– O escândalo do Quanjian no Esporte e na Saúde

O Tianjin Medical University Cancer Institute and Hospital é o maior instituto de pesquisa e tratamento do Câncer da China. Também é o mais antigo, de meados do Século XIX, nascendo com o nome de Hospital Cristão de Londres. Por tal motivo, a cidade de Tianjin, vizinha de Pequim e banhada pelo Oceano Pacífico (6a maior população do país), tornou-se referência em toda a Ásia na área de Oncologia.

Um dos maiores grupos de produção de medicamentos para o Câncer é o Quanjian Medical Group, que há alguns anos resolveu entrar no futebol e montou o Tianjin Quanjian, contratando inicialmente vários brasileiros (entre eles o treinador Vanderlei Luxemburgo, substituído por Canavarro, o ex-zagueiro campeão do mundo pela Itália em 2006). Da 2a para a 1a divisão, conta hoje com o atacante Alexandre Pato (que um dia venceu o prêmio de melhor jogador Sub 21 do mundo).

No começo desse ano, Shu Yuhui, o CEO da empresa, foi preso juntamente com outros 17 executivos do Quanjian Grouop, acusado de “propaganda enganosa e marketing falso quanto a eficácia dos remédios”, após a morte de um garoto de 4 anos que utilizava-se dos produtos medicinais da gama de fitoterápicos do fabricante. Há também a acusação de esquema de vendas travestidas no esquema de “pirâmides financeiras”, mas isso não foi confirmado ainda.

Como não se tem muitas informações detalhadas sobre o caso, devido ao rigor do controle de informações da China (a Reuters divulgou essa manchete), não se sabe de fato o que poderia ter acontecido. Mas após as prisões, duas constatações:

1. No mundo dos esportes, o clube passou de Tianjin Quanjian para Tianjin FC. Após uma semana, o grupo Tianjin Tianhai, de transporte marítimo (lembrando que a cidade possui um importante porto) resolveu assumir o time e estuda o redimensionamento dos investimentos.

2. No campo da saúde, a contestação: só lá na China há quadrilhas que vendem remédios sem eficácia? Há anos, prendeu-se uma quadrilha no Brasil que vendia medicamentos quimioterápicos falsificados em São Paulo.

Bandidos, para ganhar dinheiro, não pensam no sofrimento dos familiares de quem possuem pacientes com câncer em casa. O que vale é a picaretagem.

Recordando: em 2015, fechou-se a paulistana tradicional Botica Veado D’Ouro, acusada de falsificar 1,3 milhões de capsulas de Androcur, remédio para o Câncer de Próstata (continha-se placebo ao invés da droga ofertada).

Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/12/04/cancer-de-prostata-e-os-criminosos-que-falsificavam-androcur/

Resultado de imagem para Tianjin Quanjian

 

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