– Merecidos aplausos para Seneme.

Não gosto de bajular ninguém, pois acho que a correção deve ser obrigação. Já as críticas, em qual ramo forem, devem ser construtivas e respeitosas.

Digo isso pois quero elogiar Wilson Luís Seneme, o presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol. Resistiu ao “fantasma” Carlos Alarcón (de tantos prejuízos à imagem da arbitragem Sulamericana, um dos homens que se perpetualizou no poder dentro da entidade), manteve-se sóbrio e trabalhando na difícil missão de renovar e capacitar os árbitros sulamericanos (veja Andrés Matonte, de apenas 33 anos, árbitro da final da Copa Sulamericana: um risco – mas que se reconheça a coragem de quem o escala).

Mais do que isso, a divulgação pública dos áudios do VAR e a suspensão aos árbitros Roberto Tobar e Andrés Cunha (o primeiro pela peitada em Neymar no Brasil x Colômbia, o segundo pela pipocada em não expulsar Otamendi em Argentina x Brasil).

Não é fácil tomar tais atitudes. Especialmente quando não se tem mão-de-obra qualificada e os seus melhores não correspondem. É como um time de futebol: o centroavante consagrado dá uma cavadinha irresponsável na cobrança de pênalti e sua displicência levará às críticas ao treinador por não conseguir hipoteticamente uma vitória. Da mesma forma, um medalhão deixa de dar um Cartão Vermelho a um zagueiro e a culpa respinga em quem o escalou.

Foto: Conmebol (divulgação), extraída de: https://www.conmebol.com/pt-br/wilson-seneme-o-compromisso-e-com-o-futebol-e-um-arbitro-deve-ir-em-busca-da-excelencia

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