– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x São José EC, Rodada 06

Para o confronto do Vice Campeão Paulista de 2004 (sendo seu treinador o ex-goleiro campeoníssimo Zetti) versus o Vice Campeão Paulista de 1989 (sendo o seu treinador o igualmente vencedor Leão), teremos como quarteto de arbitragem:

Árbitro: Douglas Marques Flores
Árbitro Assistente 1: Fabrício Porfírio de Moura
Árbitro Assistente 2: Diogo Correia dos Santos
Quarto-Árbitro: Gilberto Roque da Silva Pereira

Douglas já esteve em evidência. Lançado de maneira forçada na primeira divisão de profissionais em 2015, o funcionário público de 32 anos de idade, natural de Rancharia, tendo 12 anos de carreira, está apitando a Série D do Brasileirão (trabalhou no último sábado em Náutico 2×4 Confiança), já que tem na pessoa do Coronel Marcos Marinho (chefe dos árbitros da CBF) um grande admirador. Em São Paulo, pela FPF, apitou apenas jogos de A2, A3 e 2ª divisão Sub 23 nos últimos anos.

Aliás, só trabalhou na série A1 do Paulistão na própria gestão do Cel Marinho, sendo que no mesmo ano de estreia (Corinthians 3×0 Marília em Itaquera), apitou pela A2 Paulista 0x2 Santo André (vide em: https://wp.me/p55Mu0-mE) e no ano seguinte, pela Copa Paulista, Paulista 0x3 Bragantino (relembre em: https://wp.me/p55Mu0-13Q) – com más atuações!

Seu defeito, mostrado em alguns trabalhos, foi a irregular interpretação das faltas e excesso de rigor nos cartões, aos poucos sendo corrigido.

Tomara que, tendo sido “rebaixado” para outros campeonatos, tenha obtido a experiência necessária para boas atuações. Não é culpa dele ser “queimado na A1”, é culpa de quem o escalou em jogos tão importantes na época, sem a rodagem adequada.

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x São José EC pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As Mudanças da Regra para a Temporada 2018/2019

A FIFA divulgou e a CBF colocou em seu site: as novas orientações e recomendações das Regras do Futebol, válidas para as competições do 2o semestre e a partir da Copa do Mundo da Rússia. Um resumo abaixo:

1- O que todo mundo sabia, é oficial: pode-se ter árbitro de vídeo (é facultativo à competição). E sobre o VAR, algumas considerações:

  • O jogador que correr junto com o árbitro no momento que ele for ao monitor (tipicamente, a mesma situação daquela pressão ou daquele bolinho de jogador que se vê quando um árbitro vai conversar com o bandeira) deve levar o cartão amarelo. Se esse mesmo jogador quiser ir até a cabine do árbitro de vídeo dar uma “olhadela” no monitor, deve ser expulso. E isso é ótimo, pois se evitará pressão.
  • O árbitro pode rever suas decisões disciplinares através do VAR mesmo após o reinício de jogo (ou seja, pode dar cartões amarelos ou vermelhos ocorridos em lances anteriores). Mas não pode mudar a questão/ marcação técnica. Ou seja: se um jogador simulou um pênalti, o árbitro entendeu ter sido pênalti mesmo e o VAR confirma que foi pênalti, daí ele é cobrado e convertido em gol – mas só depois de ter reiniciado o jogo percebe-se o equívoco, o atleta que simulou o pênalti pode receber o Amarelo com atraso, mas não se desmarca o pênalti e nem muda-se o placar.

2- Quanto ao tempo para hidratação (tão comum no Brasil e incomum na Europa), determina-se que não pode extrapolar 1 minuto.

3- Aceita-se, oficialmente, uma quarta substituição para partidas que sejam decididas em prorrogação (quando esse tempo extra ocorrer).

4- O jogador que volta a campo após arrumar um equipamento do uniforme (uma chuteira, por exemplo) sem autorização do árbitro, e que antes era punido com tiro livre indireto (falta em dois toques), agora será punido com tiro livre direto (e se dentro da área, será pênalti).

5- Depois de proibido em outros anos, o uso de equipamentos eletrônicos (tablets, por exemplo) e instrumentos de monitoramento estão permitidos aos treinadores. Ou seja, agora podemos ter de volta aquela situação de um assistente técnico na arquibancada passando informações ao treinador dentro de campo.

6- Incorporou-se no texto da Regra que mordida é falta de tiro livre direto. Não precisava disso, pois entendia-se que era uma agressão (uma frescura da redação aqui).

7 – Duas dúvidas dirimidas: a primeira (que não era dúvida, mas uma melhoria redacional) de que jogador expulso do jogo não pode ficar em campo e jogador substituído pode ficar no banco de reservas. A segunda, alerta que em impedimentos, quando se avalia o momento de quando a bola é lançada a um jogador impedido, deve-se observar QUANDO COMEÇA O TOQUE para o lançamento, e não quando a bola parte definitivamente desse pé. Na prática, isso não dá nem 1 segundo de diferença, mas… imagine a situação: Kelson, aquele atleta que jogou no Cruzeiro e quando jovem era chamado “foquinha” por driblar com toques de cabeça, recebe uma bola e a equilibra sobre a testa. Um companheiro está em posição de impedimento e volta para buscar jogo, e após ultrapassar o último homem, recebe a bola de Kelson. Ora, quando Kelson dominou a bola (ou seja, a tocou primeiramente) o companheiro estava irregular, mas quando a bola é solta (sai efetivamente da sua cabeça), não estava mais. Valerá, portanto, o momento em que a bola “começou a ser ajeitada em sua cabeça”, pois ela permaneceu sobre ela e o toque terminou posteriormente (na teoria, muito difícil de tal situação acontecer, especialmente com os pés).

Outros detalhes foram citados, mas aqui constam os mais interessantes.

O que você achou de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Os pênaltis reclamados em Corinthians 1×1 Ceará

De fato, muita polêmica nos lances de pênalti pedidos pelo Corinthians na sua Arena em Itaquera (ambos lances em Pedrinho), contra o Ceará. Justas queixas ou não?

No 1o tempo, após bate-rebate na área, Rafael Carioca (CEA) tenta tocar a bola que está em posse de Pedrinho (SCCP), que está na área. Pedrinho já está desequilibrado, tentando manter a posse de bola, e ao sentir o “toque por dentro” (repare que o zagueiro encosta na parte de dentro do pé do atacante), aproveita e desaba de vez. Não fez esforço algum para manter o equilíbrio após sentir o contato (não relevante para a sua queda). Acertou o árbitro.

No 2o tempo, quando entra na área estando no ataque, Pedrinho é tocado no pé direito por Richardson, que não atingiu a bola e derrubou o corintiano. Deveria ser marcado pênalti e aplicado o cartão amarelo. Errou o juiz ao entender simulação, e errou duplamente por aplicar o cartão amarelo ao atacante por isso.

Para quem não sabe, o juiz Sávio Pereira Sampaio é irmão do árbitro da FIFA Wilton pereira Sampaio, que irá à Copa do Mundo da Rússia-18 como um dos 13 VARs escolhidos pela entidade.

Confesso que nunca o vi atuando (seria a estreia dele na 1a divisão da CBF?). Perceptivelmente, vibra mais dentro de campo do que o irmão (isso não quer dizer que seja melhor ou pior do que ele). A única questão é: tomara que não tenha chegado à essa escala por ser irmão de árbitro, mas por meritocracia.

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– Análise da Arbitragem de Paulista Futebol Clube 2×0 Associação Atlética Flamengo

Parece-me que tivemos dois árbitros no Jayme Cintra nessa manhã de domingo: um excelente Danilo da Silva no 1º tempo e um regular / ruim Danilo da Silva no 2º tempo. Vamos aos lances?

Logo aos 50 segundos, bem atento, permitiu uma cobrança rápida de falta quando o atacante abriu mão da distância regulamentar. Correto. Assim como foi bem correto tecnicamente em todas as marcações e/ou não marcações de faltas nesse período. Corretíssimo também (aí nos dois tempos disciplinarmente) com os cartões amarelos a Zulu (PFC), Wallace (PFC) e Brendo (AAF). Arbitragem irrepreensível nos primeiros 45 minutos.

No segundo tempo, a qualidade técnica do árbitro caiu bastante. Talvez até pelo nível da partida no tempo final. Por exemplo:

1. Jonathan (PFC) sofreu a falta aos 49m de Andrey (AAF), lado cego do árbitro mas o bandeira inverteu.

2. Errou na interpretação de Bola na mão e Mão na bola aos 50 minutos, a favor do Paulista; e aos 63 minutos a favor do Flamengo.

3. Aos 70 minutos, Ian (AAF) toca no calcanhar de Quadrado (PFC), que sofre o pênalti mas Danilo não marca.

4. Correta vantagem ao AAF após Carlinhos (PFC) cometer falta dura em Bruno Santos. Mas faltou o cartão amarelo ao jogador do time jundiaiense após a saída da bola.

Independente desses dois tempos bem distintos, não gostei do posicionamento do árbitro nas cobranças de falta. Muito próximo aos atletas, querendo ver demais a área e deixando as zonas periféricas para os demais integrantes da arbitragem. Sei que é uma orientação, mas difícil de ser bem aplicada. Aos 37m, por exemplo, em uma falta para o Flamengo, ficou entre o batedor e seu companheiro próximo que poderia receber a bola. Um equívoco total (aí não é questão da má orientação, é erro de noção do espaço mesmo).

Os dois bandeiras (Osvaldo Apipe e Risser Jarussi) trabalharam bastante, tanto em impedimentos quanto em cobranças de faltas. Luciano Zacharias corroborou para o trabalho em equipe do quarteto ser muito bom.

No placar de faltas, PFC  26 x 14 AAF , mas com a curiosidade: 18 delas por parte do Paulista foram cometidas por jogadores de frente: Wallace (5), Rafael Sena (4), Quadrado (5) e o substituto Jonathan Brito (4).

Público pagante: 529 torcedores, para uma renda bruta de R$ 7.240,00, sobrando líquido R$ 4.257,00.

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– Simon, Obina, Sálvio, Godoi, Belluzzo… quem tem razão?

Por falta de tempo, não escrevi sobre esse fato, e o faço agora: no começo da semana, bombou o assunto “Simon e Obina” nas Redes Sociais.

O motivo?

A admissão de Carlos Eugênio Simon de que errou ao anular o gol de Obina, naquele polêmico Fluminense x Palmeiras em 2009. Isso aconteceu na Fox Sports, emissora onde o ex-árbitro trabalha, durante o novo programa de Benjamin Back, com Obina presente.

Simon não disse que errou de má fé, mas admitiu que percebeu ter errado ao assinalar um escanteio ao Palmeiras ao invés de tiro de meta ao Fluminense. Durante a cobrança, pelo que deu a entender em sua explicação, “consertou o erro” com a marcação da falta, “auto-pressionado” pelo erro.

E o gol?

Ora, não nos esqueçamos que o jogo já estava parado. Mas independente disso, muito se reclamou por parte dos palmeirenses. Um deles em especial: o Professor Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras na época e que “pegou pesado” com ofensas pessoais, foi processado pelo árbitro gaúcho e condenado a pagar indenização.

Muitos reclamam que aquele jogo decidiu a “derrocada do Verdão no Campeonato”. Ora, havia mais jogos e o lance surgira de jogada irregular.

Particularmente, entendo o que Simon fez e o que quis dizer. Assumiu um erro, mas não pode ser condenado “por pecado capital”. Talvez, para quem conhece o Catecismo da Igreja Católica, como “pecado venial” (leve, perdoável).

Belluzzo, agora, disse que pedirá ressarcimento dos R$ 60 mil que teve que pagar na Justiça.

E agora?

Cada um que fique com sua opinião. Sou contra a lei da compensação, mas entendo não ter sido uma “sacanagem de caso pensado”, e sim uma necessidade de consertar um erro (de maneira errada, lógico). Eu não faria. Li que Oscar Roberto Godoi afirmou já ter feito algo parecido. Sálvio Spínola, na ESPN, recriminou.

1. Todos tem lá sua razão.

2. Todos foram grandes árbitros.

3. Todos os árbitros citados aqui são pessoas honestas, respeitáveis, foram grandes apitadores e têm uma visão específica do assunto. E os admiro como comentaristas / jornalistas que hoje são.

4. A questão é: as bobagens quanto a índole de Simon, ditas por Belluzzo (foram grosserias pesadas) são válidas, agora, por tal confissão de erro?

– Para mim, ainda não.

Seriam, se Simon dissesse que estava vendido, que foi cooptado ou algo assim. Parece-me uma justificativa tardia de explicar como se perdeu aquele campeonato, por parte dos ex-dirigentes. Entendo, também, que a expressãoperigo de gol, dita por Simon literalmente e tão pejorativa no futebol, foi motivo de revoltas para muito.

Em tempo:

Puxando pela memória, me recordo: Toninho Cecílio, ex-diretor de futebol do Palmeiras, rasgou elogios ao Simon no microfone da Rádio Jovem Pan, ao repórter Luiz Carlos Quartarollo, minutos antes da partida. E, não nos esqueçamos: um importante dirigente da arbitragem, na oportunidade, disse que para este jogo, a equipe paulista queria um árbitro da FIFA, com experiência de Copa do Mundo, preparado para competições internacionais. Simon era o único a atender tal desejo da cartolagem e coincidentemente foi sorteado.

Não sejamos hipócritas, né? Erros acontecem (não podem acontecer), mas superdimensioná-los é perigoso.

Aliás, convido os amigos a lerem o texto da época no Blog do jornalista Fernando Sampaio: por diversas vezes ele relatou tal situação (assim como tantos outros jornalistas): o jogo estava parado quando sai o gol (então, não foi um gol anulado) e nem escanteio tinha sido. Dessa forma, nada de querer validar um gol irregular (que nem aconteceu), 9 anos depois.

Respeito todas as opiniões em contrário, claro, desde que sejam educadas e com pensamento concatenado.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Flamengo

Para o confronto entre o Galo da Japi e o Urubu de Guarulhos, teremos um árbitro com bom desempenho atualmente e bandeiras bem experientes em tempo de Federação e nos jogos trabalhados. Abaixo:

Árbitro: Danilo da Silva
Árbitro Assist 1: Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Árbitro Assist 2: Risser Jarussi Corrêa
Quarto Arbitro: Luciano Rodrigo Zacharias

Danilo esteve no Jayme Cintra em 2017 na derrota do Paulista por 2×0 contra a Matonense e teve ótimo arbitragem (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1lK). Na oportunidade, foi muito bem técnica e disciplinarmente, estando muito centrado no jogo. Neste ano, atuou em bastantes partidas da Série A3 e luta para estar na A2 em 2019.

Osvaldo já trabalhou em diversos jogos do Galo, é experiente e sempre realizou trabalhos regulares.

Risser, o assistente 2, já esteve em Jundiaí na abertura do campeonato (Paulista 0x0 Amparo), tendo boa atuação, além de participar de outras partidas do Tricolor Jundiaiense na A3 e A2.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Flamengo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Sorte do Carrillo, Azar do Carille. Sobre Corinthians 1×2 Independiente

No jogo de ida pela 1a fase da Libertadores, o Independiente reclamou da derrota por um gol irregular contra o Corinthians em seus domínios. Nessa quarta-feira, como visitante, jogou muita bola no primeiro tempo e depois só se garantiu no segundo em Itaquera. Contou com a má sorte do adversário (até gol contra de Romero, o matador de Fábio Carille), e a boa atuação da arbitragem peruana de Victor Carrillo.

Três “lances do apito a serem destacados”:

1- A anulação do gol argentino de Franco, que seria o 3o do Independiente: Figal, fora do lance da bola, cometeu infração leve em Rodriguinho na frente do árbitro, corretamente marcada. Foi uma falta comum, boba e desnecessária (um empurrão para provocar desequilíbrio). Tal bobagem foi determinante para anular o tento (mesmo a infração não tendo importância alguma na conclusão da jogada).

2 – Os acréscimos reclamados pelo Corinthians no 1o tempo: todo tempo extra deve ser acrescido por atendimento médico, retirada de jogadores lesionados e substituições de atletas. Cera, por exemplo, deve ser punida em campo com advertência (seja verbal no início do jogo ou com Cartão Amarelo na persistência). Nada a justificar longo tempo de acréscimo

3 – A Expulsão de Emerson Sheik: corretíssima! O jogador veterano, tão importante na conquista da Libertadores e que usou de muita malícia contra os argentinos do Boca Júniors na finalíssima anos atrás (até mordeu o dedo do adversário), nesta noite bobeou: infantilmente chutou Sanchez Miño (desnecessariamente e bem pilhado) na frente da arbitragem. A “milonga brasileira” prejudicou o Timão.

Enfim: vitória merecida para o Independiente e preocupante atuação do Corinthians. Aliás, nessa Libertadores, está difícil encontrar um time que possa fazer frente a Liverpool ou Real Madrid, finalistas da UEFA Champions League.

 

– A Expulsão no vestiário de Léo Citadini em Nacional 1×0 Santos.

Há alguns anos, a Regra 5 (o árbitro) ganhou um complemento em seu texto que alegava que os poderes do árbitro se iniciavam antes e terminavam depois da partida. Trocando em miúdos: ele tem autoridade antes do apito inicial e depois do apito final, podendo punir disciplinarmente atletas (claro que não pode fazer nada tecnicamente, pois o jogo está encerrado).

Prova disso é o que aconteceu no Uruguai, pela Libertadores, na noite passada. Wilmar Roldán, experiente árbitro colombiano, bobeou e deu o segundo cartão amarelo ao jogador santista Léo Citadini, não percebendo que tinha que expulsá-lo. Simplesmente esqueceu que já houvera dado um amarelo a ele.

Após a partida, alertado de seu equívoco (por conferência própria ou por um dos seus auxiliares), foi ao vestiário do time brasileiro e comunicou a expulsão.

Ele pode fazer isso?

Sim, devido ao texto citado acima. Percebendo que errou disciplinarmente, pode corrigir isso até depois da partida encerrada. Lembrando novamente: tecnicamente, depois do jogo, “Inês é morta”.

Em tempo: o que apanhou Rodrygo, não? Fizeram um duro rodízio de faltas que culminou na lesão após a entrada de Fucile. Um árbitro de Copa do Mundo como Roldán não poderia ter permitido isso…

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– 4 Brasileiros na Arbitragem da Copa da Rússia: valores e curiosidades

Para a Copa do Mundo da Rússia, Sandro Meira Ricci apitará o torneio, representando o Brasil. Os bandeiras brazucas serão Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen. Cada um deles receberá, independente do número de partidas apitadas ou da importância do jogo, US$ 50 mil (valor fechado).

A novidade é que o goiano Wilton Sampaio será um dos 13 árbitros de vídeo do Mundial (9 serão europeus).

A lista dos vídeo-árbitros, aqui:

Abdulrahman Ao Jassim (Catar).

Wilton Sampaio (Brasil).

Gery Vargas (Bolívia).

Mauro Vigliano (Argentina).

Bastian Dankert (Alemanha).

Artur Dias Soares (Portugal).

Pawel Gil (Polônia).

Massimiliano Irrati (Itália).

Tiago Bruno Lopes Martins (Portugal).

Danny Makkelie (Holanda).

Daniele Orsato (Itália).

Paolo Valeri (Itália).

Felix Zwayer (Alemanha).

Repararam que só teremos um asiático e nenhum africano?

Wilton Pereira Sampaio faz parte do quadro da Fifa desde 2013 (Foto: Wesley Santos / Agência Press Digital)

– Muitos erros na Arbitragem Brasileira do final de semana! Três coisas para melhorar a qualidade:

Têm erros para todos os gostos na Rodada do Campeonato Brasileiro deste último final de semana. E serei sincero: está difícil ver todos!

Houve impedimento “de mesma linha” (Palmeiras x Chapecoense); teve mão na bola interpretada como bola na mão (Atlético Mineiro x Corinthians) e outras reclamações.

Mas pense: o que fazer?

Marco Polo Del Nero, presidente suspenso da CBF, colocou como presidente “de status” o Coronel Nunes do Pará (mesmo estado de Dawson Freitas, o árbitro FIFA paraense). 

Alguma ligação?

Os FIFAs são os 10 melhores do Brasil. Wagner Reway, do MT (da lambança de Vitória x Flamengo), está nessa lista também.

Promoção sem meritocracia adequada?

Algumas coisas são justificáveis: o Chefe dos Árbitros é um Coronel da PM (Marcos Marinho), inventado por Del Nero (ironicamente procurado pela Interpool, a Polícia Internacional). O que Marinho já apitou? Jogou em que time? Dirigiu o quê? Ele era comandante do Policiamento contra torcidas organizadas e foi “criado” após o escândalo Edilson Pereira de Carvalho.

Pense em outra situação: a CBF gasta uma fortuna com o projeto do VAR (questione o salário do Diretor do departamento de Árbitro de Vídeo), mas não tem vídeo-árbitro no Brasileirão! Como explicar? Ops: o Diretor do Departamento é Sérgio Correa da Silva, que outrora havia sido demitido da Comissão de Árbitros, mas na verdade foi remanejado para a nova função.

Não dá mais. Três coisas são necessárias para melhorar a arbitragem em nosso país:

  1. Gente do ramo (ex-árbitros e/ou estudiosos do assunto);
  2. Gente competente (não adianta estar lá apenas por histórico);
  3. Gente merecedora (chega de cargos promovidos por política, deve existir o mérito).

Sem tudo isso, é bobagem ficar toda a rodada falando sobre erros da arbitragem. A gente fica escrevendo demais, cansando muito e a rotina se repete!

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– Castrilli se manifesta sobre o Corinthians 2×2 Portuguesa

Quem não se lembra daquele jogo marcante do Campeonato Paulista, na época em que o presidente da FPF Eduardo José Farah trazia árbitros estrangeiros como atração do torneio, em que o argentino Javier Castrilli marcou mão na bola do zagueiro César (POR), quando ela bateu em seu peito, e tal erro virou um importante pênalti a favor do Corinthians?

Na época, a Portuguesa era muito mais representativa do que hoje e montava times maravilhosos. Muito se contestou o erro (absurdo, quando visto pela TV).

Eis que recentemente o jornalista Júlio Gomes, torcedor da Lusa, rememorou tal fato e escreveu em seu blog uma “carta ao Castrilli”, em tom de desabafo, mas sem propósito algum a não ser o de contestar aquela situação.

Veja que legal: CASTRILLI RESPONDEU!

Extraído de: https://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/04/26/javier-castrilli-me-acordou-hoje-e-acho-que-acredito-nele/?

JAVIER CASTRILLI ME ACORDOU HOJE. E ACHO QUE ACREDITO NELE…

por Júlio Gomes

Eram 7h29 da manhã quando meu celular apitou. Tomei um susto. Caramba, 7h29! Minha filha vai atrasar para a escola. Ela sempre acorda tão mais cedo do que isso, nem coloco alarme. Dei um beijo na minha mulher, feliz aniversário, meu amor. Agora vou ver quem está me escrevendo a esta hora.

Javier. Castrilli.

Uau. Sim, vocês podem não acreditar. Mas a carta ao senhor Castrilli
(https://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/04/26/la-se-foram-20-anos-eeu-te-odeio-senhor-castrilli/), que publiquei no meu blog durante a madrugada, havia, sim, sido mandada por mim para ele em espanhol.

Eu não imaginei que ele fosse responder. Queria apenas que lesse o que eu tinha a falar para ele 20 anos após a destruição de um sonho adolescente.

Ele não só leu, como respondeu. Creio que seria injusto traduzir este texto. O espanhol escrito e falado por argentinos é maravilhoso. Então deixo aqui o original.

Não pedi autorização a ele, mas não vi nada que impedisse tal resposta de ser publicada. Quem tiver dificuldades, pode colocar no Google Translator. Ao final da resposta de Castrilli, farei algumas ponderações:

‘Siento mucho Julio todas y cada unas de tus palabras. Te contesto con el mismo respeto que siento por todos los hinchas que se sintieron dolidos por mis fallos.
Seguramente fueron muchos más de lo que pueda imaginar. Siempre luché y seguiré luchando por la justicia. En mi país, como en otros, a juzgar por opiniones en las redes sociales, fui y seré considerado por tratar a todos los clubes de la misma forma. Jamás me tembló la mano para tomar una decisión contra un club grande. Para su conocimiento Julio, fui yo quien una noche de 1996 expulsó a Maradona jugando para Boca Juniors (el club más poderoso de Argentina; el actual presidente de mi país era en ese entonces quien presidía el club) frente a Vélez Sarsfield, que no por haber ganado tantos títulos en esa década pudo nunca tener uña parcialidad numerosa. Siempre Vélez fue un club pequeño de barrio. Por indisciplina expulsé a otros tres jugadores de Boca. El partido iba 1 – 0 a favor de Boca cuando su arquero sacó sobre la línea el balón y mi asistente vio gol. Las imágenes dicen lo contrario. A partir de allí sobrevino el desastre. El partido finalizó 5 – 1 a favor de Vélez y fue el día que el arquero Chilavert convirtió dos goles (uno de tiro libre y otro de PENAL) Mucho sufrí por ese, como por otros partidos. En el año 1992, en el propio estadio de River Plate, se jugaron la final del torneo el local frente Newells de Rosario (equipo del interior del país que siempre se sintieron perjudicados frente a los poderosos de Buenos Aires). River es el otro club más poderoso. También por insultos expulsé a tres jugadores de River a los 20 minutos del primer tiempo. Al finalizar el primer tiempo (el partido seguía 0 – 0) expulsé a su técnico Daniel Pasarella por insultarme. Al comenzar el segundo tiempo expulsé al padre de Gonzalo Higuaín y River quedó con 7 jugadores. El partido finalizó 0 – 5 a favor de Newells que salió campeón. Viví en Buenos Aires en esos años soportando mucho sufrimiento. Mis hijos eran adolescentes (13 y 15 años). De más está detallarle todo lo padecido porque, sin lugar a dudas, usted ha demostrado ser una persona tan respetuosa como inteligente para imaginarlo. Luego del mundial de Francia 98 me designaron para dirigir la final de la Copa Libertadores de América en Guayaquil (Ecuador). Frente a toda la presión del país Vasco da Gama terminó venciendo con lo justo para salir campeón. A mi regreso al país me enteré que el entonces presidente del Colegio de Árbitros de Argentina y amigo personal del presidente de la AFA, el ya fallecido Julio Grondona, había tenido una reunión con árbitros del ascenso donde, entre otras cosas, les dijo: “…antes de sancionar tienen que mirar el color de camiseta de los equipos…”. Lo denuncié. Grondona dijo que yo estaba loco. Llamó a una reunión y a todos los árbitros (incluido los que me habían contado los hechos) les hizo firmar una nota para desacreditarme ante la opinión pública. Los árbitros accedieron y firmaron. Al día siguiente renuncié después de 22 años como árbitro teniendo 41 años y la promesa de un nuevo mundial en Japón-Corea porque acababa de ser nombrado por quinto año consecutivo como mejor árbitro del país por el Círculo de Periodistas Deportivos de Argentina. Estuve tres semanas sin salir de mi departamento. Logré darme cuenta de la centralidad que ocupaba el fútbol en mi vida y decidí reaccionar para buscar la vida en otro espacio. Mi vida no podía quedar reducida al universo fútbol. No por eso mermó mi dolor ante esa pérdida. Créame Julio no tengo otro capital que mi historia personal. Siempre viví aferrado a mi sistema de principios y valores, agradeciendo a mis padres de habérmelos brindado. Créame Julio… cada vez que viajé a Brasil para dirigir un partido lo hice siguiendo los mismos ideales y muchas fueron las veces que ni siquiera sabía qué clubes participaban del partido. Como en esa oportunidad. Ni siquiera sabía que era un cuarto de final. Me enteré cuando arribé a San Pablo. Lamento su dolor como el todos los torcedores de Portuguesa. 

Créame Julio lo siento mucho. Pero créame Julio que si esa jugada fatal hubiera sido en el área contraria hubiera sancionado lo mismo. Gracias por su mensaje tan dolido como respetuoso. Connota haber sido escrito por alguien con inteligencia y sentimientos profundos. Estaré siempre a su disposición Julio. No pido que me disculpe sólo que me crea. Fuerte abrazo

*****

Esta mensagem tem muita força, eu admito isso. Javier Castrilli não precisava ter me respondido. E o fez com muita classe e educação.

Ele quer dizer aqui que a história de sua vida prova que ele nunca protegeu poderosos, e não seria o caso naquele Corinthians 2 x 2 Portuguesa de 26 de abril de 1998. Se ele errou, errou sem má fé. Eu acho até que acredito nele. Talvez amanhã não acredite mais. Sei lá.

Sua história de vida como árbitro mostra também uma certa vontade de ser mais realista que o rei. E talvez este afã pelo protagonismo tenha levado este senhor a marcar aquele pênalti absurdo, que destruiu os sonhos da pequena torcida da Portuguesa.

Sinto-me feliz. Talvez tenham sido necessários 20 anos para eu que pudesse falar algo decente a Castrilli. Talvez tenham sido necessários 20 anos para que eu tivesse maturidade suficiente para sentir até empatia por sua resposta.

A Lusa está acabando. E isso nada tem a ver com Castrilli. Há muitas páginas que simplesmente não foram viradas no clube, especialmente a de 2013.

A minha, com Castrilli, está virada a partir de hoje.

– A entrega do pedido de impugnação: é válido o Palmeiras tentar anular o jogo contra o Corinthians?

O departamento jurídico do Palmeiras entregou ontem, quarta-feira, um documento de 100 páginas pedindo a anulação do jogo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, na final do Campeonato Paulista, já cansativamente debatido.

O inquérito do Tribunal de Justiça Desportiva arquivou o processo pois não achou provas convincentes. Mediante isso, os advogados palmeirenses acharam por bem protocolar no TJD a impugnação, que é um outro processo, só que vai direto ao presidente da entidade sem passar por comissões / turmas.

É claro que a imagem de um diretor da FPF com um celular na mão na hora da confusão não necessariamente significa que ele interferiu na decisão do árbitro, embora, sejamos honestos, é mais crível por tudo o que aconteceu e da forma que foi, que realmente alguém esperou a opinião do comentarista da Rede Globo para “soprar à arbitragem”.

Algumas coisas são muito importantes para se considerar:

– Se existisse o VAR, ele não poderia chamar o árbitro pois é um lance interpretativo. As orientações permitidas ao VAR são pontuais e não se referem a lances de interpretação. Porém, o árbitro poderia solicitar a repetição da imagem no monitor à beira do gramado, caso estivesse em dúvida, a fim de dirimi-las.

– O quarto árbitro se contradisse várias vezes em seu depoimento, mas isso não foi levado em conta. Como diria o “Zé Boca de Bagre”, amigo do estimado professor Reinaldo Basile, se apertar ele entrega. Assim, imagine se alguém do quarteto (no caso, Adriano de Assis Miranda, cujo depoimento foi o mais confuso) resolvesse hipoteticamente dizer que realmente alguém contou o que a imagem de TV mostrou?

Dionísio R Domingos, o diretor de arbitragem, disse achar que o Márcio Verri Brandão era um segurança. Ora, ele é ex-bandeira da CBF e da FPF, ajuda o próprio Dionísio trabalhando na Escola de Árbitros e como observador. Aliás, por ser um “rosto marcante” – seu porte físico é magro e alto – dificilmente seria confundido. Aliás, por quê o Dionísio, o Márcio, além do representante Agnaldo Vieira, estavam todos no gramado? No depoimento, disse-se que também o José Henrique de Carvalho estava nas dependências do estádio. Dirigente do apito tem que estar na arquibancada, não no vestiário e muito menos no campo de jogo – e ainda mais nessa quantidade!

Claro que o máximo que acontecerá é a “geladeira” ou multa para um ou outro. É claro também que o Palmeiras não anulará o jogo pela obviedade da indisposição das entidades envolvidas. E mais claro ainda que os corintianos se alegram e criam memes a cada manchete dessa.

Resta ao presidente Galiotte afirmar que não é o título do “Paulistinha” (como ele mesmo ironizou) que ele quer, mas uma cruzada moral pela legalidade dos procedimentos na arbitragem de futebol.

Para ser correto, o presidente do Palmeiras deveria citar a cada queixa dos erros também a favor do seu time, e os contrários a outros adversários, numa luta pela melhora do nível dos árbitros – mas principalmente dos dirigentes da arbitragem!

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– Arbitragem para AD Guarulhos x Paulista FC

Para o jogo do Galo contra o Guarulhos no domingo às 10h, apitará Thiago Lourenço de Mattos, de 32 anos (tem trabalhado na A3 e na Segunda Divisão). Seus assistentes serão o experiente Marco Antonio de Andrade Motta Junior (já esteve na A1, tem 39 anos), e Domingos da Silva Chagas (uma aposta da FPF: trabalhou 20 jogos seguidos nas 20 rodadas da A3 e com esse jogo de domingo fará sua 4ª participação nas 4 rodadas da série B, tem 33 anos). O 4º árbitro será Erick Renan Francelino da Silva (só trabalhou em 1 partida da Copa São Paulo em 2018, como 4º árbitro).

Pelas dimensões do campo (gramado de comprimento curto), penso que teremos um jogo com muitas faltas devido ao excesso de contato físico, dando trabalho ao árbitro. A propósito, o Estádio Antonio Soares de Oliveira, de Guarulhos, é sabidamente um local onde a FPF manda observadores de árbitros estudarem o potencial dos juízes; sendo assim, boa sorte ao quarteto de arbitragem.

– O gol anulado do Mengão em Santa Fé 0x0 Flamengo

Eu não tinha assistido o lance do gol flamenguista no último minuto de jogo contra o colombiano Santa Fé. E, ao ver o lance, fica claro que o árbitro acaba a partida (indevidamente) na roubada de bola do Flamengo.

O gol saiu, mas de um chute raivoso quando o goleiro já havia desistido da jogada, pois o término da partida já tinha acontecido. Resta saber: se estivesse valendo, o chute seria o mesmo e a reação do goleiro também?

Independente de tudo isso: não se pode, moralmente, encerrar o jogo assim. A Regra do Jogo permite que você termine a partida no minuto de acréscimos dado. O Espírito da Regra impede que você acabe o jogo numa situação de ataque como a ocorrida. Sendo 50 minutos de jogo, tendo dado 5 de acréscimos, significa que você não pode acabar antes do 50’00” nem passar do 50’59”.

Ficou claro para mim que ao ver o defensor perder a bola, o árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk (o mesmo de Independiente 0x1 Corinthiams, do lance ignorado do gol irregular que deu a vitória ao visitante), não quis a continuidade do ataque para “não se comprometer”.

Particularmente, achei erro premeditado (dificilmente você lê em minhas anotações tal expressão). Não foi equívoco de competência técnica ou de não saber interpretar que surgiria o ataque, ele VIU que surgiu o ataque e terminou o jogo. E por ser árbitro do quadro da FIFA, tem a consciência de que fez errado.

No meu rol de “assaltos assistidos no futebol”, tenho 3 partidas que não duvido de que houve má fé real: a atuação de Clive Thomas, árbitro do País de Gales (Brasil 1×1 Suécia anulando o gol da Seleção Brasileira no último minuto, alegando que encerrou o jogo durante a cobrança do escanteio), a do uruguaio Ubaldo Aquino no Boca x Palmeiras (pênalti inexistente para o Boca e não marcado ao Palmeiras – Ubaldo trabalha na Comissão de Árbitros da Conmebol atualmente) e a do paraguaio Carlos Amarilla no Corinthians x Boca (pelo conjunto da obra). Com esse lance de ontem, 4 jogos que afirmo: não foram erros “por acaso”.

O lance abaixo:

– Os dois lances polêmicos de Palmeiras 1×0 Internacional

Muita reclamação do Colorado na partida contra o Verdão no Pacaembu. Procedem as queixas?

Foram dois lances polêmicos. Vamos a eles?

1 – Aos 44 minutos, Nico Lopez está no ataque, é cercado por dois palmeirenses e entra na área. Lucas Lima tenta disputar a bola e o atacante vai ao chão reclamando pênalti. Por baixo, é lance certeiro na bola (portanto, não houve infração). Por cima, a mão esquerda de Lucas Lima não tem visivelmente força suficiente para derrubá-lo (portanto, também não há infração). Parece-me, pela câmera lateral, que Nico se aproveita do contato físico e tenta se jogar, escorregando ao mesmo tempo. Dessa forma, acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique.

2 – Aos 73 minutos, Leandro Damião está na mesma linha que o penúltimo adversário e é lançado. Entretanto, o bandeira Silbert Sisquim, que estava muito bem posicionado, invalida o lance sancionando o impedimento. Errou! A explicação mais lógica é a desatenção no momento em que a bola é lançada, já que Damião está bem à sua linha, mas o companheiro do atacante está longe do árbitro assistente, sendo que o momento do impedimento é o do toque deste atleta quando ele lança a bola. Aqui, vale a máxima: “bandeira bom é bandeira vesgo”…

Assim, um lance não procede a reclamação; no outro, sim!

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– Quando a Imagem diz tudo sobre o lance… Fluminense x Cruzeiro

Não assisti ao jogo, não comentarei a jogada pela foto (pois é imagem estática e pode deturpar o acontecido) nem ouso recriminar, mas…

Acho que doeu, não? Recebi e compartilho:

– Análise da Arbitragem de Paulista 4 x 0 União

Muito boa arbitragem de Daniel Carlos Luciano Fernandes no Estádio Jayme Cintra, para a partida em que o Galo venceu seu adversário de Mogi das Cruzes em um bom jogo de futebol.

Pela divisão e experiência do juizão, gostei muito do que vi. Daniel correu bastante, não se acomodou apesar da facilidade em apitar a partida (o jogo ajudou muito, devido à elasticidade do placar) e esteve bem atento aos detalhes da partida.

Tecnicamente, foi exigido em dois lances de suposta mão na bola, e acertou nos dois: bolas que bateram na mão dos zagueiros (uma a favor do União e outra do Paulista, ambas no segundo tempo) e ele mandou seguir. Errou apenas em dois lances: uma falta que aconteceu na entrada da área e ele preferiu entender que a posse de bola seria vantagem (pelo local, a vantagem seria a marcação da falta, pois a posse de bola não correspondeu a uma vantagem). O outro equívoco foi quando Fábio Luís recua uma bola do meio de campo ao seu arqueiro e o goleiro Lelito espera a aproximação do atacante Carlinhos – na sequência, Lelito pega a bola com a mão para a saída de jogo. Isso é recuo deliberado, e talvez tenha bobeado pela demora do lance e não se atentou (mesmo, repito, sendo atento ao jogo).

Disciplinarmente, usa muito bem a advertência verbal e é correto nos cartões, que foram todos bem aplicados, faltando apenas um a Anderson, que fez dura falta em Quadrado; a vantagem foi aplicada (aí sim corretamente) mas não advertiu o atleta infrator quando a bola parou. Tenho a impressão de que ele “perdeu o jogador faltoso” – e se tivéssemos árbitro de vídeo, poderia ter recebido a ajuda.

Já o bandeira Luiz Felipe Prado Silva teve muito trabalho com lances de impedimento (que foram muitos), sendo que no quarto gol do time jundiaiense o atacante Daniel esperava a bola visivelmente sozinho, e quando ela é tocada e ele faz gol de cabeça, não houve dúvida do impedimento ativo que não foi marcado.

O bandeira Diogo Correia dos Santos esteve muito bem, sendo exigido apenas no segundo lance do gol do Paulista – impedimento ou não “ajustado”, mas que ele acertou.

Gostaria de ver novamente a arbitragem de Daniel Carlos, em jogo de maior dificuldade, para comprovar as virtudes mostradas nesse sábado.

Uma única observação: na súmula, consta que o número de faltas foi: Paulista 16 x 14 União. Nada disso, foram 20 faltas cometidas pelo Paulista e 22 do União. Bobeou o quarto-árbitro Thales Wilian Storari.

Lamentavelmente, não houve a execução do Hino Nacional, conforme obriga a lei, por problemas técnicos. Fomos (a equipe do Time Forte do Esporte da Difusora) testemunhas dos testes de som realizados antes do jogo, incluindo a execução do teste do Hino Municipal. Na hora H, falhou!

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– Arbitragem para Paulista x União de Mogi das Cruzes

Daniel Carlos Luciano Fernandes, natural de Cruzeiro, 35 anos de idade, há 13 temporadas na FPF, Personal Trainer e proprietário de uma empresa de eventos esportivos, apitará Paulista x União no próximo domingo.

Na Segunda Divisão, Daniel apitou Itapirense x São Carlos na Rodada 1 e São José x Guarulhos na Rodada 2 (no mesmo dia e estádio do jogo entre Joseense 0x1 Paulista, só que às 20h30). Ambos placares acabaram em 1×0. No começo deste ano, apitou algumas partidas da série A3. Já tem boa experiência no apito, embora não tenha apitado em divisões mais importantes.

Os bandeiras serão Luis Felipe Prado Silva e Diogo Correia dos Santos. O quarto-árbitro será Thales Wiliam Storari.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

– Os erros a favor dos brasileiros na 4a de Libertadores

Não costumamos ver erros em tamanha quantidade e importância na Libertadores da América para brasileiros, mas eles apareceram em dois jogos de “grandões”:

1- No vazio estádio do Maracanã (como é sem graça ver um gigante como aquele sem ninguém, devido à punição sofrida pelo Menção), o Flamengo se beneficiou da não-expulsão de Diego. O meia covardemente agrediu seu adversário (ainda não consegui pegar o nome dele) com uma “patada” em seu joelho, fora da disputa de bola. Ali, é lance para a Comissão Disciplinar da Conmebol punir pela imagem. Será que com 10 o Rubro-Negro seguraria o empate contra os colombianos do Santa Fé?

2-  Em Alvellaneda (ou como aportuguesado: Alvejaneda), o Corinthians venceu o Independiente, por 1×0. O placar seria outro se fosse validado o gol de Silvio Romero, aos 41m do 2o tempo. O bandeira considerou 4 atletas à frente da linha da bola (todos voltando da disputa da jogada e em impedimento passivo; errou), mas desconsiderou que o chute veio de quem estava em posição legal! Há 30 anos, fazia sentido tal anulação…

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– Um Circo no Depoimento no TJD

Eu acompanhei através do jornalista Tossiro Neto do GloboEsporte.com (www.twitter.com/tossiro) as quase 7 horas de depoimento do quinteto de arbitragem da decisão entre Palmeiras x Corinthians, além do delegado da partida Agnaldo Vieira e do Diretor de Árbitros Dionísio Roberto Domingos.

A matéria do próprio site está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/diretor-diz-que-nao-falou-com-quarto-arbitro-e-nega-interferencia-externa-na-final-do-paulistao.ghtml

O que eu achei?

Um verdadeiro “samba-do-crioulo-doido! Os bandeiras Daniel Ziolli e Anderson de Moraes Coelho foram bem objetivos e transparentes. Aliás, o assistente 1 Anderson foi quem demonstrou maior segurança nas respostas, indiscutivelmente. O 5o árbitro Alberto Poleto e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro tentaram ser bem explicativos, mas um pouco enrolados. Já o 4o árbitro Adriano de Assis Miranda entrou em contradição em algumas respostas, mostrando-se atrapalhado. O delegado do jogo, Agnaldo Vieira, brigou com a imagem e disse não ter dito “canto”. E, enfim, Dionísio, o Diretor de Árbitros, se apresentou como Tutor (juntamente com José Henrique de Carvalho, que estava no estádio) e ao mesmo tempo como membro à parte da FPF. E disse que o tempo todo estava com o celular desligado.

Estava mesmo? Custa-me a crer que alguém da posição dele desligue o celular durante a partida. Se, por exemplo, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro Bastos quiser falar com alguém, vai ligar para quem, senão a ele? SEMPRE terá alguém representando a entidade pronto a atender o presidente – e sempre foi assim!

O mais interessante é: o Dionísio é Diretor de Árbitros (um ex-árbitro, lembremo-nos) e  nos depoimentos diversos, foi dito que ele participou do Plano de Jogo da equipe de arbitragem. Ora, não é função dele! Ele tem que avaliar os árbitros e dirigir o departamento, não dizer a um árbitro de final de campeonato como deve apitar ou não. Isso poderia levar até mesmo a crer que fez isso em outros jogos, cometendo o erro de, quem sabe (não digo que fez), pedir para que em semifinais se alivie em cartões para não tirar ninguém da finalíssima!

Todo o conteúdo é acessível pelo Twitter do já citado Tossiro no endereço acima. Vale a pena ler! 

Creio que não vai dar em nada. O TJD dará uma suspensão simbólica no diretor da FPF e no quarto árbitro (apenas como resposta ao Palmeiras de que algo foi feito). Mas que fica claro a bagunça e o excesso de intromissão da Diretoria de Arbitragem no trabalho de campo dos árbitros (atrapalhando-os no pré-jogo), não há dúvidas!

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– O Árbitro de Vídeo no Brasileirão: a CBF vai ceder ou não?

É claro que não. Em que pese Palmeiras e Flamengo reclamarem e solicitarem árbitro de vídeo no Brasileirão de 2018 (mesmo que a própria CBF tenha refutado a implantação no começo do ano pela decisão colegiada dos clubes), são por tais motivos os empecilhos:

Não pode utilizar com campeonato em curso (pois a Regra tem que ser uma só no campeonato inteiro, da Rodada 1 até a 38). O Vídeo-Árbitro agora está na Regra do Jogo, e, assim, só pode ser usado em fases distintas de torneios onde há eliminatórias (nos pontos corridos, em meio a disputa, não).

– Não tem árbitro treinado em quantidade e tempo suficiente para usar.

– Não tem equipamento a disposição.

– Não deve usar a mesma geração de imagens da TV aberta (a FIFA e outras entidades usam sua própria geradora, além da contratação de terceiros). Usar a imagem da transmissão da Globo, por exemplo, nem pensar!

Enfim, novamente é um grande “blábláblá” que vem desde 2016!

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– O Robô da CBF não está avaliando com boa qualidade os árbitros escalados?

Há 1 ano, fizemos uma publicação sobre um anúncio da CBF que prometia REVOLUCIONAR a análise de desempenhos dos árbitros.

Será que deu certo?

Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2017/04/23/o-robozinho-vai-avaliar-os-arbitros-da-cbf/

O ROBOZINHO DA CBF VAI AVALIAR OS ÁRBITROS.

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no “Ranking dos Árbitros da FPF”, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Vitória 2×2 Flamengo e a péssima arbitragem de Wagner Reway. Culpa de quem?

O Brasil inteiro acompanhou o erro absurdo do árbitro mato-grossense Wagner Reway em Salvador no último sábado. Estando 0x1, o Vitória chuta uma bola para a meta, em cima da linha do gol ela explode no rosto de Everton Ribeiro (FLA), que, para surpresa de todos, é “expulso por evitar um gol com o uso das mãos” e o pênalti (convertido em gol) marcado.

Fora esse lance bizarro, outros equívocos inaceitáveis acontecidos. Mas quem é o culpado por essa horrível arbitragem?

O árbitro, tenha certeza, é o menor dos responsáveis. Entenda:

Culpado 1: é o ex-diretor de árbitros da CBF Sérgio Correa da Silva (atual diretor de desenvolvimento do VAR brasileiro), que trouxe do Mato Grosso (sem ter apitado jogo importante) Reway para a lista da FIFA (sim, ele está no quadro de elite entre os 10 melhores brasileiros do apito que possuem a insígnia internacional).

Culpado 2: é o atual comandante dos árbitros da CBF, Coronel Marcos Marinho, que o mantém na lista da FIFA, e que cometeu a insensatez de marcar um teste físico a todos os árbitros de São Paulo, tirando-os das escalas, na Rodada 1 do Brasileirão (não tem nenhum árbitro paulista escalado na Série A, B ou C nesse final de semana).

Culpado 3: os clubes de futebolque insistem em abrir mão do árbitro de vídeo e não pressionam para a milionária CBF implantá-lo (e, logicamente, assumir os custos).

O lance mais reclamado foi esse citado aos 10 minutos de jogo. Mas pense: no Derby do último final de semana, um quarto árbitro supostamente viu um lance interpretativo com magnífica clareza e avisou o árbitro (mesmo o mundo do futebol duvidando). Na Bahia, nem árbitro, nem bandeiras, nem quarto árbitro – ninguém – viu tal ridícula gafe.

Acho que continuamos vivendo o #GER7x1BRA e ninguém se deu conta…

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– Capitão Augusto quer saber o time do coração dos árbitros!

Se nós estamos desacreditados com a Política, e achamos que há muito deputado custando caro para a nação, veja isso:

Na última 3a feira, no Congresso Nacional, discursou o Deputado Capitão Augusto (PR – SP), em defesa da Mudança do Estatuto do Torcedor, acrescentando o seguinte parágrafo:

“É obrigatória a declaração, por escrito, do árbitro e do auxiliar informando o time do qual são torcedores, sendo vedada sua participação nos jogos de seu time de preferência, sob pena de nulidade da partida”.

Ou esse senhor é alienado dos reais problemas do país, ou está tentando, sem sucesso, agradar alguém. É uma vergonha que a Casa de Leis desse país tenha tal preocupação nesse momento tão importante da nação!

Segundo o Estadão (na matéria de Renan Cacioli), o nobre parlamentar é palmeirense. E, além desse parágrafo, acrescenta que “os árbitros de futebol devem ser impedidos de trabalharem no estado onde nasceram”.

Pela lógica dele, o Campeonato Paulista não poderia contar com juízes paulistas. É mole?

Ô dinheiro mal gasto…

Capitão Augusto, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante sessão em 2015 Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO

– Justa ou não a expulsão de Rodrigo Caio em Rosario Central 0x0 São Paulo?

O bom árbitro peruano Victor Carrillo (que para mim deveria estar na lista dos mundialistas 2018 no lugar do paraguaio Enrique Cáceres) apitou a estreia do Tricolor Paulista contra os “Canallas” em Rosário-ARG pela Sulamericana e entrou em uma polêmica: aos 35 minutos do 1o tempo, ao ver Rodrigo Caio pular para disputar uma bola com seu adversário Marco Ruben, o juiz interpretou que o são-paulino deu uma cotovelada no jogador argentino e o expulsou.

Cartão Vermelho ou não?

NÃO! Cartão Amarelo seria o correto.

Verifique que quando os dois atletas pulam, Rodrigo Caio tem uma impulsão maior que Marco Rubem e o cotovelo fica na altura do rosto do jogador que pulou menos alto, ao colocar o braço à sua frente. Da câmera de frente para o lance, percebe-se que ambos atletas estão preocupados em disputar a bola, e o erro do brasileiro é ganhar vantagem justamente com esse braço. Tal situação não é de força excessiva ou agressão proposital, mas de ação temerária que resulta em advertência por cartão amarelo (afinal, ele segurou o jogador com essa atitude).

O árbitro teria, posteriormente à marcação da falta, se impressionado com o fato do sangramento no rosto do atingido (em decorrência de casualidade e não de agressão)?

Pode ser. Em um primeiro momento, aparenta que nem cartão amarelo seria aplicado por Carillo, e após verificar o jogador no chão e o sangue, surge o vermelho.

Erro do árbitro, mas um “puxão de orelha” no jogador brasileiro: afinal, deu motivo para uma milonga de um inteligente adversário (que tirou proveito da “deixa”).

– Para mim, pênalti legítimo para o Real Madrid contra a Juventus.

Ouço muita gente tripudiando sobre o tiro penal marcado para o Madrid contra a Juve no último minuto dos acréscimos do 2o tempo. Estava 0x3, e se não fosse ele, a equipe italiana teria feito uma virada histórica na Espanha (tinha perdido por 3 gols na ida em Turim).

É claro que o sentimento do torcedor comum é ver a vitória épica e contestar um pênalti supostamente mandrake. Mas foi!

Na hora, achei infração (e infantilidade) do atleta da equipe da Itália pulando com as mãos nas costas do jogador do time espanhol, desequilibrqando-o. Ao rever o lance, não tive mais dúvida: pênalti.

O lamento foi a (correta) expulsão de Buffon, que encerrará sua participação na Champions League eliminado de tal forma e expulso.

– A Manipulação de Resultados só acontece no Futebol da Paraíba?

Na Paraíba, uma operação da Polícia chamada de “Cartola” está investigando um esquema de manipulação de resultados no futebol, envolvendo a Federação Paraibana de Futebol.

Inevitável perguntar: só acontece na Paraíba?

Extraído de Isto É: https://istoe.com.br/operacao-cartola-apura-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba/

OPERAÇÃO CARTOLA BUSCA ENVOLVIDOS EM MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO FUTEBOL

A Polícia Civil da Paraíba está cumprindo a execução de 39 mandados de busca e apreensão, desde a madrugada desta segunda-feira, nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras, para apurar supostos crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e por dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba.

A 4ª Vara Criminal de João Pessoa deferiu as medidas cautelares relacionadas à Operação “Cartola”. Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, manipulação de resultados (crimes do estatuto do torcedor), desvio de dinheiro de partidas de futebol profissional e por outras condutas sob apuração.

A Operação ‘Cartola’ envolveu 230 policiais e é resultado de mais de seis meses de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB), coordenado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Superintendência da Polícia Civil de João Pessoa, Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF).

Na investigação, segundo o MP, foi possível identificar a existência de dois núcleos principais, com aproximadamente 80 membros identificados. O primeiro núcleo é formado por membros da FPF, Ceaf e dirigentes de clubes de futebol profissional. O segundo núcleo (dos cartolas) é responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao futebol paraibano e conta muita articulação institucional.

O segundo núcleo identificado é formado por membros executores ligados à Ceaf (arbitragem), funcionários da FPF e de clubes de futebol, que atuam segundo a determinação do núcleo principal.

O advogado da Federação Paraibana de Futebol, Hilton Souto Maior, disse que lamenta a situação deprimente de pessoas que querem destruir a imagem de clubes paraibanos e federação. “Foi uma ação originada por um integrante da federação, que está envolvido em investigações ilícitas. Estamos ajudando a Justiça a solucionar estas denúncias. Não entramos no mérito de manipulação de jogos, porque isso remete-se aos clubes”, disse em entrevista a uma rede de televisão local.

Confira a lista dos principais investigados na Operação Cartola:

AMADEU RODRIGUES – Presidente da FPF

FEDERAÇÃO PARAIBANA DE FUTEBOL (FPF)

ROSILENE DE ARAUJO GOMES – Ex-presidente da FPF

MARCOS SOUTO MAIOR – Advogado da FPF

JOSÉ RENATO (ZÉ RENATO) – Presidente da Comissão de Arbitragem

SEVERINO LEMOS (BINA) – Diretor de arbitragem da FPF

LIONALDO SANTOS – Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva

ZEZINHO DO BOTAFOGO – presidente do Botafogo

BRENO MORAIS – Vice-presidente do Botafogo

BRENO MORAIS / EMPRESA NORDIL

DR ALEXANDRE – Advogado e vice-presidente jurídico do Botafogo

FRANCISCO SALES – Diretor do Botafogo

WILLIAM SIMÕES – Presidente do Campinense Clube

JUAREZ LOURENÇO – presidente do Treze

FABIO AZEVEDO – Dirigente do Treze

ALANKARDEC CAVALCANTI – Dirigente do Treze

JOSIVALDO GOMES – Presidente do CSP

RENAN ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

ADEILSON CARMO – Árbitro de futebol da FPF

JOSE MARIA DE LUCENA NETTO (NETO) – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO CARLOS DA ROCHA (MINEIRO) – Árbitro de futebol da FPF

JOÃO BOSCO SÁTIRO DA NOBREGA – Árbitro de futebol da FPF

ANTONIO UMBELINO – Árbitro de futebol da FPF

DIEGO ROBERTO – Árbitro de futebol da FPF

EDER CAXIAS – Árbitro de futebol da FPF

TARCISIO JOSE DE SOUZA (GALEGUINHO) – Árbitro de futebol da FPF

LUIS FILIPE – Árbitro de futebol da FPF

ÁDGUERRO XAVIER – Árbitro de futebol da FPF

JOSE ARAUJO DA PENHA (ARAUJO) – Funcionário da FPF

LUCAS ANDRADE – Funcionário da FPF

SONIA ANDRADE – Funcionário da FPF

BENEDITO DA PENHA MEDEIROS JUNIOR (BENINHA) – Filho de diretor do Botafogo

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– O VAR no Paulistão 2019 e a provável ineficiência dele em 2018 no lance entre Ralf x Dudu

O jogo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, decisão do Campeonato Paulista deste ano, ainda rende assunto.

Na Festa da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, ao ver a ausência da equipe do Palmeiras em protesto contra a entidade, declarou logo na abertura do evento que:

Uma das grandes e positivas novidades do Paulistão de 2018 foi o investimento na capacitação da arbitragem.

Seria hilário, se não fosse trágico. Dinheiro mal gasto, indubitavelmente, em gestores incapazes em melhorar a atuação, formação e desenvolvimento dos árbitros de futebol (e olha que a verba é boa).

Mas dentro e fora de campo, fica impossível em não debater: e se tivéssemos árbitro de vídeo (o VAR) no torneio?

Uma das exigências da carta-protesto do Palmeiras após as críticas duras do seu presidente é a implantação do vídeo-árbitro na próxima edição. A proposta (já aprovada pela FIFA e historicamente incorporada pela International Board nas Regras do Jogo de Futebol) tem um custo relativamente alto (nada inviável para as ricas federações e confederação do Brasil, mas custosa aos clubes).

Mas pense: e para um jogo de “meio de tabela” em Barueri, como Oeste x Ituano, com público provável de menos de 1000 torcedores? Vale a pena o esforço? Entretanto, para as fases eliminatórias, num Morumbi com 66.000 torcedores para São Paulo x Santos, vale (o que não pode é ter o equipamento em alguns jogos de uma fase do torneio e em outros não; tem que existir em todos os jogos de uma mesma fase – e, no caso, nas “fases que valem”).

Fui perguntado por amigos: e se existisse o Vídeo-Árbitro no jogo de domingo, no pênalti tão discutido marcado e posteriormente desmarcado pelo aviso do 4o árbitro, onde se desconfia de que a ordem veio de fora, com ajuda externa após ouvir o comentarista da Rede Globo, repassado ao 5o árbitro, e que nada será provado?

A resposta é simples: se existisse o VAR, ele não poderia chamar o árbitro central, pois de acordo com o protocolo FIFA, esse lance interpretativo não poderia ter a interferência da cabine.

Eu não marcaria o tiro penal, mas ouço muitos dizendo que marcariam (na discussão se pegou simultaneamente bola e perna ou primeiramente a bola). Como o árbitro de vídeo poderia interpretar tal situação e avisar o árbitro, já que não há clareza no erro ou não do juizão?

A possibilidade que existiria é: caso o árbitro estivesse realmente em dúvida, solicitar a imagem, correr ao monitor e verificar novamente o lance – mas sem a iniciativa de provocação da cabine, pois o lance, repito, é interpretativo e a decisão final do árbitro.

Dessa forma, se até o vídeo-árbitro estaria limitado na interferência na decisão do juiz, cabe a reflexão: como crer que o 4o árbitro poderia “salvar o árbitro” em um lance de tal delicadeza na decisão?

Gosto muito do amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas custa-me a acreditar que realmente caiu no erro de combinar no plano de trabalho pré-jogo que Adriano de Assis Miranda interferisse em situações como a ocorrida. NINGUÉM (dos mais novos ao mais experientes) pede ao 4o arbitro, na hora de formular esse plano de trabalho, que exista a interferência dele em lance interpretativo de tiro penal.

Assim, fica a questão: será que mediante todos os fatos, a Federação Paulista de Futebol, que gabou-se de ter feito ótima capacitação dos árbitros para a temporada, implantará o arbitro de vídeo em 2019?

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– A péssima orientação da FPF na conduta dos 4os Árbitros trouxe consequências à decisão entre Palmeiras 0x1 Corinthians

No domingo, falamos muito sobre possíveis interferências externas em jogos de futebol, citando outras partidas com situações semelhantes ao do Derby decisivo do Campeonato Paulista (vide em: https://wp.me/p55Mu0-1VU). Mas algo muito mais importante que quero discutir e que tem ligação direta à confusão de ontem: a péssima orientação que a Comissão de Árbitros da FPF dá sobre a conduta dos seus quarto-árbitros.

A entidade criou o “Árbitro Assistente 3”, um bandeira sem flâmula oposto ao bandeira 1, travestido de árbitro, que anda non sense onde não deveria estar.

Em Jundiaí, nos jogos do Paulista Futebol Clube, costumamos comentar com frequência em nossas transmissões na Rádio Difusora que em desnecessários lances, o quarto-árbitro sai da sua posição e avança para o banco de reservas do visitante; passa à frente deles e vai quase para o escanteio.

Pra quê?

É um equívoco tal orientação, largando das funções reais do 4o Árbitro e dando a ele uma importância e participação maior do que poderia e deveria ter! Não vai melhorar em nada a arbitragem fazer com que o cidadão se posicione ali (repare que isso NÃO EXISTE NO RESTO DO MUNDO, SÓ AQUI). O quarto-árbitro, desde que deixou de ser “árbitro-reserva” e ganhou mais atribuições, pode e deve ajudar o árbitro, quando for necessário e puder, mas na hora certa!

Repare que no jogo do Allianz Parque, o quarto árbitro Adriano de Assis Mirada, em determinados momentos, tornou-se um velocista da linha lateral, correndo de um poste de escanteio a outro!

Aliás, me assusta confiar a ele tal importante escala, já que em duas partidas que comentamos ele foi péssimo: a da “tempestade de raios em Jayme Cintra” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-My) e o “dilúvio de Itapira” (vide em: https://wp.me/p55Mu0-f8).

O que intriga é: se o quarto-árbitro estava convicto (e eu duvido disso, pois o lance é do árbitro central, até pelo seu posicionamento), porque não se comunicou por rádio para que a decisão do árbitro fosse rápida?

Mais do que isso: com a experiência que tem o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, por que ouvia o quarto-arbitro Adriano Miranda e olhava para o reservado da FPF entre os bancos na linha lateral? Aliás, lá estava Dionísio Roberto Domingues, o “Todo-Poderoso” da arbitragem paulista. Repare nas imagens, isso é claro. Me pesa ter acreditado nas palavras do presidente Reinaldo Carneiro Bastos, quando disse pessoalmente a mim quer o comando da arbitragem estaria nas mãos de Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho. Não está, é Dionísio quem manda.

Por último: ridícula a decisão de Marcelo em chamar o jogador Ralf e perguntar se ele “tocou a bola ou o Dudu. O árbitro é ele, não o jogador.

Insisto: pênalti, não foi. Mas o conserto veio através de erro, de procedimento inaceitável com possível interferência externa. O problema é: provar tal fato, o que acarretaria erro de direito e anulação do jogo, o que é muito difícil. Tão difícil quanto crer que foi uma decisão sem interferência externa e ilegal.

Se tivéssemos árbitro de vídeo no Brasil (aliás, os presidentes de clubes, aceitando a sugestão indireta da CBF, abortaram a iniciativa do VAR por aqui), isso seria resolvido sem traumas. E culpe-se também Galliote e Sanches, presidentes de Palmeiras e Corinthians, por vetarem os árbitros da FIFA na final (leia em: https://wp.me/p55Mu0-1VO).

Em tempo: Ralf atinge a bola e depois Dudu, e é isso é lance legal (consequência de uma disputa de bola). Se Ralf atinge a bola SIMULTANEAMENTE a Dudu, aí sim é infração.

– Houve interferência externa em Palmeiras 0x1 Corinthians?

A mim, seria muito difícil de onde estava o quarto árbitro Adriano Assis de Miranda ter precisão se foi pênalti ou não no Derby decisivo. A palavra final deveria ser a do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

ENTRETANTO, não foi pênalti. Por linhas tortas, acertou o árbitro.

A questão é: houve ou não interferência externa?

Para recordar: no Brasileirão de 2015, tivemos INÚMERAS situações de interferência de 4o árbitros onde supostamente receberam informação externa após alguns minutos. Teve até “desexpulsão” de Egídio /SEP.

Relato esses casos em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Amparo

Na manhã de domingo, uma arbitragem razoável de um árbitro com virtudes a serem exploradas e defeitos a serem corrigidos.

Humberto José Júnior, o árbitro, tem bom porte físico, correu bastante, marcou 28 faltas (Paulista 16 x 12 Amparo) e foi correto nos acréscimos dos dois períodos.

Tecnicamente, foi regular: marcou faltas a qualquer contato físico no início do jogo, mas depois se corrigiu. Soube não cair na “cavada de pênalti” de Ronaldo (PAU).

Disciplinarmente não foi exigido, mas precisa vibrar mais e agilizar a partida (não pode ser tão conivente com nítidas quedas de atletas para “matar o tempo”). Duas vezes fez sinal que “acabou a cera”, mas não acabou. Acertou no cartão amarelo a Nathan (PAU) e a Luís Felipe II (AMP). Expulsou corretamente Nathan por reincidência.

No primeiro tempo, permitiu uma vantagem ao ataque do Paulista muito interessante; mas no segundo tempo, errou em não aplicar uma vantagem a cada equipe.

Enfim: o árbitro tem potencial, mas precisa ser trabalhado.

Renda Bruta: R$ 8.480,00 +
Renda Líquida: R$ 1.682,00 –
Público: 577 pagantes

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– Um “Palmeiras x Corinthians” pode vetar árbitro?

Claro que pode!

Você imagina que em tempos atuais, se os importantes cartolas de Palmeiras e Corinthians pedirem vetos de nomes de árbitros, isso ocorrerá?

Ou se eles escolherem?

Lembram do episódio do “Fala Muito” de Tite x Felipão, quando o já saudoso Jornal da Tarde noticiou que o árbitro a ser sorteado seria Paulo César de Oliveira (e realmente foi)?

A boataria diz que o Palmeiras vetou Raphael Claus por conta da expulsão de Jailson e o Corinthians vetou Luiz Flávio de Oliveira pelas últimas atuações em jogos de sua equipe.

Faz sentido?

Talvez, afinal, esses árbitros já estavam escalados em campeonatos estaduais de outros estados ANTES do sorteio da Federação Paulista. Claus, por exemplo, apita o Ba-Vi; Luiz Flávio apita Cruzeiro x Atlético Mineiro.

Registro: não é informação, mas impressão de que a cartolagem não fez força alguma para que os árbitros FIFA de São Paulo apitassem a final do Campeonato do próprio estado. Paciência. Desejo novamente (pois já o fiz) boa sorte ao juiz Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o árbitro da final.

– Análise da Arbitragem para Paulista x Amparo, Rodada 1 da Segunda Divisão.

Para a estreia do Galo na Segunda Divisão Sub 23 do Estadual contra o Amparo (na prática, a 4ª divisão), apitará Humberto José Júnior (que concorreu no sorteio com André Luiz Ribeiro Cozzi).

Humberto tem 32 anos, é de Valinhos-SP, ainda não apitou jogos profissionais em 2018 (somente Copa SP), tem 5 anos de carreira e atuou como árbitro central em alguns jogos da 2ª divisão. Galga mais experiência para 2019 estar habilitado a fim de apitar a série A3. No ano passado, trabalhou como bandeira na final do Campeonato Amador de Louveira. Também apita jogos de Futsal.

Uma vantagem para o jovem árbitro é que apitou muitos jogos do Sub20; assim, não sentirá muita diferença num torneio Sub 23.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Aliás, um bacana histórico do Leão de Amparo pode ser acessado aqui: http://www.asmilcamisas.com.br/2012/08/04/138-camisa-do-amparo-athletico/

– Por quê Argote não deu o pênalti em Deyverson no Palmeiras 2 x 0 Alianza Lima?

Quando vejo árbitro da Venezuela em escala de time brasileiro, já imagino que teremos lambança para qualquer um dos lados, devido à baixa qualidade técnica dos juízes do nosso vizinho país (de pouca tradição no esporte bretão).

No futebol de alto nível, não se permite mais erros primários de posicionamento como o de José Argote Vega no Allianz Parque na noite desta 3ª feira. O juizão estava longe do lance, bem em linha reta do zagueiro do time peruano e ficou encoberto pelo próprio corpo do atleta infrator no pênalti reclamado aos 45 minutos do 2o tempo. Se estivesse mais próximo e à esquerda do lance, observaria que Araújo atinge a bola com a perna esquerda e simultaneamente o atleta brasileiro Deyverson com a perna direita. Bola e adversário atingidos significam tiro penal, não marcado ao time palmeirense.

Claro que o time Alviverde venceu, mas fará ou não falta esse possível gol que poderia ser marcado na hora da classificação final dessa fase da Libertadores da América?

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– Por quê a Conmebol mudou a “regra dos árbitros de fora”?

Na última edição da Libertadores da América, supostamente a pedido dos clubes, os árbitros de confrontos domésticos sempre eram de outros países (isso ajudaria a evitar desgastes e vícios de árbitros locais). Assim, nenhum árbitro brasileiro apitou confrontos entre brasileiros na competição.

Esse ano parece que a coisa mudou. Para Cruzeiro x Vasco foi escalado o brasileiro Raphael Claus (que também apitará o BaVi da final de domingo – portanto, está fora da decisão do Paulistão 2018). Nada contra, mas a questão é: por quê a Conmebol mudou? Existe algum esclarecimento para essa alteração nas escalas?

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