– A semelhança da discussão de técnico estrangeiro em Portugal assemelha-se à do Brasil.

Duarte Gomes, Membro do Conselho Nacional do Desporto de Portugal e Professor da Faculdade de Direito de Lisboa, escreveu em seu LinkedIn um artigo muito interessante: a xenofobia pela contratação de um estrangeiro para ser treinador da Seleção Portuguesa!

O espanhol Roberto Martínez será o novo técnico de Portugal, e isso incomodou muita gente… veja que curioso se não pode ser um sentimento “parecido” com o de muitos daqui do Brasil, que defendem competência apenas de nomes nacionais:

SELEÇÃO LUSA

A Federação Portuguesa de Futebol, no seu legítimo direito, entendeu contratar um cidadão espanhol para o cargo de selecionador nacional.

Nada de novo. Há uns anos, outra direção tinha feito o mesmo, ao contratar Luiz Felipe Scolari.

Pelo mundo fora, não faltam dezenas de exemplos em que isso acontece. São escolhas técnicas de quem está mandatado para escolher.

Percebo que o tema, sendo recente e tendo “interesse público”, suscite diferentes opiniões e especulação. É normal.

Mas confesso que me faz alguma confusão ler alguns posicionamentos que roçam a xenofobia. A mesma que tanto condenamos nos outros (e bem).

Por exemplo, não me recordo de ver tanta indignação quando treinadores portugueses são contratados para dirigir seleções estrangeiras (casos de Fernando Santos, Paulo Sousa, Paulo Bento, Carlos Queiroz e tantos, tantos outros). Pelo contrário! Quando isso acontece, sentimos aquela pontinha de orgulho tão tuga, tão nossa.

Também não me recordo de ver incómodo quando clubes portugueses contratam técnicos oriundos de outros países, havendo tantos com qualidade (muita até) em Portugal.

Será que “os nossos” só merecem defesa quando se fala de seleção nacional? Para o trabalho quotidiano, para a liga portuguesa, já não são tão talentosos assim? Será que as mesmas vozes que condenam esta opção lembram-se que há treinadores forçados a emigrar, por falta de oportunidades em Portugal?

Muito honestamente, acho que há demasiada histeria em torno deste assunto.

Discutir a qualidade técnica, o perfil, a experiência… certo. Achar que haveria melhores opções… também. São opiniões, merecem respeito. Mas levar a questão para uma defesa patriótica absolutamente parcial e incoerente? Enfim…

Cada um sabe de si e esta é apenas mais uma forma de olhar para tudo isto.

Meanwhile… viva Portugal.
Seja com quem for!

Foto – Jornal A Bola

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