– A Cracolândia em Guerra e os Bandidos sendo protegidos

É “a mortadela fatiando a máquina”, ou se preferir, a “banana comendo o macaco”.

Leio que a PM e a GCM precisaram agir dentro da Cracolândia, devido a tumultos. O local, dominado por traficantes (que são donos literalmente dos espaços) e viciados (que não podem sair de lá pois são reféns), virou cenário de guerra.

O curioso é que alguns grupos CONDENARAM a ação da Polícia Militar. Os traficantes não permitem que as famílias retirem os seus entes do vício; o comércio de drogas ao céu aberto predomina; um mundo a parte lá existe (ou melhor, um inferno).

E pensar que existe aqueles que querem saber como funcionam as drogas… Tonto é aquele que aceita “uma provadinha”, ou ainda aquele que diz: “vou experimentar e não fará mal, pois sou forte”.

Extraído de: http://noticias.r7.com/sao-paulo/coletivos-publicam-carta-contra-repressao-policial-na-cracolandia-11052017

COLETIVOS PUBLICAM CARTA CONTRA REPRESSÃO POLICIAL NA CRACOLÂNDIA

Ação da PM e da GCM na quarta deixou quatro pessoas feridas a bala

Ao menos 28 grupos publicaram na noite desta quarta-feira (10) uma carta de repúdio contra as ações violentas da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana na região conhecida como Cracolândia, no bairro da Luz, centro de São Paulo.

O documento foi divulgado horas após agentes públicos de segurança entrarem em confronto com os usuários de drogas que moram na região. Aos menos quatro pessoas ficaram feridas por disparos dos policiais.

Segundo a PM, a confusão começou após homens da GCM perseguirem e prenderem um suspeito de roubo na Alameda Dino Bueno. A GCM então pediu apoio da PM para conter a confusão, após os agentes entrarem no chamado “fluxo”, o trecho da Dino Bueno, entre a Rua Helvétia e o Largo Coração de Jesus, que é totalmente ocupado pelos usuários. A polícia acabou interditando vias da região, como a Avenida Rio Branco no sentido da Marginal do Tietê. O controle de pessoas e veículos se manteve até a noite de ontem.

De acordo com a carta, “foi mais um ataque a populações desprotegidas que estão nas periferias e pontos de interesse do mercado imobiliário. O projeto é apenas eliminar os grupos que demonstram a falência das políticas públicas. A guerra às drogas é novamente a justificativa para o extermínio e o encarceramento dos pobres e negros”.

O R7 apurou que, desde o início da gestão João Dória, usuários de crack e grupos que prestam assistência aos dependentes químicos — inclusive funcionários dos programas Recomeço, do governo do Estado, e do De Braços Abertos, da prefeitura — temem uma megaoperação de limpeza da população que vive naquelas ruas. Isso prejudicaria o trabalho de redução de danos que vem sendo realizado na Cracolândia nos últimos anos.

O clima de incerteza se instalou desde que o prefeito João Doria anunciou, durante a campanha eleitoral do ano passado, o fim do De Braços Abertos, o que não aconteceu até agora. Pelo programa, o dependente químico recebe moradia e remuneração em troca de serviços como varrição de ruas e plantio. O usuário é incentivado a reduzir o consumo de drogas, por meio de acompanhamento multidisciplinar, mas a internação não é exigida.

Em janeiro, a prefeitura declarou que o novo programa de combate ao crack, chamado “Redenção”, vai exigir exames antidoping frequentes dos usuários como contrapartida para receberem a moradia. Quem não aceitar correrá o risco de perder o auxílio.

Em fevereiro, Doria afirmou que o Redenção vai “retirar” os dependentes da rua. A remoção seria feita de forma “humanitária”, segundo o prefeito, que não detalhou a ação. Até hoje o programa ainda não foi explicado para a população, sendo adiado mais de uma vez. A expectativa é que seja iniciado no segundo semestre. A técnica de internação forçada já foi aplicada na Cracolândia, sem sucesso.

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