– O blablablá do árbitro de vídeo brasileiro: sobrará para os clubes pagarem a conta?

Quem acompanha nosso blog sabe que desde que houve a demagógica promessa da implantação de árbitro de vídeo, o custo e a infraestrutura seriam a grande desculpa para a não concretização.

A verdade é: NUNCA a CBF quis implantar o Vídeo-Árbitro no Brasil.

Motivos?

1 – A CBF não tem pessoal preparado. Os instrutores e comandantes da arbitragem (há décadas em rotatividade de cargos na mesma CBF) não têm a competência necessária.

2 – A implantação deve ser feita antes do início de campeonatos de pontos corridos e/ou em jogos de ida e volta nos torneios eliminatórios. No Brasileirão, esqueça! Haverá a mesma desculpa dos últimos dois anos (implantar-se-á em Agosto, Setembro ou Novembro) e não será efetivado.

3 – Só existiram dois testes de verdade no Brasil, nas finais do Campeonato Pernambucano, com erros graves de arbitragem e uma trapalhada sem fim.

4 – A falta de empresa para gerir as imagens que seja INDEPENDENTE (não dá para os árbitros de vídeo usarem a mesma geração da Globo, por exemplo, com o que o telespectador vê). Além disso, corre-se o risco de dizer que um time de massa que leve mais audiência possa ser beneficiado pelo ângulo da imagem da emissora.

5 – Não existe equipamento suficiente no Brasil.

6 – Obrigatoriamente deve-se instalar em todos os jogos e, portanto, em todos os estádios. Há condições de trabalho em todas as praças?

Dito tudo isso, resume-se à falta de estrutura para a implementação. Tudo está atrasado (há pelo menos dois anos). Alardeado como de vanguarda, postergou-se ao máximo com inúmeras desculpas e engodos (lembrem-se do gol de mão do Jô em Corinthians x Vasco, onde após o “pito” de Eurico Miranda, o presidente Marco Polo Del Nero prometeu para rodada seguinte o VAR).

O último capítulo dessa história é: a CBF quer discutir com os clubes (na maioria resistentes à ideia do árbitro de vídeo, pois os erros dos juízes são boas desculpas para justificarem derrotas) o custo da implementação do VAR. Enfim: ela quer dividir com os clubes as despesas!

Em são consciência, alguém aceitaria ajudar financeiramente a milionária CBF, que como promotora do torneio tem a responsabilidade de providenciar o Vídeo-Árbitro?

Se fosse uma LIGA, organizada pelos clubes, há coerência. Mas a CBF é DONA do Campeonato Brasileiro (e da Seleção também).

Não há dúvida: não teremos árbitros de vídeo no Brasileirão de 2018 (anote aí mais uma vez, como você já anotou em outras postagens a mesma afirmação de que a promessa era demagógica). Desta vez, se justificará que os clubes não aceitaram.

Relembre o histórico de mentiras esfarrapadas do VAR brasileiro da CBF no link em: https://wp.me/p55Mu0-1Gk

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