– O “quase-terrorista” que veio mudar de vida no Brasil e deu azar (ou sorte?)!

Matéria da Época impressionante neste último final de semana (edição 11/01/2016, “Um terrorista no Brasil“, por Filipe Coutinho, Ana Clara Costa e Hudson Correa).

Um físico chamado Adlène Hicheur, 39 anos, renomado, franco-argelino e reconhecido como bom profissional e cidadão exemplar, começou a frequentar fóruns da Al Qaeda. Em determinado momento, resolveu prolongar as conversas e foi convidado a ser um suicida. Deu até ideias de alvos – instituições financeiras, empresas renomadas e lugares públicos, mas não topou seguir em frente.

Investigado pelo serviço de inteligência francês, foi preso e depois de algum tempo libertado.

Sabe onde ele vive hoje?

Ganhou uma bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Brasileiro) e foi trabalhar na UFRJ, no Departamento de Física, mantendo residência na capital fluminense.

Tentou mudar de vida, verdadeiramente. E passou a frequentar a Mesquita da Luz, onde seus irmãos muçulmanos pregam a paz e o diálogo.

Entretanto, para seu grande azar, a CNN fez uma reportagem sobre a repercussão dos atentados terroristas à Revista Charlie Hedbo, há 1 ano atrás, em países ocidentais. E visitou essa mesquita que Hicheur frequentava. Não é que todos os entrevistados ali pediram paz, exceto um cidadão que defendeu o ato terrorista e estampava inscrições de apologia ao Grupo de Terrorismo ISIS (o temido Estado Islâmico)?

A Polícia Federal foi informada, teve toda a colaboração das autoridades religiosas islâmicas do Brasil e que condenam a violência, e chegou, por acaso, ao físico citado.

Hoje, a vida de Adlène Hicheur se tornou um inferno, pois tem que dar vários esclarecimentos, mesmo que aparentemente ele não tenha nada a ver com o sujeito que defendeu o terror e ainda não foi localizado.

Três perguntas pertinentes:

1 – O físico deu sorte em encontrar o Brasil e a bolsa do Governo para recomeçar?

2 – Ele deu azar por ser descoberto e agora sua paz acabou?

3 – O nosso país tem condições e preparo de monitorar o terrorismo, ex-terroristas ou futuros atentados, em especial nos Jogos Olímpicos de 2016?

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