– Seneme e Lugano, sobre Abel. E a ótima iniciativa da CBF para melhorar o desempenho dos juízes.

Seneme não gostou da “amarelada” de Raphael Claus ao dar somente amarelo a Abel no último domingo. E ontem, o chefe dos árbitros disse em seu Programa na TV da CBF:

“Foi inusitado. O Raphael Claus tem muita experiência, é um árbitro com nome. Ele tentou administrar uma situação que para a regra do jogo não seria administrada com amarelo. A verdade é que a maneira como foi a relação, essa ação entre o Abel e o Calleri foi uma ação muito forte. Isso é uma ação de cartão vermelho. O cuidado que temos que ter é com o jogador. Por sorte o Calleri não foi para o confronto. Porque você imagina se um tivesse empurrado o outro. Se expulsa os dois do campo, quem seria o mais prejudicado? Quem tem o jogador ou o técnico expulso? Quem ficaria com um a menos dentro do campo. Por isso a regra é mais rigorosa com os técnicos. Por isso essa ação, que muitas vezes com os jogadores seria amarelo, com o técnico não. Para o técnico é uma ação de cartão vermelho. Por isso, na nossa visão, o cartão correto era o vermelho para o Abel”.

Lembremo-nos: por conta da Supercopa entre Flamengo x Palmeiras e o péssimo comportamento dos treinadores naquele jogo, Seneme determinou a “Tolerância Zero” (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/04/seneme-esta-bravo-aumentara-o-rigor-dos-arbitros-mesmo/).

Já falamos em outra oportunidade: Abel Ferreira elogiou Claus anteriormente (o único aceito por ele), numa estratégia que funcionou. Os números também mostram isso: https://professorrafaelporcari.com/2023/06/12/ficou-barato-para-claus-por-sorte-abel-nao-o-expulsou/

Enfim: Seneme deu um puxão de orelhas em Claus (não vai suspendê-lo, pois precisa dele) e deixou um alerta aos demais árbitros nas entrelinhas: não deem privilégios ao Abel.

Aliás, o que ele tem de qualidade como treinador, tem na mesma proporção de briguento: arrancou o celular do jornalista, intimidou Calleri, e por aí vai.

Em tempo: Lugano, ex-zagueiro da ESPN, levantou algo observado por muitos: Abel cria as situações para tirar o foco dos atletas. Disse o uruguaio:

“Dá para perceber que ele está desesperado, todo fim de semana, para chamar atenção. Eu acho que é estratégia, não pode ser casualidade. Ele utiliza este modo de se comunicar, enganando, falando que fazendo isso o time vai jogar melhor. Eu imagino o capitão do Palmeiras, o treinador quer que você ganhe o jogo e ele insinua para a torcida que eu e meus companheiros jogamos bem ou tivemos força porque o treinador fez alguma coisa fora da linha. Eu ficaria p*** da vida, não aceitaria. Eu imagino os jogadores do Palmeiras um pouco constrangidos com isso. É falta de respeito ao jogador. Discutir com o árbitro já está errado, mas com o jogador adversário, botar o dedo na cara? Gritar na cara? E, além de tudo, o mais preocupante: ele estava no Morumbi, e essa atitude gerou uma discussão de violência no estádio. O torcedor mudou de humor. Por sorte não tinha torcida adversária. Não sei como o Calleri teve essa energia. Em outro momento, o futebol sul-americano, há 10 anos, essa atitude terminaria com o Abel no hospital, gerando uma violência difícil de conter. Calleri foi muito bem em diminuí-lo, e meio que falar ‘você está atuando para a sua torcida, está fazendo um teatro para chamar atenção’. Calleri foi muito mal depois, de aceitar as desculpas. Acho que não deveria aceitar as desculpas de um cara que grita na sua cara. Eu nunca vi isso. O treinador adversário gritar na cara de um rival, eu nunca vi no futebol porque, obviamente, terminaria em briga generalizada.”

Eu insisto: Abel traz para ele os cartões, evitando que os jogadores do seu time recebam advertências (vejam como dentro de campo o time é fair-play). É estratégia de jogo.

Atualizando: nos próximos dias, haverá uma “mini intertemporada” para os árbitros, onde ex-árbitros e treinadores de árbitros italianos (Gianvito Piglionica e Cristiano Ciardelli) palestrarão para os juízes, no evento chamado de Seminário FIFA de Análises Táticas de Futebol para Árbitros. Parabéns pela boa iniciativa, para mostrar outra visão do jogo para a arbitragem.

Imagem: Print de tela

– Ficou barato para Claus. Por sorte, Abel não o expulsou.

Já abordamos que Raphael Claus era o único árbitro com “passe livre” de Abel Ferreira (leia essa importante postagem para entender: https://wp.me/p4RTuC-NjA).

Os elogios do treinador ao árbitro na entrevista da final do Paulistão, se acontecessem na Inglaterra, não ficariam (acredite) impunes. E isso teve reflexo no jogo de ontem, pelo Brasileirão. Um exemplo:

O técnico Rafa Benitez (na ocasião no Chelsea) elogiou um árbitro e foi punido pela Premiere League. E a lógica era:

  • Quando se critica o árbitro, se desrespeita a autoridade. Quando se elogia, se assedia (e isso pode gerar uma benesse posterior, pressionando o árbitro).

Na partida São Paulo x Palmeiras (onde tecnicamente Claus não comprometeu, errando em um pênalti inexistente e corrigindo posteriormente pelo VAR), Abel intimidou Calleri num lance atípico, de pura indisciplina e que não deveria acontecer – recebendo apenas Cartão Amarelo. No segundo tempo, após seu assistente João Martins ser advertido pelo Cartão Amarelo, Abel aplaudiu ironicamente a decisão do árbitro (que é atitude para Cartão Amarelo). Ainda assim, não recebeu a advertência, que geraria a expulsão (repare que Claus adverte João Martins e Lucas Silvestre, e durante a caminhada para a advertência, Abel tenta interpelar o árbitro que até dá uma ameaçada de ir para o técnico mas só o adverte verbalmente).

Está ficando chato ver, rodada a rodada, o mau comportamento do vencedor treinador (mas que é muito folgado). Nesta partida, a autoridade em campo foi de Abel, e não de Claus. Se bobear, o técnico expulsaria o juizão e Seneme ficaria com seu time desfalcado para a próxima escala.

São Paulo x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes - Estadão

Imagem extraída de: Estadão.com.br

– Claus no Choque-Rei do Brasileirão.

Escrevemos sobre Raphael Claus ser o único árbitro “garantido” para os confrontos da Copa do Brasil entre Palmeiras x São Paulo. E, no dia seguinte, também foi escalado para o jogo de hoje pelo Brasileirão.

Os motoivos em: https://professorrafaelporcari.com/2023/06/07/seneme-desde-ja-cocando-a-cabeca-para-a-escala-da-copa-do-brasil-entre-palmeiras-x-sao-paulo/

– Seneme, desde já, coçando a cabeça para a escala da Copa do Brasil entre Palmeiras x São Paulo.

Imagem extraída do site do Palmeiras.

– Análise da Arbitragem de Atlético Mineiro 1×1 Red Bull Bragantino.

O árbitro Rafael Rodrigo Klein apitou um jogo fácil, pouco faltoso e sem muito trabalho.

Errou em algumas faltas não marcadas e outras marcadas, e acertou na maioria dos cartões. Porém, foi rigoroso no Amarelo a Leo Realpe.

Acertou em permitir a vantagem, quando pode, mas não se preocupou em agilizar o jogo.

Ele tem um defeito: por duas vezes a bola quase bateu nele, precisando tomar cuidado com o seu posicionamento.

Um lance difícil: o gol anulado de Paulinho, por impedimento de Maurício Lemos, quando cabeceia para o ataque. O VAR milimetricamente anulou o gol, mas ainda assim ficou-se a dúvida pelas linhas tracejadas. Na Inglaterra, elas foram engrossadas para favorecer o ataque e, se fosse lá, seria gol.

As anotações lance a lance:

———1º tempo

Aos 10m, se posicionou mal e quase atrapalhou o ataque do Atlético.

Aos 13m, Mariano obstruiu Vitinho, juizão mandou seguir.

Aos 28m, Cartão Amarelo ao Lucas Evangelista por ação temerária.

Aos 34m: Antes de Lucas Evangelista tocar para Eduardo Sasha, Mosquera sofre uma falta de Battaglia. O árbitro deixa seguir e sai o gol.

Aos 38m: Cartão Amarelo a Leo Realpe, por falta em Vargas. Foi uma advertência desnecessária.

———2º tempo

Ao 1m: Pavon dá uma entrada muito forte em Juninho Capixaba, que se lesiona. É falta para Cartão Amarelo, e o árbitro nem falta dá. Errou.

Aos 35m, Lemos faz a falta e recebe Amarelo. Mariano reclama e recebe também.

Aos 41m: Gol anulado do Paulinho: A dúvida surgiu no cabeceio de Lemos. As linhas traçadas mostraram um milimétrico de zaga e ataque, com ombro do atleticano à frente do ombro do bragantino. Se fosse na Premiere League, com linhas mais largas, o gol seria validado.

Atlético-MG x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das  equipes - Estadão

Imagem extraída de Terra.com.br

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×2 Colorado.

Rodrigo Gomes Paes Domingues foi muito bem na partida, transmitindo segurança na sua arbitragem. Vamos à análise e alguns dados:

O árbitro permitiu o jogo fluir e corretamente só parou a partida em choques de cabeça (que foram muitos). Mostrou tranquilidade, mesmo quando o jogo ficou um pouco mais nervoso. Ótimo que tenha sido assim.

Disciplinarmente, perfeito: Cartões Amarelos todos corretos (não faltou aplicar nenhum) – sendo bem criterioso (essa questão disciplinar foi um ponto forte do árbitro). Vynicius inclusive, cometeu duas faltas idênticas e foi expulso pelo segundo amarelo. Thomas Lamim deu uma cotovelada certeira em Morungaba (61m) e foi expulso pelo Vermelho Direto. Tudo certo (detalhe: olhe quanto tempo o Paulista jogou com dois atletas a mais… e tivemos mais 10 minutos de acréscimos).

Apenas uma falta não marcada em Pepi (PFC), mas que estava no lado cego do árbitro e que deveria ser marcada pelo bandeira Fausto Viana– que não o fez. Fausto, a propósito, acertou ao não entrar na pressão de um suposto gol onde a bola foi tirada em cima da linha (ele estava bem posicionado).

Tecnicamente, foi bem também. Houve um lance mais polêmico, onde Paulinho tentou cavar um pênalti e ele estava atento. Idem a Gustavo, que simulou e recebeu Amarelo.

A grande situação do jogo foi: o excesso de “chuveirinho na área”, a partir do momento em que o adversário ficou com 9. O Paulista não iria marcar gol assim…

Gols: 1×2. Cartões Amarelos: 2×1. Cartões Vermelhos: 0x2. Faltas: 14×15.

Renda R$ 22.170,00
Público: 1235 pagantes.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Colorado Caieiras.

Para Paulista x Colorado, arbitrará:

Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues
Árbitro Assistente 1: Fausto Augusto Viana Moretti
Árbitro Assistente 2: Leonardo Augusto Villa
Quarto Árbitro: Amilton Ferreira Alves
Analista de Vídeo: Renato Durval do Carmo

Me chama a atenção que, diferente de todo o campeonato, onde jovens árbitros tiveram oportunidade de apitar e/ou veteranos que nunca subiram de divisão estavam escalados, para Paulista x Colorado temos um trio de série A2 (assim como Rio Branco x Ska Brasil, que terá Thiago Scarascati, da A1).

Rodrigo apitou União Barbarense x Paulista e Barretos x Paulista na A2, depois apitou XV de Piracicaba x Paulista pela Copa Paulista e também Paulista x Primavera pela A3. É bom árbitro.

Costuma estar bem atento na partida, coíbe cera e é criterioso nos cartões. Tem grandes virtudes e é uma boa escala.

Um dos seus jogos que analisamos, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/03/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-primavera/

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Ska Brasil x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Atlético Mineiro x Red Bull Bragantino.

E para o jogão entre o Galo vs Massa Bruta, arbitrará a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein – RS
Bandeira 1: Tiago Augusto Keppes Diel – RS
Bandeira 2:  Maira Mastella Moreira – RS
4º Árbitro: Felipe Fernandes de Lima – MG
Assessor: Reginaldo Vasconcelos – AM
VAR: Rafael Traci – SC
AVAR: Helton Nunes – SC
AVAR 2: Dênis Serafim – AL
Observador de VAR: Marcos André Gomes da Penha – ES

Perceba: é o mesmo trio de arbitragem gaúcho que apitou Red Bull Bragantino 2×2 América, há exatamente 1 mês. De lá para cá, o árbitro apitou mais 5 partidas.

Rafael Rodrigo Klein tem 33 anos e é natural de Teutônia, RS. Já falamos que ele foi promovido para a Série A devido às boas escalas na Série B no ano passado, além de ter sido eleito o melhor árbitro do Campeonato Gaúcho de 2023. Está sendo preparado para ir à FIFA, no lugar de Anderson Daronco.

Ele tem aproveitado bastante as suas chances, mas uma curiosidade: em 12 jogos nesse ano, o time da casa venceu 6 vezes e ocorreram 6 empates também. Ou seja: time visitante ainda não ganhou com ele no apito! Será nesse sábado que isso mudará?

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do Atlético Mineiro vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem de Rafael Porcari. Sábado, 10/06, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os novatos que apitarão na próxima rodada do Brasileirão e o “veterano para a segurança”.

André Luiz Skettino Policarpo Bento, mineiro de Sabará, com 29 anos, apitará Corinthians x Cuiabá (seu primeiro jogo na série A). No ano passado, apitou Sub 17 e série C.

Bruno Mota Correa, carioca de 33 anos, apitará Coritiba x Santos. Uma novidade no apito.

Rodrigo José Pereira de Lima, pernambucano de 36 anos, apitará Bahia x Cruzeiro.

João Vitor Gobi, paulista de 33 anos, apitará América x Athletico (há 4 anos, apitava a 4ª divisão paulista).

Raphael Claus, paulista de Santa Bárbara do Oeste com 43 anos, apitará seu enésimo Choque-Rei (já falamos que para confrontos importantes do Palmeiras, só temos Claus “aceito” pelo Abel Ferreira – clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-Ndb.

A questão é: Seneme está tentando renovar o quadro na marra. E onde não dá para testar, vai na chamada “escala de segurança”.

– Euricão, Suicídio, Fair Play e a Arbitragem Feminina e Gay. O que dizer?

Texto de 2015, mas muito curioso para os mais jovens que não conheceram o politicamente incorreto Eurico Miranda:

Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco da Gama, realmente é uma figura ímpar. Sem papas na língua, em entrevista à Rádio “DIA FM” na última 4a feira, ao ser questionado sobre Fair Play, respondeu:

“Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, porra? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo.”

Sobre mulheres e homossexuais na arbitragem, ele ampliou o tema e foi mais enfático! Disse que:

Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado“.

Sobre os problemas extra-campo do jogador Bernardo e sua suposta tentativa de suicídio, disse Eurico:

“É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”.

E aí, o que achou das declarações de Eurico Miranda?

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Imagem extraída de Goal Brasil. Quem souber do autor, favor informar para crédito.

– Análise da Arbitragem de Estudiantes 1×1 Red Bull Bragantino.

Eu esperava muito mais do árbitro Kevin Ortega (disse aqui sobre ele: https://wp.me/p4RTuC-Nbg).

Deixou de marcar algumas faltas (mais fortes do que as comuns), e marcou outras que não foram. Portanto, tecnicamente, não foi legal.

Disciplinarmente, aplicou os cartões amarelos que precisava, e deixou de dar alguns outros (prova de critério não-uniforme: a falta cometida por Matheus Fernandes que não rendeu amarelo – e que deveria; e depois a de Lucas Evangelista que rendeu amarelo – e que não era). Pior: não soube se impor com a advertência verbal, e os jogadores “cresceram para cima” dele.

Fisicamente, correu e seu posicionou muito bem. Mas é pouca virtude para um árbitro FIFA.

O erro capital: aos 63m, a bola é lançada na área e cabeceada por um atacante. Ela bate despretensiosamente na mão de Juninho Capixaba, que está em movimento NATURAL (não importa se o braço está aberto, se vai no gol, ou algo que o valha: deve-se avaliar a distância, a velocidade da bola e a naturalidade ou não). O árbitro não marcou, e depois de ir ao VAR, mudou de opinião. E errou duas vezes: mão em movimento antinatural, como ele entendeu, não é para cartão amarelo. Juninho já tinha um amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. (para quem tem curiosidade para saber o que é para se marcar ou não, clique aqui para a explicação didática: https://wp.me/p4RTuC-nGJ).

Abaixo, algumas anotações de erros observados:

Aos 4m, Thiago Borbas (URU) escorreu e atingiu acidentalmente Lollo (EST),           eu abri os braços. O árbitro entendeu falta temerária do argentino. Errou.

Aos 14m, Juninho Capixaba deu uma entrada muito forte em Godoy, a bola continua em disputa, e vai para Jorge Rodriguez, que dá um “pé-de-ferro” conjuntamente com Juninho. Pelo lance anterior, Cartão Amarelo ao brasileiro.

Aos 17m, assistente técnico do Estudiantes foi expulso.

Aos 22m, Santiago Nunes empurra Vitinho e o árbitro nada marca.

Aos 24m, Mosquera sem bola comete falta a se enroscar com seu adversário.

Árbitro tem dificuldade de impedir tantas faltas e milongas dos argentinos.

Aos 35m, Matheus Fernandes deu uma entrada forte no Godoy, e ele nada marcou.

Aos 50m, Lucas Evangelista cometeu uma falta comum, e agora resolveu dar Amarelo. Ou seja: sem critério.

Aos 63m: A bola bate na mão de Capixaba em movimento natural, e ele entende que foi antinatural (após muito tempo no VAR).

Se fosse movimento natural, aplicaria o Amarelo. No antinatural, não tem cartão. Errou duas vezes o árbitro, pois era o 2º do jogador.

Aos 70m: Falta de Vitinho, e todo mundo vai para cima do árbitro. Perdeu a moral.

Jogo continua faltoso. Torcida joga objetos em Cleiton.

Cartão Amarelo correto para Alerrandro. Entrou e fez falta temerária

Estudiantes x Red Bull Bragantino pela Sul-Americana 2023: onde assistir ao vivo

Imagem: Conmebol.

– Seneme, desde já, coçando a cabeça para a escala da Copa do Brasil entre Palmeiras x São Paulo.

Teremos Palmeiras x São Paulo (no Morumbi e depois no Allianz), decidindo quem passa para as semifinais da Copa do Brasil. E desde já um jogo complicado, pois a eliminação do Verdão para o Tricolor no ano passado foi cheia de contestações (relembre os lances polêmicos daquela arbitragem aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/07/15/os-3-lances-polemicos-de-palmeiras-2×1-sao-paulo-pela-copa-do-brasil/).

Vuaden numa dessas próximas escalas? Nem pensar. A lógica seria colocar os dois melhores árbitros do Brasil: Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus, que são os últimos mundialistas.

Bráulio Machado seria uma opção? Talvez.

– Edina Alves Batista? Pode ser (se não estiver já concentrada para a Copa do Mundo Feminina).

Flávio de Souza com Ramon Abatti Abel correndo por fora? Quem sabe…

– O veterano Marcelo de Lima Henrique ressurgindo para jogos de maior apelo? Uma ideia.

Mas creio que não serão nenhum deles.

Se Seneme usar a razão, e mostrar que ninguém interfere em seu trabalho, Wilton e Claus poderiam ser confirmados hoje. O problema é: o Palmeiras vetou (isso é informação) os irmãos Sampaio (Wilton e Sávio) por conta dos cartões a Abel, além do bandeira Bruno Boschilla.

  • Trazer estrangeiros seria a solução? Ótimo, mas não virão… e seria muito bom se viessem: o cara vem aqui, apita e vai embora (sem se preocupar com veto na CBF).
  • Escalar Raphael Claus na ida e na volta? É uma alternativa, e eu não me surpreenderia…

E por quê o treinador Abel Ferreira gosta tanto de Raphael Claus (pois o elogiou na final do Campeonato Paulista, no ano passado, em coletiva)?

Explico: Abel respeita Claus pois sabe que ele estará nos principais jogos da sua equipe, especialmente nos clássicos de maior rivalidade – e sabe que pode ser expulso por ele e ser contestado (mais ainda) pelo destempero em jogo importante. Assim, nos jogos em que o árbitro paulista apita (que normalmente são decisivos), o treinador se preserva das costumeiras reclamações que faz.

Vamos justificar essa explicação?

Nos últimos 3 anos, Claus apitou as 3 finais do Paulistão, com o Palmeiras estando presente nelas.

  • Neste Paulistão 2023, Claus apitou tanto o São Paulo quanto o Palmeiras contra o Corinthians. Nenhuma derrota do Verdão em jogos com ele (além da final entre Palmeiras 4×0 Água Santa).
  • No Paulistão 2022, Claus apitou vários jogos do Palmeiras, incluindo o clássico com o Santos (nenhuma derrota com ele no apito também, inclusive a final entre Palmeiras 4×0 São Paulo – mesmo placar desse ano).
  • No Paulistão 2021, Claus apitou vários jogos do Palmeiras, incluindo duas derrotas contra o São Paulo – uma delas, na final.

E no Brasileirão…

  • Em 2023, Claus apitou o Palmeiras x Santos, jogo que terminou empatado.
  • Em 2022, Claus apitou o Palmeiras contra o Corinthians, com vitória (e pela Copa do Brasil, no jogo de ida, com derrota para o São Paulo).
  • Em 2021, Claus apitou Palmeiras contra o Corinthians (com derrota) e contra o Santos (com vitória).

Como se vê, em “jogo grande do Palmeiras”, coloca-se o Claus, que o Abel não reclama e ainda por cima o saldo costuma ser positivo – e time de futebol tem isso: superstição! O palmeirense não podia ver o nome de Paulo César de Oliveira nas escalas que já reclamava que “com o PC nunca ganhava”. E as derrotas realmente aconteciam, com reclamações ao árbitro. Lembram-se do “fala muito” de Tite e Felipão, no final de Abril de 2011? Ali, ambas equipes pediram o Paulo: o Palmeiras achando que ele sentiria pressão, e o Corinthians pois sabia que o Palmeiras não gostava do árbitro…

Se fosse para apostar (ih, não se fale em site de apostas esportivas), a única que eu faria é que Raphael Claus apita PELO MENOS um dos jogos do Palmeiras (o da volta, mais provável).

Importante: não existe mais sorteio de árbitros, é audiência pública. Quem escala, marca o horário da divulgação dos árbitros e JUSTIFICA o critério de escolha, PODENDO, naquele momento único, os interessados contestarem a escala. Mas… alguém tem coragem de ir a uma audiência contestar? Se nem quando era sorteio (que em tese, a decisão era da bolinha), os cartolas íam…

Imagem extraída do site do Palmeiras.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Estudiantes de La Plata x Red Bull Bragantino.

Para o importante jogo do Massa Bruta contra Los Pinchas pela Copa Sulamericana na Argentina, arbitrará a partida a seguinte equipe:

Árbitro: Kevin Ortega (PER)
Bandeira 1: Michael Orue (PER)
Bandeira 2: Jesus Sanches (PER)
4º árbitro: Diego Haro (PER)
VAR: Bryan Loayza (EQU)
AVAR: Jonny Bossio (PER)
Assessora dos Árbitros: Patrício Loustau (ARG)
Quality Manager: Sérgio Cristiano (BRA)

Por coincidência, tivemos Caros Ortega (colombiano) apitando o jogo de ida entre o Braga e o Estudiantes. Neste, de volta, outro Ortega, melhor gabaritado: Kevin Ortega Pimentel, 31 anos, natural de Lima, há 8 anos apitando a Primeira Divisão do Peru e há 4 no quadro da FIFA.

No seu primeiro ano na FIFA, já apitou Libertadores e Eliminatórias da Copa. Tem ótimo condicionamento físico, é bom tecnicamente e possui média de aproximadamente 6 cartões amarelos por jogo. Estava, nas folgas da Libertadores e da Copa Sulamericana, apitando na Liga Saudita.

Esteve na Copa do Mundo 2022 no Catar, sendo o árbitro mais jovem do Mundial, trabalhando incansavelmente como 4º árbitro. Em tese, não teremos problemas.

Curiosidade: O Estudiantes é o único clube não inglês a comemorar um título no Estádio Old Trafford, vencendo o Manchester United no Mundial de Clubes de 1968.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 07/06, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Pênalti em Koyote?

Comentamos no último sábado Ska Brasil 1×0 Paulista (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/06/03/analise-da-arbitragem-de-ska-brasil-1×0-paulista/).

Porém, um lance “escondido”, que apareceu pós-jogo e que não foi flagrado a contento na transmissão: um pênalti cometido por Derick em Koyote: foi ou não? Originalmente, um torcedor filmou e o reproduziu. E dele surgiu a dúvida, enviada por vários amigos.

Reproduzo, abaixo, o que respondi ao amigo Rodrigo Debora no Facebook:

Veja que interessante – e pela visão de árbitro, que sempre faz uma leitura de jogo diferente (não “melhor”, repito, “diferente”, buscando com a frieza entender): pelo Youtube, a impressão que dá para mim é: o Derick (5) faz aquela marcação de agarrar o adversário na hora da cobrança. Quando ela entra em jogo e viaja pela área, o Koyote consegue se desvencilhar mas cai. E o que se deve fazer:
– Para mim, pênalti por imprudência (significa: ele não quis fazer o pênalti, mas na sequência desequilibrou e fez). Não há cartão amarelo.
Poderia ser (se aparecer outra imagem) pênalti por ação intencional (eu agarrei o adversário e não o soltei de propósito, continuando abraçado a ele). Seria para cartão amarelo.
O que me pareceu que o árbitro entendeu (e ele estava de frente para a jogada e mandou levantar): que o agarrão não impediu a continuidade da jogada e Koyote sentiu o contato e se jogou. (que é a orientação de 2021 para atenção a esses lances).
– Há dois anos, a Orientação da Regra 12 mudou: lances de empurrão e agarrão devem ser marcados somente se forem contínuos e desequilibrarem de fato um atleta, ou impedirem de jogar. Ou seja: se o jogador for agarrado e não tentar se desvencilhar (ou for agarrado e parar de correr), pedindo infração, não se marca pois ele abdicou de jogar. Se o agarrão ou empurrão desequilibrar alguém ou impedir o domínio (desde que o atleta tenha se esforçado em continuar a jogar), é infração.
O lance, por essa imagem, é interpretativo. Mas se tiver uma imagem melhor, podemos ser mais conclusivos.
A grosso modo, repito: pênalti, sem aplicação de cartão.
A imagem acima é estática (aí não dá para avaliar, está apenas como ilustração). A análise sempre é feita com a bola rolando, na velocidade do jogo, num período de tempo amplo. Quem tiver um ângulo melhor nas condições acima, favor enviar.

– Sálvio Spinola no “Reis da Resenha”.

Muito bacana: Sálvio Spinola Fagundes foi ao “Reis da Resenha”, na Rádio Jovem Pan. E numa descontraída conversa com Mauro Betting e Vampeta, falou um pouco sobre o atual momento da arbitragem e contou várias histórias do apito.

Não é só para quem gosta do mundo dos árbitros, é para quem curte futebol: https://www.youtube.com/live/gLeIzzTV4JA?feature=share

– Alessandro e as trapalhadas no Corinthians.

Alessandro, o gerente de futebol do Corinthians disse após Júnior Moraes ter entrado na Justiça, reivindicando seus salários atrasados:

“Eu preciso pedir desculpas por uma contratação tão infeliz que fizemos. Para vestir a camisa do Corinthians, você precisa de alguns pré-requisitos, algumas virtudes, precisa de coragem e personalidade. Ele foi covarde e mentiroso”.

Tal resposta foi duvidosa:

  • Júnior Moraes mente ao entrar na Justiça para receber o seu salário? Está tudo em dia?
  • Por que o jogador foi chamado de covarde? O que ele fez?
  • Pelos critérios citados para vestir a camisa do Corinthians (coragem e personalidade), Luan, que está encostado, os preenche? Alessandro pediu desculpas por isso também?
  • Pediu-se desculpas por iludir o torcedor quando o presidente Duílio ousou dizer que fez uma proposta para contratar Cristiano Ronaldo?

Chega a ser constrangedora tal fala. Se o jogador é contratado com histórico de lesões na Ucrânia, a culpa é do atleta? Óbvio que não, mas de quem o contratou. 

Se o atleta ficou machucado por muito tempo, se não rendeu o esperado, ou acabou se tornando um problema pela deficiência técnica ou física, é um risco que o contratante corre. Se avaliasse melhor, não o contratasse. Mas tendo o contratado, cumpra suas obrigações como empregador.

No futebol temos ônus e bônus: se o Timão vence uma partida aos 49m do 2º tempo com um gol irregular, ele não devolverá os 3 pontos e ficará com essa benesse. Se ele contrata um jogador que não é escalado, ele precisa assumir o prejuízo também.

Me lembrei de Adriano Imperador no Corinthians, uma contratação negada por Andrés Sanches num domingo e apresentada no Parque São Jorge numa 2ª feira: ficou 1 ano no clube, jogou 8 partidas e marcou somente 2 gols nesses 365 dias. Mas não me recordo de pedido de desculpas…

Em tempo: na apresentação de Júnior Moraes, o presidente Duílio posou ao lado de uma TV com Moraes Moreira ao fundo, dizendo: “Moraes é gênio”, em alusão ao novo reforço. Veja que curioso: https://esportes.r7.com/futebol/campeonato-paulista/junior-moraes-assina-com-o-corinthians-ate-dezembro-de-2023-16032022

Imagem: Junior Moraes no Shaktar (divulgação).

– Análise da Arbitragem de Fluminense 2×1 Red Bull Bragantino.

No Maracanã, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima começou inseguro e depois se firmou. Com 8 minutos de jogo, tínhamos apenas 1 falta marcada e 3 Amarelos! Estava se escondendo atrás das advertências…

No primeiro tempo, apesar de 5 cartões amarelos, o jogo foi pouco faltoso e leal. Me pareceu que se fosse um árbitro de “mais nome”, a partida seria mais amistosa.

No segundo tempo, nenhum lance técnico polêmico, e mais cartões aplicados (dessa feita, todos de forma justa).

Enfim: não teve qualquer influência do árbitro na partida, mas precisa ter mais autoridade e não “queimar cartões” como fez no começo.

As anotações dos lances mais relevantes da arbitragem, abaixo:

Aos 4m, Cartão Amarelo para Nino (FLU) por reclamação.
Aos 5m, Cartão Amarelo para Ganso (FLU) por falta em Matheus Fernandes.
Aos 8m, Cartão Amarelo para Luan Patrick (RBB) por agarrão antes do escanteio.
Curiosidade: só temos 1 falta marcada até agora.
Aos 12m: Felipe Melo (FLU) entra duro nas costas de Sasha (RBB), a falta não é marcada e ele opta por vantagem.

Aos 20m, Vitinho (RBB) adianta a bola e quando Nino (FLU) vai disputar, o atleta bragantino tenta cavar. Acertou o árbitro em não marcar.

Aos 23m, Eric Ramires (RBB) coemte falta em Samuel Xavier (FLU) e árbitro corretamente dá a vantagem.

Aos 25m, Matheus Fernandes (RBB) deu uma entrada forte em Samuel Xavier (FLU) e recebeu o Cartão Amarelo.

Aos 36m: Lima (FLU) “pega” Vitinho (RBB) e recebe Cartão Amarelo. Agora, 5 cartões amarelos e 5 faltas marcadas.
——
Aos 50m: Felipe Melo (FLU) parou com uma falta temerária Lucas Evangelista (RBB) e recebeu Cartão Amarelo. E se ele tivesse recebido Amarelo antes, nas outras oportunidades que pode receber?

Aos 73m: Samuel Xavier (FLU) entra duro em Sasha (RBB), e receb corretamente o Cartão Amarelo.

Os dois times cansaram, e a grande dificuldade foi: agilizar o jogo.

Fluminense x Red Bull Bragantino: Transmissão AO VIVO e online pelo  Campeonato Brasileiro - Hoje no Brasil

Imagem extraída de Terra.com

– O VAR Light pode ser mais um problema, não uma solução.

Posso estar indo contra a maré, mas a ideia do VAR Light (que em tese seria algo bom para inclusão, por ser mais barato) não me parece boa: menor número de câmeras e a falta de linhas para traçar o impedimento podem ser um grande problema.

Se com linhas já temos reclamações, imagine sem elas!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2023/06/01/conheca-o-var-light-ele-promete-chegar-onde-o-arbitro-de-video-nao-chega.htm

CONHEÇA O VAR LIGHT. ELE PROMETE CHEGAR AONDE O ÁRBITRO DE VÍDEO NÃO CHEGA.

Por Ricardo Perrone

Sob a batuta da Fifa, está em desenvolvimento um VAR com menos recursos e custo menor em relação à versão tradicional. Trata-se do VAR light, tecnologia que já tem sido testada no Brasil.

A nova ferramenta é vista pela Fifa como instrumento de democratização da arbitragem de vídeo, pois ela poderá chegar a eventos com menor capacidade financeira e que hoje estão barrados do baile. O VAR tradicional continuará nos campeonatos de primeira linha.

A Fifa não fechou o formato definitivo do novo modelo. Reunião de grupo da federação internacional, em outubro do ano passado, previa para o início da temporada 2023/2024 na Europa (depois da metade deste ano) a implantação definitiva da versão light. A Fifa não respondeu à reportagem quando o modelo final será homologado.

VAR x VAR light

Documento da Fifa aponta que o VAR light pode atingir redução de custos de até 50%. Segundo Daniel Bernardino de Campos Ferreira Neves, gerente de novas tecnologias da 2Live, uma das empresas que disponibilizam o novo modelo no Brasil, a operação pode custar de um terço a um quinto do preço do sistema tradicional. “O valor é difícil de falar porque depende muito da logística que a gente vai encarar. Mas pode ficar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil por jogo”, afirmou Neves.

Segundo Paulo Silvio dos Santos, presidente da comissão de arbitragem da Federação Cearense de Futebol, a entidade gasta R$ 25 mil por partida que faz com o VAR tradicional.

O protocolo autorizado para testes prevê que o VAR light pode ser usado com no mínimo quatro câmeras e no máximo oito. O modelo tradicional, normalmente, conta com até 18 câmeras. Nos dois casos, são usadas câmeras das equipes de TV.

Cada kit de VAR light da 2Live trabalha com quatro câmeras. “Hoje, as transmissões usam no mínimo seis câmeras. O VAR light, pela proposta inicial deles, custa R$ 12 mil para quatro câmeras. Com oito câmeras vai para R$ 24 mil. Aí não compensa. O tradicional, eu contrato por R$ 25 mil”, disse o presidente da comissão de arbitragem da Federação Cearense, citando quantias diferentes em relação ao gerente da empresa. A Federação do Ceará usou o sistema sem custos, como degustação. Pagou apenas despesas de deslocamento e estadia do pessoal da empresa, que é de São Paulo.

Uma das principais diferenças entre os modelos é que o light não traça linhas para checar impedimento. Ele também não tem operador de replay. O árbitro de vídeo faz esse trabalho.

Relatório produzido pela Federação Polonesa aponta que a versão enxuta usa três monitores na sala do VAR contra seis do modelo original. É corriqueiro o uso no Brasil de oito monitores no sistema tradicional.

O VAR light da 2Live trabalha com dois monitores e um iPad, no qual é operado o replay. O tablet substitui um dos dois computadores que costumam ser usados na versão tradicional. Outra diferença é que o modelo light da 2Live não tem sistema de comunicação por áudio entre os árbitros. É preciso ter equipamentos independentes.

Vantagens e desvantagens

O preço reduzido em relação à versão “completa” é a principal vantagem do VAR light. Ela provoca outra: a possibilidade de uso em competições de menor porte.

O modelo menos sofisticado também tem como ponto positivo o fato de poder ser usado em estádios acanhados, já que exige uma sala menor.

O transporte dos equipamentos é mais fácil. “O VAR tradicional usa um computador de mais ou menos 60 cm de largura por 1,20 m de altura. O light usa uma caixinha, que cabe numa mochila”, comparou o presidente da comissão de arbitragem da Federação Cearense. A “caixinha” é o equipamento que recebe os sinais de quatro câmeras e os envia para os servidores.

A Federação Polonesa aponta entre as desvantagens do VAR Light menor quantidade de evidências e menor precisão por causa do número inferior de câmeras.

A ausência das linhas de impedimento é outra desvantagem. No mesmo pacote está a inexistência de operador de replay, o que faz com que o processo de decisão seja mais longo, de acordo com o estudo polonês.

1,2,3, testando

Os testes precisam de autorização da Fifa, que recebe relatórios sobre eles. Além da utilização online, é possível fazê-los de forma off-line (o árbitro de campo não tem acesso às análises do VAR light).

As federações de São Paulo, Goiás, Ceará e Distrito Federal já experimentaram o sistema. O modelo da 2Live foi usado por todas elas. A federação do Distrito Federal testou também o sistema da Broadmedia. O profissional indicado pela empresa para falar sobre o assunto, porém, não concedeu entrevista até a publicação desta reportagem.

Em 2022, num jogo da categoria sub-20, a Federação Paulista fez um teste off-line com o VAR light da empresa Dartfish. O modelo da 2Live foi testado nas semifinais dos campeonatos Brasiliense, Goiano e Cearense. Todos na primeira divisão.

O que diz a CBF

Wilson Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, afirma que assim que a Fifa definir os modelos de VAR light definitivos, a confederação adotará a nova tecnologia. “Em princípio, o VAR light é para ser usado em categorias menores, sub-20, sub-17, no futebol feminino fora da principal divisão. Assim como nas fases iniciais da Série D e da Série C, porque reduz o custo”, disse Seneme.

Ele vê a nova versão como boa opção para ajudar a detectar erros grosseiros em competições fora da elite. “A grande dificuldade é que até agora a Fifa não conseguiu reproduzir um modelo de economia. Normalmente, o VAR light, para fazer economia, perde muita qualidade”, ponderou Seneme.

O que diz quem testou:

No meu jogo, todos os lances de possível impedimento a gente conseguiu matar sem a linha [de impedimento traçada pela VAR tradicional.

Magno Cordeiro, árbitro de vídeo sobre atuação no Campeonato Cearense

Uma das coisas que ainda pegam é você integrar a comunicação no vídeo.

Ednilson Corona, membro do Comitê de Assessoramento ao VAR da Federação Paulista de Futebol

A versão light é uma excelente alternativa para auxiliar com a Justiça esportiva.

Marrubson Melo, presidente da comissão de arbitragem da Federação de Futebol do Distrito Federal

O VAR light pode chegar na sua pelada?

A resposta é “sim”, segundo o gerente de novas tecnologias da 2Live. “É uma questão de tempo, eu acho. Estou batalhando nesse nível também. O mais caro, é a captação das imagens”, afirmou Neves. Não seria preciso seguir as exigências feitas pela Fifa, o que significa menos gastos.

VAR light utiliza estrutura menor e é mais barato que o modelo tradicional. Imagem: divulgação.

– Análise da Arbitragem de Ska Brasil 1×0 Paulista.

Jogo fácil para Alceu Lopes Jr apitar. E sendo fácil, ele não complicou e atuou bem.

Aplicou corretamente o cartão amarelo a Vitor Zaga (SKA) por ação temerária, a Wilson Silva (SKA) e a Vitinho (PFC) por indisciplina. Em uma partida pouquíssima faltosa, nada muito polêmico. Anulou também com precisão o gol de Rafael Lucas (SKA), por infração cometida.

Foi uma partida Fair Play, onde os atletas se comportaram muito bem, e o único destaque preocupante foi o choque de cabeça entre Arthur Pierino e Marcos Uberaba no 2º tempo.

A lamentar: as torcidas organizadas barradas na entrada (Gamor e Raça Tricolor). Algo bem esquisito…

– Sobre a história do “bastidor do árbitro FIFA” a Hernan e sobre Abel Ferreira: Perseguição ou Não?

O jornalista André Herman, ao Programa “3 na área”, disse a Tiago Leifert:

“Vou a um bastidor de um cafezinho com um árbitro Fifa e o tema foi Abel Ferreira. E esse árbitro Fifa me disse: ‘No grupo dele dos principais árbitros, já existe uma mentalidade de que o Abel, tem que chegar nele e já dar um amarelo nele, caso contrário você perde o controle’. Na resenha dos árbitros, já existe uma perseguição, uma mentalidade de que ‘esse cara não pode crescer em cima da gente’. Existe uma perseguição e principalmente uma má vontade em cima do Abel”

Vamos lá: nessa fala, o árbitro FIFA fala da necessidade do Cartão Amarelo para não perder o controle, algo comum a qualquer treinador que passa do ponto e no bolerês: “quer apitar apitar o jogo”. Esse suposto árbitro FIFA não disse que “existe uma perseguição e uma má vontade ao Abel”, essa foi uma conclusão do jornalista que está sendo imputada.

Vamos entender como realmente funciona um bastidor de arbitragem pré-jogo, e se há jogador / treinador marcado?

Há os visados, pela lógica do bom ou mal comportamento:

Samuel Xavier (Fluminense), contra o Flamengo e contra o Corinthians, fingiu ter sido agredido. Gabigol contra o Bahia, idem. É óbvio que o árbitro que for apitar os próximos jogos desses atletas, terão atenção para não serem enganados.
Cocito, Chicão, Dinho, Felipe Melo, Gralak, entre outros: na dúvida se ”pegou na bola ou no adversário”, pelo histórico, o árbitro vai dar cartão.
Romário, Vampeta, Raí, Dida: em mesma situação, o árbitro decide que “não tem cartão, pois sempre se comportavam muito bem”.

Nesse ponto, me recordo de um São Paulo x Palmeiras apitado por Rodrigo Braguetto, onde Miranda cometeu um pênalti em Edmundo (e não foi marcado). Ali, o lance era duvidoso e o árbitro pensou: “quem reclama é o Edmundo (que reclama de tudo) e quem se envolveu é o Miranda (que nunca faz falta). Então não foi pênalti”. Errou, mas decidiu pela “fama dos jogadores” pois tinha dúvida técnica. Ou seja: a imagem construída acaba sendo levada a campo (poucos a reconstroem: Evair, no começo de carreira, e Dudu, eram altamente indisciplinados com os juízes e isso mudou).

Sobre ir a campo premeditado:

Isso é relativo. Como em todas as profissões, existem os bons e os maus. Na maioria das vezes, o árbitro não torce para seu colega em um clássico (porque ele queria estar no lugar do seu concorrente – e é uma triste realidade, pois nenhum juiz gosta de estar fora da rodada). Porém, o corporativismo nasce na hora que um árbitro é agredido ou sofre com alguém. Tipo: “fez com ele, mas não faz comigo”.

Existe ir PREPARADO, o que é diferente de premeditado. Você tem que estar pronto para as corriqueiras e para as eventuais situações. E isso é normal (e necessário), pois é plano de jogo. Equipes estudam seus adversários (e até as características dos árbitros) para vencerem o jogo. Árbitros estudam (ou deveriam, quem não faz) as equipes as quais arbitrarão para cumprir à perfeição seu trabalho, que é aplicar a regra do jogo (e não ser ludibriado durante a partida, ou “errar em algum lance evitável” pois não sabiam de alguma peculiaridade.

Um exemplo:
Jogos do Fernando Diniz, onde o posicionamento é um inferno, devido aos toques de bola. Se o árbitro não souber que ali não dá para ficar na “tradicional diagonal à esquerda da bola”, dançou. Ou jogos em que um time tem dificuldade de armar jogadas no meio-campo: esteja atento pois terá “bicão da defesa para o ataque”, e seus tiros terão que ser rápidos na passada para não ficar longe do lance.

Outros exemplos:

Grêmio do Felipão e o rodízio de faltas: sabendo da estratégia de matar o jogo com inúmeras infrações, pode e deve aplicar o “cartão coletivo”;
“Abraço de Jacaré” do Aloísio Chulapa: No São Paulo, ele se posicionava como um pivô na frente de um zagueiro, abraçava o adversário e se jogava para cavar faltas na entrada da área, para o Rogério Ceni cobrar e fazer o gol. Árbitro que estudava, dava a falta para a zaga (corretamente) e não para o ataque (pois foi o contrário).

De tal forma, é muito mais fácil Abel se comportar do que se criar narrativas. “Haja perseguição” para 50 cartões recebidos em tão pouco tempo…

Abel Ferreira: «Fez muito mal ao Danilo ter ido à seleção» - CNN Portugal

Imagen extraída de: https://cnnportugal.iol.pt/internacional/brasil/abel-ferreira-fez-muito-mal-ao-danilo-ter-ido-a-selecao

– Prestigie!

Hoje é dia de Galo!

Acompanhe conosco a partir das 14h: https://professorrafaelporcari.com/2023/06/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-ska-brasil-x-paulista-fc/

– Flamengo 2×0 Fluminense: Gabigol e Diniz em entrevistas dos anos 80.

Como é bom ouvir personagens do futebol com personalidade! Saindo da mesmice das entrevistas, dias atrás, Fabrício Bruno “soltou o verbo” para falar do desempenho da equipe. No pós-jogo do FlaFlu de ontem, Eric Faria, da Rede Globo, fez boas perguntas a Gabigol, que não fugiu da raia!

Não tem “mi-mi-mi”, e também não há do que se reclamar. Diálogo forte, e ao mesmo tempo, respeitoso (como sempre foi antes). Ótimo.

Abaixo, extraído do UOL, o diálogo entre repórter e jogador:

Eric Faria: “Ano passado, o Flamengo conseguiu virar um confronto contra o Atlético-MG e muita gente diz que ali foi uma virada de chave na temporada. Você acha que chegou esse momento de o Flamengo finalmente entrar em uma nova era, em um novo rumo em 2023?”

Gabigol: “Não concordo [que chegou o momento de virada de chave]. Acho que o trabalho tem que ser feitos desde os treinos, desde o momento que a gente entra no Ninho e é isso que é feito. A gente sabe que tem muita gente que fala um monte de merda, desculpa o palavreado, você falou também sobre as coisas que saíram. Acho que vocês da imprensa criam umas coisas com a torcida, a torcida vem para o Maracanã com um pouco de dúvida, de má intenção com os jogadores e isso nunca aconteceu aqui no clube desde a época do Diego, do Arão.”

Eric Faria: “No momento não tem nenhum problema de relacionamento entre vocês?”

Gabigol: “Tem problema da gente com vocês, a imprensa.”

Eric Faria: “Entre vocês não tem?”

Gabigol: “Tem problema da gente com vocês da imprensa. Vocês criam coisas na cabeça do torcedor, aí começa a criar um clima ruim para dentro do clube que os verdadeiros flamenguistas não podem acreditar. O Flamengo é o nosso amor, a gente joga pelo Flamengo, estamos todos os dias lá para correr pelo clube. O Flamengo não é Big Brother. O Big Brother é aquele negócio de câmeras, de fofoquinhas. O Flamengo não é isso, é time grande, o maior do Brasil, onde tem jogadores de futebol atrás do sonho próprio e do clube.”

Destaque também para Fernando Diniz, que não abandonou os seus princípios (podemos reclamar da ortodoxia dos seus métodos, mas não de incoerência).

Não consegui assistir a partida, então, não posso comentar se realmente Claus contemporizou cartões, como alguns me perguntam. Mas não duvidaria…

Flamengo x Fluminense: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Tricolor Carioca e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilla – PR
Árbitro Assistente 2: Karla Renata Cavalcanti de Santana – PE
Quarto Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Assessor de Arbitragem: Renato Cardoso da Conceição – MG
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
AVAR2: Elmo Alves Resende da Cunha – GO
Observador de VAR: Giuliano Bozzano – MG

Rodrigo tem 36 anos e é Guarda Municipal em Jaboatão de Guararapes / PE. No ano passado, teve a oportunidade de trabalhar na Série A pela 1ª vez. Nesse ano, está tendo mais escalas e atuando com certa regularidade. Entretanto, destoou negativamente em Vasco x Santos (não marcou nenhum lance polêmico, errando especialmente em um pênalti para o time da casa). Tomara que tenha se corrigido.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Fluminense X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 04/06, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O extremismo político vai fazer a UEFA trocar o árbitro da final da UCL?

Manchester City e Internazionale poderão ver algo inédito: um árbitro de final de Uefa Champions League ser trocado na semana da decisão!

Szymon Marciniak, o polonês que apitou a final da Copa do Mundo Catar 2022 entre França e Argentina, foi escalado para o jogo do dia 10. Entretanto…

A Polônia viveu o radicalismo do Comunismo, e criou movimentos contra-revolucionários. Nos anos 80, Lech Walesa, líder sindical anticomunista do movimento Solidariedade, conseguiu ajudar a derrubar o regime. Surgiram outros ícones pacifistas, como o Cardeal Karol Woytilla (que se tornou o Papa João Paulo II). Porém, como todo movimento político, surgiram os extremistas, como Slawonir Mentzen, do Partido de Extrema Direita Konfederancia – que defende causas xenófobas, homofóbicas e anti-imigração.

E não é que o juizão se envolveu com esse pessoal?

No último dia 29 de maio, o Konfederancia promoveu uma manifestação radical em Varsóvia chamada Everest, onde Szymon Marciniak participou ativamente.

Como a UEFA está preocupada com qualquer questão que fuja das pautas politicamente corretas (e isso é bom), o polonês poderá ser substituído… ao menos, a pressão é grande. Aguardemos!

Cartaz promocional do Konfederancia, anunciando o árbitro como “estrela’ do evento “Everest”

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ska Brasil x Paulista FC.

Para Ska Brasil x Paulista a FPF designou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Alceu Lopes Junior
Árbitro Assistente 1: Felipe Camargo Moraes
Árbitro Assistente 2: Matheus Guilherme Biselli da Cruz
Quarto Árbitro: Claudemir de Araujo Silva
Analista de Vídeo: Adriano Stange

Alceu tem 41 anos, é professor de Educação Física e fora a categoria Sub 23, apitou somente 1 jogo da A3 (em 2022). Tem 19 anos de FPF, e curiosamente, apesar de tanto tempo, costuma trabalhar em partidas júniores ou na própria Bzinha.

Só trabalhou em dois jogos em partidas do Paulista: como quarto árbitro em 2015, contra o São Bento, e como árbitro central em 2022, contra a São Carlense. Não se poderá cobrar muito dele, é um árbitro típico da divisão.

Sobre os bandeiras: ambos são jovens e já têm experiência na A2.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Ska Brasil x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As “Zebras” da Copa do Brasil e o 50º cartão de Abel Ferreira.

Em três tempos:

1- A emoção do mata-mata da Copa do Brasil: alguns que estão abaixo na tabela no Brasileirão, se classificaram vencendo os que estão acima. Seriam zebras? Pela grandeza das equipes, penso que na maioria dos casos, não. Vide:

Botafogo (1º) eliminado pelo Athletico Paranense (11º)
Atlético Mineiro (4º) eliminado pelo Corinthians (14º)
Santos (12º) eliminado pelo Bahia (16º)
Internacional (13º) eliminado pelo América (19º)

Aliás, em 2005 o Internacional foi eliminado numa mesma oitava-de-final por Vagner Mancini (que estava no Paulista de Jundiaí), com o mesmo placar e o mesmo drama. Para os supersticiosos… dá-lhe Coelho.

2- “Grife” não ganha jogo: Coudet “desmontou” o Galo Mineiro ontem à noite, permitindo que Luxemburgo levasse o Corinthians a passar de fase. O visitante ajudou e o mandante se superou.

3- E o Abel? Recebeu seu 50º cartão (entre amarelos e vermelhos). Num mesmo período, não creio que há no futebol brasileiro algum atleta ou treinador tão punido (e merecidamente). Mas veja:

Estando no agregado 3×0, Abel e sua comissão técnica ficaram reclamando de tudo. Desnecessário… Lembrando que no jogo de ida, quem poderia reclamar seria o Fortaleza, pelo pênalti inexistente em Rony (o árbitro Wagner Magalhães continuou apitando todas as rodadas, esteve no Fluminense x Flamengo onde “pipocou primeiramente” para Felipe Melo e estará em SPFC x Sport nessa noite). 

Aliás, sobre Abel Ferreira, escrevemos ontem sobre esse comportamento aqui: https://wp.me/p4RTuC-N1N.

Em tempo: sobre o “cansaço dos árbitros”, onde Abel pediu juiz “mais fresco” (como ele se referiu), abordamos essa maratona aqui: https://wp.me/p4RTuC-MZO.

Por fim, na entrevista, ele debochou que ficaria em casa “com a perna cruzada” e “tomando água com gás”, assistindo o time. Imagine a “felicidade” do empregador, que paga R$ 2,3 mi por mês, ao ouvir isso

A Copa do Brasil é muito legal, permite “zebras”, mas, sinceramente, acho que sempre a prioridade para torneios deveria ser o Campeonato Brasileiro (que curiosamente, paga menos em premiação).

Arte extraída de: https://mundoconectado.com.br/noticias/v/34873/cruzeiro-x-gremio-pela-copa-do-brasil-2023-onde-assistir-ao-vivo

– Seu Emídio no Doc BandSports.

Recebi do Seu Euclydes Zamperetti Fiori o arquivo do programa Doc Band Sports, com o seu Emídio Marques de Mesquita.

Um dos árbitros mais míticos da história da arbitragem brasileira, respeitadíssimo, infelizmente acaba sendo desconhecido pelas gerações mais novas por pura ignorância.

Aos jovens juízes de futebol, tal vídeo faz parte da formação técnica, cultural, e porque não, de caráter de um árbitro.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=SFlPKW_O3pE

– Abel vs Abel: A Melhor e a Pior Versão.

Eu fico impressionado como o competente treinador Abel Ferreira criou uma legião de admiradores. Em alguns casos, seguidores adoradores!

Beirando religiosidade e fanatismo, ou idolatria política de extremos, dá a impressão que é uma “seita abelista”. Falar mal dele (ou dEle, dependendo da paixão) é pecado, e você receberá o ódio dos haters (não é redundância, é apenas para reforçar o quanto isso não é permitido). E na mesma proporção, a cada elogio, os lovers surgirão.

Ninguém tem direito de julgar ninguém (nem Abel), mas se separássemos as virtudes e os defeitos, teríamos:

ABEL POSITIVO:

  • Foi humilde em receber o trabalho de Luxemburgo / assistente Cebola, e pouco modificá-lo até a final da Libertadores da América;
  • Brigou até o fim com a diretoria por reforços;
  • Soube administrar a carreira dos jovens atletas, promovendo-os ou afastando-os;
  • Montou uma equipe com sua própria cara, vencendo a sua segunda Libertadores.
  • Variou os esquemas de jogo, aprendendo a atacar mais e buscar variações dentro de campo;
  • Defendeu melhores gramados, melhores arbitragens, melhor calendário e outras melhorias.
  • É adepto da Inteligência Emocional e Equilíbrio das Ações.
  • Tem conquistado títulos.

ABEL NEGATIVO:

  • Briga com os jornalistas, pautando as perguntas e censurando-os conforme o interesse (vide o episódio do celular no Mineirão).
  • Intimida nas coletivas (por quê NINGUÉM perguntou no Palmeiras x Fortaleza sobre o pênalti inexistente de Rony?).
  • Reclama da arbitragem, mesmo quando ela está certa. Faz escândalos até em arremessos laterais contrários, e quando tem erros para, de fato, reclamar, extrapola a razão e cria um clima de que é perseguido.
  • Recebe justos cartões amarelos e vermelhos, igualmente com o seu assistente. Mas discorda de todos eles.
  • Costuma se referir negativamente aos problemas do futebol do país como “vocês aqui fazem isso / aquilo”, dando uma impressão de arrogância por sua origem europeia.
  • Criou uma narrativa que só ele defende melhores gramados, melhores arbitragens, melhor calendário e outras melhorias – coisa que historicamente já fazíamos no Brasil.
  • Reclama das arbitragens somente nos erros contrários; nos favoráveis, não toca no assunto, dando a ideia de que só são queixas egocêntricas, não pelo bem do esporte.

Abel não é santo e nem capeta, ele é como qualquer um de nós (diferenciado-se pelo alto salário, claro) – não estando acima do bem e do mal. Mas se endemonia quando acha que está certo e os outros errados. O controle emocional tão pregado (e necessário) em seu livro, não deve ser apenas para situações de jogo, mas para o relacionamento de todos que estão no “negócio futebol”. Quando ele começou com seus chiliques, dava a impressão de que era um personagem como “novo Mourinho“, ou ainda um “novo Felipão“, criando um clima de “nós contra eles”. Mas nada disso: ele é assim mesmo e não será low profile. Mas não quer dizer que devemos, por conta de seus hábitos, aplaudi-lo e não defender correções.

Talvez a questão seja: mais coerência nas causas e mais educação no trato, Abel. Para defender o Palmeiras tão bem como faz, não precisa ultrapassar os limites da razoabilidade, do comportamento e até mesmo da ética. Não se faça vítima de xenofobia ou de qualquer perseguição inexistente. A propósito, as críticas são sempre ao profissional, de maneira respeitosa, e nunca ao pai de família (que desconhecemos a intimidade e não nos interessa).

Aqui, pela enésima vez: se fosse na Espanha, na Inglaterra ou na Alemanha, as multas e punições sofridas seriam muito maiores, e ele não agiria assim. Dá a impressão de que, por estar com moral de campeão, virou (no bolerês) folgado.

Mais respeito não faz mal para ninguém, né?

Imagem: Crédito de César Greco / Palmeiras.

– Poupar atleta, pode. E o árbitro?

Muito se fala em praticar rodízio de atletas no Campeonato Brasileiro, a fim de que os jogadores não se esgotem fisicamente. Mesmo com elencos preparados para a maratona de partidas, não há corpo que aguente.

E os árbitros, também precisam ser poupados?

Seneme está usando pouca gente no Brasileirão, e como são raros os nomes que estão conseguindo apitar razoavelmente os jogos, eles são repetidamente escalados. A arbitragem brasileira sofre em qualidade e em quantidade.

Veja esse número de escalas, até a 7ª rodada desse e de outros anos:

Em 2020, com 70 jogos, foram utilizados 33 árbitros;

Em 2021, 30;

Em 2022, 20;

E nesse mesmo número de rodadas, em 2023, apenas 17.

Considere: são rodadas intercaladas com Copa do Brasil, Sulamericana e Libertadores. Especialmente para os árbitros FIFAs, a quantidade de jogos é absurda (sem contar com a Série B, onde Seneme também os escala).

Aguentarão, nesse ritmo, até o final do ano?

Por exemplo: Wagner Magalhães, com 8 rodadas do Brasileirão, trabalhou em 11 jogos domésticos (contando Copa do Brasil) Igualmente Claus, Klein ou Luiz Flávio. Bráulio da Silva Machado, que esteve no polêmico Atlético Mineiro x Palmeiras, 12. Idem a Daronco. Bruno Arleu (dos erros em Corinthians 1×1 São Paulo), esteve em 14 (nessa conta, lógico, não estão os números dos Estaduais).

Repetir escalas ajuda a dar ritmo de jogo. Mas em tudo deve ter bom senso.

– O gol de bicicleta anulado de Rony em Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras (e o suposto pênalti de Marcos Rocha).

Lance dificílimo para a arbitragem no Mineirão. Um belo gol de bicicleta de Rony gera descontentamento dos palmeirenses, por conta de impedimento.

Aqui, há de se ter cautela. No recorte do Premiere, abaixo, parte do tronco de Rony está à frente do penúltimo defensor (o último zagueiro). Isso é impedimento, não é interpretação. Se deve marcar tiro livre indireto se alguma das partes jogáveis estiver à frente (mão e braço, por exemplo, não são considerados, pois não se pode jogar com eles; ombro, tronco, perna ou cabeça, sim).

Muita gente está confundindo orientação com regra, tentando validar o lance. Seneme, por exemplo, falou de “linhas sobrepostas”, ou seja, se no tracejar das linhas a linha vermelha estiver em cima da linha azul, é para seguir o jogo, pois está em mesma linha (isso é obvio, nem sei porque ele disse isso). Veja, na mesma imagem abaixo, e agora pense: na Inglaterra, engrossaram a linha. Provavelmente, lá, esse lance seria mesma linha pois as linhas estariam misturadas entre si pelo tamanho delas.

É claro que talvez o volume de reclamações se dê pelo fato da distância ser diminuta, mas sempre foi assim! E ainda sendo de bicicleta o gol anulado, fica-se “mais com dó” da anulação. O árbitro Bráulio da Silva Machado seguiu a fala do VAR (e isso é correto), além do bandeira 2 Alex dos Santos ter seguido a orientação correta: na dúvida, dê o gol e deixe o VAR fazer a revisão.

Portanto, a Regra é: está na frente nas condições citadas, anula-se. A Orientação é: se tiver dúvida, veja se a linha está sobreposta ou não para validar ou anular.

Uma confusão com Rony, na entrevista que deu, ao dizer:

“Sei nem o que te falar. Eu acho que, acabei de olhar o lance. Para mim, não estava. Mas faz parte. Como o juiz falou: é erro lá de cima. A gente fica triste, mas faz parte do futebol. Infelizmente a gente acabou pecando num lance. Mas também faz parte do futebol. Voltamos mais ligados e quem sabe sair com o resultado positivo”.

NENHUM ÁRBITRO vai dizer que houve “erro lá de cima”, pois ninguém é louco. Até porque se o Bráulio disse que houve erro, ele deveria ser suspenso por aceitar um erro, compactuando sua decisão, estando ciente que era erro. Provavelmente Rony interpretou mal algo que o árbitro disse.

Por fim: na coletiva de Coudet, um jornalista perguntou ao treinador “como era difícil enfrentar uma adversário difícil, o gramado ruim e uma arbitragem tendenciosa”, em referência a um pênalti supostamente cometido por Marcos Rocha. Não foi nada! O defensor estava em movimento natural, numa bola que bateu em seu braço sem intenção, após um chute forte desviado. Provavelmente, alguém se lembrou do ridículo pênalti em mesma condição que o próprio Bráulio marcou equivocadamente no Morumbi, em São Paulo x Internacional.

Em tempo: que pressão o treinador Abel (talvez sem querer) jogou para o quarto-árbitro. Hoje, é expressamente proibido oferecer qualquer souvenir para a arbitragem. Ainda mais “camisa de treinador”…

Acréscimo: em 2020, até a 7ª rodada, foram utilizados no Brasileirão 33 árbitros; em 2021, 30; em 2022, 17. E nesse mesmo número de rodadas, em 2023, apenas 17 (essa foi a referência que Abel fez na coletiva)

– Análise da Arbitragem de Paulista 4×3 Rio Branco.

Tivemos dois jogos em Jayme Cintra: um, com 45 minutos de jogo (7 faltas apenas), e que o Paulista FC fez uma das suas piores apresentações nos últimos anos, perdendo de 3×2. Outro (com 15 faltas) onde o Paulista FC envolveu o Rio Branco e virou para 4×3.

No “primeiro jogo”, o árbitro não teve trabalho, e no pouco que fez, errou numa falta cometida por Yuri (RBEC) que iniciou um pequeno tumulto com Koyote (PFC). Acertou ao acalmar os ânimos, intervindo.

No “segundo jogo”, marcou tudo o que pode, mudando seu critério. Distribuiu 3 Cartões Amarelos a jogadores substitutos e comissão técnica do Rio Branco.  Aos 63m, poupou um possível cartão amarelo ao Koyote por matar o contra-ataque de Anderson Brito (resultaria em expulsão).

Há muito para corrigir do árbitro: dar bronca em gandula por agilizar o jogo (como fez, e ninguém entendeu), não pode.

Destaque da partida: as falhas de Morungaba e Eduardo Porto; a mudança de postura do Rio Branco (o treinador tirou os melhores jogadores), o acerto na correção das substituições de Roberval Davino, as ótimas apresentações de Paulinho e Koyote, além do esforço de Natan.

Gols: 02’Gustavo RBEC, 12’Gustavo REBC, 15’Paulinho PFC, 30’Jair REBC, 42’Arian PFC, 54’Arthur Moura PFC e 88’Natan PFC.

Público: 969 torcedores. Renda: R$ 16.320,00.

Algumas anotações da partida:

 Árbitro “bem formal antes do jogo”. Se colocou na lateral e chamou os treinadores para irem até ele cumprimenta-lo. Estranho e diferente.

Antes do apito inicial, todos com punhos cerrados, de joelhos (equipes e árbitro) contra o racismo (em solidariedade a Vinícius Jr (RMD), Ângelo e Joaquim (SFC). Joaquim, inclusive, foi jogador do Galo em 2019.

2m: falha de Eduardo Porto, Gustavo ficou com a bola e encobriu de longe o goleiro.

12m : Gol de Gustavo novamente.

15m: Paulinho diminui: 2×1.

Aos 22m, Eduardo Porto (PFC) perdeu 4 jogadas para Gustavo (RBEC). Aí o treinador Roberval tirou ele da zaga e o colocou na lateral direita. Eis que o treinador visitante mudou o Gustavo de lugar também.

28m: Morungaba perdeu a bola para Anderson Brito. Só não foi gol pois Felipe Viotti salvou.

30m: Jair marcou o 3º gol para o Rio Branco.

32m: Bronca no gandula que agilizou a devolução de bola. Tem que fazer isso se ele retarda o jogo!

38m: Yuri (RBEC) rouba a bola e o árbitro marca (equivocadamente) falta para o Paulista. Koiote e Yuri começam a discutir e o árbitro teve que intervir. Errou tecnicamente, acertou disciplinarmente,

42m: Arian diminui: 2×3.

Paulinho: corre na lateral, no meio, na frente. O lúcido da Paulista: constrói jogadas e finaliza.
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48m: Cartão Amarelo para Koiote (PFC) que atingiu Yuri (REBC) – foi ele quem discutiu no final do 1º tempo.

51m: árbitro mudou o critério: disputas de bola em que ele não marcava falta, agora marca.

54m: Arthur Moura empata: 3×3.

63m: Koiote (PFC), que já tinha Cartão Amarelo, matou o contra-ataque de Anderson Brito empurrando-o. O árbitro poderia ter dado o segundo amarelo e não o fez. Na sequência, o treinador do Rio Branco reclamou e levou o Cartão.

72m: Arthur Moura, Arthur… substituições por lesões.

88m: Natan virou – e estava machucado. Um prêmio pela dedicação.

Jogadores e árbitro fizeram um gesto contra o racismo, ajoelhando em campo e cerrado os punhos.

– A cara-de-pau de Mateusinho, ao cumprir o acordo com a Máfia das Apostas.

O lateral Mateusinho não deve ter dormido nos últimos dias… o atleta que hoje está no Cuiabá, teve conversas reveladas com apostadores e colegas de clube, quando jogava no Sampaio Corrêa, e que são bem desagradáveis.

Contratado pela Máfia das Apostas, ele deveria cometer um pênalti no jogo da Série B, na partida diante do Londrina. E escreveu:

“Me deu uma missão pra mim matar… ou mato ou morro, mano. Não tinha jeito mano. Eu falei: ‘Ihh, alguém vai se fud… aí, porque eu vou dar o carrinho”.

Imagine o treinador do time, ao ler isso? E a torcida? E o presidente da agremiação?

Há coisas mais cabeludas nessa matéria do UOL:

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2023/05/27/jogadores-combinavam-manipulacao-e-apostas-em-grupo-chamado-lula-13.htm

JOGADORES COMBINAVAM MANIPULAÇÃO E APOSTAS EM GRUPO CHAMADO “LULA 13”

Por Diego Garcia e Adriano Wilson

Cinco jogadores do Sampaio Corrêa usavam um grupo do WhatsApp chamado “Lula 13” para falar de apostas e da manipulação de resultados da Série B. O grupo foi criado em novembro do ano passado, dias depois das eleições para presidente.

O que aconteceu

Os prints com as mensagens do grupo foram encontrados no celular do lateral Mateusinho, um dos membros mais ativos. Nas mensagens, ele é elogiado pelos colegas por ter cometido um pênalti na partida Sampaio 2 x 1 Londrina na última rodada da Série B. “Me deu uma missão pra mim matar… ou mato ou morro, mano. Não tinha jeito mano. Eu falei: ‘Ihh, alguém vai se fud… aí, porque eu vou dar o carrinho”, disse o lateral, hoje no Cuiabá, da Série A.

Segundo o MP, o pênalti tinha sido encomendado pelos empresários que fraudavam partidas pra lucrar com apostas. Os jogadores do grupo “Lula 13” comemoram o pênalti, mas lamentaram que outra aposta na mesma rodada deu errado, o que causou prejuízo ao esquema.

Além de Mateusinho, faziam parte do grupo os zagueiros Paulo Sérgio e Allan Godoi, o volante André Queixo e o atacante Ygor Catatau. Todos foram denunciados por manipulação de evento esportivo. Outros dois participantes do grupo, um goleiro e um jogador de pôquer, não foram denunciados e, por isso, seus nomes não serão publicados.

O MP encontrou um comprovante de depósito de R$ 10 mil na conta de Paulo Sérgio, o que seria um adiantamento aos jogadores pelo pênalti.Questionados pelos promotores, os atletas negaram o crime e disseram que apenas falavam no grupo sobre apostas legalizadas, pôquer e videogame.

Por que esse nome pro grupo?

Não há no processo o motivo pelo qual os jogadores escolheram o nome do atual presidente para o grupo. Entre as mensagens que tratam de apostas há duas que mencionam Lula.

1ª referência a Lula: depois de Mateusinho postar uma figurinha de si mesmo segurando um maço de dinheiro, o goleiro do grupo manda uma figurinha de Lula com a frase “Já pode roubar?”

2ª referência a Lula: no dia 13 de novembro, Mateusinho escreve “Hoje o Lula tem que ganhar, pra gente ficar bem.” Nesse dia não havia eleições — o segundo turno já tinha acontecido, em 30 de outubro. Mas era a última rodada da Série A. Em seguida, os participantes do grupo combinam as apostas que fariam na rodada.

Jogadores cobram valores devidos pelo pênalti

O grupo “Lula 13” foi criado no dia 3 de novembro, três dias depois de Lula ser eleito. No dia 5 de novembro, na última rodada da Série B, o Sampaio enfrentou o Londrina, e Mateusinho cometeu um pênalti. Depois do jogo, ele foi celebrado no grupo pelos amigos.

Segundo o MP, os empresários que fraudavam os jogos tinham combinado pênaltis com os jogadores do Sampaio e do Vila Nova, que também jogou naquela rodada. Os atletas do Sampaio fizeram sua parte, mas os do Vila desistiram, o que causou prejuízo aos apostadores. Como os jogadores do Sampaio não receberam sua parte do combinado, eles passaram a cobrar dos apostadores.

O MP descobriu a existência de um segundo grupo, que tinha como nome um emoji de óculos escuro. Nele, os cinco atletas do time maranhense “debatem sobre a expectativa de recebimento de valores, a existência da dívida e forma de cobrança, externando, por mais de uma vez, que teriam cumprido com sua parte no esquema — leia-se, cometimento do pênalti — e esperavam receber todo o valor prometido”, escreveram os promotores da “Penalidade Máxima”.

Veja abaixo diálogos do “Lula 13”:

O que os jogadores dizem

Segundo a defesa de Paulo Sérgio, o zagueiro não conhece o jogador de pôquer com quem trocava mensagens no WhatsApp e nunca fez negócio com ele relacionado a futebol. Ele também não conhece outros envolvidos no esquema. O advogado Servigaldo Cobel relembrou que o zagueiro sequer jogou na última rodada da Série B do ano passado.

Sergivaldo Cobel também defende o goleiro e o jogador de pôquer que fazem parte do grupo “Lula 13”, mas ambos não viraram réus no processo e não tiveram seu nome citado no texto desta reportagem. Como os promotores mencionam a dupla nos interrogatórios, Cobel acrescentou que vai representar contra os membros do MP. Segundo ele, o processo está em segredo de Justiça e os vídeos não deveriam ter sido divulgados à imprensa.

A defesa do jogador André Queixo, por sua vez, disse que o processo ainda está em fase embrionária. Os advogados aguardam a citação do seu cliente pela Justiça para que possam esclarecer os fatos.

Mateusinho não atendeu aos pedidos de contato da reportagem, feitos através de seu perfil no Instagram, e por uma assessoria que aparece conectada à sua página..As defesas de Allan Godoi e Ygor Catatau não foram encontradas pela reportagem.

– Os árbitros na CPI das Apostas.

Sinceramente, entendo que crimes devem ser investigados pela Polícia, e não por Políticos. Digo isso pois a CPI das Apostas colherá depoimento de várias pessoas envolvidas na Máfia das Apostas, inclusive de Árbitros de Futebol.

Assim, os deputados convocaram Bráulo da Silva Machado, Edina Alves Batista, Caio Max Augusto Vieira, Jeferson Ferreira de Moraes, Marcelo de Lima Henrique e Dyorgenes Padovani de Andrade, que são os árbitros que aplicaram os “Cartões Amarelos Forçados” nas partidas de jogadores flagrados em mensagens pelo WhatsApp.

Respeitosamente, mas… um deputado fazer um árbitro sair da sua casa, perder o dia de serviço, e ir para Brasília falar sobre cartão amarelo… não é muito “não ter o que fazer”?

Isso é caso de Polícia, repito. O Congresso que trate de coisas mais importantes para o país.

CPI das Apostas convida presidente de clube que revelou esquema e  promotores de Goiás

Imagem extraída de: Renato Araújo/Câmara dos Deputados, extraída de https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2023/05/cpi-das-apostas-convida-presidente-de-clube-que-revelou-esquema-e-promotores-de-goias.ghtml

– A demissão do árbitro espanhol: e se fosse no Brasil?

O VAR Ignacio Iglesias Villanueva foi demitido da Liga Espanhola, pois mostrou ao árbitro da partida Ricardo de Burgos Bengoechea apenas parte da confusão na partida entre Valência x Real Madrid, notabilizada pelos insultos racistas a Vinícius Jr.

O atacante Hugo Duro deu um “mata-leão” em Vinícius Jr, que reagiu tentando se desvencilhar, acertando o rosto do agressor. Villanueva só mostrou ao VAR a ação no brasileiro. 

Em boa parte da Europa, os árbitros são profissionais contratados por período de tempo. Foi mal, encerra-se o vínculo. A Espanha é o país que paga os melhores salários a eles. Um FIFA, lá, pode receber até 134 mil euros por ano, com adicional de 2,2 mil euros por jogo

E se fosse no Brasil?

Pela lógica e pelo que tem ocorrido, o árbitro seria mandado para apitar a série B, depois como AVAR 2 e na 3ª semana estaria de volta às escalas

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Crédito da Imagem: José Jordan/ AFP

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Oriente Petrolero x Red Bull Bragantino.

Para o importante jogo do Massa Bruta na Bolívia, a Conmebol escalou:

Árbitro: Bismark Santiago
Bandeira 1: David Nicolas Fuentes
Bandeira 2: Mary Blanco
VAR: Leonard Mosquera

O colombiano Bismark Elias Santiago Pitalua, nascido em 16/10/1987 (35 anos) em Barranquilla, há 4 anos no quadro da FIFA, estava trabalhando apenas como 4º árbitro. Nesse ano, estreou no apitou em Nublense 0x2 Racing pela Libertadores. Portanto, será somente seu segundo jogo como árbitro central.

Procurando informações sobre ele no Campeonato Colombiano, impressiona o alto número de cartões que ele aplica. Na Copa da Colômbia, mais ainda! Um print abaixo de alguns jogos importantes por esse torneio:

A curiosidade: Mary Blanco (Mary Cristina Blanco Bolívia) é uma assistente experiente, tem mais partidas internacionais do que seus colegas escalados para esse jogo e foi a primeira mulher colombiana a atuar em partidas internacionais masculinas.

Acompanhe conosco o jogo entre Oriente Petrolero x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Quinta, 25/05, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Passado metade do prazo dado pelas Organizadas ao Luxemburgo no Corinthians…

Em 6 jogos disputados, nenhuma vitória de Vanderlei Luxemburgo pelo Corinthians (e o acordo com as Torcidas Organizadas foi de 10 partidas).

Concordo que o time esteve mais organizado na última rodada, contra o Flamengo. Mas ainda é muito pouco. E tem dado azar, apesar das bagunças da direção e das entrevistas sem sentido do treinador (a “analogia do banheiro”, na coletiva de domingo, foi bizarra). Aliás, nada dá certo mesmo (já falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-MMd).

Luxemburgo será mantido no cargo, se for eliminado na Libertadores e perder os próximos jogos do Brasileirão (o que é provável que aconteça)?

Mano Menezes, procurado antes de Luxemburgo, provavelmente estará à disposição na praça… O Corinthians o contrataria?

A propósito, uma observação: boa arbitragem de Rafael Klein, gaúcho considerado o sucessor da Daronco na FIFA – porém, como ele não tem disposição alguma em agilizar o jogo! Se seu colega de estado gosta de parar o jogo com faltas, Klein (que tem essa tendência também) não se importa com a cera para o reinício da partida. Não é curioso que a Escola Gaúcha de Arbitragem, que tanto se notabilizou por deixar o jogo correr, marcar poucas faltas e permitir a virilidade nas disputas (como a Escola Argentina), mudou radicalmente?

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol | Agência Brasil

Imagem extraída da Web:

Em tempo, recebi, há pouco: o Corinthians se pronunciou a favor de Vinícius Jr e contra o racismo. Mas o episódio envolvendo internamente o próprio clube, não será resolvido? Abaixo: