– Oitavas da Copa do Brasil: há um evento que dificilmente se repetirá..

E quantos jogos bacanas teremos nas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil! Alguns clássicos importantes ocorrerão, chamando muito a atençã0.

Mas um detalhe que nenhuma edição proporcionou desde 2005, e dificilmente repetirá: um time da Série B vencer o torneio.

E se quisermos preciosismo, um fato ainda mais raro, acontecido apenas em 2005: um time da Série B vencer a competição, enfrentando 100% dos adversários da Série A do Brasileirão (isso aconteceu com a campanha do título do Paulista de Jundiaí).

Eram outros tempos… a premiação naquele tempo (R$ 1 mi) pagou os 3 meses de salários atrasados do Galo da Japi, e o que sobrou foi rateado entre os funcionários. Hoje, são valores estratosféricos (abaixo, os valores extraídos de GE.com):

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2023/05/sorteio-define-confrontos-das-oitavas.html

– O mau momento dos árbitros da FIFA no Brasil.

Wilton Sampaio deixou de marcar pênalti de Du Queiroz em Artur no sábado. Errou… Mas tiveram cartões corretos a Abel Ferreira e a João Martins. Depois, sem coragem de proceder como se deveria, o quarto-árbitro Douglas Marques das Flores não chamou Sampaio para o segundo amarelo pelo protesto do esparadrapo verde do auxiliar.
Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/29/penaltis-reclamado-no-palmeiras-2x-corinthians-e-o-abel-em-3-observacoes/

Bráulio Machado irritou a todos em Bragança Paulista, e passou o jogo olhando para os bancos, fiscalizando o comportamento dos treinadores. Em um momento tenso (se não fosse hilário), quase deu cartão a Pedro Caixinha que estava conversando com seu time, e não com ele!
Sobre esse jogo, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/

Edina Alves não foi bem no Maracanã. Teve pênalti duvidoso, expulsão sonegada e expulsão ao treinador.
Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/analise-da-arbitragem-de-flamengo-2×3-botafogo/

Nesta segunda-feira, quando Seneme ler os relatórios, o que ele avaliará: a “Tolerância Zero deu certo”, mas esqueceu-se da parte técnica… ou “Passaram do ponto da Tolerância, tornando-se Intolerantes radicais”?

– Análise da Arbitragem de Flamengo 2×3 Botafogo.

Quatro situações que observei e gostaria de compartilhar:

1- O lance de Wesley (FLA) em Victor Sá (BOT) que resultou no pênalti ao Fogão, abrindo o placar: repare que Victor Sá já vai caindo, esperando o toque do Wesley. É a clássica cavada, que faz árbitros jovens “entrarem”. A árbitra Edina Alves Batista já tem experiência suficiente para discernir a “simulação em que se busca um toque” e o “toque que de fato desequilibra”. Errou a árbitra.

2- Lance da expulsão de Rafael: perfeito, foram dois amarelos aplicados com correção, acertou a árbitra. Porém, os jogadores do Botafogo tentando impedir a aplicação do segundo amarelo mostrou que ela não estava sendo respeitada pelos jogadores.

3- Expulsão de Luís Castro: é difícil saber o que ele fez ou falou. Pelas imagens, só posso crer que foi algo bem ofensivo. Aguardemos a súmula.

4-  Thiago Maia: ao perder o tempo da bola, ele faz uma “falta sem querer” muito forte em Di Placido. Mas pela força que foi, se caracteriza jogo brusco grave, que significa: “disputar ou tentar disputar uma bola com força excessiva, levando risco à integridade do adversário”. Era para Cartão Vermelho. Edina deu amarelo, foi ao VAR e não o expulsou. Sampaoli, esperto, o substituiu pois saberia que na primeira oportunidade poderia ver Thiago recebendo um segundo amarelo. Errou a árbitra.

A malícia que teve Victor Sá para cavar o pênalti e de Sampaoli em não perder Thiago Maia, faltou à Edina.  Não gostei da sua atuação (e digo isso mais uma vez, pois está tendo oportunidades recentes e não tem agradado, infelizmente).

Flamengo x Botafogo: onde assistir ao vivo, horário e escalações | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– Pedro Caixinha e o exemplo para Abel Ferreira!

O árbitro Bráulio da Silva Machado teve uma atuação infeliz no Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (sem ter influência direta no placar). Foi desastroso nos cartões amarelos (o critério variou de tolerante para rigorosíssimo), além de se mostrar arrogante com os atletas

Nesse ano, lembrando, Bráulio foi muito mal em Sergipe x Botafogo pela Copa do Brasil, onde foi mal tecnicamente e lamentavelmente agredido.

Porém, em Bragança Paulista, um fato curioso: o juizão ficou preocupado demais em olhar os bancos de reserva (talvez com a recomendação de “Tolerância Zero”, se atentou com as Comissões Técnicas e se esqueceu da qualidade da sua arbitragem dentro de campo).

Pedro Caixinha, o treinador português do Massa Bruta, em 4 meses de Brasil teve até agora um comportamento exemplar. Das partidas que pude trabalhar, não houve uma reclamação sequer ou qualquer ato indisciplinar contra os árbitros (antes, durante ou depois dos jogos). Pedro Malta, seu auxiliar espanhol, vez ou outra tem “repentes de João Martins” (o auxiliar de Abel Ferreira no Palmeiras).

Na entrevista coletiva, Sérgio Loredo (nosso comandante da Rádio Futebol Total) perguntou ao Caixinha sobre a opinião dele a respeito da má arbitragem desse sábado, e a resposta foi muito interessante:

“Eu não comento as arbitragens, não faz parte do meu vocabulário falar de árbitro (…). Eu não sabia que já havia um caso entre esse árbitro e o Ramirez, mas eu não acredito que as pessoas tenham uma forma de apitar premeditada. Nunca vou me preocupar com as coisas que eu não posso controlar [como a arbitragem]. Em tempos, posso lhe confidenciar, fui 10 vezes pior que o Abel quando no México, mas percebi que eu passava mais tempo fora do banco, quando a minha equipe precisava, do que focado no jogo. Então, eu aprendi (…) que a gente precisa ser mais tolerante. Por quê eu vou discutir com o árbitro, se eu sei que eu não vou ganhar nada com isso? Vou perder o meu foco, desestabilizar minha equipe? (…) Vou tentar manter um bom comportamento que tem que ser este. Os jogadores devem sentir que o líder está ali, para os dirigir (…) Não tem que ter reclamações, as regras são essas e ponto final. Nunca vi ninguém fazer bem o seu próprio trabalho e o trabalho do árbitro. Não vou me queixar, pois sei que quando ganhamos falamos uma coisa e quando perdemos falamos outra. Eu não quero desculpas, não quero ‘desenfocar’ falando do árbitro.

Excelente. Palmas para o lúcido treinador. 

(Ops: em alguns momentos, o português legítimo nos trai. “Desenfocar” é em espanhol, Pedro Caixinha quis dizer Desfocar, Tirar o Foco).

Pedro Caixinha — Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

– E o Bráulio em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro?

Rapaz, o que o árbitro BRÁULIO foi mal em Bragança Paulista…
Baixou o espírito do “Bráulio de Sergipe” (o mesmo de Sergipe x Botafogo) e fez uma péssima atuação em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (embora o resultado tenha sido justo).

– Pênaltis reclamados no Palmeiras 2×1 Corinthians? E o Abel? Em 3 observações:

1 – Aos 7m, Du Queiroz foi disputar uma bola com Artur. O corintiano empurra o seu adversário palmeirense, e isso é falta. Sendo dentro da área, pênalti. Esqueça quem alegou “tranco” (pois tranco é ombro a ombro) ou  disputa de bola (pois braço empurrando e derrubando sempre será infração, nunca disputa legal). O árbitro Wilton Pereira Sampaio não marcou e, portanto, errou.

2 – Abel Ferreira, sem papas na língua, reclamou efusivamente (como costumeiramente faz, passando do ponto). E tomou seu enésimo amarelo com correção. João Martins, o auxiliar, idem. Porém… João Martins fez um protesto contra a arbitragem e colocou esparadrapo na boca, fazendo caretas para o quarto-árbitro. Era para receber o segundo cartão amarelo e ser expulso.

3 – Lance de mão de Zé Rafael: não dá para o braço desaparecer imediatamente, foi movimento natural. Portanto, não se pode marcar pênalti em uma jogada como essa.

Lamento demais o que faz Abel e seu assistente. Todo jogo reclama acima do permitido, de maneira raivosa, e criando um ambiente nocivo. A política de “tolerância zero” criada por Seneme foi justamente para conter excessos como ele comete (Seneme afirmou que tomou essa decisão após assistir Palmeiras x Flamengo pela Supercopa).

Duvido que ele agiria dessa forma estando na Europa. Aqui, ele abusa por estar com moral.

Imagem: Print de tela

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Ska Brasil.

Pablo Rodrigo Soares de Oliveira não teve trabalho com lances polêmicos, mas também não agradou (como poderia) na sua atuação.

No primeiro tempo, sem jogadas críticas. Mas deixou o jogo parado por muito tempo, sendo enrolado para fazer a partida fluir. Foi conivente com a cera e conversou demais com os atletas. Aplicou corretamente o Cartão Amarelo para Morungaba (PFC) por agarrar o adversário e para Guilherme (SKA) por não respeitar a distância na barreira, numa cobrança de falta. Faltou autoridade!

No segundo tempo, logo no começo da partida deu um correto Cartão Amarelo ao goleiro Lucas (SKA) por cera, e melhorou tecnicamente. Aos 7m, faltou cartão amarelo ao zagueiro do Ska na falta contra Arian (PFC). Porém, aos 40m, foi rigoroso demais com Mateus (SKA), o amarelando. Nenhum lance mais difícil.

Placar: 1×1

Cartões Amarelos 2×3

Renda: R$ 5.870,00 para 396 pagantes.

 

Estádio do Canindé, onde o Paulista FC precisou mandar o seu jogo, por conta da troca do gramado do Estádio Jayme Cintra (foto: Rafael Mainini, narrador do Time Forte do Esporte).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Cruzeiro.

E para o confronto entre o Massa Bruta e a Raposa, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem.

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Bandeira 1: Eder Alexandre – SC
Bandeira 2: Alex dos Santos – SC
4º Árbitro: Ilbert Estevam da Silva – SP
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: André da Silva Bitecourt – PR
AVAR 2: André Luís de Freitas Castro – GO
Observador de VAR: Anderson Carlos Gonçalves – PR

Bráulio é natural de Tubarão/SC, com 43 anos de idade e desde 2012 no quadro da CBF. Quando ingressou à FIFA, aumentou seu rigor em campo (uma das queixas era a falta de cartões aplicados). Alterna boas e más partidas tecnicamente falando, mas no final do ano, pela Copa do Brasil (Corinthians x Flamengo) teve seu melhor momento.

Infelizmente, no começo do ano, foi mal em Sergipe pela Copa do Brasil (Sergipe x Botafogo), onde foi agredido. Vide os lances aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

No único jogo do Bragantino pelo Brasileirão 2022, apitou RBB 1×1 CAM.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino vs Cruzeiro pela Rádio Futebol Total, acessando:
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista de Jundiaí x Ska Brasil.

Para o confronto entre o Galo da Japi contra a Águia de Santana de Parnaíba, arbitrará a seguinte equipe:

Árbitro: Pablo Rodrigo Soares de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Leonardo Tadeu Pedro
Árbitro Assistente 2: Juliana Vicentin Esteves
Quarto Árbitro: Willians Costa Rocha
Analista de Vídeo: Roberval José de Oliveira

Pablo tem 30 anos, é Professor de Educação Física e tem 6 anos de carreira. Em 2019, ele apitava somente amadores. Em 2021, já teve sua chance de apitar a A1, quando Ana Paula de Oliveira tentou fazer uma renovação “na marra” no quadro de árbitros. Nesse ano, Pablo apitou A3 e A2, pois o grupo da A1 foi mais restrito.

Nunca trabalhou em jogos apitando o Paulista. No ano passado, se envolveu em uma polêmica e foi suspenso após Marília x Noroeste (vide aqui: https://ge.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/copa-paulista/noticia/2022/08/17/fpf-reconhece-erros-de-arbitragem-contra-o-marilia-em-classico-com-o-noroeste-e-recomenda-que-arbitro-reveja-a-partida.ghtml).

O bandeira Leonardo já atuou na A1. A bandeira Juliana na A3. Conheceremos seu trabalho nessa jornada.

Por ser no Canindé, é obvio que o trio será observado por membros da Comissão de Arbitragem, é uma praxe da entidade ir ao simpático estádio da Portuguesa,  a fim de analisar árbitros promissores.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Sky Brasil pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Discernindo os lances de Gerson e Jean Dias no Internacional 2×1 Flamengo.

Em vídeo, explicando as polêmicas no jogo do Sul, ocorrido no domingo:

No link, aqui: https://youtu.be/Zc0Y64jT2CM

 

– O erro crasso da arbitragem na rodada: Internacional 2×1 Flamengo.

Quando o árbitro erra a 1 minuto de jogo, você tem pelo menos 89 minutos para correr atrás do prejuízo. Mas quando você erra aos 52 minutos do 2º tempo, fica difícil. Especialmente se o jogo estiver empatado, e esse erro resultar num gol ao adversário.

Vamos lá: o gol de Maurício (que determinou a vitória ao Colorado) aconteceu de maneira ilegal. Explico:

A bola é lançada a Jean Dias (38, INT). Ele passa pelo goleiro Santos (1, FLA) e, ao sentir a proximidade de Everton (11, FLA), se joga descaradamente para cavar o pênalti. Ali, o árbitro Ramon Abel Abatti deveria parar o jogo, aplicar Cartão Amarelo ao jogador (por simulação, que é uma punição prevista na regra), e marcar tiro livre indireto ao Flamengo.

Ao não marcar a simulação, eis que a bola sobrou para Maurício (27, INT), que fez o gol da vitória no 7º minuto dos acréscimos do 2º tempo.

E como diferenciar a simulação da queda natural de jogo, para a punição?

  • Se o jogador cair por um tranco legal, ele pode até reclamar que não deve receber cartão amarelo (pois ele não simulou, e pode ter entendido, no calor da partida, que houve força excessiva). O jogo segue sem marcação de nada, e a única condição de aplicar o Amarelo é se ele insistir e exceder nas reclamações.
  • Se o jogador cair por uma consequência qualquer do ataque (ou seja, de maneira não-deliberada), segue o jogo normalmente. Não é simulação, é casualidade da partida, algo normal do esporte.
  • Se o jogador cair porque se jogou (é um ato deliberado), como fez Jean Dias, o jogo deve ser paralisado, aplicado Cartão Amarelo (é um unfair play) e o jogo reiniciado com tiro livre indireto ao defensor. Aqui, independe de reclamar pênalti ou não, pois o ato descarado de se jogar é uma forma de jogar a torcida contra o árbitro, de ludibriá-lo, e vai contra o Espírito da Regra (de ser um esporte com disputa leal).

Errou o jovem e recém-promovido árbitro da FIFA.

– Cadê o juizão?

Quando o cara tem uma oportunidade, ele tem que agarrar. Raphael Klein, 33 anos, árbitro de Vasco x Palmeiras (eleito o melhor do Gauchão e que quer entrar para o quadro da FIFA em 2026), é um desses que está bobeando.

No seu primeiro jogo no Maracanã (Vasco x Palmeiras), as equipes voltaram do intervalo, se posicionaram, e… cadê ele?

Algo muito grave deve ter acontecido, pois não é normal tal fato.

– Análise da Arbitragem de Cuiabá 1×1 Red Bull Bragantino.

Caio Max Vieira – RN é um árbitro “enrolado”. Em um jogo que não era difícil, deixou insatisfeitas ambas equipes na Arena Pantanal.

Deixou de expulsar Mosquera (RBB) ainda no 1º tempo (vide anotações abaixo) e marcou um pênalti de “coxa” ao Cuiabá (corrigido pelo VAR).

O jogo foi bom, mas a arbitragem, abaixo do esperado. Segue:

Aos 20m, o Red Bull Bragantino só tinha cometido uma falta (com Mosquera, que recebeu Cartão Amarelo). Eis que novamente Mosquera comete falta, erguendo o pé e atingido a coxa do adversário.
Se não atingisse, era tiro livre indireto (pé alto, como entendeu o árbitro, sem aplicação de cartão amarelo). Como atingiu, era tiro livre direto com cartão amarelo. Portanto, de maneira infantil, Mosquera deveria ser expulso pela reincidência. Errou o árbitro Caio Max.

Aos 43m, Cepellini (CUI) destoou do clima do jogo e deu uma entrada mais forte em Lucas Evangelista.

Aos 46m, Denilson (CUI) soltou o braço no seu marcador. Amarelo bem aplicado.

Aos 48m, no campo de defesa do Cuiabá, desnecessariamente Juninho Capixaba (RBB) impede a cobrança do seu adversário. Tinha outro jogador na cobertura, não precisava fazer isso.

Aos 3m do 2º tempo: A bola é chutada para o gol, bate na coxa de Lucas Evangelista e o árbitro marca… pênalti! Bola na cal, o VAR chama para a conferência e é anulado. Idêntico ao lance de Fluminense e Atheltico (pênalti ao CAP, bola que bate na coxa de Vitor Mendes), envolvendo o árbitro Zanovelli.

Aos 13m do 2º tempo: Marlon (CUI) acerta Sasha (RBB)

Aos 44m do 2º tempo, Cartão Amarelo para Borba (RBB), por reclamação. Foi de “graça”.

Trabalhou bastante o bandeira 2 Rafael Trombeta, acertando na anulação do gol por impedimento e em outros lances.

Cuiabá x Red Bull Bragantino –
Em gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 3×3
Em Cartões Vermelhos: 0x0
Em faltas: 17×19

Cuiabá x Bragantino: veja onde assistir e prováveis escalações da partida  do Brasileirão

Imagem extraída de Sportbuzz

– Análise da Arbitragem de Rio Branco 1×1 Paulista.

José Guilherme Almeida e Souza fez uma arbitragem muito boa (e se posicionou bem demais dentro de campo). Não entendi porque não atuou em divisões maiores nesse ano, baseado no que vi hoje. Vamos a algumas anotações:

O juizão começou correndo bastante, acompanhando as jogadas de perto e demonstrando muita atenção.

Aos 15m, Paulinho (PFC) sofreu uma falta e ele corretamente aplicou a vantagem, tendo boa leitura de jogo. Mas aos 19m, João Cubas (RBC) fez uma nova falta em Paulinho (PFC) e ele não marcou.

Aos 21m, Arthur Moura (PFC) fez uma falta por ação temerária e recebeu corretamente Cartão Amarelo.

Confusão aos 24m: Vitinho (RBC) comete falta em Gustavo (PFC). Estando a bola no chão e presa pelo corpo do jogador, Léo Alves (RBC) chuta ela desnecessariamente. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 39m, Cartão Amarelo para Morungaba (PFC): o jogador já tinha cometido duas faltas, fez a 3ª (e o árbitro deu a vantagem) e na sequência a 4ª (onde o árbitro marcou e advertiu corretamente). Fiquei preocupado, pois ficou pendurado e estava mais viril do que os demais.

Aos 46m, Koiote (PFC) comete uma entrada muito forte em Vitinho (RBC) e recebe corretamente o Amarelo.

Nesse momento, o Paulista já tinha cometido 9 faltas e recebido 3 Amarelos. Cuidado…

Aos 53m: Léo Alves (RBC) deu uma entrada muito forte em Airan (PFC) e uma cotovelada certeira na sequência no oponente. Lance claríssimo para Cartão Vermelho Direto por expulsão. O árbitro optou por dar o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Errou, era expulso direto (para a punição ser exemplar).

Aos 65m: Arthur Pierino (PFC) segura infantilmente Goldson (RBC) num lance de bola cruzada na área. Um agarrão bobo, desnecessário, evitável. Pênalti bem marcado, com o árbitro muitíssimo bem posicionado,

Aos 72m: pênalti em Saraiva (PFC) – novamente bem marcado pelo árbitro que estava novamente bem posicionado.

Aos 74m: bola cruzada na área que bate despretensiosamente no braço do defensor do Paulista, em movimento natural. Apesar da pressão, o árbitro corretamente não marcou.

Aos 76m: Cartão Amarelo bem aplicado a Saraiva.

Rio Branco x Paulista –
Em Gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 1×4
Em Cartões Vermelhos: 1×0
Em Faltas: 15×16

Renda Bruta: R$ 11.045,00, 826 pessoas presentes.

– Rodada Dupla!

Logo mais trabalharemos comentando arbitragem em:

– 4a divisão paulista, Rio Branco x Paulista: (https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-rio-branco-de-americana-x-paulista-de-jundiai/)

– 1a divisão nacional, Cuiabá x Red Bull Bragantino:(https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-cuiaba-x-red-bull-bragantino/)

Prestigiem!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Cuiabá x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Dourado contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira – RN
Bandeira 1: Ivan Carlos Bohn – PR
Bandeira 2: Rafael Trombeta – PR
4º Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto – MT
Assessora: Simone Xavier – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR 2 – Antonio Dib Moraes – PI
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Caio Max é um dos árbitros mais irregulares e imprevisíveis do quadro brasileiro. Pode ter uma noite boa e apitar bem, como pode fazer grandes “cácas”.

Ele tem 40 anos, há 12 temporadas na CBF e é Professor de Educação Física (natural de Parnamirim / RN). Nos últimos jogos do Bragantino, curiosamente, apitou: CAP 4×2 RBB e RBB 4×2 CAP (ambas partidas em 2022).

Duas partidas bem polêmicas de Caio Max: Internacional x Botafogo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/12/13/de-novo-caio-max-sobre-internacional-2×1-botafogo/) e Corinthians x Grêmio (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/11/23/os-3-erros-da-arbitragem-reclamados-em-corinthians-0x0-gremio-com-ou-sem-razao/).

Acompanhe conosco o jogo do Cuiabá vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 22/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Rio Branco de Americana x Paulista de Jundiaí.

Para a abertura da 4ª divisão de SP, no confronto entre o Tigre vs Galo da Japi, apitará:

Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza
Árbitro Assistente 1: Raphael Albuquerque Lima
Árbitro Assistente 2: Raphael Martinasso Lima
Quarto Árbitro: Caique Tiago de Oliveira Miquilini
Analista de Vídeo: Cláudio Roberto da Costa

Já falamos sobre o que esperar da arbitragem do Paulistão Sub 23 (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eD). Especificamente sobre o jogo no Estádio Décio Vita, vamos lá:

José Guilherme tem 37 anos, 12 anos de carreira, e trabalha como contador. É natural de Bofete/SP. Na semana passada, apitou pelo Sub 15 a partida Guarani 2×1 Salto. No ano, atuou apenas como 4º árbitro em jogos da A3 e da A2. Será o seu segundo jogo em 2023.

Curiosidade: o árbitro vem apitando a série A2 desde 2018 (no ano passado, esteve em 5 partidas). Mas parece ter perdido o “timing” de ser promovido (pela lógica das escalas e pela disposição da FPF, dificilmente chegará à A1). E o retrospecto de 2023 diz isso. 

Em jogos do Galo, trabalhou em 2019 no Assisense 0x2 Paulista e em 2018 no Paulista 0x1 Itapirense (onde foi muito mal, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/).

Os bandeiras: Raphael A Lima trabalhou em A1 e A2 nesse ano; Raphael M Lima trabalhou em A3. Sem problemas com eles.

Lembrando: os árbitros dessa divisão estiveram em pré-temporada recentemente, na “Fazenda do Ypê”, do Atlético Sorocaba, com treino intensivo.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Rio Branco x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Operação Penalidade Máxima II.

Que tristeza! Novas acusações de manipulações de resultados de partidas de futebol, agora envolvendo jogadores de clubes expressivos em seus estados, além da participação em partidas da série A do Brasileirão.

De acordo com o G1, pouco se sabe ainda. Vide aqui: https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2023/04/18/veja-quem-sao-os-alvos-de-operacao-que-investiga-manipulacao-de-resultados-de-jogos-do-brasileirao.ghtml

Os atletas são:

Que tudo seja esclarecido!

A “pulga atrás da orelha” é: em todos os escândalos, só há atletas. Nenhum cartola, treinador ou árbitro envolvido. Estariam de fato todos blindados?

Em tempo: Kevin Lomônaco já foi afastado do Red Bull Bragantino (a PF visitou sua residência em Bragança Paulista hoje). O atleta estaria como reserva na partida entre o Massa Bruta contra o Oriente Petrolero pela Copa Sulamericana.

– Os goleiros estão sendo injustiçados pela nova Regra.

Por conta de “Dibu” Martínez, todos os goleiros do mundo sofrem com a mudança da Regra do Jogo. Entenda:

Na decisão da Copa do Mundo, ele infernizou a vida dos franceses, catimbando as cobranças. E o gesto ridículo que fez quando foi premiado (com conotação depreciativo-sexual), fez com que a FFF (Federação Francesa de Futebol) pedisse desde a suspensão dele até a cassação do prêmio.

Para “afagar os reclamantes”, proibiu-se na Regra que os goleiros possam se mexer e provocar o adversário batedor. Entretanto, a mesma regra permite que os batedores possam fazer “fintas” na hora da cobrança (as paradinhas estão permitidas, só não pode “paradonas”).

Aliás, o goleiro do Coritiba Gabriel Vasconcelos até disse: “não posso me mexer nem tirar a atenção de quem vai chutar. Daqui a pouco vão me engessar”.

Eu acho uma regra “burra”. E você?

Deixe o seu comentário:

Emiliano Martinez, goleiro da Argentina

Imagem de Frank Fife / AFP

– O que esperar da arbitragem no Paulistão Sub 23?

As divisões maiores são sempre um espelho para os árbitros que atuam nas categorias amadoras e no Profissional Sub 23.

Assim, considere: tivemos recentemente Copa do Mundo e agora a Rodada que está sendo chamada nos bastidores do apito de “Tolerância Zero” do Brasileirão. De tal forma, os que atuarem na 4ª divisão se sentem à vontade para tentar fazer a mesma coisa que aqueles que estão na mídia fazem.

Portanto, veremos nas escalas:

Árbitros veteranos, em final de carreira, que estão chateados de apitar uma divisão menor e que não têm mais paciência com garotos. Dessa forma, as reclamações serão punidas com severidade e cartões (nesse caso, muitas vezes um rigorosíssimo vermelho ao invés de um amarelo).

Árbitros jovenstão afoitos quanto aos jogadores, querendo “mostrar serviço”. Correm demais, têm muita vontade de deixar o jogo rolar e acabam não marcando faltas reais, e por serem inexperientes, acabam se escondendo atrás dos cartões amarelos.

Árbitros “a serem trabalhados”: que têm bom potencial, tendo nesta divisão a oportunidade de se aperfeiçoarem para galgar divisões mais altas. Esses, por sua vez, não aceitam “perder o controle do jogo” para as reclamações e pontualmente advertem.

Vimos nas últimas edições esses 3 tipos de árbitros dentro e fora do Jayme Cintra, mas com a diferença de que neste ano não aceitarão reclamações e darão mais tempo de bola rolando. Portanto, cuidado!

Por serem jovens, os jogadores acabam se desentendo mais com os árbitros e recebendo mais cartões, especialmente pelas muitas faltas de ataque. Confundem garra / gana com virilidade / excesso de força na disputa. Confundem também raça com pancada e é típico da juventude. Se tivéssemos jogadores experientes no torneio, eles cadenciariam mais o jogo, acalmariam os ânimos e dosariam mais o esforço, posicionando-se melhor. Os jovens, usando de mais correria, são motivados pelos gritos da torcida e isso explica os carrinhos laterais em bolas perdidas (que não serão alcançadas) – mas que o atleta insistirá para ouvir a ovação a ele (o chamado esforço físico desnecessário). Por outro lado, na primeira vaia ou nervosismo, perde a cabeça e dá um pontapé em alguém, xingando o árbitro ou adversário e sendo punido de maneira “juvenil”.

Reforço: o mesmo embalo que motiva (o chamado “dopping emocional”), remete ao descontrole proporcional na dificuldade. E aí o árbitro não tem como deixar de punir.

São observações e dicas para evitar cartões e expulsões, pois sabemos que os elencos são enxutos e temos um histórico de atletas abalados e que se perdem nas partidas.

Por fim, lembremo-nos: haverá árbitros bons e ruins para todos, mas os erros deles passam despercebidos se o time for bom. O que não existe é: “time perseguido”, um mantra perigoso que está sendo cantado na Série A do Brasileirão (vide a história de Abel Ferreira aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eo ou sobre “cisma de juiz”, em: https://wp.me/p55Mu0-3eb).

Em tempo: os árbitros do Sub 23 realizaram pré-temporada na Fazenda do Ypê, o monumental Centro de Treinamento do Atlético Sorocaba (apesar do time estar desativado, a estrutura está a todo vapor para clubes de futebol).

E sobre as regras que entraram em vigor (algumas não serão observadas por não ter VAR nessa divisão), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/11/as-6-novidades-da-arbitragem-para-o-campeonato-brasileiro-2023/).

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Antecipando os lances:

Minha participação na Jovem Pan no último sábado: repare que nesse vídeo de apenas 1’30”, tem a antecipação do cartão amarelo ao Roger Guedes e o cartão vermelho ao Abel!

Assista em: https://youtu.be/fIPfIDpZrs8

– E se o Cássio realmente tivesse assistido a uma TV?

Assista o vídeo abaixo e role a tela na sequência:

Imaginando que o vídeo seja verdadeiro (eu o recebi como “Cássio vai ver no monitor do jornalista o lance de Roger Guedes, enquanto Daronco vai ao VAR”), o que fazer?

Repito: não sei se é referido ao jogo Corinthians 2×1 Cruzeiro, nem estou afirmando que aconteceu como enunciado quando recebi, mas… supondo que foi isso mesmo o que aconteceu, para fins educativos, quais atitudes do árbitro?

O que a Regra 4 diz?

Dessa forma (de novo, SE for isso algo verídico), Cássio deveria ter sido advertido com cartão amarelo e o jornalista relatado como agente externo que interferiu no jogo (imagino que a Aceesp tomaria providências).

A pergunta é: isso realmente aconteceu? E se sim, no momento citado do jogo?

Sobre comunicação entre atletas ou comissões técnicas, compartilho: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/04/06/os-bilhetinhos-de-rogerio-ceni-pode-ou-nao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Oriente Petrolero (BOL).

Para a arbitragem da 2ª rodada da Copa Sulamericana, teremos como árbitro para o confronto entre o Massa Bruta / Toro Loko vs “El Papagaio Orientito”, Francisco Gilabert como árbitro, tendo como VAR Ângelo Hermasilla (ambos do Chile).

Francisco Giuliano Morales Gilabert completará 41 anos no dia 30 de abril. Está apenas no seu segundo ano como árbitro da FIFA, e será sua estreia num jogo internacional como árbitro principal (assim como ocorreu com o jovem Mathias de Armas, uruguaio, no jogo do Tacuary – e que foi muito bem).

No Chile, tem histórico de poucos cartões amarelos e de alguns cartões vermelhos contestados. A torcida do Colo-Colo não quer vê-lo nem “pintado de ouro” pela frente, pois considera que o juizão sempre erra contra eles. Aliás, está com a idade avançada para a entrada ao quadro internacional.

(Sobre isso, vide aqui: https://dalealbo.cl/colocolo/Las-dos-grandes-polemicas-de-Francisco-Gilabert-con-Colo-Colo-20230301-0021.html).

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça-feira, 18/04, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

Francisco Gilabert en el encuentro entre Colo Colo y Cobresal en el Monumental

Foto extraída de Agência Uno.

– O que deu certo e o que deu errado aos árbitros na Rodada 1 do Brasileirão?

O que deu certo com os árbitros neste começo de Brasileirão: 

  • Cartões coibindo reclamações: Abel Ferreira, Maurício Barbieri, Soteldo, Roger Guedes, por exemplo.

O que deu errado

  • Qualidade técnica de alguns árbitros, como Zanovelli (sentindo o jogo e precisando do VAR) ou Daronco (já falamos da sua atuação anteriormente).

A questão é: manter-se-á o que deu certo e melhorará o que deu errado?

Na última rodada saberemos…

Em tempo: A CBF deu palestra sobre as Regras e Orientações a 19 times da Série A. Roger Guedes alegou que “não falaram para ele sobre a arbitragem ser tão rigorosa” (provavelmente, não prestou atenção). O único clube dos 20 da 1ª divisão que não teve uma palestra presencial ou virtual foi o Palmeiras, que alegou dificuldade em datas (mas recebeu o material impresso).

Imagem extraída de: https://portalmorada.com.br/brasileirao-2023-tem-inicio-neste-sabado/

– Abel faz por merecer cada cartão que leva. E ele não se esforça, na prática, em se corrigir.

Abel Ferreira foi expulso de novo (agora contra o Cuiabá), e não foi por falta de aviso.

Desde fevereiro, quando ocorreu a final da Supercopa, avisamos que Wilson Luís Seneme (presidente da CA-CBF) estava muito bravo com o comportamento dele, e que colocaria ordem nos bancos de reservas“e que se não fosse pelo amor, seria pela dor”, segundo suas palavras.

Dias atrás, na pré-temporada dos árbitros no RJ, reforçamos que a CBF iria punir o mau comportamento na área técnica (ou melhor: fazer cumprir que se exija uma postura mais decente).

Nessa última semana, insistimos que a CBF seria rigorosa com os treinadores e seus assistentes.

Para que não paire dúvida: questionado sobre o que faria com os árbitros que não cumprissem suas ordens, Seneme disse:

“– Eu resumiria, e vou explicar depois, assim: se não vai no amor, vai na dor. Depois de nove meses [no cargo de presidente da CA-CBF], a mensagem é clara para 2023. E esse jogo da Supercopa me deu uma referência excelente do que eu tenho que fazer para 2023. Provavelmente vai ser na dor. A instrução para os árbitros vai ser muito clara. Árbitro de futebol está lá para aplicar a regra do jogo. E ele, na sua autoridade, sem que passe do limite, pois de igual maneira será punido se passar, se for omisso a regra do jogo, vai ser punido, vai ser afastado, vai ficar em casa. Não vai ser em tom de ameaça, mas em tom de determinação (…)

O material na íntegra, com toda a sua fala e referência em: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/04/seneme-esta-bravo-aumentara-o-rigor-dos-arbitros-mesmo/

Diante de tudo isso, com os chiliques que vemos à beira do gramado, o árbitro vai deixar de expulsar alguém que dê motivo?

Especificamente, sobre Abel Ferreira, minha opinião:

Não é porque ele tem conquistado importantes títulos, que ele tem o privilégio de fazer o que quiser na área técnica. Desde que chegou ao Brasil (e não estou nem aí se é português, italiano, coreano ou americano), o treinador se acha acima do bem e do mal quando o jogo está acontecendo. Reclama de qualquer arremesso lateral, contesta marcações corretas, e quando há erro… torna o jogo um inferno. Porém, nos erros favoráveis à sua equipe, se faz de morto. Diga-se o mesmo de seu assistente João Martins.

Aqui, não estou tratando da sua inconteste capacidade como treinador, tampouco suas virtudes ou defeitos pessoais (que nem os conheço). Trato apenas do péssimo comportamento de um treinador que quer apitar o jogo a todo momento.

Abel recebeu muitos cartões ao longo dos anos? Sim, e merecidos. Mas poderiam ser muito mais, se os árbitros não fossem INTIMIDADOS pelo fato das reclamações serem enormes (claro, porque há péssimos e medrosos juízes, que acabam fazendo vista grossa em advertir com Amarelo ou expulsar com o Vermelho, temendo serem criticados com o rótulo de que “perseguem” o português).

Ninguém persegue Abel Ferreira. Ele faz por merecer devido ao seu ruim comportamento. E aqui, um desafio: quando Abel tiver chance de trabalhar na Liga Italiana, na La Liga da Espanha, Bundesliga alemã ou Premier League da Inglaterra (SE for trabalhar lá algum dia), DUVIDO que ele tenha essa postura agressiva, mau educada e impositiva contra os árbitros. 

Aqui, ele faz porque sabe da fragilidade dos árbitros e porque está com moral de campeão.

De novo: nada contra o cidadão Abel, mas tudo contra o unfair play do treinador. E não adianta dizer que ele reage dessa forma porque a arbitragem é ruim, pois ela é a mesma para todos os times.

Vanos combinar: chega dessa mania de torcedor dizer que seu time é perseguido, né (como justificativa para a forma como Abel reage)? É pura paixão. E para isso, mais um texto que convido à leitura: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/07/o-complexo-de-perseguicao-da-arbitragem-sentido-pelos-torcedores/

Ops: na entrevista final do Paulistão, ele pediu para Claus dizer sobre seu comportamento em jogos dele, e Claus disse que nunca teve problema. É óbvio que conhecendo um árbitro que vai expulsá-lo, Abel muda de comportamento.

Foto: Marcos Ribolli

 

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Bahia e pitacos da escala de abertura.

Na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro 2023, a CBF procurou escalar o maior número possível dos seus árbitros do quadro da FIFA. Haverá testes de juízes em 3 jogos: Athletico Paranaense x Goiás (com o jovem gaúcho Rafael Rodrigo Klein), Red Bull Bragantino x Bahia (Maguielson Lima Barbosa, que voltará a ter chances) e no Flamengo x Coritiba (com o pernambucano Rodrigo José Pereira de Lima, 36 anos, que trabalha como GM em Jaboatão dos Guararapes, tendo somente 1 jogo na Série A: Juventude 2×2 Flamengo).

Confesso: não sei o critério da escolha dos jogos para tais escalas. No caso do Flamengo, em especial, pelo ambiente tumultuado, não era ocasião…

Para o jogo envolvendo o Massa Bruta vs Baêa, a equipe de arbitragem será formada por:

Árbitro: Maguielson Lima Barbosa – DF
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
VAR: Rafael Traci – SC
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR 2: Marcelo de Lima Henrique – CE
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura – RJ

Repare quantos estados da federação diferentes é formada essa equipe (tem do Nordeste, do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul do país).

Maguielson, 31 anos, Prof de Educação Física, apitou até hoje 3 jogos pela série A: Athletico 2×0 Juventude, Ceará 0x2 São Paulo e Internacional 1×0 Cuiabá. Porém, no jogo que envolveu o Ceará vs SPFC, fez uma péssima apresentação! Mostrou-se inseguro, errou tecnica e disciplinarmente e se enrolou com o VAR. Um jogo para se esquecer…

Tomara que tenha começado 2023 com o pé direito e faça um bom trabalho.

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– Dois detalhes de suma importância da Regra do Jogo para a próxima temporada.

Com a entrada das Novas Regras do Futebol e Novas Orientações em vigor a partir desse Brasileirão (e no mundo, na virada do semestre), muitos documentos estão sendo produzidos e enviados aos árbitros e federações.

Duas coisas me chamaram muito a atenção, e que não foram tão divulgadas por estarem em meio ao grosso dos textos:

1- Assim como você não deve dar um cartão vermelho para um jogador que comete uma penalidade em situação clara de gol DISPUTANDO a bola (ou seja, que não “apelou” com conduta violenta, agarrão à camisa que impeça o jogo ou qualquer outra coisa que não seja disputa leal de bola), pois a IFAB entende que “marcar pênalti e expulsar é um excesso de punição” (por isso se dia cartão amarelo), a partir de agora, nos lances corriqueiros de cartão amarelo e pênalti se usará o mesmo princípio: se é um lance tipicamente de pênalti e cartão amarelo, marcar-se-á o tiro penal e não se aplicará o cartão amarelo. Veremos menos expulsões por reincidência, e muitas queixas…

Textualmente:

“Esclarecimento sobre o fato de que, se o árbitro concede um tiro penal por uma infração em que um jogador da equipe defensora disputa a bola com um adversário (excluindo segurar, puxar, empurrar e não ter possibilidade alguma de tocar na bola), deve aplicar a mesma sanção que aplicaria em uma tentativa de tocar na bola — isto é, se a infração interromper ou interferir em um ataque promissor, não deve haver uma advertência com CA; se houver uma infração que impede uma clara oportunidade de gol, deve haver advertência com CA.”

2- Também me chamou a atenção o fato de que os torneios na Inglaterra, com aprovação e supervisão da FIFA, PROÍBEM que jogadores Sub 12 cabeceiem a bola (por conta dos estudos de danos na cabeça na idade mais avançada, conforme têm-se abordado em outros esportes). A novidade é: inclusive em treinos, isso já tem restrição e há o estudo de se universalizar isso.

“A FA informou sobre o teste aprovado pela IFAB que proíbe o cabeceio de jogadores com 12 anos ou menos, e também sobre algumas competições onde cabecear no treinamento já é proibido ou restrito.”

Sao detalhes da Regra. O que veremos mais abruptamente está no link em: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/13/as-6-novidades-da-arbitragem-para-o-campeonato-brasileiro-2023/

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Imagem extraída da Web

– As 6 novidades da Arbitragem para o Campeonato Brasileiro 2023.

O Brasileirão 2023 começará, e teremos 6 novidades quanto à arbitragem:

1- Anúncio das Decisões do VAR:
Quando o VAR chamar o árbitro para verificar uma possível correção da sua decisão, o árbitro falará com o microfone aberto ao público a decisão tomada. Isso é um avanço! Para o interesse do torcedor, talvez se até a conversa com a cabine fosse aberta, a coisa seria mais curiosa.

2- Linhas Sobrepostas:
Se em determinado lance de impedimento, as linhas traçadas pelo sistema eletrônico mostrarem a linha do atacante sobreposta ao do defensor, deve validar o gol, se ele tiver convertido. Acabará a situação de um dedão supostamente à frente anular o gol. Excelente decisão.

3- Cartão Amarelo nas Reclamações de atletas a caminho do monitor:
Isso está na própria Regra do Jogo, e é reforçado no protocolo do VAR: um atleta que caminha conjuntamente com o árbitro reclamando DEVE receber cartão amarelo. Aqui, pouco se cumpriu. Tomara que agora seja praticado, como no Exterior.

4- Rodízio de Reservas no Aquecimento:
Por conta do excesso de pessoas no banco, se todos forem se aquecer, tumultuam as redondezas. Aqui é uma norma da CBF, que usa de bom senso para que até 6 atletas acompanhados do Preparador Físico se aqueçam.

5- Acréscimos incluindo Tempo de Comemoração de Gol:
Faz parte das mudanças da Regra do Jogo: além do tempo perdido com atendimento de atletas lesionados, substituições e outras perdas, deve-se acrescentar o tempo de comemoração de gols. Deveremos ter muitos acréscimos!

6- Reclamações de Treinadores e Comissões Técnicas:
Wilson Luís Seneme ficou enfurecido com o jogo entre Palmeiras x Flamengo pela Supercopa, devido ao comportamento dos treinadores. E disse categoricamente que vai acabar com essa pressão nos bancos. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/04/seneme-esta-bravo-aumentara-o-rigor-dos-arbitros-mesmo/

As questões envolvidas são pertinentes, tomara que funcionem.

(IMPORTANTE: essas alterações juntam-se às mudanças das Regras da IFAB (como a questão da proibição da catimba do goleiro em cobrança de pênaltis. Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/02/as-mudancas-das-regras-para-a-temporada-2023-2024/)

Em vídeo: https://youtu.be/R6hZkfTl09M

– O Derby que não acaba: Palmeiras x Corinthians de 2018 e a confissão do árbitro.

Lembram da decisão do Paulistão de 2018, cujo Derby teve investigação judicial? Naquele episódio, Maurício Galiotte, presidente da SE Palmeiras, chamou o torneio de “Paulistinha”.

Em suma: Ralf (SCCP) foi dividir uma bola com Dudu (SEP), mas o juizão marcou tiro penal para o Verdão. Não foi pênalti, e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcou, apesar das inúmeras queixas do Timão. Estando pronto para a cobrança, o árbitro desmarcou, por informação de alguém da sua equipe de arbitragem – levando quase 8 minutos para isso e deixando muita reclamação por parte de todos.

Relembre a dúvida surgida se, naquela época em que não existia o VAR, houve interferência externa ou não: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/04/08/houve-interferencia-externa-na-decisao-de-palmeiras-0x1-corinthians/

Relembre também o pedido de anulação daquela partida, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/04/26/a-entrega-do-pedido-de-impugnacao-e-valido-o-palmeiras-tentar-anular-o-jogo-contra-o-corinthians/

Relembre, por fim, o verdadeiro circo que aconteceu no TJD quando os árbitros foram depor (7 horas de depoimento): https://professorrafaelporcari.com/2018/04/18/um-circo-no-depoimento-no-tjd/

Pois bem: ao Podcast Resenheira (link aqui: https://youtu.be/1wj8UutK9pw, durante a gravação em 58m 46s até 1h 24m 05s) a Thiago Fróes e Clodoaldo Levi, o árbitro Marcelo Aparecido falou sobre essa situação, e surpreendeu negativamente. Ele confessou que sentiu que errou ao marcar o pênalti pois confiou nas reclamações de Cássio e Balbuena (abordou, inclusive, jogadores que ele confiava quando tinha dúvidas). E pior: que se cobrasse o pênalti e fizesse o gol, ele estava disposto a mandar que voltasse a cobrança!

Marcelo justificou que não houve interferência externa, mas ajuda do assistente que estava atento e corrigiu a marcação (importante: o bandeira 1, que da equipe de arbitragem era quem estava mais longe do lance e com o campo de visão pior possível, foi o seu socorro)

Disse ainda que se tivesse má fé, não precisava de toda aquela confusão, pois um dos seus assistentes tinha um Apple Watch (ou seja, seria mais rápido saber a informação da imagem da televisão pelo smartwatch).

A culpa de tudo, segundo ele, foi da “teoria da interferência externa” criada pelo comentarista de arbitragem da TV aberta, e que tudo isso repercutiu demais pois, segundo ele, “o presidente do Palmeiras não queria perder para um time inferior”.

Lembrando que Marcelo foi trabalhar para a Federação da Paraíba, a convite de Arthur Alves Jr, que virou dirigente de arbitragem lá, após ser demitido da FPF por acusações de assédio sexual (vide aqui esse episódio: https://wp.me/p4RTuC-don).

Interminável esse jogo, não? Estamos em 2023, e ainda há coisa nova sobre ele.

A eterna rivalidade Palmeiras X Corinthians | VEJA SÃO PAULO

Imagem: arte extraída de Veja SP

– Árbitro de nome influencia árbitro jovem: a “poupada de Claus” em Palmeiras 4×0 Água Santa.

Jovens árbitros admiram árbitros de nome. Mas quem viu Raphael Claus apitando hoje, numa infeliz “administração” da partida, não queira imitá-lo.

Respeito o Claus, mas hoje a atuação foi ruim. Daquelas que não se pode orgulhar (e sendo 4×0, onde não se deveria ter que falar do árbitro, tinha que não ser lembrado).

Explico: para quem cobra o cumprimento fiel às Regras do Jogo, é decepcionante ver um árbitro experiente (e bom) como ele aplicar a famosa “média”.

Vamos lá:

1- Aos 28m: Zé Rafael recebe uma cotovelada de Kadi. Era para Cartão Vermelho por conduta violenta (a Regra fala em “atingir” ou “tentar atingir” um adversário). Raphael Claus só dá Cartão Amarelo. Errou. Pior: Renato Marsiglia, comentarista de arbitragem da Record TV, disse: “Se acertasse o jogador, era para expulsar, e Claus administrou bem”.

Imaginaram um lance desse num Derby?

2- Aos 38m: Didi protege a bola abrindo os braços “a là Clebão” (Cleber, parrudo zagueiro palmeirense da era Parmalat). Tal comportamento é uma infração, pois aumenta o espaço do domínio de maneira ilegal, impedindo a disputa de bola pelo adversário. Você pode marcar falta e aplicar o Cartão Amarelo por entender que ele não teve intenção alguma em atingir o adversário, mas sim impedi-lo de roubar a bola dessa forma irregular (é o que eu faria). Mas você também pode interpretar como tentativa de agressão ao soltar o braço e aplicar o Cartão Vermelho (eu não entendo que foi isso, mas é interpretativo e respeito quem pensar assim). Imediatamente, Dudu soca as costas de Didi, e aqui, indiscutivelmente, é Cartão Vermelho (e com VAR e “trocentas pessoas” na cabine, Claus manteve a sua decisão equivocada).

Em tempo: como um canastrão, Didi é atingido nas costas e repare: grita colocando a mão na testa! Aí é f…

A pergunta é: Dudu não foi expulso por que Kadi não foi anteriormente?

Enfim, que não se diga que as expulsões fariam o árbitro estragar o jogo. Os atores que fazem o espetáculo são os jogadores, são eles que embelezam ou estragam uma partida. O árbitro está lá unicamente para cumprir a Regra.

Encerro com a observação insistente: árbitros jovens se espelham nos veteranos renomados. Que esqueçam a atuação de hoje.

Palmeiras x Água Santa: onde assistir, escalação das equipes, horário e arbitragem

Imagem extraída de: Terra.com

– O complexo de “perseguição da arbitragem” sentido pelos torcedores.

Pergunte a qualquer torcedor mais fanático: ele alegará que seu time de futebol é o mais prejudicado pela arbitragem!

Em minhas publicações, frequentemente leio comentários como: “Por quê perseguem tanto o Palmeiras?”, ou: “A Diretoria do SPFC não tem força alguma, sempre f. a gente”. Ou ainda: “Nada a favor da gente, tudo para o “VARmengo”, além de outras bobagens.

É claro que o torcedor não tem a obrigação de conhecer as regras do jogo, e a paixão pelo seu time (descompromissada de racionalidade) tende a falar mais alto.

Aos finais-de-semana, se eu digo que o “Corinthians foi beneficiado por um erro de arbitragem”, automaticamente sou “palmeirense”. Se digo que o erro foi a favor do Palmeiras, sou são-paulino. E por aí vai…  mudando os times que “torço”, conforme o contentamento do leitor.

Aliás, quando digo que o Vila Xurupita foi prejudicado, os torcedores xurupitenses exaltam meus comentários, que vão de alta credibilidade até mesmo de isenção infinita. Mas se no jogo seguinte eu falar que foi beneficiado… sai da frente!

A verdade é: todos são prejudicados e todos são beneficiados! É que quem é lesado, sempre reclama; mas quem é ajudado, se cala com o erro.

Pense: naturalmente, se alguém tem um erro contrário de arbitragem, o time adversário obviamente recebeu o benefício. Assim, destoará da rotina dessa lógica os clubes pequenos, pois em dúvida, o árbitro mais incompetente tende a apitar a favor do grande (o que não acontece com bons e gabaritados árbitros).

Digo tudo isso pois é cansativo ler tais bobagens como: “O Flamengo e o Corinthians são os mais beneficiados pela arbitragem”. Nada disso: eles também são prejudicados, só que como são equipes de massa, é evidente que todos os demais torcedores contrários a eles repercutirão mais.

Fora isso, há também a narrativa: “palmeirenses se dizem alvo de perseguição”! Ora, com essa história contada ou simplesmente “deixada no ar” pelos dirigentes, os árbitros, ao contrário, deixam de tomar decisões corretas por conta do medo de serem taxados de perseguidores. Vide Abel Ferreira: ele recebeu no Palmeiras 48 cartões até agora, mas deveria ter recebido muito mais! Pelo comportamento dele à beira do gramado, árbitros menos competentes ficam receosos de lhe advertir verbalmente justamente para não cair nesse conto de “perseguição”. A propósito, DUVIDO que Abel (competentíssimo treinador, mas “folgado” à beira das quatro linhas) permanecesse 90 minutos em campo com tais atitudes na Premier League.

E aqui reside outro problema, que ilude o torcedor: a fraca arbitragem brasileira se acostumou a marcar os “pênaltis de queimada”, entendendo como movimento antinatural (diferente do resto do mundo, que discerne corretamente), além do mal uso do VAR. Quando um juiz brasileiro cumpre a Regra da IFAB (a de Copa do Mundo), há uma chiadeira enorme (Vide Corinthians x Flamengo pela Copa do Brasil).

Então sejamos objetivos: a arbitragem erra mesmo, por incompetência, e clubes são prejudicados (sendo que outros acabam ajudados). Por essa debilidade, treinadores se aproveitam e criam narrativas de perseguição. Claro, o árbitro sem personalidade, acuado, fica com medo de puni-lo.

Serve para todos os times grandes (insisto: o pequeno não vive dessa mesma lógica). Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e tantos outros são prejudicados e ajudados, mas fazem escândalo com seus erros contrários e silenciam-se, se fingindo de mortos, com os erros a favor. O torcedor, diante de tudo isso, passa a ser caixa de ressonância, “engolindo” as narrativas criadas.

– Análise da Arbitragem para Tacuary 1×4 Red Bull Bragantino.

Muito boa arbitragem do jovem árbitro uruguaio Mathias de Armas, 29 anos, na sua estreia em partidas internacionais. Ligado, motivado por seu debute, correu bastante, esteve atento aos lances técnicos e foi criterioso disciplinarmente.

Aplicou bem a lei da vantagem nas possibilidades que teve, mas deixou de dar um Cartão Amarelo para Vallejos (TAC), em uma entrada mais forte. Na sequência, houve uma falta cometida com a mesma intensidade por Léo Realpe (RBB), e ele usou o mesmo critério.

Cartão correto ao Sorriso (RBB), 27m, por uma dividida mais forte, igualmente a Nicolas Lugano (TAC) e posteriormente a Vallejos (TAC).

Aos 51m, um lance polêmico: O goleiro Lucão (RBB) sai da área para interceptar um ataque, e a bola bate no peito dele, embora a imagem dele pudesse deixar dúvida para toque de mão. O VAR chamou para revisão de Cartão Vermelho por entender que poderia ter sido lance de mão, tentando evitar um gol (embora, mesmo se fosse mão fora da área, seria Cartão Amarelo, pois Juninho Capixaba estava na cobertura e não seria “iminência de gol”). Na revisão, confirmou-se corretamente a decisão de campo (lance normal, sem infração).

Em faltas: 9×10
Em CA: 2×1
Em CV: 0x0
Em gols: 1×4

Curiosidade: “a jogada da partida”, escolhida pela Conmebol, foi o gol olímpico de Juninho Capixaba.

Tacuary x Red Bull Bragantino ao vivo e online: onde assistir, horário e escalação na Sul-Americana 2023 - Futebol na Veia

Imagem extraída de: https://www.futebolnaveia.com.br/tacuary-x-red-bull-bragantino-ao-vivo-e-online-onde-assistir-horario-e-escalacao-na-sul-americana-2023/

– Sem escancarar o erro, mas…

Se uma equipe cometer um pênalti e ficar reduzida a 6 jogadores por conta da expulsão do atleta infrator, o adversário cobra o pênalti ou não?

NÃO. A regra é objetiva. Não se deve continuar uma partida quando uma das equipes ficar com 6 atletas. O pênalti não será cobrado, e, provavelmente, no julgamento no Tribunal Desportivo a equipe irá perder os pontos conquistados até então (se tiver conquistado algum) para o adversário. Não há prejuízo de quem sofreu a infração.

Não quero crer que uma instrutora de arbitragem está orientado a cobrar o pênalti e depois expulsar o atleta… não pode…

Ou pode?

A regra, nesse caso, é clara. O discurso de “bom senso desportivo” não vale.

Futebol

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os lances reclamados de Bolivar 3×1 Palmeiras.

Se eu tivesse apostado, teria perdido: Flamengo, Palmeiras e River Plate (meus favoritos à Conquista da Taça Libertadores da América) perderam fora de casa na sua estreia contra “pequenos” do continente. Mas lembremo-nos: a Seleção da Argentina, que no começo da Copa do Catar perdeu para a Arábia Saudita, depois engatou e conquistou o Mundial!

No jogo Bolivar 3×1 Palmeiras, o treinador Abel Ferreira disse que sua equipe (reserva) jogou contra o adversário, contra a altitude e contra a arbitragem. Foi pra tanto?

Alexis Herrera, árbitro venezuelano de Carabobo, já tinha atuado mal em algumas partidas, como São Paulo x Universidad Católica pela Sul-americana: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/08/e-pra-cumprir-a-orientacao-ou-nao-sobre-o-penalti-de-sao-paulo-4×1-universidad-catolica/. Ele está apenas há 6 anos no quadro da FIFA, e já cometeu erros relevantes, como não punir um carrinho criminoso de Paulo Díaz em River Plate x Colo-Colo, (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/06/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-sao-paulo-x-universidad-catolica/) além da agressão de Teo Gutierrez em Felipe Luiz em Jr Barranquilla x Flamengo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-e-se-tivessemos-var/). Portanto, fraquinho.

Sobre os lances polêmicos: 

1- O gol de empate do Bolívar: não achei falta em cima do palmeirense Naves. Para mim, lance normal e gol legal. Abel tomou Cartão Amarelo nesse momento por reclamação.

2- Cartão Amarelo “exagerado” para Jailson, em cima de Villamil, por ação temerária. Discordo da advertência, foi uma falta normal de jogo, imprudente (aqui, é interpretativo, respeito opiniões contrárias). Também não foi por motivo de excesso de infrações ou rodízio, errou o árbitro (33 m do 1º tempo).

3- 2º Cartão Amarelo (e consequentemente o Vermelho) a Jaílson, aos 43m: ele levanta a mão para cortar o chute, não tem muito o que discutir. Acertou o árbitro.

4 – 51m: Expulsão de José Sagredo por reincidência: correta, os dois cartões amarelos foram bem aplicados.

5- 61m: Jesus Sagredo entra de maneira violenta em Mayke para dividir a bola, e atinge o palmeirense por não ter chegado a tempo. É para Cartão Vermelho, e o árbitro nem falta deu. O jogador atingido foi substituído pela lesão. O VAR Juan Soto (um dos melhores do continente) não chamou, pois respeitou a interpretação do árbitro de que não foi infração. Porém, poderia ter chamado pelo fato de considerarerro crasso. E de fato foi.

Por fim: o juiz não é de primeira linha, algumas queixas de Abel não procedem e outras sim. E continuo fazendo a observação: Abel não se manifesta nas ocasiões em que o Palmeiras é beneficiado com erro de arbitragem, somente critica quando é erro contrário, dando a falsa impressão de que “todos estão contra o Palmeiras”.

Bolívar x Palmeiras: onde assistir ao vivo, horário e escalações | libertadores | ge

Imagem extraída de: GE.com

 

– Normal no Geral, Ótima comparada às Demais.

Edina Alves Batista foi a primeira árbitra a apitar uma final de campeonato masculino de futebol profissional. Palmas à ela!

Vou escrever de maneira bem respeitosa: quando começou a aparecer, mostrou-se acima da média do que seus colegas homens. Porém, super-exposta, sofreu ciúmes e teve problemas particulares, errando bastante nas partidas (o Primavera de Indaiatuba que o diga, pois foi uma das suas piores atuações na arbitragem do simpático time do Interior contra a Portuguesa).

Na sua volta, depois de um tempo sumida, voltou a apitar direitinho num primeiro momento, mas  depois cometendo vários erros técnicos e disciplinares que os marmanjos também cometem. E, algumas vezes, variando de bons a ruins jogos.

HOJE, ela está acima da média das outras colegas árbitras e com justiça vai à Copa do Mundo Feminina 2023. Mas no geral (incluindo árbitros), Edina é simplesmente como qualquer outro juiz mediano do Brasileirão (e isso não é pejorativo).

Sabemos que o futebol feminino no Brasil está em desenvolvimento ainda, e por tudo isso, Edina já é uma vencedora. Mas ainda falta qualidade para alcançar o mesmo nível de arbitragem de Wilton Sampaio ou Raphael Claus.

O jogo citado (vale a leitura) em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/03/28/cuidem-da-edina-para-que-outros-nao-sejam-prejudicados-como-o-primavera-de-indaiatuba/

Sobre ontem, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/02/erros-de-todos-no-agua-santa-x-palmeiras-em-10-minutos/

Edina Alves apitou a final entre Palmeiras e Corinthians pelo Brasileirão feminino - Julia Rodrigues/UOL

Foto: Julia Rodrigues/UOL