– Que a bola processe a todos!

Dias atrás, ouvi o jornalista Flávio Prado brincar que o último Majestoso do Paulistão foi tão feio que a bola deveria processar os jogadores, de tanto que a judiaram. PERFEITO!

Parafraseio o Flávio para falar sobre o primeiro jogo entre Corinthians 0x1 Palmeiras da Final. Foi um jogo que simboliza perfeitamente o Brasil de hoje: ninguém quer jogar bola, todo mundo quer reclamar, falta competência e quando se consegue alguma coisa, acomoda-se!

Cadê o futebol brasileiro de outrora? Me recordo que quando se falava de futebol inglês, imediatamente se pensava no “chuveirinho” e no jogo monótono. Hoje, que diremos?

Corinthians e Palmeiras maltrataram a bola. Leandro Bizzio Marinho maltratou o apito; ou melhor, os cartões. O árbitro demorou para se acertar na parte disciplinar, e quando o fez, deu um cartão atrás do outro. Quanto a parte técnica, nada a reclamar, afinal, não foi exigido (pois jogo-jogado, não teve).

Meu medo é esse: como as crianças se animarão em vestir a camisa dos times nacionais com esse show de horrores, ao invés das do Barcelona, Manchester City e PSG?

Pobre futebol brasileiro… e com a cartolagem atual, nada vai mudar.

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– Por que a Inglaterra não terá árbitro na Copa da Rússia?

Como é sabido, a FIFA divulgou a relação dos árbitros para a Copa do Mundo 2018. O Brasil repete seu trio com Sandro Meira Ricci, Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen. Normal e esperado.

O anormal é a ausência de árbitros ingleses na lista, sendo a Inglaterra berço do futebol e das regras, tendo juízes de futebol profissionais e de alto nível.

Teria sido evitado um inglês na Rússia por conta do caso envolvendo a suspeita (99% confirmada) de envenenamento do ex-espião da KGB em Londres?

Muito provavelmente, sim. Se desejou evitar um constrangimento diplomático, já que há quem, dentro da Inglaterra, sugeriu boicote do English Team no Mundial.

Importante: segundo Sálvio Spinola Fagundes Filho, Mark Clattenburg, o possível árbitro da Inglaterra na Copa do Mundo, encerrou a carreira para ser dirigente esportivo. A UEFA optou por não substituir seu nome na relação de pré-selecionados.

A lista completa, abaixo:

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– A Polêmica do Árbitro da Final entre Corinthians x Palmeiras

Muita discussão envolvendo o nome do árbitro Leandro Bizzio Marinho para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2018.

Nesta semana, coloquei-o como um dois prováveis nomes para a final “na bolsa de apostas” da arbitragem para a decisão (Penúltimo parágrafo em: https://wp.me/p55Mu0-1V5, onde explico não ser o melhor nome, mas ser bem quisto pelos cartolas).

Bizzio já apitou jogos tanto de Corinthians como de Palmeiras, que já ganharam e já perderam com ele. Recentemente esteve em Bragantino 3×2 Corinthians. Mas por quê tanto alvoroço?

Porque alguém deu print do seu Facebook sobre postagens dele e de seus familiares falando sobre jogos de futebol e dando atenção à ele como se fosse corintiano.

Bobagem. Árbitro de Futebol torce para a sua carreira, e depois que entra no meio do esporte esquece seu time do coração de quando era criança. Está preocupado em ir bem nos seus jogos apitados, e não nos times trabalhados.

O grande problema é que, depois das publicações divulgadas, se errar contra o Palmeiras, dirão que é corintiano. Se errar contra o Corinthians, dirão que fez média com os palmeirenses. Assim, a grande dificuldade de Bizzio – que não é um talento absoluto, mas um árbitro razoável, como outros do quadro, que sabe apitar e que terá que se superar – será a pressão e a cobrança exagerada durante os 90 minutos.

Não acredito em desonestidade e torço para o árbitro fazer um bom trabalho. Não o tenho em minhas redes sociais (ele entrou no meu Facebook faz tempo, conversamos sobre futebol, arbitragem, sindicato dos árbitros e outras coisas do meio e depois desfez a amizade – isso há anos, talvez seja por eu não concordar com os métodos de trabalho do sindicato da categoria na qual ele faz parte), mas tenho respeito pelo homem e pelo profissional.

Abaixo, algumas postagens que se espalharam pelas diversas redes sociais e que são de 2012 (twitter, facebook, google plus). Não estão aqui as que contém telefone ou dados pessoais. Avalie: é para se fazer tanto auê entre palmeirenses ou exagero?

REPITO: creio na honestidade de Leandro Bizzio, desejo um ótimo trabalho a ele e espero que suporte bem a pressão criada por internautas. Mas confesso: se fosse ele, tomaria muito cuidado em postar essas coisas nas redes sociais. Eu entendo ser coisa entre amigos e parentes no tom de brincadeira, mas torcedor de futebol mais fanático é capaz de não entender… Agora, que ele precisa “dar uma limpa” em seu círculo de amigos virtuais, ô se precisa! Quem vazou, fatalmente está no Facebook dele.

INSISTO: pelas postagens dele acima (não publiquei as do telefone, do apelido de infância e da página da esposa dele por achar que tira a privacidade do rapaz, por respeito e entender que os torcedores já o fizeram à exaustão), não o crucificaria jamais. Apenas recomendaria para se policiar mais. Afinal, não basta ao árbitro de futebol ser honesto e tomar certos cuidados. Deve entender que é uma figura pública!

 

– Análise de Corinthians 1 (5)x(4) 0 São Paulo, Semifinal Paulistão 2018

Estou muito a vontade para escrever que não gostei da forma disciplinar como conduziu o Majestoso desta última quarta-feira o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Redijo muito respeitosamente pois, afinal, tenho dito em minhas searas que os dois melhores árbitros nesse Paulistão estavam sendo o próprio Vinícius e Flávio Rodrigues de Souza, até mesmo à frente de Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira, os dois árbitros FIFA atuais. Sempre por questões meritocráticas.

Entretanto, se tecnicamente Vinícius Dias esteve muito bem dentro de campo (marcou as faltas que ocorreram corretamente, teve discernimento justo nos lances de avaliação/ interpretação de infrações ou não) e nenhuma das equipes pode reclamar desse quesito, disciplinarmente foi muito ruim (dando motivo para as duas equipes reclamarem nesse contexto).

Em cartões amarelos, somente 2 aplicados no primeiro tempo (Corinthians 0x2 São Paulo), e no segundo tempo, 5 cartões (Corinthians 4×1 São Paulo). Mas esses 7 cartões foram poucos e começaram a ser aplicados tardiamente. Se usasse o rigor a contento, teríamos vários atletas expulsos por reincidência.

O bom árbitro caiu no mesmo erro de Raphael Claus no jogo de ida: “conversou e segurou cartões” a fim de não tirar nenhuma “estrela” das finais. É a pressão do peso de duas camisas fortes que inconscientemente leva a isso. Eu elogiei Claus na semana passada por conversar com os atletas e treinadores no intervalo para que não perdesse o controle da partida (e reforcei que isso não poderia acontecer durante o jogo, com a bola rolando). Quando acontece essa conversa excessiva, o árbitro deixa de exercer a sua função e passa a ser mediador do jogo. Esse foi o pecado do, repito, bom árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Me recordo de um jogo de uma grande equipe paulista em seu estádio (contra um grande do interior), onde eu era o quarto-árbitro e o árbitro principal aspirante à FIFA. Estando ainda no primeiro tempo, o volante do time grande deu um pontapé no atacante adversário em claro lance de cartão vermelho; mas o jogador do “grandão” só recebeu o Amarelo. No vestiário, o árbitro pediu a minha opinião e a dos bandeiras, e fomos unânimes em dizer que era para expulsão. Sua resposta foi:

“Sabe o que é, é que expulsar o cara ainda no primeiro tempo é f., pois se o (XXXX) chegar na final, os diretores vão lá na Comissão [de árbitros] e vetam seu nome nas finais. Se é que não vão direto ao presidente Marco Polo [que era o mandatário da FPF na época]“.

Tomara que não tenha sido pensamento deliberado dos árbitros dessas semifinais – o de não tirar ninguém das decisões – nem do Delegado Olim, que de antemão já havia dito que se o Palmeiras entrasse com o pedido de efeito suspensivo ao suspenso Jailson, o daria (o Verdão está em seu direito; o problema é alguém ligado à FPF entrar no mérito antes do pedido propriamente feito).

Enfim: para as finais do Paulistão deverão estar Claus e Luiz Flávio (pela lógica, afinal são da FIFA), Vinícius Dias e Flávio Rodrigues (por mérito, com a ressalva da partida de ontem) e Leandro Bizzio Marinho (por Dionízio Roberto Domingues gostar bastante dele, lembrando seu estilo de apitar – e até uma certa semelhança física).

ACRÉSCIMO: VEJO QUE NA SÚMULA NINGUÉM FOI RELATADO NA CONFUSÃO PÓS-JOGO, APENAS OS SEGURANÇAS DE AMBAS EQUIPES. Assim, se diretores ou jogadores se envolveram, passaram despercebidos.

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– Manipulação de Resultados na A3 Paulista? Agora, a denúncia é contra a União Barbarense.

De novo?

Outra denúncia de manipulação de resultados no Futebol do Interior Paulista. Assim como no ano passado, a série A3 seria o alvo dos apostadores pelos times e jogadores em dificuldades financeiras.

Saiba mais, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/paulista-serie-a3/noticia/barbarense-cai-na-a3-com-volante-no-gol-e-suspeita-de-manipulacao-de-resultados.ghtml

BARBARENSE CAI NA A3 COM VOLANTE NO GOL E SUSPEITA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS

Advogado do clube confirma que Boletim de Ocorrência foi registrado após denúncia de dois jogadores; sem nenhum goleiro à disposição, veterano Cláudio Britto atua na meta

O empate por 0 a 0 com o Marília, na manhã deste domingo, foi pano de fundo para um desfecho melancólico da campanha do União Barbarense na Série A3 do Campeonato Paulista. Sem nenhum goleiro à disposição, o Leão da Treze se despediu com um volante no gol e também uma polêmica extracampo, com suspeita de manipulação de resultados ao longo da competição.

Ao fim do jogo, os dois times caíram para a Segundona – equivalente à quarta e última divisão do futebol paulista. Também foram rebaixados Rio Branco, Matonense, Manthiqueira e Mogi Mirim.

O advogado do União Barbarense, Régis Godoy, confirmou em entrevista coletiva após a partida que o clube registrou um Boletim de Ocorrência a partir da versão de dois jogadores. Segundo Godoy, eles confessaram a participação no esquema e ainda citaram os nomes de outros seis atletas, além do técnico Claudemir Peixoto.

Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo  (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo  (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)

Antônio Lins Ribeiro Guimarães foi palco de muita polêmica na manhã deste domingo (Foto: Vinícius de Paula / Ag. Mirassol)

O advogado também disse que a Federação Paulista de Futebol já foi informada da situação. O Coronel Isidro Suita Martinez, do departamento de infraestrutura de estádios da entidade, estava presente no Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães para se informar melhor sobre o caso.

– Vou reservar o direito de não falar os nomes, nem os valores, mas surgiram dois jogadores que, infelizmente, confessaram para nós, citaram outros seis e também o nome do Claudemir Peixoto. Temos áudios gravados. É tudo suposição e não podemos acusar, mas, até para resguardar o clube, não poderíamos agir de forma diferente. Então, até por orientação da própria Federação Paulista de Futebol, registramos um boletim de ocorrência e fizemos a nossa parte de denunciar. Agora cabe as autoridades apurarem – afirmou Godoy.

– Os jogadores falaram até de números , citaram os jogos e os placares que, segundo eles, teriam sido fabricados. Tem de tomar muito cuidado, mas registramos os fatos que supostamente aconteceram. Torço para que tudo isso seja mentira, mas não poderia me omitir – completou.

Em entrevista à Rádio Luzes da Ribalta, de Santa Bárbara d´Oeste, o técnico Claudemir Peixoto, demitido recentemente pela diretoria, se defendeu:

– Eu estava viajando, resolvendo alguns problemas particulares quando vi meu nome envolvido nisso. Vou me pronunciar porque não tenho nada a ver com isso. Tenho história no União, não preciso disso. Fico chateado. Também falei com alguns jogadores, que me garantiram que não estão envolvidos. Mas isso não vai ficar assim não. Se alguém falou meu nome, vai ter de provar.

Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu  (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu  (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)

Demitido recentemente, Claudemir Peixoto se defendeu (Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte)

– Eu sempre trabalhei sério, nunca contei com a ajuda de ninguém. Se eu tivesse dinheiro, não estaria morando de aluguel. Dá até vergonha falar disso, mas hoje é a morte dos meus filhos que dá dinheiro para mim. Tenho vergonha na cara, vão falar uma coisa dessa de mim – afirmou, com a voz embargada.

Os jogadores que entraram em campo também comentaram as denúncias. Durante a semana, o União Barbarense, com mínimas chances de escapar, liberou seis jogadores que pediram para deixar o clube (o goleiro Thiago Luis, o zagueiro Edson Rocha, os laterais Souza e Lincoln e os atacantes Rafael Magalhães e Wilker).

“Logo mais vocês vão saber da história, mas os verdadeiros guerreiros ficaram aí” disse o volante Claudinei, aos prantos.

Como o goleiro Alan Tobias, que seria titular neste domingo, avisou no início da manhã que não apareceria para jogar, coube ao veterano volante Cláudio Britto, de 42 anos, atuar no gol. Depois de fazer as vezes de dirigente e também de treinador do Leão da Treze em 2017, ele largou a aposentadoria para tentar ajudar o time e desabafou sobre o cenário do clube.

– Nós fomos pegos de surpresa durante a semana, com indícios de algo errado. Precisamos tomar cuidado, são suposições. Mas nós que estamos aqui hoje somos vítimas, como a nossa diretoria e a maioria de quem ficou. Ficamos igual mulher traída. Mas que o povo barbarense saiba. Quem ficou não tem nada a ver com essa sujeirada desses indícios, se realmente for comprovada toda essa podridão aí – disparou Britto.

Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense  (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense  (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)

Cláudio Britto terminou a A3 no gol e indignado com a situação do Barbarense (Foto: Oscar Herculano Jr / EPTV)

Por meio da assessoria de imprensa, a Federação Paulista de Futebol também se manifestou:

– A FPF, por meio de seu Comitê de Integridade, investiga todas as denúncias envolvendo possíveis infrações. O órgão é composto por executivos da FPF, Ministério Público, TJD-SP e Polícia Civil, e atua no combate e na investigação a infrações, desvios de conduta e manipulação de resultado no futebol paulista.

Na arquibancada, os poucos torcedores que foram à Toca do Leão estenderam uma faixa pedindo para a equipe entregar o jogo, já que o resultado do União Barbarense poderia interferir diretamente na luta do rival Rio Branco contra a degola.

No fim, o Rio Branco fez a sua parte, venceu por 2 a 0 o Grêmio Osasco, em Americana, mas não escapou porque o Olímpia bateu o Atibaia pelo mesmo placar.

O União Barbarense encerra a campanha na Série A3 com 17 pontos, na 17ª colocação, e oito jogos consecutivos sem vitória. O Marília ficou logo acima, em 15º, com 20 pontos, assim como o Rio Branco, a dois do Olímpia.

– A correta preventiva de Claus no São Paulo 1×0 Corinthians

Fui perguntado sobre a atitude do árbitro Raphael Claus em chamar a atenção preventivamente de São Paulo e Corinthians, através de seus treinadores e capitães, antes do reinício do jogo.

Achei ótimo! Consciente, correto e zeloso para que o jogo não descambasse.

Se é possível fazer essa “resenha” antes do segundo tempo, percebendo que o clima está tenso, por quê não fazê-la?

Uma coisa é você, durante a bola rolando, ficar conversando e não punir os lances técnica e disciplinarmente (ou seja: deixar de cumprir a regra e não dar os cartões amarelos e vermelhos). Outra coisa bem diferente é chamar a atenção e pedir calma às equipes no intervalo, conscientizando-as da necessidade de menos bate-boca e mais bola rolando.

Em tempo: e a queixa do treinador Fábio Carille, sobre não ter sido cumprimentado pelo seu colega Diego Aguirre (que disse não o ter visto / reconhecido quando entrava em campo, pois estava atento ao jogo e passou “batido” por ele)?

Para mim, parece que essa reclamação é uma forma de começar pressionando bem o adversário no próximo jogo, acirrando os ânimos. É a tática que Vanderlei Luxemburgo muito usava: quando em desvantagem, arranjava um subterfúgio e tirava o assunto principal – o jogo em si – para uma “confusãozinha paralela”.

Faz parte do futebol.

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– Posso bater rápido uma falta a meu favor, sem esperar o apito?

Foi há sete anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o golNaquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: Nós estávamos desatentos…

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– Boa sorte e seja feliz, Ricci!

Desde domingo, quando o árbitro Sandro Meira Ricci, que esteve na Copa de 2014 e irá para a de 2018, anunciou seu casamento com a ex-bandeira Fernanda Colombo no Programa do Milton Neves, muita gente tem discutido “o fato”. Recebi até cobranças de amigos internautas para que escreve sobre isso.

Sinceramente: o que posso escrever? Posso falar sobre a condição técnica, sua competência como árbitro e avaliações de jogo, mas nunca julgar caráter ou falar de relacionamento amoroso! Não é a minha praia… (e nem quero que seja).

Ricci, quando era aspirante da FIFA e no seu melhor ano como juiz de futebol (onde apitou os grandes jogos naquela oportunidade – e o fez muito bem), não levou o escudo internacional e o perdeu para Péricles Bassols e Francisco “Chicão” de Alagoas. Somente um ano depois que conseguiu a honraria. Entretanto, em 2013 caiu muito de rendimento, sendo contestado às vésperas da Copa do Brasil e depois dela também. Houve até mesmo péssimas atuações, mas acho justa a sua indicação à Copa de 2018. Quem deveria estar no seu lugar? Se por força política ou não, não sei. Mas sei que ele é muito respeitado fora do Brasil e não fez jogos ruins nas partidas no Exterior.

Quanto ao seu relacionamento, se ter se divorciado ou não para ficar com a belíssima Fernanda, é problema dele! Eu sou casado, defendo a indissolubilidade do matrimônio cristão, mas respeito a todos. Quantos casais de segunda união não existem? Por casar outra vez ele será criticado? Só se for pela ex-mulher dele ou olha lá!

Repito: Sandro Meira Ricci não está no mesmo altíssimo nível de arbitragem de outrora, mas não é nenhum iniciante. E, cá entre nós, ninguém tem nada com a vida particular dele. Se ele quiser expor publicamente seus relacionamentos, não há problema. Só não é legal outras pessoas colocarem… (não sou advogado dele, só que acho sacanagem misturar as coisas – o profissional do pessoal).

  • Boa sorte, seja feliz no seu novo casamento e boa Copa do Mundo, caro Sandro!

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– A vacilada do juizão em Botafogo 2×3 Vasco

Errou feio o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro no clássico carioca ao não expulsar a entrada de Rildo (Vasco) em João Paulo (Botafogo). Para quem não viu o lance, os atletas estavam disputando uma bola que vinha pelo alto e o vascaíno levanta de forma perigosa a perna, vindo por CIMA.

A sola do pé na disputa determina tiro livre indireto, sem cartão. Quando essa disputa com a perna levantada concretiza em um toque no adversário, você muda a marcação: marca-se tiro livre direto, aplicando-se o cartão amarelo. Porém, se há força excessiva e lesiona o adversário, é falta com cartão vermelho (tudo isso é Regra do Jogo).

Você pode interpretar se o contato do pé levantado foi temerário (para Amarelo) ou de força e risco excessivo (para Vermelho). No mais, não há o que discutir pois Rildo levanta a perna antes da disputa efetiva e em uma situação de atraso que poderia ser evitada. Resta no primeiro momento saber se ele tocaria ou não o adversário e, sendo afirmativo o toque (como foi), punir conforme a intensidade.

Será que o juiz teve receio de expulsar um atleta num jogo tão importante logo no começo da partida, e por isso preferiu a não-expulsão?

Talvez. O certo é que, apesar do histórico violento de Rildo (embora seu treinador Zé Ricardo contemporize, esquecendo-se do papelão da agressão contra o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva em 2011 e da sua “pacífica” passagem pela Ponte Preta), você não pode julgar pelo passado do atleta para não exagerar na pena, mas cumprir a punição pelo lance pontual. Neste caso, há a necessidade de descartar acidente de trabalho (a chamada casualidade), pois tudo o que aconteceu era evitável.

Em tempo: uma casualidade é quando você, por exemplo, está olhando para cima e vai disputar a bola, igualmente a um adversário que não o vê, e alguém se acidenta. No lance de Rildo x João Paulo não foi isso, lembrando que o botafoguense acabou fraturando a perna direita.

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– Gabigol pode reclamar da arbitragem?

Seja no Campeonato Paulista, seja na Libertadores da América, a indisciplina do atacante Gabriel Barbosa, do Santos FC, tem sido latente.

Viram quantos cartões que ele recebeu desde que voltou ao Brasil? Talvez a média de Amarelos seja maior do que a de Gols.

Insisto: jogador de frente tem que RECEBER a falta e cavar cartões amarelos e vermelhos para a zaga adversária. É inadmissível o contrário!

Na vitória do Peixe contra o Nacional-URU, a sorte do Gabigol é que o time tem Sasha em ótima fase, Jair Ventura como treinador acima da média e, inegavelmente, uma joia : Rodrygo, que assim como Vinícius Jr do Flamengo, tem cara de moleque (no sentido respeitoso e irreverente da palavra) e jogam muita, muita bola mesmo.

Já, já, surgirão apelos para que Tite os convoque para a Copa do Mundo, visando ganhar experiência para o Catar-2022. Ou não acontecerá isso? Com Ganso e Neymar, em 2010, aconteceu…

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– A raquetada em Emelec 1×2 Flamengo

Vinícius Júnior custou mais de 50 milhões mas ainda não é titular do Flamengo? Não só pelo golaço de ontem, mas pelo conjunto da obra, irremediavelmente será o dono da posição de ataque antes de ir para a Europa.

Hoje o assunto é outro: como explicar o pênalti não marcado ao Mengão no Equador, pela Libertadores?

O árbitro Mario Diaz de Vivar (Paraguai) não viu a mão deliberada do atleta do Emelec dentro da área. Lance claro, indiscutível, facílimo de marcar. Grande bobeada do juizão.

Na década de 90, me recordo de um (raro) dirigente honesto do mundo da arbitragem (não vem ao caso o nome) que ao ver que o árbitro Epifânio Gonzales apitaria um jogo de determinado time brasileiro, fez careta e esbravejou:

F**** ** ***a, nunca acreditem em árbitro do Paraguai, eles sabem fazer a coisa bem feita.

Nunca me esqueço disso. Mas quase 30 anos depois, isso mudou. Ou não? Ops: Romero, centroavante do Corinthians, pode não ter gostado desse comentário.

Em tempo – onde é que estava escondido o óculos “a là Nick Flury dos Vingadores“, que surgiu durante a comemoração do gol do Flamengo? Não sei se recebeu o Amarelo, mas deveria ter recebido caso não tenha levado.

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– A Regra é Clara e a nota da ANAF: muito mi-mi-mi?

Viram a nota de repúdio da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol reclamando do novo quadro da Sportv?

Os comentaristas de arbitragem da Rede Globo discutem os lances da rodada reunidos. Muito bacana e instrutivo ao torcedor comum. Ótimo para quem gosta de estudar as Regras de Futebol.

Só que nem todo mundo gostou…

Arthur Alves Jr, o “Arthurzinho do Sindicato” (para quem não ligou o nome à pessoa: é aquele senhor que fica com o tablet tirando fotos no gramado em boa parte dos jogos na Capital), divulgou uma nota reclamando da exposição dos árbitros.

Será que os juízes não aceitam ou não aguentam críticas?

Ora, se elas são educadas e democráticas, portanto são válidas e devem ser respeitadas. O que não pode é xingar ou fazer juízo de desonestidade sem provas, que acabe ofendendo a honra das pessoas como criminosas. Quanto a erros ou acertos, a crítica é normal! Quer mais do que alguns programas que escracham jogadores, técnicos e outros membros do futebol?

Parece um momento desnecessário da entidade dos árbitros.

Entenda o imbrolho, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/03/13/associacao-de-arbitros-questiona-novo-quadro-do-sportv

O QUESTIONAMENTO DO NOVO QUADRO DO SPORT

Por meio de um comunicado publicado no site da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf), o presidente do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) criticou o quadro “A Regra é Clara”, que estreou na última segunda-feira (12) no programa “Seleção SporTV”.

Arthur Alves Junior afirmou que os profissionais de arbitragem acabam expostos pelo programa. “Nossos profissionais são exigidos constantemente. Não queremos esconder nossos equívocos embaixo do tapete, porém podem ser discutidos em fórum apropriado”, declarou o presidente do Safesp.

“Não vejo as equipes exporem seus atletas. Isso não pode ser feito com nossos árbitros”, completou.

Na estreia do quadro, os ex-árbitros Arnaldo Cezar Coelho, Leonardo Gaciba e Paulo César de Oliveira analisaram lances da rodada do fim de semana e apontaram se a arbitragem atuou de forma correta.

Convidados, Gaciba e Paulo César votavam se concordavam, discordavam ou ficaram em dúvida sobre as decisões dos árbitros. Para tal, tinham que apertar botões verde, vermelho e amarelo, respectivamente.

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– Pra quê a fórmula mirabolante de escala para o Campeonato Paulista?

Foram sorteados os árbitros para a primeira rodada dos mata-matas do Paulistão. Mas você sabe como é essa escolha?

É uma metodologia cheia de detalhes, talvez exagerada e bem desnecessária. Não era mais fácil colocar os árbitros desejados e escolhê-los conforme a bolinha cai?

Vejam que “samba-do-crioulo doido” é a explicação da ata; clique aqui: http://2016.fpf.org.br/arquivos/201803/1866355679.pdf

Pergunto: pra quê tudo isso, que beira um circo? Não precisa nada disso para o cumprimento da lei. O excesso faz com que o torcedor comum reclame e/ou desconfie.

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– Sobrou para o Dorival!

O “homem que não colocava a bola para dentro do gol“, como mesmo disse em entrevista coletiva, ao se referir à má finalização de seus atletas, Dorival Jr, foi demitido do São Paulo FC.

Outro treinador? Mais um?

Onde estão os dirigentes respeitados, polidos, fortes e honrados do Tricolor do Morumbi?

Os jogadores não são lá essa coisa; os cartolas que demitem “n” profissionais também; então é mais fácil a corda estourar no lado mais fraco mesmo…

Ninguém demite / tira o Leco, né? Não era ele o diretor de futebol que queria demitir o Muricy Ramalho, que se sustentou no cargo e ganhou 3 vezes seguidas o Brasileirão?

Em tempo: do jeito que a moda vai, todo mundo espera o efeito “Carille”. Assim, André Jardine vai até onde der no cargo.

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– Os comentaristas de arbitragem na TV fazem bem ou mal ao futebol em geral?

Recebi esse texto e dei uma fuçada na Internet para ver se era fake ou não. E encontrei uma reprodução em um site sério, mostrando que era real: a interessante crítica do jornalista Mauro Cezar Pereira sobre os comentaristas de arbitragem (realizada no meio do ano passado), mas que é extremamente pertinente aos dias atuais.

Em determinado momento, Mauro faz argumentos diversos e diz que “os comentaristas de arbitragem da TV aberta são extremamente nocivos ao futebol brasileiro”.

Na fala, ele pondera a não-generalização e faz importantes considerações.

Achei interessante e compartilho o artigo para um respeitoso debate e troca de ideias.

Extraído de: http://www.esporteemidia.com/2017/08/mauro-cezar-critica-comentaristas-de.html

MAURO CÉZAR CRITICA COMENTARISTAS DE ARBITRAGEM DA TV ABERTA; ‘NOCIVOS AO FUTEBOL’

Durante o ‘Bate Bola na Veia’ desta quinta-feira (24), na ESPN Brasil, ao analisar a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio no clássico Flamengo x Botafogo, válido pela semifinal da Copa do Brasil, Mauro Cézar Pereira criticou os comentaristas de arbitragem da TV aberta que, em sua visão, chancelam as decisões erradas dos árbitros.
“Na TV aberta estava lá o Paulo César Oliveira, que sempre me pareceu uma pessoa muito simpática nas vezes que o encontrei, nada pessoal, mas passa o tempo todo chancelando a decisão do juiz. Para a grande massa que está acompanhando na TV aberta, o supostamente especialista fica chancelando tudo e isso colabora com esse tipo de coisa [decisões erradas do árbitro]”, opinou.
Depois, Mauro Cézar disse que os comentaristas de arbitragem são nocivos ao futebol. “Se o árbitro for ousado a ponto de fazer algo diferente, ele não vai ser chancelado pelo comentarista de arbitragem. Ele vai ser criticado. Isso é histórico. Os comentaristas de arbitragem da TV aberta são extremamente nocivos ao futebol brasileiro. Não estou generalizando nem dizendo que é sempre assim, mas muitas vezes são”, concluiu.

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– O erro no momento derradeiro em Santos 1×1 Corinthians

Deu azar (aliás, vem dando má sorte em clássicos há algum tempo) o árbitro Luiz Flávio de Oliveira no SFC x SCCP deste domingo.

A torcida santista que desde o tempo do seu irmão Paulo César pega no pé da família Oliveira, reclama de um pênalti não marcado bem no final da partida no Pacaembu que poderia originar o gol da vitória (de virada) ao Peixe sobre o Timão. A bola foi dividida próximo à linha penal e marcou-se tiro livre direto. Mas as queixas são com ou sem razão?

Com razão, mas é preciso levar em conta algumas situações:

  1. O desgaste do jogo cheio de percalços (como mais uma queda de energia no Estádio Paulo Machado de Carvalho);
  2. A má fase do bom árbitro;
  3. O momento de tensão do jogo; e, o principal…
  4. A velocidade e localidade da infração.

Explico o último item: apesar de Luiz Flávio estar bem posicionado, os pés dos jogadores tentando a bola se embaralham e impedem do árbitro ter certeza se foi dentro ou fora da grande área. O toque é rápido, isso também atrapalha o poder de decisão do juiz. E ouso dizer: houve tanta dúvida do que foi marcado, que o local onde a bola foi colocada e a falta foi cobrada é bem distante do real ponto onde aconteceu a infração (para justificar, consciente ou não, a bola foi puxada bem fora da área).

Que existiu o erro, não há o discutir. Mas tenhamos certeza: se fosse marcado o pênalti, Luiz Flávio marcaria com a mesma falta de convicção de como foi marcado o tiro direto, pelas dificuldades citadas.

Enfim, o mais irônico é que esse lance seria facilmente resolvido com a utilização do árbitro de vídeo, aprovado e incorporado às regras no dia anterior (e que no Brasil os testes ficaram só no discurso)! Com a grana que a Federação Paulista de Futebol tem, não era correto ter o uso experimental do recurso? Lembrando que para o Brasileirão, Santos e Corinthians votaram contra o uso do VAR em 2018.

Sobre a oficialização do Vídeo-Árbitro (VAR), compartilho em: https://wp.me/p4RTuC-lIs 

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– Cartão Vermelho está de bom tamanho?

Ao ver o lance de expulsão do jogo Junior Barranquila x Palmeiras, me pergunto:

“- O que leva a um atleta profissional dividir uma bola (ou dizer que vai dividir) tão perigosamente quando o atleta colombiano?

Ridículo. Um jogo de suspensão é pouco.

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– Real Garcilaso x Santos com árbitro “Duro na Queda”

Gery Vargas, boliviano de 36 anos e entrando no seu 6o ano no quadro da FIFA, fará apenas seu 4o jogo na carreira em Libertadores da América (duas partidas em 2016 e uma nesse ano entre Carabobo x Guarani). Ele já apitou o Mundial Sub 17 e o Sulamericano Sub 20, competições que “testam” árbitros novos da FIFA. É justamente esse o curriculo do árbitro de Real Garcilaso x Santos.

Vargas costuma aplicar cartões exageradamente e às vezes quer se impor em campo com algum excesso de rigor. Recentemente, foi acusado de dar uma cotovelada de maneira proposital em um jogador que reclamava da sua atuação, na partida da Copa Sulamericana entre LDU x Defensor. Avalie, abaixo,

A confusão em: https://youtu.be/QXbPuDXLEPc

– Nenhuma vitória brasileira na Libertadores, erros do árbitro em Flamengo 2×2 River Plate e o juizão de Junior Barranquila x Palmeiras

Na chamada “fase principal” da Libertadores da América”, o Cruzeiro perdeu, Grêmio, Flamengo e Corinthians empataram, restando nesta quinta-feira aguardar a primeira vitória de time brasileiro com os jogos envolvendo Santos e Palmeiras.

Ontem, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), com portões fechados, uma arbitragem determinante impediu a vitória do Flamengo contra o River Plate. Aos 39 minutos, após o cabeceio do zagueiro flamenguista Rever, o argentino Zuculini utilizou propositalmente o braço na bola. Pênalti não marcado. Some-se essa falha ao 1o gol do River Plate, onde o atacante Mora recebe e cabeceia a bola em posição de impedimento. Houve uma reclamação no final do jogo de um suposto pênalti de Rever por mão na bola: não foi, pois o braço estava colado ao corpo e bateu sem intenção alguma.

A curiosidade no jogo do Mengão é que o árbitro que estava escalado era o experiente Victor Carillo (PER), mas foi substituído na última segunda-feira por seu compatriota Michael Espinoza, com a justificativa de que Carillo estava adoecido (sem maiores detalhes). Espinoza, bem mais fraco que Carillo, apitou Flamengo 4×0 Chapecoense pela Copa Sulamericana, e apesar do placar elástico e aparentemente fácil de apitar, foi uma atuação horrorosa naquela oportunidade.

Nesta quinta-feira, outra curiosidade: Enrique Cáceres, o paraguaio de 43 anos que é muito rodado, apitará Junior Barranquila x Palmeiras. Ele é o mesmo juizão do confronto entre Peñarol x Palmeiras da confusão que envolveu Felipe Melo em Montevidéu, onde os uruguaios quiseram tirar satisfação da polêmica frase de “vou bater com responsabilidade”. Será que o árbitro terá alguma lembrança negativa daquela ocasião?

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– A 1a vítima da mudança da Regra do Futebol

Há algum tempo, quando mudou a questão da “paradinha” nas cobranças de pênalti na Regra do Futebol, eu estava ansioso de ver o debute de tal nova orientação e a reação dos atletas e torcedores.

Hoje, você pode fazer a paradinha enquanto corre para a execução do tiro penal (igual ao que Neymar faz em suas cobranças, desacelerando e depois chutando). O que não pode é parar definitivamente no momento do toque. Se o cobrador fizer isso, o gol é anulado e o executor recebe cartão amarelo, sendo que o pênalti se transforma em tiro livre indireto para o adversário.

Achou punitivo demais?

Imagine estando 0x0 em um Corinthians x Palmeiras, aos 45 minutos do segundo tempo Kazim (supostamente com Cartão Amarelo) vai cobrar um pênalti, dá a paradinha proibida e sai o gol? Juizão tem que anular o gol, dar falta ao time palmeirense e aplicar o Segundo Amarelo (e consequentemente o Vermelho) ao jogador corintiano. O pau vai comer!

Aconteceu tal situação assim na partida Tottenhan 6×1 Rochdale pela Copa da Inglaterra, com a arbitragem de Paul Tierney. Repare no vídeo abaixo a expressão de inconformismo e até mesmo “gozada” do cobrador dos Spurs, o coreano Son, após ter seu gol anulado e receber o Amarelo, sem entender a Regra do Jogo!

Assista em: https://t.co/PEQCIrXOFv

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– Gabigol e o cartão bobo contra o Santo André. Há a preocupação de evitar Amarelos?

Gabriel Barbosa tem feito gols importantes na sua volta ao Brasil, depois do fiasco no Exterior. Mas está fora do clássico contra o Corinthians, no próximo final de semana, após um evitável Cartão Amarelo (que era o seu 3o) contra o Santo André.

Profissional que ganha muito dinheiro, mas irresponsável dentro de campo. Estar suspenso por tal ato valeria ser multado pelo seu clube ou não?

Uma pena por ser uma atração a menos no jogo. Mas quem “paga o pato” é o Peixe, que gasta uma alta grana e não pode contar com o jogador em partida tão importante. Aliás, um atacante receber 3 cartões amarelos em 4 jogos é muito, não?

Sempre disse desde quando apitava: jogador de frente tem que receber falta para amarelar a zaga adversária, nunca ficar pendurado por cartões.

Alguém precisa conversar com o menino…

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– Os pênaltis de Corinthians 2×0 Palmeiras

Muita polêmica no Derby de sábado realizado em Itaquera. Em especial, às fortes reclamações pós-jogo do goleiro Jailson, insinuando constantes prejuízos à sua equipe. Mas ele se queixa com ou sem razão?

LANCE 1 Estando no 2o tempo e com o placar marcando SCCP 1×0 SEP, o time alvinegro avança no campo do adversário alviverde. Eis que uma bola é lançada para Renê Jr e Balbuena. O 1o em condição legal, o 2o em posição milimétrica de impedimento. Ambos correm para o domínio da bola. Balbuena está em impedimento passivo e não fica em impedimento ativo por estar correndo em direção à bola; ele só se tornará em impedimento ativo quando disputa-lá com o adversário efetivamente (é a nova orientação da Regra do Jogo, concordemos ou não). Balbuena não disputa a bola com Jailson, ele abandona o lance e permite que Renê Jr continue a jogada (e o bandeira 2 Anderson de Moraes Coelho acerta na sua permissão de continuidade do jogo ao não erguer seu instrumento). O goleiro Jailson sai “a la Fábio Costa”: um pé na disputa legal da bola e outro levantado com a direção da sola no corpo do oponente. Isso não é jogo brusco, é conduta violenta. Também não é a chamada ação temerária (que caracteriza cartão amarelo), é lance para Cartão Vermelho. O árbitro Raphael Claus deixa o jogo seguir e não entende como lance faltoso naquele momento.

Com sua experiência e sendo árbitro FIFA, duvido que tenha tentado arriscar dar vantagem no lance de pênalti (existe sim vantagem em pênalti, mas é uma situação rara de acontecer – e que não ocorreu na Arena Corinthians), tanto que até a bola parar o jogo prosseguiu normalmente e o tiro de meta foi marcado. Como o jogo não foi reiniciado, é possível voltar atrás em qualquer marcação. E foi isso que o árbitro fez: voltou atrás e marcou pênalti.

Logicamente que o tempo da mudança da sua decisão e a imagem na qual ele se vira ao quarto árbitro José Cláudio da Rocha Filho faz crer que alguém soprou a ele tal ocorrência. Há na imprensa o registro que após ver sangue saindo do atleta do Corinthians, Claus declarou que repensou sua opinião e isso foi determinante para mudar de decisão.

Se foi isso realmente o que aconteceu (ter visto sangue) ele cometeu uma falha, pois está marcando tardiamente em hipótese / suposição! Imagine se os atletas estão próximos à trave, não ocorre nenhuma irregularidade na jogada mas o atleta se enrosca num dos ganchos do poste e se machuca? Vai marcar pênalti imaginando que o sangramento é fruto de uma dividida, mesmo que tenha sido legal do goleiro? Dessa forma, toda a casualidade seria infração! Se não fosse assim, a Regra diria que as marcações da arbitragem deveriam ser de acordo com a consequência do lance, e não na ação do infrator!
Resumidamente: por linhas tortas e indevidas o pênalti (verdadeiramente acontecido) foi marcado.

LANCE 2 Dudu, que já tinha Cartão Amarelo, comete uma falta comum em seu adversário dentro da área. É pênalti, sem aplicação de cartão amarelo (há o erro de se crer que toda a infração penal deve ser punida acompanhada de cartão amarelo ou vermelho). Acertou Claus, apesar da esperada pressão corintiana para o segundo amarelo a Dudu, que é um atleta visado pelos outros jogadores adversários.

Enfim – os dois pênaltis existiram (apesar do procedimento complicado na marcação do 1o penal) e os cartões foram corretos nesses dois lances.

Uma observação final: e a super exposição do árbitro Raphael ClausSó tem ele para clássico paulista? Todo jogo se “sorteia” ele? E a renovação?

Insisto há algum tempo: já passou da hora de renovar os dirigentes, como Dionísios, Sérgios, Marinhos e outros militares que mandam na arbitragem paulista e brasileira.

Foto: Marcos Ribolli – GE

 

– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

 

– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

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– O pênalti corretamente assinalado e a trolagem erroneamente disseminada.

Justiça seja feita: muitas vezes critiquei as razoáveis / ruins atuações do árbitro Adriano de Assis Miranda, mas ele foi bem no Morumbi na partida entre São Paulo x Bragantino. O Tricolor venceu o Massa Bruta com um gol de pênalti cobrado por Nenê.

Sobre o pênalti, corretamente assinalado no be-a-bá perfeito da arbitragem: próximo à jogada, no posicionamento correto em que o árbitro deve estar, Adriano percebeu que a perna do são-paulino foi atingida pelo chute do adversário de Bragança e a bola não foi adiantada para se crer em simulação. Aliás, o movimento dela é bem significativo, mostra que quem a conduzia foi interceptado e sua velocidade se mantém “à espera de querer ser chutada”. Enfim: todos os indícios para se marcar pênalti.

Se o jogo foi fraquinho dentro de campo, uma polêmica desnecessariamente criada ocorreu fora dele: a brincadeira do Canal a Cabo Esporte Interativo no qual há um veado para anunciar o começo do jogo no Morumbi. Isso provocou a ira dos torcedores nas Redes Sociais e virou um tremendo antimarketing para a emissora.

Em São Paulo, os mascotes dos clubes são confundidos por gozações de mascotes das torcidas impostos pelos adversários. O Santos tem a figura de uma baleia e o apelido é Peixe; mas os rivais ironizam como sardinha. O Corinthians é o Mosqueteiro, mas os adversários impuseram o termo gambá para a torcida. O Palmeiras, tradicional Periquito com a figura do papagaio Zé Carioca, tinha seus torcedores sarcasticamente chamados de Porco – e a torcida assumiu orgulhosamente o apelido e a bolinagem ficou sem sentido. O São Paulo, representado pelo santo homônimo com auréola e a batina com as faixas da camisa 1, tem como apelido jocoso recente atribuído de Bambi, em referência ao personagem infantil de Walt Disney que é um doce filhote de veado campeiro. Claro que o veado animal é para lembrar o termo pejorativo viado, que se refere aos homossexuais, querendo dizer que são-paulinos são “bichas”.

Evidentemente o torcedor do SPFC detesta essa brincadeira, que nos nossos tempos politicamente corretos se torna fruto de homofobia, caso algum homossexual queira se queixar fora do contexto inserido. Mas a grande pergunta é: será que se o São Paulo Futebol Clube tivesse acertado seus direitos de transmissão com o Esporte Interativo (como fizeram tantos outros clubes, deixando a Rede Globo de lado), a emissora colocaria esse “veadinho” nas Redes Sociais mesmo assim?
Trolagem de torcedores, se entende devido a realidade social (não quer dizer que concordo, mas entendo). Só que uma emissora de TV fazer isso gratuitamente é pisar na bola!

O SPFC divulgou uma nota repudiando. O EI pediu desculpas alegando erro de um funcionário. E você, o que pensa sobre tudo isso?

Leia as notas do time e da emissora, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/esporte-interativo-usa-meme-de-veado-em-jogo-do-sp-e-clube-lamenta-postura/

Abaixo a imagem do Twitter do canal:

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– Não teremos Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2018. E alguém achava que teríamos?

Era bola cantada: a CBF não queria o árbitro de vídeo no Brasileirão (na verdade, NUNCA QUÍS). 

Quando Marco Polo Del Nero criou o “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo” e realocou Sérgio Correa da Silva, o ex-chefão do apito, para presidir essa nova seção, era visível que não queria perder seu homem de confiança que estava na Comissão de Árbitros até aquele momento. Trouxe então o Cel Marcos Marinho, outro braço direito dele, para mandar na arbitragem nacional, e assim poder ter o controle dos rumos da categoria (que é totalmente submissa à CBF, embora ela não reconheça os árbitros como funcionários).

A verdade é: há dois anos a CBF diz ser pioneira na idealização do Árbitro de Vídeo, prometeu por inúmeras vezes colocá-lo na ativa e fez isso para tergiversar outros problemas que realmente deveriam ser discutidos.

Nesta segunda-feira, ao propor que os clubes arcassem com as despesas do árbitro de vídeo, era lógico que teria a negativa das agremiações. E foi isso o que aconteceu: pelas enésima vez, adiou-se o árbitro de vídeo!

Quem acompanha nosso blog, está cansado de saber: a cada anúncio de VAR, dizemos que é mentira. E, de fato, tem sido.

Veja esse cronograma de mentiras proferidas faz tempo e entenda bem os motivos reais da não-implantação,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/17/o-blablabla-do-arbitro-de-video-brasileiro-sobrara-para-os-clubes-pagarem-a-conta/ 

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– O gol irregular do Peixe no Palmeiras 2×1 Santos: o que fazer?

Fui questionado por amigos se o erro no lance que culminou no gol santista no “Clássico da Saudade”, jogado na Allianz Arena neste domingo, era evitável ou não.

Para quem não viu, uma bola saiu à direita do goleiro Jailson, portanto no trecho oposto da linha de meta do árbitro assistente 2 Daniel Luís Marques e à frente do árbitro Flávio Luís de Souza. A arbitragem não marcou essa saída de bola e na sequência o Santos FC, que perdia da SE Palmeiras por 2×0, diminuiu.

Das câmeras do alto, parece fácil tal marcação, mas de dentro do campo, não é. Avalie:

  1. O bandeira tem que estar na linha da bola ou do penúltimo adversário (o que “dá condição” em caso da existência de impedimento). É impossível ele acompanhar a linha da bola concomitante e instantaneamente ao chute e à ultrapassagem dela pelo defensor. Só a alcançará quando a bola perder velocidade, e ainda assim é do seu lado contrário. Seria muito complicado Daniel Luís Marques ver e ter certeza se saiu ou não.
  2. O juiz estava bem posicionado no lance, fez certinho o “be-a-bá” naquela situação. O problema é o sem-número de jogadores à sua frente e a rapidez da recuperação da bola, fatos nos quais Flávio Rodrigues de Souza é prejudicado em seu campo de visão.

Concordo que dirão que a arbitragem não deve errar. Claro que não deve e nem pode! Mas os erros acontecem e, no caso desse, é o chamado erro “entendível, aceitável, não-condenável” à equipe de árbitros.

Sabe o que resolveria isso? Os antigos AAA (Árbitros Assistentes Adicionais da linha de fundo), se localizados naquele local. O problema é que, se eles trabalharem só para tais lances, ficará caro bancar o custo…

E a “tecnologia da linha de meta”, o Goal Control? Neste caso não funcionaria, pois os sensores que identificam se a bola passou pela linha de meta ou não a fim de confirmar o gol se caracterizam pela percepção da ultrapassagem da bola pelo chão e pelo ar, fazendo uso de postes e travessão. Como fazer isso nas linhas demarcadas no solo, sem o apoio de postes ao longo da linha de meta? Somente se existisse uma barreira virtual ultramoderna que “brotasse” do chão até o alto. Ou que se mudasse a regra, como no tênis, basquetebol ou voleibol: “salvou pelo alto”, segue o lance.

Insisto: árbitro e bandeira erraram, mas não é o típico erro para condená-los ou enviá-los para a geladeira. Mas se estivesse 0x0 o jogo… ai, ai, ai! Esse post não seria aceito por muitos!

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– Joguinhos fáceis para apitar, a ISO do Apito e da Gestão da CBF

Em 3 tempos:

  1. O ex-jogador do Fluminense Roni agenciou com o Madureira o mando de jogo de Madureira 0x1 São Paulo para Londrina. Parece que teve prejuízo com o público pífio (menos de 10.000 pagantes) que caberia em Conselheiro Galvão, a casa do Tricolor Suburbano, que além de sem dinheiro, foi desclassificado da Copa do Brasil. Mas saiba: o regulamento da Copa do Brasil diz que o time não pode mudar o mando sem aval da Federação da sua jurisdição. Será que houve?
  2. Madureira x São Paulo e Universidad Concepcion x Vasco foram “a baba do boi” para os árbitros. Joguinhos bem fáceis para se apitar, com nível técnico a desejar dos jogadores. Ficam boas questões: e se jogassem Madureira x Universidad e Vasco x São Paulo, quem seriam os vencedores? Quais dos grandes times brasileiros teve o adversário mais difícil? Penso que os dois mandantes da noite de 4a feira, se jogassem no Paulistão mostrando tal futebol, cairiam para a A2!
  3. A CBF ganhou a certificação ISO 9001 de gestão da qualidade para a sua administração (e não é piada)! Também a Comissão de Árbitros da FPF possui tal honraria. Me lembro que em 1997, quando estavam em voga tais conquistas no mundo das empresas, se discutia sobre até quando tais certificados teriam importância e respeitabilidade…

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– Por quê não se usam os equipamentos eletrônicos da Copa do Mundo para ajudarem os árbitros nos Campeonatos Regionais?

Há exatamente 3 anos, fazíamos essa postagem no Blog “Pergunte Ao Árbitro”. Veja se não é para lamentarmos ainda hoje. Abaixo:

GOAL CONTROL OU GOL CONTRA?

Os equipamentos da “Goal Control” (empresa dona da aparelhagem eletrônica que ajuda o árbitro identificar se a bola entrou por inteiro ou não no gol) foram embora. Ficaram encostados por muito tempo nos 12 estádios da Copa do Mundo e, pelo fato da CBF não se interessar por eles em suas competições, tampouco os clubes se esforçarem para terem em suas praças, foram devolvidos à empresa fabricante (eles estavam aqui alugados pela FIFA).

Triste. Cada vez mais vejo que o legado do Mundial (à arbitragem brasileira em particular) foi nulo.

E a hastag bomba incessantemente: Mais um #GER7x1BRA…

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– A falta em Sané leva à discussão: como punir tal infração?

Viram a entrada criminosa que Joe Benett, do Cardiff, deu em Sané, do Manchester City, no último final de semana?

O infrator não foi expulso, mas sua falta tirou o adversário da partida e o lesionou por um bom tempo.

Ficará sempre a constante discussão: não deveria ficar suspenso quem comete tal ato o mesmo “tanto de tempo” que o atingido levará para se recuperar?

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– E se o jogador simular que está sendo algemado?

Aconteceu na Itália: no jogo entre Chievo x Juventus, um atleta simulou estar “com as mãos algemadas” pelas decisões do árbitro em forma de protesto, e foi expulso.

Alto lá! Entenda o gesto e veja os motivos culturais de se “mostrar algemado” na Itália,

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/italiano/ultimas-noticias/2018/01/28/zagueiro-e-expulso-apos-simular-estar-algemado-em-protesto-contra-juiz.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

ZAGUEIRO É EXPULSO APÓS SIMULAR ESTAR ALGEMADO EM PROTESTO CONTRA JUIZ

O zagueiro do Chievo Fabrizio Cacciatore foi expulso no último sábado (27) após um protesto curioso. Inconformado com uma decisão da arbitragem, o italiano cruzou os punhos como se estivesse algemado, sugerindo que o juiz deveria ser preso por supostamente estar roubando.

Indignado, o árbitro mostrou o vermelho direto, expulsando o jogador.

Tudo começou quando, no segundo tempo da partida do Chievo contra a Juventus, Cacciotore se envolveu em um choque com um adversário e ficou no chão. O juiz autorizou a entrada da equipe médica, mas como o Chievo já estava com dez homens em campo, o zagueiro não quis sair e deixar seu time em desvantagem ainda maior.

O árbitro insistiu, e, contrariado, Cacciotore deixou o gramado fazendo o gesto de algemas, primeiro sobre a cabeça e depois nas costas.

O técnico português José Mourinho já havia feito esse gesto quando comandava a Inter de Milão, de maneira que as algemas já são interpretadas na Itália como uma forma de protesto contra supostas manipulações da arbitragem. O treinador acabou punido com três jogos de suspensão e uma multa de 40 mil euros.

Depois do jogo, vencido pela Juventus por 2 a 0, os dois gols marcados após a expulsão de Cacciatore, o zagueiro foi ao Instagram se desculpar.

“Peço desculpas publicamente porque o gesto feito foi um grande erro”, escreveu ele. Peço desculpas aos meus companheiros, ao treinador, ao clube, aos nossos fãs e aos amantes do futebol. Certamente é um gesto errado, para não ser feito, um exemplo que um profissional não deve dar. Desculpe por ter dado problemas aos meus colegas de equipe que estavam lutando desde o primeiro até o último minuto… o meu ato foi uma explosão impulsiva e, certamente, eu paguei caro. Desculpe.”

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– Lances inusitados na final da Copa São Paulo entre SPFC 0x1 Flamengo.

Duas questões bem interessantes, observadas atentamente e que são pertinentes à discussão das Regras do Futebol, enviadas para o blog pelo internauta Sílvio Sbc:

Olá. Sou seguidor assíduo de seu blog e admirador de seu conhecimento e comentários. Vi dois lances na final da Copa São Paulo que muito me chamaram a atenção e achei que veria algum comentário de sua parte o que não aconteceu.
  • O primeiro foi num lance de bola ao chão. Numa primeira tentativa o árbitro soltou a bola e os jogadores não esperaram que a bola tocasse ao chão para jogar. O árbitro paralisou o jogo. Na segunda tentativa, ao observar a ânsia dos jogadores por disputar a bola, ele arremessou-a a uma certa distância a fim de evitar o toque na bola antes que ela caísse ao gramado. Achei o lance engraçado e digno de peladas de rua.
  • O segundo lance no meu entender poderia jogar seu trabalho pelo ralo e contou com muita sorte por parte do árbitro. Próximo aos 42 minutos da segunda etapa, logo após duas substituições do São Paulo, aconteceu um escanteio para o São Paulo onde a bola saiu ao lado direito da trave e pelo chão. O árbitro autorizou a cobrança do tiro de canto do lado esquerdo da trave. A bola foi cruzada e na cabeçada quase saiu o gol são-paulino. O goleiro espalmou para escanteio novamente. Minha pergunta é: caso essa bola tivesse entrado, qual deveria ser o procedimento do árbitro? Se ninguém se apercebesse do erro e ele validasse o gol e o jogo reiniciasse. Isso daria erro de direito?
Agradeço antecipadamente!!!
 
Olá Sílvio, boa tarde. Obrigado pelas palavras e por enviar a mensagem. Vamos lá:
 
Eu resido e trabalho aqui em Jundiaí, e em nossa cidade não foi feriado. Portanto, às 10h, o horário era ingrato e eu estava na labuta. Não pude assistir o jogo! Pelo que ouvi pelo rádio, pareceu-me não ter acontecido nada tão revelante (daí não assisti nenhum VT). Não sabia desses dois importantes lances. Quanto eles:
 
1- Se a bola for tocada pelos atletas antes de atingir o chão, o tiro tem que ser repetido. Mas jogá-lo a distância, isso é inusitado – e errado! Afinal, o árbitro deve soltar a bola em sua frente, não necessariamente com os jogadores presentes. SOLTAR A BOLA não significa arremessá-la, mostrou inexperiência o árbitro.
 
2- Aqui, uma falta de atenção: OBRIGATORIAMENTE o tiro de canto deve ser cobrado a partir do quarto de círculo mais próximo de onde a bola saiu. É um procedimento que faz parte da Regra do Jogo (Regra 17). Entenda: se a bola sai por cima do travessão, estando portanto no alto – e se ocorrer mais ou menos equidistante dos postes – você pode alegar que entendeu que a bola saiu mais para a direita ou para a esquerda e escolher o canto que julga ter sido o mais próximo. Assim, nessa situação, foi uma interpretação (que pode gerar um erro de fato). Mas no caso que você citou, sendo pelo chão, é impossível alegar interpretação! Foi um descuido do árbitro – ou, quem sabe, ele desconhecia esse detalhe da Regra (gerando erro de direito). Se o árbitro perceber que ela foi colocada do lado errado, não deve permitir a cobrança e deverá indicar ao jogador que deve cobrar do outro lado, o correto. Se for cobrado rápido, imediatamente o árbitro paralisa e manda cobrar de novo, pois a bola não entrou em jogo de maneira correta. Se o árbitro não perceber nada disso e o jogo continuar, a equipe que se sentiu prejudicada pode fazer a denúncia e pedir a anulação do jogo por erro de direito.
 
Novamente, obrigado pelo contato e valeu pelas ótimas questões. São detalhes bacanas para serem discutidos!
 

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– Os dois lances importantes de Palmeiras 2×1 Red Bull

Errou a arbitragem na Allianz Arena em dois lances importantes nesta 5a a noite. Vamos a eles?

1o GOL DO PALMEIRAS: Thiago Santos abriu o placar em impedimento. Quando Lucas Lima cobra a falta, o palmeirense está com a cabeça e parte do corpo a frente do seu marcador. Provavelmente, o bandeira foi iludido pelas pernas do atleta, que estão em mesma linha que as do adversário. Mas como o que vale são as partes jogáveis do corpo, estando qualquer uma delas à frente, é  impedimento

PÊNALTI PARA O RED BULL: Éder Luís é agarrado, mas sem força suficiente para derrubá-lo. Repare que é uma simulação grostesca do atacante do Toro Loko, que se fosse puxado para trás, não cairia para frente. Erraram bandeira e árbitro – o 1o por dizer ao árbitro que foi infração; o 2o por não bater no peito, chamar a responsabilidade para si e aplicar o cartão amarelo por simulação. Importante: o ótimo comentarista Maurício Noriega se equivocou ao dizer durante a transmissão da Sportv que a Regra diz “agarrar ou tentar agarrar é infração”. Na verdade, a infração deve ser marcada se o agarrão se concretizar. Provavelmente, ele confundiu com o texto de “agredir ou tentar agredir“, ao invés de agarrar.

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– O gol anulado da Ferrinha em Corinthians 2×1 Ferroviária. Desvio tira o impedimento ou não?

Há muitas pessoas que sustentam a tese de que as Regras do Futebol não mudam ou que se alteram lentamente. Isso pode ter sido verdade um dia, mas hoje se verifica cada vez mais as constantes (e muitas vezes, discutíveis) modificações. Prova disso é o lance dessa 4a feira no Pacaembu, onde o bandeira Mauro André de Freitas bobeou e anulou aquele que seria o segundo gol da Ferroviária de Araraquara. Adriano de Assis Miranda, o árbitro, poderia ter observado o toque na bola do corintiano mas também vacilou.

Assista o lance aos 7’26” do link em: https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=Y7Yil_GHByE

Perceba que o espetacular lançamento do time do Interior vai a um jogador que estava em posição de impedimento: Hygor. Mas antes desse jogador (que faz o gol) dominar a bola, o zagueiro corintiano Pedro Henrique toca nela

E ISSO TIRA OU NÃO O IMPEDIMENTO DE HYGOR?

Na circunstância ocorrida, SIM. Hoje, se um jogador vai disputar uma bola e tenta dominá-la / tocá-la / fazer qualquer coisa que seja, e essa bola desviar ou resvalar nele, esse toque tirou o impedimento justamente pelo fato do defensor TER MANIFESTADO O DESEJO DE DISPUTA E TOCADO NELA. 

Se quando Pedro Henrique tentou a disputa ele não tivesse tocado na bola, o atacante araraquarense continuaria impedido. Ou, ainda, se a bola batesse no corintiano por acaso (sem Pedro Henrique ter tentado a disputa), ainda assim existiria o impedimento. A única forma de dar condição ao atleta era o toque que Pedro Henrique deu.

Sendo assim, repare: antigamente você precisava de 3 atletas atrás da linha da bola para não estar impedido; depois 2 jogadores; aí surgiu a questão da mesma linha e os casos de impedimento passivo. Recentemente, uma bola desviada que fosse a um atleta que não estivesse na jogada embora em posição de impedimento, passou a ter condição. Agora, qualquer toque na bola da zaga no qual um jogador tente disputá-la, valida a jogada

Fica apenas uma observação: será que jogadores, torcedores, imprensa e até mesmo os árbitros estão acompanhando a velocidade de tais mudanças? O que valia no ano retrasado não vale mais no passado, que muda para esse ano, pois se pratica até mesmo a mudança do que foi a mudança”!

O interessante, simplesmente, é que se Pedro Henrique tirasse o pé e não interceptasse o lance, o impedimento de Hygor seria válido.

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