– Henrique Ceifador e a “trombada” com o árbitro.

Henrique Dourado (o Ceifador) joga na China. E ele derrubou o árbitro e foi punido com suspensão de 1 ano e meio.

A defesa alegou trombada. A Federação Chinesa, agressão.

Veja o lance e tire sua conclusão:

(Vídeo e arte de UOL.com.br)

– Arbitragem para a Copa do Brasil.

Ramon Abatti Abel, que tem se destacado no Brasileirão, apitará Corinthians x Fluminense. Anderson Daronco, pela enésima vez, apitará uma confronto envolvendo São Paulo x Flamengo. Ambos ficaram concentrados desde 2ª feira no RJ.

Ramon tem uma trajetória idêntica a de Sandro Meira Ricci no começo de carreira. Na época, o chefe dos árbitros da CBF, Sérgio Corrêa da Silva, estava com problemas de desempenho dos seus FIFAs. Então, para os jogos mais difíceis, escalava o aspirante Ricci (que estava na melhor fase da sua carreira e realmente estava apitando muito bem). No ano seguinte, Ricci entrou para a FIFA e caiu na mesmice. Tomara que Ramon mantenha seu ritmo atual e evolua.

Daronco, depois da confusão com o Palmeiras no Ceará, foi poupado dos holofotes para ser aproveitado nessa fase. É nítido que fez um trabalho de recuperação física e descansou a imagem (assim como um artista de novela sai de cena para evitar desgastes). A única coisa é: quantos jogos entre Fla x SPFC ele já trabalhou nos últimos anos?

Pela “lógica das escalas”: Jean Pierre “Vin Diesel” no Maracanã para Corinthians x Fluminense e Wilton Sampaio no Flamengo x São Paulo? Talvez. Assim, se Abatti for bem, se garante no primeiro jogo da final e, se tivermos confrontos entre paulistas ou entre cariocas, Claus na finalíssima (só não vai se a final for um RJ-SP).

Desejo uma ótima arbitragem para a noite. Pena que os dois jogos sejam no mesmo dia, poderia uma das partidas ter sido marcada para a 5ª feira.

Imagem: print de tela do Google.

– Massa Bruta e Vozão com a polêmica dos pênaltis.

Já falamos da péssima arbitragem de Bruno Arleu, desagradando tanto o Red Bull Bragantino quanto o Ceará, pelo Brasileirão da Série A (em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/21/que-circo-em-red-bull-bragantino-x-ceara/)

A questão é: “evitou-se” um erro de direito ou tudo foi consciente?

Aqui sobre a lambança: https://youtu.be/sjoxxjjkLCk

– E no último lance de Palmeiras 1×1 Flamengo…

Torcer para árbitro é pior do que torcer para time ruim. E Ramon Abel Abatti fez uma excelente arbitragem em Palmeiras 1×1 Flamengo, até que… surgiu a falta de Vidal em Goméz.

É lance interpretativo do árbitro, não é para o VAR protagonizar (o problema é que, como no Brasil se chama para tudo, cobrar-se-á que se chame). Mas, com a visão aberta, eu marcaria tiro penal (entendo que não foi uma trombada casual, mas carga faltosa, sem a necessidade de advertência). Provavelmente, quando o árbitro ver em casa, perceberá que errou.

Uma pena. Sua arbitragem era quase perfeita. Para tirar 10 e fechar com chave de ouro, faltou esse lance.

Imagem extraída da Web.

– Arbitragem para Palmeiras x Flamengo:

Sobre o jovem árbitro Ramon Abatti Abel-SC: ele é considerado a maior revelação da arbitragem dos últimos anos, e deve assumir o escudo da FIFA em 2023. Realmente, fez bons jogos até então.

Ele apitou como últimas partidas de Palmeiras e Flamengo: Palmeiras 4×2 Atlético Goianiense e São Paulo 0x2 Flamengo. Pela lógica: os times envolvidos ganharam e não reclamaram; portanto, ótimo histórico para não se ter queixa.

Mas recordo: lembremos de que num Palmeiras x Flamengo, apitado pelo Vuaden, Abel Ferreira queixou-se que para um jogo daquele tamanho tinha que ser FIFA…

Torcerei para uma boa arbitragem. Não sei se ocorrerá.

Arte extraída de Estadão.com

– O pênalti de Reinaldo em América/MG 2×2 São Paulo: foi ou não?

Avalie o que a regra diz sobre movimentos de “mão na bola”, e reforce a atenção no texto para “intenção” e “movimento anti-natural”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/ (está bem didático).

O problema é que a CBF inventou uma “regra nova”. Nesta postagem de 2016, TUDO virou pênalti (e repare: em determinando momento, há um jogador no qual a bola bate nele e ele tem o reflexo de evitar o contato, e se diz: “não está na regra mas esse lance é considerado movimento antinatural”. Assista em: https://youtu.be/g-VWwVcxsoE.

No lance de Reinaldo, após uma cabeçada de Maidana: ele está de costas, sem ver a bola. Aquele braço no ar é um movimento natural de quem salta, a fim de ganhar impulsão (os dois atletas fazem isso) ou é um movimento antinatural, onde o jogador premeditadamente quer que a bola bata nele?

O que não vale dizer é: “o braço está acima do ombro então é movimento antinatural”, já que a regra diz:

Handling the ball
For the purposes of determining handball offences, the upper boundary of the arm is in line with the bottom of the armpit. Not every touch of a player’s hand/arm with the ball is an offence.
It is an offence if a player:
• deliberately touches the ball with their hand/arm, for example moving the hand/arm towards the ball
• touches the ball with their hand/arm when it has made their body unnaturally bigger. A player is considered to have made their body unnaturally bigger when the position of their hand/arm is not a consequence of, or justifiable by, the player’s body movement for that specific situation*. By having their hand/arm in such a position, the player takes a risk of their hand/arm being hit by the ball and being penalised

*Significa, numa tradução bem simples: o movimento do jogador é algo justificável, ou seja, em posição normal / natural, ou foi um movimento anormal, injustificável?

A verdade é: não importa onde o braço esteja, acima disso tem que avaliar se foi: INTENCIONAL, NATURAL ou ANTINATURAL.

Errou o árbitro Braulio da Silva Machado (que já marcou vários pênaltis assim). Repare que ele e o bandeira 2 estão com a visão aberta e não marcaram o pênalti naquele momento, e só foi marcado depois do chamado do VAR Adriano Milczvski .

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre América-MG e São  Paulo | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/sao-paulo-futebol/america-mg-x-sao-paulo-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo.html

– E cadê o livro de Regras do Jogo 2022/2023?

As Regras do Futebol para a Nova Temporada (2022/2023) começaram a valer em 1º de julho de 2022. Mas… tente “imprimir” ou “fazer download” em “Língua Portuguesa falada no Brasil”!

Até hoje, 18 de agosto, as entidades oficiais brasileiras não atualizaram seus anexos. A CBF só disponibiliza hoje as alterações em seu link, sem as regras oficiais (link aqui: https://www.cbf.com.br/a-cbf/arbitragem/aplicacao-regra-diretrizes-fifa – verifique que as 17 regras não estão disponibilizadas).

A FPF, outra entidade importante, trabalha com o arquivo eletrônico da temporada 2021/ 2022, sem disponibilizar o link das alterações em seu site (exatamente o contrário da CBF, vide em: https://futebolpaulista.com.br/Arbitragem/Regras.aspx).

Caso as entidades tenham a boa vontade de colocar o arquivo das Regras 2022/2023 para impressão, ficarei feliz (normalmente, semanas depois de reclamação, fazem a atualização). Por enquanto, vou usando o App oficial da IFAB, que é o texto original em Inglês.

A questão é: em português e impresso, fica mais fácil para pesquisar especialmente quando não se tem acesso à Web…

Creiamos que, enquanto isso, todos os árbitros, bandeiras e VARs estejam devorando a regra em inglês. Ou não?

Ironias à parte, ao invés de ajudar na divulgação, parece que as entidades do futebol querem esconder os textos…

Nota Oficial

– Fluminense 2×2 Fortaleza: os lances polêmicos da arbitragem e a reclamação do tricolor cearense.

O Fortaleza reclama da arbitragem após sua eliminação da Copa do Brasil. Com ou sem razão?

Com razão, devido ao pênalti. Vamos lá:

Aos 59m, Brítez (FOR) está marcando Matheus Martins (FLU) que está na área. O atleta atacante sai dela, e o defensor (que ainda está dentro dela) tenta roubar a bola, cometendo infração. Pênalti ou não?

Lembre-se: a infração deve ser marcada no local onde ela se consome. Matheus Martins é tocado FORA DA ÁREA, não importa se o infrator estava dentro (portanto, é falta). Se fosse em cima da linha, seria pênalti (já que as linhas fazem parte da área penal). O árbitro Wilton Pereira Sampaio marcou corretamente a falta, mas o VAR Pablo Ramon Pinheiro / RN sugeriu que foi dentro… errou. Wilton (que vai à Copa com Claus) deveria ter batido no peito e mantido sua decisão de campo. Pablo (que não vai à Copa, assim como nenhum VAR brasileiro irá, pois ninguém teve capacidade de se qualificar) deveria ter ficado quieto.

Aos 71m, Arias (FLU) cruzou para Cano (FLU) que fez o 2º gol. O braço do atacante está à frente da linha (entretanto, ele não conta para o impedimento, já que braços não são partes “jogáveis”). Resta a dúvida: as partes jogáveis dele estavam à frente ou em mesma linha do defensor? Confesso que não consegui assistir as linhas traçadas pelo VAR, mas lembro: se o lance é ajustado / duvidoso, deve prevalecer a decisão de campo.

A pergunta é: e a Inter-temporada dos árbitros, não adiantou?

Arte extraída de: https://diarioprime.com.br/futebol-ao-vivo/jogos-de-hoje/jogo-ao-vivo/serie-a-ao-vivo-fortaleza-e-fluminense-jogam-pela-serie-a-neste-sabado/

– Até 12 anos, proibido cabecear!

A discussão veio de outros esportes, e já há algum tempo a FIFA e o IFAB vinham estudando: até onde “lances de cabeça” podem provocar lesões?

Em 2020, pediu-se rigor máximo para que os árbitros tomassem cuidado com lances de braço na cabeça de atletas. A CBF, tempos atrás, sugeriu que crianças não treinassem mais cabeceios. Agora, por recomendação médica, há a proibição oficial de que atletas de até 12 anos não devam cabecear a bola. Se o fizerem, será falta.

Será que um dia isso será estendido aos adultos?

 

– O time de futebol mais competitivo do Brasil hoje, é…

Mesmo quando não joga bem, o Palmeiras vence. Mostra disso foi o que vimos na Arena Neo Química no último sábado. Um time frio, paciente e quando não vai na bola, vai na sorte.

No Rio de Janeiro, o Flamengo mostra que além de jogar um futebol vistoso, tem dois times bem armados, o “do Campeonato” e o “das Copas”. Se fundidos, o que dará?

Por outro lado, mesmo jogando feio, o Athletico de Felipão, aos trancos e barrancos, vai chegando. Mais copeiro do que Scolari, não há. Com garra, com anti-jogo, com pragmatismo e com outras qualidades (ou não), está chegando nas Copas.

Essas 3 equipes representam o Brasil na Taça Libertadores da América, nas semi-finais. E estão disputando o Campeonato Brasileiro com afinco, na medida do possível, embora se distanciaram na tabela. Delas, qual a mais competitiva para você? Ou, se preferir, responda também: qual a mais “confiável”? (Se é que dá para responder, pois, confesso, é uma pergunta muito difícil…).

Os jogadores de futebol brasileiros mais admirados na Europa – Jornal  Pequeno

Imagem extraída de: https://jornalpequeno.com.br/2022/07/12/os-jogadores-de-futebol-brasileiros-mais-admirados-na-europa/

– Análise da Arbitragem de São Paulo 3×0 Red Bull Bragantino.

Nesta tarde de domingo, uma arbitragem boa (sem o árbitro de vídeo atrapalhar a partida) na vitória do Tricolor contra o Massa Bruta. Vamos à ela:

No começo da partida, o jovem árbitro Paulo Zanovelli estava nervoso e cometeu alguns erros técnicos e disciplinares. Durante o jogo foi se acertando e melhorou bastante no segundo tempo.

Com boas qualidades no posicionamento em campo, pecou no final do primeiro tempo ao permitir faltas mais viris e não aplicar o Cartão Amarelo. Mas com o placar mais dilatado na segunda etapa, e os atletas ajudando, desempenhou um bom trabalho.

Mostrou ser um árbitro que, se bem preparado, tem grande potencial. Especialmente pela leitura de jogo e aplicação de vantagens.

O bandeira 1, Guilherme Dias Camilo, quase não trabalhou (só demorou para marcar um impedimento no final do jogo). O bandeira 2, Felipe Alan Costa, começou vacilando e depois de acertou.

  • Destaque positivo: o VAR não apareceu!

Curiosidade: o primeiro tempo, em faltas cometidas, virou 11 x 5. No segundo tempo, 8 x 6 (Total: SPFC 19×11 RBB).

Abaixo, algumas anotações pertinentes da arbitragem:

4m: Carelli domina com o braço (não foi ombro, foi no antebraço) e o árbitro bobeia e não marca. Diante das reclamações, justifica que foi lance legal, batendo no peito. Errou.

8m: Bandeira 2 Felipe Alan marca um impedimento que não precisava, a bola sobrou para o goleiro do Red Bull Bragantino. Precipitação do jovem assistente, poderia ter deixado seguir o lance na vantagem.

9m: Um ataque importante do SPFC, onde há uma falta e o árbitro faz uma boa leitura e aplica vantagem. Ótimo!

16m: Igor Vinícius mata um contra-ataque do Red Bull Bragantino. Poderia dar Cartão Amarelo, mas optou pela advertência verbal. Discordo do árbitro disciplinarmente nesse lance.

30m: Correto Cartão Amarelo ao Miranda, em falta contra Artur. No lance, o árbitro teve boa leitura de jogo e aplicou a vantagem. Depois, deu o Amarelo pela ação temerária.

35m: Lucas Evangelista atropela Patrick, deveria ter recebido Cartão Amarelo. Fica claro que o árbitro permite jogadas mais viris, sem advertência. É um estilo.

38m: Jogo paralisado, o árbitro está permitindo jogadas mais ríspidas, e os jogadores começaram a reclamar mais. A questão é: não se pode ficar apenas com a advertência verbal com a sequência de faltas cometidas a partida da metade do 1º tempo.

61m: No 3º gol do SPFC, novamente o árbitro deu a vantagem na falta cometida por Kevin e saiu o gol. Neste momento, a partida estava fácil para ele e se comportou muito bem.

86m: No gol anulado de Eder, o bandeira 2 deveria ter levado a bandeira quando há o domínio. Errado esperar sair o gol, definiu-se antes o impedimento, sem ajuda do VAR.

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-red-bull-bragantino-onde-assistir-e-horario/

– A esnobada de Vitor Pereira e a contemporizada de Claus no Corinthians 0x1 Palmeiras.

No modorrento Derby de sábado à noite, dois lances extra-jogo que precisam ser discutidos:

1. Vimos mais um “sincericídio com tom de arrogância” do treinador Vítor Pereira, como aquele de “sonhar em treinar o Liverpool”, somado à desnecessidade do tom da sua fala. Claro, a referência é à resposta de que “tem muito dinheiro e não precisa do cargo atual de técnico do Timão”, quando perguntado se temia demissão. Mas mentira, cá entre nós, não foi dita… (insisto: resposta evitável, especialmente pelo momento ruim e de contestação de seu trabalho).

2. Roger Guedes junto à cabine do VAR: Raphael Claus ficou dividindo espaço com o atacante corintiano ao analisar o lance de seu Cartão Amarelo. Não pode… a regra prevê a advertência caso algum atleta se coloque exatamente naquele lugar. Se os árbitros deixarem que isso comece a ser frequente não aplicando o Cartão, teremos problemas e virará um inferno. Analisar o lance com os atletas junto ao monitor virará “várzea”, e se já está difícil para o árbitro apitar o jogo (por culpa dele também), com esse procedimento será pior, caso se torne “aceitável”.

Por quê Claus não amarelou o atleta ali? Justamente porque ele teria que ser expulso… afinal, tomou Amarelo pela infração, e seria o seu segundo.

Imagem: print de tela da TV.

– O gol anulado de Estudiantes 0x1 Atlético Paranaense.

Que lance chato na Argentina ontem, não? Afinal, Morel estava em impedimento ativo ou passivo?

São 3 situações a serem observadas para entrar em jogo ativo: tocar a bola, tirar proveito da sua posição ou atrapalhar um adversário, didaticamente falando.

Morel está em posição de impedimento passivo quando a bola é chutada por Lollo. Ele não a toca (portanto, não se tornou ativo). Também não há um rebote, um novo lance ou algo que o valha, pois foi um chute direto ao gol (continua em impedimento passivo). Entretanto, está bem próximo ao goleiro, mas não faz nenhum defensor mudar sua conduta ou posição para puxar a marcação (por esse motivo – o de trazer um marcador – não o tornou ativo).

A pergunta a ser feita é: ele atrapalhou o goleiro?

Nos anos 80, CERTAMENTE esse gol seria anulado. Nos anos 2000, TALVEZ esse gol seria anulado. Hoje, PODERIA ser anulado, dependendo da interpretação do árbitro, mas a tendência seria de que confirmar o tento..

Particularmente, eu entendo que Morel não atrapalhou o goleiro Bento (a não ser que apareça uma imagem mais clara que mostre isso), e, portanto, eu validaria o gol de Lollo. Mas se por algum instante o goleiro não conseguiu ver o chute por conta da visão obstruída, aí a anulação foi correta. Lembrando: o VAR Andrés Cunha e o árbitro Andrés Matonte (ambos uruguaios) são muito bons!

Lance difícil!

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre Estudiantes e Athletico-PR | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/estudiantes-x-athletico-pr-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo.html

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Red Bull Bragantino, Rodada 22 do Brasileirão da Série A.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Tricolor do Morumbi a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo – MG / FIFA
Bandeira 2: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
4º árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos – SP
Analista de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado – SP
VAR: Vinícius Furlan – SP
AVAR: Fabrício Porfírio de Moura – SP
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

Paulo tem 32 anos, é de Juiz de Fora – MG, e está há pouco tempo no quadro de árbitros da CBF. É uma das apostas da CBF para renovação no quadro, especialmente em MG, onde não temos mais nomes tão importantes. Será somente seu quarto jogo no Brasileirão da Série A em 2022.

Em jogos do Red Bull Bragantino, atuou apenas em uma partida, como 4º árbitro no ano passado na vitória contra o Internacional, na última rodada do Brasileirão. Em jogos do SPFC, teve a oportunidade de apitar no Morumbi o empate contra o Ceará em 1×1, também em 2021.

O assistente 1 Guilherme Dias Camilo é bem experiente, está escalado para dar suporte ao jovem árbitro. Na mesma situação está o assistente 2, Felipe Alan Costa de Oliveira: buscando seu espaço, já que é tão jovem quanto o árbitro.

É importante lembrar: dos poucos confrontos do árbitro na serie A, o mais equilibrado e difícil para ele, sem dúvida, será o deste domingo.

Acompanhe conosco o jogo do São Paulo FC X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 14/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A pressão do presidente do Atlético às vésperas do jogo contra o Palmeiras.

Já abordamos sobre a pressão feita por Sérgio Coelho, presidente atleticano, na sua ida à Comissão de Árbitros da CBF (o texto sobre isso e suas possíveis consequências, em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/10/quando-o-presidente-do-time-vai-se-reunir-com-o-chefe-dos-arbitros-o-que-acontece/).

Aí, vem a sensação: depois da eliminação do Galo Mineiro, não parece uma ação estratégica de pressão premeditada, que todos fazem, para justificar a derrota vindoura?

Uma colocação, em: https://youtu.be/63EDyY9UdN4

– Quando o presidente do time vai se reunir com o chefe dos árbitros, o que acontece?

Leio que o presidente do Atlético Mineiro foi (de novo) à CBF para conversar com Wilson Luís Seneme, o chefe dos árbitros (a informação é do GloboEsporte, em: https://ge.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2022/08/10/presidente-do-atletico-mg-se-reune-com-comissao-de-arbitragem-em-nova-visita-a-cbf-desabafei.ghtml). Detalhe: horas antes do decisivo confronto pela Libertadores da América. Estratégico, lógico.

Na primeira tentativa, no mês passado, Seneme estava reunido com os presidentes de comissões de arbitragens estaduais, e apesar de Sérgio Coelho (o presidente do CAM) ter dito que foi reclamar com ele, não houve conversa.

Nas semanas seguinte, a convite da CBF, os presidentes queixosos se reuniram com Seneme e Edinaldo Rodrigues, onde as reclamações foram feitas em “coletivo”.

Agora, o encontro foi particular, e o atleticano disse que desabafou e estava aliviado, pois Seneme ouviu tudo o que ele tinha a dizer.

– O que acontecerá agora?

  • Primeiro: todos os clubes reclamam que são prejudicados (todos MESMO). Ora bolas, se alguém é prejudicado, o adversário é beneficiado. E se TODOS são beneficiados, em algum momento, TODOS são beneficiados. E isso é ruim, pois não devem existir erros de compensação. Um pênalti não marcado no 1º minuto de jogo é um erro diferente do que um pênalti não marcado ao 89º minuto. Igualmente um atleta expulso no começo do jogo e outro ao final. Enfim: erros não se compensam pura e simplesmente e NEM DEVEM existir.
  • Segundo: Nas próximas rodadas, teremos os melhores árbitros nos jogos do Atlético, pois Seneme estará “precavido” de que não terá uma nova visita do dirigente.
  • Terceiro: Se o árbitro não estiver emocionalmente preparado, irá pensando: “Se eu errar contra o Galo Mineiro, vão ‘me encher o pacová’. Em dúvida, é melhor marcar ‘pra eles’ pois a queixa é menor”.
  • Quarto: Muitas vezes, se escolhe um “bode expiatório”, um árbitro para o sacrifício. Vide Palmeiras x Corinthians pelo Paulistão, onde inventaram Matheus Candançan, de 23 anos, para apitar antes de estar pronto. Simplesmente… sumiu!
  • Quinto: Sérgio Coelho e Leila Pereira infernizam com as reclamações de erros contrários (mas se calam com os erros a favor). Sendo assim, esperta do jeito que é, a Conmebol escalou um cara “rodado”, de fora, para descer do avião, apitar o jogo e ir embora: Wilmar Roldán. E se tiver queixa, que se virem no Brasil.

Insisto: nenhum dirigente se reune para dizer que foi favorecido e isso não é correto. Todos só pensam no seu umbigo, e isso é mais uma prova de que montar uma Liga no Brasil é ilusão (ao menos, nos moldes da Europa).

Seneme era mais feliz no apito do que como cartola, sem sombra de dúvida… embora deva ser muito melhor remunerado agora do que antes (sem dúvida também).

Brasileiro teria pedido punição rigorosa a Messi | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/brasileiro-teria-pedido-punicao-rigorosa-a-messi/, por Daniel Garcia/AFP.

– O mau momento da arbitragem brasileira na Libertadores da América (e em outros torneios internacionais).

Dias atrás, ouvi que “não temos tantos árbitros brasileiros na Libertadores pois temos muitos times disputando títulos”

Calma lá! É uma verdade parcial. Nos últimos tempos, como no Maracanã (estando em solo brasileiro), com dois brasileiros decidindo título (Palmeiras x Santos), a Conmebol precisava dar um caráter continental à competição (e tem sido assim em alguns jogos). Mas lembremo-nos de grandes clássicos brasileiros no torneio, onde brasileiros foram escalados normalmente e sem discussão (lembram de Corinthians x Palmeiras com Edilson Pereira de Carvalho, decidido nos pênaltis)?

A prova de que esse (o excesso de brasileiros) não é o grande problema, mas sim a qualidade técnica, é o seguinte número: de 1990 para cá (32 anos), tivemos apenas 3 arbitragens brasileiras em finais de Taça Libertadores da América. Ou seja, não foram 29 decisões com brasileiros versus estrangeiros na final (River x Boca, por exemplo, em 2018, tivemos no jogo de ida Roberto Tolbar-CHI e na volta Andrés Cunha-URU). Considere ainda o desastre pior: dessas 29 partidas, apenas 3 foram em formato de jogo único (ou seja, nas outras 26 edições, foram 52 jogos). Desconsiderando as que envolveram brasileiros, ainda assim o número é altíssimo.

Os últimos árbitros brasileiros escalados: José Roberto Wright em 1991 (Colo Colo-CHI vs Olímpia-PAR), Márcio Rezende de Freitas em 2001 (Cruz Azul-MEX vs Boca Jrs-ARG, com erros relevantes de arbitragem a favor dos argentinos da Conmebol e contrários aos mexicanos da Concacaf) e Sandro Meira Ricci em 2014 (San Lorenzo-ARG vs Nacional-URU).

E não devemos nos restringir a apenas isso: Na Copa dos Campeões Europa-América do Sul, organizada conjuntamente pela UEFA e Conmebol (chamada de “Finalíssima”), disputada por Itália vs Argentina em Wembley, onde o estádio era europeu e o árbitro sul-americano (olha a chance de um brasileiro ser escalado), apitou a final o chileno Piero Maza. Nem aí conseguimos aparecer!

Nos anos dourados (ou politicamente fortes) da arbitragem brasileira, tivemos Arnaldo e Romualdo apitando as decisões de Copas do Mundo de 1982 e 1986. Depois disso, Elizondo e Pitana da Argentina reinaram (abrindo e fechando o Mundial).

E na Copa do Mundo de Clubes da FIFA? Nas 18 edições (não tivemos brasileiros jogando a final em 18 delas…) apenas Sandro Meira Ricci teve a honra de representar o país numa final, em 2013, no Bayern x Raja Casablanca.

A questão é: a coisa lamentavelmente tá feia… o descrédito é grande!

O que fazer? Talvez repensar os conceitos e “cair na realidade”. Por exemplo: dizer a Anderson Daronco que não temos a melhor arbitragem do mundo, como ele disse que tínhamos na Rede Globo.

Imagem extraída de: http://blogalemdoapito.blogspot.com/2019/09/

– Árbitros de Flamengo x Corinthians e Palmeiras x Atlético pela Libertadores.

1. O uruguaio Esteban Ostojich Daniel Vegah, 40 anos de idade e há 6 temporadas na FIFA, apitará Flamengo x Corinthians pelo jogo de volta da Libertadores da América. Para refrescar a memória, Ostojich apitou a final da Copa América entre Brasil x Argentina em 2021, foi o árbitro da semifinal da Libertadores entre Palmeiras x River Plate, e atuou na final entre Bayern x Tigres pelo Mundial de Clubes da FIFA.

Esteban tem ótimo condicionamento físico, é muito bom disciplinarmente e tem desemprenho técnico razoável (digo isso pois vejo alguns erros evitáveis e muito suporte do VAR em seus jogos – menos do que temos no Brasileirão e mais do que é comum na Europa).

2. O colombiano Wilmar Roldan, experientíssimo (mas irregular) apitará Palmeiras x Atlético Mineiro. Lembro-me que em janeiro ele foi péssimo no Equador 1×1 Brasil (relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/01/28/as-6-situacoes-discutiveis-da-arbitragem-de-wilmar-roldan-em-equador-1×1-brasil/). Mas em Agosto do ano passado, pela Libertadores, foi muito bem em Palmeiras x São Paulo. Entretanto… seu histórico não é lá essas coisas.

Para relembrar: Tigre x Palmeiras, em 2020: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-se-tivessemos-o-var/

A minha dúvida: Roldan é rigoroso disciplinarmente, e sendo assim, como será o comportamento de Abel Ferreira frente ao juiz?

Aguardemos.

Conmebol adianta 60% da premiação da Libertadores e Sul-Americana | Agência Brasil

Imagem: divulgação.

– O zagueiro ideal para árbitros brasileiros.

Não pude deixar de publicar… essa veio do Mauro Cezar Pereira, e é impossível discordar (leia o texto abaixo, sobre os pênaltis equivocados de mão na bola):

Mauro Cezar @maurocezar
Este é, agora, o zagueiro mais disputado do futebol brasileiro. Revelamos aqui uma imagem que mostra quem é esse reforço fundamental que deve ser disputado por todos os times do país.

– FENAF: É outra entidade, é paralela ou é substitutiva?

Estou lendo que houve uma assembleia extraordinária da ANAF (o sindicato nacional dos árbitros de futebol) neste último final de semana. E a entidade que passa por um momento de desavença com a CBF (que parou de enviar recursos a ela – segundo a ANAF, eram direitos de imagem, e segundo a CBF, eram ajudas de custo por indicar membro para o STJD, link aqui: https://www.apitonacional.com.br/noticias/CBF-corta-repasse-financeiro-da-ANAF-crise-gera-acusacoes-e-pode-terminar-em-greve-da-categoria.html), parece ter congregado um grande número de sindicalistas estaduais.

A ideia, pelo que vejo, é da criação de uma Federação Nacional dos Árbitros de Futebol. Mas seria uma outra entidade representativa, igual à ANAF, paralela à ela ou substitutiva?

Curioso. Sem dinheiro, como os sindicatos farão? Veja o SAFESP, instituição do estado mais rico do Brasil que está abandonado. Aliás, nas fotos publicadas nas Redes Sociais, vejo outrora adversários políticos (e alguns até mesmo com status de “inimigos”) se abraçando

O Futebol imita a Política no Brasil, não?

Blog do Gaciba » A “REGRA” DOS CARTÕES » Arquivo

Imagem extraída de: http://sportv.globo.com/platb/blog-do-gaciba/2011/10/25/a-regra-dos-cartoes-amarelos-e-vermelhos/

– O que é anormalmente maior?

Não podemos nos acostumar (nem aceitar) o erro: para quem insiste em conceitos confusos sobre o que é ou não movimento antinatural, um recorte das Regras Oficiais 2022/2023:

“Tocar a bola com a mão/braço quando isso torna seu corpo anormalmente maior. Considera-se que um jogador tornou seu corpo anormalmente maior quando a posição de sua mão/braço não é consequência ou justificável pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a mão/braço em tal posição, o jogador corre o risco de sua mão/braço ser atingido pela bola e ser penalizado”.

– O ridículo pênalti no 1º tempo em Palmeiras x Goiás.

Não adiantou nada os treinos da Inter-temporada dos árbitros?

QUE ABSURDO! E emendo: me envergonho em ouvir a explicação do PC de Oliveira (que é meu amigo e gosto muito) sobre o pênalti marcado para o Palmeiras contra o Goiás. É “forçar a regra” a fala dele na Globo, não tem nada disso de “ampliou o braço de costas mesmo sem ver”. Lamentável.

A regra é: 

  • Houve intenção ou não?
  • Houve movimento antinatural ou natural?

Não tem imprudência nesses lances, pois a Regra não prevê isso. Quem tiver dúvida sobre movimento antinatural, leia aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Penapolense x Paulista.

Arbitragem de 1a linha para o decisivo jogo do Galo: Thiago Scarascati, árbitro que já apitou final de Copa SP, está no quadro da A1 do Paulistão e frequenta regulamente jogos do Brasileirão, está escalado em Penápolis. Um bom árbitro, firme e seguro nas suas marcações – e que não gosta de reclamações.

Daniel Ziolli, que já foi aspirante à FIFA, será o assistente 1. Evandro Melo, da CBF, assistente 2. Creio que o Paulista não deva se preocupar com a arbitragem, pois esse trio será o mais gabaritado da rodada.

– As escalas dos árbitros para o Brasileirão depois da Inter-temporada.

Durante a semana, falamos da Inter-temporada dos árbitros, bandeiras e VARs na Barra da Tijuca (95 pessoas). E após a realização da semana de treinamento intensivo, a CBF divulgou sua escala de árbitros. Sem Daronco (provavelmente está fora para descansar sua imagem da maratona de jogos e de críticas) e sem Luiz Flávio de Oliveira (no PADA), predominou a escalação de FIFAs (incluindo a estreia de Edina Alves Batista, que não tinha apitado nenhum jogo da Série A do Brasileirão). Destaque para o catarinense Ramon Abatti, que tem feito bons jogos, é cotado para ser FIFA em 2023 e estará em São Paulo x Flamengo.

Há exatamente 1 ano, os problemas eram os mesmos, e recordo esse texto (abaixo) onde se vê: passado tanto tempo, nada mudou.

Com o treinamento feito, mudará? Tomara que sim!

As escalas, em: https://www.cbf.com.br/a-cbf/arbitragem/escala-campeonato-brasileiro-serie-a

Rememorando:

VAR: ESTÁ VALENDO A PENA?

VAR: Valeu A pena Rearranjar a arbitragem com essa ferramenta?

VAR: Veio Atrapalhar a Regra do jogo?

VAR: Viramos Atentos Reféns da decisão da cabine?

VAR: Vou Atentamente Repensar minha opinião sobre ele…

VAR: Vulnerabilidade Altíssima do Referee!

Esse jogral com as iniciais do Video Assistent Referee serve apenas para quebrar o clima sisudo desse texto. Mas dentro da brincadeira, coisas bem sérias:

1- O Árbitro Assistente de Vídeo não é mais um auxiliar da arbitragem, reportado ao Árbitro de Campo. Em nosso país virou Juiz de Cabine, determinando mudança nos procedimentos daquele que um dia (no Brasil) foi a autoridade máxima do jogo.

2- Diferente do resto do mundo (onde se fica preso aos protocolos e à ajuda ao árbitro aos lances capitais que podem prejudicar uma decisão, por culpa de erros grotescos), aqui se procura os equívocos e se faz uma varredura em detalhes que levam à equipe do árbitro de vídeo a re-apitarem jogos. Coisa única daqui, tupiniquim, jabuticaba pura.

3- A “farra das escalas” é algo que precisa ser rediscutido. Os custos do nosso VAR são onerosos, e o número de cartolas escalados para supervisionar o quarteto de arbitragem assustam. Na final da Copa do Brasil 2018, por exemplo, foi escalado um octodeceto de pessoas (sim, 18, um recorde), ao invés do quarteto.

4- Sérgio Correa da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, que também foi membro integrante da Comissão de Árbitros da FPF, e de lá para a CBF, passando pelas gestões de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Cel Nunes (em diversos cargos de arbitragem), está há décadas com funções relativas aos árbitros. Na gestão Rogério Caboclo, ele é o responsável pelo Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo. Não só ele, mas tantos outros nomes que estão na entidade por tanto tempo, não deveriam entregar melhores resultados? Aliás, a Confederação Brasileira de Futebol, se uma empresa mais séria fosse, deveria rever todo o seu quadro, pois paga muito bem e cobra muito pouco aos funcionários (nenhuma ilação à honestidade ou não do cartola – pessoa honrada e correta – mas à questão do seu trabalho que não se frutifica aos olhos públicos, somente em narrativas e estatísticas divulgadas pela própria CBF).

5- O octeto de arbitragem (por conta do VAR) está caro (e em alguns jogos mais importantes, são mais numerosos). E está valendo a pena? Um árbitro da FIFA ganha R$ 5.250,00 (como Luiz Flávio de Oliveira no SPFC x SEP). Vuaden, que é Master, idem no SCCP x CRF). Um bandeira da FIFA ganha R$ 3.150,00 (temos dois em campo). Um quarto-árbitro: R$ 1.320,00. O VAR e o AVAR, R$ 3.150,00 e R$ 1.900,00 (alguns jogos temos 2 AVARs). Os analistas de campo da arbitragem custam R$ 740,00; e os inspetores de arbitragem R$ 1.050,00. Já os “gerentes de qualidade da arbitragem” (ou Quality Manager, como a CBF nomeia), R$ 630,00. Os observadores de VAR (Ednilson Corona no Morumbi e o próprio Sérgio Correa acima citado em Itaquera) custam R$ 1.420,00. SOME-SE, ainda, as estadias / diárias, que variam de onde o árbitro e seus dirigentes residem (claro, valores altos para os padrões do brasileiro comum, mas lembrando que alguns deles não tem carteira de trabalho assinada pela CBF). Não é curioso que o quarteto de arbitragem, com o VAR brasileiro, passou a ser inflado por tantos elementos “administrativos”?

6- A CBF anunciou que haverá VAR em todo o 2º turno da Série B e nas fases finais da C e da D (230 partidas), custeando a iniciativa a fim de que os clubes não tenham “mais um” gasto alto. A Associação Nacional dos Clubes comemorou, e a dos Árbitros… chiou! Segundo Marcel Rizzo no UOL (vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/07/26/arbitros-criticam-cbf-e-temem-erros-do-var-nas-divisoes-inferiores.htm), a ANAF (que deveria festejar maior oportunidade de emprego) não gostou da ideia pois, segundo ela: “Não está em discussão a importância do VAR, mas o seu uso eficiente. O anúncio da expansão do ‘árbitro de vídeo’ para o returno da Série B e para as retas finais das Séries C e D nos trouxe preocupação e nos fez refletir e questionar: por que aplicar o VAR sem a devida preparação dos árbitros e assistentes que atuam nestas divisões? Podemos chamar isso de ‘planejamento’?”. Aqui, há uma discussão de bastidores pois existem mais árbitros habilitados na Região Sul e Sudeste do que nas demais, e a ANAF defende mais escalas de árbitros das outras regiões (não tem tantos VARs treinados no Nordeste e no Norte – de onde é a maioria dos filiados da ANAF. Ou seja: um “pingo de ciúme” entre árbitros)…

7- Na FPF, houve a discussão se, para a Copa Paulista (o torneio realizado para deixar em atividade as equipes profissionais que estão sem calendário), dever-se-ia usar um “VAR light”: ou seja, um membro da arbitragem que se utilizaria das imagens de TVs locais do Interior do Estado (que ajudam a transmitir os jogos com uma única câmera para o aplicativo da FPF e seus parceiros) para ser uma ferramenta mais econômica. Não creio que essa ideia vingará… e torço para que não vingue, pois muito árbitro de vídeo, dependendo da decisão e da qualidade da imagem, ficará retido na sua cabine…

Diante de tudo isso, insisto: está valendo a pena o VAR no Brasil?

Na paralisação dos campeonatos por conta da pandemia, onde se treinou, de nada adiantou? Ou os treinadores de árbitros é que precisam ser treinados?

A ferramenta, insisto, é ótima. Mas (digo com pesar, pois defendo o uso moderado e pontual da tecnologia) não está dando certo no nosso país.

memes copa russia 2018 var - Suricato Digital

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Que pênalti foi esse, juizão? Sobre Athletico x Estudiantes.

Ainda bem que o VAR salvou o lance reclamado. Em vídeo, explico: https://youtu.be/Lwa0M0FwRfM.

– A CBF na Cimeira com o Papa!

Haverá no final de setembro (dias 29 e 30) um evento importante organizado pelo Vaticano, onde o Papa Francisco quer falar aos dirigentes esportivos o quanto o Esporte pode ser uma eficiente ferramenta de inclusão social a todos (inclusive, sugiro a mensagem de São João Paulo II, de 1982, como tema: “O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”).

Será a Cimeira Internacional “Esporte para Todos”, e o Brasil, pela sua importância no futebol, recebeu o convite para que a CBF participe do encontro. O presidente Ednaldo Rodrigues irá ao evento (segundo ele próprio, o primeiro descendente indígena a assumir o cargo de chefia da CBF, e ao mesmo tempo, o primeiro negro).

De acordo com Lucas Vettorazzo na Revista Veja dessa semana:

“A gestão de Rodrigues pretende ser reconhecida pelo incentivo à diversidade e respeito às minorias. Ele dará de presente ao papa uma camisa da seleção brasileira autografada por todos os jogadores. A camisa terá o número 10 e o nome Francisco escrito. (..) Rodrigues tem também ascendência indígena. A sua cidade de origem, Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, abriga três das primeiras etnias indígenas reconhecidas no Brasil, os Mongoyó, os Ymboré e os Pataxó. O cartola levará um cocar de um desses grupos para presentear o pontífice.”

E para você: a gestão de Ednaldo Rodrigues realmente está cumprindo o papel de diversidade e respeito às minorias, como dito pela CBF, e atingirá o propósito sugerido pelo Papa, de ser uma ferramenta de inclusão social? Deixe seu comentário:

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, é o primeiro negro a comandar a entidade e também tem ascendência indígena. Recentemente, ele recebeu um cocar de um desses grupos que levará ao Vaticano para presentear o papo

Imagem: Divulgação da CBF, extraído do seu site, reproduzida em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/chefe-da-cbf-participara-de-evento-sobre-inclusao-no-vaticano/

– Tomara que o treinamento dos árbitros dê certo.

Cerca de 95 árbitros estão participando de uma intertemporada da arbitragem da CBF. São árbitros de campo, bandeiras e VARs, com toda espécie de treinamento.

O investimento, como se vê nesta matéria do GE.com, é alto. Valerá a pena?

Tomara que sim. Poderemos conferir a partir da próxima rodada se deu certo ou não. 

Em: https://ge.globo.com/futebol/noticia/2022/08/02/para-estancar-crise-do-apito-cbf-leva-arbitros-para-treinar-no-campo.ghtml

O árbitro Paulo Vollkopf checa o VAR sob o olhar de Wilson Seneme — Foto: Martín Fernandez

O árbitro Paulo Vollkopf checa o VAR sob o olhar de Wilson Seneme — Foto: Martín Fernandez

– A “regra que sempre muda” apareceu em Corinthians 0x2 Flamengo.

E se a bola bater no braço em jogada de gol, vale o gol?

Essa regra mudou 3 vezes recentemente. Antes, se uma bola batesse acidentalmente na mão e fosse para o gol, seria “gol válido de mão”. Depois ocorreram as mudanças! Foram as seguintes alterações para se marcar falta de ataque em lance de “mão na bola INVOLUNTÁRIO”:

Qualquer mão no ataque seria falta (intencional, antinatural ou casual) (2019/2020),

Somente em jogada resultante em gol, qualquer mão seria falta (2020/2021);

– Agora: lance imediato que resulte em gol da mão ou braço do finalizador (2021/2022)!

Como não foi toque no braço de quem finalizou, o gol do Flamengo foi válido. E somente não seria se o toque de braço fosse de movimento antinatural ou intencional.

Parabéns à boa arbitragem Argentina.

Imagem: print de tela.

– A sugestão para a CBF, em referência à arbitragem.

Neste meio de semana, teremos importantes clássicos brasileiros pelas competições internacionais. E a Conmebol, para fazer com que a “festa do futebol” seja continental, escalou árbitros estrangeiros para essas partidas (aqui, o problema maior não é a qualidade dos árbitros brasileiros, mas a preocupação de não deixar “brasileiro demais” os eventos). É natural que assim seja.

Mediante isso, fica a sugestão para a CBF:

1. Nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro, contrate equipes de arbitragem europeias. Em cada rodada, 5 “times de árbitro + VAR”: inglês, alemão, francês, italiano e holandês (não sugeri espanhol pois lá há algumas queixas).

2. Observemos o desempenho do árbitro e de seus bandeiras, bem como o do VAR. Assim, saberemos se o problema é com nossos árbitros ou com o equipamento em si (afinal, nos países desenvolvidos europeus, tudo tem funcionado).

3. Percebamos o comportamento dos treinadores das equipes brasileiras: as queixas, os gritos e gestos teatrais à beira do campo continuarão, ou se portarão diferente frente a árbitros mais renomados internacionalmente?

4. Verifiquemos a conduta dos jogadores em campo: a cada contato físico, haverá a encenação de que foram “atropelados por uma Caterpillar”, ou permanecerão em pé, disputando a bola até o final?

São perguntas que só poderemos responder quando esses estrangeiros de primeira linha estiverem no Brasil. Grana para a CBF não falta.

Vai que dá certo… E vai que se descobre que precisamos não só de árbitros estrangeiros, mas instrutores de arbitragem da Europa Ocidental!

Em tempo: um árbitro europeu vem aqui, apita a Regra do Jogo sem se preocupar com quem está pendurado ou com veto para a próxima partida, faz as malas e embarca para casa tranquilo, sem assédio moral ou contando com a escala da rodada seguinte.

Imagem extraída de: http://refereetip.blogspot.com/2011/04/conheca-historia-do-homem-que.html

– Não há bom senso…

Funciona assim:

1 – Sala do VAR quando a CBF manda olhar tudo:

2- Sala do VAR quando a CBF manda maneirar:

É 8 ou 80…

– O “PADA” vai lotar! Sobre Maranhão e Marinho no Flamengo 4×1 Atlético Goianiense.

Tem situações no futebol que, mesmo tentando entender o erro (ou o “porquê errou”), são inexplicáveis… por exemplo: o lance de Maranhão em Marinho!

O jogador do Dragão dá um pontapé que “vira de ponta-cabeça” o flamenguista. E o jogo seguiu sem punição adequada.

O Árbitro não viu?

O VAR e seus “trocentos aspones” não viram?

Nem um dos bandeiras em campo ajudou o árbitro?

Penso que na 2ª feira, quando Seneme perguntar por telefone o que aconteceu, do outro lado da linha haverá silêncio…

O “PADA”, programa de aperfeiçoamento de desempenho da arbitragem, criado recentemente, terá uma sala lotada!

Imagem: print de tela.

– A “Lei da Compensação” em Ceará 1×2 Palmeiras foi o “3º e pior” dos erros!

Vi somente durante a madrugada e não tenho dúvida em escrever: ao perceber que não marcou um pênalti de Gustavo Goméz em Mendoza, o árbitro Anderson Daronco “torceu inconscientemente” para algo semelhante acontecer e marcou um pênalti inexistente de Danilo em Viña. E “torcer” significa “esperar um lance parecido, a fim de corrigir um erro”, sem ser má fé, mas sucumbido pela pressão.

Dessa forma, foram dois erros de interpretação: não marcar o que foi e marcar o que não foi. E aí criou-se um 3º erro: o da compensação, da falta de personalidade, de fazer média…

Não interessa se foi ver no VAR ou não foi. Interessa que eram lances que dá para o árbitro avaliar tudo isso dentro de campo. Ou se desaprendeu a apitar sem o recurso do vídeo?

Mas aqui uma ressalva importante: o diretor do Palmeiras, Anderson Barros, reclamou bastante depois do jogo. Entretanto, as queixas palmeirenses não se referem à melhora da arbitragem em geral, pois as manifestações só acontecem com os erros contrários.

Repare: quando o erro é a favor, como o de Gustavo Gómez, Abel Ferreira se cala. Quando é erro contrário, como o de Danilo, ele se manifesta dizendo que é “contra tudo e contra todos”. Aí também não pode.

Ceará x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/ceara-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-2/

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x0 Manthiqueira.

Neste sábado, 697 pagantes assistiram um jogo feio, de inúmeros e absurdos passes errados das duas equipes, numa arbitragem aceitável de Rodrigo Pires de Oliveira (com algumas virtudes e alguns defeitos).

Como previsto, foram muitas faltas: 39 . No primeiro tempo, 21 (PFC 7×14 ADM). No 2º tempo, 18 (PFC 10 x 8 ADM). Total de Cartões Amarelos: PFC 3×2 ADM. Amarildo, que foi advertido, o mais faltoso: 5 faltas cometidas.

AS VIRTUDES DO JUIZ:

O árbitro correu muito e se posicionou corretamente. Muito bom nesse aspecto! Tecnicamente, foram pedidos dois pênaltis ao Paulista por mão na bola, e nenhum foi. Esteve atento a esses lances. Perdeu uma vantagem aos 43m do 1o tempo, mas pela preocupação em ver se ela se concretizava ou não. Acertou em um lance idêntico, aos 44m do 2o tempo.
Disciplinarmente, acertou em todos os cartões aplicados, mas deixou de dar ao zagueiro João (ADM) numa ação temerária e outro ao atacante Fabrício (ADM), no final da partida. Incluo, aqui, que esteve atento para evitar indisciplina (como reincidência ou provocação entre atletas).

OS DEFEITOS DO JUIZ:

Marca muitas faltas, pois esse é o seu estilo de jogo. Há a necessidade de fluidez, e nos lances normais de contato físico, onde há dúvida se foi ou não, ele não vacila: marca mesmo. Aí os jogadores percebem e buscam o contato físico.
E o maior problema: o excesso de conversa. Fala demais com os jogadores, dá muita satisfação do que marcou e fica batendo papo com eles. Em um desses diálogos, o atleta Lucas (ADM) ficou reclamando com o dedo apontado para ele, e ele ficou respondendo. Não pode, perde a autoridadedeveria falar menos e, nesse caso, ter aplicado o Amarelo.

Os bandeiras foram muito bem, marcando os vários impedimentos ocorridos, bem como o 4º árbitro, que foi discreto e eficaz quando exigido.

– Falta árbitro no Brasil… A prova? Vejam Flávio e Traci.

Em 20 dias, não é fácil apitar bem 6 jogos (e nem estou cobrando alto nível).

Nessas escalas, a logística foi de um duro trajeto: do RS para o RJ, de lá para AL, e aí desceu para o PR; de lá subiu para a BA e em seguida voltou para o RS. Foi a maratona do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que mora em Ubatuba-SP.

O motivo da publicação é: na sexta, 21h, ele terminou a arbitragem de Bahia x Náutico pela série B, e domingo às 16h começará seu trabalho em Internacional x Atlético Mineiro pela Série A.

Imagine que ele saiu da Fonte Nova por volta das 23h (preencheu súmula, tomou banho e realizou outras situações pós-jogo). Chegou no hotel ou no aeroporto no sábado de madrugada. Viajou de Salvador para Porto Alegre e já tem que estar pronto para entrar em campo.

As perguntas pertinentes são:

  • Quando fez seu treino recuperativo?
  • Quando assistiu sua partida apitada, para verificar possíveis erros e corrigi-los para o próximo jogo?
  • Quando descansou?
  • Quando treinou?
  • Quando esteve com a sua família?
  • Quando se concentrou para a próxima partida?

No mundo ideal, você apitaria um jogo por semana, a fim de ter condição técnica, física e emocional adequadas. Destaco o emocional, devido a maluquice que virou o mundo da arbitragem. E se Flávio for mal e um clube vetá-lo (já que é nítido que a atual CA-CBF recebe com muita atenção os cartolas de clubes)?

A “sorte” (entre aspas mesmo) é que a Conmebol não aproveita Flávio com frequência em suas competições internacionais, usando Daronco, Wilton e Claus. Caso contrário, sua agenda estaria ainda mais apertada.

Não dá para dizer que isso é futebol profissional. Falta gente gabaritada para apitar. O quadro de árbitros é grande, mas poucos têm nome para serem escalados e suportar (ou tentar suportar) a pressão.

Quer prova disso? Lembram do afastamento de Rafael Traci, após a lambança como VAR em Internacional 2×3 Botafogo? Pois bem: durante os 30 dias de suspensão, ele trabalhou em competições da Conmebol. Nos últimos 11 dias, já foi escalado 4 vezes pela CBF (corre as imagens do absurdo gol anulado em Sport x Guarani, na sua indevida intervenção na última 5a feira), incluindo no próximo domingo, onde trabalhará em Athletico x São Paulo.

Será que a CBF o re-suspenderá, ou por falta de nomes, dirá ao Traci “é melhor ficar quietinho na cabine, deixe o experiente Marcelo de Lima Henrique apitar sossegado”?

Pobre futebol brasileiro….

Abaixo, as sequências turbinadas de escalas de Flávio e Traci:

– Hoje é dia de Galo da Japi!

Hoje tem jogo do Galo!

O Paulista de Jundiaí precisa vencer o AD Manthiqueira de Guaratinguetá, a fim de fugir do inferno que é a 4a divisão. Acompanhe conosco na Rádio Difusora AM 810 ou pelos App, a partir das 15h.

Narração de Rafael Mainini, comentários do Berró e eu analiso a arbitragem. Reportagens do Cobrinha e no comando Adilson Freddo!

Sobre o jogo, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/29/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-manthiqueira/

Imagem