– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Manthiqueira.

Com muita demora da FPF, escala divulgada:

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assistente 2: Fernando Afonso Gonçalves de Melo
Quarto Árbitro: Humberto José Junior
Analista de Vídeo: Osny Antonio Silveira

O árbitro é bem experiente em A3, com alguns jogos na A2. Possui 38 anos e está há 18 anos no quadro da FPF. Rodrigo já esteve no Jayme Cintra, apitando a vitória do Galo por 2×1 contra o Tupã, em 2019. Na oportunidade, apesar de correr bem e fazer uma boa arbitragem tecnicamente, pecou disciplinarmente. Depois disso, apitou Assisense x Paulista, onde não comprometeu.

Creio que teremos uma boa arbitragem, entretanto seu estilo de apitar muitas faltas não me agrada, espero que tenha melhorado nisso. Mas é um bom nome, suficiente para o jogo.

Os bandeiras, Marco Antonio e Fernando Afonso, são veteranos e com bastante experiência nas outras divisões. Boas escalas quanto a isso.

Desejo uma tranquila arbitragem e um ótimo jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Manthiqueira pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Os 3 importantes detalhes dos áudios do VAR entre Flamengo 0x0 Atheltico Paranaense.

Os áudios do VAR do polêmico jogo de 4a feira foram divulgados. Já falamos sobre os erros de arbitragem da partida neste link: https://wp.me/p4RTuC-Fp4. Nas falas entre VAR e árbitro, 3 observações importantes (se você não as ouviu, há o link com o relato aqui: https://ge.globo.com/rj/futebol/copa-do-brasil/noticia/2022/07/28/flamengo-x-athletico-pr-cbf-divulga-audios-do-var.ghtml).

1- A conversa no meio de uma “feira livre”: AVAR fala com o VAR com o áudio do rádio do jogo no último volume, e eles conversam em meio a gritos e a um vocabulário “pouco boleirês”. Não é palavreado de árbitro também, é o uso de expressões inventadas, às vezes incompreensíveis. Custa o árbitro focar na fala do VAR (e a relação inversa também), pedindo para os jogadores se afastarem? No mundo inteiro o árbitro conversa com o VAR sem a gritaria dos atletas em seu ouvido. Por que aqui é diferente? Como alguém, no calor do jogo, em meio a um diálogo confuso e com barulho, pode decidir tranquilamente? A decisão será falha mesmo.

2- O diálogo sobre a não-expulsão de Arrascaeta: o VAR e o AVAR estão checando, e eles narram a Regra do Cartão Vermelho nesse momento (entrou pelo alto / carrinho por trás / força média-alta / muita intensidade / pega o adversário saltando sobre ele). E na sequência vem o Amarelo com o “boa decisão, Luiz Flávio”. REVOLTANTE. Aqui é o pior dos erros: eles sabem que todo esse linguajar é a explicação de uma expulsão, e sai apenas a advertência!

3- Percebam o seguinte: nos lances de possível expulsão, o árbitro NÃO FOI ao monitor. Ele transferiu a decisão para a cabine? Estranho. A autoridade máxima é do juiz de campo, o VAR apenas sugere uma revisão, não uma decisão (ele é assistente, igual ao bandeira, mas com uma tela na frente). No chute de Gabigol e no carrinho de Arrascaeta, a cabine não pode decidir qual a decisão, o árbitro tem que ir rever o lance para confirmar a sugestão do cartão. Ao abrir mão de ir ver as imagens, parece que a equipe de arbitragem se contentava em não expulsar.

Sobre as punições: criou-se algo chamado PADA (Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro), onde Wagner Reway ouvirá orientações do gerente do VAR da CBF, Péricles Bassols, e Luiz Flávio ouvirá uma palestra para melhora do seu desemprenho com um dos membros da CA-CBF, por exemplo, Ricardo Marques Ribeiro. E vida que segue.

Meu amigo Zé Boca de Bagre me disse: Veja com outros olhos, ao menos o espetáculo do jogo de volta não ficará estragado, vai ter Fernandinho, Arrascaeta, Gabigol…. O Flamengo estava triste com o sorteio na CBF por não decidir em casa e reclamou, mas pelo menos terá suas duas principais estrelas…” 

Não concordo, Zé!

Supercopa: Flamengo e Athletico-PR disputam primeira taça do ano; veja escalações, onde assistir, arbitragem e mais

Arte extraída de: Divulgação/ GettyImages, em: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/futebol/supercopa-flamengo-e-athletico-pr-disputam-primeira-taca-do-ano-veja-escalacoes-onde-assistir-arbitragem-e-mais.phtml

– Os 4 lances polêmicos de Flamengo 0x0 Athlético Paranaense.

O Zé Boca de Bagre, amigo do querido Professor Reynaldo Basile e que não tem papas na língua, me disse: “Ô Porcari, o juizão do ‘Framengo’ tentou apitar uma pelada sem expulsar ninguém e quase conseguiu, hein?”.

E com tristeza, foi mais ou menos essa a leitura do jogo: a preservação de atletas para não desfalcar por cartões as equipes na partida de volta (claro, de maneira inconsciente, sentindo a pressão). Ao menos, foi a impressão do que aconteceu. Ou foi falta de qualidade técnica da arbitragem?

Vamos aos lances:

Aos 39m: repare que após Gabigol (CRF) tocar a bola em um contra-ataque, Fernandinho (CAP) faz uma obstrução contra ele evitando que continuasse a corrida para possivelmente ele tentar receber a bola mais à frente. Como a “posse de bola” estava com o Flamengo e o ataque continuou, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira aplicou a vantagem (se não existisse a continuidade do ataque, tem que parar o lance, dar cartão amarelo ao jogador do Athético Paranaense e marcar a falta, pois posse de bola não significa necessariamente vantagem; mas, se existir vantagem concreta, NÃO precisa aplicar o Cartão Amarelo pela obstrução quando a jogada terminar, pois esse tipo de infração não é de ação temerária, mas tática – daquelas que Felipão adora implantar no seu sistema de jogo, para “matar as jogadas”).
Porém… irritado por ser obstruído, Gabigol (sem bola) reage com um pontapé. E o que manda a Regra do Jogo?
Luiz Flávio, que tudo viu, deveria dar cartão amarelo ao Fernandinho (como corretamente deu) e dar cartão vermelho a Gabigol (por dar um pontapé sem bola no adversário). Erraram: o árbitro (por dar amarelo ao flamenguista), o jogador (por uma reação desproporcional à uma falta sofrida) e o VAR Wagner Reway (por não sugerir a revisão à expulsão).

Aos 67m: a bola está no ataque do Flamengo, e quando vai chegar a Léo Pereira (CRF), Fernandinho (CAP) puxa a camisa do seu adversário. Aqui, um detalhe importante da regra: desde 2020, a FIFA pediu atenção especial para que se avalie agarrões e puxões, pois eles devem realmente impedir que o jogador continue a jogada levando ao desequilíbrio ou evitando a projeção. Se um jogador tiver a camisa puxada, não é necessariamente infração (isso surgiu para evitar lances onde uma camisa é agarrada e o atleta abdica de jogar pedindo falta, pois a FIFA entende que ele deveria continuar ou tentar a jogada para se avaliar a infração).
No caso de ontem, para mim, há um desequilíbrio leve – mas é um lance de interpretação. Eu marcaria, mas entendo que alguns possam entender que não foi (pela dificuldade de imagens mais claras). Nessa situação, o árbitro, que é a autoridade máxima da partida, deve se socorrer a imagem do VAR para que avalie isso. Confiar na impressão de quem está na cabine é abrir mão da sua autoridade em campo e dividir responsabilidade (lembrando: se marcasse o pênalti, teria que dar o segundo cartão amarelo ao Fernandinho e expulsá-lo).

Aos 93m: Erick (CAP) está no campo de ataque e Arrascaeta (CRF) tenta roubar a bola, mas acaba aplicando um carrinho certeiro por trás. É o be-a-bá da expulsão, quando nos anos 90 a International Board mudou a regra, a fim de acabar com os carrinhos: violento ou não, imprudente ou intencional, esse lance é Vermelho. Entendi que o erro do Luiz Flávio aconteceu pois, como a continuidade da jogada resultou num ataque promissor ao clube paranaense, ele permitiu a vantagem e a situação ficou “esfriando”. Se existisse a recuperação de bola do Flamengo e a falta tivesse que ser marcada (ou seja, não tivesse vantagem), talvez naquele calor houvesse a expulsão. De novo, o VAR foi mal (aliás, como a dosagem do árbitro de vídeo em participar dos lances é confusa: ou se intromete onde não deve, ou se omite).

Aos 96m: A expulsão de David Luiz: não tem o que discutir, na súmula, há o relato de que recebeu o cartão vermelho “por fazer um movimento de tapa no ar com a palma da mão aberta, em minha direção, proferindo as seguintes palavras: ‘vai tomar no cú’!”.

Em tempo: 

1- Luiz Flávio registrou na súmula sinalizadores acesos e briga entre torcedores da equipe do Flamengo.

2- Felipão, depois de “levar a Copa do Brasil” com o Criciúma 31 anos atrás, é sério candidato ao título?

3- O Paulista de Jundiaí permanece como único campeão da Copa do Brasil que venceu a competição enfrentando somente equipes da serie A do Brasileirão, ao contrário do que um comentarista registrou na Televisão (perdoe-me não guardar o nome de quem disse).

Flamengo vai enfrentar Athletico-PR nas quartas de final da Copa do Brasil

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2022/07/flamengo-enfrenta-athletico-pr-quartas-de-final-copa-do-brasil

– Expulsões ou não no empate do Mengão contra o Furacão pela Copa do Brasil?

Em vídeo, 4 lances didaticamente explicados: https://youtu.be/naZrFG6bUUI

(Ou em texto: https://professorrafaelporcari.com/2022/07/28/os-4-lances-polemicos-de-flamengo-0x0-athletico-paranaense/).

– A reunião de Seneme com Leila Pereira.

Na 2ª feira retrasada, Wilson Luís Seneme, chefe da arbitragem na CBF, reuniu todos os árbitros, bandeiras, VARs e afins para “chamar a atenção e dar um puxão de orelha”. Disse que erros não seriam mais tolerados e lamentou muito pois “a imprensa deveria falar dos acertos na mesma proporção que os erros”.

E quais são os acertos?

Aqueles costumeiros de decisões que impactam as estatísticas. Marcou lateral correto? Decisão acertada, vai para a conta… Nesses power-points divulgados para os presidentes de clubes, procurando justificar o trabalho, vale tudo.

Nesta 3a feira (ontem), me chamou a atenção a entrevista coletiva que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, deu após uma reunião particular com Seneme. Segundo ela, ele pediu desculpas pelos erros contra a sua equipe. Mas falou muito mais!  Vi o vídeo e o texto eu transcrevi da ESPN.com, abaixo:

“Que isso [erro grave e determinante] não volte a acontecer. Retiraram o direito do Palmeiras de participar de um campeonato extremamente importante, um prejuízo milionário, um prejuízo esportivo [em referência à Copa do Brasil] (…) Como investidora, fico muito preocupada. O que o investidor procura? Credibilidade. Sem credibilidade, você não tem investidor. Não podemos banalizar o erro. Não pode errar. O erro tem que ser exceção. Pelo que eu vejo, as pessoas tratam com muita banalidade. Não pode ser assim, o árbitro não pode errar. E se errar, tem que ser punido. Tudo bem, alguns erros merecem reciclagem, treinamento profissional. Outros erros, não, merecem ser punido (…). O Seneme fez uma apresentação muito bonita de Power Point. Mas quando eu administro o Palmeiras, quando tenho que pagar as contas, não é com Power Point, é com atitude. No Power Point, tudo é possível. Agora eu quero ver. O futuro nos dirá se tudo o que foi apresentado aqui, na prática, vai funcionar. Sem punição, as coisas não acontecem (…) Qual a punição? Tem que ser desligado, tem que ser demitido. Não queremos a profissionalização do futebol? O que acontecer em qualquer empresa? Dependendo do erro, é demitido”.

Concordo com tudo que ela disse, PORÉM, acho muito pertinente que não se reclame apenas quando é prejudicado, mas também quando for favorecido. Está se pedindo melhora VERDADEIRA na arbitragem? Pois bem, queixe-se: “A bola bateu no braço de Calleri involuntariamente, que tentou tirá-lo, e não foi movimento antinatural. Vuaden marcou um pênalti inexistente ao nosso favor, fomos beneficiados com esse erro de arbitragem. Tem que melhorar”.

Cartolas só se preocupam com a melhora da arbitragem quando são prejudicados. Quando são favorecidos, alegam que “não vi o lance, preciso estudar melhor, é interpretativo” e mudam de assunto.

Leila Pereira falou bem em reunião da CBF? - MONDO VERDE

Imagem extraída de: https://www.mondopalmeiras.net/2022/07/leila-pereira-falou-bem-em-reuniao-da-cbf/

– Está valendo a pena ter VAR no futebol brasileiro?

Está valendo a pena utilizar o árbitro de vídeo no futebol brasileiro, além de AVAR, gerente de qualidade, observador de protocolo e outros tantos integrantes?

A polêmica nos jogos aumentou com sua implantação. Temos vistos barbaridades em nosso país, como:

– VAR descalibrado em Bragança Paulista (lembram das linhas tortas de impedimento, contra o Botafogo?).
– VAR inexistente em linhas, em Palmeiras x São Paulo.
– VAR com apagão em Volta Redonda (Fluminense x Red Bull Bragantino).
– VAR intrometido, a cada rodada do Brasileirão, procurando detalhes que não lhe caberia aparecer.
– VAR protagonista, em toda escala, querendo REAPITAR jogos com narrações ilusórias de lances (lembram de Gustavo Gomez e Calleri?).

VALERÁ A PENA TER VAR, se em mesmas condições, em 2023?

Lembrando que seu uso é optativo a um campeonato inteiro (o que não pode é em apenas alguns jogos de um mesmo torneio).

VAR do VAR: os lances mais polêmicos – e as dúvidas permanecem | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem extraída de: https://placar.abril.com.br/placar/var-do-var-os-lances-mais-polemicos-e-as-duvidas-permanecem/

– Sobre o gol anulado equivocadamente em Palmeiras 2×1 Internacional.

E você pode ampliar à vontade essa imagem: não é conclusiva, não é um lance óbvio e claro, e precisa estar dentro do 3º parágrafo do item 3 desta recomendação no link em: https://wp.me/p4RTuC-of8. Não dá para afirmar que Murilo estava ou não impedido.

Sendo assim, deveria prevalecer a decisão de campo. Errou a arbitragem.

A questão é: por quê não se cumpre o protocolo?

Falamos sábado na matéria em: https://wp.me/p4RTuC-Fj3.

Em tempo: quando falamos que há equívoco, não é porque está “claramente em condição”, mas sim que o Protocolo exige a manutenção da decisão de campo. Se o bandeira deu gol e a imagem é inconclusiva, com a dificuldade citada no primeiro link dessa postagem, o equívoco é tomar a decisão pelo VAR.

– Que cáca, juizão! Sobre o gol anulado do Avaí contra o Flamengo.

Acabo de ver o gol anulado do Avaí por falta no goleiro Santos.

Falta?

Ali há um contato natural de jogo. Aliás, pelas imagens, me parece que o goleiro sai atabalhoado e colide com seu adversário. Ao menos que apareça uma imagem diferente, erro absurdo de “perigo de gol”.

Já inventamos a Regra 12B de mão na bola jabuticaba e o VAR protagonista. Teremos agora “contato corpóreo antinatural”?

Lamentável…

– Análise da Arbitragem de São-Carlense x Paulista.

Leia esse relato (até os 40 minutos do segundo tempo). E depois se surpreenda:

Um primeiro tempo tranquilo para a arbitragem de Alceu Lopes Jr. Com a colaboração dos jogadores, a partida foi disputada sem violência (eu temia os nervos à flor da pele, devido ao final do jogo da semana passada entre ambos). Correu bem, porém, no final do período, cansou. Vi algo que não gosto: pedir água para os times. Lógico que o árbitro deve se hidratar, mas tome a sua água e não demonstre cansaço. E o segundo tempo estava indo no mesmo sentido, sem lances polêmicos.

Mas…

Aos 40 minutos do segundo tempo, uma cáca, que tirou o árbitro do seu equilíbrio emocional (e os atletas do Paulista, também).

Nesse momento, Moreira sofreu um pênalti claro, fácil de se marcar. Lance sem discussão, o zagueiro comete a chamada “ação temerária” (falta com cartão amarelo). Na sequência, um atleta do Paulista deu um pontapé e não foi expulso. Aí houve uma confusão generalizada, onde o árbitro distribuiu cartões amarelos e só teve peito para expulsar membros do banco. Por fim, Koiote, nervoso, deu uma cotovelada em seu adversário e levou Vermelho.

O Paulista perdeu pela incompetência emocional dele próprio, e também pela incompetência do árbitro (que estava indo bem até essa lambança que ele cometeu – depois disso, ficou “perdidinho”). Uma pena.

– Análise da Arbitragem de Fluminense 2×1 Red Bull Bragantino (e o VAR sem energia elétrica, “vai-e-volta”).

Arbitragem ruim em Volta Redonda. No primeiro tempo, o árbitro André Luís de Freitas Castro deixou de marcar “uma ou outra falta real”, e marcou “uma ou outra cavada”, não comprometendo pois o jogo estava tranquilo. No segundo tempo, teve dificuldade em controlar os ânimos dos atletas.

Sua virtude foi se posicionar muito bem em campo. Em jogos de times de Fernando Diniz (pela forma que os times que ele dirige jogam), é difícil se posicionar.

Seus defeitos foram dois (e relevantes):

1- A falta de visão periférica: em duas tabelas do Red Bull Bragantino, o atleta que iria receber a bola sofreu a infração e ele nada marcou pois estava vendo apenas a bola. Na segunda, em Aderlan, Maurício Barbieri reclamou e foi advertido pelo quarto-árbitro.

2- A dificuldade em se impor e acalmar os nervos, especialmente com Felipe Melo, que tumultuou a partida quando entrou. Conseguiu desagradar os dois times.

Os Bandeiras: impedimentos bem marcados pelos bandeiras na primeira etapa, mas uma participação negativa do assistente 2 Fábio Pereira: o árbitro mandou seguir um lance de ataque onde a bola bateu na barriga de Raul, no final do 1o tempo, e o bandeira invalidou o ataque do Massa Bruta insistindo que foi mão (inexistente).

Curiosidade: jogou-se boa parte do 2o tempo sem energia elétrica. A partida acabou no escuro e tivemos quase 40 minutos sem VAR. É nesse período que surgiu o gol de Arias, duvidoso, pois não teve linha do VAR nem replay na transmissão quanto ao posicionamento ajustado. Também um carrinho lateral muito forte de Felipe Melo, que poderia ser revisado de Amarelo para Vermelho e não foi. Quando voltou o VAR, Marrony foi corretamente expulso por falta fora do lance.

  • E se tivéssemos VAR o jogo inteiro?

Para mim, quando os atletas mais experientes perceberam que não tinha VAR, abusaram dos unfair-plays e tomaram conta da arbitragem (infelizmente).

Detalhe: segundo o Protocolo do VAR, se algo acontecer durante o jogo:

“Uma partida não pode ser invalidada devido a Defeito(s) na tecnologia do VAR (inclusive na tecnologia da linha de gol – GLT)”.

A questão é: os equipamentos do VAR têm bateria, que aguentam um certo período, insuficiente para um “tempo inteiro mais acréscimos”, necessitando de geradores. Não deveriam ter condição de aguentar mais?

Esse tem VAR, sem VAR, volta VAR é ridículo. São duas regras num jogo só.

Imagem extraída de: http://www.sveletrica.com/blog/queima-constante-lampadas-que-fazer/

– Fazendo o que gosto no futebol:

Olá amigos, hoje estaremos em duas frentes, comentando a arbitragem:

Em São Carlense x Paulista, pela 4a divisão paulista: – Análise Pré-Jogo da Arbitragem para SãoCarlense x Paulista.

Em Fluminense x Red Bull Bragantino, pela série A do Brasileirão: – Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Agradecemos a audiência!

– Minha participação na JP falando sobre VAR:

Olá amigos! Estive na Rádio Jovem Pan e falei um pouco sobre os problemas do VAR brasileiro.

Abaixo, para quem queira acompanhar a matéria e entender “o que está dando errado” e “como melhorar o sistema”, em:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Tricolor Carioca e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: André Luís de Freitas Castro – GO
Árbitro Assistente 1: Cristhian Passos Sorence – GO
Árbitro Assistente 2: Fábio Pereira – TO
Quarto Árbitro: Philip Georg Benett – RJ
Analista de Campo: Marcelo Silva Nascimento – RJ
VAR: Igor Benevenuto – MG (FIFA)
AVAR: Celso Luís da Silva – MG
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

André é professor de Educação Física, já tem 48 anos de idade e é da categoria “Master” na classificação da CBF. Na “gestão Seneme”, tem sido mais aproveitado na série B do que na A.

No apito, é discreto. Não costuma dar muitos cartões e nem se envolve muito em polêmicas. A única preocupação é: a questão física. Afinal, o jogo rápido, corrido e intenso que promovem tanto Fluminense quanto Red Bull Bragantino pedem que o condicionamento físico esteja em alta.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do América-MG X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 24/07, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para SãoCarlense x Paulista.

Para São-Carlense x Paulista, foi escalada a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Alceu Lopes Junior
Árbitro Assistente 1: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Árbitro Assistente 2: Felipe Camargo Moraes
Quarto Árbitro: Renan Pantoja de Quequi
Analista de Vídeo: Marcio Luiz Augusto

Alceu tem 40 anos, é professor de Educação Física e apitou 1 jogo da A3 em 2022, além de algumas partidas no Campeonato Sub23, tendo sido escalado Quarto Árbitro na Copa Paulista. Tem 18 anos de FPF, e curiosamente, apesar de tanto tempo, costuma trabalhar em partidas júniores ou na própria Bzinha.

Só trabalhou um único jogo em partidas do Paulista: como quarto árbitro em 2015, contra o São Bento. E por tudo isso, confesso: esperava um árbitro mais experiente para esse jogo, devido principalmente ao clima criado ao final da partida entre os atletas.

Miguel Cataneo, de jogos mais importantes, será o bandeira 1. Felipe Camargo, jovem e com jogos na A3, o bandeira 2. Renan Pantoja, que apitou Paulista 2X1 Rio Branco, será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de São-Carlense x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 109h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O custo da arbitragem para Palmeiras x São Paulo.

Sabe quanto custou para o mandante a arbitragem de Palmeiras x São Paulo?

Cerca de R$ 44.000,00, mais R$ 1.500,00 de impostos.

Olhe só o boletim financeiro:

– Na Jovem Pan!

Hoje estive na Rádio Jovem Pan, gravando com a Livian Weber para o Programa Camisa 10 (irá ao ar no sábado).

Assunto: Arbitragem e VAR (e deu assunto…).

Muitíssimo legal!!!👍🏻 ⚽️ 🔴🟡 🥅

Valeu a pena! Coloco o podcast do programa assim que ficar pronto. Mas garanto: exploramos os problemas do VAR.

– Brigando com a imagem: a nota da CBF sobre SEP x SPFC e o jogo que não acaba.

É impressionante a nota da Comissão de Arbitragem da CBF, divulgada ontem, dizendo que houve correção no pênalti marcado pela dupla Vuaden e Emerson Ferreira. Agrada o Palmeiras (por condenar o impedimento) e encobre o problema (o pênalti inexistente).

Árbitro e VAR “brigam com a imagem”, falando sobre uma infração inexistente. Não corresponde em nada com o que aconteceu (abordamos em: https://wp.me/p4RTuC-F8A).

Qual a credibilidade da avaliação?

Já falamos sobre o erro crasso não ter sido esse impedimento polêmico que não foi marcado (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-FaU), mas sim o pênalti assinalado. E ressalto: não há, na voz oficial da CBF, a avaliação do outro pênalti inexistente: a mão na bola de Carelli, no tiro penal desperdiçado por Raphael Veiga (esqueceu-se desse episódio?).

Quando a questão fica resumida no lance de Gustavo Goméz e do impedimento questionado (desprezando que não foi infração e não colocando em xeque o outro lance contra o São Paulo) percebe-se: é a forma de justificar o afastamento do VAR e do AVAR, além da preservação de Vuaden (que já foi escalado em Ceará x Corinthians).

Tem que ser “artista” para dizer que Carelli sofreu o pênalti… parece que o problema da troca de Gaciba por Seneme nada resolveu. Importemos cartolas para a arbitragem, urgente.

Imagem extraída de G1.com

– Não vejo polêmica em Botafogo x Atlético: o árbitro errou ao não marcar o pênalti, simplesmente.

Não tem muito o que discutir no lance derradeiro que surgiu o gol de Keno: a falta é cobrada, a bola bate na trave e em condição legal sobra para Ademir. Ademir sofre o pênalti (ali: para tudo e marca pênalti). A continuidade da jogada (gol de Keno) não vale mais nada a partir desse momento.

Entretanto, Claus errou e não marcou pênalti. Por isso, ele considerou que a jogada seguiu e Keno, que faz o gol, está realmente impedido.

Se Ademir não tivesse sofrido o pênalti, seria impedimento corretamente marcado. Mas, mesmo com VAR, desconsiderou a infração sofrida prejudicando o time.

Ops: John Textor, dessa vez, não reclamou da arbitragem. A favor, pode?

Botafogo x Atlético-MG: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | geImagem extraída de Ge.com

– Análise da Arbitragem de América 0x3 Red Bull Bragantino.

Boa arbitragem de Wagner Magalhães no Estádio Independência! Jogo pouco faltoso, sem lances polêmicos, com os atletas colaborando. E algo maravilhoso: não teve polêmica com VAR!

O árbitro de vídeo só foi acionado uma vez, e manteve-se (com correção) a decisão de campo.

Ah se todo jogo de futebol fosse assim…

Grande vitória do Massa Bruta em cima do Coelho fora de casa. Aliás, 7 gols marcados e nenhum sofrido nos últimos dois jogos.

– Porque o VAR não poderia ter marcado o impedimento a favor do Palmeiras:

Respeito todas as opiniões contrárias às minhas, converso com muita gente que entende mais de “regra do jogo” e de “futebol jogado” do que eu, mas ao ouvir os áudios (enfim liberados pela CBF), dá para humildemente esclarecer o ocorrido no polêmico lance que resultou no gol para o São Paulo (sobre os 3 lances polêmicos, já abordamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-F8A, para quem queira acompanhar):

  • Ninguém fez as linhas de impedimento pois não era um lance crasso, era lance de campo. Entendo também que o VAR e o AVAR, na preocupação de “caçar uma infração” entre ataque e defesa de Calleri e Gustavo Gómez, nem bola deu para isso.
  • O árbitro de vídeo vai procurar um impedimento QUANDO SAI UM GOL, não um ato infracional (é sua atribuição). Ele não pode fazer isso aleatoriamente, a não ser se for um erro crasso (repare que percebeu-se o impedimento bem depois do ocorrido, pois naquele momento – por ser um lance rápido – não havia a percepção).
  • É lance para o bandeira (e se ele errar, é o erro tolerável, que acontece nas partidas comumente).
  • Se o bandeira tivesse dúvida, ele deveria falar pelo rádio que é um lance duvidoso e deixar o jogo seguir (é recomendação oficial). Afinal, se ele levantar seu instrumento, pode matar uma jogada de gol legal, já que tem uma incerteza. Portanto, deve permitir a continuidade da jogada, e saindo o gol, o VAR fazer a verificação. Se não sair o gol, aquele impedimento fica não marcado (já que não ocorreu um gol ilegal e a jogada prosseguiu).
  • Lembre: em lances ajustados deve prevalecer a marcação de campo (por isso a insistência em “lance do bandeira”). Só serão vistos se o bandeira manifestar que está deixando seguir em dúvida. Serão verificados pelo VAR, por iniciativa dele próprio, se forem lances CLAROS e ÓBVIOS.

Portanto, o impedimento (que houve) não é um erro crasso de marcação, mas corriqueiro pela dificuldade (os troncos estão em mesma linha, é ajustada a questão das partes não-jogáveis e jogáveis), que deveria ter sido acertado pelo bandeira e não obrigatoriamente traçado pelo VAR. O erro foi: o pênalti inexistente marcado.

O pepino é esse, a palavra oficial da CBF: “CBF diz que é lance ajustado e precisa ser checado”.

AO CONTRÁRIO!

Lance ajustado é do bandeira, deve prevalecer a decisão de campo. Quem falou em nome da CBF errou, e levou as pessoas a crerem ao contrário!

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/07/16/palmeiras-x-spfc-cbf-admite-que-var-nao-checou-impedimento-de-calleri.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=esporte&utm_content=geral

Em tempo 1: com a tecnologia do impedimento semi-automático por inteligência artificial, essa discussão deve acabar (essa tecnologia foi aprovada para a Copa do Mundo, com sensores espalhados e chip na bola). Vide em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/11/25/na-copa-arabe-o-teste-do-impedimento-automatico-por-ia-enfim-ocorrera-dara-certo/

Em tempo 2: a citação “clara e óbvia” está no protocolo oficial, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/07/o-grande-erro-do-uso-do-var-no-brasil-a-partir-do-livro-de-regras/

Em tempo 3: sobre decisão do bandeira ou lance do VAR (lances ajustados), no 3o item do 3o parágrafo, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Imagem extraída do print de GE.com

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 São-Carlense.

Para 1023 pagantes no Estádio Jayme Cintra, vimos um jogo com arbitragem fraca e desentrosamento entre árbitro e bandeira 1.

Aos 4m: o assistente Claudenir Donizeti inverteu um lateral bisonho… O próprio jogador do Paulista (Amarildo) se lamentou pelo toque a mais, e o bandeira deu a saída de bola do seu adversário (foi o chamado “branco”, pois foi um lateral muito claro). Com 8 minutos, precisou da ajuda do árbitro Flávio Mineiro Ribeiro para definir o lado. Aos 28m, árbitro e bandeira ficaram “namorando” (um linguajar da arbitragem para situações de indecisão) e nada foi marcado, e nesse momento, quem gritou, ganhou o lateral (momento demorado e vexatório… ) Aos 48m, outro lance bizarro: árbitro insistindo para um lado e bandeira insistindo para outro. (o estádio não xingava, mas ria!).
Também tivemos problemas do outro lado: aos 19m, o bandeira Ricardo Buzzi ficou indeciso numa dividida que era a favor do São-Carlense e “ficou esperando o árbitro, que ficou esperando o bandeira… que ficaram olhando um para o outro”, e … inverteram. A mesma coisa aconteceu aos 21m.
Aqui, uma observação: elogiei o plano de trabalho do árbitro Danilo Silva com seus assistentes no jogo contra o Manthiqueira. Hoje, contra o São-Carlense, é justamente o inverso. Não conversaram entre si?

Tecnicamente:
Somente aos 11m aconteceu a primeira falta do jogo. Jogadores “queriam jogo”, ótimo. Mas aí o árbitro gostou da situação e não marcou faltas reais. Por exemplo: aos 14minutos, uma falta de Zé Vitor em João Vitor, onde o juizão não marcou. A partida estava fácil até esse momento, entretanto, houve a impressão (especialmente nesse lance) que o juizão queria aplicar o “Estilo Vuaden”, sem saber fazer isso.
Aos 20m, nova falta não marcada ao Paulista. De novo, a impressão de que levaria o jogo sem querer marcar faltas. Vaidade do árbitro? Talvez. Nesse momento, tínhamos : 1 falta e 2 bolas ao chão apitadas.
Aos 21m: uma falta forte no jogador do Paulista (apenas a 2ª que o árbitro apitou) e um bololô se formou. Nesse momento, comentei na transmissão: ou o árbitro leva a sério a partida, ou ele vai transformar um jogo fácil de se apitar, com jogadores que estavam preocupados apenas com a partida , em uma confusão.”
Aos 28m: Kennedy deu um pontapé no Carlos Eduardo, deveria ter recebido Cartão Amarelo. Enfim, mais tarde, na falta de Marcelo, o justo Cartão aplicado.
Aos 53m: Carlos Eduardo sofreu a falta (novamente não marcada) e aí precisou parar o jogo para atendimento e dar “bola ao chão” (pela 4ª vez). Ou seja, beneficiou o infrator.
Aos 57m: Morungaba sofreu uma “pernada” que lhe arrancou a caneleira. O árbitro estava próximo demais e não marcou. Seu posicionamento “em cima demais” o atrapalhou. Na sequência, uma “desforra”, que ele marcou.
Aos 63m: Gol anulado do São-Carlense: aparentemente, pareceu-me um gol legal. Entretanto, o árbitro anulou alegando que a bola bateu na mão na hora da finalização. Da cabine, eu não vi a mão. No estúdio, não achou-se essa mão. O árbitro estava próximo e, até surgir uma imagem, continuo na dúvida. O São-Carlense reclamou demais.

Resumidamente: a arbitragem não teve influência no placar, mas irritou equipes e torcedores ao não apresentar um bom trabalho.

Em tempo: após o apito final, ocorreu uma confusão envolvendo jogadores do Paulista e do São-Carlense, onde aparentemente houve uma expulsão em meio ao bololô, não identificada. Para saber o que aconteceu, aguardando a súmula (clique aqui para acesso a ela – até 17h15, ainda em branco): http://2016.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=74&cam=104&jog=199&ano=2022)

– Sobrou somente para o VAR e o AVAR?

Vejo com preocupação que, depois das lambanças de Palmeiras x São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-F8A), a CBF suspendeu o VAR e o AVAR. Porém, o árbitro foi mantido em sua escala (Vuaden apitará Ceará x Corinthians).

Se o pessoal do vídeo sugeriu, e o juizão (que é muito experiente) aceitou numa boa a sugestão dos seus colegas, por que ele é poupado?

Abaixo:

– Análise Pré-jogo da Arbitragem para América x Red Bull Bragantino, Rodada 17 do Brasileirão Série A.

Para o confronto do Massa Bruta contra o Coelho em Minas Gerais, apitará:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Árbitro Assistente 2: Luiz Cláudio Regazone (RJ)
Quarto Árbitro: Wanderson Alves de Souza (MG)
Analista de Campo: Joel Tolentino Damata Jr (MG)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) – que estará também em Ceará x Corinthians, sábado.
AVAR: Flávio Barroca (RN)
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).

Wagner esteve em Operário 0x0 Sport 0 na última 5a feira, pela série B. Foi ele o árbitro de Red Bull Bragantino 0x2 Internacional no Nabizão, neste ano. No ano passado, apitou 3 empates do Braga: 0x0 contra o Ceará, 0x0 contra o Sport e 2×2 contra o Ceará, no 2o turno. No ano retrasado, apitou o empate de 1×1 contra o Athlético.

Não gosto do seu estilo de jogo: paralisa muito a partida, não tendo muito tempo de bola rolando. É experiente, pertence ao quadro da FIFA e não costuma dar muitos cartões.

Desejo um ótimo jogo e uma boa arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do América-MG X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens e comentários de Sílvio Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 17/07, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-jogo da Arbitragem para Paulista x Grêmio São-Carlense, Rodada 13 do Paulistão Sub23.

Para o confronto do Galo da Japi contra o Lobo da Central, apitará: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro, que apitou Rio Branco 3×0 Paulista na 1a fase.

Flávio é um caso de má gestão de carreira: apitou muito mal os jogos do Paulista no Sub 23, logo que o Galo foi rebaixado. Na pressa de lançar novos nomes, a FPF o escalou na A1 em São Paulo x Novorizontino, marcando dois pênaltis inexistentes e anulando dois gols, queimando etapas. Caiu de divisão e recentemente tem apitado a A3.

É jovem, tem 9 anos de FPF e 27 anos de idade – mas uma carreira mal administrada. Tomara que os erros do passado (se mostrar mais importante que os atletas, deixar o jogo correr demais, e outros equívocos) tenham sido consertados.

Acompanhe Paulista x São-Carlense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

 

– Os 3 lances polêmicos de Palmeiras 2×1 São Paulo pela Copa do Brasil.

Que cáca fez Vuaden ontem, não?

Já havíamos falado que sua escala era evitável, devido aos acontecimentos anteriores e as queixas “prontas” de Abel. Vide em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/13/vuaden-no-palmeiras-x-sao-paulo-o-desejo-nao-realizado-de-abel/

Dos erros, o pênalti marcado para o Palmeiras talvez seja o erro mais grosseiro. O pênalti a favor do São Paulo também não foi. Idem ao lance de Dudu. Abordamos o 1º aqui, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/14/que-vacilada-vuaden/

Em vídeo, didaticamente, um rápido resumo das 3 situações: https://youtu.be/XGUL3c5egg4

– Que vacilada, Vuaden!

Há lances que não podem ser considerados interpretativos, de tão claros e objetivos que são. Um exemplo disso: o pênalti marcado na bola que bateu no braço de Calleri!

A bola é chutada, o jogador está em movimento natural e tenta tirar o braço como reflexo. Não houve intenção, não houve movimento antinatural ou quaisquer outras nuances.

Leandro Pedro Vuaden não marcou. O VAR “protagonista” novamente apareceu e o juizão, de novo, foi “Maria VAR com as outras”.

Confesso: eu fiquei constrangido ao ver o lance. Esse tipo de arbitragem estraga o jogo no Brasil…

Precisa ser mágico para jogar futebol neste país. Como fazer o braço desaparecer instantaneamente?

Cartola e varinha de mágico. | Cartola de eva, Como fazer cartola,  Artesanato em eva

Imagem extraída de: https://br.pinterest.com/pin/373517362827560602/, empatyartesanatoemeva.blogspot.com

– Vuaden no Palmeiras x São Paulo: o desejo não realizado de Abel.

Após América-MG 2×1 Palmeiras (2021), arbitrado por Leandro Pedro Vuaden, o treinador palmeirense Abel Ferreira (que havia recebido cartão amarelo) disse:

“Não tenho nada contra (o Vuaden), mas desejo que não apite o Palmeiras. Contra o São Paulo, pênalti claro em Luiz Adriano e não viu. Hoje, vermelho direto no homem que fez falta no Rony. Há fatores que influenciam muito no resultado. Arbitragem amadora”.

No jogo citado do São Paulo, Abel também levou cartão amarelo de Vuaden, pois foi em direção a ele reclamando com o dedo em riste.

Lembremo-nos: na Supercopa que envolveu Flamengo x Palmeiras, Vuaden aplicou cartão vermelho a Abel, que reclamou demais do árbitro. Na súmula:

“Expulso por contestar de forma ofensiva as decisões da arbitragem, proferindo as seguintes palavras: ‘Você é um tendencioso do c……’ reiteradas vezes, inclusive saindo de sua área técnica. Informo que o mesmo já havia sido advertido verbalmente e com cartão amarelo por sua conduta inadequada. Relato também que me senti ofendido com as palavras a mim dirigidas. Após a saída do treinador expulso, o jogo reiniciou normalmente”

Depois de todo esse tempo, Vuaden apitou apenas um jogo do Verdão: Coritiba 0x2 Palmeiras, sem problemas (mas a visibilidade e a importância da partida eram menores do que o Choque-Rei decisivo da Copa do Brasil).

Teremos um jogo tranquilo nessa 5a feira?

Palmeiras x São Paulo: palpite, prognóstico e transmissão da Copa do Brasil  (14/07) - Minha Torcida

Imagem extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/palmeiras-x-sao-paulo (Divulgação: site “Minha Torcida”).

– Ameaça de Greve dos Árbitros no Brasileirão? Esqueça!

A ANAF, de Salmo Valentim, ameaça fazer greve dos árbitros, reclamando que os R$ 30.000,00 mensais que a CBF repassava à entidade, eram de patrocínio de camisas e foi cortado.

A CBF, através de Seneme, diz que era uma “ajuda de custos” à ANAF para que ela indicasse um auditor ao STJD (meu Deus!).

As informações colhidas de: http://www.apitonacional.com.br/noticias/CBF-corta-repasse-financeiro-da-ANAF-crise-gera-acusacoes-e-pode-terminar-em-greve-da-categoria.html

Sabe qual é a leitura mais fiel do episódio? É de briga por vaidade e poder!

O grupo político de Edinaldo é o de Reinaldo Carneiro Bastos, que sobrepôs o do alagoano Gustavo Feijó e assumiu a CBF. Como a ANAF não comunga com os ideias desse grupo, o outro o “abastece” com animosidade. Simples. A ANAF diz lutar pelo direito dos árbitros, e isso é algo positivo na democracia. Mas hoje ela representa e tem a simpatia dos árbitros do Brasileirão?

Não vai ter greve. Até pelo fato dos árbitros que estão filiados à ANAF não são numerosos em relação aos que estão escalados por Seneme (falamos isso quando ressaltamos o assunto “meritocracia e divisão de escalas majoritariamente Sul-Sudeste”). E o campeonato transcorrerá normalmente.

Assopradores de apito ameaçam greve - Blog do Juca Kfouri - UOL

Imagem extraída de: https://blogdojuca.uol.com.br/2015/08/assopradores-de-apito-ameacam-greve/

– Sobre a escala de árbitros da Copa do Brasil.

CAP x BAH com Marcelo de Lima Henrique (RJ, mas apitando pelo CE),

CRU x FLU com Raphael Claus (SP),

GOI x ACO com Luiz Flávio (SP),

CEA x FOR com Daronco (RS),

SFC x SCCP com Jean Pierre “Vin Diesel” (RS),

BFR x AMG com Bráulio Machado (SC),

SEP x SPFC com Vuaden (RS),

FLA x CAM com Wilton Sampaio (DF, mas apitando por GO).

Repare 3 coisas:

Tomara que os jogos transcorram sem queixas ou lances polêmicos.

3 jogos para ficar de olho na Copa do Brasil nesta semana

Imagem: Divulgação CBF.

– O que fazer com os jogadores “indesejados”?

Todo time de futebol, vez ou outra, tem alguém em seu elenco que a torcida não aprova de forma alguma e o clube não sabe o que fazer com ele.

O “bola da vez” no Flamengo é o Rodinei. Até o “gol contra” da vitória do Corinthians contra o Flamengo ele fez.

O Palmeiras, recentemente, tinha o Lucas Lima, que virou um “estorvo”. O Corinthians teve Defederico, Adriano, Pato… O Santos teve por anos Fábio Costa, treinando afastado e recebendo. E por aí vai.

Seja por questões técnicas, financeiras, de relacionamento ou de qualquer outra natureza, uma coisa é sabida: esses jogadores não permanecem no clube. Mas até o “dia final” do contrato acabar chegar…

Na conta dele"; Dorival Jr. sai em defesa de Rodinei após derrota do  Flamengo e torcida cobra reação

Imagem extraída de: https://flamengoinfo.com/2022/07/10/na-conta-dele-dorival-jr-sai-em-defesa-de-rodinei-apos-derrota-do-flamengo-e-torcida-cobra-reacao/

– Análise da Arbitragem de Manthiqueira 1×2 Paulista.

Em Guaratinguetá, arbitragem segura de Danilo da Silva. Correu bastante e mostrou entrosamento com seus bandeiras, “conversando com os olhos” com eles (eu gosto disso, é trabalho em equipe). Aplicou por várias vezes a lei da vantagem, nas oportunidades que foram possíveis

Aos 2 minutos, quando um atleta do Paulista FC estava caído em campo, não permitiu o pronto atendimento e precisou que a bola fosse colocada para fora. Nesse tempo de jogo, não é cera…. foi sua única falha.

Aos 11m, aplicou corretamente o Cartão Amarelo ao Bruno Pará por impedir um contra-ataque. Ele deu a vantagem, e como ela não se concretizou, voltou atrás. E nos demais Amarelos, foi correto, sem qualquer queixa.

O pênalti de Lucas Sena: que infelicidade do jogador do Paulista… a famosa falta por imprudência (de quem não quer fazer, mas faz). Bem marcado, sem a necessidade de mostrar cartão amarelo.

A expulsão de Natan: ele se enroscou com o adversário, e o árbitro estava de frente, observando tudo. Eis que o atacante do Paulista tenta se desvencilhar e dá um “coice”. Lamentavelmente, perdeu a cabeça.

O ponto alto do jogo: Roberval Davino! Ele viu as deficiências do Manthiqueira e, mesmo com o Paulista estando com 10 atletas, fez substituicões necessárias e jogou nas fraquezas do adversário. Bruninho e Amarildo “mataram a pau”.

Para o próximo sábado, no Jayme Cintra, a torcida precisa incentivar (já o faz, mas ainda mais)!

Segundona Paulista começa entre abril e maio e Conselho Técnico será em 15 de fevereiro ~ O Curioso do Futebol

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2022/01/segundona-paulista-comeca-entre-abril-e.html

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Manthiqueira x Paulista:

A FPF divulgou um trio de série A2 para o confronto entre Academia Desportiva Manthiqueira x Paulista Futebol Clube:

Árbitro: Danilo da Silva
Árbitro Assistente 1: Leonardo Augusto Villa
Árbitro Assistente 2: Leandro Fernandes Rodrigues
Quarto Árbitro: Willer Fulgêncio Santos
Analista de Video: Edvânio Ferreira Duarte

Danilo apitou bem Desportivo Brasil x Paulista em 2020, também foi legal em Tupã x Paulista, em 2019 (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-2iz), e no mesmo ano, fazia uma ótima partida no jogo contra o Independente de Limeira, até se perder tecnicamente (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-2lc).

Ele é um árbitro que tem apitado A2 (assim como os bandeiras). Não gosta de reclamações e tenta o “Estilo Vuaden”, de deixar o jogo rolar. Na A1, ele e seus assistentes trabalharam como VAR e AVAR, respectivamente.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Manthiqueira x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– O árbitro Igor Benevenuto e a sua corajosa declaração de que é gay.

Assim como as pessoas cobravam uma “saída do armário” ou especulavam sobre a sexualidade de Richarlyson (algo íntimo, que só interessa a ele), mas que muitos já sabiam que não era heterossexual (e isso é questão particular dele), igualmente aconteceu a Igor Benevenuto: no mundo do apito, sabia-se do que agora ele revela publicamente.

Há muitos árbitros gays no Brasil (existiram outros tantos no passado) e igualmente às mulheres: sejam elas atuantes em campo ou dirigentes (e não importa quem sejam, se são homo, bi, trans: é questão de foro íntimo).

Talvez, por ter entrado no quadro de Árbitros de Vídeo da FIFA, isso possa lhe ajudar. Afinal, estar na cabine não permite contato com o torcedor ou com o jogador, o que é diferente com o Árbitro de Campo.

Há outros que assumiram: veja o rapaz de Lins, Max Sousa, casado com o prefeito da cidade: a carreira dele, porém, parece não ter deslanchado: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/06/26/a-aceitacao-de-um-arbitro-assumidamente-gay-no-futebol-brasileiro-masculino-o-caso-max-sousa/

Boa sorte ao Igor. Liberta-se de um fardo! Mas, claro, isso não o fará melhor ou pior árbitro, e sim um cidadão mais livre. Não deve ser fácil tal decisão. 

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/noticia/2022/07/08/igor-benevenuto-e-o-primeiro-arbitro-fifa-a-se-declarar-gay-sem-filtro-e-finalmente-eu-mesmo.ghtml

IGOR BENEVENUTO É O PRIMEIRO FIFA A SE DECLARAR GAY: “SEM FILTRO E FINALMENTE EU MESMO”

Por Redação GE:

Em entrevista ao podcast “Nos Armários dos Vestiários”, juiz mineiro de 41 anos manifesta publicamente a orientação sexual; leia o depoimento dele à repórter Joanna de Assis

O árbitro Igor Benevenuto se declarou homossexual em entrevista ao podcast do ge “Nos Armários dos Vestiários”, uma série jornalística que detalha a homofobia e o machismo no futebol brasileiro. O mineiro, de 41 anos, é o primeiro juiz do quadro da Fifa a manifestar a homossexualidade publicamente.

Abaixo, você ouve a entrevista completa e lê o depoimento de Igor Benevenuto à repórter Joanna de Assis. Para ouvir outros episódios do podcast, basta clicar aqui. O árbitro também será tema de uma reportagem especial no Esporte Espetacular deste domingo.

Leia o depoimento de Igor Benevenuto:

“O futebol é um esporte que eu cresci odiando profundamente. Não suportava o ambiente, o machismo e o preconceito disfarçado de piada. Para sobreviver na rodinha de moleques que viviam no terrão jogando bola, montei um personagem, uma versão engessada de mim. Futebol era coisa de ‘homem’, e desde cedo eu já sabia que era gay. Não havia lugar mais perfeito para esconder a minha sexualidade. Mas jogar não era uma opção duradoura, então fui para o único caminho possível: me tornei árbitro.

Tenho 41 anos, 23 deles dedicados ao apito. Até hoje, nunca havia sido eu de verdade. Os gays costumam não ser eles mesmos. Limitando nossas atitudes para não desapontar a expectativa do mundo hétero. Passei minha vida sacrificando o que sou para me proteger da violência física e emocional da homofobia. E fui parar em um dos espaços mais hostis para um homossexual. Era por saber disso que eu odiava o futebol.

Durante um bom tempo, precisei participar dos rachões de rua porque fazia parte do teste de pertencimento de quase todo moleque da minha época. Para ter amigos, eu precisava ser hétero, e para ser hétero era obrigatório ser esse cara do futebol. Então, me escalava e interpretava meu papel. Família e amigos me carregavam para o estádio em todas as oportunidades. Era uma tortura, mas ia a jogos do Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG… Vestia todas as camisas e, ao mesmo tempo, não vestia nenhuma. Não havia nenhum significado nisso. Em casa, o povo é dividido, cada um torce para um clube, e só eu não tinha esse tipo de amor. Vivia isolado, um moleque triste, com um buraco no coração.

Eu namorei meninas, tentei enganar meus instintos. A religião era muito presente na minha família, e por isso cresci dentro da igreja. E lá está registrado nas escrituras da Bíblia: homem que se deitar com outro homem é pecador. Uma imposição para que sejamos héteros. Na minha igreja até existia o debate, um interesse em entender o universo LGBTQIA+, mas ainda assim ser o que eu sou é considerado errado e, sendo errado, haverá punições divinas.

A Bíblia só deixa duas opções: casamento heterossexual ou uma vida celibatária. Tudo que seja diferente disso é abominável. Por um tempo, acreditei que havia algo de muito errado comigo, porque, apesar de respeitar a igreja, essa doutrina falhava miseravelmente com o que eu sentia. Eu continuei igual, só que sem o direito de me expressar. Um Igor cheio de camadas.

A Copa do Mundo de 1994 foi um estalo para mim. Foi o primeiro campeonato que parei para assistir, por obrigação, é claro. Brasil x Rússia, estreia do Brasil. Olhei a televisão e me interessei imediatamente e exclusivamente pela figura diferente que estava em campo: o árbitro. Foi justamente naquele ano que a Fifa aprovou a mudança dos uniformes dos juízes para o Mundial dos Estados Unidos. O preto deu lugar a cores vibrantes — camisas prateadas, amarelas e rosa. Fiquei enfeitiçado pelo combo — as cores e o cara que controlava tudo. No dia seguinte, na pelada com os meninos, avisei que não iria mais jogar. Queria comandar a partida, e foi assim que comecei a apitar e ressignificar minha relação com o futebol.

Meu primeiro apito veio de brinde em uma caixinha de maria-mole. Quem tem mais de 40 anos e gosta desse doce vai lembrar! Para conseguir cartões, tive de ser criativo e trabalhar com o que eu tinha em casa. Extraí retângulos perfeitos das embalagens de catchup e mostarda abandonadas na geladeira.

Eu queria uma camisa de árbitro de futebol, daquelas chamativas da Copa, mas na época era apenas um adolescente sem emprego de uma família simples e periférica, que não tinha a menor condição de bancar um mimo desse. Eu ficava maluco, queria a camisa, um apito e os cartões oficiais, que vinham em uma caderneta de couro preta. Eu ia todo santo dia a uma loja de esportes na minha cidade para paquerar esse kit pela vitrine. Vendi picolés de fruta e muito papelão para conseguir comprar aquele trio de glória.

O primeiro apito de verdade eu ganhei de um vizinho. Eu ficava apitando o dia inteiro, o que irritou a minha tia. Ela o lançou longe, caiu na cisterna. Fiquei desesperado, procurei por dias meu apito, sem sucesso. Esvaziei a caixa d’água mil vezes, e nada. Um ano depois, ele apareceu e, claro, já não dava mais para usar — a bolinha de cortiça que forma o som não prestava mais.

No primeiro dia que apitei para os moleques ninguém questionou muito porque não tinha vaga nos times. Com tudo completo, eu poderia ser aquele personagem a mais para mandar no jogo, que era o que realmente queria. Só que os dias foram passando e, quando sobrava espaço em uma das equipes, eu batia o pé para seguir apitando. E aí virou piada. Começaram a me chamar de “Margarida”. Eu ficava revoltado, ameaçava não voltar mais, xingava de volta, mas eles seguiam com a provocação.

O Margarida era um árbitro famoso da década de 1980 e 1990, gay assumido e performático. Para os moleques, essa era a forma de me atingir. Ser comparado a ele, ser chamado de gay era uma ofensa e eu não poderia levar numa boa, afinal interpretava meu papel hétero, em um ambiente hétero, rodeado de héteros.

Não demorou muito e resolvi ir para uma escola de futebol para aprender as regras. Os pais dos meninos apoiavam a minha decisão de aprender, me elogiavam. Vez ou outra, exageravam e diziam que eu era melhor que o Arnaldo Cezar Coelho. Meu apelido virou Arnaldo. ‘Esse aí é o Arnaldo, vai ser um grande árbitro’.

Aos 17 anos, peguei o catálogo das páginas amarelas, procurei pelo telefone da Federação Mineira de Futebol e naquele momento estava rolando um curso de arbitragem. Com o apoio financeiro de minha mãe, consegui participar. A formatura foi em 1998. Depois disso, nunca mais joguei uma partida na minha vida.

Mas correr eu gosto. E adoro correr como árbitro. Sempre que tem um contra-ataque, algum lance de velocidade, mentalmente já quero disputar com aquele jogador, quero chegar antes, mostrar que tenho força, foco e capacidade. Sou um atleta também. Dou 40 tiros de 75 metros em 15 segundos. Descanso 25 metros em 18 segundos entre eles. Depois dou seis tiros de 40 metros em apenas seis segundos. Esse é um dos testes que me deu o direito de usar o brasão da Fifa.

Ser árbitro me coloca em uma posição de poder que eu precisava. Escolhi para esconder minha sexualidade? Sim. Mas é mais do que isso. Eu me posicionei como o dono do jogo, o cara de autoridade, e isso remete automaticamente a uma figura de força, repleta de masculinidade. Eu queria ter esse comando e exigir respeito, como quem diz: ‘Ei, eu estou aqui! Vocês vão ter de me engolir e respeitar, me dar a oportunidade de estar entre vocês no futebol porque, sim, eu sou gay, mas sou uma pessoa normal, como todo mundo. Vocês não são melhores do que eu porque gostam de mulher’.

Tenho atração por homens e não sou menor por isso. Não estou no campo por isso. Não estou procurando macho, não estou desejando ninguém. Não estou ali para tentar nada. Quero respeito, que entendam que posso estar em qualquer ambiente. Não é porque sou gay que vou querer transar com todo mundo, vou olhar para todos. Longe disso. Eu só quero respeito e o direito de estar onde eu quiser.

Nós, os gays no futebol, somos muitos. Estamos em toda parte. Mas 99,99% estão dentro do armário. Tem árbitro, jogador, técnico, casados, com filhos, separados, com vida dupla… Tem de tudo. A gente se reconhece. Eu brinco que temos um Wi-Fi ligado constantemente e que se conecta com o outro mesmo sem querer. Nós existimos e merecemos o direito de falar sobre isso, de viver normalmente.

Eu não posso dizer que hoje amo o futebol, pelo menos não tenho o amor de um torcedor. Não assisto a nenhum jogo para curtir e tomar cerveja. É uma questão meramente técnica para mim. Enquanto os outros vibram, se emocionam com lances, eu observo as regras, as infrações, um impedimento, os movimentos do árbitro. Sou estudioso e um bom profissional. São 600 árbitros na CBF, e eu sou top 50, sou árbitro Fifa. Não preciso morrer de amores por futebol para ser bom, e eu sou bom. Não ter emoções pessoais envolvidas ajuda. O que eu amo é ser árbitro.

No meio da arbitragem não é segredo que sou gay. E sou bastante respeitado. O pessoal brinca, chama de ‘Sindicato’. ‘Oh, esse aí é do Sindicato’, ‘esse ai sindicalizou’. E por existir esse ‘boato’ em campo, já sofri com atos homofóbicos. O cara lá fica puto com o resultado de um jogo e desabafa com ofensas contra minha orientação sexual. ‘Sua bichinha, seu veadinho. Eu sei por que você não marcou aquele pênalti. Você deve estar dando o rabo para alguém ali’. Jogadores e técnicos jamais me ofenderam. Isso partiu todas as vezes de dirigente e torcida. E toda vez que isso acontece eu relato na súmula. Uma luta, mas não desisto.

Sempre fui aconselhado a não me associar com a imagem gay. ‘Pelo seu bem’ dizem. Certa vez, fui convidado para apitar a final de uma competição LGBT e me convenceram que não era uma boa ideia. E aí, quem foi lá apitar? Um árbitro hétero. O hétero pode. O gay, não. O gay tem que ficar calado, ser reservado. Caso contrário, será prejudicado.

Devo tudo o que tenho à arbitragem, mas paguei um preço muito alto por isso. Deixei de lado paixões reais da minha vida para seguir esse universo macho alfa, para viver disfarçado. Se eu pudesse, teria sido médico, mas não me via com muitas escolhas. Viver abertamente como um homem gay era impensável. O futebol é meu sustento e até o dia de hoje foi o meu esconderijo hétero. Eu quero me libertar dessa prisão. Quero poder ter relacionamentos, quero apitar em paz, quero que as ofensas sejam punidas.

O difícil é lidar com o medo que tenho de morrer. Vivemos no Brasil, o país que mais mata gays no mundo. Aqui não é apenas preconceito, é morte. É um submundo. Os gays no futebol estão em uma caixa de pandora. Jogadores, árbitros, torcedores… E nós somos muitos! Já não há espaço dentro desse armário apertado. Já não cabe mais. Chega! Sigo não suportando as piadas. A diferença é que agora não mais ficarei sufocado.

Igor Benevenuto, árbitro da Fifa — Foto: Marcos Ribolli

– É pra cumprir a orientação, ou não? Sobre o pênalti de São Paulo 4×1 Universidad Católica.

No Morumbi, pela Sulamericana, o São Paulo atropelou o adversário chileno. Porém, duas coisas me chamaram a atenção em um único lance: o pênalti marcado pelo árbitro venezuelano Alexis Herrera:

  1. Foi um dos famosos pênaltis “jabuticabas”, típicos de “Campeonato Brasileiro”, onde não existe intenção e nem ocorre movimento antinatural. Neste jogo, a bola bateu no defensor por casualidade em movimento natural. Mas caso você tenha dúvida, de maneira bem didática, o que é “movimento antinatural” em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/
  2. O tempo de marcação da penalidade e a mudança da decisão dos árbitros: Ironizei dias atrás que os árbitros estão jogando a responsabilidade para o vídeo e estamos criando uma geração de “Maria VAR com as outras” (em alusão ao dito popular “Maria VAI com as outras”), não mantendo a decisão do que se marca. Nesta situação, vai justamente ao que publicamos ontem, a partir do texto original do protocolo do árbitro de vídeo: o árbitro deverá mudar sua decisão se o erro for CLARO e ÓBVIO. Houve uma clara intenção do chileno em colocar a mão na bola e era um erro óbvio a não-marcação do pênalti? Nada disso. A prova foi o tempo para se verificar o lance. Se claro e óbvio, não pararia tanto o jogo. E sobre esse texto, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/07/o-grande-erro-do-uso-do-var-no-brasil-a-partir-do-livro-de-regras/

A verdade é: o que vemos no Brasil e na América do Sul é diferente do que apitado nos grandes centros da Europa. Você não vê pênaltis como esses (de lances casuais confundidos por antinaturais) nem um número grande de intervenções do VAR (e quando elas ocorrem, são rápidas, não se perde o clima do jogo). O interessante é: quando os árbitros sul-americanos apitam fora do continente (veja as competições U-20 da FIFA), eles apitam direito!

Parece que os juízes de campo, quando estão aqui, são medrosos. Quando vão apitar no Velho Continente, aos olhos mais seguros da FIFA, mudam de comportamento.

Torcida do São Paulo relembra partida de Ceni contra a Universidad Católica em 2013 | LANCE!

Imagem extraída de: https://www.lance.com.br/sao-paulo/torcida-do-sao-paulo-relembra-partida-de-ceni-contra-a-universidad-catolica-em-2013.html

– Pênalti cambalhota?

Que lance incrível na África! Tem como não marcar infração tal bizarrice? Uma cambalhota do goleiro que atingiu seu adversário. E há quem reclame na maior “cara-de-pau”…

Veja só, em: https://twitter.com/TNTSportsBR/status/1545160729501859840

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