– A solução para Vini Jr contra os racistas espanhóis.

Sobre os insistentes ataques racistas contra Vinícius Jr (culminado com a absurda expulsão do atleta por se revoltar contra os xingamentos de macaco, na partida em Valência), há dois caminhos:

  • A La Liga chamar a atenção dos árbitros para a aplicação do Protocolo FIFA (que na 3ª etapa encerra a partida), consequentemente punindo o time dos infratores (me parece uma conivência enorme dos juízes – talvez por quê não sintam o racismo contra eles próprios, afinal, não há árbitro negro na Espanha; ou
  • Vinícius Jr mudar de time (afinal, vejo muito poucas atitudes reais dos seus companheiros de clube, como, por exemplo, ameaçarem abandonar o campo – se o Vila Xurupita sai de um jogo, a repercussão seria mínima; já o Real Madrid, chamaria a atenção do planeta). Imaginaram ele na Premier League?

Escreveu ele, em desabafo, no Twitter:

Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. O racismo é o normal na La Liga. A competição acha normal, a Federação também e os adversários incentivam. Lamento muito. O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas. Uma nação linda, que me acolheu e que amo, mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista. Lamento pelos espanhois que não concordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas. E, infelizmente, por tudo o que acontece a cada semana, não tenho como defender. Eu concordo. Mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas. Mesmo que longe daqui.

O “Mesmo que longe daqui” significa uma sinalização de que poderia mudar de Clube? Talvez esse seja o fator desencadeante da mudança de postura (mais contundente) do Real Madrid na noite passada, abraçando (ufa, enfim), a causa, e consequentemente dizendo que poderia ir até à Justiça contra os racistas?

Abaixo, a mensagem no Instagram de Vini:

 

– Análise da Arbitragem de UA Barbarense 0x0 Paulista FC.

Quando estava tranquilo o jogo, foi bem o árbitro Gabriel Henrique Meira Bispo. Mas quando ficou mais nervoso, sentiu a partida. Distribuiu Cartão Amarelo a Felipinho (PFC) por reclamação, e logo na sequência a João Victor (UBR) por uma falta que o defensor não cometeu (e ele errou ao marcar). Sales (UBR) foi reclamar e também o amarelou.

Demorou para usar a advertência verbal, e a fez para Foguinho (UBR) e Morungaba (PFC), que dessa vez deveriam receber a advertência.

Falamos na nossa análise pré-jogo: Gabriel teve uma “alavancagem na carreira” muito grande e estava sendo observado pela FPF, mas quando você pula degraus, corre o risco de quando exigido, fraquejar. E foi isso que aconteceu nesse jogo ruim.

Imagem: Print de tela. Seria o presidente Rodrigo Alves flagrado na silhueta pela transmissão da TV?

– O Castigo de Seneme aos Árbitros que foram mal.

No começo do ano, Wilson Luís Seneme disse sobre os árbitros que não cumprissem suas recomendações e fossem mal:

“Se não for no amor, vai ser pela dor” (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-K2W).

Pois bem: no primeiro “Programa do Seneme” (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-MEo), onde prometia falar sobre os erros da arbitragem, me surpreendi devido as concordâncias equivocadas com as falhas dos juízes. “Passou pano”. Mas me lembrei das reuniões que participávamos no tempo em que apitávamos, onde um importante chefe da CA-CBF nos dizia: “Na imprensa, vou defender vocês, pois vocês estão ‘embaixo das minhas asas’, mas vocês sabem que estão errados e vão ter que melhorar”.

Para mim, a estratégia foi clara: Seneme avaliou como erros, mas defendeu publicamente os juízes (afinal, se afastar todo mundo, não tem quem escalar) e agora pune.

Não tem coisa pior do que árbitro protagonista ser escalado como quarto-árbitro. E ainda pior, você virar um assistente! Pois bem: Paulo César Zanovelli, Bruno Arleu e Anderson Daronco (árbitros que foram mal nas últimas rodadas) estão escalados nos próximos jogos como AVAR 2! É ser “assistente do assistente do árbitro de vídeo”!

Seneme mexeu com a vaidade dos caras… mas isso fará com que melhorem seu desempenho dentro de campo, quando voltarem a ser escalados?

O problema ainda é: a falta de bons árbitros. Veja só:

Para o clássico carioca Botafogo x Fluminense, vai apitar Bráulio Machado (o mesmo do pênalti de queimada de São Paulo x Internacional, da lambança em Sergipe ou da cáca em Bragantino x Cruzeiro). Como foi bem no Atlético Mineiro x Corinthians, “capacitou-se” para esse jogo. E Paulo César Zanovelli (do Fotaleza x SPFC e Bahia x Flamengo será o AVAR 2 – que, em tese, nem poderá chamar o árbitro, pois está abaixo do VAR e do AVAR 1). Aliás, para observar o bom desempenho da arbitragem, escalou-se o ex-árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Para Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense, apitará Felipe Fernandes de Lima, que um dia foi muito mal no Palmeiras x Ceará (https://wp.me/p55Mu0-2p0), depois foi flagrado em Vasco x Vila Nova ironizando jogadores da Série B (aqui: https://wp.me/p55Mu0-2TV). E o AVAR 2 será … Bruno Arleu! Um FIFA, que será o mais gabaritado da escala, sendo o elemento menos importante dela (Felipe é quem brigava pelo escudo FIFA de MG juntamente com Zanovelli). E o Seneme, ao escalar Bruno nessa função, quer que creiamos que ele foi bem no Corinthians x São Paulo?

Para o clássico paulista Santos x Palmeiras, apitará Raphael Claus, tendo… Anderson Daronco como AVAR 2. Isso mostra o estrago que ele fez com sua atuação no Fluminense x Flamengo.

Por fim, para o clássico das maiores torcidas brasileiras, Flamengo x Corinthians, apitará o jovem Rafael Rodrigo Klein de 33 anos. Ele é uma aposta. Sabe-se que Klein está sendo trabalhado para assumir o lugar de Daronco na FIFA pelo RS. Nesse ano, trabalhou em todas as rodadas possíveis do Brasileirão (quando não na serie A, em importante jogo na série B). Foi poupado no meio de semana, sendo escalado como quarto-árbitro para Grêmio x Cruzeiro pela Copa do Brasil (nitidamente preservado para ser usado no Maracanã). Está indo bem no Campeonato Brasileiro, e como faltam nomes nas escalas, ele vai “pro pau” nesse importante jogo. Se for mal, Seneme perdeu um nome promissor.

Repare também: Luiz Flávio de Oliveira e Leandro Pedro Vuaden, veteranos que não estavam sendo aproveitados, voltaram às escalas. Ou seja: Seneme não tem muito o que fazer, pois não há gente disponível e com competência.

Eu traria meia dúzia de estrangeiros e faria uma intertemporada com os juízes. Dinheiro para isso, a CBF tem.

Imagem extraída da Web.

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Athlético Paranaense.

E para o jogão entre o Massa Bruta vs Furacão, arbitrará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima – MG
Bandeira 1: Marcyano da Silva Vicente – MG
Bandeira 2:  Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
4º Árbitro: João Vitor Gobi– SP
Assessor: Cleiber Elias Leite – GO
VAR: Rodrigo Nunes de Sá – RJ
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR 2: Bruno Arleu de Araújo– RS
Observador de VAR: Alício Pena Jr – MG

Em tempo: repare que os bandeiras são os mesmos de Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino (e que não tiveram culpa da atuação ruim do árbitro naquela partida).

Nesta rodada, houve um castigo de Wilson Luís Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem, mandando árbitros que foram mal na rodada como AVAR 2 (isso é muito interessante, leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-MId). E Bruno Arleu (árbitro da FIFA), que foi mal no Corinthians x São Paulo e voltou a errar em América x Internacional, virou assistente do assistente do árbitro de vídeo para o jogo de Bragança Paulista (ou seja: AVAR 2).

Pois bem: Felipe Fernandes de Lima surgiu como possível árbitro FIFA, aos 30 anos, disputando o escudo com Paulo César Zanovelli (também punido nessa rodada). Ambos buscando substituir no quadro internacional, representando MG, o então árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

No Nabizão, Felipe apitou Red Bull Bragantino 1×0 São Paulo, e foi bem (num jogo sem exigência). Apenas como defeito, “conversou demais durante a partida”, tentando justificar suas marcações. Mas ele foi mal em Palmeiras x Ceará (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2p0) e se complicou num Vasco x Villa Nova, ironizando jogadores da Série B (aqui: https://wp.me/p55Mu0-2TV). Nesse último jogo, perdeu a condição de aspirante à FIFA.

É um bom árbitro, deixa o jogo correr, tem bom nível técnico e disciplinar. O problema é: costuma ser vaidoso, querendo aparecer nas câmeras, conversando demais, fazendo caras e bocas. A vaidade é um perigo…

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 20/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Barbarense x Paulista.

Para o confronto entre o Leão da 13 e o Galo da Japi, arbitrará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gabriel Henrique Meira Bispo
Árbitro Assistente 1: José Lucas Candido de Souza
Árbitro Assistente 2: Gabriel Rodrigues Santos
Quarto Árbitro: Rafael de Souza
Analista de Vídeo: Antonio Rogério Batista do Prado

Gabriel Bispo é um jovem de 25 anos, escolhido pela FPF para fazer parte do processo de renovação do quadro de árbitros, tendo recebido uma oportunidade ímpar: com apenas 4 anos de carreira, apitava Categorias Amadoras e a Bzinha, e em 2023 foi alçado para a Série A2. Nunca trabalhou em jogos do Galo (até porque tem pouca rodagem), mas conta com a confiança da Comissão de Árbitros. O conheceremos nessa oportunidade.

Seus assistentes, João Lucas e Gabriel, estão frequentemente nas escalas de A2 e A3. Sem problemas em seus históricos em jogos do Paulista FC.

Pelo que se tem visto, a presidente da CA-FPF Ana Paula Oliveira tem conseguido lançar alguns nomes, que estão aproveitando o Sub 23 para mostrarem serviço. A médio e longo prazo, penso que enfim se frutificará uma nova safra (o que é muito necessário).

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Barbarense x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O pênalti fake e a falsa moral no Palmeiras 3×0 Fortaleza.

No Allianz Arena, um pênalti inexistente abriu o placar aos 7m de jogo pelas Oitavas de Final da Copa do Brasil, a favor do Palmeiras, contra o Fortaleza.

O árbitro FIFA-RJ Wagner Magalhães (o mesmo que há 10 dias errou ao expulsar Halter entendendo jogada clara e manifesta de gol no lance em cima de Rony em Goiás x Palmeiras), continuou prestigiado nas escalas (apitou Santos x Bahia e apitará Ponte Preta x Guarani no domingo). Extremamente bem posicionado, de frente para o lance, viu Rony escorregar ao tentar roubar a bola de Caio Alexandre. Ali, não é falta de ataque, não é falta da defesa, não é nada. É escorregão. Segue o jogo.

As perguntas NECESSÁRIAS:

  • O que o VAR falou (se é que falou)?
  • O que o árbitro VIU?
  • Como que um juiz da FIFA, naquela posição, consegue errar?
  • Dos 9 integrantes da escala de árbitros, TODOS acharam pênalti e erraram juntos?
  • Rodrigo Sá, Cleriston Clay, Igor Junio Benevenuto (VAR, AVAR 1, AVAR 2) corroboraram para o erro?
  • Pra quê pagar tanta gente para errar junto?

Ainda mais em tempo de Máfia das Apostas, toda a preocupação do máximo acerto é necessária, para que não pairem dúvidas.

Mas outros questionamentos, para o bem do futebol brasileiro, devem ser feitos:

  • Abel Ferreira não reclamará da má atuação do árbitro? Só se reclama olhando para o próprio umbigo?
  • As queixas palmeirenses existem nos erros contrários aos microfones, mas nas entrevistas coletivas, não se fala dos erros a favor?
  • Não se quer melhorar a qualidade da arbitragem, só não se quer erro contrário, pois para si, tudo bem?
  • Ninguém tem coragem de argumentar algumas das 3 perguntas acima ao Abel, nas entrevistas?

É desanimador. O pênalti não existiu, foi fake, Existe VAR para erro crasso, que se omitiu ou errou junto. Há também um chororô enorme, um escândalo à beira do campo promovido por Abel Ferreira (e seu assistente) quando se erra um simples arremesso lateral para o Palmeiras. E num pênalti a favor, calam-se todos como que “faz parte, o árbitro é humano e pode errar”.

Insuportável essa incoerência.

No print de tela abaixo, repare no posicionamento do árbitro:

No último “Programa do Seneme” na CBF TV, há uma situação bizarra, onde um zagueiro santista empurra o atacante vascaíno e comete o pênalti, um erro claro a sua não-marcação. A imagem é repetida à exaustão com o empurrão, e ele diz: “veja só como não há infração” (mostrando em looping o empurrão). Na próxima edição, fará a mesma coisa para explicar esse pênalti, ou seja, brigará com a imagem?

– Os lances polêmicos de Fluminense 0x0 Flamengo: sobre Felipe Melo e Gabigol.

O árbitro Anderson Daronco se sentiu um “pinto no lixo” no Maracanã! Marcou todas as faltas que pode (fez a festa, pois é seu estilo), permitindo algo incomum praticado pelo Flamengo: o rodízio de faltas.

Isso não significa que foi um jogo violento, mas sim com inúmeras faltas táticas, aquelas que “minam o time adversário”. Felipão fazia muito bem isso nos anos 90, mas o mestre dessa tática era o saudoso Marcelo Veiga. E o juizão, experiente, não soube coibir tal estratégia.

Três lances polêmicos:

1. A entrada de Felipe Melo em Gabigol no primeiro tempo: Você pode interpretar de duas formas: Felipe Melo visou somente a bola mas não se preocupou em evitar um contato com Gabigol (ação temerária, Cartão Amarelo), ou que Felipe Melo foi extremamente viril, com excesso de força, desprezando a integridade física do adversário tentando pegar ele e a bola (jogo brusco grave, Cartão Vermelho). Insisto: lance interpretativo, e eu aplicaria Cartão Vermelho, pois entendi que ele foi na bola e em Gabigol propositalmente.

2. A entrada de Felipe Melo em Gabigol no segundo tempo: ali, é menos interpretativo, pois você tem a Regra do Jogo dando algumas diretrizes. Por exemplo: no rápido ataque do Flamengo, Gabigol corria em direção ao gol, ou para a lateral? Nino, que seria o segundo jogador depois de Felipe Melo, o alcançaria para disputar a bola ou não?
Portanto: Felipe Melo deveria ser expulso por impedir uma situação clara e manifesta de gol, pois Gabigol corria para o gol (e não para a lateral) e não haveria um outro jogador para impedi-lo (a distância de Nino não impediria).
Entretanto, há um outro motivo para a expulsão de Felipe Melo: a entrada que ele deu! Por trás e com força excessiva, uma clássica situação de “Escola de Árbitros” para exemplificar aos alunos quando é para Cartão Vermelho.
O inadmissível nessa situação é que um árbitro FIFA como Daronco tenha dado Cartão Amarelo, pois ele tinha DOIS motivos para expulsá-lo. Precisa da VAR Daiane Muniz para corrigi-lo?

3. O pisão de Gabigol em Ganso: em um primeiro momento, no recorte do lance, pareceu-me intencional. Se você pegar uma fotografia do pisão, daria Cartão Vermelho. Mas não é assim que se interpreta uma jogada e nem a ferramenta que um árbitro deve ter para tomar a decisão. Revendo o lance todo, na velocidade normal, perceba que foi totalmente acidental. Gabigol está tentando o equilíbrio e Ganso está com a perna em movimento no chão, tentando roubar a bola. Entendo ter sido uma casualidade, não foi um pisão evitável, proposital no adversário. Ali, não se deve nem marcar a falta (repito: acidente de trabalho).
Até pelo fato de quê: não existe pisão “temerário” na Regra do Jogo (e olhe que eu a leio faz tempo…). Pisou de propósito: agressão e cartão vermelho. Pisou sem querer: segue o jogo.

Pensando com meus botões: e se essa partida tivesse sido apitada por Leandro Pedro Vuaden, aquele dos anos 2000 (não o de hoje)? Ou se fosse um árbitro estrangeiro?

Imagino que poderíamos ter uma partida mais agradável (e mais justa).

Em tempo: o lance da expulsão de Felipe Melo é diferente da de Halter em Goiás x Palmeiras (tratamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/07/o-lance-polemico-de-goias-x-palmeiras/).

Fluminense x Flamengo: onde assistir, horário e escalação das equipes

– Pitaco da noite 3: a expulsão correta de Felipe Melo.

Diferente de Goiás x Palmeiras (lance de Halter x Roni, falamos aqui no blog), o de Felipe Melo em Gabigol era para Cartão Vermelho.

Não tinha ninguém para alcançar Gabigol. FM apelou, além da intensidade da jogada.

Daronco deveria ter dado Vermelho Direto, e não amarelo. Teve que esperar a VAR Daiane corrigir.

– Pitaco da noite 2: E o Seneme?

Confesso que não entendi até agora o “Programa do Seneme”. Em lugar algum do mundo a Comissão de Árbitros tem um programa para explicar ou justificar a atitude dos árbitros. Só no Brasil…

– O “Programa do Seneme”, explicando os erros de arbitragem da Rodada 6.

Eu assisti! Ufa. Me refiro ao primeiro vídeo de Wilson Luís Seneme explicando os erros / acertos polêmicos da arbitragem, via CBF TV, que foi ao ar hoje (mas é tão cansativo… afinal, são muitos lances).

Interessante, busca mostrar transparência, só que… em algumas jogadas, você pode interpretar “em favor” de si mesmo.

Vamos lá:

1. Os 3 lances polêmicos de Vasco x Santos:

  • Os dois lances de bola na mão (que não foram intencionais) corretos. Boa explicação.
  • O empurrão do santista em cima do vascaíno: fiquei constrangido… eles mostram o zagueiro santista cometendo o pênalti empurrando o atacante vascaíno, e a fala é: “não está empurrando”. Brigaram com a imagem!!!

2. Lances de Bahia x Flamengo:

  • 11 cartões amarelos: “culpa dos jogadores que não praticaram o combinado, que é não trazer nervosismo ao jogo, e um pouco de culpa do árbitro, em não conseguir baixar o clima”, disse Seneme.
  • O pênalti no Arrascaeta: eles não comentam que erraram na marcação, mas se deveria EXPULSAR ou não o zagueiro. Pirei…
  • Expulsão de Kanu: o árbitro havia dito que não foi nada em Gabigol, mas o 4º árbitro vai narrando: “Zanovelli, braço na cara é amarelo, ele já tem, vai lá”. O áudio dá a impressão de que um torcedor está pedindo para expulsar o atleta. Seneme, depois de falar bastante da imprudência do jogador, concordou que foi exagero. Deveria ter dado Amarelo ao Gabigol.

3. Lance de Palmeiras x Red Bull Bragantino:

  • Criticou o árbitro por estar muito longe da jogada.
  • VAR disse que foi mão irregular do atacante, e Seneme corrige: “foi mão do goleiro, mas o Endrick faz falta nele para ele não conseguir defender”. Diz ainda que seria pênalti se não fosse a infração.

4. Lances de Corinthians x São Paulo:

  • Gol anulado de Calleri: “Acertou ao marcar infração. Só errou em não usar o VAR, pois deveria esperar a bola entrar para anular pelo vídeo”, disse ele. Aqui, ficou engraçada a explicação. Maluquice… (ou decepcionante).
  • Pênalti para o Corinthians: “Correto, mão com impacto”, segundo Seneme. Eu duvido que ele marcaria isso, se fosse o árbitro. Mas ele acrescentou: “pode ter gente com outra interpretação”.

5. Lance de Grêmio x Fortaleza:

  • Mão em movimento natural, nada a marcar, acertou o árbitro.

Finalizou que a postura do torcedor tem que mudar, falando sobre os cantos homofóbicos.

O vídeo está em: https://www.cbf.com.br/cbf-tv/papo-de-arbitragem-com-ayana-simoes-e-wilson-seneme-rodada-5

Imagem: Print de tela.

– Palmeiras x Corinthians no aniversário do Paulista FC, em Jayme Cintra.

Amanhã teremos o aniversário de 114 anos do Paulista FC, tradicional time brasileiro e símbolo popular maior do esporte jundiaiense.

Com um passado de luta e superação, vivendo o auge nos anos 2000 (2004 Vice-Campeão Paulista, 2005 Campeão da Copa do Brasil, 2006 vencendo o River Plate na Libertadores da América), amarga há alguns anos a sua pior posição na história: está na 4ª divisão paulista, sem série no Campeonato Brasileiro, não tendo equipe Sub 20 e terceirizando o Sub 17 e Sub 15.

Estando em dificuldades financeiras, o clube fez uma parceria com a Sociedade Esportiva Palmeiras. A fim de ter uma praça fixa para jogar o Campeonato Paulista e o Brasileirão Feminino, o Verdão arrendou o Estádio Jayme Cintra para as “Palestrinas”.

Assim, trocou o gramado do Estádio Jayme Cintra e bancos de suplentes, sem entrar dinheiro para os cofres do Galo da Japi. De tal forma, por 2 anos, a prioridade dos jogos é do Palmeiras. O Tricolor Jundiaiense poderá jogar suas partidas profissionais com autorização do Palmeiras, tendo aviso prévio. Partidas de categoria de base ou amistosos, estão vetados. Idem a treinos do profissional! De tal forma, a equipe (que disputa a última divisão) treina em clubes e centros esportivos da cidade de Jundiaí, e pede ao Palmeiras para jogar em seu estádio.

Quem levou vantagem no negócio?

Aliás, haverá uma maratona de jogos no jovem gramado do Estádio Jayme Cintra, nos próximos 20 dias. Ele receberá Palmeiras x Corinthians pelo Paulistão dia 17 (quarta); Palmeiras x Ferroviária pelo Brasileirão dia 20 (sábado), Palmeiras x Taubaté dia 23 (terça) e Palmeiras x Grêmio dia 5/6 (segunda). O Paulista de Jundiaí só jogará no estádio dia 27 (sábado), contra o Rio Branco.

No último sábado, na derrota do Paulista para o Amparo, estava assim o estádio (com excesso de areia, para ajudar a fixar a grama e pilar o piso):

Foto: Autoria Pessoal

– Vitor Pereira para comandar os árbitros? Pela situação que está…

Calma, não estamos falando do treinador ex-Corinthians e ex-Flamengo, mas sim do ex-árbitro e cartola do apito Vitor Manuel Pereira. Aliás, antes de Seneme, ele era “a bola da vez” para assumir a CA-CBF (relembre aqui https://wp.me/p4RTuC-Cfd).

Pense bem:

  • Com tantos treinadores portugueses por aqui, que tal um treinador de árbitros da Pátria-Mãe?
  • Ele tem experiência no assunto, pois dirigiu várias comissões de árbitros na Europa. Além disso, não teria medo de um tabu: trazer árbitros estrangeiros para o Brasileirão!
  • Por fim: imaginaram que atração seria um jogo entre os times ponteiros da tabela? O Chefe da Arbitragem (português) escalando um árbitro de fora (português) para Palmeiras x Botafogo (que são treinados por portugueses). Teria muito destaque!

Brincadeiras à parte, Seneme não vai afastar todo mundo que errar (e nem consegue) pois não tem nomes qualificados para substituir os medalhões. Os aspirantes são fracos e o escalão a ser promovido muito “verde”. Eu buscaria árbitros estrangeiros para acalmar os ânimos dos clubes, e faria uma inter-temporada, corrigindo os absurdos erros.

Prova disso: Bruno Arleu, que fez uma lambança no Majestoso, está escalado para América-MG vs Inter-RS pela Copa do Brasil. Wagner Magalhães, que expulsou Halter equivocadamente em Goiás x Palmeiras, apitará de novo o Palmeiras (contra o Fortaleza). E o Bráulio Machado, dos erros de Sergipe x Botafogo, Bragantino x Cruzeiro e do pênalti inexistente em SPFC x Inter, estará no Atlético Mineiro x Corinthians.

Tudo isso é sinal da péssima gestão dos cartolas (atuais e antigos) na arbitragem brasileira. Deixamos de ser referência, nos tornamos comuns e agora involuímos (vide os pênaltis de queimada e as simulações que nossos juízes caem).

“Nasci para o futebol” na década de 80. Para mim, esse deve ser o pior momento da arbitragem nacional. E para você?

Cá com meus botões: se tivéssemos uma Liga Brasileira de Futebol, qual decisão seria tomada para melhorar a arbitragem?

Português Vítor Pereira vai liderar arbitragem da Federação Russa de Futebol

Imagem extraída de: Filipe Amorim / Global Imagens

– Da 1ª à 3ª divisão, lambanças! O absurdo em Amazonas x Remo. O que fazer?

E a arbitragem brasileira continua ruim. Já falamos dos erros na Série A em: https://wp.me/p4RTuC-MBz. Agora, um absurdo lance na Série C, em Amazonas 2×1 Remo.

Veja no vídeo abaixo o que a catarinense Charly Wendy Straub Deretti (35 anos, de Camboriu) fez: deu um pênalti na queda de Muriqui (atacante do Remo), que estava sozinho e se desequilibra! Assustador. Ela está bem colocada e até faz pose para marcar o tiro penal.

A árbitra é da FIFA! Aliás, por quê uma moça de SC está na Região Norte? A passagem aérea está tão barata assim?

Desportivamente, o próprio atleta deveria dizer a árbitra: “Estou constrangido, eu não sofri falta nem tentei cavar, só escorreguei. Por favor, desmarque o pênalti.”

Por fim: neste momento da Máfia das Apostas, vai explicar ao torcedor mais afoito de que isso é incompetência, e não má fé

Assista:

– E se os árbitros brasileiros dessem entrevista coletiva pós-jogo?

Quanta lambança da arbitragem nós tivemos nessa rodada do Brasileirão! E envolvendo os árbitros da FIFA, que, em tese, são os melhores… (e, ironicamente, no momento em que estão usando os novos uniformes, da italiana Macron, com a inscrição: “Protegemos o jogo”.

Sábado, uma bagunça em Bahia 2×3 Flamengo, com Zanovelli. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/14/cabeca-de-arbitro-por-que-kanu-foi-expulso-no-lance-do-gabigol-em-bahia-2×3-flamengo/

Um pouco mais tarde, com Sávio Sampaio, Palmeiras 1×1 Red Bull Bragantino. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/penalti-de-cleiton-em-endrick-no-palmeiras-1×1-red-bull-bragantino-ou-nao/

No domingo, no Corinthians 1×1 São Paulo, vários problemas com Bruno Arleu: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/14/analise-dos-lances-polemicos-da-arbitragem-de-corinthians-1×1-sao-paulo/

No final da noite, até Rafael Klein, gaúcho que estava “invicto” em queixas (que se crê: será o substituto de Daronco no quadro da FIFA em 2 anos), deu um pênalti duvidoso no Goiás x Botafogo (eu não consegui ver infração).

E por conta desse lance derradeiro e de muitos outros, lembrei-me: na Itália, desde 2017, se discute: e se os árbitros dessem entrevista coletiva, explicando as decisões polêmicas dos jogos, logo após o apito final? No Brasil, teríamos mais gente em cima dos juízes aguardando uma palavra do que dos próprios protagonistas do esporte, os jogadores…

O que você acha dessa ideia?

Sobre ela (a postagem da ideia italiana) foi publicada aqui: https://professorrafaelporcari.com/2017/05/21/arbitros-explicando-lances-em-entrevista-coletiva/

Por incrível que possa parecer, a única arbitragem que levou nota azul dos jogos que pude “estudar” nesse final de semana, foi do garoto Renan Pantoja de Quequi, no Paulista 0x1 Amparo pela 4ª divisão. Tomara que, se chegar a voos mais altos, não tenha se perdido em más orientações… aqui sua atuação: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-amparo/

Imagem extraída de Web.

– Análise dos lances polêmicos da arbitragem de Corinthians 1×1 São Paulo.

Bruno Arleu é um árbitro muito irregular. Você pode assistir partidas muito bem arbitradas por ele (como Corinthians 2×0 Goiás, tempos atrás, em: https://wp.me/p55Mu0-2j1), ou péssimas (como em Coritiba 1×0 Santos, registrada aqui: https://wp.me/p55Mu0-30x). Há, ainda, as que ele nem nota mereceu (como no Red Bull Bragantino x Ceará, aqui: https://wp.me/p55Mu0-35q).

Hoje, ele esteve na versão “ruim”. Falemos então dos dois lances polêmicos da partida, no primeiro tempo, além de outras considerações:

21m – Eu não consigo ver a falta de ataque de Calleri em Fagner (pois se ela aconteceu, seria algo como: impedir que ele levantasse para disputar a bola, no chute em que foi para a trave). Pelo ar, na cabeçada, não foi nada. Me esforço, mas não encontro um “ato infracional”. Para mim, lance normal, com gol anulado equivocadamente. De todas as imagens que aparecem na Web, se aparecer uma diferente, posso reavaliar. A priori, “perigo de gol” marcado (a condenável “Regra 18)”. E acrescento: impedimento, não foi (até porque o jogo foi reiniciado com tiro livre direto).

47m- Pênalti de Rafinha em Wesley: aqui, repito o que postei ontem, ao falar sobre o lance de Cleiton (RBB) em Endrick (SEP): desde 2019, a recomendação da FIFA é para que os árbitros tenham muita atenção em lances de agarrão (no corpo ou na camisa) e de empurrão, pois na maior parte das vezes não são infrações.
Para você marcar uma falta ou um pênalti, avalie: o jogador tocado / empurrado / agarrado deve ser desequilibrado ou impedido de prosseguir a jogada. Muitas vezes, ao sentir um contato físico, ou ele se joga, ou abdica da disputa e pede a falta. Se isso acontecer, não deve se marcar nada e o jogo deve seguir (pois o atleta poderia se manter em jogo e forçou a marcação de uma falta – e foi isso que aconteceu). Errou o árbitro de novo.

INTERVALO – é obvio que alguém deu um “toque” no juizão para segurar mais o jogo. Ele parou a partida mais vezes, “administrou” a situação e teve outro critério (veja o número de cartões no primeiro e no segundo tempo. Dois árbitros diferentes em dois tempos, mas ainda assim, ambos com deficiência.

No segundo tempo, aos 17m do 2º tempo, ocorreram cantos homofóbicos na Neoquímica Arena. O árbitro acionou o primeiro dos três passos do “Protocolo FIFA contra a discriminação“, e ainda assim os insultos duraram 3 minutos. Para quem não o conhece aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/26/relembrando-os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

Com pesar, a arbitragem no Brasileirão continua mais uma rodada sendo protagonista negativamente

Imagem extraída da Web

– Cabeça de árbitro: por quê Kanu foi expulso no lance do Gabigol, em Bahia 2×3 Flamengo?

Por trabalhar intensamente com árbitros jovens (e conversar com iniciantes, muitas vezes depois de avaliá-los em seus jogos), permito-me ousadamente dizer o que pensou o juiz Paulo Cesar Zanovelli na expulsão de Kanu.

Antes, lembrando: Kanu tomou seu primeiro cartão amarelo exagerando nas reclamações na primeira expulsão do jogo. O capitão de um time não pode passar do ponto quando vai falar com o árbitro. Porém, Zanovelli tem histórico de não ter autoridade dentro de campo, pois ele se esconde através das advertências com cartões, ao invés da verbal. Pense: se o árbitro fosse Raphael Claus, Kanu iria reclamar “mais manso” e Claus daria uma boa bronca. Tudo seria resolvido ali, com jogador respeitando árbitro e árbitro apitando melhor.

No lance envolvendo Gabigol, Zanovelli vê o braço aberto (que não atinge o rosto do flamenguista, que simula). O jogo parece que vai seguir normalmente e que o árbitro vai mandar Gabigol se levantar. Mas… aí vem o pensamento do árbitro INSEGURO, durante aquela caminhada vacilante que ele dá (repare na imagem do jogo):

“Poxa, será que não acertou o Gabigol e eu estou bobeando? É o Gabigol… depois o Flamengo me veta, eu tô f.. Ah, foi o zagueiro que me ‘encheu o pacová’ e eu dei o amarelo, agora há pouco. Vou marcar, assim ele me respeita na próxima. Quem mandou abrir o braço”.

Repito: a insegurança de um árbitro jovem, que não estava preparado para ser FIFA, que ganhou o escudo internacional aprendendo ainda a apitar, sem experiência em grandes jogos, proporciona essas bizarrices. Afinal, considere: um árbitro da FIFA, em tese, seria aquele que poderia apitar qualquer jogo no mundo. É a elite do apito, o supra-sumo dos árbitros.

Em tempo: o VAR não pode participar de lances de amarelo, se fosse vermelho direto, sim. Se o árbitro tivesse entendido como agressão, deveria ter dado o vermelho (e aí o VAR poderia intervir).

Sobre a maratona e prestígio do árbitro na longa sequência de escalas, falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-Mys

Imagem extraída de: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada/bahia-x-flamengo-confira-horario-palpites-e-provaveis-escalacoes-1.3111027

– Pênalti de Cleiton em Endrick no Palmeiras 1×1 Red Bull Bragantino ou não?

Até 2018, sim. Daí em diante, não!

Lembremos que desde 2019 a FIFA reforçou: um agarrão precisa impedir que o atleta continue a jogada, pois agarrar por si só não é mais infração (puxar, idem).

O conceito é: se o atleta puder continuar e abdicar da jogada, não é infração. Se ele for empurrado e puder continuar a jogar, idem. 

Cleiton quase pratica uma carga faltosa em Endrick quando pula, pois demonstra querer segurá-lo mas se arrepende. Forte, o atacante palmeirense sente o contato, desvencilha-se e depois cai. Isso não é falta. 

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Amparo.

No geral, o árbitro Renan Pantoja de Quequi fez uma boa apresentação. Sabe dar a vantagem, tecnicamente foi bem e disciplinarmente cometeu um pecado: esperou Luís Henrique ser atendido para aplicar o cartão amarelo, e “esqueceu” de dar. Tem boa ação preventiva, mas foi fraco na questão de coibir a cera.

Tem potencial, é jovem, mas precisa corrigir a agilização do jogo.

As anotações no calor do jogo:

Aplicou muito bem uma vantagem aos 6m. O árbitro tem boa leitura de jogo.

Aos 11m, em um ataque do Amparo, havia um jogador claramente em impedimento. O bandeira 2 João Pedro de Morais não marcou (talvez segurou para uma vantagem) e o Paulista dominou e perdeu a bola. Deveria ter marcado o impedimento. Errou.

Em um chute ao gol de Arian, a bola bateu na cabeça de um zagueiro do Amparo. Antes de qualquer reclamação de mão, o juiz sinalizou que não foi nada. Muito bem, ele inibiu reclamações.

31m: o bandeira 1 Leandro Rodrigues acertou um lance difícil, de atleta impedido que é habilitado pelo toque do zagueiro que disputa a bola. Correto. Além disso, em outra oportunidade, ajudou na marcação das faltas.

Aos 36m, Eduardo Porto saiu da defesa, disparou, armou um contra-ataque e foi atropelado por Luís Henrique. A falta foi marcada, colocou a mão no bolso e esperou o jogador se levantar. Caído, foi atendido fora de campo e substituído. Não aplicou o Cartão Amarelo e errou. Sua primeira falha.

45m: Correto Cartão Amarelo a David.

No segundo tempo, começou a ter dificuldade em agilizar o jogo com retardamento do Amparo, mas isso é por falta de experiência. Se ajustará.

Após lesão do goleiro do Amparo aos 28m do segundo tempo, a equipe médica permaneceu em campo, com o jogo reiniciado, assistindo a partida. Ninguém percebeu que estavam em campo! Aos poucos, foram saindo. E se a bola fosse chutada ali? Precisa ter atenção.

Público: 1123 pessoas

Renda: R$ 16.670,00

Paulista 0x1 Amparo. Em cartões amarelos: 0x2. Em faltas: 10×16

– Hoje é Dia de Paulista!

Na reinauguração do gramado do Estádio Jayme Cintra, hoje transmitimos pela Rádio Difusora o jogo entre Paulista x Amparo pela 4ª divisão.

E sobre a arbitragem em: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/11/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-amparo-3/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia x Flamengo.

O jovem árbitro Paulo César Zanovelli da Silva, de Juiz de Fora / MG, tem 33 anos. Entrou para a FIFA nesse ano, tendo “surgindo para o Brasileirão da Série A” no ano passado. Um processo muito rápido… (afinal, a CBF tinha que arranjar um escudo da FIFA para MG, no lugar de Ricardo Marques Ribeiro, que hoje faz parte da Comissão de Árbitros e é quem dá aulas no PADA, a “reciclagem dos juízes”).

Comentei um dos seus primeiros jogos: São Paulo 3×0 Bragantino. E foi muito bem, mostrando potencial (aqui: https://wp.me/p55Mu0-35a). Depois, trabalhou em Red Bull Bragantino x Santos, onde caiu de produção

Nesse ano, está muito mal. Inventou um “pênalti de coxa” em Fluminense x Athlético (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/) e foi muito mal técnica e disciplinarmente em Grêmio x Bragantino (jogo onde “tudo virou mão, tudo virou falta”, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/07/analise-da-arbitragem-de-gremio-3×3-red-bull-bragantino/). Ontem, os amigos que acompanharam Fortaleza x São Paulo criticaram bastante a atuação dele também.

Sábado, estará em Bahia x Flamengo. Acho um risco tal escala… aliás, será seu 8º jogo em um mês, entre Brasileirão e Copa do Brasil (numa sequência de 3 jogos em 8 dias, passando por RS, CE e BA.). Aguardemos.

Bahia x Flamengo: confira horário, palpites e prováveis escalações - Jogada - Diário do Nordeste

Imagem extraída de: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada/bahia-x-flamengo-confira-horario-palpites-e-provaveis-escalacoes-1.3111027

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Verdão e o Massa Bruta, arbitrarão a partida:

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Bandeira 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Bandeira 2: Daniel Henrique da Silva Andre – DF
Quarto-árbitro: Lucas Canetto Bellote – SP
Assessor de Árbitros: Antonio Pereira da Silva – GO
VAR: Daniel Nobre Bins – RS
AVAR 1: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: André Luís de Freitas Castro – GO
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Sávio tem 37 anos e é natural de Guará-DF. Está há 9 anos no quadro nacional e entrou para a FIFA há pouco tempo. Neste ano, participou do Sul-americano Sub 17 (apenas em 2 jogos), no Brasileirão (1 partida – Flamengo x Goiás) e na Copa Sulamericana (1 jogo). É irmão de Wilton Pereira Sampaio, mas diferente dele, tem menor competência técnica e é irregular na questão disciplinar. Com a questão da “Tolerância Zero” pedida por Seneme ao comportamento dos bancos, tudo por acontecer com Sampaio, que repito, tem problemas de critério disciplinar.

Na memória recente, ainda o péssimo jogo no ano passado, entre Internacional x Botafogo (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/)

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do Palmeiras vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Sábado. 10/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As importantes perguntas sobre o escândalos de jogadores envolvidos em apostas.

A cada dia, surgem novos nomes de atletas envolvidos na “Máfia das Apostas. É surpreendente a gama de jogadores comprados pelo esquema do apostador Bruno López.

Questões importantes: 

  • O quão forte é esse cara? 
  • De onde ele surgiu e quem é ele?
  • Qual a origem do seu dinheiro?

Talvez, as duas principais dúvidas sejam: 

  • Como ele conseguiu chegar e convencer atletas importantes de equipes tão diversas?
  • E como clubes e autoridades podem blindar os jogadores, árbitros, treinadores e dirigentes?

Dos relatos, me impressiona o “linguajar de bandido” com Eduardo Bauermann, ou o sucesso na cooptação de Kevin Lomónaco (atleta que ganha bem, recebe em dia e que se sujeitou a participar do esquema por um “valor baixo”, se comparado aos seus recebimentos).

Se isso está acontecendo com atletas da Série A, imagine nos campeonatos estaduais, nas últimas divisões e, segundo os relatórios da empresa que monitora fraudes para a FPF, nos torneios femininos e Sub 20 – pois financeiramente são mais vulneráveis. 

É necessário que atitudes fortes sejam tomadas, a fim de que não se caia em descrédito nos jogos do Brasileirão. Afinal, pela desconfiança natural, toda bola que bater sem querer na mão e que virar pênalti equivocado, se dirá que o árbitro estará “na gaveta”; cada gol absurdamente perdido, será proposital do atacante “de esquema”, ou cada furada de zagueiro ou cartão duvidoso, é porque o atleta “estará vendido”.

É como um casal onde um dos cônjuges desconfia de traição: uma simples e rotineira ida ao médico de um dos parceiros, pode se tornar suspeita de “escapadinha para encontro amoroso”!

Que se tome cuidado para a questão da anulação dos jogos (defendida por um ou outro) ou nãoum equívoco cometido no caso da Máfia do Apito, de 2005, onde os árbitros vendiam seus serviços mas não praticaram ilicitudes nos jogos, sem alterações nos placares.

Algo precisa ser feito – rápido e com impacto (mas não creio que se deva parar o Campeonato Brasileiro, não há alteração de placar, mas situações do meio da partida).

Imagem extraída de: https://www.mktesportivo.com/2022/03/2021-registrou-903-jogos-suspeitos-de-manipulacao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo.

Para Paulista vs Amparo, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Renan Pantoja de Quequi
Árbitro Assistente 1: Leandro Fernandes Rodrigues
Árbitro Assistente 2: João Pedro de Morais
Quarto Árbitro: Carlos Eduardo Gomes
Analista de Vídeo: Cleber Luis Paulino

Renan tem 31 anos de idade e 5 anos de carreira, e é um caso curioso: até o ano retrasado, tinha apenas 1 jogo na A3 e 1 jogo na Bzinha, além de muitas escalas em categorias amadoras. No ano passado teve uma sequência boa de jogos e nesse ano se destacou na A3. Está indo bem na Bzinha, pois apitou, inclusive, União Barbarense x Rio Branco, na Rodada 2.

Na única vez que esteve no Estádio Jayme Cintra, teve uma boa atuação com vitória do Galo contra o Rio Branco. Relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/04/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-rio-branco/

O bandeira 1 Leandro Rodrigues é experiente e já atuou na A2. O bandeira 2 João Pedro Morais é jovem e trabalhou na A3.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Máfia do Apito e Máfia dos Apostadores.

É assustador o quanto pipocam nomes de jogadores que se venderam à uma máfia de apostadores. O último escândalo do futebol aconteceu em 2005, com a “Máfia do Apito”.

Para os mais jovens, uma recordação do episódio de 2005 abaixo. Esse texto tem 10 anos, quando testemunhei o que vivemos naquela ocasião, quando participamos de investigação do Gaeco:

10 ANOS DA MÁFIA DO APITO

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

– Quem avisa, amigo é…

Sávio Pereira Sampaio vai apitar Flamengo x Goiás. Tem como não lembrar dele e das lambanças de Internacional x Botafogo?
Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/

Paulo Zanovelli apitará São Paulo x Fortaleza.
Ele, no último domingo, marcou TODOS os lances de mão possíveis e imagináveis, desagradando a Grêmio x Bragantino (sem contar em um pênalti inexistente. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/07/analise-da-arbitragem-de-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Aliás, foi dele o “pênalti de coxa” no Fluminense x Athético: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/

Bráulio da Silva Machado apitará Palmeiras x Grêmio, e “promete fortes emoções”.
Foi ele quem deu o absurdo pênalti ao São Paulo contra o Internacional, no último domingo (e não foi punido): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/08/os-penaltis-inexistentes-em-sao-paulo-2×0-internacional-e-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Também ele que “caçou o treinador Pedro Caixinha” no Red Bull Bragantino x Cruzeiro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/
E, por fim, o desastre do começo do ano, em Sergipe x Botafogo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

O que Abel Ferreira, notório crítico de árbitros e frequente “amigo de cartões amarelos e vermelhos” estará projetando para a arbitragem de hoje?

Torçamos para que os árbitros não sejam protagonistas nessa rodada.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Coelho, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Rafael Rodrigo Klein tem 33 anos e é natural de Teutônia, RS. Em 2022, ele teve uma excelente sequência de escalas na Série B, culminando na sua primeira escala na série A.

No Gauchão de 2023, foi eleito o melhor árbitro do campeonato, e começou muito bem o Brasileirão. Teve uma ótima série de escalas na Série A (destaque para Vasco 2×2 Palmeiras), e, segundo muitos, será substituto de Anderson Daronco no quadro da FIFA em breve. Afinal, é bem mais jovem e melhor tecnicamente.

Das vezes que eu tive oportunidade de vê-lo em campo, tive a impressão de ser um árbitro “frio”, sendo “tranquilo até demais” em alguns momentos. Mas como está há pouco tempo na elite, vamos aguardar mais atuações.

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino vs América pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Quarta. 10/05, 19ho0. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

 

– Os pênaltis inexistentes em São Paulo 2×0 Internacional e Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Voltaram os pênaltis “de queimada”, aqueles da Regra “12-B”, somente existente no Brasil, onde a bola que bate no braço é infração, independente se intencional ou não, de movimento anti-natural ou natural.

Quando ocorreu a Copa do Mundo, todos esses lances polêmicos foram considerados involuntários, de movimento natural, e que não deveriam ser sancionados (que é o que manda a Regra 12 da IFAB). Com o início dos Estaduais, vimos uma frequência muito menor dessas marcações (e menor intromissão do VAR), pois o Mundial do Catar estava fresco na memória de todos.

Com o passar dos jogos, voltou-se, aos poucos, à retomada dos erros de antigamente.

Resumidamente, sem apego às terminologias técnicas e com uma didática mais popular para o leitor entender, a Regra diz: “Primeiro, avalie a intenção: quis ou não tocar a mão na bola? Depois, veja: ele disfarçadamente deixa o braço para a bola bater nele, agindo com um movimento físico não-natural“?

LANCE 1:

Avalie: no Morumbi, quando Marcos Paulo (SPFC) salva a bola em cima da linha e dá um bico para trás, fazendo a bola bater no braço de Igor Gomes (INT), foi um toque intencional do jogador gaúcho? O braço dele estava em um movimento antinatural? Ele tira o corpo, desviando-se, mas deixa o braço para que a bola toque nele?

A resposta é: NÃO, para as 3 situações. Ele está com o braço grudado no corpo, é um movimento natural. E acrescento (isso é importante): se ele estivesse com o braço aberto de maneira natural e a bola batesse nele, não seria pênalti também! Afinal, haveria tempo, reflexo, ou possibilidade de recolher o braço? Claro que não, pois foi um chute “à queima-roupa”.

LANCE 2:

Em Porto Alegre, o lateral Thomás (GRE) cruza a bola com muita força, e Jadsom (RBB) está em seu caminho. O jogador paulista recolhe rapidamente o braço (que estava em movimento natural) e ela ainda resvala em sua mão. Não houve intenção, tampouco movimento antinatural, muito menos o desejo da mão bater na bola. Ele fez o que pode, com o seu reflexo, a fim de evitar o contato. Marca-se pênalti?

E a resposta também é: NÃO, pelos mesmos motivos citados.

Os árbitros continuam se apegando em: “como a regra ainda é confusa no Brasil, na dúvida eu vou dar e alego que o braço está aberto, e esse é o meu subterfúgio”.

ISSO É ERRADO, reforçando que “braço aberto” não quer dizer nada, se for em movimento natural.

Toda essa pendenga começou em 2014, com a confusão de Jorge Larrionda, instrutor “queridinho da CBF” e que contaminou negativamente a arbitragem. Relembro meu texto extraído desse mesmo blog:

Já explicamos a dificuldade (e a teimosia que foi) de discernir o termo movimento anti-natural para os árbitros brasileiros. Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, fez uma lambança ao ensinar aos nossos juízes. A CBF comprou a ideia e insistia que estava certa (e o resto do mundo errado). Me recordo (tenho até hoje o recorte do jornal) que o Massimo Bussaca, responsável pela arbitragem da FIFA, deu uma entrevista ao Estadão (Jamil Chade ainda estava lá e foi o jornalista que fez a ótima pergunta) sobre tais lances:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”. (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-p).

Enfim: insisto na tese de que, árbitros mais jovens, com medo de punição, marcam pênalti a qualquer toque já que, muitas vezes, isso é aceito pelo “costume errado”. Árbitros FIFA, na TV, aplicam a Regra correta (a que é vista na Copa do Mundo) pois têm mais condição de justificar a correção de sua decisão. O que não pode é gente importante na TV polemizar algo que não tem polêmica.

– Análise da Arbitragem de Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Em um jogaço, com 31 finalizações (10 do Grêmio e 21 do Red Bull Bragantino), uma arbitragem atrapalhada.

Já havíamos falado que o árbitro Paulo Zanovelli estava em má fase técnica, sentindo o peso do escudo FIFA, e marcando pênaltis bisonhos (vide em: https://wp.me/p55Mu0-3fC). E nesta noite de domingo… não foi diferente.

Com apenas 1’44” de jogo, Thomás Luciano (GRE) cruza uma bola, com Jadsom (RBB) à frente. Ela vem forte, e o defensor tira o braço em movimento natural, com a bola resvalando nele. Claro lance acidental, não intencional e tampouco antinatural. O jogo segue, e eis que o VAR chama o árbitro. Durante 2 minutos de conversa com o VAR, sendo mais de 1 minuto no monitor, decide-se pelo pênalti. Errou. Esse era o erro comum antes da Copa do Mundo, os chamados “Pênaltis de Queimada Brasileiros”, que deixaram de ser marcados (felizmente) graças a visibilidade do Mundial do Catar.

Detalhe: aos 23m, uma bola “de supetão” bate igualmente no braço de um meio-campista do Grêmio e nada é marcado. Aí acertou.

Aos 29m, outro lance de movimento natural, dessa vez com Vina (GRE), e o árbitro marcou (de novo, errado) falta. O gremista levou amarelo ao fazer com as mãos o sinal de que o juizão precisava de óculos…

Para completar a bagunça, aos 43m (ainda do primeiro tempo), o jogador do Bragantino dá um bicão na bola que bate no braço de Bruno Uvini (GRE). Não tem como o braço desaparecer à “queima-roupa” e sem intenção. Errou de novo e ainda deu amarelo.

No segundo tempo, não tivemos polêmcias, felizmente. Mas a bola bateu nele por duas vezes…

A partida, em si, foi tranquila para se apitar (tanto que com 15 minutos, tínhamos apenas duas faltas marcadas).

Fico me perguntando: o que credenciou Zanovelli a ser FIFA, tão inexperiente ainda? E se ele manter esse ritmo ruim de atuações, continuará no quadro internacional?

Tem que voltar à escolinha… “Tudo é mão, e tudo com cartão”. Prejudicou o Grêmio e o Red Bull Bragantino, pois apitou com uma regra diferente da IFAB nessa partida do Brasileirão.

– O lance polêmico de Goiás x Palmeiras.

O lance polêmico da partida, aos 37m – Weverton dá um chutão para frente, lançando Rony. Halter comete uma falta, quando o atleta estava no ataque, e o árbitro aplica o Cartão Amarelo, entendendo que não foi jogo brusco grave (mas ação temerária), e nem era situação clara de gol (ele corria mais para o lado, não para o gol, além de ter um zagueiro voltando pelo meio).

Porém… 

O VAR o chama para rever o lance, e ele retira o Amarelo de Halter e aplica o Vermelho

Resta saber: reviu a decisão e entendeu como Jogo Brusco Grave ou entendeu como Situação Clara de Gol?

Para mim: a decisão inicial do árbitro, em campo, foi a correta. O VAR o “ludibriou” e ele errou…

 

– Análise da Arbitragem de Colorado Caieiras 2×4 Paulista.

Um jogo que não levou dificuldades ao iniciante árbitro Thiago Filipe Machado Chagas (apenas a sua segunda partida profissional apitada).

Tecnicamente, foi muito bem. Acertou nos lances mais viris (não foram muitos) e deixou o jogo seguir nos trancos legais. Não teve trabalho disciplinar (apenas um Cartão Amarelo ao goleiro reserva) e se colocou razoavelmente (precisa evitar que a bola bata nele, como ocorrido num importante ataque do Colorado).

Uma falha grave: parar o jogo para uniformizar os gandulas! Isso é tarefa do 4º árbitro no vestiário. E se precisar fazer isso durante a partida, não tem que deixar o jogo paralisado.

Outro erro, a ser corrigido pela inexperiência: a demora em agilizar a partida. Não foi um jogo faltoso, mas que existiriam diversas paralisações e que ele deixou o tempo correr. Fica o conselho para melhorar nisso.

Parece ter bom potencial, e por ter apenas 29 anos, pode evoluir. Gostaria de vê-lo num jogo com mais dificuldade.

Anotações da partida: 

Aos 4 minutos, o árbitro (jovem, que tem que ganhar experiência), parou o jogo por 40 segundos para que os gandulas se uniformizassem. Não pode… tem que ver isso antes da bola rolar, e não deve paralisar a partida por conta disso. Ordene ao 4º árbitro e o jogo deve seguir.

Aos 8 minutos, Arthur Moura pediu falta, mas não foi: tranco legal, que corretamente o árbitro deixou seguir.

Aos 12m, Arthur Moura pediu bola na mão do seu marcador, não foi nada. Acertou ao árbitro ao deixar seguir.

Aos 24m, Thomás Lamin avança, dribla e quando Morungaba vai roubar a bola, se joga. Acertou novamente. A arbitragem ao não marcar pênalti.

Aos 27m, a bola bateu no árbitro e teve que se marcar bola ao chão (poderia estar melhor colocado). No reinício, o Colorado perdeu o ataque… um detalhe da Regra (que entendo, precisa mudar).

Aos 30m: O árbitro tem dificuldade em agilizar o jogo, é algo a ser corrigido. Não só nesse momento, mas em vários outros.

Acréscimos do 1º tempo: o árbitro esqueceu de acrescentar o tempo perdido das paralisações inúmeras e do gol comemorado (conforme a regra nova). Os 3 minutos indicados foram pouco.

Até aos 20m do 2º tempo, NADA relevante. Apenas 5 faltas nesse período. Partida tranquila para o juizão.

24m no 2º tempo: novo atendimento médico a atleta lesionado. Sem preocupação em agilizar a partida… esse ee um defeito do árbitro, a ser corrigido.

30m no 2º tempo: trombada de Arthur Moura e Maicon, não foi nada, acertou de novo o árbitro.

31m no 2º tempo: que cáca! Felipe Vioti e Koiote ficaram olhando a bola, perderam ela “de bobeira”, e o Colorado empata com Thomas Lamin.

34m no 2º tempo: Koiote, que falhou, faz o 3º gol do Galo na falha do goleiro de Caieiras.

41m no 2º tempo: continua tendo dificuldade em agilizar o jogo…

– Fluminense 1×1 Vasco da Gama: o sutil Felipe Melo e a obstrução em Gabriel Pec.

Alguns amigos me perguntaram se Felipe Melo deveria ser expulso pela falta em Gabriel Pec, matando um ataque com uma possível cotovelada.

Não foi cotovelada! Reveja nesse bom ângulo que o atleta tricolor faz um paredão com uma “bundada” no oponente cruz-maltino. De fato, o braço está aberto, e talvez pelo histórico de virilidade em jogadas, possa levar o torcedor mais afoito a interpretar errado.

Foi bem Wilton Pereira Sampaio na aplicação do Cartão Amarelo, auxiliado pelo bandeira Bruno Raphael Pires (que tinha ótima visão do lance).

Em: https://www.tiktok.com/@geglobo/video/7230241274220088581

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Tricolor Gaúcho contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva – MG (FIFA)
Bandeira 1: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
Bandeira 2: Marciano da Silva Vicente – MG
4º Árbitro: Roger Goulart – RS
Assessora: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: Flávio Barroca – RN
AVAR 2 – Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Souza Santiago – MG

Paulo tem 33 anos, é natural de Juiz de Fora/MG e entrou na FIFA nesse ano.

Em 2022, apitou SPFC 3×0 RBB, com boa arbitragem (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-35a). Depois esteve em RBB 0x2 SFC (onde não foi bem tecnicamente: https://wp.me/p55Mu0-36Y). Em 2023, Zanovelli foi criticado em partidas do Campeonato Mineiro, e no Brasileirão, cometeu um erro grosseiro em Fluminense x Athletico, corrigido pelo VAR, (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/).

É um árbitro promissor, mas parece que o escudo da FIFA está pesando nesse começo de temporada.

Acompanhe conosco o jogo do Grêmio vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 07/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo para Colorado Caieiras x Paulista FC:

Para o jogo do Galo em Caieiras, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Thiago tem 6 anos de carreira e 29 de idade. Apitou apenas 1 jogo profissional na carreira: Itararé x Osvaldo Cruz, no ano passado, em meio aos jogos Sub 11 e Sub 13 que atuou. Nesse ano, trabalhou no Sub 20.

Quando iniciantes como ele acessam a Intranet da Federação Paulista e descobrem que estão escalados em um jogo de time importante (como o Paulista), abrem um sorriso enorme e falam para os amigos: “vou apitar uma partida de um clube que já foi Campeão da Copa do Brasil”. E chegam motivadíssimos para a partida.

Porém, para dar suporte ao novato, há dois bandeiras que têm experiência em A1. E isso é bom, pois mostra coerência num trabalho de renovação.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Colorado Caieiras x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Domingo, às 11h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 10h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Racing 1×1 Flamengo: Sacar ou não um jogador pendurado por Cartão Amarelo?

Na Argentina, Sampaoli poderia evitar ou não a perda de Wesley por expulsão?

As expulsões do jogo Wesley deu uma entrada dura (ação temerária) em Rojas aos 12m, e foi corretamente advertido com Amarelo. Aos 24m, Hauche faz igualmente uma falta forte em Ayrton Lucas, recebendo amarelo (e repete outra falta 1 minuto depois, no mesmo jogador, sendo expulso pela reincidência). Assim, jogando com um a menos, o Racing pressionava por uma “compensação”. Porém, o árbitro Jesus Valenzuela corretamente sustentou sua arbitragem, e, por nova falta de Wesley, somente aos 25m do 2º tempo, o expulsou pelo segundo amarelo.

Considere: quando um jovem atleta recebe o Cartão Amarelo muito cedo, até pela falta de experiência, ele acaba se pressionando para não receber o Cartão Vermelho. Naturalmente, dentro dessa pressão, ele pode se condicionar “a tirar o pé”.

Um exemplo prático: Pela 4a divisão paulista, Morungaba (meio-campista do Paulista FC) em dois jogos seguidos cometeu 4 faltas no 1º tempo e recebeu o Amarelo. Em ambos jogos, jogou o segundo tempo com muito cuidado, diminuindo a virilidade das disputas e sendo cuidadoso ao extremo (em alguns momentos, evitando cometer faltas). Em entrevista ao repórter da Difusora Francisco José, o treinador Roberval Davino confessou porque o manteve em campo nas duas ocasiões:

“O elenco é reduzido, eu não tinha outro jogador com aquela característica e orientei bastante ele no intervalo para não receber o Segundo Amarelo. É o que dava para fazer”.

Diferente do Paulista na 4ª divisão, o Flamengo na Libertadores tem elenco para não correr riscos. E Wesley não é insubstituível.

Fora isso, considere: tendo o árbitro expulsado um jogador no 1º tempo do time da casa, seria natural a pressão para que se expulsasse “o quanto antes” um do visitante. E o óbvio acontece: os jogadores vão forçar as jogadas pra cima de quem estiver mais propenso a receber o segundo cartão. 

Foi um risco que Sampaoli correu. Faz parte da estratégia de jogo.

Em tempo: Wesley ainda foi acusado de cometer um pênalti aos 15m do 2º tempo, por mão na bola. Não foi nada, foi movimento NATURAL e não pode ser marcada a infração.

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo (Foto: Luis ROBAYO / AFP, extraído de: https://ge.globo.com/futebol/libertadores/jogo/04-05-2023/racing-flamengo.ghtml)

 

– No futebol, não basta trabalhar duro. Tem que ser inteligente!

Gostei desse vídeo, que vem do futebol feminino: não basta trabalhar duro, tem que ser inteligente.

Veja nesse link a cobrança de falta bem ensaiada (e disfarçada – repare na jogadora camisa 3): 

Em: https://www.linkedin.com/posts/tatianevita_paratodsverem-carreiras-carreifa-activity-6913440494458937344-OeA0?utm_source=linkedin_share&utm_medium=member_desktop_web