De fato, os árbitros de futebol profissionais estão abandonados. Leio que Maurício Fioretti, árbitro da FPF que foi agredido por um atleta do Independente (Limeira) na A3, não teve o apoio necessário para a sua recuperação total.
Quando um árbitro é agredido, a FPF o tira de escala, alegando “preservá-lo”. Assim, fica sem renda e a entidade não se assume como “patroa”, assistindo-o.
A Cooperativa e o Sindicato fizeram o quê? Manifestaram o descontentamento pelo fato e pediram a punição do atleta? E daí?
O que importa é: quem bancou financeiramente o árbitro, cobriu a renda que faltou por estar afastado, custeou os valores pelas lesões e medicamentos?
Tanto dinheiro descontado das taxas dos árbitros e, o verdadeiro retorno de apoio e luta por ele, na prática não acontece.
Curioso: a quanto tempo tanto Cooperativa e Sindicato (duas entidades de defesa do árbitro) não se desentendem com a Federação Paulista por direitos dos árbitros de futebol?
Talvez a relação trabalhista mais harmoniosa desse país seja a de árbitros com suas federações, já que nunca se ouve falar de rugas das suas entidades com os patrões.
Corrigindo: “quase patrões”, pois as entidades consideram o árbitro como ‘prestador autônomo de serviços aos clubes de futebol’, não à elas!
Em tempo: parabenizo a boa matéria publicada no site Apitonacional.com (o qual se faz jus aqui se registrar) que foi quem levantou o caso, na matéria “Árbitro Agredido Sofre com o Descaso”.
Fioretti, grande amigo: boa sorte e paciência.
Abaixo, imagem da EPTV sobre sua cinta no tórax:
