter ficado incrédulo no que viu).
Mas nem tudo foi festa: o que deverá estar passando na cabeça de Andréas Pereira, que cometeu uma falha capital?
Por fim, um pitaco: Jogadores exemplares, jogadores truculentos e até mesmo jogadores polêmicos, todos deram “glória a Deus pela conquista” nas entrevistas. Respeito qualquer crença, entendo que o agradecimento deve ser a Deus por um trabalho honesto e sem lesões, mas… não dá a impressão que o “jogador brasileiro que ganha o jogo”credita os gols que entraram a Deus, e assim se entende que Deus não esteve com o outro lado?Deu até a sensação que era um time devotado contra um time ateu, pelas palavras de alguns atletas. Com muito cuidado escrevo: Deus não faz o adversário perder o jogo, até porque Ele tem coisas mais importantes para cuidar e o perdedor também tem seus fiéis.
Hoje é dia de decisão. Daqui a pouco, Palmeiras e Flamengo decidirão a Libertadores da América 2021em Montevidéu (Uruguai). Em reunião prévia, os uniformes dos finalistas já foram determinados:
Sobre a arbitragem:apitaráNestor Pitana. Árbitro de final de Copa do Mundo, experiente, mas que tem altos e baixos em suas atuações. Trabalhou (e muito bem) no Choque-Rei da Libertadores desse ano. Seu árbitro reserva será o compatriotaFacundo Tello(que sempre se envolve em alguma lambança – foi mal no jogo Red Bull Bragantino x Libertad há pouco tempo). O VAR é bom –Julio Bascuñan, que se especializou na função (e será muito bem remunerado, vide as taxas mais à frente nessa postagem). Os 11 elementos do jogo, a seguir.
E neste sábado teremos a decisão da Taça Libertadores da América. Jogarão Flamengo x Palmeiras, e, independente de quem vencer, ficará uma questão a ser respondida mais à frente: o campeão terá condições de enfrentar “pau-a-pau” o Chelsea no Mundial?
Se o Mengão ou o Verdão não passar da semifinal da Copa do Mundo de Clubes, aí também será demais…(vide os clubes adversários).
No futebol, quando um cartola diz que seu técnico está prestigiado, é justamente nesse momento que ele, treinador, deve abrir o olho…
Existem lógicas que se confirmam: por exemplo, de que um profissional “vai cair se não ganhar o próximo jogo”.Quando ele ganha, apenas posterga a sua demissão, que sem dúvida irá acontecer nas próximas rodadas.
Vide: Rogério Ceni, Campeão Brasileiro e Campeão Carioca pelo Flamengo. Mesmo bem posicionado na tabela e com títulos, sempre estava “pendurado”, quase “caindo” a cada rodada. Até que caiu.
Outros? Hernan Crespo, Campeão Paulista, no “cai-não-cai”. Fernando Dinizno Santos. O próprio Vágner Mancinino Corinthians.
A verdade é: começou o “diz-que-me-diz” que o treinador está pressionado e que pode cair, ele cai mesmo(não necessariamente nas rodadas imediatas, mas nas outras vindouras). O “bola da vez” agora é Sylvinho, que pegou um elenco dito que “lutaria contra o rebaixamento” e está em 4o colocado no Brasileirão. E contra ele, pesa um preconceito do futebol: é um cara estudado!
Carlos Billardo, ex-técnico da Seleção Argentina, declarou em 13/06/2011 à TyC Sports, em meio a euforia brasileira sobre o jogador Neymar na época:
“Neymar é uma invenção dos brasileiros, não dá para comparar com Messi“.
Na época, houve revolta de muitos, já que o ex-santista era novidade e alguns já o colocavam como craque comparável ao argentino Messi.
Passado esse tempo (portanto, há mais de 10 anos), diga: você concorda ou discorda dessa afirmação?
Em tempo: segundo Jorge Billardo à mesma Tyc, seu irmão Carlos ainda não sabe da morte de Diego Maradona (1 ano após o ocorrido) nem do ex-treinador Sabella (seu amigo pessoal), devido à saída debilitada.
Agradeço o carinho do grande amigo Adilson Freddoe de toda a equipe da TV Japi! Estive nesta semana no “Papo Reto”, um programa divertido e com ótimo alto astral!
Futebol e boa resenha, sem dúvida, é com esse pessoal ⚽️.
Há muita especulação de como será o sistema de Inteligência Artificial que a FIFA utilizará para a marcação de impedimentos no futebol. Sabe-se, por enquanto, que haverá um número maior de câmeras e sensores para cruzar imagens do lançamento da bola para jogadores mais à frente. Não mais do que isso.
FIFA TESTARÁ TECNOLOGIA DE IMPEDIMENTO AUTOMÁTICO NA COPA ÁRABE
Sistema que identificará automaticamente os jogadores em posição irregular será testado no Catar um ano antes da Copa do Mundo
Um ano antes da Copa do Mundo de 2022, a Fifa testará uma tecnologia que identifica automaticamente jogadores em posição de impedimento. O teste será feito na Copa Árabe, torneio organizado pela Fifa a partir do dia 30 de novembro, no Catar, que servirá como preparação para o Mundial.
Haverá um sistema de inteligência artificial instalado nos seis estádios que sediarão o torneio. Ele enviará imediatamente ao árbitro de vídeo uma mensagem quando um jogador estiver impedido. A partir daí, o árbitro de campo decidirá a marcação ou não.
— Foto: Infoesporte
Este será o primeiro teste oficial de um sistema que já foi testado extra-oficialmente em algumas oportunidades na Europa, em estádios como o Etihad, do Manchester City, a Allianz Arena, do Bayern de Munique e o Estadio La Cartuja, de Sevilha.
Caso o teste seja bem sucedido, é esperada uma aprovação formal na reunião anual da International Football Association Board (IFAB) em março para que seja colocado em prática na Copa do Mundo, em novembro de 2022.
Estádio Al Bayt vai receber a final da Copa Árabe — Foto: Allan Caldas
Os sistemas automatizados de impedimento utilizam câmeras e tecnologia computadorizada para rastrear os movimentos dos jogadores e da bola. Especialistas afirmam que deve ser mais preciso do que os impedimentos observados pelo VAR.
A“Operação de Guerra” paraas escoltas de torcedores organizados de Flamengo e Palmeiras me assusta. Viram quanta gente envolvida para dar “segurança” a eles?
Ospolicias não deveriam ter coisa mais importante para fazer?E o custo disso?
Não tem como se indignar:as autoridades são obrigadas a serem babás desse pessoal?
Leandro Pedro Vuaden, outrora um árbitro que não deixava o jogo ficar parado pois não marcava as “faltinhas duvidosas ou forçadas”, mudou o seu estilo há alguns anos. Além dessa característica citada, ele não titubeava em expulsar quando necessário.
Digo isso pois num curto prazo de tempo, dois lances para Cartão Vermelho que ele contemporizou (entrada de Calleri em David Luiz, onde o VAR corrigiu; entrada de Reinaldo em Renato Kayzer, sem correção). Mas no que se diferenciam e no que se igualam as entradas de Calleri e Reinaldo?
⁃ As diferenças: Carelli vai com “vontade” em David Luiz após reclamar que o flamenguista houvera cometido um pênalti contra seu companheiro, praticando um carrinho frontal. Isso é jogo brusco grave com força excessiva. Ressalte-se que o argentino estava longe e correu até o adversário. Reinaldo vai imprudentemente disputar com Kayzer, estando a uma distância curta, sem a mesma virilidade do que Carelli foi. Por estar com a perna levantada, correu o risco de cometer infração. E atenção: não atingindo é tiro livre indireto, sem cartão; atingindo bola e adversário, é tiro livre direto com Cartão Amarelo; atingindo exclusiva e certeiramente o adversário, é Cartão Vermelho.
⁃ As semelhanças: Ambos atingem com a sola da chuteira frontalmente seus adversários. Aí, independente da força excessiva ou violência, são situações para Cartão Vermelho.
Ontem, de novo, Vuaden não expulsou.Contra o Flamengo, o VAR chamou, mas contra o Athlético, não. Os adversários do Tricolor na luta contra o rebaixamento devem estar chateados…
Em tempo, insisto: árbitros veteranos são exemplos para os mais jovens. Ao “segurar” cartões, esses experientes juízes “fazem escola aos demais”…
Ops: o “Zé Boca-de-Bagre”, amigo do meu querido Professor Reinaldo Basille, me perguntou: se Vuaden tivesse dado Cartão Vermelho “de bate-pronto” ao Carelli há 10 dias, por iniciativa própria e sem VAR, teria voltado ao Morumbi nesta 4ª feira ou seria vetado?
Se existisse o prêmio de “Pereba do Brasileirão” (ao invés de “Craque do Campeonato Brasileiro”), o VAR levaria a “honraria”.
É incompreensível. Toda novidade pode ter dificuldade ao ser implantada, mas depois tende a evoluir. Após algum tempo, o VAR brasileiro só viu seu projeto involuir.
Digo isso pelos critérios de impedimento passivo / ativo que estão irritando (com razão) a torcida do Palmeiras. Entenda:
No Fluminense x Palmeiras, Yago chuta e a bola vai bater em seu companheiro que está em posição de impedimento (encobrindo a visão do goleiro). Ele se abaixa e a bola vai ao gol. O VAR não entende como impedimento ativo mas passivo. Errou ao validar o gol.
No Fortaleza x Palmeiras, Patrick de Paula chuta e a bola vai bater em seu companheiro (Gustavo Gómez) que está em posição de impedimento (encobrindo a visão do goleiro). Ele abre as pernas e a bola vai ao gol. O VAR entende como impedimento passivo. Acertou ao validar o gol (sobre esse lance, comentamos aqui – acesse para entender didaticamente a Regra: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/11/21/o-acerto-do-var-na-anulacao-do-gol-em-fortaleza-1×0-palmeiras/).
Porém, embora 2 lances idênticos tenham tido diferentes decisões, na noite desta 3a feira uma jogada muito parecida trouxe a ira dos jogadores do Palmeiras. Entenda: Hulk (CAM) chuta para o gol e Nacho Fernandez (CAM) está em posição de impedimento. O atleticano teria passado da condição de passivo para ativo, e atrapalhado o goleiro Jaílson (SEP), quando a bola passa por ele?
Repare que Nacho não está exatamente na frente de Jailson, atrapalhando seu campo visual, na hora do chute. Mas o detalhe é: durante a trajetória da bola, ela faz uma curva forte, e ele se vira para que ela não bata nele. É nesse momento que a atenção da visão do goleiro é atrapalhada.
Enfim:
1- se o chute vai reto e firme para o canto esquerdo de Jailson, gol legal, pois Nacho não teria atrapalhado em nada.
2- Indo ao canto direito em curva, gol ilegal, pois atrapalhou o goleiro.
Repito: cadê a interpretação correta da Regra (acima até da questão da uniformização de critérios)?
Imagem: Print da tela com marcações do autor do texto.
Li em um artigo de 2015 algo muito interessante: 9 ideias de parceiros organizadores e patrocinadores da Copa do Mundo de Rúgbi para deixar a sensação do torcedor mais próxima da dos atletas.
Mas os 3 principais detalhes das 9 propostas ali elencadas e que me fizeram atentar para a postagem (seriam extremamente legais para o futebol) são:
Câmeras futuristas nos uniformes dos jogadores, a fim de que os telespectadores possam ter a mesma expectativa e visão de quem chuta uma bola;
Detector de concussões, através de micro-sensores.
Câmera acoplada no microfone do árbitro, a fim de que quem esteja assistindo, possa ter o mesmo ângulo do árbitro para entender o que foi marcado (sendo também mais uma imagem para o VAR compartilhar em caso de necessidade).
E aí, o que você pensa sobre essas ideias? Deixe seu comentário:
Quando um time grande cai para a Série B, é sempre uma vergonha. Subir torna-se uma obrigação (e sendo grande, é cobrado pelo título).
O Botafogocaiu mais uma vez para a Segundona em 2020, e agora em 2021 voltou. Vejo muita gente festejando o “Bicampeonato do Brasileirão Série B” (como o Palmeiras fez certa vez). Mas… se é um time realmente grande, não se deve festejar o acesso como um alívio, e o título como uma mera formalidade? Ou não é bem assim?
Time grande que comemora taça secundária como título mundial, respeitosamente, está se acostumando a ficar pequeno – e isso não é bom.
Luiz Flávio de Oliveira não havia marcado pênalti quando o VAR o chamou para verificar uma suposta infração de Dawhan (JUV) e Diego Costa (CAM). E foi ou não?
Em câmera lenta, a impressão pode ser outra. Na velocidade real, sem tirar a dinâmica verdadeira, eu não marcaria pênalti. E explico: “Estar agarrando” ou “Puxar alguém” não são necessariamente faltas, pois elas só se consomem quando você impede o adversário de jogar.
Na minha avaliação, o experiente atacante, quando sente o abraço adversário, desaba e cava. A arbitragem, iludida, erra e confirma o que não foi. Errou.
Um corta-luzé um drible sem bola?Claro que sim. É diferente de um atleta correr da bola para manifestar que não quer participar do lance (esquivando-se sem interferir em ninguém).
Quando Patrick de Paula (SEP) chuta para o gol, Gustavo Gómez (SEP) está em posição de impedimento na frente do goleiro Marcelo Boeck (FOR) e atrapalha seu campo visual. Esse fato já é motivo para dizer que estava em impedimento ativo (que não significa necessariamente “tocar na bola”). Ao abrir as pernas (nesta situação específica, estando encobrindo o campo visual do adversário), há nova interferência.
Portanto, acertou o árbitro ao anular o gol(que seria de empate) no final do jogo.
Parabéns ao Athletico e ao Red Bull Bragantino por chegarem a uma final de competição internacional. Peñarol, Corinthians, Grêmio e outros “grandões” não conquistaram a vaga à decisão da Copa Sul-americana, mas os dois citados, sim. E o título dos sulistas pelo gol de Nikão acaba sendo somente um detalhe (afirmação cruel para quem perde o jogo, óbvio). Para mim: as duas agremiações são dignas de aplausos.
Aliás, a grandeza atual do Furacão pode “furar a lista dos 12 tradicionais” do Brasil?Até quando serão catalogados 4 de SP, 4 do RJ, 2 de MG e 2 do RS?
Óbvio que os “atuais times grandes do Brasil” têm uma história impagável, títulos gloriosos e uma torcida numerosa. Mas compare os títulos do Athletico neste século e os de Botafogo e Vasco! Mensure, ainda, o que o Red Bull Bragantino tem feito nesses últimos dois anos: é para invejar Cruzeiro e outros, não?
Por fim: daqui a 10 anos, quem serão os grandes de verdade? E daqui 50?
Não gosto de bajular ninguém, pois acho que a correção deve ser obrigação. Já as críticas, em qual ramo forem, devem ser construtivas e respeitosas.
Digo isso pois quero elogiar Wilson Luís Seneme, o presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol. Resistiu ao “fantasma” Carlos Alarcón (de tantos prejuízos à imagem da arbitragem Sulamericana, um dos homens que se perpetualizou no poder dentro da entidade), manteve-se sóbrio e trabalhando na difícil missão de renovar e capacitar os árbitros sulamericanos (veja Andrés Matonte, de apenas 33 anos, árbitro da final da Copa Sulamericana: um risco – mas que se reconheça a coragem de quem o escala).
Mais do que isso, a divulgação pública dos áudios do VAR e a suspensão aos árbitros Roberto Tobar e Andrés Cunha (o primeiro pela peitada em Neymar no Brasil x Colômbia, o segundo pela pipocada em não expulsar Otamendi em Argentina x Brasil).
Não é fácil tomar tais atitudes. Especialmente quando não se tem mão-de-obra qualificada e os seus melhores não correspondem. É como um time de futebol: o centroavante consagrado dá uma cavadinha irresponsável na cobrança de pênalti e sua displicência levará às críticas ao treinador por não conseguir hipoteticamente uma vitória. Da mesma forma, um medalhão deixa de dar um Cartão Vermelho a um zagueiro e a culpa respinga em quem o escalou.