– Foi pênalti ou não no Flamengo 2×1 Vasco da Gama?

Para mim, não foi pênalti no clássico carioca, no lance envolvendo João Gomes, reclamado pelos vascaínos. E explico:

As câmeras disponíveis mostram o atleta com um movimento antinatural do braço, ou seja, ele pula já com o braço erguido (lembrando que a única infração no futebol onde não existe imprudência é nos lances de braços e mão na bola, valendo a intenção e o movimento antinatural). Entretanto, pela imagem, a bola bate mais acima do antebraço, na região em que a FIFA determinou não-infracional, conforme a imagem oficial abaixo. E, logicamente, nos lances de “braço e mão” tem que existir o contato, pois é diferente como avaliado nos de agressão, onde se marca a tentativa não consumada da falta. Para ser pênalti, não vale “tentar”, tem que tocar.

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Se você tiver dúvidas, leia nesse link as orientações de 2020 quanto a isso, no item 3, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

– A expulsão do treinador Abel Ferreira em Palmeiras 2×0 Athletico Paranaense. Por quê não falou na coletiva?

O árbitro Jesús Valenzuela (VEN) expulsou o treinador Abel Ferreira (SEP) após a comemoração do gol de Danilo, por chutar um copo que atingiu a Comissão Técnica do time do Athletico, pela Recopa.

Ficará a discussão: num ato apaixonado de vibração, desabafou no copo e involuntariamente acertou o adversário, ou no meio da comemoração, quis atingir o banco do rival?

Não entrarei nesse mérito (até porque não sou assinante da Conmebol TV e os links legais não estão disponíveis tal lance – não entro em link pirata). Mas o assunto é: a ausência do treinador palmeirense na coletiva pós-jogo.

Antigamente, treinador não recebia cartão vermelho. Ele era comunicado que estava excluído e deveria sair do gramado. Normalmente, ele subia até a arquibancada e assistia o jogo por lá (nos dias atuais, ficaria no vestiário com o aparato eletrônico que o ajudaria). Hoje, ele é expulso como um jogador e não pode dirigir a equipe (alguns treinadores brasileiros insistiam em ficar à beira do alambrado em estádios pequenos, do lado de fora, orientando – como na Rua Javari ou Comendador Nicolau Alayon).

Existia uma dúvida: treinador expulso não poderia mais ficar no banco, teria que cumprir a automática – mas se dava um “jeitinho” e das arquibancadas conversava por celular com seu auxiliar. Por isso, a comunicação eletrônica foi proibida (hoje, pode-se usar a comunicando eletrônica, se o treinador quiser sair do banco e ir à arquibancada, e se logicamente se ele não tiver sido expulso). Porém, na Inglaterra, o treinador expulso nem ao estádio poderia ir no jogo seguinte, mesmo que comprando um ingresso como torcedor! E isso passou a valer recentemente no Brasil.

A questão que me perturba é: durante o jogo, um treinador expulso não precisa ir embora para casa, ele pode continuar no estádio sem dirigir a equipe (mas no próximo jogo deve ficar proibido de ir ao estádio). Sendo assim, por qual motivo Abel não deu entrevista coletiva, sendo que ele poderia fazer isso?

1- Em represália à expulsão, pois ele não concordou?
2- Para prestigiar seu auxiliar?
3- A Conmebol não permitiu sua fala já que estava expulso?

Não há proibição na Regra do Jogo para que, mesmo expulso, ele seja proibido de falar. No que li no Regulamento da Recopa, não consegui achar qualquer menção a isso. Teria a Conmebol censurado o técnico do Palmeiras?

Quem souber, favor colaborar com a pendenga.

Palmeiras x Athletico-PR ao vivo

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2020/11/palmeiras-x-athletico-pr-assistir-ao-vivo

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x Red Bull Bragantino.

O que esperar de Thiago Scarascati em Corinthians x Red Bull Bragantino?

Ele se destacou apitando uma final de Copa SP, anos atrás. Não se firmou na A1, mas desde o ano passado começou a ter oportunidades reais na divisão principal. Em 2022, tem tido a confiança da FPF, pois trabalhou em todas as rodadas da A1 (8 como árbitro e 1 como VAR).

Destacando:

Corinthians 0x0 Ferroviária (bom trabalho)
Corinthians 1×2 Santos (muito bem)
Mirassol 3×2 Santos (vacilou em muitos lances de marcação de faltas).
Palmeiras 1×0 Santo André (como VAR, se equivocou na sugestão de pênalti para o Verdão).

Se estiver num bom dia, a tendência é que permita que o jogo corra, sem a aplicação de muitos cartões (pois é seu estilo). Mas me preocupa o excesso de jogos / cansaço da maratona de partidas que vem trabalhando.

– Não ultrapasse a meta, goleirão!

Esse vídeo viralizou nas Redes Sociais. Mas se fosse “pra valer”, no campo e em jogo profissional, seria gol legal.

Pobre goleiro… precisava segurar seus impulsos, não só a bola.

Em: https://www.facebook.com/100023440900633/videos/928479327943422/

– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro.

De 2018, mas atualíssimo:

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

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– Os dois pênaltis reclamados em Santos 0x3 São Paulo:

As imagens da Record TV não ajudam, mas pelo que vejo no SanSão::

1- Pablo Maia (SPFC) comete uma carga faltosa ao pular contra Marcos Leonardo (SFC). No meio do campo, falta. Na área, pênalti. Para mim, errou a árbitra Edina Alves.

2- Reinaldo (SPFC) dá um típico carrinho que atinge simultaneamente a bola e o adversário Ângelo (SFC). Nos anos 90, tal lance foi bastante discutido e ficou determinado: atingir bola e adversário é infração. Portanto: pênalti. Talvez a árbitra tenha interpretado que foi um carrinho exclusivamente na bola. Não entendi assim.

Não assisti ao jogo, leio que a árbitra foi muito criticada. Sobre esses dois lances pontuais, entendo que ela errou.

Santos x São Paulo: horário, local, escalações e transmissão

Imagem extraída de: https://spfc.net/news.asp?nID=213350

– Por quê Daronco apitará a Supercopa (Atlético Mineiro x Flamengo)?

Anderson Daronco é um bom árbitro de futebol. Excepcional não é; tecnicamente razoável, fisicamente ótimo. Mas erra bastante dentro de campo (na mesma média que a arbitragem nacional).

Como teve uma superexposição na TV nas escalas de Leonardo Gaciba, ficou famoso e virou “o cara” para muitos. Bobagem, o que acontece é: por ser “fortão”, é respeitado pelos atletas e pelo público. Mas quem conhece de arbitragem, sabe que, insisto repetida e respeitosamente, é um árbitro bom – e só.

Dias atrás ele era o árbitro do Chile vs Argentina, onde os assistentes esqueceram suas bandeiras e improvisaram com coletes e pedaços de cano. Todo árbitro tem seu par de bandeiras reservas para a ocasião (quando não a bandeira eletrônica para fornecer aos seus colegas), e não foi punido com 4 meses de suspensão, como os demais membros da sua equipe. No meio de semana, pela Pré-Libertadores, ele sentiu fortes dores na barriga e caiu em campo. Superou isso. E por que foi escolhido pela CBF para Galo x Mengão?

Pelo motivo de: dos árbitros da FIFA, ele é o que melhor sabe “administrar” uma partida (e eu detesto essa expressão). Como o jogo carrega sempre os erros herdados de Aragão e Wright nos anos 80, e há a polêmica recente do local da partida, nada melhor do que um árbitro que controla os ânimos – e isso pode ser: não deixar jogadas mais disputadas rolarem e marcar um número elevado de faltas, não ter pressa em agilizar as cobranças de falta, ficar despreocupado com o tempo de bola rolando e deixar o jogo fluir com alguma conversa.

Assim, anote: teremos pouco tempo de bola rolando neste jogo. Anote!

Atlético x Flamengo: quantos milhões estão em jogo para o campeão e o  vice-campeão da Supercopa? | LANCE!

Taça da Supercopa: Imagem de Lucas Figueiredo (CBF).

– Análise da Arbitragem de Chelsea 2×1 Palmeiras.

Três lances da arbitragem para discussão de Chelsea x Palmeiras:

1- Pênalti de Thiago Silva: ele pula com o braço erguido, em movimento de tirar vantagem intencionalmente. Repare que em outros dois jogos ele cometeu o mesmo infantil erro (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-ARt). Em um primeiro momento, errou o árbitro australiano Chris Beath (pois ele não marcou), mas foi corrigido pelo VAR italiano Massimiliano Irrati. Pênalti claro.

2- Pênalti de Luan: o palmeirense está pulando e se vira de costas, e nesse momento a bola bate em sua mão. Avalie:
A- Ele teve intenção de tocar a bola?
B- Não entra imprudência na Regra da Mão na Bola. Portanto, desconsidere quem dizer que “foi imprudente”.
C- Ele praticou um movimento antinatural? Ou seja: os braços dele se movimentam de maneira normal de quem pula, ou ele os movimenta de maneira antinatural, ampliando deliberadamente seu espaço, de maneira que, no fundo, deseja que seu braço ou sua mão interceptem a bola?
No Brasil, é um lance dos ”marcáveis”, pois na dúvida, aqui se marca. Na Europa, raramente. O australiano não marcou num primeiro momento. O italiano fez seu papel e chamou para verificação. Na sequência, o árbitro decide marcar.
Eu não marcaria. Entendo que é um movimento natural do corpo – e mais, verifique que ele tenta recolher o braço, que por ser um chute muito próximo e rápido, não consegue.

3- Expulsão de Luan. De novo, o árbitro da Austrália não marca. De novo, o vídeo-árbitro da Itália chama para verificação. E nela, se verifica o necessário cartão vermelho (oportunidade manifesta de gol).

Percebamos o seguinte: o VAR da Itália chamou o árbitro em 3 corretas e pontuais oportunidades. Ele fez a sua parte (lembrando: ele não decide nada, apenas cumpre protocolos). O árbitro da Austrália foi exigido apenas nesses 3 lances, e modificou nas 3 a sua decisão. E aqui vale o apontamento: não temos arbitragem de 1a linha na Austrália, o juizão foi escalado para dar conotação global ao evento, decidido entre sul-americanos e europeus. O árbitro tem que ser à altura do jogo, independente da nacionalidade.

Será que, sabedor das orientações equivocadas aqui no Brasil, o australiano resolveu apitar seguindo as Regras e Orientações do Campeonato Brasileiro?

Em tempo: é muito bom ver a rapidez da decisão do VAR, sem se preocupar em ficar parado num monitor deixando os patrocinadores serem filmados.

– Quando será o “teste de fogo” do Impedimento Automático?

Neste Mundial de Clubes, bem como foi na Copa Árabe, vemos um sistema moderníssimo de sensores detectando impedimentos de maneira automática. E nenhum erro foi observado até agora.

É verdade também que nenhum lance polêmico ocorreu. E a grande preocupação: nos lances interpretativos, em que o árbitro assistente avalia participação ativa ou passiva, como se comportará o sistema?

Não tivemos uma “prova de fogo” ou um teste pra valer. E fico feliz que a ideia de chip na camisa, tão especulada, não aconteceu – justamente pelo fato do impedimento ser observado pelas partes jogáveis dos atletas, e não do tronco ou uniforme.

Se depender dos poucos jogos do Mundial de Clubes, tudo deu certo por enquanto. Mas para usá-lo no Mundial de Seleções, como deseja a FIFA, é bom testar mais.

Sobre o que foi falado anteriormente aos testes de IA do VAR, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/10/21/a-ideia-de-impedimento-automatico-do-var-com-o-chip-na-camisa-funcionara/

– Thiago Silva, o não-confiável. Sobre o pênalti em Chelsea x Palmeiras.

E o zagueiro Thiago Silva cometeu um novo pênalti por mão na bola. Novamente, um infantil erro que não dá para discutir se foi ou não.

Repare na imagem abaixo dois outros lances iguais cometidos por ele. Não aprendeu?

O detalhe é: VAR utilizado na medida certa, rápido e sem vários “AVAR” na cabine querendo apitar o jogo.

Ah, se o VAR fosse assim no Brasil também…

– Arbitragem brasileira: o que está dando errado? Os 5 fatores:

Muita confusão com a arbitragem nos estaduais neste final de semana. No jogo do Santos, árbitro vacilante em frente ao monitor (que demora para verificar uma invasão ou não, falamos em: https://wp.me/p4RTuC-AHF). Aliás, Douglas Marques é o mesmo daquele jogo em Brasília no qual ficou “meia-hora” em frente ao VAR, num CSA x Flamengo (aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnK).

No Fla-Flu, vimos um árbitro totalmente inseguro, “verde demais” e que sucumbiu aos experientes jogadores. Uma péssima escolha da Comissão de Arbitragem da FERJ…

Mas o que está acontecendo com a arbitragem brasileira?

Alguns fatores pontuais:

1. Há a perpetuação dos mesmos nomes nas Comissões de Árbitros: uma hora o sujeito é “Presidente da CA”, depois vira “Diretor de Desenvolvimento de Novos Talentos”, outrora “Responsável por Otimização de Desempenho dos Árbitros”, e por aí vai. Os incompetentes nunca são demitidos, mas remanejados para cargos criados. Por quê são tão “preservados” dentro da CBF e Federações (e os clubes aceitam isso)?

2. O processo de renovação, às vezes, é acelerado demais, sem garantias de que, mesmo errando, o trabalho terá sequência. Juízes novos são escalados em partidas nas quais não deveriam, com risco de serem queimados precocemente (é como lançar um jovem jogador: há o momento e o jogo oportunos).

3. A “catequese tupiniquim” do movimento antinatural da mão na bola, na qual já dissertamos várias vezes sobre o que se orientou equivocadamente no Brasil e como é o correto praticado no restante do planeta. E aqui, uma confidência: em 2014, fui comentar um jogo da A1 do Paulistão no Jayme Cintra, e um importante árbitro aspirante à FIFA apitaria a partida. Conversando informalmente, eu disse a ele que me preocupava com a uniformização de critérios para tais lances, e ele me disse: “fique tranquilo, agora vai ser mais fácil, diferente do que você pensa, pois se existir dúvida quando bater na mão, é só marcar a infração pois em todo lance podemos interpretar como movimento antinatural.”. Discordei de pronto, e meu receio virou realidade. E essa cultura equivocada já nasce com os novos árbitros, que não viveram o tempo da “intenção ou não”, e foram formados pelos senhores que orientam “à moda brasileira”.

4. Desde o surgimento do VAR, por 3 anos vimos a CBF prometendo a introdução do árbitro de vídeo e não cumprindo, por diversos motivos (dos financeiros aos estruturais). E o fez de maneira atabalhoada: usando imagens de emissoras de TV (ao invés de uma geração própria independente) e com permuta de equipamentos (a troco de aparecer os patrocinadores). Não fica uma questão em dúvida: se você fornece os monitores em devolução pela exposição, quanto mais tempo na frente da tela sendo filmado… o parceiro agradece!

5. A orientação de Leonardo Gaciba, que persiste até hoje: “não importa o tempo de decisão na discussão com o VAR, pois leve o tempo que for, o que importa é acertar”. Isso criou decisões demoradas e nem sempre corretas.

Diante de tudo isso, a combinação explosiva (orientações equivocadas, mau uso dos equipamentos eletrônicos, estratégia de lançamento de talentos discutíveis) resultou em: árbitros medrosos, jogando a decisão para uma cabine, onde existe um tribunal enorme com muitas pessoas discutindo e repassando para ele uma opinião (vide quantos caras tem no VAR, há até “garantidor de replay”). Se em alguns casos o VAR tem até 8 elementos (vide as escalas), por que o solitário juiz acreditará na sua convicção pessoal? 

Criamos uma cultura errada, falha, que não existe no resto do planeta. Estamos pagando o preço dos anos de mesmas pessoas administrando a arbitragem, que foram colocadas por Ricardo Teixeira, permanecendo com José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Cel Nunes, Rogério Caboclo e agora com o Ednaldo Rodrigues. E a questão é: o que sabem, o que fizeram, ou por quê são “não-demissíveis”, e sim remanejados?

São cargos de confiança muito delicados…

Imagem: VAR atento assistindo “Chaves”, extraído da Internet.

– Pênalti em Paulinho ou falta anterior no zagueiro em Ituano 2×3 Corinthians?

Fui perguntado sobre o pênalti em Paulinho na cidade de Itu: teria ele, antes de sofrer a infração, cometido falta?

A resposta é: não! Repare que um defensor do time da casa toma à frente do corintiano, que se desvencilha dele na lateral, sem cometer um puxão e/ou agarrão que o impedisse de continuar a disputa de bola. A ação de Paulinho não tem força suficiente para que o seu oponente não jogasse. 

Portanto: acertou Luiz Flávio de Oliveira ao deixar o lance seguir e depois marcar o tiro penal.

O estádio Novelli Júnior, em Itu, recebe a partida entre Ituano e Corinthians pela quarta rodada do Paulistão — Foto: Luciano Claudino/Agência Paulistão

O estádio Novelli Júnior, em Itu, recebe a partida entre Ituano e Corinthians pela quarta rodada do Paulistão — Foto: Luciano Claudino/Agência Paulistão (extraído de G1.com).

– Sobre a cobrança de pênalti de Guarani 1×1 Santos.

Sobre a cobrança de pênalti tão polêmica no jogo envolvendo o Bugre e o Peixe, entenda:

– Se é gol, e alguém da equipe atacante invade a área antes da cobrança, volta a cobrança.

– Se o goleiro defende ou há um rebote, e alguém da equipe atacante invade a área antes da cobrança e pega o rebote (independente da conclusão da jogada), se marca tiro livre indireto para a defesa no local onde tocou a bola.

Se há invasão de atacante e defensor (a chamada “invasão dupla”), se volta a cobrança – não importa se foi pra fora, para o gol ou se existiu um rebote; a partir do momento que os dois atletas invadem a área, o jogo já “não está mais valendo”.

Na única imagem de vídeo que vi, me pareceu que apenas um jogador campineiro invadiu a área (portanto, tiro livre indireto para o Santos). Porém, após o árbitro Douglas Marques das Flores (que desde o Brasileirão consulta o VAR e após muitos minutos vacilantes muda a decisão) ter entendido o contrário, a cobrança foi repetida. O VAR, se achou uma invasão dupla, acertou (e se alguém tiver essa imagem, por gentileza, compartilhe).

Observação: o que não pode é quem comanda o Twitter da FPF escrever uma barbaridade como essa abaixo:

Ao ler essa bobagem (eu ainda não havia assistido o lance – e para isso, nem precisa mesmo, pois não existe “impedimento em pênalti”), respondi:

E o tuíte da FPF foi apagado…

Imagem extraída de Google.com

– Pelo pescoço? Sobre Palmeiras x Água Santa…

Salim Fende Chavez começou sua carreira, anos atrás, muito mal, confundindo autoridade com autoritarismo, além de deficiência técnica visível. Comentei vários jogos dele nas divisões inferiores e sua evolução foi nítida. Tanto que a FPF o tem escalado há algum tempo na A1.

Porém…

Que cena evitável em Palmeiras x Água Santa. Árbitro não tem que encostar em jogador. Árbitro tem que apitar a regra! E segurar pelo pescoço? Lamentável…

Imagem extraída de: Gustavo Soler@falasoler, via Twitter.

– E Carlão foi vítima do erro da arbitragem em Santo André x Corinthians.

O árbitro Matheus Candançan tem 23 anos, e cometeu um erro sério por ser jovem e, talvez, por se assustar com o jogo, há pouco.

A bola é chutada na área do Santo André, e o zagueiro Carlão vai tentar interceptá-la. Na queda, cai e a bola bate totalmente de maneira involuntária em seu braço de equilíbrio / apoio. Movimento natural do braço, sem intenção, tudo normal. Mas marcou-se pênalti…

E com 13 (TREZE) pessoas na arbitragem, ninguém ajudou o juizão? Ou essas pessoas o atrapalharam?

Um texto explicativo sobre tais lances, de: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

MÃO NA BOLA E BOLA NA MÃO

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato.

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

Santo André x Corinthians: Palpite, prognóstico e onde assistir o jogo do Paulistão 2022

Arte extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/santo-andre-x-corinthians-palpite-prognostico-onde-assistir-paulistao-2022\

– Essa história das “bandeiras improvisadas” nas Eliminatórias não tá cheirando muito mal?

Cada vez que alguém comenta a “história do esquecimento das bandeirinhas no Chile“, a coisa soa mais estranho ainda…

Por quê?

Por tais motivos, aqui: https://youtu.be/f24tiZfUjEs

– E os bandeiras levaram um gancho bravo…

Lembram da bobeada dos árbitros brasileiros em Chile x Argentina?

Pois é: receberam 4 meses de gancho da Conmebol pelo desleixo talvez inédito.

Vide o ocorrido aqui: – Chile 1×2 Argentina com bandeirinhas adaptadas por brasileiros! Que circo…

O comunicado de afastamento, abaixo:

 

– Roberval Davino no Paulista: importante para ambos.

Anos atrás, alguns times eram considerados tradicionais nomes nas elites regionais e importantes agremiações nas divisões menores do Brasileirão: o Paulista FC, por exemplo, que quase subiu à Serie A do Brasileirão, era um desses nomes.

Também treinadores respeitados eram considerados “Reis do Acesso” e Especialistas em Clubes do Interior: Vágner Benazzi, Luis Carlos Martins, o saudoso Ferreirão e Roberval Davino.

Em 2022, tanto o Galo da Japi quanto o respeitado Davino estão “fora dos holofotes nacionais”. Ambos tem muita história e conquistas, e justamente por isso, quem sabe agora que o treinador foi confirmado como treinador do Paulista, a “fome com a vontade de comer” poderá dar certo?

– Roberval (além de ótima pessoa) é um estudioso do futebol (aliás, me recordo de algumas jogadas ensaiadas que ele tinha na série A2 em 2015, na sua segunda passagem em Jundiaí, aproveitando detalhes da Regra do Jogo, mostrando que conhecia e aplicava possíveis benesses desse saber). 

O Paulista é um clube mais do que centenário, com a torcida ansiosa em voltar a lugares melhores do que está hoje.

Diante de tudo isso, fica o desejo de sucesso e a expectativa de um bom trabalho. Entretanto, é inevitável perguntar: Roberval renascerá indicando jogadores? Trabalhará com o que se tem em Jayme Cintra? Clube e técnico buscarão parceiros para reforçar a equipe? Como se dará?

Torço muito para que dê certo.

Técnico Roberval Davino | Independente 1x0 Paulista - 1ª rod… | Flickr

Imagem extraída de: https://www.flickr.com/photos/128179553@N04/16497779755/

– Chile 1×2 Argentina com bandeirinhas adaptadas por brasileiros! Que circo…

A informação vem do jornal Extra (que é do grupo Globo), por Fernando Moreira: os auxiliares brasileiros de Chile x Argentina esquecem as bandeirinhas no hotel e improvisaram na partida, usando coletes luminosos e tubos de plástico!

O árbitro foi Anderson Daronco, com Fabricio Vilarinho e Rodrigo Figueiredo como seus assistentes…

Que fase, Arbitragem do Brasil!

Extraído de: https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/auxiliares-brasileiros-de-chile-argentina-esquecem-bandeirinhas-em-hotel-improvisam-na-partida-25371008.html

CADÊ?

Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico
Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico Foto: Reprodução/Twitter

Os auxiliares brasileiro Fabricio Vilarinho e Rodrigo Figueiredo, auxiliares do árbitro Anderson Daronco na partida entre Chile e Argentina, na noite de quinta-feira (27/1), em Calama (Chile), esqueceram as bandeirinhas no hotel em que estavam hospedados.

Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico
Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico Foto: Reprodução/Twitter

A solução foi improvisar, assim que perceberam a falta do material (sem tempo para voltar ao hotel), no estádio Zorros del Desierto. Os auxiliares usaram coletes fluorescentes presos tubos de plástico para fazer as marcações do jogo, válido pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Qatar, contou a emissora argentina TyC. Mais perto do fim da partida, os bandeirinhas receberam o equipamento adequado.

Imagens da improvisação viralizaram nas redes sociais. “É o futebol na América do Sul”, lamentou um intenauta. Já outro se divertiu: “Tenho que amar as Eliminatórias sul-americanas”.

A partida foi vencida pelos argentinos, já classificados para o Mundial (como os brasileiros), por 2 a 1.

– As 6 situações discutíveis da arbitragem de Wilmar Roldán em Equador 1×1 Brasil.

A última boa partida que vi Wilmar Roldán apitando foi Palmeiras x São Paulo pela Libertadores da América. Com atuações irregulares, algumas boas e outras ruins, tem um histórico de lambanças (algumas delas aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/15/o-que-esperar-de-wilmar-roldan-para-palmeiras-x-sao-paulo-no-jogo-de-volta-da-libertadores/). E foi protagonista nesta 5a feira no Equador 1×1 Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Vamos aos lances?

1) 13 minutos: o goleiro Domínguez (ECU) salta e acerta com a sola da chuteira na cabeça do atacante Matheus Cunha (BRA). Pelo fato do local em que o brasileiro foi atingido (pescoço) estar fora da área, é falta (independente do pé estar ou não dentro da área penal). Mas o juiz não expulsa o equatoriano até o chamado do VAR.
Por que Roldán errou?
Porque ele estava encoberto. Repare na imagem desse lance (ela é perfeita e didática): há um equatoriano à direita (na frente do bandeira), outro à esquerda (na frente do juiz) e aí vem o goleiro. Roldán apitou sem saber a gravidade do que aconteceu. Somente as câmeras do VAR poderiam mostrar o que houve.
Errou o árbitro em um primeiro momento; acertou no fato da primeira atitude ter sido o atendimento do jogador atingido; por fim, foi correto em ir à cabine do VAR. Ou seja: o árbitro de vídeo (que provavelmente já tinha dito a ele que era lance para Cartão Vermelho antes de ver as imagens no monitor) salvou Roldán.

2) 19 minutos: Emerson Royal (BRA) já tinha recebido corretamente Cartão Amarelo por ter deixado o braço em Moisés Caicedo (ECU), a 1 minuto de jogo (as novas orientações da FIFA, desde 2020, obrigam a arbitragem a ser rigorosa com lances desse tipo, sendo Cartão Vermelho se a intensidade for maior e atingir a cabeça com mão, braço ou cotovelo). Na segunda falta cometida pelo lateral (uma dividida por ação temerária em Estrada) outro Amarelo corretamente aplicado. Portanto, expulsão justa, acertou o árbitro.

3) 25 minutos: a 1a Expulsão e “Desexpulsão”, num grande equívoco: Roldán estava longe da jogada, e ao ver o pé do goleiro Alisson (BRA) atingindo Enner Valência (ECU), aplica o Vermelho. Seis minutos depois, devido à verificação com o VAR e muita discussão, retira o Cartão.
Neste lance, Alisson, estando em uma distância considerada segura, dá um chutão para frente. Valência vê que o goleiro ganha a jogada (repare também nessa imagem) e já vai virando a cabeça para minimizar o choque com a perna que já está em queda (é o chamado “lance vencido”). Quando há o contato, não é falta, mas sim casualidade (Valência não conseguiria mais disputar a bola, estava em velocidade e não frearia a tempo de evitar o encontrão no goleiro. Erro crasso do juiz, novamente corrigido pelo VAR.

4) Intervalo: Os acréscimos de um jogo existem para recuperar o tempo gasto com atendimento médico, substituições diversas e tempo perdido com as conversas / discussões junto ao VAR. Nos lances dos Cartões Vermelhos de Dominguez e Emerson Royal, além da confusão com Alisson, somei em meu modesto relógio 16 minutos de paralisação (repito: somente nestas 3 situações). Portanto, errou o árbitro ao dar 9 minutos de acréscimo.

5) 54 minutos: Estupiñán (ECU) dribla Daniel Alves (BRA) e quando vai passar por Raphinha (BRA) adianta a bola e simula ter sofrido pênalti. Roldán, estando atrás da jogada, imagina que o equatoriano realmente foi travado pelo brasileiro (já que por trás existe essa impressão). Pela imagem da frente, é claro que Raphinha não toca em seu adversário. Viva o VAR, que corrige equívocos como este: o de um pênalti mal marcado e com a sua ajuda, desmarcado.

6) 92 minutos: Preciado (ECU) vai disputar a bola com o goleiro Alisson (BRA), que a atinge de maneira legal, sem infração contra o adversário (o contato físico posterior é normal, por consequência do lance). Não dá para entender um erro tão infantil do árbitro como esse (já que ele tem muita experiência). De novo expulsou Alisson, que novamente foi salvo pelo VAR e “desexpulso”.

O VAR Leodán González acertou em tudo: lembrando que ele foi o mesmo árbitro que apitou muito bem River Plate 0x3 Palmeiras pela Libertadores; mas, recordando também que ele foi muito mal em Palmeiras 1x 2 Defensor Y Justicia pela Recopa Sulamericana.

Curiosidade: Na Copa de 2018, Roldan apitou Tunisia x Inglaterra e desprezou o uso do VAR. Por tal motivo, foi retirado do Mundial após sua atuação. No ano seguinte, em Bucaramanga, pelo Campeonato Colombiano, anulou um gol e foi consultar o VAR... só que neste torneio não tinha o VAR! Olhe que loucura: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/10/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

Teria sido trauma de árbitro de vídeo desde a Rússia?

Extraído de: www.trivela.com.br(Rodrigo Buendia-Pool/Getty Images/One Football)

– O que acontecerá com Mali 1×0 Tunísia e o juiz de Zâmbia?

Passou despercebido, mas na Copa Africana de Nações, na semana passada, um fato suspeitíssimo: Mali venceu a Tunísia por 1×0, e o árbitro de Zâmbia acabou o jogo com 5 minutos de antecipação. Muita reclamação e as equipes foram para o vestiário. Depois mandou chamar as Seleções de novo. E eis que ainda assim acabou antes da hora, na volta à partida.

Sabendo de manipulações de resultados em campeonatos da África e da Ásia, e até com episódios em Copa do Mundo (lembram de Itália x Coreia do Sul?), há de se ficar atento…

A última notícia desse jogo do torneio africano: o juizão foi parar no hospital por desidratação! Acompanhe abaixo:

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/copa-africana-arbitro-apita-final-de-jogo-aos-40-do-segundo-tempo-volta-atras-e-encerra-partida-aos-44.ghtml

MALI 1×0 TUNÍSIA

Mali venceu a Tunísia por 1 a 0, nesta quarta-feira, pela primeira rodada do Grupo F da Copa Africana de Nações, em Limbe, Camarões. Até aí tudo bem. Mais um jogo encerrado com 1 a 0 no torneio. Mas os cinco minutos finais da partida foram com muita polêmica. Ou melhor. Não houve os cinco minutos finais.

O árbitro da partida, Janny Sikazwe, de Zâmbia, apitou o fim de jogo aos 40 do segundo tempo. Isso mesmo. Aos 85, como registrava o placar da transmissão oficial. Os jogadores e membros das comissões técnicas, especialmente da Tunísia, que estava perdendo, entraram em desespero.

Depois de dois minutos de discussão, Sikazwe retomou o jogo aos 42 e deu um cartão vermelho para o atacante malinês El Bilal Touré após uma intensa discussão. A expulsão ainda veio com checagem ao VAR. Aos 44 minutos e 50 segundos, o árbitro deu fim definitivo à partida e teve que ser escoltado na saída de campo.

Mas a história do jogo não acabou por aí. Segundo relato de repórteres que estavam no estádio, a partida quase foi retomada. O técnico de Mali, Mohamed Magassouba, dava entrevista coletiva quando foi convocado para retornar ao campo.

A suspeita entre os que estavam no estádio em Limbe é que Janny Sikazwe não tenha parado o cronômetro durante a pausa para hidratação e não se deu conta. No entanto, mesmo após voltar atrás após o erro, o árbitro de Zâmbia não deu os acréscimos.

O gol da vitória de Mali foi de pênalti, no início da segunda etapa, marcado por Ibrahima Kone. Aos 32, o goleiro Ibrahim Mounkoro defendeu uma penalidade e garantiu a vitória dos malineses. Ele foi eleito o melhor em campo.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico da Tunísia, Mondher Kebaier, não escondeu sua revolta. Ele explicou que os jogadores já estavam no banho quando foram chamados para voltar a campo, e por isso sua seleção não retomou a partida.

– É muito difícil lidar com assuntos não esportivos. Aos 85 minutos ele (árbitro) dá o apito final. E depois novamente aos 89 minutos. Era para haver sete, oito minutos de acréscimos. Sua decisão é inexplicável – disse Kebaier.

O técnico de Mali, Mohamed Magassouba, tentou evitar polêmicas e reafirmou que sua equipe estava disposta a jogar os minutos finais.

– Eu disse aos jogadores que só podemos controlar o que está em campo. Fora do campo, isso é com os dirigentes. Quando nos disseram para voltar e jogar, os jogadores estavam mais do que dispostos. Infelizmente, nossos adversários não quiseram sair – declarou.

Árbitro Janny Sikazwe, que apitou o final de Mali x Tunísia aos 40 do segundo tempo, é escoltado em saída de campo — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Árbitro Janny Sikazwe, que apitou o final de Mali x Tunísia aos 40 do segundo tempo, é escoltado em saída de campo — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

– Renovar de que jeito, dona FPF?

Pela Rodada 5 do Paulistão 2022 (que abrirá informalmente o torneio no domingo), envolvendo Novorizontino x Palmeiras, apitará Luís Flávio de Oliveira (FIFA).

Na Rodada 1, que será 4a feira, para Palmeiras x Ponte Preta, apitará Raphael Claus (também da FIFA). O próprio Luís Flávio estará na Rodada 1, 5a feira, em x Guarani x São Paulo.

Será que no 3o jogo do Palmeiras no Paulistão, teremos outro FIFA escalado? Por esse critério, não se renovará a arbitragem nunca!

É a chamada “escala de segurança”, para não correr o risco do escalador ser questionado. Aliás, a FPF opta pelo modelo de 9 pessoas envolvidas na arbitragem de um jogo, incluindo AVAR, observador de VAR, gerente de qualidade de VAR, analista de vídeo e outros cabides (incluindo a auto-escalação da chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira).

Entra ano e sai ano, e as coisas não mudam para melhor…

VAR: O que significa, como funciona e regras de aplicação

Imagem extraída de https://www.esportelandia.com.br/futebol/var/

– A injusta expulsão em Ferroviária 0(4)x(5)0 Santos pela Copa São Paulo.

Vi na publicação do jornalista Thiago Olim do “Esporte Paulista”: que lambança do árbitro Flávio Mineiro em Ferroviária x Santos pela Copa São Paulo!

Uma expulsão bizarra contra a Ferrinha, onde não dá para entender a interpretação do juizão. Segundo ele, Victor Hugo (AFE) deu uma cotovelada no pescoço de Weslley Patati (Santos). Assista o lance, no final deste post, e se esforce para ter essa imagem. Não foi nada!

Eu fico impressionado com tantas chances que certos árbitro tem. Flávio Ribeiro Mineiro chegou à A1 sem ter passado pela A2, e fez uma péssima arbitragem no Morumbi, quando escalado.

Relembre São Paulo 1×1 Novorizontino (2020), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

Já tínhamos observado algumas atuações ruins dele, vide abaixo em 2017 – Paulista 2×1 Portuguesa Santista, em Jundiaí: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/03/25/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-portuguesa-santista/

Ou em Paulista 2×0 São José, em 2018: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

O lance citado em Araraquara, em: https://twitter.com/PontoDoThiago/status/1482192097407123457

Clique no Twitter abaixo com o vídeo:

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A pergunta é: por que alguns árbitros são descartados sem oportunidades, e outros com eternas chances?

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Ceará.

Boa arbitragem de João Batista Nascimento Avelino. O árbitro tem muito potencial!

Aos 33m, uma queixa da torcida: ele parou o jogo para atendimento do atleta do Paulista, Klismann, quando o time estava no ataque (matando o contra-ataque). Mas isso foi necessário, apesar das reclamações, pois o jogador realmente precisava do médico.

Não tivemos um jogo faltoso ou violento foi pegado e leal. Também nesse quesito Avelino foi bem, mostrando-se sereno no jogo. A minha dúvida seria: em um jogo nervoso, ele estaria tão frio quanto esteve hoje? Não sei, pois muitas vezes você precisa estar “vibrando no calor do jogo” para tomar decisões mais corretas e transmitir segurança. No final da partida, quando “o clima esquentou”, se mostrou presente.

Em tempo: todos os cartões foram corretamente aplicados, incluindo o Vermelho Direto a André (PFC).

Um acerto técnico: aos 34 no 2º tempo, ao não marcar pênalti na “Bola na Mão” do Matheus Hilário.

Muitos impedimentos no jogo – todos corretos, marcados pelo bandeira 1 João Pedro de Moraes.

No gol do Ceará, existiram provocações de um jogador do Ceará mostrando o dedo do meio para a torcida. Cadê o Quarto árbitro? Nada viu…

Uma observação sobre o Paulista: quando o time precisava de tranquilidade e jogava pelo empate, o time estava afoito e não parecia entender que estava se classificando. É nesse momento que o treinador Baiano (experiente, com carreira internacional), deveria mandar os atletas valorizarem a posse de bola, não ter pressa e estarem calmos… Foi exatamente isso que o treinador do Ceará fez quando marcou o gol!

Uma pena. É pensar na 4a divisão – 2022.

Na foto, a torcida do Galo prestigiando o Paulista: 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Ceará, rodada 3 da Copa São Paulo de Futebol Jr.

Para o confronto decisivo entre o Galo e o Vozão, a escala será composta por:

Árbitro: João Batista do Nascimento Avelino
Árbitro Assistente 1: João Pedro de Morais
Árbitro Assistente 2: Jean Henrique Batista Reinas
Quarto Árbitro: Rogério Adalberto da Silva
Analista de Vídeo: Gustavo Cesar Pedrozo
João Batista tem 5 anos de carreira, 28 de idade, e teve uma ascensão muito rápida na FPF: com apenas 1 ano de casa, já estreou em jogos profissionais. No seu 2o ano, apitou na A3. Faz parte do grupo de árbitros jovens que está sendo impulsionado para a renovação do quadro. 
Os bandeiras João Pedro e Jean Henrique são jovens (27 anos) e ambos são formados em 2018. Também ambos só têm 1 jogo profissional na carreira. Percebamos que nos 3 jogos do Paulista, os 6 bandeiras que foram escalados possuem a mesma faixa de idade e mesmo tempo na carreira.
O quarto-árbitro Rogério Adalberto tem um fato curioso: ele trabalhou quase todos os dias durante a Copinha. Apitou na Rodada 1 e foi 4o árbitro em dois jogos da mesma rodada no dia seguinte. Depois trabalhou na Rodada 2. Nesta rodada 3, trabalhou dia 9 em dois jogos como 4o árbitro em Taubaté. Dia 10, foi escalado para apitar na mesma rodada 3 na Rua Javari. Dia 11, em Jundiaí, nos dois jogos da rodada 3. Ou seja: 5 jogos escalado na mesma rodada!
Me chamou a atenção a escala do observador: Gustavo Cesar Pedrozo, com apenas 31 anos. Talvez o mais jovem do quadro.
Desejo um ótimo jogo a todos com boa arbitragem.
Acompanhe Paulista x Ceará pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h15h nesta terça-feira, mas desde às 14h45 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise da Arbitragem de Paulista / SP 2×0 Bragantino Clube / PA.

Márcio André Moreira foi muito bem na partida entre Paulista x Bragantino Clube. Soube conduzir o jogo (que não exigiu dele).

Houve um embate pouco faltoso, onde o árbitro corretamente apitou sem complicações. Não tivemos simulações, lances polêmicos ou indisciplinas, exceto aos 6m do segundo tempo: um esboço de reclamação de pênalti de Johnny – BRA em Matheus Lima – PFC (que não foi, pois ele literalmente pisou na bola)

De tal forma, vale dizer que tudo deu certo para a arbitragem: um jogo que permitiu apitar o básico sem aparecer. Que continue assim.

– Repost: Homofobia na Copinha, Ironia do Cartola do Timão e a discussão dos Gays na arbitragem.

Há 2 anos, um tema atual:

O título da postagem mostra que as “pautas respeitosas quanto ao gênero” começaram com tudo neste começo de ano no futebol, não? Especialmente em São Paulo. Vamos a elas?

Fica o alerta para todos os torcedores: conforme alertamos anteriormente, a FPF fará em seus torneios com que os árbitros tenham rigor contra práticas discriminatórias, como manifestações políticas, gritos racistas, ofensas sexistas ou cânticos homofóbicos (seguindo a determinação da FIFA). E isso aconteceu nesta semana na prática.

Na partida entre Audax-SP vs Sport-PE pela Copa São Paulo de Futebol Jr, o goleiro do time pernambucano se distanciava para cobrar o tiro de meta e os torcedores começaram a gritar aquele manjado “biiiiiiicha”, imitando os mexicanos que inventaram essa prática com o “puuuuuto”. O árbitro Thiago Scarascati cumpriu a recomendação e praticou o que manda o Protocolo FIFA contra discriminação no seu 1o ato. (vide-o aqui: https://wp.me/p55Mu0-2hK). Ainda assim, posteriormente, houve novos gritos, e o 2o ato do Protocolo foi praticado.

Nesta mesma semana, ocorreu a polêmica de Duílio Monteiro Alves, diretor do Corinthians, que na apresentação do jogador Victor Cantillo deu a camisa 8 do time para o atleta, negando a 24 (número que ele gostava de utilizar no Junior Barranquilla) justificando em tom de brincadeira que “24 aqui não” (fazendo alusão do número, na cultura do Brasil, ser ligado a gays). Teve que se desculpar em público posteriormente. Afinal, se a maior torcida do Brasil é do Flamengo e a segunda do Corinthians, de maneira lógica e proporcional esses clubes possuem as maiores torcidas entre os homens, mulheres e homossexuais.

Por fim, vale lembrar o que a nova comandante dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, Ana Paula de Oliveira, disse em entrevista ao Estadão: a ex-bandeirinha declarou que em sua gestão “aumentará para 20% a participação das mulheres nas escalas de jogos”  (se isso acontecer, em cada 5 jogos realizados, 1 será arbitrado por quarteto feminino) e de que, em outras palavras “dará tranquilidade para que não exista assédio aos árbitros gays e árbitras lésbicas do quadro” (vide a matéria completa clicando AQUI).

Dessa forma, respeitemos a diversidade. Isso não quer dizer que devamos fazer apologia, pois se beira na preocupação em aceitar o homossexual, quase uma louvação! Não é isso: não se pode praticar homofobia, mas não se deve também criar uma heterofobia (como que “ser hetero declarado” nos dias de hoje seja algo ruim).

O politicamente correto está (seja em excesso ou não) em pauta nas diversas áreas, inclusive no futebol, e não se pode negar.

Resultado de imagem para homofobia no futebol

Ilustração: Verena Antunes (Vice), extraído de: https://www.vice.com/pt/article/53m433/homofobia-no-futebol

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista de Jundiaí x Bragantino Clube do Pará.

Para o confronto do Galo da Japi contra o Tubarão Paraense, teremos a seguinte escala de arbitragem: 

Árbitro: Márcio André Moreira, 38 anos
Árbitro Assistente 1: Lucas Lascasas Jr, 27 anos
Árbitro Assistente 2: Diego Henrique Martins, 27 anos
Quarto-árbitro: Vágner Campos Silva, 32 anos
Analista: Cláudio Roberto da Costa, 47 anos.

O juizão que virá a Jundiaí é um caso atípico (e difícil de explicar): ele tem 16 anos de carreira na FPF, e durante todos esse período, somente por 3 anos teve algum jogo profissional para apitar (o último, em 2016). Por todo esse tempo, apitou partidas de Sub 11 a Sub 20, sendo 4o árbitro em algum jogo de 4o ou 3a divisão. Vem sem ritmo de jogo e com poucas perspectivas a curto prazo (e, com pesar, talvez a longo também pela idade).

Fica a pergunta à Comissão de Árbitros: depois de tantos anos, ele não “vingou” até agora por que ninguém o viu trabalhando?

Os bandeiras Lucas e Diego, ambos com 27 anos, são formados em 2017 e trabalharam nas categorias Sub 17, Sub 20 e na 4a divisão de Profissionais. Se forem bem, podem ter vôos mais altos.

O 4o árbitro Vágner também tem 5 anos de FPF e apitou até a categoria Sub 15. Provavelmente apitará Copinha em 2023.

Por fim, Cláudio Roberto da Costa, o analista do jogo, foi árbitro e bandeira da FPF. Fará seu trabalho por home office. Foi formado na minha turma nos anos 90. E o conhecendo, creio que assistirá pela TV e escutará o jogo pelos 810 da Difusora!

Desejo ótimo jogo às equipes e um bom trabalho para a arbitragem.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 São Bernardo, Copa São Paulo de Futebol Jr

Má arbitragem no Jayme Cintra. Enquanto os bandeiras e 4º árbitro não apareceram, o juizão se destacou negativamente.

FISICAMENTE: se posiciona mal, embora corra bastante. Aos 2m e aos 8m, a bola bateu no árbitro, atrapalhando o jogo. No primeiro lance, não deu bola ao chão. No segundo lance, deu. Se posicionou nos lances de área muito em cima da bola.

TECNICAMENTE: foi bem em dois lances importantes: aos 20m, a não marcação do pênalti no chute que Bruninho (PFC) deu, atingindo o corpo (e não o braço ) de Guilherme. E aos 44m, no lance de Enzo (PFC) na bola que bate involuntariamente na mão de Gabriel Lopes.

DISCIPLINARMENTE: péssimo. Na aplicação dos cartões, errou ao não dar amarelo no começo do jogo a Matheus Hilário (PFC) por uma pernada no adversário no começo do jogo; idem a Ítalo (SBFC), por uma entrada mais forte no oponente. Errou também a aplicar Amarelo a Matheus Fogaça (PFC). Acertou nos Cartões aplicados a Bruninho e Rafael (Paulista) e a Orlando e Jonas (São Bernardo).

Faltou muita autoridade ao árbitro Martinho Menk em jogo fácil (não foi uma partida violenta e com reclamações). Entre os 20m e 30 minutos do 2º tempo, existiram 6 quedas de jogadores do São Bernardo para atendimento médico. Os atletas perceberam que o árbitro permitia cera e abusaram, incluindo nos momentos seguintes.

Sobre o jogo: o time do ABC nitidamente é melhor qualificado, mas o Paulista fez um bom jogo. Sentiu o gol e se desmontou ao longo do 2o tempo. Bruninho (PFC) foi uma grata surpresa, mas os erros coletivos (especialmente no gol) foram preponderantes.

– Fazer o que se gosta é muito bom!

Já estamos no Jayme Cintra.

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O jogo começará às 11h, mas desde às 10h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x São Bernardo FC (Copa São Paulo de Futebol Jr).

E o Galo da Japi vai estrear na Copa SP de Futebol Jr 2022 contra o Cachorrão do ABC! Terá bicada no cão em Jayme Cintra?

Não sei. Mas vamos falar de arbitragem? Teremos no primeiro jogo a seguinte escala:

Árbitro: Martinho Menck da Silva Junior
Árbitro Assistente 1: Adilson Anderson Rosa de Carvalho
Árbitro Assistente 2: Givanildo Oliveira Felix
Quarto Árbitro: Gustavo Henrique da Silva
Analista de Vídeo: Marco Antonio Gonzaga da Silva

Martinho tem 36 anos, reside em Sorocaba e é Professor de Educação Física. Formado em 2018, trabalhou naquele ano nas partidas Sub 11 e Sub 13. Teve uma pausa na carreira e voltou a apitar no 2o semestre do ano passado, em jogos Sub 15, Sub 17 e numa única partida Sub 20: São Bernardo 2×0 Ituano. Com pouquíssima experiência na FPF (nunca trabalhou em jogos profissionais), terá na Copinha sua grande chance de se apresentar ao mundo do futebol (afinal, será sua primeira partida transmitida com imagens), permitindo que também nós conheçamos o seu potencial.

Adilson Anderson, o bandeira 1, tem 9 anos de carreira e 34 de idade. Sempre trabalhou em partidas amadoras e um ou outro jogo na 4a divisão (esteve em 2018 bandeirando Paulista 0x1 São José/RS, onde validou corretamente um gol polêmico). Givanildo Oliveira, o bandeira 2, tem 15 anos de carreira e 42 de idade, também com o mesmo curriculum: muitos jogos Sub 15 e Sub 17 e poucas partidas profissionais (esteve em 2017 bandeirando Paulista 1×0 Red Bull na Copinha, com bom trabalho).

Imagino que, assim como para outras equipes de arbitragem na Copa SP, as escalas serão “vestibulares” para continuidade ou não no quadro, já que muita gente foi cortada na virada de ano pelo excesso de árbitros na relação da Comissão de Arbitragem (já que todo ano a Escola de Árbitros forma muita gente, e não tem jogos para todos).

Gustavo Henrique da Silva, o 4o árbitro, tem 38 anos de idade e é formado em 2018. Esse, talvez, tem a situação mais complicada, pois precisa ser escalado em jogos como árbitro central para apitar logo alguma partida – já que sua idade não ajuda como iniciante.

Uma grata escala é a do observador Marco Antonio Gonzaga da Silva, ex-bandeira da FPF e de muitos jogos na A1. Ele vem de Aparecida-SP, e é uma das pessoas mais competentes e boníssimas com quem tive o prazer de trabalhar.

Desejo um ótimo jogo e uma excelente arbitragem!

Acompanhe Paulista x São Bernardo pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 11h nesta quarta-feira, mas desde às 10h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Os 10 árbitros do quadro da FIFA para 2022.

A CBF divulgou os árbitros da FIFA para 2021. Saiu do quadro o paranaense Rafael Traci (que não estava bem em campo) e entrou Sávio Pereira Sampaio (irmão de Wilton Pereira Sampaio, repetindo o que vimos Com Paulo César de Oliveira e Luiz Flávio de Oliveira). Traci passará a pertencer ao quadro de VAR da FIFA, junto com Péricles Bassols, que depois de se desaposentar, em apenas um ano foi para o quadro internacional de árbitro de vídeo.

Há tempos lamento: apesar do Brasil ter a honraria de 10 árbitros FIFA no quadro (limite máximo), não temos 10 árbitros que possam apitar qualquer jogo no mundo (que é o conceito de “ser FIFA”).

Abaixo a relação:

Anderson Daronco (RS)

Bráulio da Silva Machado (SC)

Bruno Arleu de Araújo (RJ)

Flávio Rodrigues de Souza (SP)

Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Raphael Claus (SP)

Rodolpho Toski Marques (PR)

Sávio Pereira Sampaio (DF)

Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Wilton Pereira Sampaio (GO)

Dessa lista, alguns não tem sido escaldados há tempos em competições internacionais, vale lembrar.

EBC | Em premiação, Fifa elege a seleção do mundo com dois brasileiros

Imagem extraída de: https://memoria.ebc.com.br/noticias/esporte/2013/01/em-premiacao-fifa-elege-a-selecao-do-mundo-com-dois-brasileiros

– Repost: 7 Questões Interessantes sobre a Goleada do Barcelona sobre o Santos

Há 10 anos… o Santos se assustava com o Barcelona no Mundial da FIFA:

O que dá para falar da decisão do Mundial FIFA de Clubes? Um time que beira 80% de posse de bola nos leva a crer em duas coisas: que ele é excepcional e que seu adversário é muito fraco!

Pense bem: 76% é como brincadeira de bobinho, onde um sujeito fica fazendo papel de tolo tentando recuperar a bola. Acontece que o adversário do Barcelona era o Campeão da Libertadores, o Santos!

Será que o futebol sulamericano está tão por baixo? O Barcelona é bom demais, tudo bem, mas a ponto do campeão europeu enfiar 4 gols de diferença no campeão da América do Sul?

Neymar sumiu. E ainda há gente que dizia que o Puyol era caneludoA Jóia da Vila, segundo o Footstats, teve 55 segundos de posse de bola em 90 minutos de jogo!

Visivelmente, o Santos estava assustado; Muricy errou em escalar um time o qual nunca treinou (será que ele não ponderou os riscos de tentar uma formação inédita justo contra o Barça?); e, o pior: a nítida percepção de que o nível entre futebol jogado na Europa hoje é muito diferente do que o daqui.

Não concordava quando diziam que o Neymar precisava jogar na Europa para provar sua qualidade, afinal, ganhou a Libertadores. Acho que estou mudando de idéia…

Mas algo bacana e polêmico, a fim de uma reflexão. Questões imaginárias:

1- O que Muricy pôde falar aos seus atletas no vestiário, depois do acachapante 1º tempo?

2- Há 6 meses, Muricy “era o cara”, o comandante da Libertadores. Para muitos, hoje, ele deveria ser demitido… De bestial à besta em 3 gols. Tem fundamento a sua culpa?

3- Este Barcelona de Messi e Cia (2010) se iguala em majestade com o Santos de Pelé e sua trupe (anos 1960)?

4- Ao invés de time da casa ser convidado para o Mundial, por que não o detentor do título? Seria legal termos a certeza de que em 2012 o Barcelona estará em campo defendendo a permanência da posse do troféu!

5- Neymar, na entrevista FIFA, exaltou o Barça e disse que o Santos é o “segundo maior time do mundo”. Puxa, a diferença entre o futebol do primeiro time para o segundo (segundo a lógica do Neymar) é tão grande assim?

6- Puyol disse que o Barça tem que melhorar a cada dia. Como é que faz, para um time perfeito como o dele?

7- Léo disse bobagem na saída: que o Barcelona seria vaiado se tocasse a bola assim, caso jogasse no Brasil. Seria mesmo?

Por fim, uma observação bacana: na maior parte do tempo, ouvia-se os gritos de “Santos, Santooooss’ sobrepondo as vozes dos torcedores do Barcelona, maioria no estádio. Pena que de nada adiantou..

Sobre a arbitragem: Mundial de Clubes com árbitros do Azerbaijão, Nova Zelândia, Kirguistão, El Salvador? É a globalização do apito…. $ó pode $er i$$o. Mas justiça seja feita: nos lances em que apareceram, o árbitro Ravsham Irmatov (UZB) e o bandeira Bakhadyr Kochkarov (KSG) foram bem. O outro, cujo nome até omiti, nem apareceu no jogo (partida fácil de se apitar, diga-se de passagem!)

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

Imagem extraída de: https://www.youtube.com/watch?v=UYPu3rMvcDs

– O constrangedor pênalti na final da Copa do Brasil em Atlético Mineiro x Athlético Paranaense.

Eu fiquei com vergonha quando vi o árbitro Bruno Arleu, eleito o melhor juiz de 2021 pela CBF, entender movimento antinatural do cotovelo de Citadini no jogo entre Galo x Furacão no Mineirão e marcar pênalti.

Para entender a Regra, por favor, leia o seguinte texto e veja o que a FIFA manda e o que a CBF entende (mas leia até o fim).

A publicação em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

– O balanço final do Brasileirão e da Arbitragem.

O Campeonato Brasileiro de 2021 foi marcado por muitas nuances. Vide a classificação final: o Atlético Mineiro, depois de 50 anos, levou o título (com muito investimento financeiro e após Cuca ter deixado Hulk na reserva – aliás, o experiente treinador mostrou que muitas vezes um “banco faz bem”, pois depois desse episódio, o atacante “voou em campo”).

Incoerências ocorreram: o então Campeão do Brasileirão 2020, Rogério Ceni, foi demitido do Flamengo após 6 meses de trabalho e 3 títulos. Coisas do futebol brasileiro… Vágner Mancini, com ótimo trabalho no América-MG, abandonou o time para ir ao Grêmio e foi rebaixado. Uma decisão complicada de uma questionável gestão de carreira…

Falando de Rebaixamento, o “Imortal” gaúcho amargurou seu 3o rebaixamento na história. Mas nada de lamentos: um time que fica 37 das 38 rodadas entre os 4 piores em um torneio tão longo, há de merecer. Além, claro, de contratações questionáveis, como veteranos com salário alto ou a repatriação de Douglas Costa visivelmente fora de forma e sem motivação. Aliás, nem só pela posição na tabela alguns times decepcionaram, mas pela Gestão em si, como o caso do São Paulo: iludido pela conquista do Campeonato Paulista, quase foi junto para a série B.

Em 2021, vimos também um excesso de vagas para as competições internacionais. Repare que o rebaixado que mais pontuou tinha quase 38% de aproveitamento, e o classificado para a Sulamericana pior pontuado (que foi o Cuiabá) entrou com 41% apenas. Como um time que ganhou menos da metade dos pontos disputados leva de prêmio uma vaga num torneio estrangeiro? A propósito, nessa conta que separou o rebaixamento da classificação distaram 4 pontos dos 114 disputados.

Na Libertadores (fase de grupos e pré) temos 3 paulistas, 2 mineiros, 2 cariocas, 1 paranaense e 1 cearense. Destes clubes, 3 “empresas” ou “quase-empresas”: o Red Bull Bragantino, que já é, e o Athletico Paranaense e o América-MG, ambos em processo de transformação (lembrando que além de um clube do conglomerado Red Bull, a Libertadores 2022 terá o Montevideo Torque, pertencente ao conglomerado CityGroup).

Quanto a arbitragem, tivemos dois momentos: o do Leonardo Gaciba com excesso de uso do VAR e o do Alício Pena com visível uso menor. Porém, ambos com o árbitro de vídeo sendo protagonista nas decisões, onde os árbitros preferiram a voz da cabine do que suas convicções.

O processo de renovação, forçado no 1o turno, sucumbiu no 2o. Dois árbitros tiveram uma atenção maior e não aproveitaram: Dênis Serafim, de Alagoas (lembram de Chapecoense x Flamengo?) e Felipe Fernandes de Lima, de Minas Gerais (com um enorme potencial, mas com um comportamento excessivamente vaidoso). Nas últimas rodadas, os árbitros ficaram em regime de internato na Granja Comary a pedido do presidente da CBF, saindo de lá somente para as partidas.

Aliás, como o cara faz para abrir mão dos seus afazeres profissionais por 21 dias para cuidar de uma carreira não profissional? Esse “profissionalismo de mentira” da CBF tinha que acabar, e ela assumir os custos trabalhistas de um grupo de elite de árbitros e bancá-los para poder cobrar melhor. Mas de nada adiantará com os cartolas que há décadas estão por lá comandando a arbitragem por trás de outros departamentos.

Muitas decepções dos “árbitros de nome” nesse ano. Anderson Daronco “picou” a maior parte dos jogos que apitou, marcando faltinhas duvidosas e travando a dinâmica das partidas. Raphael Claus marcou bola na mão em lance de cotovelo e de costas! D-U-V-I-D-O que faça algo assim em Copa do Mundo. E Marcelo de Lima Henrique, veteraníssimo, acabou sendo o melhor apitador da temporada.

Que 2022 seja melhor para todos dentro e fora de campo!

Brasileirão Série A 2021: confira a tabela completa do campeonato

Foto: Reprodução Internet, extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2021/05/brasileirao-a-2021-campeonato-brasileiro-tabela-completa

Essa mesma matéria em vídeo, aqui: https://youtu.be/ggFRVpgPDvk