– Análise de Corinthians 1 (5)x(4) 0 São Paulo, Semifinal Paulistão 2018

Estou muito a vontade para escrever que não gostei da forma disciplinar como conduziu o Majestoso desta última quarta-feira o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Redijo muito respeitosamente pois, afinal, tenho dito em minhas searas que os dois melhores árbitros nesse Paulistão estavam sendo o próprio Vinícius e Flávio Rodrigues de Souza, até mesmo à frente de Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira, os dois árbitros FIFA atuais. Sempre por questões meritocráticas.

Entretanto, se tecnicamente Vinícius Dias esteve muito bem dentro de campo (marcou as faltas que ocorreram corretamente, teve discernimento justo nos lances de avaliação/ interpretação de infrações ou não) e nenhuma das equipes pode reclamar desse quesito, disciplinarmente foi muito ruim (dando motivo para as duas equipes reclamarem nesse contexto).

Em cartões amarelos, somente 2 aplicados no primeiro tempo (Corinthians 0x2 São Paulo), e no segundo tempo, 5 cartões (Corinthians 4×1 São Paulo). Mas esses 7 cartões foram poucos e começaram a ser aplicados tardiamente. Se usasse o rigor a contento, teríamos vários atletas expulsos por reincidência.

O bom árbitro caiu no mesmo erro de Raphael Claus no jogo de ida: “conversou e segurou cartões” a fim de não tirar nenhuma “estrela” das finais. É a pressão do peso de duas camisas fortes que inconscientemente leva a isso. Eu elogiei Claus na semana passada por conversar com os atletas e treinadores no intervalo para que não perdesse o controle da partida (e reforcei que isso não poderia acontecer durante o jogo, com a bola rolando). Quando acontece essa conversa excessiva, o árbitro deixa de exercer a sua função e passa a ser mediador do jogo. Esse foi o pecado do, repito, bom árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Me recordo de um jogo de uma grande equipe paulista em seu estádio (contra um grande do interior), onde eu era o quarto-árbitro e o árbitro principal aspirante à FIFA. Estando ainda no primeiro tempo, o volante do time grande deu um pontapé no atacante adversário em claro lance de cartão vermelho; mas o jogador do “grandão” só recebeu o Amarelo. No vestiário, o árbitro pediu a minha opinião e a dos bandeiras, e fomos unânimes em dizer que era para expulsão. Sua resposta foi:

“Sabe o que é, é que expulsar o cara ainda no primeiro tempo é f., pois se o (XXXX) chegar na final, os diretores vão lá na Comissão [de árbitros] e vetam seu nome nas finais. Se é que não vão direto ao presidente Marco Polo [que era o mandatário da FPF na época]“.

Tomara que não tenha sido pensamento deliberado dos árbitros dessas semifinais – o de não tirar ninguém das decisões – nem do Delegado Olim, que de antemão já havia dito que se o Palmeiras entrasse com o pedido de efeito suspensivo ao suspenso Jailson, o daria (o Verdão está em seu direito; o problema é alguém ligado à FPF entrar no mérito antes do pedido propriamente feito).

Enfim: para as finais do Paulistão deverão estar Claus e Luiz Flávio (pela lógica, afinal são da FIFA), Vinícius Dias e Flávio Rodrigues (por mérito, com a ressalva da partida de ontem) e Leandro Bizzio Marinho (por Dionízio Roberto Domingues gostar bastante dele, lembrando seu estilo de apitar – e até uma certa semelhança física).

ACRÉSCIMO: VEJO QUE NA SÚMULA NINGUÉM FOI RELATADO NA CONFUSÃO PÓS-JOGO, APENAS OS SEGURANÇAS DE AMBAS EQUIPES. Assim, se diretores ou jogadores se envolveram, passaram despercebidos.

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