– Marta e o desabafo: discriminação ou mercado?

A campanha da jogadora Marta para equidade de salários e condições no futebol feminino (por conta dos valores estratosféricos do masculino) é louvável. Durante a Copa do Mundo das Mulheres, foi uníssona nessa questão.

Mas as coisas que ela reivindica são realmente ações de preconceito ou fruto natural do mercado? 

Vejo gente falando que a Globo deveria transmitir o futebol feminino para incentivar a modalidade, quase “intimando a emissora de TV”. Ora, ela é uma ONG? Não, é uma empresa comercial. Se não der lucro, não adianta. É a chamada “mão invisível do mercado” (quanto tempo não uso esse termo…).

Enfim: no mundo ideal, entendo as condições desejadas pela craque Rainha Marta e todos nós torcemos pelo sucesso e popularização do futebol das meninas. Mas o retorno financeiro do feminino é menor, o que ele traz de mídia idem, além, claro, da própria discussão de que “quanto maior o espetáculo, mais vale o artista”.

Não é questão de discriminação ou sexismo, é simplesmente viabilidade econômica.

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– Ni Hao, Kai-Lan ou Dora, a Aventureira?

Sinal dos tempos de globalização explícita: minha filha gosta da Dora, a menininha aventureira que com seus amiguinhos ensina inglês. Ela interage com os telespectadores, e a criançada se diverte com as brincadeiras e seus amiguinhos.

Mas existe o desenho Ni Hao, Kai-Lan, produção chinesa idêntica ao da Dora. A cópia é impressionante, é um desenho igual! A única diferença é que ao invés de ensinar inglês, ela ensina… chinês!

E o mais incrível é que as crianças, se puderem, assistirão aos 2 sem preocupação alguma!

Plágio ou não (não deveria ser, lógico), ao menos é bem educativo.

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– Pintou o Arco Íris? Sobre Católicos, Hetero e Homossexuais

O Facebook promoveu anos atrás o “Dia da Celebração do Orgulho Gay” , nesta mesma época, nos EUA. E o mundo inteiro coloriu seus perfis nas redes sociais (não só no próprio Facebook, mas no Twitter e em outras tantas), acompanhando as festividades da legalização do casamento homossexual na “terra do tio Sam”, por determinação da Suprema Corte e apoio do presidente Obama

O tema é difícil. Mas ouso fazer minhas as sábias palavras do Pe Zezinho-SCJ, que publicou um artigo intitulado: “Pregar para Hétero e Homoafetivos.”

Aproveitando o evento da Parada Gay em SP, compartilho esta pregação perfeita em fé, respeito, cidadania e de cristianismo verdadeiro. Abaixo:

Meus amigos gays que optaram por assumir suas relações conhecem meu pensamento e minha catequese. Não preciso pintar minhas fotos de arco-íris para deixar claro que os respeito. E eles sabem que não os apoio em tudo, nem posso abençoar sua união com um sacramento. Também não posso agredi-los. E nem exigem que eu concorde com tudo o que eles pregam. O que deixo claro é que minha postura diante de outras igrejas e religiões é de concordância com algumas opções e crenças e discordância com outras posturas de fé. O mesmo sucede com os gays. Da mesma forma que eles discordam de nossa doutrina sobre sexualidade, mas concordam com outras posições da Igreja, eu faço o mesmo. Concordo com sua luta por mais respeito e pelos seus afetos, mas discordo de algumas de suas posturas e conceitos. Isso não me faz um catequista ou um pregador brucutu. Todos eles sabem que sou amigo, mas não penso como eles a respeito de tudo o que fazem e pregam. Dialogamos, mas não fingimos que está tudo 100%.

Entenderam? Evitar o proselitismo, fugir da demagogia e não cair no radicalismo são necessários para um mundo cidadão.

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